quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

GAVIÕES DA FIEL CAMPEÃ DE 1.995 - COISA BOA É PARA SEMPRE


Boa tarde amigos,

 


Há 31 anos, a escola de samba Gaviões da Fiel completava o seu jubileu de prata. E  ao  descer o Sambódromo do Anhembi em São Paulo, no desfile de escolas de samba do grupo especial de 1995, encantou o público e o Brasil com o samba enredo “Coisa Boa é Para Sempre”, seguramente e até hoje, o melhor samba-enredo do Carnaval de São Paulo, por isso mesmo referendado como um hino antológico. Letra e música irretocáveis, assinada pelo corintiano conhecido como “O Grego”, cujo nome de batismo é Janos Tsukalas, compositor histórico da agremiação,  foi responsável pelo primeiro título da escola na elite do carnaval paulistano. Com todos os ingredientes para falar de seus 25 anos, do amor dos torcedores pelo clube do coração,  de gol, de taça, de luta e dedicação, de fidelidade: /Ai, um brinde/um brinde ao jubileu de prata/convido a massa para comemorar/explode um grito na galera/tem gol de fera, para delirar/.  Para buscar e manter  a capacidade de sonhar, fala da  necessidade   de ser criança e de participar de seu mundo de fantasia, onde moram os  heróis e fadas: /Hoje sou criança/reino encantado de brinquedo e fantasia/na minha lembrança/sonhei dourado e brinquei de poesia. E mais adiante: /Fadas e rainhas, mil heróis na minha história/o que é bom fica na memória/tem pierrô, pierrô arlequim columbina/todo mundo quer sonhar/se enroscar na serpentina.  Finalmente, o ponto alto e arrepiante do samba, para mim reside no convite  ao companheiro ou companheira para o abraço, a busca do céu e do infinito, simbolizado pela viagem do gavião: /“Me dê a mão, me abraça/viaja comigo pro céu/sou gavião, levando a taça/com muito orgulho, pra delírio da fiel./ Vou te levar pro infinito/Vou te beijar do jeito mais bonito/Ai que gostoso amor, ai que saudade/te amo, te amo de verdade. A canção foi composta em 13 dias, dentro dos quais o compositor viajou no tempo, buscando inspiração na memória de sua infância, em que o espetáculos circenses exerceram grande influência, ressaltando a relevância da memória e da eternização dos momentos de alegria e felicidade.   Assim,  a Gaviões, pela primeira vez,  atingindo 293 pontos no julgamento dos jurados, levou o troféu, desbancando as grandes escolas de Sâo Paulo.

 

Até mais amigos.

 

 

 

 


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

A SAGA-TORTURA DE UM IDOSO NO MUNDO DA DISNEY

 



Boa noite amigos,


Eu batendo um papo com
Walt Disney, que pacien-
temente, ouve as minhas
queixas, sem reclamar.

De repente alguém gritou: “Corre” e pulou do automóvel, sem tempo para qualquer explicação. Desci também, mas não sabia para onde correr, nem por que ou para que. Em seguida recebemos ordem do meu genro para que parássemos uma vez que não ia adiantar toda aquela correria, porque um determinado ônibus já tinha saído. Respirei profundamente, na medida em que meu fôlego permitiu. Até que mereci uma singela explicação: iríamos a um programa num hotel, que consistia em jogar, em equipe, um jogo de  mini-golfe.  Para que não pagássemos mais 40 dólares de estacionamento privado no tal local, deixaríamos o carro onde estávamos, em estacionamento público e gratuito e embarcaríamos, de graça, em um ônibus do tal hotel, que depois nos traria de volta. O corre-corre sugerido, até então, não permitiu saber se fugíamos da polícia de imigração, se corríamos o risco de deportação, etc., etc. Esse é apenas um dos episódios que ilustram a saga-tortura de um idoso no mundo da Disney, atual império trampista. Bem, você sai de férias e a família já programou tudo. Data do embarque e do retorno, cia. aérea, categoria do transporte e local de acomodação. No meu caso específico a nossa casa situada num condomínio em Kissimmee, na grande Orlando. Você só sabe que vai pagar as contas e que deve “dançar conforme a música” e aí embarcar, todo dia, no carro alugado, munido de uma imensa mochila que vai carregar nas costas, para onde os membros da família decidirem ir, e nela hospedando, gradativamente, garrafas de água sua e dos outros, objetos inúteis adquiridos pelo caminho, sacos de pipoca com as que sobraram e não se pode jogar fora, blusas que são levadas porque é provável que à noite possa esfriar, etc. etc. Ah, é bom avisar: esse negócio de preferência de idoso não existe lá. Ninguém deixa você passar na frente, nem levanta para te dar lugar nos coletivos ou restaurantes. E muito menos mijar, quando você está pra lá de Bagdá, mijando nas calças, mas há uma fila disputando os quatro mictórios disponíveis, ou quer fazer o número dois e entra num banheiro que só tem um sanitário grande para deficiente e lá se encontra trancado um filho de puta jovem que fica lendo e respondendo mensagens no celular. Não dá para cagar nos mictórios. Então o remédio é ir rezando para não cagar nas calças. Nas atrações dos parques você é tão maltratado quanto um jovem travesso, com a agravante de que exigem de você a mesma rapidez e reflexo dos mais moços. Em uma das atrações aconteceu o seguinte: Os carrinhos nos quais os turistas se acomodam não param completamente nem para descer no final, nem para subir, no início. Quando passam vagarosamente vazios, você tem que entrar correndo e sentar. Foi o que fizemos, mas eu, por não estar acostumado, estava com a mochila nas costas. Minha filha gritou que a mochila tinha que ser retirada antes de entrar no carrinho e colocada no chão. Antes que eu pudesse tirar a mochila das costas e acomodá-la no chão, desceu sobre nós, automaticamente,  uma trava de ferro. Fiquei sufocado entre a mochila nas costas e a trava na minha barriga me pressionando. Resultado: encolhi ao máximo a barriga e prendi a respiração e assim fiquei por quase três minutos, orando, o tempo que durou o passeio, até que a bendita trava se soltou novamente e pude constatar que estava vivo. Entrar em loja para distrair e olhar as novidades, nem pensar. A família não deixa, porque com esse negócio de mochila nas costas você pode virar e ir derrubando os objetos, alguns caros e frágeis. Então melhor é esperar lá fora, porque vai ser rápido. E nunca é. Nos parques lotados, é comum as pessoas se tocarem ou trombarem, inclusive os americanos. Você (isto é, eu) baixinho e mais velho, levo tranco toda hora e só escuto um sonoro Sorry como consolo. Geralmente se forem latinos (argentinos, colombianos etc.) nem tomam conhecimento e seguem a rota, te ignorando. É foda!![JM1] 


 [JM1]