Bom dia amigos,

Domingo, 11 de janeiro de 2.026. Nesse nosso período de
férias em Orlando, reprogramamos uma viagem à simpática cidade de Winter Park,
situada no Estado da Flórida, condado de Orange, a cerca de 47 km. daqui. A
população fixa é de quase 28.000 habitantes, dentro da média das cidades
menores americanas, mas a fluência de turistas é grande, especialmente de
brasileiros, quando deixam um pouco os parques da Disney e da Universal e os outlets
e shoppings da grande Orlando. Cidade bem organizada, limpa e com muitas lojas,
incluindo livrarias, cafés e restaurantes charmosos, oferece uma gama de
gastronomia de culturas diversas, destacando-se, no entanto, a culinária
italiana, asiática e americana, sim senhor, com direito a batata frita
acompanhando carnes, massas e legumes.O que me chamou a atenção ao caminhar ao
longo da estação de trens da localidade, onde, de um lado estão as lojas, cafés
e restaurantes, e de outro um imenso jardim, margeando o prédio da estação,
foram as lixeiras fixas inseridas próximas umas das outras. Nas tampas foram
colados adesivos idênticos com o nome do Presidente Donald Trump, seguida da
expressão “memorial”, inseridas por pessoas adeptas à corrente contrária ao
Presidente e ao seu Partido, o Republicano, dito conservador. Certamente, admiradores do Presidente, inconformados com a crítica e a ironia contida nos adesivos, resolveram
arrancá-los, com êxito, ao menos parcial. As duas imagens (com os adesivos
intactos e com sobras deles), documentadas por mim, com meu celular, e
que ilustram a coluna de hoje, dão ideia dessa dicotomia de comportamentos.
Fato é que tudo o que se vê por aqui (quiçá pelo mundo todo) é a polarização
política, separando esquerdas e direitas, extremos e meios, a falta de
equilíbrio, diálogo e sintonia, a intolerância e, sobretudo, serenidade dos
políticos que assumiram os comandos das nações, muitas das quais mergulhadas em
profundas e intermináveis guerras, com mortes e destruição, em nome do poder e
de sua expansão. Relativamente aos brasileiros aqui residentes há pouco ou
muito tempo, com os quais tive oportunidade de cruzar e conversar, notei que a
maioria significativa apoia irrestritamente o Presidente Trump, ainda que este
manifeste – e execute - uma política
anti-imigração, com caça e deportação de imigrantes ilegais (o que, sejamos
justos, também foi uma prática adotada pelo Presidente Obama, do Partido Democrata,
nas suas gestões). O que chama a atenção, no entanto, no comportamento do atual mandatário, são as tentativas de impor arbitrariamente restrições severas ao reconhecimento de nacionalidade e cidadania a pessoas reputadas tais por preceitos constitucionais, tudo a movimentar extraordinariamente as querelas levadas aos Tribunais do país. Também cruzei com brasileiros que estão, a
todo custo, tentando vir para os Estados Unidos, de forma regular é claro,
decepcionados com a condução política e econômica do Brasil nesses tempos, o
que me faz crer que o sonho americano não acabou e está longe de acabar. Bem, o
terceiro setor, voltado aos serviços essenciais e braçais, aqueles que os
americanos de todas as classes sociais não se animam em executar (área de alimentação
como garçons, cozinheiros, ajudantes de cozinha, arrumadeiras e funcionários de
hotéis, construção civil etc.), está em crise, como era previsto, constatando-se,
como constatamos quase diariamente, a
carência e inexperiência de empregados em restaurantes com filas imensas e
atendimento moroso e precário, num estado que recebe milhões de turistas o ano todo e que
se organizou, com logística e tecnologia, para bem recepcionar seus visitantes, mas dependente, porém, de seres humanos estrangeiros, que ainda não podem ser ignorados, nem
substituídos totalmente, no bom atendimento a essa massa de turistas que aqui movimentam extraordinariamente a economia do estado e do país.

Até mais amigos.