segunda-feira, 9 de julho de 2012

CINEMA - HISTÓRIAS CRUZADAS (THE HELP)


Boa noite amigos,
The Help” é o nome do best seller americano de Kathryn Stockett,  adaptado para o cinema,  que recebeu no Brasil o nome de “Histórias Cruzadas” e, em Portugal, de "As Serviçais".  O drama é  uma produção conjunta de Estados Unidos, Índia e Emirados Árabes Unidos,  de 146 minutos, lançado em 2.011 e que surpreende em muitos quesitos, dentre os quais, o de lançar atrizes quase anônimas, ao estrelato, por interpretações marcantes, além de um roteiro instigante e dinâmico que  prende o espectador durante todo o tempo.   No Estado de Mississipi, anos 60, em época efervescente de gestação dos direitos civis nos Estados Unidos, a jovem Skeeter (Emma Stone), concluindo a faculdade de jornalismo, manifesta desejo de ser escritora, contra a vontade da mãe, que a quer bem casada, como era conveniente às mulheres daquele tempo. Sensível à causa de serviçais negras de famílias brancas, submetidas a um esquema de escravidão, desprezo e discriminação, Skeeter decide por um projeto literário secreto, contando inicialmente com a colaboração de Aibileen (Viola Davis), empregada de sua melhor amiga e que traz uma história dolorosa de morte do filho de 24 anos. A elas se junta Minny (Octavia Spencer), outra serviçal negra corajosa. Mas, por imposição da editora de Nova York,  Skeeter deverá ouvir ao menos uma dezena de mulheres  e suas histórias, transportando-as para um livro de denúncias e, ao mesmo tempo, de incentivo da sociedade branca a encarar  os novos tempos que se avizinham e exigem respeito aos direitos dos negros americanos. Uma história tocante e bem narrada, num ritmo que mantêm curiosidade e suspense até o final.  Indicado para a categoria de Melhor Filme (Oscar, Globo de Ouro). Viola foi indicada para o Oscar de melhor atriz  e Octavia Spencer abocanhou o Globo de Ouro e o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, com inteira justiça. O filme foi lançado no Brasil em fevereiro deste ano e agora já está nas vídeos-locadoras. Imperdível. Não deixe de ver. Um dos melhores filmes do ano.

Até amanhã amigos,

P.S. (1) Na foto que abre a coluna hoje (blogs.estadao.com.br),  Octávia Spencer no dia em que recebeu da Academia,  o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante;

P.S. (2) Emma Stone, que antes apareceu em  A Mentira”, está agora nas telas de todo o Brasil como Gwen Stacy, no filme “O Espetacular Homem Aranha”;

P.S. (3) A outra imagem, da propaganda de divulgação da película, foi emprestada do site switchup.wordpress.com;

P.S. (4) A direção e o roteiro do filme é de Tate Taylor, amigo de infância da autora do livro.  A fotografia é  de Stephen Goldblatti e a trilha sonora de Thomas Newman;

P.S. (5) The Help teve um orçamento de 25 milhões de dólares e surpreendeu crítica e público. Esteve por quatro semanas no Top 10 americano, superando todas as expectativas.

P.S. (6) Segundo Sérgio Luiz dos Santos Prior, enquanto, nos anos 60,  Martin Luther King lutava pelos direitos civis dos negros no espaço macro, Skeeter, Aibileen e Minny, o faziam no espaço micro em que podiam atuar. 








domingo, 8 de julho de 2012

PARÓQUIA DE SÃO BENEDITO - UM TEMPLO HISTÓRICO E SINGELO

Boa noite amigos,
Sou um fanático admirador e defensor da cidade de Campinas. Não tive a ventura de aqui nascer, mas, vindo para cá no distante ano de 1.958, com apenas seis anos de idade, praticamente vivi toda a minha intensa vida familiar, social e de trabalho nesta metrópole. Primeiro no saudoso bairro do Taquaral, de minha infância, mocidade e tantas lembranças. Depois, na Vila Industrial, bairro da primeira morada depois do casamento. Em seguida no Jardim das Paineiras e, finalmente, no Cambuí, nos últimos 20 anos. Gosto de falar da cidade, de suas instituições, de sua beleza e feiúra, conforme o caso, de seus problemas e virtudes, de suas coisas e lugares, esperando compartilhar com os amigos, curiosidades e sensações. Hoje o assunto é um templo católico. Mas poderia ser de outra religião. Os templos são, como Deus, universais. Espaços que nos acolhem para rituais, silêncio, reflexão ou oração. São ainda mais belos e aconchegantes quando vazios. Mas também durante os ritos, como exercício de ecumenismo, tão necessário num mundo em que há disputa pelo poder, pelo dinheiro, palco ainda de guerras e injustiças profundas. A pequena Paróquia de São Benedito, no Centro de Campinas, atrás de um monumento em homenagem à Mãe Preta sempre me chamou a atenção pela beleza de sua fachada e pela suposta singeleza interna. Sim, suposta, porque por incrível que pareça, em 52 anos de Campinas, não me lembro de ter visto o seu interior. Nas muitas vezes que passei por ali, sobretudo nos últimos anos, pelo trajeto que faço entre um estacionamento ao lado da Casa de Saúde de Campinas e o escritório de advocacia dos meus amigos e parceiros, Vicente Ottoboni Neto e Leila Regina Alves, não tinha coincidido de encontrar a paróquia aberta. Há aproximadamente dois meses me deparei com o templo aberto. Não resisti. Entrei. E constatei que efetivamente é uma paróquia singela. Mas profunda, profundamente  bela e aconchegante. Não havia por ali viva alma. Acomodei-me num dos bancos, permaneci  observando calado o seu interior. Senti vontade de rezar e o fiz. Depois me levantei. Lancei mão de meu celular e fui tirando fotos: das paredes, do teto, do altar, dos santos. Depois, na saída também  foto da fachada.  Do lado de fora, a mãe preta me observava. Ama de leite, figura primordial na vida dos brancos de outrora. Aquela que aos brancos cujas mães não podiam ou não queriam alimentar, entregava a seiva da vida. E com ela o amor e a dedicação de uma mãe verdadeira. São Benedito e Mãe Preta, uma dupla de negros.  Belos e fundamentais na história do amor, da solidariedade e da fraternidade entre as pessoas e os povos. P.S. (1) A Paróquia de São Benedito, no centro de Campinas, criou um movimento
denominado Encontro de Jovens com Cristo. Esse movimento visa trazer a juventude para dentro da Igreja Católica.  É extra-paroquiano, o que significa que para participar não é necessário que o jovem pertença àquela paróquia.  Este ano o XXVII  Encontro de Jovens com Cristo acontecerá nos dias 1º e 02 de setembro e as inscrições podem ser feitas na secretaria da Paróquia.
P.S. (2) A Paróquia de São Benedito foi criada em 16 de agosto de 1.966 por decreto de D. Paulo de Tarso Campos,   Arcebispo de Campinas, mas o templo começou a ser construído no ano de 1.839, quando um escravo alforriado, Tito de Camargo Andrade, conhecido como Mestre Tito, decidiu construir uma igreja para que os negros escravos pudessem ter um lugar para orar e realizar rituais, como os brancos. Conseguiu a doação de um terreno anexo ao Cemitério dos Escravos e começou a arrecadar fundos para a edificação do templo. Antes, porém, que pudesse concluí-lo veio a falecer aos 80 anos de idade, no dia 02 de agosto de 1.882. Posteriormente, uma benemérita, Dna. Ana de Campos Gonzaga deu seguimento à sua tarefa de arrecadação de fundos e conclusão da obra. A igreja foi enfim inaugurada no dia 11 de outubro de 1.885. Os retratos de Mestre Tito e Ana Gonzaga foram introduzidos e estão no templo até hoje;
P.S. (3) Em 1.897, em prédio anexo ao templo, passou a funcionar o Colégio São Benedito, a primeira escola para negros em Campinas.
P.S. (4) Desde 1.999, o religioso responsável pela paróquia é o padre Antonio Geraldo Bassi, auxiliado pelos padres Nilson Batista Chagas Pinto e Marco Zuccheto. A paróquia se situa na rua Cônego Cipião, 772, Centro. Telefone (05519) 3234-8269.

P.S. (5) Tendo nascido fora de Campinas, tive a honra de receber, por indicação do então Vereador, Dr. Romeu Santini, o título de Cidadão Campineiro, no ano de 1.997;

P.S. (5) As fotos que se espalham pela coluna hoje  foram tiradas de meu celular no dia em que ocasionalmente fiz  visita ao templo; 

P.S. (6) A conhecida expressão "Mas será o Benedito?" não se deve ao santo. A versão mais aceita é a de que essa indagação teria surgido,  na década de 1.930, em  Minas Gerais, porque o então Presidente Getúlio Vargas estava demorando muito para nomear um interventor para Minas. A demora gerou especulação entre os inimigos políticos do candidato ao posto, cujo nome era Benedito Valadaris (será o Benedito?). E foi. Foi ele mesmo nomeado interventor pelo Presidente Vargas em 12 de dezembro de 1.933. Em sua homenagem foi um município mineiro nominado de Governador Valadares.





terça-feira, 3 de julho de 2012

CORINGÃO NA FINAL E AVÓS

Bom dia amigos,
FINAL DA LIBERTADORES
O que mais preocupa são-paulinos, santistas e palmeirenses que prometem torcer contra o Corinthians amanhã, no final da Taça Libertadores, não é apenas o fato do rival conquistar um título, de caráter internacional, que não tem no seu currículo, mas – e o que é pior – conquistá-lo “invicto”. Sim, porque não há alternativa: ou o Timão perde (a partida de amanhã e o título), ou ganha (no tempo regulamentar, na prorrogação ou nos pênaltis, conforme o caso) e será campeão invicto, uma façanha que, salvo lapso de memória, nenhum time brasileiro conseguiu até hoje. A TV Globo, satisfeita com a audiência recorde em matéria de transmissão esportiva que teve com as partidas entre Santos e Corinthians e entre Corinthians e Boca, na última quarta-feira, tem promovido o espetáculo como nunca o fez. O assunto é introduzido em praticamente todos os programas, além do espaço durante a propaganda e ainda hoje será  tema do Globo Repórter. Os rivais que torcem contra (ressalvo, aqui que nem todos os são-paulinos, santistas e palmeirenses vão torcer contra), estão bravos com o Galvão Bueno pela repetição do slogan “Corinthians é Brasil na Libertadores”. Mas sem querer quebrar o galho do locutor esportivo mais famoso da televisão brasileira, ele já  fez o mesmo com o Internacional, com o São Paulo, com o Flamengo, o Grêmio e todos os times brasileiros que fizeram final da Copa Libertadores. De minha parte já escrevi aqui e volto a escrever: Pelo bem do esporte brasileiro vou torcer para o Corinthians conquistar o título, sem dúvida. Afinal, pior seria torcer para um time estrangeiro. E ainda por cima, argentino, porra?
EXTRAÍDO DO “LIVRO DOS AVÓS – NA CASA DOS AVÓS É SEMPRE DOMINGO?”.
Depois de se referir à fácil e rica comunicação entre as pessoas e entre elas, as coisas e o mundo, existente hoje, em  face da parafernália tecnológica posta à nossa disposição,  e a paradoxal constatação de que a  solidão é um sentimento cada vez mais crescente entre as pessoas, os autores LIDIA R. ARATANGY e LEONARDO POSTERNAK, observam:

O que acontece? Por que a transmissão de palavras e imagens não é equivalente ao contato pessoal? A questão é que a comunicação afetiva se faz com muito mais do que palavras e imagens: boa parte da transmissão de emoções se dá por sutis mudanças do tom de voz, da direção do olhar, do movimento das mãos, cuja percepção é em grande parte inconsciente. Nada substitui o contato entre as pessoas, com toda a riqueza de cheiros e sabores, saliências e reentrâncias, com as cócegas provocadas pela barba e os rubores e suores que um abraço desvela. É a esses sinais que respondemos, mesmos sem nos dar conta. São esses os disparadores dos sentimentos de cuidado e compaixão.” (Do Capítulo Os “Avós e a Arte de Cuidar”, obra citada, Primavera Editorial).
Feliz observação.
Até amanhã amigos.
P.S. (1) A imagem da coluna hoje foi emprestada ao site musicaparaolhos.wordpress.com e mostra o cantor e compositor Gilberto Gil na companhia do neto, Francisco, filho de Preta Gil, quando juntos seguiam para o cinema para ver o filme “Avatar”;
P.S. (2)  Um dos conselhos do Livro dos Avós, para aqueles que vão ser avós pela primeira vez como eu e ainda vivem a expectativa de como comportar-se com a nova situação e a pessoinha que chega na sua vida: “Não faça com os netos alianças secretas, que excluam os pais, pois isso gera conflitos de lealdades com os quais uma criança pequena não sabe lidar”;

domingo, 1 de julho de 2012

A ARTE DE NELSON FREIRE, ROMARINHO E ELIS REGINA

Amigos, boa noite.
São muitos os assuntos que pipocaram nesta semana, sobre os quais gostaria de externar minha incipiente e inciente (como afirma meu amigo, Regis de Moraes)  opinião. Vamos lá.

NELSON FREIRE – NOSSO PIANISTA MAIOR VOLTA À ORIGEM
O grande pianista mineiro, Nelson Freire, sessenta e dois anos depois de ter realizado, com apenas cinco anos, um recital no Teatro Municipal de São João D’El Rey, em que apresentou a Sonata em La Maior K.331 de Mozart, retornou, com grande emoção, àquela casa, ontem à noite, para o reencontro com a sua origem. O recital foi apresentado para 500 privilegiados convidados. Recentemente adquiri um CD especial de Freire – NELSON FREIRE - CHOPIN NOCTURNES 1-20, DE 2.010, e que foi contemplado com Disco de Ouro da ABPD, pelas 40.000 cópias vendidas no Brasil (verdadeiro recorde em se tratando de música instrumental clássica). A capa do CD ilustra nossa coluna de hoje. Uma preciosidade que deve ser conferida por quem gosta de Chopin, gosta de seus Noturnos, gosta de piano e gosta, sobretudo, da arte genuína desse talentosíssimo pianista brasileiro. 
 ROMARINHO – O “CARA” QUE, SEGUNDO ROMÁRIO,  “NÃO É O CARINHA”.
 O nosso artilheiro da Copa de 94 nos Estados Unidos, hoje respeitável Deputado Federal, Romário, também falou (e quem não falou?) sobre Romarinho, o herói do suado empate do Timão, contra o Boca Juniors, no alcapão de La Bombonera, na última quarta-feira. Depois de garantir que o Romarinho não é seu sucessor na ordem da vocação hereditária, porque não é seu parente consanguíneo (a imprensa argentina chegou a afirmar que o “inho” seria filho do “ário”), não descartou a hipótese de ingresso futuro do garoto, como sucessor dos grandes atacantes,  na galeria de craques brasileiros, com história relevante no futebol do Brasil e do mundo. O filho de Romário, o outro Romarinho, joga no juvenil do Vasco da Gama (confira foto do primeiro acima à esquerda, e do outro mais abaixo).
VERÍSSIMO, FUTEBOL E OBRA DE ARTE.
Até o escritor Luis Fernando Veríssimo deu seus pitacos sobre o assunto na coluna de hoje do Correio Popular. De sua espirituosa genialidade, colho duas afirmações ótimas: “Pouca gente “aprecia” futebol como se fosse uma obra de arte. “Apreciar” significa distanciamento, um prazer puramente estético sem outro tipo de envolvimento. Quem gosta mesmo de futebol geralmente gosta desde pequeno, e tem time. É um apaixonado, e um apaixonado “não aprecia”. Um apaixonado se envolve....” E termina: “ Um tal Romarinho, recém contratado pelo Corinthians, e que já fizera dois gols  no Palmeiras no domingo anterior, entrou quase no fim do jogo, fez o gol do empate em sua primeira jogada e transformou-se num desses fenômenos instantâneos que nos redimem. Já é um herói, já deve estar tratando dos seus primeiros contratos publicitários e terá um grande futuro. Infelizmente no Corinthians, e não no nosso time. Danação!”
UM AMIGO NA ESPANHA.
Gustavo Bollinger Simões,  o mais novo seguidor cadastrado deste blog, é um jovem advogado formado pela nossa Faculdade de Direito da PUC e, a despeito de não ter sido meu aluno, tivemos, durante o curso, muitos contatos. E, sobretudo, muitas conversas sobre temas variados, especialmente sobre futebol. O Gustavo fanático pontepretano, e eu bugrino, não perdíamos qualquer chance de alfinetarmo-nos. Mas eram conversas amenas, engraçadas, o que gerou entre nós uma recíproca simpatia e respeito, apesar dos "sarros" (essa expressão ainda existe na linguagem da juventude de hoje?). Pois o Gustavo me escreveu dizendo que está de malas prontas para a Espanha, mais precisamente Pamplona, onde fará o seu Doutorado na Universidade de Navarra. A você,  Gustavo desejo sucesso no  novo desafio. E que mande notícias de lá aos amigos, que manderemos de cá. Forte abraço. 
VIVA ELIS ATÉ AS TRES DA MANHÃ.
O aniversário do apresentador Serginho Groisman, aquele do programa “Altas Horas”, que garante  vida inteligente na madrugada, foi comemorado por sua equipe de produção e amigos com uma completa homenagem à  cantora Elis Regina. A maioria das músicas foram interpretadas por sua filha, a cantora Maria Rita,  que está levando, para todo o Brasil, o espetáculo Viva Elis, uma retrospectiva da carreira da grande dama da música popular brasileira, uma das  maiores cantoras do mundo de todos os tempos. O programa, com duas horas de duração, apresentou muitos vídeos com entrevistas e  exibições da Pimentinha, que ficaram marcadas para o pessoal da minha geração. Maria Rita cantou: a) com Fagner, Mucuripe; b)  com Lenine, Águas de Março, e, c)  sozinha,  inúmeros sucessos da mãe famosa: Como Nossos Pais,  Fascinação, Ladeira da Preguiça, Alô, Alô Marciano, o Bêbado e a Equilibrista etc. A dupla Chitãozinho e Xororó, confessando a grande admiração por Elis, cantou com Zélia Duncan, Casa no Campo, do falecido compositor Zé Rodrix, sucesso na voz da estrela. Os mais famosos sertanejos da era moderna, deram também um show, quando intepretaram, com o compositor Renato Teixeira, Romaria, entoando lindamente o “..sou caipira, Pirapora nossa, senhora de aparecida” e quase no final do programa, relembrando Travessia, de Milton Nascimento, música premiada no antigo e extinto, Festival Internacional da Canção, do Rio de Janeiro.  Arlindo Cruz e seus músicos deram um espetáculo à parte, trazendo, em ritmo de sambão, o antológico Upa Neguinho de Edu Lobo e o samba do paulista Adoniram Barbosa, Tiro Ao Álvaro. A apresentação do programa ficou a cargo de Maria Rita e das atrizes Camila Pitanga (que mulher essa Pitanga, misto de charme, erotismo, elegância, beleza, sensibilidade, delicadeza, simpatia e outros adjetivos intermináveis) e Fernanda Paes Leme. O comediante Leandro Hassum foi encarregado de animar o espetáculo, com suas piadas e tiradas e reclamou de sua empreitada, reputando-a difícil, especialmente quando todos, músicos, cantores, apresentadoras, atrizes e público em geral,eram tomados de profunda emoção e silencioso respeito,  com a apresentação de músicas e imagens de Elis e seus filhos.  Momento sério, não propício para achar graça em piadas. Valeu a pena ficar até as 3 da manhã e rever as apresentações inesquecíveis de Elis e as homenagens a ela justamente prestadas. 

Até amanhã.
P.S. (1) Dentre os inúmeros feitos de Nelson Freire, está o de ter realizado, em 1.999, por ocasião do aniversário de 150 anos do compositor, em Varsóvia,  triunfal interpretação do Concerto para Piano e Orquestra n. 2, de Chopin. Especializou-se, ainda, em obras de Mozart e Beethoven.
P.S (2) Maria Rita estava muito emocionada durante a apresentação da homenagem a sua mãe Elis Regina, no programa de aniversário de Serginho Groisman. Esteve à vontade tanto quando cantou (imitando propositadamente a mãe em sucessos como Alô, Alô, Marciano),  como quando comentou acerca de sua infância com Elis, demonstrando que superou completamente qualquer problema de ordem emocional, que pudesse ter, ou de identidade, reconhecendo que Elis foi um fenômeno que não se pode igualar;
P.S. (3) Enquanto repórteres do mundo inteiro, que acompanhavam o primeiro jogo da final da Libertadores, em Buenos Aires
, se acotovelavam para entrevistar Romarinho, que calou a torcida do Boca (incluindo o fanático Maradona) com seu golaço, o garoto demonstrava completa serenidade. Comentou o lance com tranqüilidade, não se apavorou em nenhum momento. E La Bombonera? Bem, seguramente parecia que o jovem atleta tinha acabado de marcar um gol num campinho qualquer de várzea, numa pelada entre “casados” e “solteiros”. Assim, me pareceu, pelo menos. Grande Romarinho"! Eu já falei de você muito antes disso. É só acessar e ler as minhas postagens de 23 de fevereiro (A Volta da Bola nos Campos depois do Carnaval)  e 12 de março de 2.012 (A Renúncia de Ricardo Teixeira e a 13ª. Rodada do Paulistão),  quando fiquei impressionado com a desenvoltura do atacante em dois jogos que vi (do Bragantino contra o Guarani e contra o São Paulo, pelo campeonato paulista deste ano);
P.S. (4) As imagens de hoje foram emprestadas: 1. de Nelson Freire do site pt.wikipedia.org; 2. dos Romarinhos do blog vasscal.style.blogspot.com e do site noticiasrss.com.br; 

P.S. (5) Caro Veríssimo. Não sejamos radicais. Quando vejo futebol em geral sou, sinceramente, um apreciador e o vejo como arte. Quando, porém se trata do meu time, aí eu sou torcedor, com tudo a que tenho direito. Incoerente, parcial e envolvente. Tá bem assim?







segunda-feira, 25 de junho de 2012

MUSICA BRASILEIRA - MULTISHOW AO VIVO - SKANK NO MINEIRÃO

Bom dia amigos,

Domingo frio de inverno, mas sem chuva, que durante a semana esteve muito presente, fazendo despencar a temperatura. Dia bom para gingar, cantar, agitar.  Pra lembrar de rock brasileiro. As mais badaladas bandas. As que nós temos de melhor e não são poucas. Enumero algumas: Paralamas dos Sucesso, Titãs, Engenheiros do Hawaii, Capital Inicial, Jota Quest, Ira, Sepultura. Vou falar de uma banda maneira e mineira. Mineiríssima. No vocal e na guitarra, de sobrancelhas negras e cerradas, o bom Samuel Rosa. Henrique Portugal no teclado, Lelo Zaneti no baixo e na bateria Haroldo Ferretti. Pronto: este o quarteto da banda que é sucesso no Brasil e no exterior. O nome: Skank, em homenagem a Bob Marley e ao álbum dele de sucesso “Easy Skanking”. No dia 19 de junho de 2.010, o Skank gravou, ao vivo,  no Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, santuário dos músicos mineiros fanáticos por futebol,  o CD/DVD e Blu Ray denominado “Multishow ao Vivo- Skank no Mineirão” (capa acima na imagem que ilustra a coluna hoje). Trata-se de um projeto de parceria da banda com a Sony Music e o canal Multishow. O espetáculo contou com mais de 50.000 pessoas e foi o último evento antes do fechamento do Mineirão para reforma visando a Copa do Mundo de 2.014. Houve participação especial da cantora Negra Li que, com Samuel Rosa, cantou “Ainda Gosto Dela”.Dois CDs compõem o álbum. São 17 músicas no primeiro CD e 14 no segundo. Uma  viagem pela carreira da banda que começou a fazer sucesso em 1.991, ainda em BH, tocou em barzinhos e churrascarias e depois do sucesso no Brasil viajou pelo mundo (França, Estados Unidos, Chile, Argentina, Suiça, Portugal, Espanha, Itália e Alemanha, são alguns dos países visitados). São mais de 6 milhões, entre CDs. E DVs. vendidos. O álbum tem o que de melhor o Skank produziu nestes anos todos em discos, dvds. e clipes. São três músicas inéditas: Presença, De Repente e Fotos na Estante. Seis músicas do álbum Calango de 1.994 (Esmola, Jack Tequila, Pacato Cidadão, É Proibido Fumar, O Beijo e a Reza e Te Ver).  Do disco Samba Paconé (1996), as composições É Uma Partida de Futebol, Garota Nacional e Tão Seu.    Do álbum Siderato (1998), as músicas Resposta e Saideira. De Maquinarama (2000), Balada do Amor Inabalável, Três Lados, Canção Noturna e Ali.  Do Skank ao Vivo na MTV (2001), Acima do Sol e  a versão Tanto (I Want You). As ótimas e marcantes Vou Deixar e Três Rios, são do álbum de 2.003, Cosmotron. A versão Vamos Fugir (Give Me Your Love), Um mais Um e Amores Imperfeitos constavam do CD Radiola  (2004). Mil Acasos e Uma Canção é Pra Isso do álbum Carrossel, lançado em 2.006. De Estandarte, o CD de 2.008, a banda cantou e gravou os hits, Ainda Gosto Dela, Sutilmente e Noites de Um Verão Qualquer. Para quem gosta da banda, quem aprecia o seu som, é efetivamente uma grande aquisição, exatamente por reunir os maiores sucessos da carreira do Skank. Além disso,  se você, como eu, gosta de gravações ao vivo de rock,  pra sentir e compartilhar da vibração do público e da entrega dos profissionais a um improviso que sempre acrescenta às antigas composições e interpretações, tem aí mais uma razão para adquirir o CD ou DVD, ainda que possua os álbuns anterioes. Vale a pena comprar e dar de presente.
Até amanhã amigos
 
P.S. (1) A banda, quando estreou em São Paulo, cantou para rigorosos 37 espectadores. Era noite de final de Copa do Mundo. Se você já reuniu uma galera de uns 40 amigos que permaneceram ali fiéis, noite adentro, ouvindo a sua banda, pode crer que você pode fazer sucesso internacional;
P.S. (2) O Skank vai participar do Rock in Rio Buenos Aires 2012. O evento vai acontecer, de 27 de setembro a 06 de outubro,  no famoso Parque da Cidade, na capital portenha;
P.S. (3) Algumas bandas de rock que fizeram sucesso e impuseram estilo nesses 60 anos de rock brasileiro: LEGIÃO URBANA, PARALAMAS DE SUCESSO, TITÃS, LOS HERMANOS, CAPITAL INICIAL, ENGENHEIROS DO HAWAII, RAIMUNDOS, IRA, PATO FU, JOTA QUEST, DETONAUTAS, CHARLIE BROWN JUNIOR, BARÃO VERMELHO, CPM 22, OS MUTANTES.
P.S. (4) O primeiro rock em versão brasileira foi gravado nos anos 50, imaginem por quem? Pela cantora NORA NEY, célebre interpréte de samba-canção. Depois, também gravaram: CAUBY PEIXOTO, JERRY ADRIANE, CELI CAMPELO, RONNIE VON, ROBERTO CARLOS, RITA LEE, CÁSSIA ELLER, dentre outros.



sábado, 23 de junho de 2012

FUTEBOL É COISA SÉRIA - SEMIFINAIS DA LIBERTADORES E DA COPA DO BRASIL

Amigos, boa noite:
O futebol é paixão. Uma paixão lúdica e mágica. Vinte e dois marmanjos correndo atrás de uma bola para ficar com ela,  passear com ela pelo campo, driblando os obstáculos e os adversários, com o objetivo de guardá-la ali na meta, no gol, seriamente  vigiado pelo dono da casa, o goleiro e seus seguranças fixos– os zagueiros, ou eventuais – qualquer dos outros que estiverem por ali, naquela hora. Os dribles, os chapéus ou lençóis, o peixinho, o gol olímpico, o pênalti, o gol de falta, o gol contra, o gol impedido, o impedimento inexistente que impede a validade do gol, tudo isso faz parte de um mundo que se resume numa partida, depois num campeonato e, por fim, num título, num descenso ou num acesso. Esse esporte é capaz de provocar suspiros, gritos, choros. Despertar amor, fúria e ódio, dentro ou fora das quatro linhas. Por isso futebol é coisa séria. Seríssima. E como tal deveria ser tratado por todos aqueles que participam dessa engrenagem que movimenta empregos, publicidade, paixões e milhões de reais, de dólares, de euros. Já passou da hora de afastar todos os inimigos do futebol e resgatar o que ele tem de mais puro, competente e verdadeiro. Vou falar mais, qualquer dia, desse assunto.
A SEMANA NO BRASIL
O futebol de meio de semana emocionou muitas torcidas e outros amantes do esporte, cujos times de coração não estavam competindo. Na Copa do Brasil, os vencedores das semifinais foram o Coritiba e o Palmeiras, que vão disputar o título em duas partidas, a primeira no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, e a última, em São Paulo (Pacaembu, Morumbi ou Barueri?). O São Paulo acabou desclassificado, embora tendo vencido o primeiro jogo no Morumbi, semana passada, pelo magro placar de 1 a 0,  em mais um golaço do inconstante Lucas, mesmo jogando pelo empate. Enfrentar o Coxa em seu campo não é tarefa fácil para time algum do Brasil ou do exterior. A força de uma torcida apaixonada e vibrante ajuda a vencer os obstáculos. Foi assim. Em duas cabeçadas, o Coritiba marcou dois gols, segurou o tricolor paulista e venceu a partida de volta por 2 a 0. O São Paulo não jogou mal, mas é um time que ainda não se encontrou. Luiz Fabiano perdeu chances e demonstrou extremo nervosismo, repetindo o que vem acontecendo nos últimos tempos, a ponto de chamar a atenção da diretoria e da comissão técnica, que precisam intervir urgentemente para saber o que acontece com o atleta, pois afinal já jogou no exterior, é extremamente experiente e nada justifica as sucessivas irritações, faltas violentas e reclamações contra árbitros e colegas, que já renderam um punhado de cartões amarelos e expulsões. Sempre achei que Leão não era técnico ideal para o clube do Morumbi e acredito que, com a série de insucessos nos últimos campeonatos, o ex-goleiro não terá vida longa no clube. O Palmeiras eliminou o Grêmio, mas foi no primeiro jogo, quando venceu, surpreendentemente, diga-se de passagem, no Olímpico, pelo placar de 2 a 0, levando para São Paulo, uma considerável vantagem, tendo em vista o regulamento da Copa do Brasil. Com chuva ininterrupta que caiu sobre a Capital e Barueri ontem, conseguiu segurar o empate em 1 a 1,  liquidando a fatura. Esse empate de ontem se deve a todo o time que se esforçou consideravelmente, mas especialmente a dois atletas, ambos estrangeiros. Ao argentino Barcos, que fez uma grande partida, e ao chileno Valdivia, que entrou no segundo tempo, mudou o panorama, que mostrava um Grêmio atrevido e um Palmeiras recuado e medroso, sem criatividade. Pois Valdivia tabelou, puxou contra-ataques, criou a jogada e fez o gol que decretou o empate na Arena Barueri. A torcida comemorou como se fosse uma final. São 12 anos de jejum em títulos de campeonatos nacionais. Mas a partida mais importante aconteceu na quarta-feira no Pacaembu, com o clássico Corinthians e Santos, valendo vaga na final da Taça Libertadores da América. Um jogo de causar arrepios, pela importância e tradição dos dois competidores. O Timão vencera em Santos, pelo placar de 1 a 0. E mais uma vez fez prevalecer a força de seu conjunto, anulando os dois principais articuladores santistas. Alessandro neutralizou Neymar que não ganhou praticamente nenhuma disputa com o corintiano. E Ganso não jogou bem, errando passes e lançamentos. Mesmo assim Neymar, com oportunismo, fez o gol santista, entusiasmando sua pequena torcida presente ao Estádio Paulo Machado de Carvalho. Mas o iluminado Danilo, que é artilheiro do Corinthians no ano, livre de marcação, aproveitou um cruzamento de Alex para a área santista, para marcar no começo do segundo tempo, o gol do timão, empatando a partida e decretando a eliminação do adversário. O que se viu foi uma vibração intensa de corintianos e corintianas. Estas sorriam, enquanto os marmanjos choravam feito crianças, cantando o hino do clube, que pela primeira vez em sua existência centenária, consegue se classificar para a final da Taça Libertadores da América, que existe desde 1.960. E sabem contra quem: Contra o argentino Boca Junior, o maior ganhador dessa Copa, com dez finais e seis títulos. Tinha que ser contra o Boca. E contra uma equipe argentina, para colocar mais lenha nessa final que será, sem dúvida, histórica. E que vença o melhor. Não, que vença o Timão. O Brasil agora é alvinegro. Não vai ser fácil, não. Como diz o ex-jogador e comentarista Caio Ribeiro, sobre o Timão: Esse time não tem estrelas, mas seus jogadores se matam em campo. Verdade.
Até amanhã.
P.S. (1) Para ver o empate entre Palmeiras e Grêmio, mais de 17.000 palmeirenses foram à Arena Barueri, onde aconteceu o espetáculo, driblando todos os obstáculos, inclusive a torrencial chuva que caiu sobre a Capital nesta 5ª. feira. E aplaudiram muito o time e o chileno Valdívia que sofreu há dias, junto com a mulher, seqüestro relâmpago em São Paulo. A mulher de Valdivia afirmou a uma emissora de televisão chilena que não pretendia mais voltar ao Brasil e o atleta chegou a afirmar que não pretendia mais jogar no Palmeiras. Depois, voltou atrás.
P.S. (2) Quase 40.000 torcedores foram na quarta-feira ao Pacaembu, lotando as dependências do Estádio Paulo Machado de Carvalho, para ver Corinthians e Santos;
P.S. (3) A imagem da coluna de hoje foi extraída do site bloghs.lancenet.com.br




quarta-feira, 20 de junho de 2012

DIREITO - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - NOVAS SÚMULAS

Boa noite amigos,

O Superior Tribunal de Justiça, por sua Segunda Seção de Direito Privado, publicou no dia de hoje, as suas mais novas Súmulas. As súmulas representam a síntese de entendimento uniforme de um  Tribunal Superior acerca de um determinado assunto de direito. O teor da súmula é chamado de “verbete”. Muito se discutiu no país, sobre se era desejável ou não a existência de súmulas vinculantes, isto é, de súmulas que não poderiam ser ignoradas, nos julgamentos, pelas instâncias inferiores, numa espécie de engessamento do entendimento do juiz ou desembargador, ainda que ele pensasse contrariamente. Prevaleceu em parte a proposta, isto é, apenas para o Supremo Tribunal Federal, cuja competência preponderante é de decidir a respeito de temas constitucionais, como consta da Emenda Constitucional n. 45, que tratou da reforma do Judiciário. O Superior Tribunal de Justiça, ao qual incumbe agora a tarefa de decidir e uniformizar a jurisprudência nacional sobre interpretação de  lei federal, embora podendo editar súmulas, não se reconhece o caráter vinculante delas, embora se saiba que o Juiz ou Tribunal inferior não devem decidir de forma diversa, para evitar Recurso Especial,  obrigando o interessado a percorrer um caminho mais longo para ver o reconhecimento de seus direitos. Pois bem, as novas súmulas são as de números 472 a 478, cujos verbetes seguem abaixo, especialmente para os colegas advogados ou operadores do direito, que devem se manter permanentemente atualizados,  embora não faça mal algum a ninguém o conhecimento de  entendimentos ou interpretações de normas que podem afetar a sua vida e de seus familiares,  de uma forma ou de outra.

Súmula n. 472: “A cobrança de comissão de permanência – cujo valor não pode ultrapassar a soma dos encargos remuneratórios e moratórios previstos no contrato – exclui a exigibilidade dos juros remuneratórios,  moratórios e da multa contratual”.

Súmula n. 473: “O mutuário do SFH não pode ser compelido a contratar o seguro habitacional obrigatório com a instituição financeira mutuante ou com a seguradora por ela indicada”

Súmula n. 474: “A indenização do seguro DPVAT, em caso de invalidez parcial do beneficiário, será paga de forma proporcional ao grau de invalidez”.

Súmula n. 475: “Responde pelos danos decorrentes de protesto indevido o endossatário que recebe por endosso translativo título de crédito contendo vício formal extrínseco ou intrínseco, ficando ressalvado seu direito de regresso contra os endossantes e avalistas”.

Súmula n. 476: “O endossatário de título de crédito por endosso-mandato só responde por danos decorrentes de protesto indevido se extrapolar os poderes de mandatário”.

Súmula n. 477:  A decadência do artigo 26 do CDC não é aplicável à prestação de contas para obter esclarecimentos sobre cobrança de taxas, tarifas e encargos bancários”.

Súmula n. 478: “Na execução de crédito relativo a cotas condominiais, este tem preferência sobre o hipotecário.”

Até amanhã amigos.

P.S. (1) A súmula vinculante foi criada em 30 de dezembro de 2.004, com a Emenda Constitucional n. 45, que adicionou o artigo 103-A à Constituição Brasileira, cujo texto é o seguinte: “O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e á administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei”.

P.S. (2)   O Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi criado pela Constituição Federal de 1.988 e é a Corte responsável por uniformizar a interpretação de lei federal em todo o Brasil.

P.S. (3) A imagem da coluna de hoje retrata o edifício do Superior Tribunal de Justiça em Brasília e foi emprestada do site institutonacionaldedireito.com.br.