sábado, 25 de julho de 2026

OS IPÊS E O INVERNO DE NOSSAS VIDAS

 

     Bom dia amigos,

 


                                                                  “É inverno no mundo, é inverno em mim/Uma estação de silêncios e de ausência/Onde a tristeza parece não ter fim/E a própria vida congela em sua essência.”  (Verso criado, a meu pedido, pela Inteligência Artificial).                                                                       

                                                                           

Antiga lenda narra que  o Criador, durante a criação do mundo, teria concedido às arvores  o direito de escolher em qual das estações do ano queriam florescer. Todas elas logo se manifestaram, a maioria optando pela primavera, outras pelo verão e, algumas. pelo outono. Apenas o ipê, do alto de seu majestoso porte, pediu licença para  florir durante o inverno, pois assim traria um pouco de alegria e luz para as pessoas e o mundo. Deus, então, decidiu compensá-lo pela escolha e nobre propósito,  com o direito de adotar infinitas cores. Assim teriam surgido os ipês nos seus variados tons (roxos, rosas, amarelos, brancos). O inverno é uma estação que poetas costumam utilizar como metáfora para a  melancolia, a finitude de tudo que existe, as dores, perdas e  sofrimentos humanos. O saudoso Rubem Alves, em conhecida crônica sobre sua experiência e preferência pelos ipês (Os Ipês estão florindo), garante que eles se alegram em fazer as coisas ao contrário, isto é, enquanto “outras árvores fazem o que é normal – abrem-se para o amor na primavera, quando o clima é ameno e o verão está para chegar, com seu calor e chuvas, o ipê faz amor justo quando o inverno chega.”  Em todo inverno costumo abrir a janela do meu apartamento. situado no coração do Cambuí, um bairro nobre de Campinas que, a cada dia perde as belas casas que outrora embelezavam o lugar, exibindo suas diversas e sofisticadas arquiteturas, hoje substituídas, pelos arranha-céus de concreto, procurando algo precioso. E na escuridão dos dias nublados, ocultando o céu, o sol e as estrelas, espremidos entre os edifícios misturados uns aos outros, meus olhos correm ansiosamente, para a esquina entre as ruas Joaquim Gomes Pinto e Coronel Quirino, onde se avista o  majestoso ipê rosa totalmente florido. Ao encontrá-lo,  fico ali, por muitos minutos, me deleitando com a beleza dessa árvore singular, que de forma igualmente singular,  floresce e morre durante o inverno, transmitindo a generosidade, a gentileza, a paixão e o amor do Criador por nós humanos, nesse mundo tão carente de valores e de empatia,  nos fazendo acreditar que existirá um futuro fraternal e ecumênico esperando pelos nossos filhos e netos.

 

Bom final de semana, amigos.

                  

P.S. (1) A imagem que ilustra a coluna de hoje foi tirada com o meu celular, da janela de meu apartamento. 


           

domingo, 19 de julho de 2026

VERÃO DE 1.936 - UMA BOA E INTERESSANTE MINISSÉRIE DA NETFLIX

 

Boa tarde amigos,


Se estiver a fim de escolher uma série da Netflix que não tenha mais que uma única temporada, menos de uma dezena de capítulos, com no máximo, 30 minutos cada um e que, o mais importante, PRENDA A SUA ATENÇÃO TODO O TEMPO, indico aos amigos uma série franco-belga de 2026, com 6 capítulos de cerca de 30 minutos cada um, o que equivale, não mais do que a um filme de três horas. Do gênero policial de investigação, o thriller se passa em Nice, na Riviera Francesa, durante as férias de verão de 1.936, abalada pelo assassinato de um conhecido Promotor de Justiça. O mistério, que se mantém insolúvel até o último capítulo, tem  as investigações centradas em 04 (quatro) mulheres, com as quais, a vítima tinha algum envolvimento, por diferentes motivos. Mas não só. Outros personagens periféricos, em razão da proximidade ou parentesco ou amizade com a vítima ou com as mulheres investigadas também passam a integrar o rol dos possíveis autores do crime. As atrizes JULIE DE BONA (O CONDE DE MONTE CRISTO), SOFIA ESSAIDI (NOSTALGIA), NOLWENN LEROY (BROCÉLIANDE) E CONSTANCE GAY (VENCER OU MORRER; BELLE EPÓQUE)  encarnam esse quarteto, nas peles de Blanche Akermann, Eugene Berthier, Giulia Vincent e Léonie Morel, respectivamente.  O argumento ou roteiro de Marie Deshaires e Catherine Touzet, lembra um dos contos policiais da escritora inglesa,  AGATHA CHRISTIE,  recordista de vendas de seus romances policiais, mais precisamente do ASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE, que teve duas versões para o cinema, uma de 1.974, outra de 2017, esta com um elenco de primeira linha, com JOHNNY DEEP, MICHELE PFEIFFER e PENÉLOPE CRUZ, dentre outros.   Mas  será que o desfecho aqui é semelhante, ou seja, o de um assassinato cometido coletivamente pelos demais passageiros,  contra um algoz comum? Bom, sem spoiler, só digo, que vale a pena arriscar.

 

Até mais amigos.