Boa noite amigos,

Poster de divulgação do filme - foto do meu
celular.
Com a conhecida densidade dos dramas explorados pelo bom
cinema argentino, mas sem ser maçante ou sisudo, o longa, VINTE E SETE
NOITES, de 2025, produzido e distribuído pela NETFLIX, mergulha na reflexão
sobre etarismo, saúde mental, liberdade
e autodeterminação na velhice, numa interessante proposição e discussão a
respeito das fronteiras entre a excentricidade e a doença mental, com sutileza e leveza. Baseado no livro Veintesiete Noches de
Nathália Zito, o título se refere ao tempo em que a octogenária, Martha
Hoffmann (Marilu Marine), artista plástica, viúva, rica e independente, permanece internada em uma clínica, contra a
sua vontade, por iniciativa de suas filhas, preocupadas com as relações da mãe com
jovens músicos e artistas, no objetivo de proteger o patrimônio familiar. Diagnosticada
com demência frontotemporal, sem definição de fases, sustentam suas futuras herdeiras, que seria incapaz para a prática dos atos da
vida civil. Aí entra em cena o perito judicial, Leandro (Daniel Hendler), incumbido
de elaborar um laudo positivo ou negativo, mas conclusivo e fundamentado,
decisivo para o julgamento do processo de interdição que corre na Justiça. Os
diversos encontros entre a artista e o perito, nos quais acontecem reflexões e
diálogos sobre realidade, velhice, doenças e limitações, preconceitos,
excentricidades, capacidade e
autodeterminação, constituem a essência do roteiro e das mudanças que terminam por afetar a vida
de ambos os personagens centrais. Baseado em história real da viúva, Natália
Kohen, internada em Buenos Aires pelas filhas, o filme é bem produzido,
intercalando, com bom humor, cenas dramáticas e cômicas, com um final
interessante. Vale assistir.
Até mais amigos.
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