domingo, 10 de março de 2013

ECONOMIA - A DESONERAÇÃO DA CESTA BÁSICA E A INFLAÇÃO


Boa noite amigos,

A divulgação do índice de 0,6% do INPA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de fevereiro, quando se esperava algo em torno de 0,4 a 0,45%, acendeu o sinal de alerta no governo e foi responsável pela antecipação, em quase dois meses, do anúncio da desoneração da cesta básica, que agora fica isenta de tributos federais, diretos e indiretos. A medida também eleva de 13 para 16 os itens da cesta básica. A Presidenta Dilma Roussef justificou a isenção como necessária, especialmente para garantir o poder de compra daqueles que ascenderam ao mercado, deixando a chamada "linha da miséria". Em fevereiro, as contas de energia elétrica ficaram 15,17% mais baratas para o consumidor, fator que ajudou na desaceleração da inflação, de janeiro para fevereiro (em janeiro o índice foi de 0,86%). A expectativa é que com a redução do custo das empresas, especialmente as pequenas e médias, elas possam ser mais competitivas no mercado, baixando os preços no varejo e, assim, contribuindo com o aquecimento da economia, que, como se sabe, diante da crise internacional e da baixa nas exportações,  depende - e muito -   da demanda interna.Trata-se de uma renúncia fiscal de mais de 5,5 bilhões este ano e de mais de  7 bilhões de reais no ano que vem, que a União deixará de arrecadar com a isenção, e que o governo pretende seja imediatamente repassada aos consumidores, pelos empresários do ramo.  Ainda assim o Brasil continua entre os países com os impostos mais altos do mundo, e o que menos distribui esses tributos em forma de benefícios efetivos para a população. Sem as reformas administrativa e  tributária, que tanto se apregoa, e sem que o país consiga superar o altíssimo custo decorrente da corrupção e o controle dos elevadíssimos gastos públicos,  medidas pontuais como a isenção de IPI, durante alguns meses,  como ocorreu,  na aquisição de veículos novos e, agora,  a isenção da cesta básica,  não serão capazes de garantir a competitividade permanente de nossos produtos,  no plano interno e internacional. Mas temos que convir que a medida agora anunciada é mais justa, porque considera produtos essenciais na mesa dos brasileiros e itens básicos de higiene pessoal, independentemente de uma categoria, enquanto a isenção concedida  na compra de  automotivos só privilegiava um dos setores do mercado, o que ensejou  muitas queixas de empresários ligados a vários outros setores, sacrificados com a oneração fiscal e com a queda nas vendas decorrente do encarecimento do produto, extremamente oneradas com tributação e ainda dependentes de insumos importados.

Até amanhã, amigos.

 P.S. (1) A Presidenta Dilma Roussef  pretendia anunciar as medidas de desoneração da cesta básica em 1º de Maio, feriado do Dia do Trabalho;

P.S. (2) “Com a inclusão social, fizemos nascer novos consumidores. É nossa obrigação agora defendê-los, pois essa é uma forma poderosa de cuidar do desenvolvimento do Brasil”, disse ontem a mandatária em seu pronunciamento oficial, em rede de rádio e televisão, referindo-se àqueles que ascenderam à melhor condição social, e, pois, passaram à categoria,  ainda que modesta, de consumidores;

 

P.S. (3) Analistas do mercado financeiro não acreditam que a inflação possa ser contida ou trazida para patamares mínimos no restante de governo da Presidenta Dilma. A projeção é que o IPCA feche em 5,7% este ano e em 5,5%, em 2.014.

 

P.S. (4) Eram 13 os itens que compunham a chamada “cesta básica”, todas referentes a alimentos: carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga. Com a medida anunciada ontem, passam a integrar a “cesta básica” três outros produtos de higiene: papel higiênico, sabonete e pasta de dentes.
 

P.S. (5) O Brasil tem nada menos do que 85 tributos diversificados, entre impostos, taxas e contribuições das mais diversas ordens. Cada tributo tem a sua especificidade, os seus requisitos de incidência, sua forma de apuração e de recolhimento. E, consequentemente, as desavenças de ordem jurídica que desafiam os Tribunais de todo o país.

P.S. (6) A imagem da coluna de hoje é do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e foi emprestada do site correiodeuberlandia.com.br;

 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 7 de março de 2013

GRAMÁTICA - O USO INCORRETO DA CRASE


Boa noite amigos,

Tenho sustentado haver uma relação de "amor e ódio" de estudantes, inclusive universitários, e profissionais das mais diversas áreas do conhecimento, com a crase. E no que consistiria esse amor e ódio? É o seguinte: ou o sujeito coloca crase em todos os “as”, mesmo quando se tem apenas um mero artigo definido antes de substantivo feminino, ou, então, não coloca crase nenhuma, ainda que se verifique a hipótese de um artigo feminino  mais  uma preposição.  Parece não existir meio termo. Fico matutando porque se tem tanta dificuldade de se aprender (e, pois, apreender),  o correto uso da crase. A crase não passa de uma contração, que no sentido gramatical significa a redução de duas ou mais vogais a uma só (Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, Novo Dicionário Aurélio, 2ª. Edição revista e aumentada, Editora Nova Fronteira, 1.986, p. 465). A crase indica, portanto, a presença de duas vogais (aa), reduzidas a uma com o acento grave (à). O “à”, portanto, gramaticalmente indica a contração da preposição “a” com o artigo definido feminino “a” ("Vou à China no mês que vem"), ou, a contração da preposição (a), com os pronomes demonstrativos “a”, “as”, “aquele”, “aquela”, “aquilo” ("Entregarei a faixa àquela jovem", ou, "Esta é à que (aquela que) lhe dei").Simples, não. A melhor forma de não errar no uso do acento grave indicativo da existência de crase é decorar os casos em que ela não aparece de jeito nenhum. Ora, se a crase indica necessariamente a existência de um artigo definido feminino (a), é evidente que não se usa crase antes de palavra masculina.Também não se usa crase antes de verbo. Já são duas dicas que resolvem 80% dos casos de dúvida. Portanto, em orações como “Pedi insistentemente a Pedro que me desse outra oportunidade” e  “Ficou ele a argumentar com o motorista”, não se coloca o acento grave antes de “a Pedro”, ou antes de “a argumentar”. Em ambos os casos o “a” ali referido é apenas uma preposição, sem a co-existência do artigo.  Observe-se que em alguns casos a palavra feminina é subentendida e não escrita, daí porque, nesse caso específico,  se usa o acento grave antes de palavra masculina.  Nas orações como “sapato à Luiz XV”, a crase existe, porque se subentende a expressão “à moda Luiz XV”. Adicionalmente, a crase também deve ser usada em outros casos especiais. Sobre eles falaremos oportunamente.

 Até amanhã amigos.

 P.S. (1) A palavra “crase” é originária do grego Krásis, que significa “mistura” ou “fusão”;

P.S. (2) É inacreditável como tem sido comum ler anúncios, editais, propagandas e placas indicativas com a expressão “à partir de” com crase. Elas provêm de órgãos particulares, repartições públicas,instituições de ensino (acreditem!) e até da mídia.  É lamentável, não?

P.S. (5) Li no site www.naotemcrase.com  a seguinte observação sobre o uso de “a partir de” com crase, numa embalagem de produto infantil do renomado laboratório Johnson & Johnson: “Quando uma empresa do porte da Johnson & Johnson não consegue acertar uma crase em uma embalagem, algo está errado com a nossa amada língua portuguesa. E o pior é que o erro está em um produto para crianças. Nossos filhos vão crescer escrevendo “à partir de” com crase”.

P.S. (4) A imagem da coluna de hoje é uma de uma fotografia que tirei de uma placa existente na porta de um dos compartimentos de um restaurante de Campinas. Note-se o uso incorreto da crase antes de palavra masculina e, pior,  no plural “Entrada restrita à funcionários”????









O SAUDOSO LAGO DOS CISNES - VIADUTO MIGUEL VICENTE CURY


 
Boa noite amigos,

CAMPINAS DE ONTEM

O viaduto Miguel Vicente Cury, que sofreu obras básicas de restauração recentemente, em uma das primeiras e indispensáveis intervenções do novo governo Municipal comandado pelo Prefeito Jonas Donizetti,  foi idealizado, na ocasião de sua concepção,   para criar um elo entre a entrada da cidade de Campinas pela Prestes Maia e a região central, com acesso  pela Avenida Moraes Salles.  Sua construção demorou cerca de dois anos entre 1.961 e 1.963, quando foi efetivamente inaugurado. Naquela época, na parte de baixo do viaduto, criou-se uma importante área verde de lazer, um dos cartões postais de Campinas: o Lago dos Cisnes, que continha um espelho d’água entre os canteiros e as árvores,  e um relógio de sol, posteriormente removido e que atualmente se encontra na Lagoa do Taquaral. Em 1.983, porém, o jardim desapareceu, sendo substituído pelo atual terminal de ônibus e pelo complexo comércio informal. O Lago dos Cisnes foi inspirado na peça teatral do mesmo nome e, naquela época,  a cidade respirava ainda  o ar aristocrático do tempo dos barões de café. Chegando a Campinas, com meus pais, no ano de 1.958, tive o prazer de conhecer o Lago e aproveitar o jardim que se desenvolvia em seu entorno, por alguns anos, enquanto ele existiu.

FRASES SOBRE FUTEBOL


DO EX-GOLEIRO, HOJE TÉCNICO,  LEÃO: “O PIOR MEDO NÃO É O DE PERDER. É O DE GANHAR”.

 

DO EX-JOGADOR ZICO: “O MEDO DE PERDER ESPANTA A VITÓRIA”.

 

TORRESMINHO DE BERINJELA.

 
Almoçando num dos restaurantes da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, dentre os variados pratos oferecidos pelo “Buffet” do estabelecimento, havia um de berinjela,  em pequenos cubos empanados, o que me chamou a atenção. Experimentei. Era simples e bom. Perguntei a uma das cozinheiras, do que se tratava. Torresminho de Berinjela, disse-me ela. Pedi a receita, que também era bastante simples. Hoje,  ofereço-a aos amigos.

 

Torresminho de berinjela

Corte a berinjela em fatias finas. Depois, com a faca, faça das fatias, quadradinhos. Tempere-os com sal, caldo de carne ou outro condimento de seu gosto. Em seguida passe-os em farinha de trigo e creme de cebola. Aqueça óleo numa frigideira. Depois de bem quente jogue os quadrinhos e cubra com ovo. Retire-os em seguida e sirva-os.

Vai bem com uma cerva gelada. E com refrigerante, água e outro acompanhamento qualquer, também.

 

Até amanhã.
 
P.S. (1) A imagem da coluna de hoje é do Lago dos Cisnes e foi emprestada do  blogs.viaeptv.com

 

 

 

domingo, 3 de março de 2013

CINEMA - LA PIEL QUE HABITO - ALMODÓVAR

Boa noite amigos,
 
La Piel Que Habito é um filme com a marca de Pedro Almodóvar, o consagrado cineasta espanhol de “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos” e “Fale Com Ela”, dentre outros sucessos. Mas, sem perder o estilo e os ingredientes que misturam tragédias familiares, sexo, dramas existenciais e crítica social, o último filme do cineasta insere-se na categoria de “suspense”. E consegue mantê-lo com muita competência e originalidade.  Baseado no livro Mygale (1995), de Tierry Jonquet, com roteiro adaptado, tem também como inspiração o filme francês Les Yeux San visage (Os Olhos Sem Rosto), de 1.960, como  admite o cineasta. A película  marca o retorno ao trabalho da dupla Almodóvar/Banderas, desfeita desde o filme !Ata-me! De 1.989. Na sinopse o doutor Robert Ledgard (Antonio Bandeiras) é um notável cirurgião plástico, que perde a esposa num acidente (ela morre com queimaduras graves). Desde então o médico tenta recriar em laboratório, com o auxílio de Marília (Marisa Paredes), sua mãe de criação,  uma espécie de pele humana  mais resistente, desafiando os limites éticos e as diretrizes do Instituto de Biotecnologia. Posteriormente, acontece a morte da sua única filha, enferma mental, aparentemente estuprada por um rapaz que acabara de conhecer, o que alimenta o seu sentimento de vingança. Para desenvolver sua pesquisa o médico precisa de uma cobaia, Vera (Elena Anava) . O mistério gira em torno dessa cobaia, como ela surgiu e o que fazer com ela, cobaia essa por quem Ledgard se apaixona posteriormente. O resto deve ser conferido por quem vai assistir ao filme que foi indicado em 2.011 para a Palma de Ouro do Festival de Cannes e para Melhor Filme Estrangeiro do Globo de Ouro em 2.012. Para os amantes de Almodóvar, imperdível. Para os cinéfilos em geral, um bom filme.
Até amanhã amigos,
 
P.S. (1) O nome que Ledgard dá à sua cobaia (Gal) é contração de Galatéia, personagem da mitologia grega, segundo a qual,  Pigmaleão, cansado dos defeitos das mulheres,  esculpiu uma estátua (Galatéia), em homenagem a Afrodite, Deusa do Amor, e acabou se apaixonando pela sua obra inerte. Sensibilizada, Afrodite resolve dar vida à estátua.
P.S. (2)  Tente identificar, ao assistir o filme, numa das paredes da casa do doutor Ledgard, a tela  Paisagem com Ponte”, da pintora brasileira, Tarsila do Amaral;
P.S. (3)  Almodóvar é um admirador da música e da cultura brasileiras. Neste filme, resgata a canção “Pelo Amor de Amar”, que no Brasil foi gravada por Ellen de Lima, para a trilha sonora do filme Os Bandeirantes. No longa de Almodóvar quem interpreta a canção é a cantora espanhola Concha Buika;
 
P.S. (4) Fiel aos seus atores prediletos, Almodóvar esperava contar com Penélope Cruz (Volver), para o papel da cobaia. A atriz, no entanto, por problemas com agenda, não pode aceitar o convite.
P.S. (5) “Será um filme de terror, sem gritos, nem sustos”. Essa foi a afirmação do cineasta antes de começar a rodar o longa-metragem;
P.S. (6) O filme foi rodado em 2010, durante onze semanas, na região da Galícia e nas cidades de  Madrid e Toledo. Nesta última cidade é que  se localiza a casa que serviu de cenário para muitas cenas: a quinta (el cigarral) do Doutor Robert Ledgard;
P.S. (7) No elenco, além de Banderas, Elena e Paredes, Jan Cornet (Vicente), Roberto Álamo (Zeca), Blanca Suárez (Norma), Eduard Fernandez (Fulgencio), José Luis Gómez (Presidente do Instituto de Biotecnologia), Susi Sánchez (Mãe de Vicente), Bárbara Lennie (Cristina).
 
P.S. (8) A imagem da coluna é da publicidade do filme e foi emprestada do site cinemaandchocolate.blogspot.com;

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

CINEMA - O OSCAR DE 2.013.


Bom dia amigos,


Oscar I:  A festa do Oscar 2013 aconteceu ontem em Los Angeles, sem muitas novidades. Os favoritos foram confirmados e, de maneira geral, não se pode dizer que a premiação foi injusta. Claro que injustiça e parcialidade da Academia sempre acontece, mas especialmente  por ocasião das indicações, pois alguns filmes excepcionais acabam ficando de fora, como foi o caso do bom drama francês, Intocáveis.  Não se pode esquecer que o Oscar é uma premiação feita para premiar os filmes e os profissionais americanos, conquanto não se discuta o merecimento das obras e dos atores, diretores e técnicos responsáveis pela maior indústria cinematográfica do mundo. Mas há cinemas fantásticos sendo feitos fora dos estúdios de Los Angeles (no Irã, na Espanha, na Alemanha, na Argentina e até recentemente no Brasil) para dar alguns exemplos que estariam e estão a merecer maior atenção.


Oscar II: O ator inglês, Daniel Day-Lewis era favoritíssimo e venceu, abiscoitando a cobiçada   estatueta de melhor ator pela cinebiografia,  Lincol.  Realmente a atuação de Lewis como o ex-Presidente foi competente e marcante. Trata-se do terceiro Oscar do ator, que já venceu, em 1990, com My Left Foot (Meu Pé Esquerdo), e em 2.008, com Sangue Negro (There Will Be Blood);


Oscar III: A relação completa é a seguinte: Melhor Filme –Argo;   Melhor Ator: Daniel Day-Lewis (Linconl); Melhor Ator Coadjuvante: Christoph Waltz (Django Livre); Melhor Atriz Coadjuvante: Anne Hathaway (Os Miseráveis); Melhor Atriz: Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida); Melhor Diretor: Ang Lee (As Aventuras de Pi); Melhor Animação: Valente; Melhor Curta-Metragem de Animação: Paperman; Melhor Curta-metragem de Ficção: Curfew; Melhor Roteiro Original: Django Livre (Quentin Tarantino); Melhor Roteiro Adaptado: Argo (Chris Terrio), Melhor Trilha Sonora Original: As Aventuras de Pi (Mychael Danna); Melhor Canção Original: Skyfall (Adele Adkins e Paul Epworth); Melhor Maquiagem e Cabelo: Os Miseráveis (Lisa Westcott e Julie Dartnell); Melhor Design de Produção: Lincoln; Melhor Fotografia: As Aventuras de Pi (Cláudio Miranda); Melhor Efeito Visual: As Aventuras de Pi; Melhor Figurino: Anna Karenina (Jacqueline Durran),  Melhor Documentário (longa-metragem): Procurando Sugar Man; Melhor Documentário (curta-metragem): Inocente; Melhor Edição: Argo (William Goldenberg);  Melhor Filme em Língua Estrangeira: Amor (Áustria); Melhor Edição de Som: 007 – Operação Skyfall e a Hora mais Escura); Melhor Mixagem de Som: Os Miseráveis;


Oscar IV: É indiscutível o meritório trabalho de atriz Jennifer Laurence em O Lado Bom da Vida. Apesar de muito jovem (apenas 22 anos), a atriz demonstra um incrível maturidade profissional e um enorme carisma. No entanto, o prêmio deveria ser dado para a francesa,  Emmanuele Riva, de 86 anos, que em Amor, atuou de forma soberba, até porque Jennifer é muito jovem e a tendência é que cresça como atriz, sendo razoável imaginar que disputará outras estatuetas ao longo da carreira. O mesmo se diga em relação à menina Quvenzhané Wallis, de apenas 8 anos, indicada pelo seu desempenho em Indomável Sonhadora.



Oscar V: O longa austríaco “Amor”, narra o romance entre dois músicos octogenários, sem qualquer concessão à ficção, trazendo à tona todas as dificuldades e os encantos da velhice. O filme venceu o conceituado Festival de Cannes, onde recebeu a Palma de Ouro e praticamente todos os prêmios para filme,  ator e atriz, na Europa e nos Estados Unidos, entre 2.012 e 2.013;



Oscar VI: As imagens da coluna de hoje são das atrizes, Jennifer Laurence e Emannuelle Riva, emprestadas, respectivamente,  do site www.tumblr.com e do blogdeklau.blogspot.com;



Até amanhã, amigos.
























quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

UMA ATRIZ - FABIANA KARLA, UMA POETISA - CORA CORALINA


Boa noite amigos,
 
MULHER N. 1:  Ela é uma atriz, uma comediante, um ser humano extraordinário, alegre e espontâneo. Nem o fato de ter vindo do discriminado Nordeste, nem a circunstância de mostrar um corpo obeso, fora dos padrões estéticos das atrizes e modelos, impediram essa mulher de ir atrás de seus sonhos. FABIANA KARLA (na imagem acima emprestada do site entretimento.r7.com), está em Campinas, com o espetáculo teatral “A Vida em Rosa”, no Teatro Amil e contou a sua história em entrevista ao jornal Correio Popular. Aos 14 anos ganhou o primeiro prêmio com a personagem Lucicreide, um sucesso em Recife. Aos 23 anos, casada e com três filhos, foi para o Rio de Janeiro tentar a vida artística. Ficou esperando na porta do Projac o diretor Maurício Sherman, do “Zorra Total” e, quando ele chegou pediu cinco minutos de atenção: “O senhor sabe o que é vir do Nordeste com a mala cheia de sonhos? Ganhou oportunidade na comédia global sabatina, do qual faz parte do elenco fixo,representando diversos personagens de sucesso (Lucicreide; Gislaine; a doutora Lorca e a Presidenta Dilma), todos com sucesso,   fez cinema (A Máquina; Trair e Coçar é Só Começar;  e O Palhaço, já exibidos,  e Casa da Mãe Joana 2 e O Corpo Fechado, ambos ainda a estrear), duas novelas (a empregada de Suzana Vieira na novela Mulheres Apaixonadas, de Manuel Carlos, e a Olga Bastos, no remake de Gabriela) e teatro. É dessa grande  mulher a seguinte afirmação, extremamente inspiradora. Vejam que beleza de conselho de vida: “COMO UM ATLETA MALHA OS MÚSCULOS, MALHO MEUS SENTIMENTOS, SOU INTENSA NO QUE FAÇO PORQUE EXERCITO ESSES SENTIMENTOS TODOS OS DIAS”
 
MULHER 2: Ela nasceu no distante ano de 1.889, na pequena cidade de Goiás, interior do Centro-Oeste do Brasil. Embora oriunda de família nobre (seu pai era Desembargador), apenas cursou as quatro primeiras séries do grupo escolar (primeiro grau, atualmente). Vivendo e curtindo as coisas da vida rural, foi doceira de primeira classe e escritora desde a adolescência. Nada obstante, só publicou o seu primeiro livro (POEMAS DOS BECOS DE GOIÁS E ESTÓRIAS MAIS),  em junho de 1.965, quando contava 76 anos de idade. Nascida Ana Lins dos Guimarães Peixoto Brito, quando completou 50 anos, afirma ter perdido o medo que sentia e adotou o nome que escolhera e  com o qual pretendia ser conhecida e chamada: CORA CORALINA (segunda imagem emprestada do blog apoesiadobrasil.blogspot.com.). É considerada uma das mais importantes  escritoras e contistas brasileiras. Morreu na cidade de Goiânia, em abril de 1.985, aos 96 anos de idade. Segue um de seus poemas, que bem demonstra o seu grau de talento e sensibilidade. Beleza Pura, gente!
“NÃO SEI SE A VIDA É CURTA OU LONGA PARA NÓS, MAS SEI QUE NADA DO QUE VIVEMOS TEM SENTIDO, SE NÃO TOCARMOS O CORAÇÃO DAS PESSOAS. MUITAS VEZES BASTA SER COLO QUE ACOLHE, BRAÇO QUE ENVOLVE, PALAVRA QUE CONFORTA, SILÊNCIO QUE RESPEITA, ALEGRIA QUE CONTAGIA, LÁGRIMA QUE CORRE, OLHAR QUE ACARICIA, DESEJO QUE SACIA, AMOR QUE PROMOVE.
E ISSO NÃO É COISA DO OUTRO MUNDO. É O QUE DÁ SENTIDO À VIDA. É O QUE FAZ COM QUE ELA NÃO SEJA NEM CURTA, NEM LONGA DEMAIS, MAS QUE SEJA INTENSA, VERDADEIRA, PURA ENQUANTO DURAR.
FELIZ AQUELE QUE TRANSFERE O QUE SABE E APRENDE O QUE ENSINA.”
 
Até amanhã amigos.



FUTEBOL - LIGA DOS CAMPEÕES NA EUROPA E LIBERTADORES NA AMÉRICA.


Boa noite amigos,
 

Não deixa de ser surpreendente a vitória do Milan sobre o badalado Barcelona, pelo placar de 2 a 0, hoje, no San Siro, em Milão, pela oitavas-de-finais da Liga dos Campeões da Europa. Há quem aposte que o time catalão não tira a diferença no jogo de volta, em Camp Nou, no dia 12 de março. Quem vê o resultado imagina que o Milan foi muito superior ao adversário espanhol, mas isso absolutamente não corresponde ao que aconteceu no espetáculo. A equipe italiana, reconhecendo a superioridade técnica do adversário, jogou como time pequeno. O técnico Allegri armou o time numa retranca, com 10 jogadores atuando no seu próprio campo,  e com marcação especial sobre Leonel Messi, que, desta vez, não conseguiu sair do nó tático muito bem executado pelos jogadores do Milan e nada realizou de efetivo, assim como seus companheiros de criação,  os talentosos Xavi e Iniesta. Foram dois contra-ataques fulminantes que resultaram exatamente nos dois gols da partida (de Prince Boateng, aos 12 minutos e de Muntari, aos 35, ambos no segundo tempo). A surpresa não foi apenas pela vitória do Milan, mas pela diferença de dois gols. , Para se ter uma ideia, a última vez  que o Barça perdeu por dois gols de diferença foi em 11 de setembro de 2.010, há quase um ano e meio, e foi para a equipe do Hércules, pelo Campeonato Espanhol. O futebol continua sendo uma caixa de surpresas e, por isso mesmo, apaixonante.  É o único esporte em que o pior pode vencer o melhor, como diz o meu amigo Cármino, parodiando certamente os cronistas esportivos de antigamente.   

 

 RAPIDINHAS.

º Robinho viu a vitória de seu time  do camarote do Estádio de San Siro. E, claro, com aquele largo sorriso que lhe é característico;

 

º Alguns comentários colhidos dos sites e blogs que comentam o jogo do Barça e Milan,  não podem ser levados a sério. Paixão à parte,  chamar  Leonel Messi de  “enganador” é uma piada. O argentino é um dos maiores jogadores de todos os tempos, sem favor algum.

 

º A Libertadores também “bombou” nesta quarta-feira. Que partidaço fez o Grêmio no Rio de Janeiro contra o Fluminense. Nem parecia que enfrentava o Campeão Brasileiro na casa do adversário. Eficiente na marcação e nos mortais contra-ataques meteu uma goleada sobre o tricolor carioca  (3 a 0), recuperando-se da derrota em casa, na primeira rodada, para o fraco time chileno do Huachipato (1 x 2). Destaque para o veterano  e incansável Zé Roberto, que fez rodar a bola no meio de campo e ataque, para o lateral André Santos (aquele mesmo do Corinthians e da Seleção), eficiente na marcação e no ataque,   e especialmente para Barcos (o melhor em campo)  que deu um passe sensacional para o terceiro gol e outro preciso para Elano que chutou na trave do goleiro Cavalieri.   As boas  contratações que o Gremio fez, sem dúvida, tornaram a equipe ainda mais competitiva e quando a equipe estiver entrosada será séria candidata aos títulos nacionais e da Libertadores, sem dúvida. A torcia gremista presente no Engenhão fez barulho e cantou “olé” no final do jogo. Do outro lado, o jogador Deco, de quem se esperava a criação para as jogadas de ataque do Fluminense foi uma decepção. Um dos piores em campo, vaiado por seus próprios torcedores. E nem Fred, com seu habitual oportunismo, incomodou a meta do goleiro Dida. A rigor o ex-goleiro da Seleção Brasileira não fez uma defesa difícil. O Flu no segundo tempo deu um único chute a gol apenas aos 44 minutos.

 

º Na altitude de Oruro, na Bolívia,  o Timão, atual campeão do torneio e do mundo, vencia a fraca equipe do San Jose (do ilustre torcedor e presidente Evo Morales), pela contagem mínima, mas cedeu o empate, no fim do jogo (1 a 1). O resultado, fora de casa e no ar rarefeito da altitude não é ruim. Mas o Corinthians poderia ter vencido, considerada o abismo técnico entre os times;
 
º As imagens da coluna de hoje são: a) do meio-campista, André Iniesta, do Barcelona, que hoje, como seus companheiros, não foi bem na partida em que sua equipe foi derrotada pelo Milan, pelo placar de 2 a 0 (emprestada do site www.record.xl.pt); b) do atacante Barcos, adquirido pelo Grêmio ao Palmeiras e que foi o grande nome do jogo Grêmio e Fluminense pela Libertadores, partida disputada no Engenhão em que o time gaúcho venceu pelo placar de 3 a 0 (emprestada do site www.esportes.r7.com).
 
Até amanhã amigos.