domingo, 25 de outubro de 2026

CINEMA ARGENTINO - A TERAPIA CERTA

 

BOA TARDE AMIGOS,                                        

    

         

Sou um cinéfilo louco por cinema de boa qualidade. E por grandes  atores, atrizes, roteiros, efeitos especiais e tudo quanto envolva  a produção de um belo representante da chamada Sétima Arte. E cinema argentino de boa qualidade é quase um pleonasmo, sobretudo se juntar a isso mais uma atuação brilhante de RICARDO DARIN. Pois A TERAPIA CERTA (Netflix, 2026) cumpre esses requisitos com sobras. Um veterano psicólogo, ULISSES VERÓN (DARIN), causa grande impacto ao recusar o prêmio que lhe foi conferido por uma instituição da categoria, com um discurso que questiona os métodos tradicionais de terapia, considerado por ele como tímidos e ineficazes, trazendo à colação a estatística, segundo a qual dobraram os casos de doenças mentais na população argentina, assim como  no resto do mundo. Utilizando um método heterodoxo, acompanha os seus pacientes, descobrindo, nas suas diligências, pessoas ou situações que não são inteiramente relatadas nas sessões, manipulando-os, depois, para lhes propor  soluções,  que julga acertada para solução dos conflitos que eles relatam. Mas é surpreendido ao ser procurado por um famoso escritor, MARTIN BOUCHARD (DIEGO PERETTI), que se queixa de um  bloqueio criativo e que esteve presente na cerimônia de seu discurso e que lhe propõe um acompanhamento terapêutico, inicialmente recusado, mas depois considerado pelo profissional como um desafio. As intensas e complexas relações que são criadas entre ambos, põe em cheque o novo método de que se vale o profissional, diante da complexidade do ser humano. Um final também surpreendente. Arrisque!

 

Até mais amigos,

 

P.S. (1) – O ser humano e suas surpreendentes reações a um mesmo estímulo, gerando conflitos das mais diversas modalidades,   foi descrita por filósofos, escritores e intelectuais, ligados as mais variadas áreas do conhecimento humano. Há um trecho introduzido na letra da música DE TODA COR, de RENATO LUCIANO, que bem ilustra essa diversidade, que termina, assim:   “SEI QUASE NADA MEU SENHOR. SÓ QUE SOU PÉTALA, ESPINHO, FLOR. SÓ QUE SOU FOGO, CHEIRO, TATO, PLATÉIA E ATOR. ÁGUA, TERRA, CALMARIA E FERVOR. SOU HOMEM, MULHER, IGUAL E DIFERENTE DE FATO. SOU MAMÍFERO, SORTUDO, SORTIDO, MUTANTE, COLORIDO, SURPREENDENTE, MEDROSO E ESTUPEFATO. SOU SER HUMANO, SOU INEXATO.”.


P.S. (2)  -  A imagem da coluna de hoje é da publicidade do filme "A Terapia Certa".

 

 

 

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