terça-feira, 19 de julho de 2011

CAETANO VELOSO E MARIA GADÚ- A ARTE DO ENCONTRO - DVD E CD

Amigos:

Dizia o poeta Vinícus de Moraes que a vida é a arte do encontro, embora exista tanto desencontro pela vida. Se os encontros são sempre importantes, o que dizer dos que reúnem gente boa para  produzir arte da melhor cepa. Há encontros que são verdadeiros achados. Pérolas que devem ser cultivadas, registradas e guardadas para sempre. Vinícius, na sua multifacetada arte, foi assim. Plural, como o nome, diria Tom. Fez parcerias importantes. Com o próprio Tom, com Chico, Carlinhos Lyra, Toquinho, etc.  Fisicamente nunca encontrou Adoniran neste mundo. Nem precisava. Em uma parceria distante, um escreveu e o outro musicou Bom Dia Tristeza (Bom dia Tristeza/ Que tarde tristeza/ Você veio hoje me ver). Há outras: Elis e Tom, Milton Nascimento e Mercedes Sosa,  Javier Barden, Penelope  Cruz e Almodóvar. Pois bem, de um lado o consagrado compositor,  68 anos, mito sagrado. Reverenciado pela erudição, pelo trabalho artístico lapidado, pelo engajamento político, 40 anos de carreira. De outro, uma quase menina, 23 para 24 anos. Rosto miúdo escondido sobre a rebelde franja que ela leva de lá para cá, de cá para lá, para disfarçar as mãos e a enorme timidez. Uma história pequena, mas extraordinária. Fenômeno? Já tinha feito um disco primoroso, onde canta canções, a maioria de sua própria composição. Outras, de outros: A história de Lilly Braun, de Chico e Edu,  Ne me quitte pas, imortalizada na voz e interpretação de Jacques Brel, e por aqui gravada por muita gente, inclusive Maysa. A idéia da reunião foi do MULTISHOW. O dia da gravação:  19 de dezembro de 2.010. O lugar: Citibank Hall, Rio de Janeiro.  No cenário de Fernando Young e Gualter Pupo, apenas uma luz projetada  sobre os corpos e o desenho de  uma enorme lua. E os artistas, os banquinhos e os violões companheiros. Um de cada um. Quando começam a cantar o palco vazio se torna pleno. Beleza Pura! Velho sucesso do baiano.  Um desfile de clássicos: O Quereres, Podres Poderes, Vaca Profana, Leãozinho, Odara. A voz de Gadú sobre “Menino do Rio” de um Caetano navegando com competência e sensibilidade pelo universo feminino, faz lembrar com saudade dos bons tempos de Baby Consuelo, depois, Baby do Brasil.  Vem o velho Sampa. Homenagem lírica a um São Paulo maltratado. Caetano e Gadu, o avesso, do avesso, do avesso, do avesso, que dá no direito, no reto, no harmônico.   E se alternam em 1ª. e 2ª. voz, afinados, harmoniosos, fortes e suaves. Graves e ternos. Uma combinação de sons e efeitos quase antagônicos e quase convergentes. Ele deixa o palco. Ela prossegue reproduzindo o bom repertório de seu disco (Bela Flor, Encontro, Tudo Diferente, Dona Cila, Escudos, A História de Lilly Braun). Depois ele vem e ela vai. E desfia um rosário de velhas e novas partituras: Milagre do Povo, Genipapo Absoluto, Odeio, De Noite Na Cama, Desde que O Samba é Samba. Depois ela volta e ouve Caetano cantar Shimbalaiê, seu primeiro sucesso, reproduzido diariamente em folhetim da rede Globo, durante todo o tempo de duração da novela.  Não suporta. A emoção de ver o ídolo cantando a sua música é demais. Lágrimas espontâneas correm pelo rostinho suave. Sonho? Não. E se abraçam. E se beijam. E voltam a cantar juntos canções de outros: Trem das Onze de Adoniran,  Sozinho, grande sucesso de Cae, de autoria de Peninha (As vezes no silêncio da noite/Eu fico imaginando nós dois). E do próprio: Vai Levando, Nosso Estranho Amor, Vaca Profana, Rapte-me Camaleoa. E experimentam o Caetano dos 23 anos de Gadú: Relembram a aventura de ALEGRIA, ALEGRIA, do jovem nordestino, enfrentando a ditadura e  a platéia ortodoxa, com guitarras e gritos de liberdade (Eu vou, porque não? porque não?). Momento feliz da MTVi, que imaginou o encontro. Decisão feliz dos artistas de se encontrarem. Dispostos à divisão e à generosidade.  Dispostos, à continuidade da vida e à transformação. Camaleão, Camaleoa. De minha parte, diria a Gadu: Rapte-me Camaleoa! Me leve para sala, me faça sentar, coloque o CD ou o DVD, como preferir. Depois, abra um champagne. Pra celebrar esse encontro!

Até amanhã.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O DERBI (OU DERBY) CAMPINEIRO, PRÊMIOS DO FESTIVAL DE PAULÍNIA E COPA AMÉRICA


Boa dia amigos.

O frio voltou nesta manhã, prenunciando também chuva, depois de uma semana quente e seca.  Terminou o 4º Festival de Cinema Nacional de Paulínia, com pontos positivos e negativos. Mais positivos, certamente. O festival, a cada versão, se firma como um dos mais importantes do país. Publico hoje a relação dos vencedores. Quem não teve oportunidade de assistir aos longas e curtas que foram exibidos, de forma inédita, poderá conferir as boas produções cinematográficas que surgiram,  nos cinemas,  brevemente. O Derbi (ou Derby)  Campineiro, vencido pela Ponte Preta, foi sem dúvida  o jogo mais importante da rodada do Brasileiro da Série B e serviu para confirmar o cenário atual:  a Macaca  estável, firme no G4 e com chances de acesso para a Série A, e o Guarani, vivendo mais uma de suas crises intermináveis, lá embaixo, agora mostrando que o que pretende no campeonato será, no máximo,  evitar mais uma queda, circunstância que se tornou constante nos últimos anos. Tomara que eu queime a língua. Tomara, mas o time não leva jeito não de que dará grande reviravolta no torneio.  E na Copa América, as zebras povoaram o fim de semana com a desclassificação de Argentina, Brasil e Chile, respectivamente por Uruguai, Paraguai e Venezuela.

O FESTIVAL DE PAULÍNIA.
A crítica em geral achou um  exagero o número de premiações para o filme Febre do Rato,  direção de Cláudio Assis e que abiscoitou nada menos do que oito (8) das vinte e cinco (25) estatuetas. Fato é que na exibição do longa, o público presente, no final, o aplaudiu em pé, circunstância que não passou desapercebida pelo júri. O veterano ator, cantor, compositor e comediante Moacyr Franco, no alto de seus 75 anos bem vividos, foi premiado,  como ator coadjuvante,  pelo seu trabalho em O Palhaço, de Selton Mello. O filme  não venceu, mas Selton ficou com o prêmio de melhor direção e roteiro. Vamos aos vencedores:

Filme: FEBRE DO RATO;
Direção: SELTON MELLO (O Palhaço);
Especial do Júri: TRABALHAR CANSA (Juliana Rojas e Marco Dutra);
Roteiro: SELTON MELLO e MARCELO VINDICATTO (O Palhaço);
Ator: IRANDHIR SANTOS (Febre do Rato);
Atriz: NANDA COSTA (Febre do Rato);
Documentário: ROCK BRASÍLIA (Vladmir Carvalho);
Diretor Ficção: SELTON MELLO (O Palhaço);
Diretor de Documentário: MAÍRA BRÜHLER e MATHIAS MARIANI (Ela Sonhou Que eu Morri);
Ator Coadjuvante: MOACYR FRANCO (O Palhaço);
Atriz Coadjuvante: MARIA PUJALTE (Onde está a Felicidade?)
Fotografia: WALTER CARVALHO (Febre do Rato);
Montagem: KAREN HARLEY (Febre do Rato);
Som: TRABALHAR CANSA;
Direção de Arte: FEBRE DO RATO;
Trilha Sonora: FEBRE DO RATO;
Figurino: O PALHAÇO;
Prêmio da Crítica: Longa Ficção – FEBRE DO RATO;
Documentário: UMA LONGA VIAGEM (Lúcia Murat);
Curta: TELA (Carlos Naider);
Prêmios do Júri Popular: 1) Longa Ficção: Onde está a Felicidade? (Carlos Alberto Riccelli); 2) Documentário: À Margem do Xingu (Damiá Puig); 3) Curta Metragem nacional: Café Turco; 4) Curta Metragem Regional: Argentino.

A COPA AMÉRICA
O Brasil despediu-se melancolicamente da Copa América ao perder para a Seleção do Paraguai, nos pênaltis, por 2 a 0. Firmou, no entanto, um recorde, ou seja, jamais, em tempo algum, conseguiu, na disputa dos pênaltis, perder as 4 penalidades cobradas pelos seus jogadores, que não fizeram nenhum gol nos paraguaios: nem no tempo normal, nem na prorrogação, nem nos pênaltis. Como explicar tamanha façanha não é simples. Mesmo sendo flagrantemente superior durante todo o jogo, o Brasil não conseguiu traduzir esse domínio em gols. Pode-se afirmar que o goleiro Justo estava iluminado, fazendo grandes defesas, ou que o campo estava ruim demais, ou outra desculpa qualquer. Não colará. A seleção brasileira foi incompetente e isso é indiscutível. O Paraguai? Bem, a seleção paraguaia está longe de ser aquela que jogou o último Mundial. Tímida, renunciando a qualquer pretensão de ataque, jogou o anti-futebol de retranca e marcação e atingiu seu objetivo. Triste final de Copa América com essas seleções que restaram, exceto o Uruguai. O bom Uruguai sim, comandado pelo grande jogador Forlan encarou a Argentina, foi melhor que ela durante grande parte do jogo, e venceu, com justiça a seleção de Messi,  nos pênaltis. Quem sabe a seleção bicampeã mundial, da década de 30 e de 50, do chamado desastre do Maracanã, volta aos bons tempos. Tomara!

O DERBI DOS CONTRASTES
Guarani e Ponte Preta jogaram sábado à tarde, às 16,20 horas, no Majestoso, o derbi de n. 186 da história do especial confronto. E a Ponte venceu por 2 a 0, gols de Ricardinho e Ricardo de Jesus. E com justiça, embora ontem não tenha feito uma grande partida,  pois a Macaca é um time muito mais equilibrado, competente e arrumado que o Guarani, que ainda não encontrou o seu futebol no campeonato brasileiro da Série B e agora ocupa a vice-lanterna com apenas 9 pontos, à frente unicamente do Duque de Caxias que ganhou até aqui 2 pontinhos. O destaque fica mais uma vez para a dupla Renatinho (muito bom jogador) e Ricardo Jesus (que se revela um atacante oportunista e em ótima fase). Bem, agora na estatística dos confrontos entre as equipes está assim: São 65 vitórias do Guarani, 59 vitórias da Ponte Preta, 61 empates e um (1) resultado desconhecido (qualquer dia trataremos do assunto). O Bugre marcou 254 gols. E a Ponte 244. Esses números revelam o grande equilíbrio que registra o maior clássico do interior do Brasil, ao longo de toda a história.

Até amanhã.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

COPA AMÉRICA E COINCIDÊNCIAS DO AMOR


Boa noite caros amigos,

O principal evento esportivo de ontem à noite foi, sem dúvida, o terceiro jogo da seleção brasileira na fase preliminar da Copa América, que está sendo realizada na Argentina. Depois de dois frustrantes empates, a seleção finalmente venceu pelo largo placar de 4 a 2, a equipe do Equador e acabou se classificando em primeiro lugar no seu grupo. No domingo volta a campo, em La Paz, pelas quartas-de-final do torneio, enfrentando mais uma vez a equipe do Paraguai. Argentina e Uruguai se enfrentam e uma dessas tradicionais seleções deixará a competição. Mês de julho é mês de férias escolares e também de inverno. Uma boa comédia romântica é sempre benvinda, seja no cinema, seja em casa ou na casa de amigos, com quentão e pipoca, de preferência. Sugiro, para quem não viu, "Coincidências do Amor" 

COPA AMÉRICA

O jogo de ontem entre a Seleção Brasileira e a Seleção Equatoriana, o terceiro da equipe brasileira na competição oficial permite alguns comentários e conclusões, que refletem apenas a minha singela opinião. Vamos lá:
° Maycon não é um lateral direito muito superior a Daniel Alves, mas ontem fez a diferença, constituindo-se, segundo alguns comentaristas,  como  o melhor jogador da partida. Não sei se o melhor, mas esteve entre os melhores. Daniel Alves está apenas em má fase, mas é também um jogador excepcional na função e deve voltar a ser titular senão agora, nos amistosos que a seleção fará antes da Copa das Confedereções, uma vez que o Brasil, anfitrião da Copa de 2.014, está dispensado das Eliminatórias;
° Os jovens Alexandre Pato e Neymar fizeram ontem a melhor partida dentre as três até aqui disputadas. E foram premiados. Cada um marcou dois gols, do placar final de 4 a 2;
° O goleiro Julio Cesar, indiscutivelmente um grande goleiro, viveu ontem o seu inferno astral. Foi responsável pelos dois gols marcados pelo adversário, o primeiro deles num autêntico frango. A noite estava terrível e sua sorte foi que o Brasil acabou marcando outros dois gols, depois do empate de 2 a 2 e suas falhas não pesaram no resultado;
° Imaginei hoje cedo, a piada do dia: enquanto o time do Equador tinha o atacante “Caicedo”, o Brasil, para ser diferente, teve também o seu Cai. Trata-se do “Caitarde” Júlio Cesar, Dá-lhe Julião! Embora não aparecendo muito no ataque, o lateral Daniel Alves fez um lançamento perfeito, no primeiro gol brasileiro, para o oportunismo de Alexandre Pato que, como um foguete e autêntico centroavante se antecipou ao zagueiro, meteu a cabeça na bola, que foi morrer no fundo das redes. Bela jogada;
° A seleção brasileira, durante considerável período do primeiro tempo, sofreu com  a correria imposta pela equipe equatoriana que, bem organizada,  marcava sob pressão e se multiplicava em campo. Ao contrário da equipe adversária, o Brasil carecia e carece de entrosamento entre os jogadores e era evidente isso nos erros de passes no primeiro tempo e na lentidão da passagem da defesa para o ataque.  Claro, velocidade com eficácia só se impõe a time que esteja entrosado. Ficou claro também que o meia Ganso precisa de espaço para jogar o seu futebol clássico e eficiente;

CINEMA – COINCIDÊNCIAS DO AMOR  
Dos consagrados diretores Will Speek e Josh Gordon, o filme “The Switch”, que recebeu no Brasil e em Portugal o título de “Coincidência do Amor” (EUA, 2.010), seria mais uma comédia romântica americana, dentre tantas que invadem as nossas telas, grandes ou pequenas, destinada a um público descompromissado com cinema de arte ou engajado. Mas, surpreendentemente, dentre os muitos títulos que surgiram ultimamente, o filme agrada e chega a ser tocante na maneira com que, de forma leve e realista, enfrenta o problema do amor, casamento e paternidade. Kassie (Jennifer Ariston), uma publicitária bem sucedida, solteira e de meia-idade decide submeter-se a inseminação artificial para ter um filho, como produção independente, pois se diz preocupada com o fato de não ter encontrado a sua outra metade e com ela submeter-se a um casamento e maternidade convencionais. Busca, assim, um doador, cujas características procura conhecer para garantir, na sua suposição, um filho forte e sadio. Seu melhor amigo, Wally (Jason Bateman) não se conforma com essa decisão e tenta demovê-la desse desiderato. Em vão, porém, o amigo aceita participar de uma festa preparada para comemorar a inseminação que seria realizada a seguir. Mas embriagado, Wally encontra ocasionalmente o recipiente no qual o doador, um jovem alto e de porte atlético, Roland (Patrick Wilson), depositou seu esperma com o qual seria realizado o processo de criação do embrião. Daí, acaba substituindo o material genético do doador, pelo seu, fato de que não se lembra, devido a embriaguez total em que se encontra. O trama se desenvolve a partir desses fatos e com o nascimento de um menino que se presume filho do doador. A película é leve e explora o sentimentalismo, sobretudo quando Wally conhece o menino, sem saber que é seu filho e começa perceber que ele apresenta semelhanças e coincidências com a sua maneira neurótica de ser. Vale a pena conferir.

Até amanhã

quarta-feira, 13 de julho de 2011

BERTIOGA E GASTRONOMIA - BUGRE 100 ANOS

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Oi amigos, 

Bertioga é uma antiga cidade litorânea a 30 quilometros do Guarujá  e 120 de São Paulo. É uma das 15 cidades que recebeu o título de estância balneária no Estado de São Paulo e fica na divisa entre o litoral sul e o litoral norte.  O acesso pode ser feito tanto pela Rodovia Rio-Santos a partir do Guarujá, como pela Rodovia Mogi das Cruzes-Bertioga. Se vier por essa última rodovia, ao chegar no pé da serra,  você pode escolher e ingressar na Rio-Santos, pela direita,  no sentido do Guaruja. A 10 km. dali  você chega e pode transitar pela parte antiga da cidade, desde a velha e famosa Colonia de Férias do Sesc, passando pelas  belas praias que se espalham por vários quilometros até o Forte (vide foto acima) e o  centro da cidade. Se pegar à direita (aí a uns 2 km.) você entra na badalada Riviera de São Lourenço, um condomínio de grandes proporções (quase uma cidade) com vida própria e seus módulos de casas ou de edificios de apartamentos elegantes. Bem, mas visitando a velha Bertioga, você pode optar por um bom restaurante, na região central, de fácil acesso,  onde encontrará, a preços razoáveis, uma infinidade de pratos, de massas a peixes, de frutos do mar a carnes bovinas, de bacalhau a aves.  Trata-se do restaurante, pizzaria e sushi Bar Borghese, tradicional na cidade, fundado no ano de 1.988. O Chopp é da brahma, mas há uma variedade grande de cervejas a serem degustadas, se preferir, além de vinhos. A casa é especializada em frutos do mar, tendo como carros-chefes a Paella, a Moqueca de peixe ou camarão, risoto, e pratos variados de  peixes (badejo, salmão, linguado, cambucu, truta, etc). O estabelecimento tem preços especiais para o que chama de festivais. O calendáio Borghese é o seguinte: Festival de Inverno (sopas e cremes), Festival da Tainha (junho e julho), Festival do Camarão na Moranga (agosto), Festival do Sushi (setembro) e Festival de Badejo (o ano inteiro). Consuma, se gostar, o camarão na moranga, muito saboroso e que serve, com folga, até 3 pessoas, ou um filet de pescada a Borghese, uma Caldeirada, ou um File de Badejo, com Amendoas. As opções porém são vastas. Como entrada pode-se pedir uma casquinha de siri, uma porção de bolinho de bacalhau, caranguejos, ostras ou lulas.  São três ambientes a escolha do fregues, todos eles aconchegantes. A Borghese é também uma pizzaria consagrada. São dezenas de tipos de pizzas, para os mais variados gostos. O Calzone de catupiry (opção n. 122) é excelente.  O serviço é de boa qualidade. O restaurante fica na Avenida Anchieta, n. 455, Centro, Bertioga, fone (...013) 3317-2133 e tem serviço de delivery em vasta área do município, incluindo a Riviera de São Lourenço.  Site www.borghesebertioga.com.br. E.mail: restaurante@borghesebertioga.com.


GUARANI F. C. – 100 ANOS

Com um público de 3.751 pagantes e 768 menores, e renda de Cr$100.490,00,  o décimo sétimo jogo do Guarani no Campeonato Brasileiro de 1.978, aconteceu no dia 13 de junho de 1.978, uma terça-feira, às 21,00 horas, no Estádio Paulo Machado de Carvalho, conhecido como Pacaembú, em São Paulo, e o Bugre foi derrotado pela Portuguesa de Desportos, pelo placar de 2 a 0. A partida foi apitada pelo árbitro Oscar Scolfaro e os gols foram anotados por Elói, aos 9 minutos do primeiro tempo e por Enéas, aos 43 minutos do segundo tempo. A Lusa, do técnico Urubatão Calvo Nunes,jogou com Moacir, Marinho,Arouca, Beto Lima e Nelsinho (Isidoro); Ademir, Enéas e Elói; Naldo (Alcino), Tata e Camargo. O alviverde campineiro, do técnico Carlos Alberto Silva, jogou com Neneca, Mauro, Silveira, Edson e Miranda; Zé Carlos, Renato e Zenon; Capitão, Careca e Macedo (Gersinho). O jogo marcou a última derrota do Guarani no campeonato, pois dali por diante não perdeu mais nenhuma partida, até conquistar o título de campeão brasileiro daquele ano.

Boa noite.

terça-feira, 12 de julho de 2011

NO EMBALO DAS TRILHAS SONORAS


Boa noite caros amigos,
Comentando a apresentação do filme “Corações Sujos” que abriu o 4º Festival de Cinema Nacional de Paulínia, o ótimo jornalista e crítico de cinema João Nunes, do Correio Popular, afirma que muitos cinéfilos consideram a música nos filmes, como elemento secundário, sem muita importância. Eu, cinéfilo de longa data e muitos anos, refletindo a respeito,  conclui que não é bem assim. Há, sem dúvida, filmes magníficos em que a trilha sonora nem é lembrada. Porém,  temos exemplos contrários. Filmes médios ou mesmo bons, que se tornam extraordinários por conta dos efeitos especiais de sonoplastia ou trilha sonora. A respeito do papel efetivo da sonoplastia, em geral, e das trilhas sonoras (músicas previamente elaboradas para servir ao roteiro da pelicula), o meu amigo filósofo, sociológo e educador Regis de Moraes, apaixonado por cinema, esclarece: “A sonorização das películas significou grande salto qualitativo, conquanto, de início, cineastas do porte de Chaplin tenham recebido mal a invasão de ruídos e musicalidade nos filmes; mas, tanto os barulhos sonoplásticos como a música traziam inegável aprofundamento percepcional, trabalhando, pelas conexões auditivas nas novas regiões da interioridade humana. Nos filmes do cinema mudo, um piano bem ou mal tocado no interior da sala de exibição, procura “seguir” as cenas com melodias alegres e ritmadas ou languidamente emocionantes. Agora, as músicas afetivas ou incidentais, aperfeiçodas em trilhas sonoras por planejamento prévio passam a ter extraordinário papel na cinematografia.”  (Cinema: A Realidade de uma Quimera, Campinas, SP, Editora Alinea, 2.010). Sem dúvida, o que seria do suspense, ingrediente fundamental do Papa do terror, Alfred Hitichock, em filmes como Os Pássaros, Psicose, Um Corpo Que Cai, sem o componente musical e a sonoplastia? Um dos melhores filmes de todos os tempos, o excelente Cinema Paradiso (foto em destaque), ficou mais apaixonante ainda com  “Love Theme” especialmente na cena em que Salvatore adulto (Jacques Perrin) retorna à sua terra natal, para os funerais do velho amigo Alfredo (Philippe Noiret) e passa se lembrar da infância e do cinema.   Titanic, o maior orçamento e a maior bilheteria de todos os tempos, foi um filme magnífico. Mas ainda mais, quando as cenas de amor entre Jack (Leonardo Di Caprio) e Rose (Kate Winslet), embaladas por My Heart Will Go On, que também embala as cenas trágicas do naufrágio. Há dezenas ou centenas de exemplos (Um Homem e Uma Mulher com Um Homme et Une Femme; Ghost, Do Outro Lado da Vida seria impensável sem o charme e a emoção de Unchained Melody. E por aqui, o gracioso Lisbela e o Prisioneiro, teve perfeita trilha sonora, a começar pela bela canção,  Você não Me Ensinou a Te Esquecer, na voz pequena, afinada e tocante de Caetano Veloso. Enfim,  grandes e inesqueciveis sucessos, para além dos dramas, comédias ou tragédias, as quais ajudaram a dar vida, movimento e emoção a essa arte dos séculos XX e XXI, o cinema.

Até amanhã.

sábado, 9 de julho de 2011

O FESTIVAL E FOTOGRAFIA

Caros amigos:

A 4a. edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paulínia está realmente bombando. Ontem, na sessão destinada à exibição do filme "O Palhaço" de Selton Mello houve superlotação e a direção do festival teve que abrir outras duas sessões para atender a demanda. Presentes na platéia, além do diretor e ator Selton Mello, Paulo José, Thiago Lacerda e o diretor Jayme Monjardim, entre outros. Hoje, sábado, 09 de julho, a partir das 18,00 horas serão exibidos os seguintes filmes: A GRANDE VIAGEM, de Caroline Fioratti, TELA, de Carlos Nader, ROCK BRASÍLIA - ERA DE OURO, de Vladimir Carvalho e MEU PAÍS, de André Ristum.

Ao lado reprodução do quadro "RETRATO DE JOAQUIM REGO MONTEIRO" DE  VICENTE REGIS MONTEIRO, 1.920, óleo sobre tela, 42,5 x 32 cm., que faz parte do Movimento Modernista Brasileiro. Para ilustrar uma crônica que fiz em 2.008, contando um pouco do meu fascínio pela arte da fotografia. Vai lá:

FOTOGRAFIA

                           
Estive  pensando: das artes mais antigas, a que sobrevive com muita intensidade e atualidade é a fotografia.
Claro que muita coisa mudou desde a sua invenção nos idos de 1.826, por Joseph Niépce, na França.       .
Lá se vão os negativos, as salas escuras, os mergulhos, o charmoso “lambe-lambe”.
Mas na era digital, não há nada que faça mais sucesso do que as tais maquininhas carregadas a tira colo por qualquer turista, em qualquer lugar do mundo.
E, ainda, como companhia indefectível da juventude dessa geração curiosamente entusiamada pelo registro de lugares ou personagens, tendo como ponto central ou de referência o próprio dono e respectivo umbigo.
Não é por acaso que qualquer celular que se preze, hoje em dia, disponibiliza esse serviço, no menu.
Da técnica antiga de se retirar os filmes já rodados para levá-los a lojas especializadas de revelação pouco se fala. Esse serviço continua intenso quando se cuida de registrar momentos especiais em álbuns de família (formaturas, casamentos etc.).
Porém, o que vale mesmo é a foto revelada ali, na hora, podendo ser mostrada ao fotografado para que ele mesmo decida se ela fica, ou vai para a lixeira.
Se ficar terá  que  ser baixada no computador.
Que coisa estranha: Eu sou do tempo em que a única coisa que baixava (e eu ainda tinha alguma dúvida) era santo em terreiro.
Agora a gente baixa tudo no computador: música, foto, filme etc.
Numa palavra: a grande invenção da máquina fotográfica, num mundo em que tudo é descartável, é justamente a possibilidade de descarte daquele registro indesejável:
- Olha se eu estou gorda desse jeito? 
- Veja se eu tenho tanta ruga assim? Foi o jeito que você me focalizou, não foi?
E mais: a rapidez com que a técnica moderna me permite bater a foto, correr para a “galera” e sair junto com ela.
Fico imaginando como seria formidável que nós torcedores de times menores, às vezes com apenas um ou dois craques, púdessemos viver o frenesi de ver esse craque batendo o escanteio e ir lá, ele mesmo, fazer o gol (a bola ficaria, imagino, por alguns segundos, parada no ar, à espera da chegada do dito cujo).
Mas eu penso que o grande sucesso da fotografia seja devido exatamente ao fato de funcionar como o inverso da vida.
Sim, enquanto a vida não pára, o tempo urge e ruge, a foto não. Ela fica ali imóvel e imune a tudo e a todos.
Enquanto na vida real momentos e momentos se seguem, num ritual de alegria, tristeza, dor, saudade, como num rio que caminha, caminha e não volta atrás, nos levando para onde nós sequer sabemos, ou queremos, a fotografia fica, resiste, não muda.
É o momento que permanece para a eternidade.
E esse relato seguirá pela vida, pelo tempo, pelas gerações.
Instantâneo! Permanente! Simples!
Pelo bem e pelo mal.
Ela documenta e fará prova, em Juízo ou fora dele.
Provará que lá estive, ou não estive. Com quem se esteve.
Ela é a ilustração do flagrante inusitado e perenizado.
Nem me venham dizer das gravações tão em moda hoje, de telefonemas ou de outros meios de comunicação.
Nada é equiparável à fotografia.
Ela fala mais e melhor que as gravações.
As gravações, especialmente as da Policia Federal, as degravadas pelo Molina da Unicamp, não têm alma, nem graça.
A foto tem! E muita!
Quase ao nível da arte fotográfica, talvez alguns achados da arte pictórica.
Um auto-retrato de  Van Gogh, a Monalisa, quem sabe a Maja desnuda (não a coberta).
É que o fotógrafo registra o que é existente. E o pintor o personagem que ele próprio cria.
É claro que existe arte na fotografia. O ângulo, o aspecto, a perspectiva, tudo isso está presente, sem dúvida, na arte do fotografar.
"A exaltação do valor prático da fotografia, não deve obscurecer seu valor como instrumento de criação artística dotado de uma sintaxe própria, pois com a fotografia nasceu uma nova ma neira de ver o mundo tanto do ponto de vista estético, com seus inusitados ângulos de visão como o close, o desfoque, a imagem tremida e o registro do movimento, quanto pela precisão absoluta com que reproduz a natureza", adverte um site do Yahoo sobre o assunto,
A fotografia, sem dúvida, leva vantagem até em relação ao espelho.
É que, enquanto dizem que os fantasmas notórios  não aparecem no espelho, a foto é capaz de registrar o fantasma oculto que fica entre nós.
É ou não é?
Quantas  vezes você já viu gente mostrando foto para provar que o espírito estava lá, embora ninguém pudesse tê-lo visto.
Só ela me permitirá ter no presente, o passado.
E no passado, o sentido, o momento ali eternizado.
E ao olhar a velha fotografia em preto e branco, de uma juventude que já se foi, no ocaso da existência, é como se ela conversasse com a gente.
E nesse silencioso diálogo dissesse:
- Você vai e eu fico. Você morre, mas eu não. Eu sou você ontem, e serei você amanhã.
Não se preocupe! Estarei assim sempre jovem e sorridente. E serei a sua presença nesse mundo quando você dele partir.
Olhe bem nos meus olhos. Profundamente. Eu tenho alma, eu sou sua alma.
Pode ir tranquilo que eu te apresento para os seus  netos,  bisnetos, para as próximas gerações, assim como você sempre quis que eu fosse. Assim, como aquele momento tão bom que nós vivemos.
Eu sou a sua vingança contra o tempo e contra a morte.
Acho que uma foto pode inspirar tudo isso.
Pode representar um pouco disso.
A fotografia da Marylin Monroe eternizou o bueiro,o vestido e o vento.
E a loira oxigenada também, por que não?
Não me venham dizer dos vídeos ou dos filmes.
Não, nada é comparável à fotografia.
Só com ela eu paro o tempo. E estanco a vida!
Por isso que essa juventude sente tanta atração pelas maquininhas.
Sente, sente, mas provavelmente ainda nem sabe o “porquê”.


Bom final de semana.






quinta-feira, 7 de julho de 2011

ABERTURA DO FESTIVAL DE CINEMA DE PAULÍNIA E O MEIO DE SEMANA NO ESPORTE

Amigos, boa noite.
FESTIVAL DE CINEMA DE PAULÍNIA.
Começa hoje oficialmente o Festival de Cinema Brasileiro de Paulínia que, como eu disse, a cada ano, vem ganhando notoriedade e fama, já sendo considerado um dos mais importantes do país. O tapete vermelho está estendido para receber muitos convidados especiais. Bruna Lombardi, Carlos Alberto Riccelli, Selton Mello, dentre outros, confirmaram presença. Os dois últimos, aliás, têm filmes concorrendo no festival. São mais de R$800.000,00 (oitocentos mil reais) em prêmios, o que não é nada desprezível, em termos de cinema nacional. Mas a noite é apenas para os atores, diretores, convidados e a imprensa. Amanhã já é pra valer. O público poderá assistir aos filmes programados. A entrada é franca,  não é preciso reserva antecipada, mas é fundamental chegar antes do início da sessão. Depois que as cortinas se fecham não se permitirá a entrada de ninguém. Ao menos é o que garante a direção.
THIAGO E O FESTIVAL
O amigão Thiago Vasconcellos de Souza, acompanhante desta coluna, manda o seguinte recado sobre o Festival de Cinema Nacional de Paulínia:
“Gostaria de aproveitar seu espaço para deixar uma dica para os amantes da sétima arte. Meus caros amigos Rafael Salazar e Damià  Puig  fizeram um interessante filme sobre a construção de Belo Monte, chamado “À Margem do Xingu – Vozes não Consideradas”. O tema é interessantíssimo e merece atenção de todos nós, pois, dentre outras coisas, o filme mostra a verdadeira motivação para a construção da hidroelétrica de Belo Monte. A obra é forte concorrente em sua categoria (Documentário). Será exibido na quarta-feira, 13 de julho, às 18,30 horas.”
Thiagão, o recado está dado. E também absorvido. Se puder estarei lá. Grande abraço.
COPA AMÉRICA
A  Copa América que acontece na Argentina está sendo uma verdadeira decepção, inclusive para o argentino que, de auto-estima baixa por causa da crise econômica e política, esperava esquecer um pouco as mágoas e vibrar com um futebol de competição e, quiçá, de vitórias e título. Nada disso se viu até agora. A Argentina voltou a jogar mal ontem diante da Colômbia e escapou de uma derrota que faria justiça ao que se viu. O placar de 0 a 0 se deve também ao árbitro brasileiro Sálvio Spínola que deixou de marcar um pênalti claro para a Colômbia, por causa de  uma suposta vantagem, uma vez que a bola sobrou livre para o atacante Moreno que, com o gol escancarado e sem goleiro, de frente para a meta, conseguiu desviar a bola para fora.  Não deixe de ver, se ainda não viu, o lance na Internet ou em algum dos canais e programas de esporte. É inacreditável o gol perdido pela Colômbia. De qualquer maneira tem vantagem contra pênalti? O árbitro Arnaldo César Coelho, falando hoje no Globo Esporte, garante que não.  E considera que o árbitro poderia, em seguida ao lance, não tendo ocorrido a suposta vantagem, apitado a penalidade.  A  situação da Argentina ficou ruim no torneio,pois além de jogar mal as duas partidas, não venceu nenhuma delas e corre o risco de ficar de fora das quartas-de-final se não vencer o  jogo contra a Costa Rica, na 2ª. feira, dia 11.  O Brasil, outro favorito, também não estreou bem e só empatou, sem gols, com a Venezuela, domingo passado. O Uruguai também empatou. O Paraguai, idem. E ao que parece esta será a Copa América dos empates insossos. Triste futebol de retrancas e falta de imaginação.
AS ÚLTIMAS DO FUTEBOL
° Leonel Messi, o melhor jogador do mundo na atualidade, não consegue mesmo jogar bem na seleção argentina. Não é nem sombra daquele craque com futebol aplicado, técnico e vistoso que se vê no Barcelona. Ontem não foi diferente. O atacante foi dominado, cobrou falta mandando a bola perto da lua e até caiu sozinho na entrada da área, simulando depois algum problema físico para  justificar. A torcida em Santa Fé não perdoou. Messi saiu vaiado de campo, como todo o time e o técnico. Até pediram Maradona (o técnico) de volta. É mole?
°  Foi muito bonito o gol que o Flamengo fez no São Paulo, ontem à noite, no Engenhão, em jogo pelo Campeonato Brasileiro da Série A. Negueba fez boa jogada pela direita, conseguiu ir à linha de fundo e cruzou para trás. O bom atacante Thiago  Neves fez  o corta-luz atraindo os zagueiros, deixando a bola livre para Bottinelli bater no canto direito de Rogério Ceni, que nada pode fazer. Com a vitória magra, que fez justiça ao time melhor posicionado em campo e que mais atacou, o Fla assumiu a vice-liderença do campeonato, com 16 pontos e ainda invicto.
° O São Paulo, quem diria, entrou no mesmo esquema que tanto criticava em relação a outros clubes, ou seja, o de não manter técnico. Bastaram três derrotas consecutivas, uma por goleada para o rival Corinthians e hoje à tarde demitiu o técnico Paulo Cesar Carpegiani. Ainda há menos de 15 dias, o tricolor estava invicto no campeonato, em primeiro lugar e com cinco vitórias consecutivas. Esse mundo do futebol é mesmo volúvel. Rapidamente os heróis se transformam em bandidos e vice-versa.  
° Como diz o bom comentarista Tostão, hoje em dia não tem mais bobo no futebol. Os resultados da Copa América provam isso. As antes zebras Colômbia, Venezuela,  Bolívia e Equador, não perderam de Argentina, Brasil, Argentina e Paraguai, respectivamente. Esse negócio de ganhar jogo por antecipação, por suposta tradição etc., não cola mais.
° O futebol da seleção brasileira feminina vai bem, obrigado, no Mundial. A seleção brasileira de Vôlei também. Hoje bateu os Estados Unidos por 3 sets a 1, depois da suada vitória contra Cuba, por 3 sets a 2,quando perdia por 2 sets a 0. E é o futebol masculino que continua com todas as honras, verbas e destaques nesta país. É hora de dividir atenções, prestígios e principalmente patrocínios.  
Até amanhã.