sábado, 23 de julho de 2011

CINEMA - MEIA NOITE EM PARIS

Boa noite, amigos

 Por que hoje é sábado, é dia  de  falar de cinema. E de  cinema de arte, de gente grande, de um Woody Allen diferente, mais óbvio e comum, fazendo comédia romântica para embalar homenagem a uma cidade. Uma cidade do mundo: Paris. Fui ver o seu MEIA NOITE EM PARIS, (Midnight in Paris, 2011), por indicação de muitos amigos e parentes. E gostei do que vi. Neste caso parece que tanto crítica, quanto público, estão de acordo, o que é extremamente raro. Sem dúvida, um filme feito para agradar o público. Mas Allen consegue fazer filme popular sem perda da qualidade e das mensagens que quer passar. A principal delas mostrar ao mundo, sob a lente competente do fotográfo e a inspiração do cineasta,  a cidade de sua predileção.    Os dez primeiros minutos do filme, antes mesmo da apresentação dos créditos iniciais, o espectador curte todas as imagens dos pontos importantes da capital francesa (Museu do Louvre, Arco do Triunfo,  Torre Eiffel, Champs-Élisées,  o Rio Senna e seu entorno, com artistas e suas obras), ao som da música vibrante de Cole Porter.  Uma Paris, que como diz a música de Porter,   de verão, primavera, outono e  inverno. De estio e de chuva. De sol e da luz da noite. Ode a Paris. A outra intenção é introduzir no roteiro uma mensagem, segundo a qual, a nostalgia e o amor ao passado, devem ser cultivados, sem fuga do presente e  sem embargo de se viver o tempo presente, dentro de sua realidade, de suas vantagens e desvantagens. Não há desta vez metáforas complicadas, nem intenções subliminares em Allen.  Na sinope Gil (Owen Wilson), um bem sucedido roteirista de Hollywood, frustrado com a profissão e desejando enveredar pelo universo da literatura, pois idolatrava os grandes escritores americanos, acompanha a noiva Inez (Rachel McAdams) e os pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy) a Paris, local onde John deveria fechar um grande negócio. Estando em Paris, Gil, sob o impacto da beleza e encanto da cidade, passa a se questionar sobre a vida que leva e tenciona aproveitar o que melhor pode a capital francesa oferecer para ilustrar e embalar a sua embrionária e ainda suspeita vocação literária. Vagando pela cidade, sozinho, pois a noiva, interessada em outras coisas, não quer acompanhá-lo, é surpreendido, à meia-noite, numa rua escura e deserta,  com a aproximação de um veículo antigo, transportando pessoas  fora de moda, que o convidam para se divertir na noite parisiense. Ele aceita o convite e viajando para o passado,  visita locais e contacta  personagens da Paris de 1.920, ligadas ao movimento Modernista, ainda  sob o impacto e influência  das conquistas do final do século XIX (cinema, avião, a Psicanálise de Sigmund Freud etc.).  Conhece e conversa diretamente com Ernest Hemingway, o escritor americano naquela época repatriado na França, expoente da chamada “geração perdida” e responsável por obras como “Por quem Os Sinos Dobram” (1945) e o “Velho e O Mar” (1.952), com o qual ganhou o Prêmio Nobel de Literatura. Também encontra outros artistas como os pintores,  Mirò, Pablo Picasso e  Paul Guauguin, o cineasta Luis Bruñel, a escritora Gertrude Stein, o músico Cole Porter, etc.   Nosso herói vai para o passado e volta para o presente, e na companhia de uma jovem de 1.920,  aprofunda-se mais ainda no tempo chegando a 1.890, no apogeu da Belle Epoque (1.871-1914), com as transformações culturais que traduziram modas do "bem viver" e dos prazeres experimentados nos cabarés, nos boulevards, no  cinema dos Irmãos Lumière, na dança das meninas do cancan.  Mais não vou dizer, pois não pretendo contar o filme. Bom o desempenho do ator Owen Wilson. Mas o personagem principal é mesmo Paris e seus encantos. Paris e a eterna capital da   intelectualidade européia, onde se encontravam e se encontram poetas e literatos, filósofos e pintores,  artistas e cientistas,  para viver, criar,  produzir, e exportar arte e ciência  para o mundo civilizado.
Não deixe de ver.

 Até amanhã.


quinta-feira, 21 de julho de 2011

RODADA DO MEIO DE SEMANA NO FUTEBOL E BUGRE 100 ANOS

Boa noite amigos,
Na  rodada do meio de semana do esporte, o destaque foi para mais uma vitória do Corinthians Paulista (a 9ª. em 10 jogos) no Campeonato Brasileiro da Série A. Desta vez a vítima foi o Botafogo carioca que perdeu a partida por 2 a 0, no Estádio de São Januário, ontem à noite. E para o desempenho heróico do goleiro Júlio Cesar que permaneceu em campo até o final do jogo,  embora com grave lesão no dedo mínimo da mão esquerda. Nos outros dois jogos (Palmeiras e Flamengo em São Paulo e Figueirense e Grêmio, em Florianópolis), houve empate sem abertura de contagem. O goleiro do Grêmio defendeu um pênalti com o pé direito, evitando a derrota de seu time. E Kleber, do Palmeiras,  mais uma vez, foi notícia, ao ignorar uma  esperada devolução de bola, decorrente do tradicional e ético fair play.
Finalmente, na Copa América, saiu o último finalista: o Paraguai que venceu a Venezuela nos pênaltis (4 a 2) e vai decidir domingo o título do torneio com o  Uruguai.
COPA AMÉRICA
° Por incrível que pareça, como eu já tinha previsto aqui, essa versão da Copa América foi desastrosa. Times sem entrosamento, sem brilho e alguns jogos em péssimos gramados e sem torcida significativa. E não é pelo fracasso da Seleção Brasileira e da Seleção Argentina, pois a impressão já tinha sido manifestada antes da exclusão das seleções favoritas;
° O Paraguai classifica-se para a final do torneio, sem ganhar uma partida sequer. Empatou todas e na fase do mata-mata venceu as duas partidas (das quartas e da semifinal, contra Brasil e Venezuela, respectivamente) nos pênaltis. Esse desempenho pífio de um time que chega a final desse jeito, é inédito e revela a necessidade de revisão do regulamento;
° Considero favorito no jogo normal e na prorrogação, no domingo, o Uruguai. É muito mais time que o Paraguai, fez uma campanha muito melhor, joga mais ofensivamente e tem o craque Fórlan, em grande fase, confirmando o seu desempenho na última Copa do Mundo.
CAMPEONATO BRASILEIRO DA SÉRIE A
° O Corinthians venceu o Botafogo fora de casa e atingiu 29 pontos, em 10 rodadas (30 pontos disputados). É uma marca fantástica que não deve ser mantida ao longo do extenso e difícil campeonato, mas que lhe dá "gordura" suficiente para enfrentar uma fase mais adiantada, que não seja muito favorável, pela qual passam praticamente todas as equipes;
° O Timão, hoje, merece a liderança do campeonato com folga, pois é uma equipe equilibrada nos três setores (defesa, meio-campo, ataque) e tem um excelente goleiro, Júlio Cesar. Há destaques individuais, mas a força mesmo é do conjunto;
° Por falar em destaque individual, o jogador William está chamando a atenção.  Apesar de não ter um físico avantajado,  tem velocidade, é inteligente e vigoroso e bate bem na bola, como se viu mais uma vez no jogo de ontem.Olho no menino, que é craque!
° O goleiro Julio Cesar do Timão, ao fazer uma defesa no final do segundo tempo, sofreu uma contusão séria no dedo mínimo da mão esquerda (vide foto acima).  Pela TV impressionava o deslocamento do dedo e o desespero do jogador. Mas o médico do Corinthians conseguiu amenizar o problema, recolocando o dedo no  local correto e o atleta, ao tomar conhecimento de que o técnico já havia feito as 3 substituições e que, um jogador de linha teria que ser improvisado na função, fez questão de permanecer até o fim do jogo. Pior é que o árbitro ainda assinalou cinco minutos de acréscimo. Mas valeu o sacrifico:  na prorrogação, o jogador Paulinho  conseguiu, num contra-ataque, fazer o segundo gol corintiano e os jogadores foram abraçar Julião,  em reconhecimento à sua conduta.  O rapaz então virou símbolo da raça corintiana e agora ficará um mês de fora, fazendo tratamento;
CAMPEONATO BRASILEIRO DA SÉRIE B
° Por falar em atleta em boa fase, não vi o jogo, mas tive informações de amigos que o zagueiro Gabriel do Guarani,  no sábado, na sua estréia, justamente no dérbi campineiro, demonstrou desembaraço, personalidade e um futebol convincente. Tomara. Quem sabe o Bugre resolve o grave problema de sua defesa;

º Para reforçar ainda mais o seu bom elenco, a Ponte Preta contratou o jogador Renato, que participou da boa campanha da Macaca no Campeonato Paulista de 2.008, no qual a Ponte foi vice-campeã, perdendo o título para o Palmeiras.
GUARANI 100 ANOS
Para um público de 4.265 pagantes e 990 menores e uma renda de Cr$115.440,00, o décimo oitavo jogo do Bugre pelo Campeonato Brasileiro de 1.978,   aconteceu no dia 20 de junho  de 1.978, terça-feira, às 21,00 horas, no  Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas.  O Guarani empatou com o Coritiba pelo placar de 0 a 0.  Apitou o árbitro José Carlos Bezerra,  de Santa Catarina. O Guarani, do técnico Carlos Alberto Silva, jogou com Neneca,  Mauro, Gomes, Edson e  Miranda; Zé Carlos, Renato e Zenon; Capitão (Gersinho), Careca e Macedo (Bozó).  O Coritiba, do técnico Chiquinho,  formou com Altevir, Hermes, Duílio, Deodoro e Reginaldo; Almir, Borjão e  Pedro Rocha; Wilton (Liminha), Norival e Mug.
 Até amanhã.

terça-feira, 19 de julho de 2011

CAETANO VELOSO E MARIA GADÚ- A ARTE DO ENCONTRO - DVD E CD

Amigos:

Dizia o poeta Vinícus de Moraes que a vida é a arte do encontro, embora exista tanto desencontro pela vida. Se os encontros são sempre importantes, o que dizer dos que reúnem gente boa para  produzir arte da melhor cepa. Há encontros que são verdadeiros achados. Pérolas que devem ser cultivadas, registradas e guardadas para sempre. Vinícius, na sua multifacetada arte, foi assim. Plural, como o nome, diria Tom. Fez parcerias importantes. Com o próprio Tom, com Chico, Carlinhos Lyra, Toquinho, etc.  Fisicamente nunca encontrou Adoniran neste mundo. Nem precisava. Em uma parceria distante, um escreveu e o outro musicou Bom Dia Tristeza (Bom dia Tristeza/ Que tarde tristeza/ Você veio hoje me ver). Há outras: Elis e Tom, Milton Nascimento e Mercedes Sosa,  Javier Barden, Penelope  Cruz e Almodóvar. Pois bem, de um lado o consagrado compositor,  68 anos, mito sagrado. Reverenciado pela erudição, pelo trabalho artístico lapidado, pelo engajamento político, 40 anos de carreira. De outro, uma quase menina, 23 para 24 anos. Rosto miúdo escondido sobre a rebelde franja que ela leva de lá para cá, de cá para lá, para disfarçar as mãos e a enorme timidez. Uma história pequena, mas extraordinária. Fenômeno? Já tinha feito um disco primoroso, onde canta canções, a maioria de sua própria composição. Outras, de outros: A história de Lilly Braun, de Chico e Edu,  Ne me quitte pas, imortalizada na voz e interpretação de Jacques Brel, e por aqui gravada por muita gente, inclusive Maysa. A idéia da reunião foi do MULTISHOW. O dia da gravação:  19 de dezembro de 2.010. O lugar: Citibank Hall, Rio de Janeiro.  No cenário de Fernando Young e Gualter Pupo, apenas uma luz projetada  sobre os corpos e o desenho de  uma enorme lua. E os artistas, os banquinhos e os violões companheiros. Um de cada um. Quando começam a cantar o palco vazio se torna pleno. Beleza Pura! Velho sucesso do baiano.  Um desfile de clássicos: O Quereres, Podres Poderes, Vaca Profana, Leãozinho, Odara. A voz de Gadú sobre “Menino do Rio” de um Caetano navegando com competência e sensibilidade pelo universo feminino, faz lembrar com saudade dos bons tempos de Baby Consuelo, depois, Baby do Brasil.  Vem o velho Sampa. Homenagem lírica a um São Paulo maltratado. Caetano e Gadu, o avesso, do avesso, do avesso, do avesso, que dá no direito, no reto, no harmônico.   E se alternam em 1ª. e 2ª. voz, afinados, harmoniosos, fortes e suaves. Graves e ternos. Uma combinação de sons e efeitos quase antagônicos e quase convergentes. Ele deixa o palco. Ela prossegue reproduzindo o bom repertório de seu disco (Bela Flor, Encontro, Tudo Diferente, Dona Cila, Escudos, A História de Lilly Braun). Depois ele vem e ela vai. E desfia um rosário de velhas e novas partituras: Milagre do Povo, Genipapo Absoluto, Odeio, De Noite Na Cama, Desde que O Samba é Samba. Depois ela volta e ouve Caetano cantar Shimbalaiê, seu primeiro sucesso, reproduzido diariamente em folhetim da rede Globo, durante todo o tempo de duração da novela.  Não suporta. A emoção de ver o ídolo cantando a sua música é demais. Lágrimas espontâneas correm pelo rostinho suave. Sonho? Não. E se abraçam. E se beijam. E voltam a cantar juntos canções de outros: Trem das Onze de Adoniran,  Sozinho, grande sucesso de Cae, de autoria de Peninha (As vezes no silêncio da noite/Eu fico imaginando nós dois). E do próprio: Vai Levando, Nosso Estranho Amor, Vaca Profana, Rapte-me Camaleoa. E experimentam o Caetano dos 23 anos de Gadú: Relembram a aventura de ALEGRIA, ALEGRIA, do jovem nordestino, enfrentando a ditadura e  a platéia ortodoxa, com guitarras e gritos de liberdade (Eu vou, porque não? porque não?). Momento feliz da MTVi, que imaginou o encontro. Decisão feliz dos artistas de se encontrarem. Dispostos à divisão e à generosidade.  Dispostos, à continuidade da vida e à transformação. Camaleão, Camaleoa. De minha parte, diria a Gadu: Rapte-me Camaleoa! Me leve para sala, me faça sentar, coloque o CD ou o DVD, como preferir. Depois, abra um champagne. Pra celebrar esse encontro!

Até amanhã.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O DERBI (OU DERBY) CAMPINEIRO, PRÊMIOS DO FESTIVAL DE PAULÍNIA E COPA AMÉRICA


Boa dia amigos.

O frio voltou nesta manhã, prenunciando também chuva, depois de uma semana quente e seca.  Terminou o 4º Festival de Cinema Nacional de Paulínia, com pontos positivos e negativos. Mais positivos, certamente. O festival, a cada versão, se firma como um dos mais importantes do país. Publico hoje a relação dos vencedores. Quem não teve oportunidade de assistir aos longas e curtas que foram exibidos, de forma inédita, poderá conferir as boas produções cinematográficas que surgiram,  nos cinemas,  brevemente. O Derbi (ou Derby)  Campineiro, vencido pela Ponte Preta, foi sem dúvida  o jogo mais importante da rodada do Brasileiro da Série B e serviu para confirmar o cenário atual:  a Macaca  estável, firme no G4 e com chances de acesso para a Série A, e o Guarani, vivendo mais uma de suas crises intermináveis, lá embaixo, agora mostrando que o que pretende no campeonato será, no máximo,  evitar mais uma queda, circunstância que se tornou constante nos últimos anos. Tomara que eu queime a língua. Tomara, mas o time não leva jeito não de que dará grande reviravolta no torneio.  E na Copa América, as zebras povoaram o fim de semana com a desclassificação de Argentina, Brasil e Chile, respectivamente por Uruguai, Paraguai e Venezuela.

O FESTIVAL DE PAULÍNIA.
A crítica em geral achou um  exagero o número de premiações para o filme Febre do Rato,  direção de Cláudio Assis e que abiscoitou nada menos do que oito (8) das vinte e cinco (25) estatuetas. Fato é que na exibição do longa, o público presente, no final, o aplaudiu em pé, circunstância que não passou desapercebida pelo júri. O veterano ator, cantor, compositor e comediante Moacyr Franco, no alto de seus 75 anos bem vividos, foi premiado,  como ator coadjuvante,  pelo seu trabalho em O Palhaço, de Selton Mello. O filme  não venceu, mas Selton ficou com o prêmio de melhor direção e roteiro. Vamos aos vencedores:

Filme: FEBRE DO RATO;
Direção: SELTON MELLO (O Palhaço);
Especial do Júri: TRABALHAR CANSA (Juliana Rojas e Marco Dutra);
Roteiro: SELTON MELLO e MARCELO VINDICATTO (O Palhaço);
Ator: IRANDHIR SANTOS (Febre do Rato);
Atriz: NANDA COSTA (Febre do Rato);
Documentário: ROCK BRASÍLIA (Vladmir Carvalho);
Diretor Ficção: SELTON MELLO (O Palhaço);
Diretor de Documentário: MAÍRA BRÜHLER e MATHIAS MARIANI (Ela Sonhou Que eu Morri);
Ator Coadjuvante: MOACYR FRANCO (O Palhaço);
Atriz Coadjuvante: MARIA PUJALTE (Onde está a Felicidade?)
Fotografia: WALTER CARVALHO (Febre do Rato);
Montagem: KAREN HARLEY (Febre do Rato);
Som: TRABALHAR CANSA;
Direção de Arte: FEBRE DO RATO;
Trilha Sonora: FEBRE DO RATO;
Figurino: O PALHAÇO;
Prêmio da Crítica: Longa Ficção – FEBRE DO RATO;
Documentário: UMA LONGA VIAGEM (Lúcia Murat);
Curta: TELA (Carlos Naider);
Prêmios do Júri Popular: 1) Longa Ficção: Onde está a Felicidade? (Carlos Alberto Riccelli); 2) Documentário: À Margem do Xingu (Damiá Puig); 3) Curta Metragem nacional: Café Turco; 4) Curta Metragem Regional: Argentino.

A COPA AMÉRICA
O Brasil despediu-se melancolicamente da Copa América ao perder para a Seleção do Paraguai, nos pênaltis, por 2 a 0. Firmou, no entanto, um recorde, ou seja, jamais, em tempo algum, conseguiu, na disputa dos pênaltis, perder as 4 penalidades cobradas pelos seus jogadores, que não fizeram nenhum gol nos paraguaios: nem no tempo normal, nem na prorrogação, nem nos pênaltis. Como explicar tamanha façanha não é simples. Mesmo sendo flagrantemente superior durante todo o jogo, o Brasil não conseguiu traduzir esse domínio em gols. Pode-se afirmar que o goleiro Justo estava iluminado, fazendo grandes defesas, ou que o campo estava ruim demais, ou outra desculpa qualquer. Não colará. A seleção brasileira foi incompetente e isso é indiscutível. O Paraguai? Bem, a seleção paraguaia está longe de ser aquela que jogou o último Mundial. Tímida, renunciando a qualquer pretensão de ataque, jogou o anti-futebol de retranca e marcação e atingiu seu objetivo. Triste final de Copa América com essas seleções que restaram, exceto o Uruguai. O bom Uruguai sim, comandado pelo grande jogador Forlan encarou a Argentina, foi melhor que ela durante grande parte do jogo, e venceu, com justiça a seleção de Messi,  nos pênaltis. Quem sabe a seleção bicampeã mundial, da década de 30 e de 50, do chamado desastre do Maracanã, volta aos bons tempos. Tomara!

O DERBI DOS CONTRASTES
Guarani e Ponte Preta jogaram sábado à tarde, às 16,20 horas, no Majestoso, o derbi de n. 186 da história do especial confronto. E a Ponte venceu por 2 a 0, gols de Ricardinho e Ricardo de Jesus. E com justiça, embora ontem não tenha feito uma grande partida,  pois a Macaca é um time muito mais equilibrado, competente e arrumado que o Guarani, que ainda não encontrou o seu futebol no campeonato brasileiro da Série B e agora ocupa a vice-lanterna com apenas 9 pontos, à frente unicamente do Duque de Caxias que ganhou até aqui 2 pontinhos. O destaque fica mais uma vez para a dupla Renatinho (muito bom jogador) e Ricardo Jesus (que se revela um atacante oportunista e em ótima fase). Bem, agora na estatística dos confrontos entre as equipes está assim: São 65 vitórias do Guarani, 59 vitórias da Ponte Preta, 61 empates e um (1) resultado desconhecido (qualquer dia trataremos do assunto). O Bugre marcou 254 gols. E a Ponte 244. Esses números revelam o grande equilíbrio que registra o maior clássico do interior do Brasil, ao longo de toda a história.

Até amanhã.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

COPA AMÉRICA E COINCIDÊNCIAS DO AMOR


Boa noite caros amigos,

O principal evento esportivo de ontem à noite foi, sem dúvida, o terceiro jogo da seleção brasileira na fase preliminar da Copa América, que está sendo realizada na Argentina. Depois de dois frustrantes empates, a seleção finalmente venceu pelo largo placar de 4 a 2, a equipe do Equador e acabou se classificando em primeiro lugar no seu grupo. No domingo volta a campo, em La Paz, pelas quartas-de-final do torneio, enfrentando mais uma vez a equipe do Paraguai. Argentina e Uruguai se enfrentam e uma dessas tradicionais seleções deixará a competição. Mês de julho é mês de férias escolares e também de inverno. Uma boa comédia romântica é sempre benvinda, seja no cinema, seja em casa ou na casa de amigos, com quentão e pipoca, de preferência. Sugiro, para quem não viu, "Coincidências do Amor" 

COPA AMÉRICA

O jogo de ontem entre a Seleção Brasileira e a Seleção Equatoriana, o terceiro da equipe brasileira na competição oficial permite alguns comentários e conclusões, que refletem apenas a minha singela opinião. Vamos lá:
° Maycon não é um lateral direito muito superior a Daniel Alves, mas ontem fez a diferença, constituindo-se, segundo alguns comentaristas,  como  o melhor jogador da partida. Não sei se o melhor, mas esteve entre os melhores. Daniel Alves está apenas em má fase, mas é também um jogador excepcional na função e deve voltar a ser titular senão agora, nos amistosos que a seleção fará antes da Copa das Confedereções, uma vez que o Brasil, anfitrião da Copa de 2.014, está dispensado das Eliminatórias;
° Os jovens Alexandre Pato e Neymar fizeram ontem a melhor partida dentre as três até aqui disputadas. E foram premiados. Cada um marcou dois gols, do placar final de 4 a 2;
° O goleiro Julio Cesar, indiscutivelmente um grande goleiro, viveu ontem o seu inferno astral. Foi responsável pelos dois gols marcados pelo adversário, o primeiro deles num autêntico frango. A noite estava terrível e sua sorte foi que o Brasil acabou marcando outros dois gols, depois do empate de 2 a 2 e suas falhas não pesaram no resultado;
° Imaginei hoje cedo, a piada do dia: enquanto o time do Equador tinha o atacante “Caicedo”, o Brasil, para ser diferente, teve também o seu Cai. Trata-se do “Caitarde” Júlio Cesar, Dá-lhe Julião! Embora não aparecendo muito no ataque, o lateral Daniel Alves fez um lançamento perfeito, no primeiro gol brasileiro, para o oportunismo de Alexandre Pato que, como um foguete e autêntico centroavante se antecipou ao zagueiro, meteu a cabeça na bola, que foi morrer no fundo das redes. Bela jogada;
° A seleção brasileira, durante considerável período do primeiro tempo, sofreu com  a correria imposta pela equipe equatoriana que, bem organizada,  marcava sob pressão e se multiplicava em campo. Ao contrário da equipe adversária, o Brasil carecia e carece de entrosamento entre os jogadores e era evidente isso nos erros de passes no primeiro tempo e na lentidão da passagem da defesa para o ataque.  Claro, velocidade com eficácia só se impõe a time que esteja entrosado. Ficou claro também que o meia Ganso precisa de espaço para jogar o seu futebol clássico e eficiente;

CINEMA – COINCIDÊNCIAS DO AMOR  
Dos consagrados diretores Will Speek e Josh Gordon, o filme “The Switch”, que recebeu no Brasil e em Portugal o título de “Coincidência do Amor” (EUA, 2.010), seria mais uma comédia romântica americana, dentre tantas que invadem as nossas telas, grandes ou pequenas, destinada a um público descompromissado com cinema de arte ou engajado. Mas, surpreendentemente, dentre os muitos títulos que surgiram ultimamente, o filme agrada e chega a ser tocante na maneira com que, de forma leve e realista, enfrenta o problema do amor, casamento e paternidade. Kassie (Jennifer Ariston), uma publicitária bem sucedida, solteira e de meia-idade decide submeter-se a inseminação artificial para ter um filho, como produção independente, pois se diz preocupada com o fato de não ter encontrado a sua outra metade e com ela submeter-se a um casamento e maternidade convencionais. Busca, assim, um doador, cujas características procura conhecer para garantir, na sua suposição, um filho forte e sadio. Seu melhor amigo, Wally (Jason Bateman) não se conforma com essa decisão e tenta demovê-la desse desiderato. Em vão, porém, o amigo aceita participar de uma festa preparada para comemorar a inseminação que seria realizada a seguir. Mas embriagado, Wally encontra ocasionalmente o recipiente no qual o doador, um jovem alto e de porte atlético, Roland (Patrick Wilson), depositou seu esperma com o qual seria realizado o processo de criação do embrião. Daí, acaba substituindo o material genético do doador, pelo seu, fato de que não se lembra, devido a embriaguez total em que se encontra. O trama se desenvolve a partir desses fatos e com o nascimento de um menino que se presume filho do doador. A película é leve e explora o sentimentalismo, sobretudo quando Wally conhece o menino, sem saber que é seu filho e começa perceber que ele apresenta semelhanças e coincidências com a sua maneira neurótica de ser. Vale a pena conferir.

Até amanhã

quarta-feira, 13 de julho de 2011

BERTIOGA E GASTRONOMIA - BUGRE 100 ANOS

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Oi amigos, 

Bertioga é uma antiga cidade litorânea a 30 quilometros do Guarujá  e 120 de São Paulo. É uma das 15 cidades que recebeu o título de estância balneária no Estado de São Paulo e fica na divisa entre o litoral sul e o litoral norte.  O acesso pode ser feito tanto pela Rodovia Rio-Santos a partir do Guarujá, como pela Rodovia Mogi das Cruzes-Bertioga. Se vier por essa última rodovia, ao chegar no pé da serra,  você pode escolher e ingressar na Rio-Santos, pela direita,  no sentido do Guaruja. A 10 km. dali  você chega e pode transitar pela parte antiga da cidade, desde a velha e famosa Colonia de Férias do Sesc, passando pelas  belas praias que se espalham por vários quilometros até o Forte (vide foto acima) e o  centro da cidade. Se pegar à direita (aí a uns 2 km.) você entra na badalada Riviera de São Lourenço, um condomínio de grandes proporções (quase uma cidade) com vida própria e seus módulos de casas ou de edificios de apartamentos elegantes. Bem, mas visitando a velha Bertioga, você pode optar por um bom restaurante, na região central, de fácil acesso,  onde encontrará, a preços razoáveis, uma infinidade de pratos, de massas a peixes, de frutos do mar a carnes bovinas, de bacalhau a aves.  Trata-se do restaurante, pizzaria e sushi Bar Borghese, tradicional na cidade, fundado no ano de 1.988. O Chopp é da brahma, mas há uma variedade grande de cervejas a serem degustadas, se preferir, além de vinhos. A casa é especializada em frutos do mar, tendo como carros-chefes a Paella, a Moqueca de peixe ou camarão, risoto, e pratos variados de  peixes (badejo, salmão, linguado, cambucu, truta, etc). O estabelecimento tem preços especiais para o que chama de festivais. O calendáio Borghese é o seguinte: Festival de Inverno (sopas e cremes), Festival da Tainha (junho e julho), Festival do Camarão na Moranga (agosto), Festival do Sushi (setembro) e Festival de Badejo (o ano inteiro). Consuma, se gostar, o camarão na moranga, muito saboroso e que serve, com folga, até 3 pessoas, ou um filet de pescada a Borghese, uma Caldeirada, ou um File de Badejo, com Amendoas. As opções porém são vastas. Como entrada pode-se pedir uma casquinha de siri, uma porção de bolinho de bacalhau, caranguejos, ostras ou lulas.  São três ambientes a escolha do fregues, todos eles aconchegantes. A Borghese é também uma pizzaria consagrada. São dezenas de tipos de pizzas, para os mais variados gostos. O Calzone de catupiry (opção n. 122) é excelente.  O serviço é de boa qualidade. O restaurante fica na Avenida Anchieta, n. 455, Centro, Bertioga, fone (...013) 3317-2133 e tem serviço de delivery em vasta área do município, incluindo a Riviera de São Lourenço.  Site www.borghesebertioga.com.br. E.mail: restaurante@borghesebertioga.com.


GUARANI F. C. – 100 ANOS

Com um público de 3.751 pagantes e 768 menores, e renda de Cr$100.490,00,  o décimo sétimo jogo do Guarani no Campeonato Brasileiro de 1.978, aconteceu no dia 13 de junho de 1.978, uma terça-feira, às 21,00 horas, no Estádio Paulo Machado de Carvalho, conhecido como Pacaembú, em São Paulo, e o Bugre foi derrotado pela Portuguesa de Desportos, pelo placar de 2 a 0. A partida foi apitada pelo árbitro Oscar Scolfaro e os gols foram anotados por Elói, aos 9 minutos do primeiro tempo e por Enéas, aos 43 minutos do segundo tempo. A Lusa, do técnico Urubatão Calvo Nunes,jogou com Moacir, Marinho,Arouca, Beto Lima e Nelsinho (Isidoro); Ademir, Enéas e Elói; Naldo (Alcino), Tata e Camargo. O alviverde campineiro, do técnico Carlos Alberto Silva, jogou com Neneca, Mauro, Silveira, Edson e Miranda; Zé Carlos, Renato e Zenon; Capitão, Careca e Macedo (Gersinho). O jogo marcou a última derrota do Guarani no campeonato, pois dali por diante não perdeu mais nenhuma partida, até conquistar o título de campeão brasileiro daquele ano.

Boa noite.

terça-feira, 12 de julho de 2011

NO EMBALO DAS TRILHAS SONORAS


Boa noite caros amigos,
Comentando a apresentação do filme “Corações Sujos” que abriu o 4º Festival de Cinema Nacional de Paulínia, o ótimo jornalista e crítico de cinema João Nunes, do Correio Popular, afirma que muitos cinéfilos consideram a música nos filmes, como elemento secundário, sem muita importância. Eu, cinéfilo de longa data e muitos anos, refletindo a respeito,  conclui que não é bem assim. Há, sem dúvida, filmes magníficos em que a trilha sonora nem é lembrada. Porém,  temos exemplos contrários. Filmes médios ou mesmo bons, que se tornam extraordinários por conta dos efeitos especiais de sonoplastia ou trilha sonora. A respeito do papel efetivo da sonoplastia, em geral, e das trilhas sonoras (músicas previamente elaboradas para servir ao roteiro da pelicula), o meu amigo filósofo, sociológo e educador Regis de Moraes, apaixonado por cinema, esclarece: “A sonorização das películas significou grande salto qualitativo, conquanto, de início, cineastas do porte de Chaplin tenham recebido mal a invasão de ruídos e musicalidade nos filmes; mas, tanto os barulhos sonoplásticos como a música traziam inegável aprofundamento percepcional, trabalhando, pelas conexões auditivas nas novas regiões da interioridade humana. Nos filmes do cinema mudo, um piano bem ou mal tocado no interior da sala de exibição, procura “seguir” as cenas com melodias alegres e ritmadas ou languidamente emocionantes. Agora, as músicas afetivas ou incidentais, aperfeiçodas em trilhas sonoras por planejamento prévio passam a ter extraordinário papel na cinematografia.”  (Cinema: A Realidade de uma Quimera, Campinas, SP, Editora Alinea, 2.010). Sem dúvida, o que seria do suspense, ingrediente fundamental do Papa do terror, Alfred Hitichock, em filmes como Os Pássaros, Psicose, Um Corpo Que Cai, sem o componente musical e a sonoplastia? Um dos melhores filmes de todos os tempos, o excelente Cinema Paradiso (foto em destaque), ficou mais apaixonante ainda com  “Love Theme” especialmente na cena em que Salvatore adulto (Jacques Perrin) retorna à sua terra natal, para os funerais do velho amigo Alfredo (Philippe Noiret) e passa se lembrar da infância e do cinema.   Titanic, o maior orçamento e a maior bilheteria de todos os tempos, foi um filme magnífico. Mas ainda mais, quando as cenas de amor entre Jack (Leonardo Di Caprio) e Rose (Kate Winslet), embaladas por My Heart Will Go On, que também embala as cenas trágicas do naufrágio. Há dezenas ou centenas de exemplos (Um Homem e Uma Mulher com Um Homme et Une Femme; Ghost, Do Outro Lado da Vida seria impensável sem o charme e a emoção de Unchained Melody. E por aqui, o gracioso Lisbela e o Prisioneiro, teve perfeita trilha sonora, a começar pela bela canção,  Você não Me Ensinou a Te Esquecer, na voz pequena, afinada e tocante de Caetano Veloso. Enfim,  grandes e inesqueciveis sucessos, para além dos dramas, comédias ou tragédias, as quais ajudaram a dar vida, movimento e emoção a essa arte dos séculos XX e XXI, o cinema.

Até amanhã.