terça-feira, 23 de agosto de 2011

DIREITO - INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL POS MORTEM E DIREITO Á HERANÇA II

Boa noite amigos,

Recentemente, em postagem do dia 19 de agosto, comentamos a respeito  de decisão de  um Magistrado do Estado do Paraná, que autorizou inseminação artificial em viúva, com o sêmen armazenado em vida pelo marido antes de se submeter a tratamento com quimioterapia, para tratamento de um câncer.  É que o marido não deixara autorização escrita para o procedimento,  razão pela qual tanto o  laboratório, quanto o Conselho Estadual de Medicina daquele Estado da federação se recusaram a realizá-lo e autorizá-lo, respectivamente.  Prometi na ocasião voltar ao assunto para tentar resposta a uma indagação que tem sido feita nesses casos, raros ainda na prática e, pois, na literatura jurídica: o filho, fruto de inseminação artificial feita na mulher, após a morte do marido, é herdeiro do falecido pai?  Pois bem,  dispõe o artigo 1.798 do Código Civil Brasileiro que: “Legitimam-se a suceder as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão”. Ora, o momento da abertura da sucessão é o da morte do autor da herança. Como asseveram  Nelson Nery Junior e Rosa Maria de Andrade Nery, “No momento da morte, com a cessação da personalidade (CC 6º), ocorre a abertura da sucessão. O herdeiro sucede o morto na data da sua morte” (Código Civil Comentado, 5ª. edição, p. 1109, São Paulo: 2007, Editora Revista dos Tribunais). Bem se sabe que pelo princípio da saisine, a herança não fica acéfala, passando aos herdeiros legítimos e testamentários automaticamente no instante mesmo da morte do “de cujus” (le mort saisit le vif). Assim,pela interpretação literal do artigo 1.798, que trata da sucessão legítima, não havendo testamento, ou não sendo este válido, só as pessoas nascidas ou pelo menos concebidas na ocasião da morte do autor da herança é que seriam  herdeiras, o que afastaria a sucessão do filho fruto de inseminação artificial feita após a morte, seja ela efetivada com sêmen do próprio marido (inseminação homóloga), seja com sêmen de terceiro doador, desde que exista autorização do marido (inseminação heteróloga.). Ocorre que,  o mesmo Código considera no artigo 1.596,  que “Os filhos, havidos ou não da relação de casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação.” E logo no artigo seguinte, ou seja, no 1.597, que “Presumem-se concebidos na constância do casamento, os filhos: I -...., II -...., III -....., IV – havidos, a qualquer tempo, quando se tratar de embriões excedentários, decorrentes de concepção artificial homóloga” e, “V – havidos por inseminação artificial heteróloga, desde que tenha prévia autorização do marido”. Na verdade a isonomia absoluta de direitos e obrigações entre os filhos, qualquer que seja a natureza da filiação,  está na Constituição Federal, artigo 227, § 6º, e no ECA artigo 20, não havendo qualquer novidade, portanto, no preceito reproduzido pelo artigo 1.596. Assim, da conjugação do disposto nesse artigo, com os incisos IV e V do art. 1.597 do Código Civil, tem-se que impossível será afastar a sucessão do filho concebido superveniente à morte do pai. É bem verdade que no caso não há embrião, mas material genético  (sêmen) deixado para utilização em laboratório, visando a produção dos embriões. Nada obstante, autorizada por antecipação, seja expressa, seja tácita ou presumida, como aconteceu, pelo marido, do sêmen armazenado, é indiscutível que o filho gerado será filho dele próprio e, portanto, não poderá ser afastado da herança. O assunto, porém, carece de regulamentação legal adequada, pois até quando se pode utilizar o material genético, havendo autorização seja escrita, seja tácita? E se houver sido feito o inventário e partilhados os bens da herança, por quanto tempo deve-se admitir o pleito de petição de herança, de caráter reivindicatório? Lembre-se que muitos juristas,  filósofos, religiosos e pessoas comuns são contrários à admissão de uma gestação pós morte do pai. Em simpósio promovido pelo Superior Tribunal de Justiça sobre o Código Civil de 2.002, uma das conclusões que gerou o enunciado n. 127 (Jornada n. I),  deliberou-se pela  alteração do inciso III do artigo 1.597, para suprimir a expressão “a qualquer tempo”. A  Justificativa para a proposta de supressão ficou assim registrada:  “Para observar os princípios da paternidade responsável e dignidade da pessoa humana, porque não é aceitável o nascimento de uma criança já sem pai.”  O tema, pois, longe de estar equacionado e regulamentado, ainda suscita e suscitará vivas controvérsias. Caro amigo, o que você acha a respeito?

Até amanhã.

domingo, 21 de agosto de 2011

CINEMA NACIONAL - ONDE ESTÁ A FELICIDADE?

 Boa noite amigos,

Depois da pré-estreia apenas para a  família e amigos íntimos,  no Rio de Janeiro, no último dia 15, neste final de semana estreou em todo o Brasil, o novo filme de Carlos Alberto Riccelli, Onde Está a Felicidade? (Brasil-Espanha 2.011), que traz no elenco a mulher do diretor, a atriz e que também assina o roteiro, Bruna Lombardi (na foto acima, ao lado do ator Bruno Garcia). O longa veio bem recomendado. Na avaliação rigorosa da revista Veja SP, obteve três estrelas, a mesma cotação, por exemplo, de Meia Noite em Paris, do diretor Wood Allen e que foi exibido recentemente nas salas de cinemas brasileiras. Além disso, o filme ganhou o Prêmio do Juri Popular do Festival de Paulínia e conquistou também  o de melhor atriz coadjuvante para  Mara Pujalte. A  distribuição é  da Fox Filmes. Não foi divulgado o  valor do orçamento. Trata-se de  uma comédia romântica que conta a estória de Teodora (Bruna Lombardi), uma chef de cozinha que tem um programa gastronômico de TV, onde ensina a preparar pratos afrodisíacos e que vive um duplo drama: enquanto perde o emprego, porque o canal foi adquirido por uma igreja que pretende remodelar a programação, na vida pessoal descobre que o marido Nando (Bruno Garcia) a está traindo virtualmente pela Internet. A conselho de sua maquiadora Aura (Mara Pujalte) viaja para a Espanha, pretendendo fazer o caminho de Santiago de Compostela, onde acredita deverá encontrar a força espiritual que necessita,  em  busca  da felicidade. Na viagem é acompanhada por Zeca (o ótimo Marcelo Airoldi), seu diretor no programa de TV e que também perdeu o emprego,  e  por uma amiga espanhola, Milena (Marta Larralde), que é sobrinha da maquiadora.  Grande parte das gravações foram feitas no Polo Cinematógrafico de Paulínia e as locações realizadas na Galícia são excelentes, como também merecem destaques as cores de Almodóvar e a trilha sonora. Bruna se revela como comediante, ao lado dos "batutas" Bruno Garcia e Marcelo Airoldi. Apesar de alguns clichês que são inevitáveis em comédias brasileiras, como as piadas sobre sexo e os palavrões às vezes exagerados, sempre como recurso para provocar humor,  o roteiro é bom, explorando o “políticamente correto”, como na cena em que Teodora encontra uma senhora que vela o seu cão, que está à beira de morte, justificando sua conduta como gesto de gratidão, amor e solidariedade. Ou naquela em que se enfatiza o valor do casamento duradouro, na celebração das bodas de ouro dos pais de Nando. Aliás, como o Sr. Cezar, pai de  Bruno, foi bom rever o veterano ator Rogério Marcico, com sua imensa simpatia, comparável a de Leo Batista, comentarista esportivo da Rede Globo. No elenco, ainda, Wandy Soratiotto (Arnon), Sérgio Guizé (Juninho), a menina-adolescente Hanna Rosenbaum (Clarinha) e o ator espanhol Luiz Zahera (Anxo). Atores famosos como Dan Stulbach e Sandra Coverlone (detentora do Urso de Ouro do festival de Berlim), fazem rápidas aparições no longa. Entre coisas boas e ruins, o saldo é bem positivo. Vale a pena conferir, pois é muito melhor que a maioria das últimas comédias românticas americanas, tão na moda e ao gosto da juventude.

Até amanhã.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

DIREITO - INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL POS MORTEM E DIREITO Á HERANÇA I - BUGRE 100 ANOS


Boa noite amigos,


Ainda repercute a decisão da Justiça de 1ª. Instância do Paraná que autorizou uma mulher de 39 anos, viúva, a fazer inseminação artificial homóloga, com o sêmen do marido falecido, que morrera de câncer, aos 33 anos. A polêmica se estabeleceu a partir da inexistência de qualquer documento (testamento ou algo equivalente) pelo qual o morto tivesse autorizado a inseminação pos mortem, com o seu sêmen. O casal estava casado há cinco anos e tentava, há 3, a gravidez da mulher. Com a revelação da doença do marido e a necessidade de fazer tratamento à base de quimioterapia,  o que poderia prejudicar o feto, foi ele aconselhado a armazenar espermatozóides, o que fez.  A mulher teve que ir à Justiça, pois o laboratório e o Conselho Regional de Medicina do Paraná vetaram o procedimento, tendo em vista a inexistência de autorização escrita deixada pelo falecido. No entanto, o Magistrado entendeu que era possível presumir a autorização pelas circunstâncias todas do caso, provado que o casal tencionava ter filhos, tanto que tentavam a concepção, muito desejada por ambos. Como o assunto ainda carece de regulamentação legal, é importante o precedente, embora de 1ª. Instância. Do meu ponto de vista a solução do Magistrado foi a melhor, diante do quadro que se descortinou. Com efeito, no sistema brasileiro, para a validade da  manifestação de vontade não é necessário, em princípio, determinada forma, seja escrita ou por instrumento particular ou público, bastando o consentimento, salvo quando a lei expressamente exigir (o que é exceção), determinada forma como da substância do ato. É o que estabelece o artigo 107 do Código Civil Brasileiro. Oportunamente voltaremos ao assunto, agora para discutir a questão da sucessão do filho concebido e nascido após a abertura da sucessão do pai. Será ele herdeiro, ou não, diante do que dispõe o art. 1.798 do Código Civil que estabelece: “Legitimam-se a suceder as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão”?



GUARANI F.C. – 100 ANOS.

No seu  décimo nono jogo do Campeonato Brasileiro de 1.978, o Bugre enfrentou o Vila Nova de Minas Gerais, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, no dia 24 de junho daquele ano, um sábado, às 21,00 horas. A arbitragem esteve a cargo de José Aldo Pereira, do Rio de Janeiro e a renda foi de Cr$44.330,00, para um público de 2.247 espectadores, entre 1.753 pagantes e 494 menores. O Guarani  venceu o Vila pelo placar de 2 a 0. Os dois gols foram marcados pelo centroavante Careca, o primeiro aos 10 minutos da etapa inicial e o segundo aos 3 minutos da etapa complementar. O jogador Dé do  Vila Nova, foi expulso aos 29 minutos do 2º tempo. O Guarani, do técnico Carlos Alberto Silva, jogou com Neneca, Alexandre, Mauro, Gomes e Miranda (Tadeu); Zé Carlos, Gersinho e Zenon; Renato, Careca e Bozó (Macedo). O Vila, do técnico Percy Gonçalves (não confundir com Dercy Gonçalves), formou com Vacari(Ronaldo II), Helvécio (Dé), Luizinho, Bosco e Toninho Braga; Saúva, Marquinhos e Artur; Ronaldo, Serginho e Faísca.



Até amanhã.



 


 


 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

CAUSAS & CAUSOS - A REFREGA


Oi amigos,

O assunto de hoje é a transcrição de um dos " causos" que está no meu livro CAUSAS & CAUSOS, tomo I, no momento esgotado, após a primeira edição. O tomo II (capa reproduzida ao lado), está à disposição nas livrarias, para quem tiver interesse. Segue o conto, como eu conto:

A REFREGA.


                                 “Orador é aquele que diz o que pensa e sente o que diz” (W.J. Bryan).



                                   O “causo” se passou na Comarca de Angatuba, nos anos dourados da década de 60.


Cidade pequena, povo e hábitos tipicamente rurais, avultava a figura do “caboclo” ou “caipira”, um tipo característico que usava calças curtas e chapéu de palha.


Esperto, se fazia passar quase sempre, pela sincera modéstia, por matuto, pessoa sem cultura e ignorante.


“Dava uma de morto para entrar no c. dos vivos,” diria um velho amigo já falecido.


Infalivelmente era sujeito respeitoso e cumpridor de seus deveres.


A cidade estava em polvorosa.


Pela primeira vez iria acontecer um júri de verdade, porque desde a instalação da Comarca, na década de 50, nenhum crime de homicídio doloso, tentado ou consumado, tinha sido registrado ali.


O Zé do Mato tinha feito besteira.


Depois de muitos anos namorando com a Benedita e já estando de aliança para casar, não é que brigaram e desfizeram o noivado, sem qualquer motivo relevante?


O povo sabia, porém, que essa briga não ia dar em nada, que o reatamento era coisa certa e breve.


Num sábado, um daqueles amigos do alheio, resolve procurar o Zé do Mato, para dizer que a noiva dele estava num certo baile no salão paroquial.


E garantia o distinto que ela ali dançava “com Deus e todo mundo”.

O Zé, tomado de incontrolável ciúme, arma-se de uma peixeira e vai até o local, onde encontra a noiva efetivamente dançando e mais um punhado de gente, pois o salão estava lotado.


Depois de rápida discussão, de empurrões e chegas-para-lá, o Zé dá uma facada na noiva, que a atinge na região do baixo ventre.


                                   A moça é socorrida, mas escapa com vida do atentado.


O Zé é denunciado por tentativa de homicídio e pronunciado pelo Juiz, para ser levado ao Tribunal do Júri popular.


Assim é que aconteceria o primeiro Júri na história da Comarca de Angatuba.


O Promotor de Justiça, pessoa tímida, não quis encarar o desafio de falar em público para muita gente, mesmo porque assegurava não ser bom de oratória, nem afeito a esse tipo de processo.


Oficiou à Procuradoria, pedindo escusa e a designação de um substituto.


No dia do julgamento, o salão do Júri estava lotado de gente.

O Juiz Presidente começa a sessão, interrogando o réu.

Depois dá início à instrução, chamando o Osório, um típico caboclo, primeira testemunha de acusação.


O Osório vem, pede licença para chegar, tira respeitosamente o chapéu, pede nova licença para se sentar, metendo as mãos entre o chapéu e este sobre o colo, numa atitude de humildade e certo temor reverencial.


                                     Seu depoimento, no entanto, não vai sendo favorável à acusação, o que provoca no Promotor, um almofadinha de voz entoada e palavrório dificil, uma certa ira.


Quando o Juiz lhe dá a palavra para reperguntas, o tal Promotor dispara:


_ Excelência, antes de reperguntar. eu requeiro a Vossa Excelência que readvirta a testemunha de que ela depõe sob o compromisso de dizer a verdade. Que se mentir poderá ser processada por delito de falso testemunho e ser condenada à pena de reclusão de até quatro anos.


O Juiz volta-se para o caboclo e sem reproduzir a manifestação, indaga:


_ O Senhor ouviu?


O caboclo acena com a cabeça, afirmativamente.

_ Pois então saiba que não pode mentir.

                                     _  Sim, senhor.


_ Vá lá então senhor Promotor, faça a repergunta.


                                            Excelência, eu quero saber da testemunha, que é presencial, se a faca entrou na moça antes ou depois da refrega.


                Silêncio tumular no auditório.


                                                 Ninguém sabia o que queria dizer a tal refrega.


                  Registram os dicionários que refrega significa luta, confusão, combate.


                                    O Juiz volta-se para o caboclo, mais uma vez sem reproduzir a pergunta, mesmo porque também não sabia o que era refrega e diz:


_ Você ouviu?


   _ Ouvi, sim senhor


Então pode responder.


_ Olha dotô, eu vou falar bem a verdade porque eu não sou hôme de mentira. Óia bem, se a faca entrou na moça antes ou depois da refrega eu num sei. Mas uma coisa eu garanto a vosmessê porque eu tava a uns dez metro do casar. A faca, doutor, entrou na moça pelo menos um meio parmo pra cima da refrega dela.

 
Até amanhã.










terça-feira, 16 de agosto de 2011

A ENTREVISTA DE ANTONIO BANDERAS

Boa noite amigos,
A entrevista que o ator Antonio Banderas concedeu para a GNT e a jornalista Marilia Gabriela, recentemente, quando esteve no Brasil para visita e lançamento de seu último filme, La Piel que habito (A Pele que Habito) de Almodóvar,  foi  muito interessante para melhor conhecer, não tanto o badalado ator, de tantos personagens diversificados,  mas o homem Banderas. O ator espanhol demonstrou ser pessoa extremamente sensível e um profissional comprometido com o exercício da profissão. Falou do casamento de 16 anos com a também atriz Melanie Griffith (ambos na foto acima),  da filha Stela, de 14 anos, dos diretores com os quais trabalhou, especialmente Almodovar, do papel efetivo do diretor e dos atores, dos Paparizzi e de como vê a vida na sua hoje maturidade. Dos principais momentos desta entrevista, pincei frases que considero importantes na revelação de Banderas. Ou simplemente Antonio, como o chamam os familiares e amigos próximos. Não coloco entre aspas porque mais refletem o conteúdo e o espírito do que foi dito, do que o rigor da literalidade. Mas são fiéis:
1)     Sobre o cineasta Pedro Almodóvar: Ele é muito difícil. É perfeccionista. Observa cada detalhe, mas tem um universo extraordinário na maneira com que concebe e quer que se execute. É diferente de qualquer e de todos os outros diretores com os quais trabalhei.

2)    Ainda sobre Almodóvar e o último Festival de Cannes: Ele não queria que o filme (La Piel que Habito) fosse exibido no festival. Mas foi convencido a levá-lo. O filme ganhou prêmios, mas não aqueles que ele queria. Porém,  teve boa aceitação do público e da crítica em geral. O resultado foi extremamente favorável. Após a exibição, o filme foi aplaudido por mais de 10 minutos.
3)    Sobre a arte da dramaturgia: O teatro é o  momento. Se você gravar a peça, ou exibi-la na TV, aquilo pode ser outra coisa, mas não é mais teatro. O teatro é a vida real. Ele dá a dimensão do que é a vida real. Ali naquele tempo e pronto. Acabou.

4)    Sobre a perseguição dos Paparazzi: Há muito tempo que eu e minha mulher deixamos de brigar com os Paparazzi. Eles atualmente nos deixam em paz. É que vivemos uma vida normal, somos um casal normal, com desavenças ou desencontros, mas sem escândalos. E vida normal não interessa a eles. Eles não querem saber do que anda bem. Assim ignoramos e somos ignorados.

5)    Sobre a filha Stela, de 14 anos: “A Stela viaja muito conosco. Visita favelas no México ou na Argentina. Conhece e conversa com pessoas e culturas diferentes. Por isso tem uma consciência social muito madura para a sua faixa etária. Nós queríamos mostrar a ela que a vida não é Beverly Hills. Lá em casa é ela que separa o lixo reciclável. E nos cobra quando por exemplo jogamos algo reciclável no lixo orgânico. Ela não pode, por causa das viagens, freqüentar uma escola regular. Mas tem um professor que a acompanha todo o tempo.

6)    Sobre o ator e o diretor:  O ator tem muitas vidas paralelas. E precisa administrá-las bem. É do diretor a tarefa da criação. Ele dá o tom, a cor, o cheiro, o ambiente, a perspectiva.  Na verdade um personagem não surge com o “gravando” e termina com o “corte”. Ele começa muito antes. Você precisa estudar o que o diretor quer de você. Porque você foi escolhido e mergulhar no universo que é a visão do diretor sobre a vida, os personagens, os cenários, enfim. Quando estou concebendo um personagem eu grudo no diretor e o acompanho todo o tempo. Tomo um pileque com ele se for preciso. Para que eu descubra exatamente porque eu fui escolhido para o personagem  e o que ele deseja desse personagem no seu imaginário.

   
7)    A diferença entre o latino e o americano: De certa forma nós latinos somos diferentes dos americanos. Os latinos sabem que um dia vão morrer, os americanos, não.

 8) A respeito da obra realizada: Eu fiz coisas que não gostei. Mas fiz. Hoje não faço. Alguém me disse outro dia que o importante em Hollywood,  é você aprender a dizer não. Na vida também é preciso dizer não, às vezes.

9)    Filosofia de vida: “Eu tenho uma certeza que é a morte. Todas as outras são relativas. Por isso valorizo muito uma coisa: A ALEGRIA DE VIVER.

10) Sobre o Rio de Janeiro:  Ver a cidade maravilhosa, lá de cima (do helicóptero), a partir do Cristo Redendor, com tantas montanhas e contrastes foi magnífico.
       Até amanhã.




segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O FUTEBOL DO FIM DE SEMANA E A PROMOÇÃO DA ABAMBA


Oi amigos,

Começou mais uma semana de inverno, com alta temperatura no Sudeste,   sem chuva e baixa umidade do ar. Não esqueçam de tomar muita água e de hidratar as narinas com soro e suas variantes prontas (rinosoro etc.).

° No final de semana, os três times da região que disputam o Brasileiro da Série B tiveram resultados diversos. Foi uma vitória, um empate e uma derrota.

°  A vitória foi da Ponte Preta que venceu o Criciúma, no seu último jogo em Campinas (no próximo terá que cumprir a suspensão imposta a ela e ao Guarani de perda do mando de 10 jogos pelas confusões no Derbi), pelo placar de 3 a 0.

° A Macaca não só ganhou bem, como fez um bom jogo. Destaque mais uma vez para o atacante Renatinho e o centroavante Ricardo de Jesus. Como a Lusa ganhou também do Sport em Recife, por 3 a 2, a Ponte continua na vice-liderança com 32 pontos, contra os 36 da Portuguesa, que faz incrível campanha.

° O empate foi do Guarani, que na semana passada, vencera pela 3ª. vez consecutiva (o São Caetano por 1 a 0, em casa)  e deixara temporariamente a zona do rebaixamento. Desta feita,  conseguiu um ponto no Ceará contra o Icasa, na igualdade pelo placar de  1 a 1, em jogo movimentado e cheio de alternativas. Com isso continua fora da zona de rebaixamento, tendo terminado a rodada em 16º lugar, com 19 pontos;

°  A derrota foi do Americana,  que está em queda livre e sexta-feira amargou mais um mal resultado, perdendo para o Vitória da Bahia pelo placar de 5 a 2, caindo para o 14º lugar, com 21 pontos. Resultado: o técnico Toninho Cecílio foi demitido e em seu lugar foi contratado hoje o  treinador e ex-goleiro, Sérgio Guedes.

° Na Série A, o Timão continua na liderança graças aos empates do Flamengo (com o Figueirense por 2 a 2, em Florianópolis) e do São Paulo (no sábado, no Morumbi, também por 2 a 2, com o Furacão). Mas a situação do Coringão é preocupante pois esse foi o terceiro empate consecutivo. Os quatro primeiros são, respectivamente, o Corinthians com 34 pontos e 10 vitórias, o Flamengo, com 34 pontos e 9 vitórias, o São Paulo com 33 pontos e, agora, o Vasco, que ontem venceu o Palmeiras por 1 a 0, no Estádio de São Januário, com 30 pontos.

° Destaque também para a Seleção Brasileira Sub-20, que segue na competição pelo Mundial da categoria, depois de eliminar a Espanha nos pênaltis (4 a 2). No tempo normal os times empataram em 2 a 2. Ainda vale anotar  que no clássico mundial mais badalado do momento,  entre Real Madri e Barcelona pelo primeiro jogo da Supercopa da Espanha, houve empate também em 2 a 2. Foi o fim de semana dos empates em 2 a 2. Os dois gols do Barça, de David Villa e Messi foram golaços. No segundo, Messi foi driblando os adversários que via pela frente até sentir que poderia bater firme no canto, o que fez com muita categoria.

A ABAMBA PEDE E MERECE COLABORAÇÃO

O  Diretor do Projeto e bailarino, Beto Regina, convida para um almoço beneficente em prol da entidade “Os Meninos do Barão”,  no próximo dia 03 de setembro, a partir das 12 horas, no Tábua de Marés, em Barão Geraldo. O relevante projeto social seleciona e prepara meninos da periferia para a arte do balé e no dia 04 de agosto completou 14 anos de sucesso.  No cardápio, risoto vegetariano, pescada com maracujá, frango com legumes, espaguete com frutos do mar ou filé à parmegiana. Acompanha entrada e sobremesa. O preço é de R$60,00 por pessoa. Crianças até 5 anos não pagam. A entidade também está promovendo duas campanhas para doações de DVDs  virgens, com capas  e Notas fiscais sem CPF. Entre em contacto e colabore. O endereço da entidade é rua Rodrigo Ribeiro de Melo, n. 80, Chácara Recreio Barão. Telefone (19) 3289-0651.

Até amanhã.










domingo, 14 de agosto de 2011

CINEMA - SEXO SEM COMPROMISSO


Boa noite amigos,

Do velho Diretor Ivan Reitman (Junior,  Evolution), a comédia romântica americana que estreou no Brasil em março deste ano, NO STRINGS ATTACHED, traduzido para SEXO SEM COMPROMISSO, traz nos papéis principais, o casal NATALIE PORTMAN (Oscar de melhor atriz de 2.011 pela excelente e profunda interpretação em  CISNE NEGRO), e o grandalhão fenômeno no twitter, ASHTON KUTCHER (Efeito Borboleta, Par Perfeito, A Família da Noiva, De Repente é o Amor, Jogo de Amor em Las Vegas),  é um filme permeado de clichês e com um roteiro nada original, focalizando o jovem Adams (Ashton), cheio de problemas emocionais, com um emprego pouco relevante num canal de TV em que a grande estrela é o seu pai, Alvin (Kevin Kline), à busca de diversão e de envolvimento amoroso. O drama do garotão se torna maior quando descobre que a sua última ex-namorada está envolvida com seu pai. Numa noite de bebedeira e de telefonemas à cata de alguém que possa fazer sexo casual, localiza a bela Emma (Natalie), com quem teve um rápido envolvimento no começo da adolescência quando ambos viajaram para acampar como colegas de uma escola de segundo grau. A atração ainda existe e se mostra intensa. Mas a médica Emma, não quer envolvimento emocional, propondo a ele encontros apenas para satisfação sexual, como na cena em que, depois de uma transa, ela se volta para ele e diz: “O que eu preciso é um cara às 2,00 horas da manhã, sem ter que tomar café com ele e sem ter que mentir”  A proposta, embora aceita, sujeita o casal a vários desencontros e paradoxos. Há quem veja no filme um registro da tendência da juventude e de adultos com mais de 20, 30 anos, que não pretendem, nem têm tempo para um relacionamento amoroso mais intenso e profundo, como o casamento, sobretudo de pessoas que já viveram uma experiência desse nível e não pretendem mais rupturas com perdas emocionais, com as quais não sabem ou não querem lidar, na ótica de Lucio Ribeiro, crítico de cinema da I.G. Não sei se o roteiro e a direção tiveram essa preocupação.Trata-se de uma comediazinha romântica despretensiosa em termos de mensagens, relativamente divertida, mas que não pode ser considerada das melhores do gênero. Entre agüentar um Zorra Total no final da noite de sábado e encarar o filminho-clichê, optei pelo último. Ao menos dá para ir dormir leve e sem nada na cabeça.

Até amanhã.