quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Á ELIS, JANIS JOPLIN e AMY WINEHOUSE

Olá amigos,

Hoje nesta coluna, duas poesias que fiz para lembrar, com saudade e melancolia,  três cantoras de tempos e gerações diferentes e que, de comum, além do grande talento e sensibilidade, desapareceram de um dia para outro, muito jovens, deixando um vazio e uma interrogação  entre nós: Por que? A ‘Elas’ a primeira poesia. E a segunda, para os solitários amantes: da praia. E do anonimato e do deserto da morte.






I)     À ELIS, JANIS JOPLIN E AMY WINEHOUSE

ERA UM INSTANTE, UMA ESTANTE ESTÁTICA,

ERA UM MOMENTO, UM LAMENTO, UM LAÇO

NO MEIO DA NOITE CORPO MORNO, MANSO, MORTO,

ESBOÇO INACABADO.

E O DIA NASCEU IMPIEDOSO,

...COMO SE NÃO TIVESSE ACONTECIDO NADA...


II)                PRAIA E VIDA DESERTA


A PRAIA DESERTA,

A ALMA DESERTA,

QUE VENTURA MORRER NESSA PRAIA DESERTA,

MORRER COMO A PRAIA,

ANÔNIMA, IGNORADA.


Até amanhã.




sábado, 8 de outubro de 2011

INSCRIÇÃO NA OAB

Bom dia amigos,


Hoje é dia de “causo”. Esse “causo” aconteceu em Jundiaí, não foi comigo e está no meu livro “Causas & Causos” n. I. Vamos lá:

“INSCRIÇÃO NA OAB"
“Diz que Deus diz que dá. Não vou duvidar, oh, nega, E se Deus não dá. Como é que vai ficar, oh, nega. Deus Dará. Deus Dará” (Chico Buarque de Hollanda)
             Seu Josias era homem de vida honrada. Nos seus cinqüenta e dois anos mantinha-se  “virgem” perante a vida, ou seja, não se envolvera com dívidas, jogo, mulher ou Justiça.              Não é que, certa noite, retornando de viagem a São Paulo pela Rodovia dos Bandeirantes,  acaba atropelando um pedestre, causando, na vítima, ferimentos de natureza grave.
             Concluído o inquérito, o Dr. Promotor de Justiça de Jundiaí viu elementos que podiam incriminar o Josias. Está certo que teria havido uma certa culpa da vítima, o que, segundo a acusação, não eliminava a do réu, o qual dirigia em excesso de velocidade e tinha queimado uma das luzes da lanterna do veículo.
           O Josias ficou apavorado.
          
           O Meritíssimo Juiz recebeu a denúncia e marcou data para o interrogatório.
          
           Precavido o Josias falou com “Deus e todo mundo”.
          
           Queria saber o que podia acontecer. Se ia para a cadeia, se ia perder a primariedade, se tinha  direito a “súrsis” e coisas do gênero.

           Mas, sobretudo, queria saber quem e como era o Juiz.
           O advogado que lhe haviam indicado, orientou-o a comparecer ao interrogatório sozinho, pois ele entraria na jogada posteriormente, na fase da defesa prévia.
           Mas avisou o Josias:
          -Olha, o Juiz é um sujeito polido, atencioso, profundamente religioso. Católico praticante, carola mesmo, se preferir.
           O Josias queria causar boa impressão e bolou uma forma de apresentação.
           Na data aprazada, no entanto, o Juiz Titular, cujo perfil lhe foi traçado, entrara de licença, tendo sido designado um Substituto para a respectiva Vara.
           Ao contrário do outro, esse era gozador, nada polido e, .... pior... ateu, profundamente ateu.
           Lá chega o Josias, apregoado pelo porteiro dos auditórios, na data e sala palco do interrogatório.
            Trajando um terno escuro, trazia na mão uma bíblia (dessas identificáveis facilmente ao longe) e um terço.
            O juiz olhou meio de soslaio.
            Iniciado o interrogatório, o Magistrado pergunta:
            - O Senhor já foi preso ou processado?
           - Nunca, nunca senhor juiz, responde o Josias.
           - O Senhor tem advogado?
           O Josias parou, olhou firmemente para o Juiz, fez cara de “rogado” e apertando a bíblia, respondeu:
           - Excelência, meu advogado é o melhor dos advogados. É  Nosso Senhor Jesus Cristo, que está comigo em todos os momentos.
           O Juiz ouviu, parou por um instante e com um ar sério, resvalando para o grave, disparou:  
           - Olhe moço,  é melhor o senhor arrumar outro advogado, porque esse aí que o senhor citou não  está inscrito  na OAB”.
Até amanhã.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

PARA QUE UM BLOG E ASSUNTOS QUE PALPITAM NA ALMA

Amigos, boa noite,
Inaugurei esse espaço em fevereiro deste ano. Quem preparou o blog foi o meu genro, Renato, pois era e é evidente a dificuldade, própria da minha geração, de lidar bem com essas maravilhosas novidades da era da cibernética e da informática. OK. Mas desde o início, ao estabelecer o meu perfil, percebi que fui econômico. Não nas minhas titulações, que isso hoje pouco tem a ver comigo. Mas na ausência de apresentação ou de falta de justificativa para o espaço. Bem mas para que o blog? Resolvi tocar no assunto e hoje me deu vontade de falar com os meus seguidores, que conseguiram se cadastrar como tal, e aqueles muitos outros que se encontram comigo e não têm vergonha de dizer que não trabalham bem com essas coisas. Que nem sabem como poderiam fazer o tal cadastro. Claro que eu prezo e muito os meus seguidores que se apresentam como tal e gostaria muito que eles dialogassem comigo muito mais do que vem acontecendo. Mas o importante é a comunicação e o resultado dela quando se transforma num diálogo. É isso! A idéia do blog surgiu da necessidade permanente de me comunicar, o tempo todo, com o mundo, e de utilizar novos e eficientes canais para esse efeito. E tudo tem a ver com um processo que para mim tem sido eterno, qual seja, a obsessão pelo auto-conhecimento e pelo conhecimento do outro, dos outros, do gênero humano, desse animal racional complexo capaz de condutas nobres e sórdidas, dependentes de uma série de circunstâncias. O “eu sou eu e minha circunstância”, na clássica conceituação do filósofo Ortega e Gasset. À medida que avanço nesse processo, fica mais fácil me aceitar e desenvolver a conduta de tolerância para comigo e com os outros. Passei uma vida inteira achando que eu tinha que buscar necessariamente uma coerência, uma harmonia. Mas descobri que o ser humano é complexo. Que isso não é tão simples. E que, a contradição, o ser e não ser, o pensar e não pensar, o amar e não amar, não são corpos estranhos e excludentes dentro da alma humana. Ao contrário, integram mesmo a essência desse ser, que não sabe como veio ao mundo, nem porque, nem para que. Ao dizer o que penso sobre determinado assunto, com as influências todas que meu pensamento possa ter sofrido, estou fazendo catarse. E é bom. Economiza o analista e o dinheiro do analista. Além disso, também confesso que tenho medos. Um deles é de me procurar muito e me perder de mim. Aquela história que o Cazuza cantou na sua antológica Ideologia: “Eu vou pagar a conta do analista. Pra nunca mais ter que saber quem eu sou”... Assim escrever é uma forma de não perder a minha própria referência, mas também dividir aquele momento gostoso do dia anterior, ou de um passado mais remoto. Aquele momento sério de reflexão sobre algum tema importante ao ser humano, seja relacionado com medicina, política, literatura, economia, Direito, obras sociais, Educação, Filosofia ou cultura em geral. E falar também do que nos concede prazer nessa vida. Dividir o momento especial de uma boa taça de Champagne ou de espumante (que é o nome que se dá a tudo que antes era champagne e que agora não pode mais ser chamado assim, por força de invocado e reconhecido direito exclusivo de propriedade imaterial). De uma música clássica ou popular na voz de cantores e compositores, intérpretes talentosos, com arranjos magníficos. E são tantos... (Elis Regina, Maria Bethania, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Elvis, Piaf, Beatles, Elton John, Pavarotti, Ana Carolina, Simone, Maysa, Maria Lúcia Godoy, Chico, Edu, Rita Lee, Gil, Caetano, Gal, Monica Salmazo, Niza Tank e um mundo de gente desse universo). Dividir as impressões de um restaurante, o espaço que oferece, o menu criativo do chef, o serviço, ou de um novo filme, nacional (o bom cinema contemporâneo ou o velho cinema brasileiro, de Mazzaropi a Cacá Diegues, de Glauber Rocha a Daniel Filho, de Arnaldo Jabor a Lais Bodansky), ou estrangeiro (cinema iraniano, francês, europeu em geral, ou americano). Há algumas influências e assuntos específicos: O gosto pelas gravatas, A história dos 60 anos da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas. É que estou lá desde 1.970, quando entrei pelo Páteo dos Leões para me inscrever para o Vestibular de Direito. E de lá nunca mais sai. São 41 anos de história dos 60 da Faculdade e é preciso registrar, para que se guarde na memória. E falar sobre esporte. O esporte me interessa e me fascina. Futebol, que é o esporte nacional mais importante, de todos o times deste país, mas também do meu Guarani de Campinas. Do meu Bugre hoje modesto e que luta para sobreviver, depois de sucessivos fracassos econômicos e de administração e de ter encontrado a glória nos anos 70 e 80. Falar também de tênis, basquete, vôlei e outras modalidades esportivas. O esporte chama o homem para as suas possibilidades e os seus limites, de forma sadia. Ah, e gastronomia? É o meu lado hedonista, ou seja, aquele lado que precisa de prazer permanente para valorizar a vida. Hoje o alimento não é mais para mim uma simples forma de vida ou de sobrevivência. É uma arte e um prazer poder degustar o que há de novidades em termos de comida e bebida. Por isso a minha vontade de falar de restaurantes, especialidades, preparo de pratos elaborados com competência, junção de sabores e carinho. E do vinho. Vinho ou cerveja, ou whisky, não importa. É questão de predileção de cada um. É preciso que a gente aprenda a ter prazer a despeito das injustiças do mundo. E lutar contra elas ferrenhamente, sem angústias ou melancolias seguidas e profundas. Não sentir culpa de ter acesso a coisas que lutamos para conseguir, sem violar a ética, sem prejudicar o outro. Lutar por justiça social, realizando obras específicas ou sociais, dentro das possibilidades. E especialmente falar de tudo isso de forma espontânea, inciente e leiga, como inciente e leigo sou em relação a esses assuntos.
Será um prazer dialogar com outros incientes. Ou com especialistas para aprender mais.
Boa noite e até amanhã.
 

domingo, 2 de outubro de 2011

L’ALOUETTE RESTAURANTE


Oi amigos,
Há mais de 20 anos nascia um novo restaurante no agradável bairro do Cambuí, aqui em Campinas, bairro onde se concentram as melhores casas de gastronomia, entre bares descolados e restaurantes. Trata-se do restaurante Frances, L’alouette, de propriedade de Cidinha Vicente, com quem você pode dialogar para elogiar, criticar, sugerir etc. pelo e.mail cidinhavicentep@uol.com.br. Trata-se de um prédio antigo, decorado em estilo provençal, com móveis em azul e branco, oferecendo dois ambientes:  um salão interno e uma área externa.  É apresentado como de cozinha contemporânea internacional, com sofisticação francesa e preços honestos e acessíveis. E é verdade. O  restaurante fica na pacata rua Padre Almeida, n. 632, Cambuí, que tem apenas um sentido de direção, localizada atrás do Colégio Madre Cecília. O ambiente interno é agradável com visão aos fundos de um jardim bem cuidado, onde se acham plantadas, dentre outras espécies, belos exemplares de orquídeas (vide foto acima). O serviço é muito eficiente, destacando-se, dentre outros garçons todos com mais de 10 anos de casa, a simpática  Nerinha, 13 anos de serviço e que é casada com o cozinheiro Chef,          que está na casa, com sua equipe, desde a inauguração. Trata-se de  um grande talento para elaborar pratos  variados oferecidos no cardápio, unindo os ingredientes principais, com sofisticados molhos. O menu é riquísimo em opções. Além das entradas com ótimos carpaccios, há oferta de saladas e casquinha de siri.  No prato principal, você pode escolher entre carnes bovinas, frango, frutos do mar, variados tipos de peixes, lagosta, camarão, coelho, perdiz, ossobuco de vitela, e saborosos risotos, unindo-se assim a culinária francesa à cozinha italiana.  Um dos carros-chefes do restaurante é o “Crevette au Roquefort” (Camarão ao Roquefort). E tem também o Pato com Laranja, um clássico da culinária francesa. Se preferir carnes, não deixe de provar o Medaillon Niçoise (Filet com molho de azeitonas verdes e pretas), ou o sensacional e um pouco mais picante Steak au Poivre Vert (Filet ao molho de pimenta verde). Todos os  peixes, carnes e risotos são cuidadosamente preparados com molhos especiais que incluem cogumelos, amêndoas (prove se for possível a Truite Amandine (Truta com amêndoas), ervas da Provence, alcaparras  e pimenta verde, dentre outros ingredientes de bom gosto e primeira classe. Relativamente aos peixes, além de trutas, você tem opções de um grande número de pratos com linguado,  badejo e salmão. E um especialíssimo Haddock a La Mode Swisse (haddoc com creme de queijo tipo suíço, gratinado). O Haddock  é um peixe originário da Escócia chamado eglefim, primo distante do bacalhau e que recebe esse nome depois de ser defumado. No Brasil é muito difícil encontrá-lo como peixe fresco, que muito acham sem graça. É a mesma história do bacalhau que precisa ser salgado e submetido ao processo próprio, como conhecemos. O Haddoc tem textura firme, praticamente não tem espinhas e revela um sabor delicado e marcante, justamente por força da defumação, o que facilita o seu preparo, que não necessita de muitos outros ingredientes. Eu, em especial, experimentei-o há uns 25 anos, quando fui convidado por uma aluna, co-proprietária de um famoso frigorífico da cidade,  para uma comemoração de aniversário em petit comité. Achei-o fantástico, mas não é um peixe fácil de encontrar, nem obviamente barato. Vale a pena,contudo, provar ou prepará-lo (à moda suíça, ou de outro jeito, lembrando que há inúmeras receitas, em todos os sites especializados em gastronomia). O restaurante ainda oferece a opção de bacalhau, que eu ainda não provei e a esse respeito não posso opinar.  Mas a julgar pelo bom sabor de  todos os pratos que  pedi, nas  várias vezes que visitei o estabelecimento, com certeza é mais uma boa opção. A casa tem uma carta de vinhos, com 110 títulos de 7 (sete) nacionalidades, armazenados em duas adegas climatizadas.  Como   sobremesa, o indefectível Frances,  Profiteroles e o grande sucesso entre a garotada e os adolescentes: o Petit Gateau. E, ainda,  um saboroso creme brûllé”. Aberto de 3ª. a domingo. De 3ª. a 6ª.  oferece almoço executivo, com um cardápio diferenciado, distribuído em três opções completas (entrada, prato de fundo e sobremesa),  a preços ainda mais acessíveis.. Uma das melhores opções no gênero. Vá. E Leve quem você gosta.
Até amanhã.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

HOLAMBRA PRA NÃO DIZER QUE EU NÃO FALEI DE FLORES

Olá amigos:

Você já se imaginou vivendo numa cidade com cerca de 10.000 habitantes,  casas sem muros, muita vegetação e flores, índice de criminalidade quase zero, menor índice de mortalidade infantil do Estado. Pois essa cidade existe e é conhecida mundialmente por essa sua qualidade de vida e por ser referência na produção e comercialização de flores no Brasil e no exterior. Trata-se de Holambra, cidade situada a menos de 30 quilômetros de Campinas e 120 quilômetros de São Paulo, fazendo divisa com os municípios de Jaguariúna, Artur Nogueira, Cosmópolis e Santo Antonio de Posse. Aliás, a comunidade nasceu com a chegada de uma família de holandeses em 1.948, se radicando no local onde existia a antiga Fazenda Ribeirão. Curioso observar que essa vasta propriedade rural pertencia a todos os quatro municípios mencionados, não era distrito de nenhum e quando pleiteou a sua emancipação, não havia previsão legal para esse efeito. Daí ter havido a inclusão na Constituição do Estado de São Paulo, de disposição que permitia o plebiscito para  a eventual elevação da comunidade à condição de município, o que se deu pela Lei Estadual n. 7.664 de 30 de dezembro de 1.991, depois do resultado da consulta popular que apontou 98% de votos a favor e apenas 2% contrários. Em 1.998 o município, conhecido mundialmente como a CIDADE DAS FLORES,  ganhou a condição de Estância Turística e hoje recebe turistas de todo o Brasil e também do Exterior. Fundada por holandeses, como se disse, o nome HOLAMBRA presta homenagem, a um só tempo, à HOLANDA (HOL), à  AMÉRICA (AM)  E AO BRASIL (BRA). Dos seus cerca de 10.000 habitantes, 20% são holandeses ou descendentes de holandeses e o município sozinho é responsável por 40% do abastecimento de todo o mercado de flores nacional, o que faz hoje por meio da empresa TERRA VIVA, que tem atividade nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Ceará, e, ainda, na Holanda.  Dedica-se à plantação e comercialização de flores, bulbos, frutas e batatas. A empresa realiza atualmente leilões para venda de lotes de flores, método que tem garantido aquisição mais universalizada e por preços mais justos, entre os adquirentes interessados.  Há mais de 30 anos, Holambra realiza uma exposição denominada EXPOFLORA, que terminou no último domingo, quando lá estive com meus familiares. A exposição é um exemplo de organização, graças à estrutura montada e o grau de profissionalismo dos organizadores, das empresas que participam e de todo o pessoal que ali exerce atividades, direta ou indiretamente. A visita é surpreendente e agradável para passar um dia inteiro. Amplas áreas de estacionamento, policiamento ostensivo suficiente, números de sanitários e instalações rigorosamente planejadas para atender a todos os setores e locais por onde o turista caminhe ou esteja. Bilheterias organizadas. Nada demora. Há um sem número de cafés, confeitarias,  lanchonetes e  restaurantes, oferecendo toda espécie de alimentação, que podem ser consumidas nos próprios locais ou em amplas praças.  Há programas turísticos que valem a pena, como a viagem pelo Caminho das Rosas ou pelo Caminho das Flores, trajetos que incluem passagem pela cidade, com sua história, arquitetura e suas peculiaridades e  pela estrada até a propriedade vasta onde se cultivam, com técnicas modernas, as flores. A exposição apresenta uma enorme variedade  de árvores, flores  e de vegetação, dispostas em  ambientes cuidadosamente projetados para elas,  por profissionais de arquitetura ou Designer e você pode adquirir todos os produtos que estão à venda, desde flores plantadas até cristais,   doces e salgados da cultura holandesa, além de objetos que reproduzem  locais ou cultura da Holanda. Tem ainda muita música por toda a parte e danças típicas da Suiça e da Holanda. Esse ano não dá mais. Mas não deixe de conferir o ano que vem. Vale o passeio.

Até mais.


terça-feira, 27 de setembro de 2011

O CENTÉSIMO JOGO DE FABINHO E A VITÓRIA DO BUGRE SOBRE O BRAGANTINO - RODADA DA SÉRIE B

Olá amigos,

Agora à noite ocorreu a 26ª. rodada completa do Brasileiro da Série B, com  resultados normais e inesperados, como sempre. Porisso nunca foi fácil acertar na Loteria Esportiva. O futebol tem surpresas e o grande problema do apostador está em descobrir onde e quando essas surpresas (antigamente as chamadas zebras) vão surgir. Pois bem, vamos aos destaques:

AS EQUIPES DE CAMPINAS E DA REGIÃO.

A rodada foi relativamente boa para as equipes de nossa região. A Ponte Preta decepcionou e, com um jogador a menos, perdeu em Salvador para a equipe do Vitória, pelo placar de 2 a 0. E nessa dança de perde e ganha lá em cima na tabela, novamente perdeu a vice-liderança para o Náutico que venceu o ABC no Estádio dos Aflitos, por 2 tentos a 0. Com isso atingiu 47 pontos, contra 46 da Macaca, que agora está em 3º lugar. Já o Americana não perdeu a oportunidade de ganhar de uma das mais fracas equipes da competição, o Salgueiro, adversário que venceu pela contagem mínima. A vitória, porém, foi essencial, porque fez com que a equipe de Americana retomasse o seu lugar no G4, posição que tinha perdido no final de semana para o Sport. A equipe pernambucana, depois de imprimir uma goleada ao Vitória da Bahia, no sábado, por 4 tentos a 0, perdeu hoje em Criciúma, do instável time da cidade do mesmo nome, em Santa Catarina, pelo placar de 1 a 0 e caiu para a 5ª. posição na tabela. O Guarani voltou a jogar em Campinas e freou a ascensão da boa equipe do Bragantino, vencendo pelo placar de 3 a 1.

 A LUSA COMO SEMPRE

A Portuguesa continua a sua rotina de vitórias ou de empates. Hoje venceu o Goiás, no Canindé, por 3 a 0, disparando na liderança da competição, sobretudo pela derrota da Ponte Preta, em Salvador. A Lusa tem agora 53 pontos em 26 jogos e pela lógica uma das vagas asseguradas para o acesso. Merecidamente!

A PONTE NÃO JOGOU EM SALVADOR

A Ponte Preta fez uma partida ruim em Salvador. Após uma pressão inicial, a Macaca perdeu o seu melhor jogador em campo,  Ricardinho, expulso juntamente com o jogador Alison, do time baiano. Apesar de cada equipe ter perdido um jogador, Ricardinho, responsável pela criação na equipe pontepretana fez muito mais falta à Macaca que o jogador do Vitória e a Ponte acabou perdendo a inspiração e, nada obstante ter tido maior  tempo com a bola nos pés, esse domínio era enganoso e se revelou estéril, pois não criou muitas chances de gol. Em compensação o Vitória foi mais contundente e com um gol em cada tempo, assegurou o resultado, e os três pontos. Agora a alvinegra campineira pega o Salgueiro, no final de semana, em casa, com chances plenas de recuperação. Já o Vitória tem uma parada dura pois vai a Curitiba, jogar com a equipe do Paraná.

A SUPERAÇÃO DO BUGRE E O CENTÉSIMO GOL DE FABINHO

O Guarani voltou hoje a jogar no seu estádio, o Brinco de Ouro da Princesa e a reencontrar sua torcida. Mais de 4.000 pagantes no Brinco, uma renda muito boa, se comparada à média obtida pelo Bugre nesta temporada, cheia de contratempos. E os torcedores não se arrependeram. O Bugre teve raça, teve técnica quando foi necessário e venceu a boa equipe do Bragantino, que já estava colando no G4, com uma campanha extraordinária,  especialmente no 2º turno, pelo placar de 3 a 1, com gols de Felipe,  Marcelo e  Fabinho. Aliás, o gol de Fabinho, num passe do centroavante Denilson, foi um prêmio pela comemoração do 100º jogo do atacante pelo Guarani. Fabinho (que está na foto no alto da coluna)  é muito estimado pela torcida, e após o gol foi ovacionado, quando demonstrou seu amor pelo clube, beijando o seu distintivo, gesto raro no atual momento de profissionalismo do futebol. Os  jogadores, apesar da crise e do atraso no pagamento de salários, honraram a camisa da instituição e esperam que a Diretoria, nos próximos dias, cumpra a promessa de liquidar as pendências com salários e direitos trabalhistas de atletas e funcionários. Há quem assegure que o Guarani já teria concluído negócio de venda do Estádio, com investidores. Aguardemos os próximos lances desta novela que lembra "Redenção", para quem se recorda a telelágrima mais longa da televisão brasileira até hoje. 

Até amanhã.








segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O ESPORTE NO INÍCIO DA PRIMAVERA EM 2.011

Prezados amigos

O  esporte no final de semana esteve novamente movimentado. 
O GRANDE PRÊMIO DE CINGAPURA.
Logo pela manhã, no circuito Marina Bay em Cingapura, deu a lógica: Mais uma vitória, a nona do campeonato de 2.011, do alemão Vettel, da Red Bull, que agora soma 309 pontos, se distanciando ainda mais do segundo colocado, o  inglês Jenson Button, da Mc Laren, que tem 185 pontos. Em terceiro lugar, colado em  Button, o espanhol Fernando Alonso, da Ferrari, com 184 pontos. Os brasileiros Massa, Rubens Barichello e Bruno Senna estão longe das primeiras colocações. Massa competindo pela Ferrari, como segundo piloto,  está em 6º lugar com 84 pontos. Rubinho, pela Williams com só 04 e Bruno, pela Renault, com 02. O favoritismo de Vettel para conquistar o bicampeonato é tamanho que, para se ter uma idéia, basta a ele obter l ponto no grande Prêmio do Japão que não mais poderá ser alcançado por nenhum dos adversários. Campanha invejável. Vettel, no entanto, foi discreto e modesto no final da corrida, dizendo que ainda falta completar a conquista e elogiou muito a sua escuderia, a Red Bull, que lhe deu carro e condições magníficas de competição. O destaque negativo ficou por conta do inglês Hamilton que tentou ultrapassagem sobre Massa, furando o pneu do carro do brasileiro. Por causa disso foi punido, e com razão.  No final, dando entrevista, afirmou que lamenta a sua punição, mas que se divertiu muito com as ultrapassagens. Foi ironizado por Massa e atacado pelo locutor Galvão Bueno, da Rede Globo, que mandou Lewis procurar um psiquiatra. Pois é! 
Para matar saudades a foto do nosso inesquecível Ayrton Senna, considerado o melhor piloto de todos os tempos.

A SELEÇÃO MASCULINA DE VOLEI

Logo após o meio-dia entrou em quadra, em  Cuiabá, Mato Grosso do Sul, a seleção masculina de vôlei para disputar a partida final desta edição do Campeonato Sul-Americano, contra a Argentina. Ambas as seleções já estão classificadas para o Mundial em novembro no Japão, que vai apontar três equipes para as Olímpiadas de Londres em 2.012. O Brasil venceu e comemorou o 28º título da competição, com grande atuação de Sérginho, que acabou eleito o melhor jogador  e líbero do torneio, com inteira justiça. Foram 3 sets a 1 (25-20, 19/25, 25/23 e 25/21).

A RODADA NO FUTEBOL DO BRASILEIRO DA SÉRIE B

A 24ª. rodada do Brasileiro da Série B, teve início na 3ª. feira, com dois jogos e os favoritos perderam. Jogando em casa o ABC de Natal perdeu para o Vila Nova, pelo placar de 2 a 1. Jogando no Décio Vitta, o Americana, que saiu ganhando no primeiro tempo por 1 a 0, acabou derrotado pela surpreendente virada do Guarani no segundo tempo, pelo mesmo placar de 2 a 1. Mais do que perder o jogo, a derrota custou caro ao Americana que perdeu o seu lugar (4º) no G4, para o Sport Recife, que vinha na sua cola e que, jogando nos Aflitos neste sábado, goleou o Vitória da Bahia, por 4 tentos a 0. Boa a vitória do Bugre que acaba a rodada em 15º lugar, com 30 pontos e volta a jogar no Brinco de Ouro, já a partir de 3ª. feira, quando encara o Bragantino, cuja ascensão vem sendo espetacular. O Braga, no entanto, empatou também no sábado com a líder Portuguesa, em Bragança, em 1 a 1, o que não é nenhum demérito, tendo em vista a ótima campanha da Lusa, dona, não tenho dúvidas, de uma das vagas para a Série A. Ainda na sexta-feira, o Boa, jogando em Varginha, venceu um Criciúma, cheio de altos e baixos, por 2 a 0. O Paraná, na Vila Capanema, encarou o Náutico e se deu bem, vencendo a equipe pernambucana por 2 a 0. Apesar do resultado, continuou acreditando que a equipe do Náutico tem bons jogadores e disputará, até o final, uma das vagas para o acesso. A Ponte Preta, jogando em Araraquara contra o lanterna Duque de Caxias, que só ganhou 1 jogo no campeonato até aqui, lutou muito para vencer, por 2 a 1, com um gol salvador aos 47 minutos do segundo tempo, quando estava com apenas 9 jogadores em campo. O técnico Gilson Kleina completou seu 50ª jogo na direção da Macaca, marca que comemorou com muita alegria, atirando, no final do jogo, a sua camisa, para os torcedores presentes. Completando a rodada, o São Caetano, que faz um mal campeonato e é sério candidato ao rebaixamento, só empatou,em casa, com a equipe do Icasa, por 2 a 2. O Asa de Arapiraca recepcionou o paulista Grêmio Barueri e  também  só empatou, em 1 a 1. Agora vejam os senhores: O Goiás, jogando no Serra Dourada, perdeu para o Salgueiro, pela contagem mínima. Com esse e outros péssimos resultados em casa, o time goiano não pode nem sonhar com o acesso.

A RODADA DE UM BRASILEIRÃO EMOCIONANTE

O Brasileirão continua empolgante, com as equipes se revezando nas quatro principais colocações. Mas não é só. Muitos jogos de grande qualidade técnica, o que não se via há muito tempo na competição nacional. É certo que os clubes têm conseguido segurar alguns craques e outros têm surgido neste grande celeiro que é o futebol brasileiro. Bem, vi o segundo tempo do jogo Botafogo e São Paulo, no Engenhão. O Tricolor, perdendo o primeiro tempo pelo placar de 2 a 0 (dois gols do atacante Loco Abreu), e com justiça, segundo os comentaristas, pois o Bota ainda perdeu gols incríveis, como num lance do mesmo Loco Abreu em que a bola não entrou de forma inacreditável, conseguiu fazer um segundo tempo quase irrepreensível, encurralando a equipe carioca, fazendo dois gols, um deles de Rivaldo em bola alçada pelo goleiro Rogério Ceni, e quase virou o placar com o mesmo Rivaldo tentando encobrir o goleiro Renan, no último segundo da partida. Jogaço, com lances de efeito e muita adrenalina. O Timão, aos trancos e barrancos, fez o dever de casa, aliviando um pouco a pressão que páira sobre o Parque São Jorge nos últimos tempos. Ganhou do instável Bahia, pelo placar de 1 a 0. Mas a grande vitória foi mesmo do Vasco da Gama, em Sete Lagoas, sobre a equipe do Cruzeiro. 3 a 0, três gols de Diego Sousa. A equipe cruzmaltina, com essa vitória,  foi aos 49 pontos e  assegura a liderança da competição, que agora tem o Corinthians, em segundo lugar, com 47 pontos, o São Paulo, em terceiro, com 46, e o Botafogo em 4º com 45. A fase de Diego Souza, como tenho dito aqui na coluna, é fantástica e o seu desempenho hoje (além dos três gols, perdeu outros dois, um deles de bicicleta, que bateu na trave e o outro, numa grande defesa do goleiro), justifica plenamente a sua convocação já acontecida para o jogo de volta de quarta-feira, com a Argentina, pela Superclássico das Américas. O Cruzeiro, que foi vaiado mais uma vez, aprofunda-se na crise, que pode custar o emprego do novo treinador,  Émerson Ávila. Ávila  mal estreou e já acumula a 4ª. derrota. A equipe mineira, para se ter uma idéia do mau momento, não ganhou ainda no segundo turno, de ninguém. O que alivia um pouco é a situação do Galo, que não consegue ganhar e nem sair da incômoda zona do rebaixamento.
 Até amanhã.