sexta-feira, 24 de agosto de 2012

MARIA CLARA - BEM-VINDA


Boa noite amigos,

Poucos dias após termos eu e minha mulher recebido a notícia da gravidez de nossa filha, os amigos Cármino e Célia também ficaram sabendo que seriam avós dali a nove meses. Uma coincidência que nos trouxe muita alegria e alento. O nascimento de netos representa sempre um novo sopro de vida, um repentino e inesperado interesse pelo futuro até então relativizado, um  renovado sentido para a vida. Que bom! Meu neto Rafael nasceu no dia 05 de julho passado e já vai completar 02 meses. Se não fosse prematuro, as crianças nasceriam com 2 ou 3 dias apenas de diferença. Pois bem, agora nasceu Maria Clara. Linda, como na foto que o seu papai coruja, o meu queridíssimo sobrinho de coração, Thiago, me enviou. Parabéns ao Thiago e à Thati, a bela mamãe. Parabéns aos avós maternos e aos avós paternos, Cármino e Célia, manos de tantos anos de amizade e convivência. Uma amizade profunda que a gente torce para que no futuro una também os nossos já amados netos, Rafael e Maria Clara. E à Maria Clara,  um elo de luz que já ilumina muito a vida de todos nós, o nosso mais profundo desejo de que a sua trajetória por este mundo, seja sempre marcada como um  ponto de concentração de afeto, de união, de amor, de celebração. Em suma, razão de uma grande festa. Bem-vinda, Maria Clara. Que é Maria, como tantas outras, santas ou simplesmente mulheres. E ao mesmo tempo Clara, como todas as  luzes que nasceram destinadas a servir como veículos de sol e calor para aplacar a escuridão eventual de lugares e corações.

Em homenagem à Maria Clara, seus pais e avós, tomo emprestado o  belo poema da norte-riograndense Hercília Fernandes, baseado  na poesia “Clara” do baiano Caetano Veloso.

 
MARIA CLARA

Maria Clara

clara

alva

                                                                                 Ria

                                                                                  ia

                                                                                  subia

                                                                                  clara à luz do dia

Minha Cara,

Clara minha!

 

                                                                                 Doce flauta,

                                                                                 serena

                                                                                  silencia.

 

Minha causa

fada minha!

 

                                                                                  Rara

                                                                                  tão alva

                                                                                  clara,

                                                                                  tão bem

                                                                                  Maria!

 

Até amanhã amigos,

P.S. (1) Hercília Fernandes  é professora pedagoga da Universidade Federal do Rio Grande do Norte,  Mestra em Educação e Especialista em Educação Infantil. É também poetisa, detentora do blog “fernandeshercília.blogspot.com.;

P.S. (2) O pai de Maria Clara, Thiago Vasconcellos de Sousa é advogado, Procurador da FAPESP -  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. É também compositor e poeta e toda a sua inspiração pode ser conferida no seu blog “É Jequitibá a Madeira”

 

sábado, 18 de agosto de 2012

SÁBADO É DIA DE FEIRA. E DE PASTEL

Boa noite  amigos,
Sábado é dia de feira aqui no Cambuí, em Campinas. E feira é dia de encontro com os vizinhos, amigos e desconhecidos. Um palco para troca de experiências, especialmente as gastronômicas. Aprender com os mais velhos e os mais novos. Com o Luís da banca de batata sobre os tipos adequados para assar, fazer nhoque e outras maravilhas, ouvindo histórias de sua sogra canadense.   Com a japonesa da banca de verduras e legumes. Com o Marcelo e toda a sua família na banca de frutas. Feira é lugar de encontro. De confraternização. Agora, perto das eleições, é um centro disputado por políticos candidatos, que ali enxergam – e com razão – um espaço importante para os sorrisos e tapinhas nas costas de seus eleitores potenciais. Um amigo aqui, que apresenta outro amigo, uma conversa ali com o feirante, e se não houver lucro, certamente não haverá prejuízo. Feira é muito mais que isso. É um lugar de  visuais, cores, cheiros e sabores. Da criançada de todas as idades que por ali caminham com os pais, tios, avós, observando, bulindo aqui e acolá, pedindo coisas. De cachorros, muitos cachorros, pois não sei se eles manifestam a preferência por esse tipo de passeio. Mas seus donos, com certeza, gostam de transitar com eles, de exibi-los imponentes ou minúsculos, pelados ou  vestidos, às vezes de fitinha e os "cambaus". Feira é lugar de falar mal do Presidente, do Governador, do Prefeito. Reclamar do asfalto esburacado, da inflação, da perda do poder aquisitivo do salário, do pênalti perdido pelo centroavante de seu time na noite anterior (isso se o seu time for da série B, porque os da série A não jogam de sexta-feira).  Feira também é espaço  para verificar quais foram os últimos lançamentos de filmes em DVDs. piratas, que sempre são oferecidos aos consumidores, antes dos autênticos, o que para alguns, serve para justificar a quebra da ética, ao estimular, colaborar e ser cúmplice da pirataria. Outros, ainda, garantem que não compram de jeito nenhum, mas que assistem o filme na casa do filho, da cunhada, do amigo e, por óbvio, não costumam indagar a respeito da  origem (nem fica bem). Feira é lugar de alegria e de hipocrisia. De reparar no jeito e nas peças de seus freqüentadores mais exóticos. De reencontrar aquele amigo que nunca mais foi ao estádio de futebol, porque virou “avô” e é muito requisitado pela família e tem que dormir cedo, ou daquel’outro que se convenceu que o seu time de coração é pequeno e só ganha (e olhe lá) quando está na 2ª. divisão. Feira é lugar de democracia, onde se juntam todas as raças, todas as tribos, gente de todas as idades e condição social. Feira é lugar de Brasil, da moça da pamonha com queijo, dos doces mineiros e, especialmente, dos pastéis. Pastéis brasileiros, aqueles de massinha fina, com recheio de pizza (queijo e presunto), de queijo, de carne, de palmito.  Os imperdíveis pastéis fritos na hora, naquela tina enorme de óleo quente, servido quase que instantaneamente ao pedido. Os pastéis da Lúcia, a japonesa dona da banca, e da Lena, uma das mais antigas funcionárias. Que funcionam. Recebem os pedidos, separam os pastéis,  servem os guaranás e as coca-colas, segundo a vontade do fregues, somam, recebem, fazem o troco,  servem tanto ali na hora, quanto para viagem. Um exemplo raro de uma eficiente administração do “caos”. Um gostoso “caos”. Feira do Cambuí é imperdível. Para se ir muito, provar um pouco de tudo, reclamar, sorrir,  e curtir  antes de morrer.
Até amanhã.
 P.S. (1) A imagem dos pastéis de feira do Cambuí foram emprestadas do blog sabordafer.blogspot.com.;
P.S. (2) Em São Paulo já existe concurso do melhor pastel, promovido pela Prefeitura e com incentivo do Prefeito Kassab.  Os quesitos  a serem observados pelo júri  são os seguintes: qualidade: a) da  massa, b)  do sabor, c) do recheio e d)  da fritura;

P.S. (3) A Feira do Cambuí acontece todos os sábados na Rua Maria Monteiro, entre os quarteirões das ruas Carlos Kaysel e Coronel Silva Telles.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

LIÇÕES DAS OLÍMPIADAS DE LONDRES - RIO 2016 E NASCEU OUTRO RAFAEL

Boa noite  amigos,
A festa das Olimpíadas de Londres chegou ao fim. O Brasil conseguiu, entre surpresas e decepções, realizar a melhor campanha de sua história de participações nas Olimpíadas, desde 1.920, tendo conquistado 17 medalhas, contra 15 de Atlanta – 1996,  e de Pequim – 2008.  Deve-se  considerar, no entanto, que a de Londres só pode ser reputada a melhor quantitativamente, porque como se sabe, o que conta efetivamente é o número de medalhes de ouro, depois de prata, e só por último, as bronzeadas.  Das 17 referidas, apenas 03 foram de ouro, contra 05 na campanha de Atenas-2004, quando ganhamos o maior número de medalhes de ouro, conquanto, no total,  tenhamos terminado com  10 medalhas. Como aperitivo para as Olimpíadas de 2.016, no Rio de Janeiro, o desempenho foi muito fraco. Se quisermos efetivamente competir aqui no Rio e não figurarmos como meros anfitriões da maior festa do esporte mundial, é bom lembrar que temos apenas 4 anos para investimentos e progressos no campo do esporte, o que não vai acontecer só com conversas e promessas. Políticas públicas criativas, que possam efetivamente fomentar a descoberta de talentos perdidos por esse  país continental, carente e, sobretudo, desigual, são efetivamente indispensáveis, inclusive para atrair as parcerias privadas de muita gente que tem interesse econômico real na realização do evento e ainda dos que, mediante incentivos fiscais, possam se interessar no patrocínio de atletas das mais diversas categorias e que eventualmente tenham que se especializar e se aperfeiçoar no exterior e precisam de meios e condições para fazê-lo. A lição de Londres deve ser assimilada.  O peso enorme da bandeira brasileira e de seu povo sofrido, tirou alguns de nossos atletas considerados favoritos,  do pódio, ou da medalha dourada. Foi assim com Cielo, com Maurren Maggi, com Fabiana Murer, a demonstrar que o preparo físico e a dedicação não são suficientes para ganhar e é preciso cuidar do homem, de seu espírito, de seu psicológico, do estresse a que atletas, como seres humanos que são, também são submetidos. No Brasil, ao contrário de países que incentivam e mantêm a cultura e o esporte, para ser campeão, é preciso ser herói. A Presidenta Dilma, que se disse encantada com a Casa Brasileira montada em Londres e que é importante investir na formação de atletas dos esportes individuais e não apenas do coletivo (futebol, vôlei, basquete), precisa urgentemente  entender que é indispensável transformar o discurso em ação.  O papel de toda a imprensa também é fundamental. Poderíamos pensar em inserir mais programas esportivos nas grades das programações, revertendo, para o esporte amador, parte da verba obtida com patrocínios. A par disso também funcionar como olheiros por todos os cantos do país, para que, com o olho clínico de nossos profissionais, possamos encontrar gente de talento que precisa ser prestigiada e bancada, a exemplo do que fez o governo chinês, antes das Olimpíadas de Pequim. E aproveitando as eleições, exigir a inserção, nos programas  de governo,  de  definição de percentual mínimo do orçamento público, para o esporte e a cultura, pois sem um, não se desenvolve o outro, certamente.  2.016 está aí, próximo. São só rápidos quatro anos.

NASCEU MAIS UM RAFAEL. BENVINDO.

Comunico, com grande alegria, o nascimento de mais um menino,  batizado de Rafael, assim como meu querido neto,  nascido agora em julho.
O Rafinha é o filho esperado e festejado do Procurador do Trabalho e Professor da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Sílvio Beltramelli Neto  e da advogada e Assessora do Tribunal Regional do Trabalho da 15a. Região,  Renata Chaib Beltramelli, nossos grandes amigos. Os avós corujas são: o Desembargador Euvaldo Chaib Filho e Judite Chaib (maternos) e Antonio Carlos Beltramelli e Regina Beltramelli (paternos).
Parabéns a todos eles, gente querida e pessoas da mais alta qualidade humana, que certamente envolverão o "rebento" num oceano de amor e carinho. E o desejo, ao Rafael, de uma vida  por caminhos iluminados, nos quais encontre paz, amor e a dignidade própria de seus pais e avós.

Ate amanhã amigos.

P.S. (1) O nadador norte-americano Michael Phelps, considerado “o fenômeno das piscinas” bateu mais um recorde olímpico nos jogos de Londres 2.012. Com as medalhas obtidas somou 19 (dezenove) ao todo, tornando-se o maior medalhista de todos os tempos na história dos jogos olímpicos, superando a então detentora da façanha, Larissa Latysia, da extinta União Soviética, detentora de 18 medalhas;

P.S. (2) Os dois maiores medalhistas olímpicos brasileiros são Torben Grael e Robert Scheidt, com 5 medalhas cada um. Scheidt igualou-se a Torben nas Olímpidas de Londres-2012, ao faturar medalha de bronze na classe star de vela.  No entanto, como Grael possui  2 medalhas de ouro, l medalha de prata e 2 de bronze, e Scheidt 2 de ouro, 2 de prata e 1 de bronze (uma de prata a mais que Torben), é considerado o recordista.

P.S. (3) A imagem da coluna, em homenagem ao velejador Robert Scheidt foi emprestada do site brasil.gov.br.


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

DIREITO - AÇÃO DIRETA CONTRA SEGURADORA - STJ

Boa noite  amigos,
O Superior Tribunal de Justiça, por sua Segunda Seção, julgando Recurso Especial da Unibanco AIG Seguros S.A. decidiu um tema que suscitava e suscita grandes controvérsias na doutrina e na jurisprudência. Trata-se de se saber se a vítima de um ato ilícito pode mover ação de reparação de danos contra o agente e contra a seguradora, no caso de existir seguro em favor de terceiros. O entendimento que vedava essa possibilidade fundava-se em duvidosos aspectos técnicos. Argumentava-se que a vítima não tem vínculo jurídico e contratual  com a seguradora e que apenas o segurado poderia exercer esse direito, em via de regresso, no caso de ser condenado a compor os prejuízos do ofendido. Na hipótese de condenação, este só podia exercer o seu direito à composição dos danos, executando o agente. E por sua vez o agente, para exercer o  direito de reembolso, precisaria comprovar que efetivamente satisfez o valor da condenação. Por outro lado, se for aceita a denunciação à lide no mesmo processo que a vítima promove contra o agente, a impossibilidade da execução direta em relação à  seguradora,  era baseada no fato de que, no mesmo processo, estariam a correr  duas ações independentes, conquanto consequentes: uma em que o autor é a vítima e o réu, o agente, e outra, em que o agente é denunciante (autor, pois) e a seguradora, a denunciada (e ré), não sendo viável que a ré da segunda ação (seguradora), seja diretamente condenada a pagar ao autor da primeira ação (o ofendido).  Essa orientação, na minha perspectiva, não atendia à realidade da vida e a necessidade de composição do conflito, de maneira rápida e eficiente. Ademais, supondo-se que o réu, agente do delito, não seja solvente para suportar a condenação, como ficaria a situação? De um lado, a vítima sem poder executar o montante da indenização,  e, de outro,  o agente, que pagou o seguro e não viu resultado, e a seguradora, a grande beneficiária dessa história toda, que recebeu o prêmio do segurado e não assumiu o risco consumado. Que lástima! Bem, para resumir, na decisão do STJ, de que foi Relator o Ministro, Luis Felipe Salomão, ao estabelecer-se  a solidariedade entre agente e seguradora, perante a vítima, e pois, a possibilidade de ambos serem acionados, em conjunto, assevera  o Aresto que “a denunciação à lide busca solução mais ágil para a situação jurídica existente entre denunciante (segurado) e denunciado (seguradora), dispensando ação regressiva autônoma”. E se é assim “não é menos verdadeira a afirmação de que a fórmula que permite a condenação direta da litisdenunciada possui os mesmos princípios inspiradores desse instrumento processual”. E, ainda, que “essa solução satisfaz, a um só tempo, os anseios de um processo justo e célere e o direito da parte contrária (seguradora) ao devido processo legal, uma vez que, a par de conceder praticidade ao comando judicial, possibilita o exercício do contraditório e da ampla defesa, com todos os meios e recursos a ela inerentes”.
Está dito. E bem dito, porque a se entender que o terceiro, beneficiário do tal seguro, não tem legitimação para acionar diretamente a seguradora, por não ser parte no contrato de seguro celebrado, estaríamos a negar que o beneficiário, por exemplo, de um seguro de vida,  não pudesse acionar a seguradora, porque também não foi parte no contrato. E legitimação só teria o morto. Uma bobagem, certamente, mesmo porque é incontroverso que na chamada "estipulação em favor do terceiro", tanto o estipulante, quanto o beneficiário,  conservam legitimação independente para exercer o direito que resulta do contrato, como se infere do artigo 436 e parágrafo único do Código Civil de 2.002, em vigor.

Até amanhã amigos,
 P.S. (1) A imagem que ilustra a coluna foi emprestada do blog canilgcamsp.blogspot.com;
 
P.S. (2) A decisão do Superior Tribunal de Justiça a que se refere o nosso texto foi tomada no Recurso Especial n. 925130-São Paulo. O processo é da Comarca de Campinas.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

OLIMPÍADAS DE LONDRES E DO PASSADO - FUTEBOL DO BRASILEIRÃO

Amigos boa noite,
OLIMPÍADAS DE LONDRES.
As Olimpíadas de Londres  constituem, sem dúvida, a maior atração da mídia no final do mês de julho e primeira quinzena de agosto. As competições deverão terminar no próximo dia 12, com uma grande festa, como a que abriu os jogos olímpicos na capital da Inglaterra. Com altos e baixos, algumas surpresas positivas, como as medalhas de ouro na ginástica olímpica com o atleta Arthur Zanetti, e da piauiense Sarah Menezes, no judô,  e outras, negativas, justamente as derrotas de nossos competidores nos quais mais se apostava pelo desempenho anterior (Maurrem Maggi, no salto de solo, Fabiana Murer no salto de Vara e  Cesar  Cielo nos 50 m., embora este último tenha obtido a medalha de bronze).  De bom registre-se, apesar da eliminação, o nosso renascido basquete masculino que há muitos anos não ia a uma olimpíada e  a medalha,  no boxe, obtido pela baiana Adriana Araújo, com muita dificuldade e grande comemoração. Decepção também com as meninas do futebol que não subiram ao pódio e mostraram um time envelhecido e sem evolução tática, fruto do desprestígio e da falta de incentivo e grandes patrocínios ao esporte, no Brasil. A hegemonia americana só é ameaçada pelo crescimento impressionante da China, que tem revezado com o Tio Sam, no topo do quadro de medalhas. O terceiro lugar parece mesmo reservado à anfitriã. Ainda devemos somar algumas outras medalhas até o final da competição. Hoje temos 11, sendo 2 de ouro, 2 de prata com Thiago Pereira, na natação e Emanuel e Alisson, no volei de praia,   e 7 de bronze. Ocupamos o modesto 26º lugar. Assim mesmo progredimos muito. Veja abaixo o quadro das medalhas conquistadas pelo Brasil,  desde 1.920. A grande expectativa agora gira em torno da final do futebol masculino, a ser disputado em partida contra o México, no próximo sábado. Os meninos do Brasil já asseguraram ao menos a medalha de prata. Mas o que pretendem todos é a inédita medalha de ouro, pois é inacreditável que o país do futebol, que é  pentacampeão mundial,  não tenha ainda conseguido ganhar uma olimpíada no esporte inventado por Charles Miller. Quem sabe vamos ganhar a medalha dourada, na terra de seu criador.
NOTAS SOBRE O BRASILEIRÃO.
O Campeonato Brasileiro continua sendo o mais longo, difícil e esperado torneio do Brasil, em todas as suas quatro séries (A, B, C e D). A campanha da Ponte Preta no Brasileirão tem sido acima da expectativa, de sorte que o torcedor da macaca não tem do que reclamar. É verdade que a campanha apresenta altos e baixos. Mas convenhamos: num campeonato em que todos os jogos são clássicos, contra times de primeira linha do futebol brasileiro, a Macaca tem feito o melhor que pode. Ocupa a primeira parte da tabela, como pretende o seu técnico Gilson Kleina, para fugir das últimas posições e não ter que correr o risco, no segundo turno, de lutar contra o rebaixamento. De quebra briga por uma vaga na Sulamericana, o que hoje é uma realidade palpável: Está em 9º lugar, com 20 pontos e uma campanha uniforme de 5 vitórias, 5 empates e 5 derrotas em 15 jogos. O centroavante Roger tem melhorado sensivelmente nas últimas partidas, marcando os gols que a equipe precisa e a defesa e o meio campo têm sido regulares. Não custa lembrar que a Ponte é a segunda equipe de São Paulo melhor classificada. Só perde para o São Paulo, que está em 6º lugar com 25 pontos e foi derrotado, esta noite, em São Januário, pelo bom time do Fluminense. O Corinthians ocupa apenas o 11º lugar com 18 pontos, a Portuguesa de Desportos, o 13º, com 17 pontos, o Santos, o 14º, com 16 pontos e o Palmeiras, apenas o 17º lugar, dentro, portanto, da zona de rebaixamento, apesar da boa vitória de ontem sobre o Botafogo no Rio de Janeiro, com 13 pontos.
PALMEIRAS
O Verdão realiza até aqui uma campanha abaixo da crítica, ocupando, após 15 rodadas, a zona de rebaixamento. Se me perguntarem  se o Palmeiras tem time e tempo para disputar o título ou uma vaga na Libertadores (de que ele já não precisa por ter garantido essa vaga como campeão da Copa do Brasil), a resposta é NÃO. E se me perguntarem se o Palmeiras  é time para cair, a resposta é também NÃO, absolutamente. A equipe está se entrosando, encontrando um melhor futebol e acertou na contratação do centroavante argentino, Barcos, que tem dado certo e feito muitos gols, além de participação efetiva  na troca de passes e nas assistências.
CLEBER MACHADO E OS EQUÍVOCOS.
O locutor esportivo, Cleber Machado, da Rede Globo de Televisão é um excelente profissional, sem dúvida. Mas o que o homem é distraído é uma “grandeza”,  expressão que ele mesmo gosta de usar. Frequentemente troca o nome dos times que estão jogando, inverte resultados e coisas desse gênero. Ontem, durante a transmissão da partida entre Palmeiras e Botafogo, não é que chamou “Barcos” de “Loco Abreu”. E olha que o Loco Abreu nem joga mais no Botafogo. Tá certo que ambos são argentinos. Mas daí..... Preste mais atenção, rapaz!
QUADRO DE MEDALHAS.
A primeira participação brasileira aconteceu nas Olimpíadas de Antuérpia, na Bélgica, em 1.920. A delegação brasileira, composta exclusivamente por atletas masculinos, era de rigorosos 21 participantes, nas modalidades de tiro esportivo, natação, pólo aquático, saltos ornamentais e remo. O Brasil conquistou 3 medalhas, todas no tiro esportivo. A primeira medalha de ouro de nosso país foi ganha nessa edição dos jogos olímpicos, pelo tenente do exército, Guilherme Paraense, na categoria tiro rápido (25 metros) individual. A melhor colocação brasileira e de maior número de medalhas de ouro (5) aconteceu nas Olimpíadas de Atenas em 2.004. O total de medalhas, no entanto, foi de 10. Nas Olimpíadas de Atlanta (1996) e Pequim (2.008), o país conseguiu o maior número de medalhas até hoje (15). Confira:
Olimpíada
Ouro
Prata
Bronze
Total
Antuérpia-1920
1
1
1
3
Londres-1948
-
-
1
1
Helsinque-1952
1
-
2
3
Melbourne-1956
1
-
-
1
Roma-1960
-
-
2
2
Tóquio-1964
-
-
1
1
Cidade do México-1968
-
1
2
3
Munique-1972
-
-
2
2
Montreal-1976
-
-
2
2
Moscou-1980
2
-
2
4
Los Angeles-1984
1
5
2
8
Seul-1988
1
2
3
6
Barcelona -1992
2
1
-
3
Atlanta-1996
3
3
9
15
Sidney-2000
-
6
6
12
Atenas-2004
5
2
3
10
Pequim-2008
3
4
8
15
Total de medalhas brasileiras
20
25
46
91


Até amanhã amigos.
P.S. (1) As piores participações brasileiras em Olimpíadas,  ocorreram nos jogos olímpicos de Londres em 1.948 e de Tóquio, em 1.964. Nessas duas edições, o Brasil só trouxe uma única medalhinha. E de bronze;
P.S. (2) Muita gente tem indagado, durante as Olímpiadas, porque a referência é à Gra-Bretanha e não à Inglaterra. Qual seria a diferença entre Inglaterra, Grã-Bretanha e Reino Unido? Bem a Inglaterra é um dos países integrantes da Grã-Bretanha. Já a Grã-Bretanha é uma ilha da Europa que abriga a Inglaterra, a Escócia e o País de Gales. O Reino Unido, por sua vez, é agrupamento político que congrega os países da Grã-Bretanha mais a Irlanda do  Norte. Esse agrupamento político tem o poder soberano concentrado na Inglaterra, e os outros integrantes possuem uma autonomia relativa, considerados que são unidades constituintes, a exemplos dos Estados na Federação. Já a Escócia tem um autogoverno limitado, submetido ao Parlamento britânico. As explicações são do Dr. Reginaldo Nasser, Coordenador do Curso de Relações Internacionais da PUC de São Paulo;
P.S. A foto da coluna da atleta Sarah Menezes (medalha de ouro - judô), foi emprestada do blog altamiroborges.blogspot.com.