quinta-feira, 20 de setembro de 2012

CINEMA BRASILEIRO - O PALHAÇO - INDICAÇÃO AO OSCAR 2013 E GILSON KLEINA NO PALMEIRAS

               Boa noite amigos,

A Ponte Preta perdeu o seu treinador num momento importante do Brasileirão. Sua campanha até aqui, se não é excepcional, praticamente assegura a sua permanência na 1ª. Divisão do Campeonato Brasileiro, a primeira e mais importante meta do clube no primeiro ano subseqüente ao acesso. Mas continuo acreditando que a Macaca tem condições de  pensar mais alto. Com um time ajustado, sem grandes estrelas, e com um elenco de qualidade, a Ponte pode perfeitamente obter classificação para disputar a Sulamericana, bastando que mantenha a campanha que faz até aqui.

O Palmeiras e Gilson Kleina.

O jovem treinador Gilson Kleina não resistiu à oferta do Palmeiras e até convenceu os dirigentes da Ponte a reduzir a multa exigida da equipe do Parque Antártica, com base no contrato firmado. Gilson já havia recusado antes, proposta do Fluminense, preferindo permanecer na equipe pontepretana. Nas Laranjeiras Gilson iria apenas ser um técnico “tampão”, aguardando a contratação de um dos treinadores considerados de 1ª. Linha. Era muito pouco para deixar a estabilidade que gozava na Ponte, além dos salários que eram pagos em dia e o projeto de que participava, para metas a médio e longo prazo.  Agora, não. No Palmeiras,  um dos mais importantes clubes do futebol brasileiro, Gilson ganhará um salário de R$300.000,00 e assinou  contrato até o final de 2.013, o que lhe dá tranqüilidade de trabalho. Mas essa tranqüilidade é relativa. O treinador pega a equipe na zona de rebaixamento, em manifesta crise, na tentativa de salvá-la do rebaixamento para a Segundona.

A Matemática e as Previsões

Hoje, segundo sites especializados em cálculos, o Palmeiras tem 98% de chances de ser rebaixado. É um percentual arrasador. Pode escapar? Pode. Mas não será fácil. O Fluminense esteve em situação parecida, em 2.008, e na reta final teve uma reação espetacular e inesquecível. Conclusão: manteve-se na 1ª. Divisão, fez planejamento, contratou jogadores e o técnico Murici e foi campeão brasileiro no ano seguinte, em 2.009. O Palmeiras tem no que se espelhar, portanto. De qualquer maneira, muita gente garante que a contratação de Kleina até o final de 2.013, considera o fato de que dificilmente ele evitará a iminente queda para a série B e terá assim a tarefa principal de fazer uma campanha que traga o Verdão, de volta,  para a 1ª. Divisão, já no ano seguinte. Há  quem repute Kleina um especialista em acesso.

SALÁRIOS INFLACIONADOS

Os clubes inflacionam mesmo o futebol. Pagar R$300.000,00 de salário mensal para um treinador é uma quantia exagerada. Mas o Felipão, com todo o seu currículo e jurando paixão eterna pelo Verdão, ganhava simplesmente R$800.000,00, segundo afirmação da mídia. Sem comentários!


“O PALHAÇO” ESTÁ INDICADO PARA O OSCAR 2.013.

Fruto da  segunda experiência do ótimo ator Selton Mello  como roteirista e diretor, o filme “O Palhaço” foi o escolhido no dia de hoje, pela Comissão Especial de Seleção da  Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, para representar o Brasil na seleção dos filmes indicados para concorrer ao Oscar 2.013, na categoria melhor filme estrangeiro. O filme foi apresentado no Festival de Paulínia do ano passado e ganhou os prêmios de melhor diretor, melhor roteiro, figurino e ator coadjuvante para Moacyr Franco, e traz uma interpretação vigorosa do excelente ator veterano Paulo José e do próprio Selton, que também atua. O longa concorreu com outros 15 filmes nacionais. Vi e gostei do filme. Mas é apenas um filme bem feito, com ótimas atuações e um roteiro interessante, mas não original, tratando de temas universais, como a  insatisfação humana e a permanente busca da própria identidade. Há quem veja no filme uma homenagem à tradição verbal do humor brasileiro e quem considere que o seu sucesso é fruto da sensibilidade que transmite ao espectador,  ao retratar o circo e o palhaço, num resgate da memória de infância que todos nós carregamos com carinho.  Não arrisco, porém, dizer que não tem chances, porque como afirma o Diretor da Globo Filmes, Carlos Eduardo Rodrigues “é difícil saber o que os americanos vão querer ver daqui a seis meses”, o que se justifica pela oscilações de gostos e gêneros nas várias edições do prêmio da academia americana. Mas se já tivemos as indicações de “O Quatrilho”, “O que é Isso Companheiro, Central do Brasil e “O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias”,  todos melhores do que “O Palhaço”, na minha opinião, a julgar pela coerência com a experiência passada,  essa é a mais fraca indicação dos últimos anos. Isso sem contar com  “Tropa de Elite 2”, um dos melhores filmes de todos os tempos e que simplesmente o ano passado não foi escolhido entre os 5 concorrentes. Enfim, vamos torcer para que Selton e os demais profissionais que produziram a obra, tenham melhor sorte.

Até amanhã amigos.


P.S. (1) O primeiro filme de Selton Mello como diretor foi “Feliz Natal” de 2.008;
P.S. (2) “O Palhaço” é um dos filmes de sucesso de público, tendo levado aos cinemas mais de dois milhões de espectadores.
P.S. (3) A presença do ator Jorge Loredo em “O Palhaço” é rápida e divertida. Para quem não sabe, Loredo ficou famoso com o seu personagem eterno, o Zé Bonitinho, que costumava carregar um pente enorme para aparar os longos bigodes e cabelos;
P.S. (4) Sobre a escolha de “O Palhaço” para disputar indicação de melhor filme estrangeiro no Oscar 2.013, o ator e diretor Selton Mello, fez a seguinte declaração: “O Palhaço” é um filme luminoso. Causou grande encantamento ao público brasileiro. Filme que oferece reflexão em uma estrutura simples, sem querer ser maior do que o tema pedia. E é na simplicidade dele que reside sua grandeza. Recebo com grande alegria a incumbência de representar meu País.”;
P.S. (5) A primeira imagem da coluna,  de Gilson Kleina se apresentando aos atletas palmeirenses, foi emprestada do site lancenet.com.br. A segunda imagem, dos atores Selton Mello e Paulo José, na interpretação dos palhaços, Benjamin e Puro Sangue, filho e pai, no filme “O Palhaço” foi emprestada do site cinemacao.com.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

REFLEXÕES SOBRE A VIDA E A MORTE - PARTE I

“De manhã escureço. De dia tardo. De tarde anoiteço. De noite ardo. A oeste a morte. Contra quem vivo. Do sul cativo. O este é meu norte. Outros que contem. Passo por passo: Eu morro ontem. Nasço amanhã. Ando onde há espaço. – Meu tempo é quando.” (Poética – Vinícius de Moraes).
Caros amigos,

Assunto que foi tabu, desde os primórdios das civilizações,  a morte é, atualmente, tema proibido, especialmente entre jovens da classe média, assunto sobre o qual não se deve falar ou discutir, mas ignorar. Como afirma Luis Fernando Veríssimo, a morte dos outros é um fato, mas a nossa morte, para nós, é impensável. A sua inevitabilidade e o mistério em que se encontra envolta para todas as civilizações, em todas as épocas e até hoje, com todo o avanço das ciências, nos faz temê-la.  Todos querem viver muito, mas ninguém quer ficar velho. A velhice marca, de forma indelével, a decadência do corpo, como a máquina que, cansada, já vai funcionando com reservas, com falhas, mais devagar, até que um dia ela pára. E a decadência do corpo lembra a doença. E a doença o final de nossa trajetória por este mundo. Por mais que se tenha sido aquinhoado nesta vida, com saúde, dinheiro, sucesso, poder, nada disso evitará o óbito, o perecimento.  E quando se vai, os que ficam sentem menos ou mais. Diz o grande Cecílio Elias Neto, com a sua honestidade de piracicabano, que não se chora a morte pelo outro e sim pelo que o defunto representava na nossa vida. É duro, mas é certo. Somos seres egoístas. E a falta de explicação para a morte? A ignorância absoluta sobre o que se passará depois dela é que causa o medo. Bem ou mal, de uma forma ou de outra, todos tememos a morte. Não queremos morrer. Acredito que a morte é obsessão para  os suicidas, que não deixam de temê-la, mas  apenas não se adaptam à vida, não a suportam, buscam livrar-se dela, para livrar-se de si mesmo e de sua profunda e irremediável solidão. Pensar na morte, considerá-la como sendo uma contingência inevitável que um dia acontecerá, é extremamente positivo no projeto de vida da gente, acreditem. É isso que nos faz valorizar a vida a cada momento. É isso que nos torna mais humanos e que nos convida muito mais para o encontro do que para o desencontro, e nos faz praticar a bondade,  a solidariedade, a piedade, a compreensão, a generosidade, virtudes que resgatam o belo da condição humana, tão cheia de tendências boas e ruins. O segredo, portanto, não é ignorar a morte, muito menos a de deixar de viver por causa dela. O segredo é a valorização da vida, do espírito. É a superação do medo. Na coluna de hoje do Correio Popular (Caderno C2),  o escritor Paulo Coelho assim se refere ao tema: “É normal que procuremos evitar a morte. Não apenas é normal, como é a atitude mais saudável que podemos ter. Entretanto, é uma aberração negá-la, já que a sua consciência nos dá muito mais coragem. Se eu fosse morrer hoje, o que gostaria de fazer que não fiz? Este é o meu pensamento todas as manhãs. Aprendi, no  caminho de Santiago, que o Anjo da Morte é o meu melhor conselheiro.”  A coragem não significa, diz ainda o escritor, ausência de temores – mas a capacidade de não se deixar paralisar por eles. Curioso é que mesmo  aqueles que acreditam na vida após a morte, na recompensa da vida eterna, livre, boa, não querem morrer. A sobrevivência continua sendo, ainda, o mais vigoroso dos instintos humanos. Que seja. Mas que não se evite, de vez em quando, considerar que a morte é o caminho mais natural da vida. E que é extremamente positivo que a sua lembrança nos anime a criar sentido para as coisas da vida. Pois a gente leva da vida, diz a canção popular, a vida que a gente leva.
Até amanhã, amigos

P.S. (1) Tanatologia é a parte da medicina legal que se ocupa da morte e dos problemas médico-legais com ela relacionados. Palavra de origem grega, vem de Tanathos – o deus da morte e Logia – ciência.;

P.S. (2)  Para a Sociedade de Tanatologia de Minas Gerais, a Tanatologia é a ciência da vida e da morte que visa humanizar o atendimento aos que estão sofrendo perdas graves, podendo contribuir dessa forma na melhor qualificação dos profissionais que se interessam pelos chamados “Cuidados Paliativos”;

P.S. (3)  “A tanatologia é, muito mais, uma ciência da vida do que da morte. “Ciência que olha – e ao mesmo tempo ilumina – a vida, a partir do que se aprende com os que estão morrendo” (Evaldo Alves D’Assumpção, médico e biotanatólogo, fundador da Sociência de Tanatologia de Minas Gerais);

P.S. (4) “ A morte me informa sobre o que realmente importa. Me daria ao luxo de escolher as pessoas com quem conversar. E poderia ficar em silêncio, se o desejasse. Perante a morte tudo é desculpável.... Creio que não mais leria prosa. Com algumas exceções: Nietzsche, Camus, Guimarães Rosa. Todos eles foram aprendizes da mesma mestra. É certo que não perderia um segundo com  filosofia. E me dedicaria à poesia com uma volúpia que até hoje não me permiti. Porque a poesia pertence ao clima da verdade e encanto que a Morte instaura. E ouviria mais Bach e Beethoven. Além de usar meu tempo no prazer de cuidar do meu jardim” – Rubem Alves, “Sobre a Morte” em http:// envolverde.com.br/educação/reflexao/sobre-o-morrer/;
P.S. (5)  “A morte não é nada para nós, pois, quando existimos, não existe a morte, e quando existe a morte, não existimos mais” (EPICURO);

P.S. (6) "Tenho sede de viver" (Hebe Camargo); "Tenho pena de morrer" (Chico Anísio).

P.S. (7) A imagem da coluna de hoje retratando os atores Demi Moore e Patrick Swayze é do filme  "Ghost - Do Outro Lado da Vida", grande sucesso de bilheteria e que trata da vida após a morte, sob o prisma da doutrina espírita. Foi emprestada do site cinecab.com.br




sexta-feira, 14 de setembro de 2012

DIREITO - MENSALÃO E A PROPOSTA DA ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES PARA MINISTROS DOS TRIBUNAIS SUPERIORES


Boa noite amigos,

Encontrei-me ontem, na sala de professores da Faculdade de Direito da Puc-Campinas, com o também professor, Magistrado, poeta e amigo, José Henrique Rodrigues Torres. Dr. Torres é atualmente Presidente da Associação dos Juízes para a Democracia (AJD), entidade que congrega Magistrados brasileiros de todas as entrâncias e instâncias, da Magistratura Estadual e Federal e é entidade bastante atuante,  sobretudo na defesa dos direitos humanos. Torres embarcaria para Brasília na tarde do mesmo dia, para um encontro com o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, com  o objetivo de transmitir ao Ministro a proposta da Associação para o provimento de cargos de Ministros dos Tribunais Superiores. Como se sabe a indicação de nome para ocupar o alto cargo nas Cortes Superiores é do Presidente do República.A  indicação,  formalmente, deve passar por aprovação da maioria absoluta  do Senado Federal, que pode sabatinar o indicado (artigo 84, XIV, da CF).  Não há, no país, em qualquer tempo, notícia de que alguém, indicado para o cargo pelo Chefe do Executivo Nacional, tenha sido barrado no Senado.  Estabelece a vigente Constituição que a indicação deve recair em cidadão com mais de 35 e menos de 65 anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada (art. 101e 104 da Carta Magna). Ainda que a prerrogativa da indicação e, posteriormente, da nomeação, seja do Presidente da República, é claro que não se pode admitir o uso meramente político da indicação, como “moeda de troca”, quando a Carta Constitucional exige que o Administrador Público atenda a princípios fundamentais como o da impessoalidade, o da probidade, o da moralidade, o da legalidade, o da eficiência,  o que reclama a chamada “transparência” dos atos do agente político. O procedimento sugerido pela Associação é o mesmo que vigora atualmente na vizinha Argentina, ou seja, quando ocorre vacância no cargo, o Presidente da República convoca todos os cidadãos interessados, que reúnam as condições mencionadas (ou julguem reunir) para uma “inscrição prévia”, pela Internet,  acompanhada do respectivo “curriculum vitae”.  As inscrições são divulgadas, ainda via internet, para que  todo e qualquer cidadão do país, e especialmente entidades sociais, religiosas, órgãos de classe etc. façam sugestões acerca dos inscritos, realçando o seu trabalho, a sua vida e os seus predicados ou defeitos,  promovendo-se, assim, uma ampla discussão a respeito do perfil de merecimento desses pretendentes ao cargo. Finalmente, com todos os dados recolhidos e sopesados, o Presidente faz a indicação, justificando a escolha do candidato. Esse procedimento poderia ser adotado, sem violação de qualquer das regras constitucionais vigentes. E o processo, além de “transparente”, seria democratizado tanto quanto possível, atendendo-se ao real interesse público. Além disso, o Ministro escolhido levaria consigo, para a Corte, a certeza de ter alçado ao cargo, por mérito reconhecido pela Nação, e, pois, a suposição de uma isenção semelhante  a  do Juiz que presta concurso público e faz carreira, se orgulha de possuir, na maioria dos casos.

Até amanhã amigos.


P.S. (1) O julgamento do mensalão, transmitido por muitos veículos de comunicação brasileiros e estrangeiros, tem revelado que a vaidade humana não encontra limites. Mesmo serenos e vetustos Ministros do Judiciário, um poder que deve primar pela sobriedade,  não resistem aos holofotes e, não raro, pronunciam os seus votos com preocupação indisfarçável de demonstrar erudição,  uso de frases de efeito e presença cênica.
P.S. (2) A constante "troca de farpas" entre o relator do Mensalão, Ministro Joaquim Barbosa e o Revisor, Ministro Lewandowiski, é decepcionante.Os Ministros dão exemplo de falta de urbanidade e desrespeito   ao Estado de Direito, ao não cumprirem as regras  regimentais que asseguram o pronunciamento de cada qual, na sua vez e com autonomia, com o prerrogativa de  não serem interrompidos, questionados ou ofendidos;
P.S. (3) A imagem da coluna de hoje é de Ministros do Supremo Tribunal Federal durante o julgamento do Mensalão e foi emprestada do site veja.abril.com.br.

   

domingo, 9 de setembro de 2012

CURSO CINCO ESTRELAS, PARAOLIMPÍADAS E RODADA DO BRASILEIRÃO

Amigos, boa noite.
 
CINCO ESTRELAS.
 
A Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas recebeu, pela primeira vez em sua história, a avaliação de curso  Cinco Estrelas do Guia de Estudante da Editora Abril. O Curso sempre foi um dos mais conceituados do Estado de São Paulo e do Brasil, nos seus 60 anos de existência, o que se comprova pelos resultados dos Exames feitos pela Ordem dos Advogados, que conferiu à instituição, o selo de qualidade,    pelo ENEM, e, ainda,  pelos concursos de Magistratura,  Ministério Público e outros. A Pontifícia Universidade Católica de Campinas teve outros 4 cursos, com a mesma avaliação máxima,  e foi qualificada como uma das seis melhores universidades particulares do Brasil.
 AS COMEMORAÇÕES DOS 60 ANOS.
Já está no ar o site que anuncia a programação de comemoração dos sessenta anos da Faculdade de Direito da Puc. Os ex-alunos deverão ficar atentos para não perderem a oportunidade de voltar a encontrar os amigos dos bancos escolares e de matar saudades dos bons tempos de estudante. Os alunos atuais também deverão participar das comemorações,num verdadeiro congraçamento entre o passado e o presente da instituição. O site também pode ser alimentado com postagem de fotos que os interessados tiverem guardado,  das diversas turmas, anos e situações. Vamos participar!                                                
 
 
 
A RODADA DO BRASILEIRÃO.
 
Santos e São Paulo fizeram neste domingo, na Vila Belmiro, um clássico tecnicamente ruim. Sem Neymar, Paulo Henrique Ganso e Arouca, pelo Peixe e Lucas, pelo São Paulo, além do desfalque de  vários titulares de lado a lado, os atletas erraram muitos passes, fizeram muitas faltas e não conseguiram levar perigo efetivo à meta dos goleiros Rafael e Rogério Ceni. Resultado: Um 0 a 0, que reflete a precariedade do jogo. Pior para o Santos que continua com risco de cair para a zona do rebaixamento e vinha de três derrotas seguidas. O Corinthians, ontem, no Pacaembú, em 10 minutos, liquidou o adversário, o bom e regular Grêmio, que tinha chance de ocupar a liderança do campeonato, ainda que provisória, no caso de vitória. Com gols de Ralf e dos garotos Gilherme e Giovanni, este último, um golaço, o Timão se recuperou da derrota, no meio da semana, para o Figueirense, mas continua lá pelo meio da tabela, sem grandes chances de disputar o título e desinteressado pela disputa por uma vaga na Libertadores, vaga essa que já tem garantida por ser o último campeão. O objetivo mais próximo é o Mundial em dezembro no Japão e a equipe precisa de ritmo de jogo, sem dúvida. O Flamengo voltou a perder, e de goleada, desta vez para o Coritiba, na capital paranaense: 3 a 0.  Em queda livre no campeonato, a crise deve tomar conta da equipe da Gávea, que tem bons jogadores e não poderia fazer uma campanha tão frágil, sobretudo porque há risco de rebaixamento, a julgar pelo aproveitamento das últimas partidas. O Fluminense chega a 50 pontos com a grande vitória sobre o Internacional, no Beira Rio, por 1 a 0, gol do centroavante Fred, que assumiu a artilharia isolada do Brasileirão, com 11 gols. E o Botafogo, parece ter desencantado ao bater o Náutico, no Engenhão, por 3 a 1. A torcida da Ponte Preta esperava uma grande vitória no Moisés Lucarelli, neste sábado,contra o Figueirense, para embalar de vez e caminhar firme para a disputa de uma vaga na Copa Sulamericana. Mas a Macaca ficou no empate contra a equipe catarinense, pelo placar de 2 a 2. O resultado, pelo que foi o jogo, acabou ainda sendo razoável, pois a equipe da casa, depois de fazer 1 a 0, viu o adversário virar o placar, ainda no primeiro tempo, para 2 a 1. Só no 2º tempo é que conseguiu o empate, resultado final. O que se viu no jogo foi um Figueirense perigoso e que tem na frente os bons atacantes Caio e Aloisio, que poderiam jogar em qualquer das agremiações de primeira linha do futebol brasileiro e estrangeiro.  Parece que o problema da equipe é mesmo a defesa, que é fraca. Do contrário, com esses atacantes, não se compreenderia que permanecesse até aqui na zona de rebaixamento. Olho neles! 
 
A RODADA DA SEGUNDONA
 
Na  Segundona não teve grandes surpresas. A derrota do Criciúma, em casa, para o América Mineiro não seria tão ilógica, em um campeonato com equipes parelhas, não fosse pelo elástico placar de 4 a 0. O América, que já esteve na liderança do campeonato e muito tempo ali no G4, caiu de produção nas últimas rodadas e, antes dessa vitória, ocupava o modesto 8º lugar na tabela. Mas a reação dos times que estavam na zona intermediária no primeiro turno, era esperada, assim como a queda das equipes que ocupavam a ponta, num campeonato longo como este, de oito meses. A derrota do Guarani para o Ceará, em Fortaleza, pela contagem mínima, frustra os seus torcedores que já apostavam na continuidade de uma reação também esperada. O Bugre estava sem perder a 5 rodadas,  vinha de duas grandes vitórias fora de casa, contra São Caetano e Boa Esporte e de uma virada sensacional, no Brinco, na última rodada, contra o Joinville, vitórias essas com o mesmo placar: 2 a 1. No Ceará, no entanto, o time se esforçou, mas com a suspensão de Danilo Sacramento e a contusão de Fumagalli,  sentiu a falta de um homem de referência no meio de campo, um meia de criação que pudesse coordenar o setor e alimentar o ataque, que teve Schwenck e Rafael Oliveira, e posteriormente, um terceiro atacante, Ronaldo,   sem chances e sem brilho.  O Atlético Paranaense  mostrou que está recuperado e a vítima foi o Barueri que, mesmo em casa, sofreu uma acachapante derrota por 6 a 0. O Furacão chegou a 40 pontos e encosta no G4. No mais, a vitória do Goiás sobre o CRB, por 2 a 0, em Maceió,  confirma o bom  campeonato do time goiano e a sua condição de visitante indesejado.  E uma surpresa um pouco menos contundente foi a derrota do São Caetano, em casa, para o frágil ABC por 1 a 0, a primeira  do técnico Leão, desde que assumiu o Azulão. Estacionado nos 40 pontos, a equipe do São Caetano deixa a zona de acesso, ao menos até a próxima rodada.
 
PARAOLIMPÍADAS
 
Terminaram, em  Londres, as Paraolimpíadas,  uma competição paralela às Olimpíadas. Os competidores são  pessoas de todo o mundo que fizeram de limitações físicas ou mentais um desafio de vida e que disputam as provas de diversos esportes,  com a mesma competência e dignidade dos atletas sem limitações. O Brasil, confirmando uma tradição que vem sendo mantida nos últimos anos, apresentou  desempenho extraordinário e terminou a competição em 7º lugar, a melhor colocação de todos os tempos. Foram 43 medalhas, sendo 21 de ouro, 14 de prata e 8 de bronze, atrás apenas uma colocação dos Estados Unidos da América, que terminaram em 6º lugar. Daniel Dias, na natação, foi fantástico. Disputou 6 provas e obteve 6 medalhas de ouro. É o atleta que mais medalhas conquistou para o Brasil em todas as versões da competição. A todos eles rendemos a nossa homenagem e o nosso agradecimento. Gente exemplar que mostra a todos nós o que significa vontade e superação. Parabéns!
 
Até amanhã.
 
P.S. (1) A primeira imagem da coluna é do atleta paraolímpico Daniel Dias, o recordista de medalhas de ouro (6) para o Brasil,na natação e foi emprestada do site jm1.com.br. As fotos do meio da coluna são, respectivamente, do jovem atacante Aloísio, destaque do Figueirense,  e do atual artilheiro do campeonato brasileiro, o centroavante, Fred, do Fluminense, com 11 gols. As fotos foram emprestadas dos  sites esportes.terra.com.br e santaritahome.com.br, respectivamente. A última foto é de Giovanni, jovem atacante do Corinthians, responsável por um dos golaços da rodada e foi emprestada do site meutimao.com.br.
 
 
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

SETE DE SETEMBRO E O DISCURSO DA PRESIDENTA

Boa tarde amigos,
Entre um e outro intervalo da novela Avenida Brasil, a TV anunciou, em rede nacional, o pronunciamento da Presidenta Dilma Roussef. Véspera do feriado da Independência, a Presidenta reiterou o discurso, cuja tônica tem sido a relativa independência da economia do país, em relação aos efeitos devastadores da crise que vem assolando a Comunidade Européia, por ela adjetivada  da pior de toda a história do Velho Mundo. Continuou elogiando a política econômica de seu governo, ressaltou que graças a essa política foi possível tirar 40 milhões de brasileiros da linha da pobreza e, ainda, de manter índices que indicam um notório crescimento sustentável da economia. A novidade ficou por conta do reconhecimento de que o mercado brasileiro precisa ganhar urgentemente competitividade e para isso indispensável o barateamento do custo da produção. Como sinal da boa vontade governamental em colaborar com a redução do custo, anunciou que a partir de 2.013, a tarifa de energia elétrica será reduzida em todo o país, num estimado patamar  médio de 16% para os consumidores domésticos e de até 28% para a indústria. Prometeu, ainda, manter a política de  redução de  impostos e de investimentos para melhorar as condições de transporte em rodovias e ferrovias e um programa de melhoria da eficiência de portos e aeroportos. São estimados R$133 bilhões os investimentos nessa área. Nesse ponto, fez veladas críticas à política de privatização do governo Fernando Henrique Cardoso e de  parcerias, que reputou frágeis pela fraca intervenção estatal, garantindo que no seu governo as parcerias terão perfil diferente. Ao reconhecer a necessidade de competitividade de nossos produtos para concorrer no mercado internacional, e, assim, assegurar níveis de exportação iguais ou superiores ao que o Brasil vinha conseguindo antes da crise européia, a Presidenta enfatiza o óbvio, como também não se ignora que o lento e precário escoamento de mercadorias, pela péssima malha viária desse país-continente, eleva o frete e incrementa o valor final que o consumidor terá que pagar pelo produto. As medidas anunciadas são mais do que benvindas e não acredito que  qualquer economista discorde delas. Aliás, a melhoria nas condições de transporte, incluindo o rodoviário, o ferroviário e o aéreo, também é pressuposto de sucesso do  projeto logístico do país que tem o dever de ser bom e competente anfitrião da Copa do Mundo de 2.014 e das Olimpíadas de 2.016. A questão é saber quem vai pagar a conta ou de onde vão sair os recursos para cobrir o subsídio e o financiamento, respectivamente. O dilema é grande. Para que a redução de impostos  não sacrifique os programas sociais, que o próprio governo considera prioridade, será preciso reduzir drasticamente o déficit público, coisa que nem este, nem os anteriores governos, conseguiram. Sem essa providência, e porque a equação econômica não é fruto de milagre, retirar dinheiro dos programas sociais implicaria em reduzir ou eliminar poder aquisitivo que tem garantido o nível de consumo e este o da produção. A produção, por seu turno, garante o nível de empregos e, por via de consequência, o poder de consumo. Só a redução de juros (Dilma comemorou a redução da taxa básica da Selic, hoje em 7,5% ao ano) e a redução de impostos federais para alguns setores pontuais, como ocorreu recentemente com o mercado automotivo, não irão garantir a manutenção do poder de compra e o giro necessário para o crescimento da economia. Sem que se efetive no país, uma ampla reforma tributária, sem a redução do déficit público e o efetivo combate à corrupção, mazela difícil de dizimar, as medidas que forem adotadas serão sempre parciais e emergenciais, para tentar apagar o “fogo”. Em economia não há muito mistério. É preciso compreender que a Europa está importando menos, por conta da crise e das medidas de proteção da economia interna dos países que compõem a União Européia. E ao importar menos vai exigir preço e qualidade. E o Brasil, exatamente pelo alto custo de seus produtos de exportação, não tem condições de competir com China e Índia. Perdendo competitividade e fatias do mercado internacional, a produção só continuará no mesmo patamar, se houver a absorção dela internamente. Para isso é indispensável o crescimento da  economia e  a manutenção dos empregos. O grande desafio do governo, então, será de conseguir reduzir impostos, criar subsídios que possam contribuir na redução do custo dos produtos, como a exportação de máquinas e equipamentos modernos,  sem corte nos programas sociais, elevando  ou mantendo os patamares do PIB anteriores à crise e fazendo com que esses produtos cheguem aos diversos mercados internos, sem o incremento de um frete, talvez o mais elevado do mundo, por força de uma malha viária incipiente e sucateada.
Até amanhã.
P.S. (1)  Dilma voltou a reclamar dos bancos e financeira privados efetiva  redução nas taxas de juros de empréstimos e cheque especial, a exemplo do que já anunciaram a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. A primeira fala em redução de até 58% e o segundo, de 30% em média.
P.S. (2) O preço dos automóveis no Brasil é um dos mais altos do mundo. E não é apenas porque a carga tributária embutida no preço é igualmente elevada. Mesmo abstraindo-se o valor do imposto, os preços praticados pelas montadoras no Brasil são exagerados, tanto assim que as multinacionais têm conseguido fechar a conta em vermelho de agências de outros países, ou de seus países de origem, na atual crise européia,  graças aos lucros que obtêm no Brasil.  E o governo, ao  impor  imposto de importação absolutamente proibitivo,  acaba, sem querer,  contribuindo para que o preço dos veículos no país, continue em altos patamares, por falta de efetiva concorrência, em benefício de nós, consumidores acostumados a pagar caro e a exigir pouca qualidade.
P.S. (3) Gostei, e muito, do adjetivo que a Presidenta usou para reclamar dos bancos e financeiras uma redução nos lucros. Vejam um trecho do pronunciamento, a esse respeito: “Isso (o corte da Selic) me alegra, mas ainda não estou satisfeita porque os bancos, as financeiras e, de forma muitos especial, os cartões de crédito podem reduzir ainda mais as taxas cobradas ao consumidor final, diminuindo seus ganhos para níveis civilizados”.  Níveis “civilizados” é muito bom, não acham?
P.S. (4) A imagem da coluna de hoje (emprestada do site colunistas.ig.com.br) é de um retrato feito pelo artista plástico pernambucano, radicado em Miami, Romero Britto, da Presidenta Dilma Roussef, em 2.011. A tela foi presenteada  à Dilma em visita feita pelo artista ao Palácio do Planalto e é fiel ao estilo consagrado por Britto em suas obras geométricas e com cores fortes e alegres. Segundo ele, a obra é uma homenagem à Dilma e a todas as  mulheres da América do Sul.
 
 
 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

PÃO, CIRCO, FUTEBOL E CINEMA - VARIEDADES DO DOMINGO



 Boa noite amigos,

O BAGEL MULTIGRÃOS VERSÃO BRASILEIRA. LEGAL!


A “Wickbold” lançou recentemente uma linha de pães muito interessante. Chamada de “Pães do Mundo”, a empresa passa a  produzir aqui,  para consumo nosso, pães das diversas partes do mundo.  Não há nada mais característico da cultura gastronômica de uma nação ou de um povo do que os pães que elabora e consome. Levei para casa  o “Bagel Multigrãos”, que foi muito apreciado pelo meu pessoal. E já repeti a dose. O Bagel é um pão popular nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, especialmente em cidades com grande população judaica.  É um pão em formato de anel, que é cozido levemente antes de ir ao forno.  A Wickbold preparou, para a versão brasileira, um bagel diferente da versão americana, pois é muito mais leve e macio, com uma cobertura de grãos variados que lhe confere um sabor diferente e exclusivo. Pode ser consumido com recheios doces e salgados, frios, queijos cremosos, patês, geléias, pasta de amendoim, creme de avelã e mel.  Também já está na praça, o pão preto australiano, aquele que a gente devora com uma manteguinha quando vai ao Outback Steakhouse, enquanto espera o prato principal.


SEU CREISON VOLTOU


Lembram daquele famoso personagem do Casseta & Planeta, o Seu Creison. Naquela aparência sofrida, mas alegre, com falta de dente na boca, a figura se destacava pelo palavreado cheio de erros. Pois não é que outro dia, um grande amigo meu, me mostrou uma petição encartada num processo,  subscrita por um profissional da advocacia, com inscrição na OAB e tudo o mais,  que nos fez lembrar do Seo Creison.  Não é que o distinto, em três linhas, conseguiu escrever o seguinte: DO DANO PATRIMONIAL – INCONTROVÉRSIO. DO DANO MORAL – INCONTROVÉRSIO?. E para concluir: REINTERA o pedido de PERÍCIA  (digitalização do trecho, sem nome do autor, é claro,  aí em cima, para conferência).


PONTE E BUGRE CONTINUAM PAU A PAU.


Neste final de semana os times da cidade não decepcionaram. Na sexta-feira, à noite, com outra boa  vitória fora de casa, o BUGRE venceu em Minas, a equipe do BOA ESPORTE, ex- Ituiutaba, pelo placar de 2 a 1. Destaque para o primeiro gol de falta do lateral Oziel, eleito o melhor na posição no Campeonato Paulista de 2.012, e outro de cabeça, também o primeiro pelo Bugre, do zagueiro Fernando.  Agora à noite, a PONTE PRETA  recebeu o ATLÉTICO GOIANIENSE, no Majestoso, depois de um belo empate com o líder do campeonato, o Atlético Mineiro, no meio de semana, e fez a lição de casa. De virada, venceu a partida por 3 a 1. Destaque para o centroavante reserva, Giancarlo,  que novamente marcou, jogou bem e fez a torcida esquecer  de Roger. As equipes continuam “parelhas”. Ambas ocupam a 11ª posição na tabela dos respectivos campeonatos. A Ponte no A, e o Bugre no B.


CINEMA NACIONAL – E AÍ COMEU?

 O filme ainda está em cartaz em muitos cinemas, mas o DVD já está nas vídeo-locadoras. A comédia estrelada por Bruno Mazzeo, o mais talentoso filho de Chico Anysio, pelo seu primo, Marcos Palmeira e por Emílio Orciollo Netto,  é uma boa surpresa, muito superior à Cilada.Com, estréia de Bruno no cinema. Com um texto divertido e  bem elaborado, o longa conta a história de três amigos inseparáveis, Fernando (Mazzeo), Honório (Palmeira) e Fonsinho (Orciollo),   que vivem experiências diferentes nos relacionamentos, um deles casado, o outro solteiro e o terceiro buscando reatar sua relação com a mulher que o deixou, enquanto é paquerado por uma jovem de 19 anos, surpreendentemente madura e resolvida. Baseado na peça  homônima de Marcelo Rubens Paiva, o trio tenta entender o papel da mulher moderna na sociedade brasileira. No elenco, ainda, a excelente Dira Paes, Murilo Benício, Laura Neiva, Tainá Miller, Juliana Schalch e o cantor e compositor Seo Jorge. Crítica e público no caso se entendem, pois o filme é elogiado e com razão. Deve ser um dos maiores sucessos de bilheteria do ano entre os filmes nacionais, pois já levou às telas mais de dois milhões de espectadores. Gostei e muito. Não deixe de ver.

Até amanhã.

P.S. (1) O bagel é um produto de pão tradicionalmente feito de massa de farinha de trigo fermentada, na forma de um anel, feito sob-medida e que primeiro é fervido em água e depois assado. O interior fica denso e meio-cru com um exterior acastanhado e às vezes estaladiço. Distinguem-se dos donuts, que têm a mesma forma e a mesma textura, por causa do método de fabricação, entre outras diferenças;


P.S. (2) As imagens da coluna de hoje foram emprestadas do site gironews.com e cinemanarede.com. Também consultei o site www.wikipedia.com para algumas informações concernentes ao “bagel”.





sábado, 1 de setembro de 2012

TEATRO - VELHA É A MÃE!

Boa noite amigos.
 
Estou chegando do Teatro Amil, pequeno espaço cultural localizado no imenso Shopping Center D. Pedro, aqui em Campinas, São Paulo. Fui ver a comédia Velha é a Mãe!, que está em sua última semana de apresentação na cidade. O espetáculo correu capitais pelo Brasil, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. Foi visto, segundo estatísticas, por quase 250.000 pessoas, o que não chega a ser nenhum fenômeno de público, mesmo no teatro. Não é, porém, um número desprezível, absolutamente.  No palco as atrizes globais Louise Cardoso e Ana Baird. No roteiro, a vida de uma mulher de setenta anos que, graças a uma série de artifícios, incluindo cirurgias plásticas, natação, academia e botox, mantém uma aparência de vinte anos menos, mas, apesar disso, acaba de perder o marido para uma vizinha de oitenta anos. Durante noventa minutos, tempo de duração da peça, ocorre o  diálogo entre a mãe, inconformada com a condição e situação atuais,   e a única filha do casamento desfeito, diálogo esse que  gira em torno da rotina dos casamentos, do abandono na terceira idade, da infidelidade, da luta da mulher contra o envelhecimento e da necessidade de ser amado. Temas complexos que falam com os dramas do existencialismo, mas que na peça são focalizados com um texto recheado de humor e sarcasmo. Afinal, trata-se de uma comédia, com a qual o autor e humorista Fábio Porchat obteve o segundo lugar no concurso promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil, em 2.006. A direção é do veterano  João Fonseca (diretor artístico desde 2.001 do grupo Os Fodidos Privilegiados). O texto, porém, é cheio de clichês e nada acrescenta às comédias comerciais que salpicam por aí, pelo teatro, cinema e outros gêneros de arte. Abusando da obviedade, a peça brinca com a velhice e os privilégios legais conferidos os idosos, com a prescrição de remédios de uso contínuo em grande número,  com a gama de patologias que se enfrenta na terceira idade, mas   produzindo caricaturas grosseiras entremeadas  com os infalíveis  bordões sobre sexo (piadas sobre cornos, brochas, seios caídos e homossexuais), ingredientes que continuam rendendo muitos reais e risadas de um público acostumado a esses clichês,  e pouco exigente em matéria de arte de entretenimento. Por fim, a despeito do esforço das atrizes, e até por certo pelo texto fraco e sem originalidade, confesso que não consegui rir de verdade. Fiquei com a sensação de que estava assistindo a uma  das edições sabatinas do  Zorra Total.  Cada dia, chego mais à conclusão de que sou muito exigente com as comédias. Mas, convenhamos, fazer comédia não é simples, como parece. Não é como contar uma piada em um minuto. Não basta dizer coisas engraçadas de forma competente e esforçada. É preciso ter um bom texto. E é preciso também ser engraçado, coisa que nenhuma técnica dá ao cidadão e nem se aprende na escola.
 
Até amanhã amigos.
P.S. (1) Fabio Porchat  é um  jovem autor de  peças teatrais como "Infraturas", em que atuou com Paulo Gustavo; "Olho de Boneca"; "Elas Morrem no Fim" e "Calabouço". Formado em Artes Cênicas na CAL - Casa de Arte das Laranjeiras, RJ, é hoje também redator de humor da Rede Globo de Televisão, onde escreveu e atuou no programa Zorra Total, e escreve para o programa Junto e Misturado. Atualmente ele está na equipe do programa dominical Esquenta, como roteirista (www.wikipédia.com).
P.S. (2) A imagem da coluna de hoje, da atriz Louise Cardoso foi emprestada do site groupon.com.br