segunda-feira, 13 de junho de 2011

FACULDADE DE DIREITO DA PUC- 60 ANOS - PROF. LUIZ GUILHERME

Boa noite caros amigos.

A Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, como se sabe, está completando 60 anos, tendo em vista que a  autorização de  funcionamento  foi concedida e publicada no final do ano de 1.951. Aqui no  Blog, como prometido, durante todo o ano, divulgaremos notícias sobre a instituição que formou muita gente nessas seis décadas. Os personagens  são ex-alunos, alunos atuais, ex-dirigentes, professores e funcionários que contribuíram para que o roteiro dessa bela  história fosse escrito. Hoje o personagem do dia é o Advogado e  Professor LUIZ GUILHERME SOARES MAZIERO (vide foto acima). O jovem Luiz Guilherme é ex- aluno da Faculdade e hoje Professor muito estimado por seus alunos e colegas, graças à sua seriedade, simpatia, caráter e dedicação.  Recentemente acompanhou alunos das primeiras séries em profícua e importante visita ao Tribunal Regional do Trabalho da 15a. Região, com sede aqui em Campinas, onde foi recebido pelo Presidente daquele Pretório, que propiciou aos acadêmicos real oportunidade de conhecer as  instalações do Tribunal e peculiaridades de funcionamento da Justiça do Trabalho de 2a. Instância.  Ele nos fala sobre a importância da Faculdade na sua formação e na sua vida e, ainda, de quebra, denuncia uma bronca que recebeu quando ainda era aluno, do então Diretor da Faculdade. Bronca, aliás, que ele reconhece merecida naquela ocasião. Aí vai:

"NOME: Luís Guilherme Soares Maziero, brasileiro, casado, advogado e professor universitário.

51ª turma de formandos em Direito – ano de 2006.

Ano de ingresso como professor da Faculdade de Direito: 2010.

Disciplinas ministradas: Introdução ao Estudo do Direito; Processo Civil e Estágio Profissional

Entrevista: O que a Faculdade de Direito significou na sua vida?

Resposta:

Janeiro de 2002. Entrava pela primeira vez no campus central da PUCC. Eu, um adolescente no “auge” dos 18 anos de idade, levando a insegurança que o início de uma nova fase da vida sempre traz consigo. Carregava, também, todos os sonhos e ideais característicos da juventude, acompanhados da enorme responsabilidade passada para os mais jovens desde os tempos de colégio: “o futuro está nas mãos da sua geração”.

Durante o curso de direito, mais do que as brilhantes lições de “dogmática jurídica”, aprendi que o verdadeiro valor de um homem está em seu caráter e nos valores e princípios que segue. Aprendi, ainda, que não há direito sem justiça, nem justiça sem honestidade e lealdade.

Agosto de 2010. Agora com 27 anos, já formado, pós-graduado e casado, retorno ao Pátio dos Leões como professor da faculdade de direito. Não menos inseguro ou ansioso do que quando ingressei como calouro e ainda carregando os mesmos ideais e sonhos de quando era adolescente, só desejo poder retribuir à PUCC tudo o que ela me proporcionou em termos de formação profissional e experiência de vida. Por esta razão, nunca me canso de dizer: muito obrigado, de coração.

CONTANDO CAUSOS:

RAPAZ, ONDE ESTÁ SUA RESPONSABILIDADE?

 Meados de 2003 ou 2004, não me recordo ao certo o ano. Nosso amigo Toninho, que hoje trabalha na secretaria e que à época ajudava nos trabalhos da Direção, foi até a sala em que eu estudava e "anunciou":

- O aluno Luís Guilherme veio hoje?

Eu, sempre tímido,  meio ressabiado levantei o braço e me identifiquei, quando o Toninho então completou:

- O professor Jamil deseja falar com você depois da aula.

Naquele momento fiquei apreensivo. Afinal, o que o diretor da faculdade de direito, que à época nem era meu professor, queria comigo? Como não tinha problemas de relacionamento com colegas ou mestres e era bom aluno, pensei: deve ser algo legal!

Terminada a aula, rumei até a sala da direção, onde me apresentei como sendo o tal Luis Guilherme. Após me cumprimentar com sua cordialidade costumeira, o professor Jamil então completou:

- Rapaz, como você marca de fazer prova para o processo seletivo de monitoria no sábado, às 8 horas da manhã e não comparece, não avisa e me deixa plantado esperando? Onde está sua responsabilidade?

Já contei esta história para o professor Jamil em outra oportunidade, mas como hoje trabalhamos lado a lado, nunca é demais repetir: Mil desculpas, professor!"

Está desculpado, é claro! 
Até amanhã, caros amigos.

domingo, 12 de junho de 2011

O ESPORTE NO FINAL DE SEMANA

Boa noite amigos,

O Grande Prêmio do Canadá foi marcado por muitas interrupções e pelo impressionante desempenho do veterano Schumacher (Mercedes), que terminou em 4º lugar e quase subiu, de novo, ao pódio, como nos bons tempos. Na primeira colocação, deu Jenson Button, da Mc Laren, que ultrapassou o favorito Vettel (Red Bull), na última volta de uma corrida cheia de incidentes e que ficou mais de duas horas paralisada por causa das chuvas intensas em Montreal. Massa (Ferrari), terminou em 6º lugar e Rubinho (Willians) em 9º.  Completada a rodada do Campeonato Brasileiro, Série B, Guarani e Ponte Preta estão no G-4, respectivamente, na 2ª. e 4ª. colocações. A expectativa é que permaneçam nesse grupo que dá acesso ao Brasileirão do ano que vem. Na Primeira Divisão, o São Paulo ganhou a quarta partida seguida, com 100 por cento de aproveitamento e assumiu a liderança isolada do campeonato com 12 pontos. Na segunda colocação, com 10 pontos, aparece o Corinthians, que hoje venceu, em São Paulo, a equipe do Fluminense, pelo placar de 2 a 0,  e na terceira, o Palmeiras, com 8 pontos, decorrentes de duas vitórias e dois empates e  que obteve bom resultado ao empatar em Porto Alegre, com o Internacional do ex-jogador Falcão, pelo placar de 2 a 2. Por ora, os paulistas lideram tranqüilos a mais importante competição esportiva nacional.


° Na foto em destaque alunos integrantes do Centro Acadêmico XVI de Abril da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas e professores da mesma instituição, em festa de comemoração dos 55 anos do referido grêmio estudantil, no histórico Páteo dos Leões.

° (Ituiutaba agora é Boa......) Na gelada noite de sexta-feira, o Bugre fez o segundo jogo em casa e, desta vez, venceu por 2 a 0, a equipe do Ituiutaba de Minas, que justamente na mesma data, mudava de nome, passando a denominar-se “Boa”. É que o time trocou de sede, da cidade mineira de Ituiutaba, para a famosa cidade também mineira de Varginha, conhecida como o local onde, dizem,  apareceu o E.T.  Curiosidades do nosso futebol pentacampeão;

° (Sérgio Carnielli e a Ponte....). O empresário Sérgio Carnielli é o Presidente que mais tempo permaneceu no exercício do cargo. São já 16 longos anos e é de se reconhecer que foram anos tranqüilos, ou pelo menos, mais serenos para a Macaca, que não passou por grandes sobressaltos, nem altos e baixos financeiros;

° (Lucas é o cara....) O volante Lucas, nas poucas rodadas até aqui  do Campeonato Brasileiro da Série B, já mostra um bom futebol, justificando a sua contratação. Claro que ainda é cedo para conclusões mais seguras. Mas o volante, na tarefa de cobertura da zaga, tem sido um verdadeiro “leão”. Aplicado e voluntarioso, ainda não tem receio de partir para o ataque, tentando criar jogadas para os atacantes, como um verdadeiro meia de armação.  Nesse fundamento, porém, ainda peca, errando muitos passes. Mas é um jogador que certamente será muito útil ao Guarani ao longo do campeonato e da tentativa de acesso à 1ª. Divisão do Campeonato Brasileiro, na dureza da Série B;

° (A Ponte com um empate,  no fim....) Foi bom o resultado obtido pela Macaca, no meio da semana,  pela 4ª. rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, em São Caetano do Sul.  Em jogo adiado de terça para quarta- feira, por causa das tempestades que desabaram sobre o Estado,  no apagar das luzes, isto é, aos 47 minutos do 2º tempo, perdendo o jogo pelo placar de 1 a 0, a Ponte empatou com o Azulão,  com um gol do  meia Uendel. Um ponto importante e que manteve a Ponte na última vaga do  G-4, ao término da rodada, com 07 pontos.

° (o Bugre não fez um bom jogo, mas....) Já o Guarani não fez um bom jogo na sexta-feira, no Brinco. Depois de um primeiro tempo sem inspiração e que terminou em 0 a 0, no segundo tempo o Bugre melhorou sua produção e foi premiado com um gol contra do zagueiro Marcelinho,  do Boa (ex-Ituiutaba). Aos 10 minutos o adversário ficou com 10 jogadores, com a expulsão de Higo, depois de cometer falta por trás. E no lance seguinte,  o lateral João Carlos acertou um belo chute de fora da área, marcando o 2º gol. Dali para a frente o time mineiro partiu definitivamente para o ataque, mas foi barrado pela boa marcação do Bugre e grandes defesas do goleiro Emerson.  Valeram a disposição dos jogadores e os três pontos, pois ainda não é de se esperar um completo entrosamento entre jogadores que há muito pouco tempo estão jogando juntos e a constante troca de atletas, para suprir afastamento por contusões ou para efeito de teste de quem vai ganhar a posição de titular.

GUARANI 100 ANOS.

1.     Campeonato Brasileiro de 1978 - Bugre Campeão.

Para um público de 5.713 pagantes e 1.289 menores que nada pagaram,  e uma renda de Cr$152.260,00, o décimo quinto jogo do Bugre pelo Campeonato Brasileiro de 1.978,  na segunda fase, aconteceu no dia 04 de junho de 1.978, domingo, às 16,00 horas, no  Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas.  A partida foi  apitada pelo árbitro João Batista Chagas Neto, do Rio de Janeiro e  o Guarani venceu a equipe do Caxias do Rio Grande do Sul, pelo placar de 3 a 0. Os gols foram marcados pelo meia Renato aos 44 minutos do tempo, pelo  lateral Mauro, aos 35 e novamente por Renato, aos 45 minutos do 2º tempo. O Guarani, do técnico Carlos Alberto Silva, jogou com João Roberto,  Mauro, Silveira, Edson e  Miranda; Zé Carlos, Renato e Zenon; Capitão, Careca e Macedo (Gersinho). O Caxias, do treinador Carlos Froner  formou com Jair, Sérgio Vieira, Cedenir, Luiz Felipe e Jorge Tabajara; Clóvis, Paulo César e Nana (Jerônimo);  Luíz Freire (Segatto), Bebeto e Jurandir. O zagueiro Cedenir foi punido com cartão vermelho aos 32 minutos do 2º tempo;

2.     Medalha do Centenário do Guarani F.C.

Como parte das comemorações do Centenário,  vários jogadores que passaram pelo Bugre e aqui fizeram história serão agraciados com a Medalha do Centenário do Guarani.  Já receberam a homenagem os jogadores João Paulo, Renato, Careca, Edmar, Almeida e Barbieri.


Até amanhã. 


sábado, 11 de junho de 2011

GIOVANETTI DO ROSÁRIO


Olá amigos.

Ele abriu  as portas, pela primeira vez, nos idos de 1.937. E continua a fazê-lo, todas as manhãs,  lá pelas 10,00  horas. No largo em frente, a vida se repete:  muita gente passa apressada para retomar as tarefas ou cumprir compromissos. O calçadão é bom para cortar caminho, sem risco de atropelamento. Aposentados que perderam o sono pelas 5,00 da manhã esticam seus jornais, para se assenhoriar das últimas notícias do dia, ainda que elas sejam as mesmas dos dias anteriores. Os personagens, contudo, às vezes, mudam. E é tempo de perder tempo, pois não a nada além disso para fazer na vida que se arrasta igual.  Um senhor com uma bíblia na mão prega em altos brados, a despeito de não ter qualquer espectador interessado, naquela hora da manhã. Ele não se importa mas nos amaldiçoa, em tom apolíptico,  por preferirmos os prazeres materiais, àquela renúncia espiritual, jurando que não valerá a pena trocar tais prazeres pelo mármore quente e eterno do inferno. As bancas  ostentam as edições mais recentes das revistas de moda, alimentação ou fofoca. As fotos preferidas são de mulheres bonitas e semi-nuas. Uma inequívoca homenagem à beleza e à estética. Clima perfeito. Se está sol e calor, os garçons vão colocando duas ou três mesas e umas oito ou nove cadeiras do lado de fora, encostados à parede, para não atrapalhar o movimento sobre o passeio. É o quanto cabe, pois a frente do estabelecimento, como sempre foi e é  pequena e acanhada. E essas mesas se destinam a gente que quer ver e ser vista. Lá dentro um balcão de cabo a rabo, em sentido longitudinal, acompanha o traçado do prédio, que é estreito e comprido. As mesas se distribuem pelo resto do espaço limitado. Uma escada leva o freguês, quando necessário, ao piso de cima, onde se encontram os sanitários de uns anos para cá, novos e reformados. Antes, o banheiro ficava ali embaixo mesmo. Abria-se uma porta nos fundos e lá estava ele, que não passava de  uma queda d’água  escorrendo do teto até uma canaleta, onde os senhores e os jovens rapazes devolviam as dezenas de chopp ingeridos. Cabia mais.  A água que corria respingava na gente, inevitavelmente. Disse uma vez o Dr. Manuel Carlos, que o único inconveniente daquele banheiro é que ao invés de você mijar nele, ele é que mijava em você. É verdade, ou melhor, era verdade. Não é mais. Agora os banheiros são novos e chiques. E tem o feminino. Nos primeiros tempos o bar não era freqüentado por mulheres. Só pelos homens. Estão  lá em cima a desafiar os fregueses depois do 10º chopp. Se não der para encarar, é pedir a conta e ir para casa. No balcão são exibidos os produtos da casa. Amplos presuntos Parma e enormes queijos,  fechados amarrados, garrafas de bebidas comuns e sofisticadas sobre cristaleiras especialmente abertas em vãos de parede. Brasileiras ou estrangeiras. A chapa, sempre cheia, prepara os deliciosos sanduíches da casa (o Psicodélico, o Churrasquinho Especial, o  Casal 20). E há os salgadinhos clássicos também da casa, como o pastel (envelope) e   a rolha (croquete). Os nomes curiosos foram dados por um velho garçon, o Possante (o apelido ironizava o garçonzinho pequeno e franzino, com um vasto nariz), que há muitos anos já não está lá e eu nem sei se está vivo.  Há também a pizza e outros quitutes e opções. Tudo rigorosamente original, feito com matéria prima de primeiríssima, razão do sucesso de décadas do bar. O ambiente descontraído permite que os fregueses possam também se encostar no balcão e ali mesmo pedir um chopp, um sanduíche, um suco, ou qualquer coisa. Ali também nasceu a praxe de se trazer o chopp junto com a bolacha (esfera de papelão que amparava o copo e ficava na mesa, denunciando o tanto que o fregues tomava. Servia de base também para contar e fazer os cálculos da “dolorosa” (a conta final), embora fosse pouco provável que o cliente, já embriagado, acompanhasse eficientemente a contagem. Deixa para lá.  Também a praxe de ir trazendo o chopp antes mesmo do freguês pedir outro, entendendo-se que o consentimento era tácito e que só a oposição poderia ser expressa. Durante mais de 40 anos, o Sr. Naccarato, que era o Distribuidor Judicial da Comarca de Campinas, saía do Fórum ali próximo e passava no Giovanetti. Pedia um chopp, tomava o chopp e ia embora para casa. Se você visse o Nacarato chegando para seu chopp diário podia olhar para o relógio que era infalível: 18,00 horas, sem erro, o que era confirmado pelo apito das fábricas e o sino da Catedral, a entonar a Ave Maria.  O Giovanetti era e é o ponto de muitas figuras e protagonistas de conversas mirabolantes   e antológicas. Pelas suas mesas e recantos seus freqüentadores viajaram pelo mundo, sem pagar passagem. Por ali também  passaram políticos, juristas, artistas e profissionais de maneira geral. Boêmios e solitários. Namorados e casados. Ali dentro se forjaram candidaturas políticas, noivados arranjados e planos futuros de cidadãos comuns. Só não dava para fugir da perseguição da ditadura, pois ali era ponto de civis e militares, indistintamente. Opressores e oprimidos.   E outros personagens da cidade, como a Gilda, o Mane Fala Ó, o Bozó,  e  o Nã, pontepretano roxo, que ia dar o resultado do jogo do bicho para os apostadores. Era também palco de discussões intermináveis sobre Guarani e Ponte Preta e futebol em geral. Sobre política e filosofia. Ah! E como era bom conversar mole no Giovanetti do Rosário, regado ao chopp Antarctica geladíssimo, tirado por quem tinha competência para fazê-lo, pois podem acreditar, tirar chopp não é coisa para amador não. O Giovanetti está lá, praticamente igual ao que era. Ainda mantém as mesinhas do mesmo jeito, espalhadas da mesma forma e o balcão longitudinal. E também os deliciosos salgadinhos e sanduíches, com a marca única de sua tradição e  cheiro de saudade daqueles personagens que já se foram e das histórias e estórias que fizeram dali, um recanto especial da cidade e da história de Campinas de Barreto Leme, Campos Sales e Carlos Gomes. Vá lá e respire um pouco disso tudo. Coma bem e tome o chopp bem tirado. Num ambiente aconchegante e absolutamente descontraído. Pode falar alto, de preferência mais alto do que o cidadão da mesa ao lado, senão ninguém escuta.  É bom.



Boa tarde a todos e até amanhã.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

VASCO DA GAMA CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL -COXA, UM GRANDE VICE

Boa noite caros amigos,
O Vasco é campeão da Copa do Brasil, versão 2.011, juntando-se aos demais campeões desde o início desse torneio, em 1.989. São eles:  Corinthians (1995, 2002 e 2009), Cruzeiro (1993, 1996, 2000, 2003),  Santo André (2004), Criciúma (1991), Paulista de Jundiaí (2005), Flamengo (1990, 2006), Santos (2010), Fluminense (2007), Sport (2008), Grêmio (1989, 1994, 1997, 2001), Internacional (1992), Juventude (1999) e Palmeiras (1998). É um campeonato diferente que exclui os clubes que, no ano, disputam paralelamente a importante Copa Libertadores da América e, ao mesmo tempo, reúne clubes do Brasil inteiro, com forças diferentes. São clubes  de ponta misturados aos desconhecidos que integram a 4ª., a 3ª., a 2ª. e a 1ª. divisão do Futebol Brasileiro,  e outros que são campeões de seus Estados, em que o futebol ainda é incipiente e sequer seriam indicados para qualquer das divisões do Campeonato Brasileiro. Pode-se dizer que é um torneio de integração nacional, na medida em que permite que clubes de ponta como Flamengo, Corinthians, São Paulo, Vasco, Internacional, Cruzeiro, etc. joguem nos mais longínquos rincões do país, premiando as equipes e os torcedores locais,  que não teriam chances, em campeonatos de forças parelhas, de ver essas equipes e seus famosos jogadores.  Além disso,  é um campeonato curto, na versão mata-a-mata, diferente de qualquer outro em andamento no Brasil. E, além da taça importante, ainda habilita o campeão a uma vaga na Taça Libertadores do ano subseqüente. O Coritiba ficou com o vice-campeonato, apesar de ter ganho o jogo de volta, no Couto Pereira, pelo placar de 3 a 2.
O EMOCIONANTE JOGO DA FINAL
Coritiba e Vasco da Gama fizeram uma partida emocionante e cheia de alternativas na quarta-feira, no jogo final da Copa do Brasil. O Vasco abriu o placar nos primeiros minutos do jogo, com o oportunista Alecksandro, dificultando a tarefa do Coxa, que a partir daí sabia que precisaria fazer 3 gols para tirar a diferença. Mas com o recuo da equipe cruzmaltina, o Coritiba partiu decisivamente para o ataque e foi premiado com o gol de empate do centrovante Bill. Ainda no final do primeiro tempo, conseguiu virar o jogo, num golaço de fora da área do jogador Davi. Tudo parecia caminhar para a reviravolta da equipe de Curitiba. Mas, contando com a sorte do Vasco e o azar do goleiro Edson Bastos, numa  bola que picou e desviou antes de entrar no gol,  a equipe carioca novamente empatou o jogo em 2 a 2, obrigando o Coritiba a fazer 4 gols se pretendesse levantar a taça. A pressão, a partir daí, foi toda do Coritiba. O meio de campo vascaíno, cansado, deixou de jogar. Muito recuado, não pegava a segunda bola que voltava para a área e o sufoco foi impressionante. O Coritiba fez o terceiro e partiu para o quarto gol, com o apoio maciço de mais de 32.000 pagantes que empurraram o time do começo ao fim do jogo. Não conseguiu, no entanto, esse quarto gol e, no apito final, o Vasco, perdedor do jogo por 3 a 2, comemorou efusivamente o título inédito e a cessação do jejum de títulos nacionais desde 2.003. O Coritiba merecia melhor sorte. Foi um time aplicado e decidido. Não teve essa sorte. Mas sua campanha foi irrepreensível. Os torcedores, convencidos disso, aplaudiram a equipe no final do jogo. Um belo gesto de reconhecimento. O Vasco? Bem o Vasco também mereceu o título, sem dúvida. Fez um campeonato muito bom, em que se destacaram os jogadores Felipe, Diego Souza (que na 4a. não foram bem)  e Alecsandro, dentre outros. Qualquer deles que ficasse com o título seria justo. Os Deuses dos Estádios elegeram, desta vez, o time de São Januário. Parabéns a ambas as equipes que fizeram uma grande final, honrando a fama de  melhor futebol do mundo.
Até amanhã.



quinta-feira, 9 de junho de 2011

VINÍCIUS DE MORAES - O HAVER


Boa noite companheiros. Um dia Vinícius de Moraes, em momento de magnífica inspiração, escreveu uma de suas páginas mais profundas e mais belas. E a declamou,  ao som de fundo do músico e compositor,  Edu Lobo. Hoje por razões conhecidas ou desconhecidas, talvez pela chuva e pelo frio, pelo céu cinzento e ameaçador, pela melancolia que invade a alma de vez em quando,  me deu vontade de rever, ouvir de novo e escrever para vocês, o HAVER do Vinícius, que muito tem a ver com a gente. E o faço para relembrar o próprio Vinícius, de quem tomamos emprestada a inspiração e a obra.

 O HAVER:

“RESTA, ACIMA DE TUDO, ESSA CAPACIDADE DE TERNURA. ESSA INTIMIDADE PERFEITA COM O SILÊNCIO. RESTA ESSA VOZ ÍNTIMA PEDINDO PERDÃO POR TUDO. – PERDOAI! ELES NÃO TÊM CULPA DE TER NASCIDO.... RESTA ESSE ANTIGO RESPEITO PELA NOITE, ESSE FALAR BAIXO. ESSA MÃO QUE TATEIA ANTES DE TER, ESSE MEDO DE FERIR TOCANDO, ESSA FORTE MÃO DE HOMEM CHEIA DE MANSIDÃO PARA COM TUDO QUE EXISTE. RESTA ESSA IMOBILIDADE, ESSA ECONOMIA DE GESTOS. ESSA INÉRCIA CADA VEZ MAIOR DIANTE DO INFINITO. ESSA GUAGUEIRA INFANTIL DE QUEM QUER BALBUCIAR O INEXPRIMÍVEL. ESSA IRREDUTÍVEL RECUSA À POESIA NÃO VIVIDA. RESTA ESSA COMUNHÃO COM OS SONS, ESSE SENTIMENTO DA MATÉRIA EM REPOUSO, ESSA ANGÚSTIA DA SIMULTANEIDADE DO TEMPO, ESSA LENTA DECOMPOSIÇÃO POÉTICA  EM BUSCA DE UMA SÓ VIDA, UMA SÓ MORTE, UM SÓ VINÍCIUS. RESTA ESSE CORAÇÃO QUEIMANDO COMO UM CÍRIO NUMA CATEDRAL EM RUÍNAS, ESSA TRISTEZA DIANTE DO COTIDIANO: OU ESSA SÚBITA ALEGRIA AO OUVIR NA MADRUGADA PASSOS QUE SE PERDEM SEM MEMÓRIA. RESTA ESSA VONTADE DE CHORAR DIANTE DA BELEZA. ESSA CÓLERA CEGA EM FACE DA INJUSTIÇA E DO MAL ENTENDIDO. ESSA IMENSA PIEDADE DE SI MESMO, ESSA IMENSA PIEDADE DE SUA INÚTIL POESIA E DE SUA FORÇA INÚTIL. RESTA ESSE SENTIMENTO DA INFÂNCIA SUBITAMENTE DESENTRANHADO DE PEQUENOS ABSURDOS, ESSA TOLA CAPACIDADE DE RIR Á TOA, ESSE RIDÍCULO DESEJO DE SER ÚTIL. E ESSA CORAGEM DE COMPROMETER-SE SEM NECESSIDADE. RESTA ESSA DISTRAÇÃO, ESSA DISPONIBILIDADE, ESSA VAGUEZA DE QUEM SABE QUE TUDO JÁ FOI COMO SERÁ E VIRÁ A SER. E AO MESMO TEMPO ESSE DESEJO DE SERVIR, ESSA CONTEMPORANEIDADE COM O AMANHÃ DOS QUE NÃO TÊM ONTEM, NEM HOJE. RESTA ESSA FACULDADE INCOERCÍVEL DE SONHAR. DE TRANSFIGURAR A REALIDADE, DENTRO DESSA INCAPACIDADE DE ACEITÁ-LA TAL COMO É,  E ESSA VISÃO AMPLA DOS ACONTECIMENTOS, E ESSA IMPRESSIONANTE E DESNECESSÁRIA PRESCIÊNCIA,  E ESSA MEMÓRIA ANTERIOR DE MUNDOS INEXISTENTES, E ESSE HEROÍSMO ESTÁTICO, E ESSA PEQUENINA LUZ INDECIFRÁVEL A QUE ÀS VEZES OS POETAS DÃO O NOME DE ESPERANÇA. RESTA ESSA OBSTINAÇÃO EM NÃO FUGIR DO LABIRINTO. NA BUSCA DESESPERADA DE UMA PORTA QUEM SABE INEXISTENTE. E ESSA CORAGEM INDIZÍVEL DIANTE DO GRANDE MEDO. E AO MESMO TEMPO ESSE TERRÍVEL MEDO DE RENASCER DENTRO DA TREVA. RESTA ESSE DESEJO DE SENTIR-SE IGUAL A TODOS. DE REFLETIR-SE EM OLHARES SEM CURIOSIDADE E SEM HISTÓRIA. RESTA DESSA POBREZA INTRÍNSECA, ESSE ORGULHO, ESSA VAIDADE, DE NÃO QUERER SER PRÍNCIPE SENÃO DO SEU REINO. RESTA ESSA FIDELIDADE À MULHER E AO SEU TORMENTO. ESSE ABANDONO SEM REMISSÃO À SUA VORAGEM INSACIÁVEL. RESTA ESSE ETERNO MORRER NA CRUZ DE SEUS BRAÇOS. E ESSE ETERNO RESSUSCITAR PARA SER RECRUCIFICADO. RESTA ESSE DIÁLOGO COTIDIANO COM A MORTE, ESSE FASCÍNIO PELO MOMENTO A VIR, QUANDO, EMOCIONADA ELA VIRÁ ME ABRIR A PORTA COMO UMA VELHA AMANTE. SEM SABER QUE É A MINHA MAIS NOVA NAMORADA.”
Até amanhã

quarta-feira, 8 de junho de 2011

FINAL DA COPA DO BRASIL E A BELA DA TARDE EM SÃO PAULO

Caros amigos blogueiros. Acontece hoje a grande final da Copa do Brasil entre Coritiba e Vasco da Gama,no Estádio Couto Pereira, em Curitiba. No jogo de ida, quarta-feira passada,  o Vasco venceu apertado, no Engenhão, pelo placar de 1 a 0, resultado insuficiente para “por a mão na Taça”, resultado esse  perfeitamente reversível hoje, pela boa equipe paranaense, que jogará apoiada por sua grande e fiel torcida. No Brasileirão, um jogo isolado entre São Paulo e Atlético Mineiro, encerrará a 3ª. rodada, podendo um dos dois passar à liderança do campeonato. E a boa notícia é que, a grande atriz francesa, Catherine Deneuve está em São Paulo para divulgar o  seu mais recente filme. Vamos lá:
A FINAL DA COPA DO BRASIL
Com o árbitro Salvio Spinola Fagundes Filho (Fifa-SP) no apito  e transmissão direta pelos canais Sportv e ESPN Brasil, para São Paulo, e Globo para os demais Estados (São Paulo terá transmissão do jogo Atlético Mineiro e São Paulo), às 21,50 horas, acontecerá, no belo Estádio Couto Pereira, a final da Copa do Brasil ,edição de 2.011, entre Coritiba e Vasco da Gama. Qualquer que seja o vencedor, será um título inédito, pois nenhum dos finalistas tem, na galeria de seus troféus, esse da Copa do Brasil e ambos o querem muito, não só porque título é título, e esse é importante por ser um campeonato nacional, como também porque o campeão tem vaga assegurada na Taça Libertadores da América do ano que vem. A equipe vascaína, que venceu o primeiro jogo por 1 a 0, no Rio de Janeiro, pensa em partir para o ataque para não se dar mal, enquanto no Coritiba o clima é de mistério por parte dos jogadores e do técnico Marcelo Oliveira, que fez treinamentos secretos durante a semana. Mantém em suspenso, inclusive, quem será o substituto do atacante Anderson Aquino, que está suspenso. Espera-se um bom jogo de duas equipes que justificaram, durante a curta competição, a condição de finalistas. Oxalá prevaleça o futebol, dentro e fora do campo.

CATHERINE DENEUVE – A BELA DA TARDE.
Nos meus idos e inesquecíveis dezoito anos, uma atriz francesa, que não era a famosa Brigite Bardot,  passou a povoar os meus sonhos de adolescente, já universitário, em vias de ingresso na  idade adulta. Fui assistir e fiquei estarrecido e babando, tanto pelo roteiro ousado, quanto pela protagonista, o desafiador LA BELLE DE JOUR (A Bela da Tarde, na tradução brasileira e portuguesa). Era Catherine Deneuve, de rosto belíssimo, forte presença cênica e extremamente sensual. Ganhou a condição de minha favorita, condição essa que confesso não perdeu, mesmo agora com idade próxima dos 70 anos, embora divida essa predileção com outras tantas atrizes brasileiras e estrangeiras magníficas. Catherine está em São Paulo divulgando seu novo filme “Potiche- Esposa Troféu”, do diretor François Ozon, que tem sua estréia no Brasil marcada para o próximo dia 24 de junho. La Deneuve nasceu em 1.943 e ingressou na carreira artística com 13 anos, em 1.956. Tem uma filha de seu casamento com o ator Marcello Mastroianni, Chiara Mastroianni, nascida em 1.972. Nos anos 60 e 70, ficou famosa por representar mulheres lindas e frígidas, como em “A Bela da Tarde” de Luis Berñuel e “Repulsa ao Sexo” de Roman Polanski. Foi a legítima sucessora de Brigite Bardot como musa e representante de seu país, a França, em selos e postais. É também sinônimo de beleza francesa que correu o mundo nas telas dos cinemas e também na moda, como representante da famosa marca Yves San Laurent e dos perfumes da Chanel. O perfume Chanel n. 5, com o seu rosto, foi o mais vendido no mundo durante mais de duas décadas. Recebeu inúmeros prêmios e foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz em 1.992 pelo filme Indochina. Sua filmografia é extensa e destacam-se, dentre outros, Os Guarda Chuvas do Amor (1964), Repulsa ao Sexo (1965), Duas Garotas Românticas (1967), A Bela da Tarde (1967), A  Sereia do Mississipi (1969), Tristana (1970), Pele de Asno (1.970), O Selvagem (1975), O Último Metrô (1980), Indochina (1.992), Dançando no Escuro (2000) e 8 Mulheres (2002). Destaque acima mostra a atriz na sua juventude, em A Bela da Tarde.
Até amanhã, caros amigos.

terça-feira, 7 de junho de 2011

A SOCIEDADE UNIPESSOAL NO DIREITO BRASILEIRO E OUTROS ASSUNTOS


Caros amigos blogueiros.

Hoje tem notícia recente de  evento esportivo na Faculdade de Direito da Puc-Campinas, que festeja o seu sexagésimo aniversário de fundação. Lembro também dois profissionais corretos que faleceram recentemente e prestaram grande serviço à sociedade campineira. E tem outra despedida logo mais. A do atacante Ronaldo da Seleção Brasileira. Importante notícia é a da aprovação do projeto de lei que cria, no Brasil, a sociedade unipessoal de direito privado.

FACULDADE DE DIREITO DA PUC-CAMPINAS – 60 ANOS.
A foto acima, registra o momento histórico em que a equipe denominada HORRIVER DE LIMÃO,TURMA 56 MATUTINO, capitaneada pelo Augusto,  conquista o título de Campeã dos Jogos Internos promovidos pela Atlética da Faculdade de Direito da Puc-Campinas. Os orgulhosos rebentos abraçando a taça (que já foi exibida durante esta semana  no Páteo dos Leões), são quase todos ex-alunos aqui do titular do blog, na disciplina Direito Civil, mas hoje estão livres, já praticamente formados, no 9º semestre. Parabéns aos campeões, todos bons de bola e de limão. E ainda bons também em Direito.

NOTAS DE FALECIMENTO
Faleceram, recentemente duas personalidades do mundo jurídico de Campinas. O advogado  JOSÉ MING, que exerceu durante mais de 40 anos, a advocacia, sempre foi um exemplo de pessoa e de profissional. Educado e competente, era querido por todos. E pertencia à comunidade suíça de Helvetia, onde participava dos almoços preparados com esmero pela comunidade e das danças típicas. O Dr. José Ming tem dois filhos que cursam atualmente Direito na PUC.

Registro também, saudoso, o passamento do Prof. José Paciuli, que durante mais de 40 anos lecionou Direito Financeiro  e Tributário, além de outras disciplinas similares para alunos da Faculdade de Direito e do Centro de Economia e Administração da Puc-Campinas. E o fazia sempre com grande interesse e alegria. Exemplos, certamente, para as gerações subseqüentes.

A SOCIEDADE UNIPESSOAL NO DIREITO BRASILEIRO I
Foi aprovado já nas duas casas legislativas (Câmara dos Deputados e Senado Federal)  projeto de lei, que acrescenta um novo artigo 980-A ao Código Civil Brasileiro (Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2.002), para instituir a empresa individual de responsabilidade limitada. Hoje transcrevemos o texto do projeto e nos próximos dias traremos comentários a respeito da importância da mudança e de seu alcance, à espera de que os amigos também enviem suas observações.

“O CONGRESSO NACIONAL DECRETA:
Art. 1º - A Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2.002, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 980-A:

Art. 980-A. A empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por um único sócio, pessoa natural, que é o titular da totalidade do capital social e que somente poderá figurar numa única empresa dessa modalidade.
§ 1º A empresa individual de responsabilidade limitada também poderá resultar da concentração das quotas de outra modalidade societária num único sócio, independentemente das razões que motivaram tal concentração.

§ 2º A firma da empresa individual de responsabilidae limitada deverá ser formada pela inclusão da expressão “EIRL” após a razão social da empresa.
§ 3º Somente o patrimônio social da empresa responderá pelas dívidas da empresa individual de responsabilidade limitada, não se confundindo em qualquer situação com o patrimônio pessoal do empresário, conforme descrito em sua declaração anual de bens entregue à Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda.

§  4º Aplicam-se à empresa individual de responsabilidade limitada os dispositivos relativos à sociedade limitada, previstos nos arts. 1.052 a 1.087 desta lei, naquilo que couber e não conflitar com a natureza jurídica dessa modalidade empresarial.
Art. 2º Esta Lei entra em vigor no prazo de 180 (cento e oitenta) dias de sua publicação oficial.”

Boa noite e até amanhã.