quarta-feira, 6 de junho de 2012

MUSICA ERUDITA - S.O.S. MARCOS TOSCANO E A ARTE CONSAGRADA DE FABIO ZANON


Boa noite  amigos,

S.O.S.MARCOS TOSCANO



Marcos Toscano, um jovem músico do interior do Estado de São Paulo submeteu-se a um dificílimo teste  e foi aprovado para estudar na Royal Academy Of London, a Escola oficial de música da Rainha da Inglaterra. É uma oportunidade incrível e só outros dois músicos brasileiros tiveram igual prerrogativa até hoje. Mas há um problema: o jovem não tem recursos para fazer a viagem e permanecer lá pelo tempo do curso. Por isso, parentes, amigos e pessoas ligadas ao meio artístico,  estão promovendo uma campanha de arrecadação de recursos para permitir que o talentoso artista possa efetivamente aprimorar a sua formação e, afinal, tenha esse talento reconhecido, com uma promissora carreira. Rafael Cortez, jornalista do C.Q.C. programa de grande audiência da TV Bandeirantes abraçou a campanha e fez um sério pronunciamento a respeito, que pode ser conferido no site htpp://www.youtube.com/watch?= mE2EXPwKb60.  Para colaborar na campanha entre no site www.Benfeitoria.com/MarcosToscano.   Lá você encontra as informações necessárias de como contribuir e ainda sobre as contrapartidas que você recebe por isso. Seja solidário e rápido. O prazo máximo para a viagem é de 90 dias. E a exemplo de Rafael Cortez, que confessa ser um músico frustrado por falta de políticas públicas de apoio à classe no Brasil, muita gente já prestou seu apoio e contribuição.  Qualquer colaboração é bem vinda e pode ser feita a partir de R$10,00 (dez reais). O competente músico e professor campineiro Osmar Dalbon Filho,  nosso querido Osmarzinho, filho de meu compadre Osmar é que me repassa o vídeo, solicitando a sua divulgação. Taí Osmarzinho. Vamos esperar que tudo dê certo, e certamente dará.  


A ARTE DE FÁBIO ZANON

Por me referir ao brasileiro  Fábio Zanon (foto que ilustra a coluna de hoje),  quero registrar para os queridos amigos blogueiros que se trata de uma referência importante na música erudita, no Brasil e no exterior. Considerado uma das figuras dominantes no cenário internacional de violão classico, Fábio é  solista e camerista e tem se apresentado na Europa, América do Norte, Austrália, Oriente Médio e América do Sul. Tem sido convidado regularmente por teatros como o Royal Festival Hall e Wigmore Hall em Londres, Carnegie Recital Hall em Nova York, Musikhalle em Hamburgo, Ateneo em Madri, KKR em Lucerna, Sala Verdi em Milão e por  grandes teatros brasileiros. É também, desde 2.008, professor visitante da Royal Academy Of Music de Londres. Venceu o 30º Concurso “Francisco Tarrega” na Espanha e o 14º Concurso da Fundação Americana de Violão (GFA) nos EUA. Gravou obra completa de Villa-Lobbos, pelo selo americano Music Masters e a revista Gramophone, ao considerá-lo o melhor de 1.998, assim se refere à sua arte: “Técnica fluente, grande beleza e variedade de som, resposta emocional finamente controlada, sensibilidade de estilística”. Abaixo  video do Yotube com solo de Luíza, composição do Maestro Antonio Carlos Jobim.



Até amanhã amigos,


P.S. (1) A imagem da coluna de hoje foi emprestada do blog maceslersopdegitaar.nl

P.S. (2) Camerista é substantivo de dois gêneros. Diz-se de ou intérprete musical que se especializa em música de câmara e/ou dela participa.

P.S. (3) Música de Câmara é a música erudita composta por um pequeno grupo de instrumentos ou vozes que tradicionalmente podiam acomodar-se nas câmaras de um palácio. Daí a expressão arcaica. Atualmente é usada a expressão para qualquer música executada por um pequeno número de músicos. A palavra câmara indica que a música pode ser executada em salas pequenas, geralmente com uma atmosfera mais íntima. Sua composição é destinada a um pequeno número de instrumentos ou vozes, até, geralmente, o máximo de dez. Entre os seus gêneros mais importantes estão o quarteto de cordas, o quinteto de sopros e o trio com piano, além de outras várias combinações de instrumentos. Prescinde da regência de um maestro.





sexta-feira, 1 de junho de 2012

MPB - CD - RITA LEE - REZA


Boa noite amigos,

Depois de nove longos anos, a maior roqueira brasileira, volta a lançar um CD de músicas inéditas, todas de sua autoria, algumas em parceria com seu músico, marido e cúmplice, Roberto de Carvalho. A realização da Biscoito Fino, que já virou sinônimo de qualidade, tem na direção geral, Kati Almeida Braga e na Direção Artística a ótima Olivia Hime. Rita põe voz, vocais, apitos  e toca percussão em algumas faixas. Em BAMBOOGIEWOOGIE (faixa n. 13) toca flautas também. Roberto participa de tudo tocando guitarra, solo, violões, teclados, baixo, loops e programações eletrônicas. Há ainda a colaboração de músicos como Beto Lee (guitarra,solo e vocais) em GOROROBA (faixa n. 12) , Sérginho Carvalho (baixo) e João Parahyba (bateria e bongo), em faixas como RAPAZ (faixa n. 9) e da vocal Debora Reis. Efeitos de Guitarra e voz em BIXO GRILO ficaram a cargo do Apollo 9.O CD faz parte do show que Rita levou recentemente para todo o Brasil  “REZA”, quando anunciou sua decisão de encerrar a carreira, pelo menos a de realizar apresentações públicas. A “música de trabalho” como é chamada nos meios a composição eleita para carregar comercialmente o disco, tem o mesmo nome do CD e do Show: “REZA” e já é sucesso em todo o país, especialmente por ter sido incluída na trilha sonora da novela “Avenida Brasil",  que a TV Globo exibe atualmente no horário nobre das 21,00 horas. É música-tema de CADINHO, um Don Juan moderno, tentando viver simultaneamente com três mulheres bonitas (as atrizes, Carolina Ferraz, Débora Block e Camila Morgado), papel desempenhado pelo bom ator Alexandre Borges. De maneira geral, Rita, uma sessentona “prafrentex” não parece entusiasmada com a terceira idade e fala um pouco desse final de estrada e ausência de expectativa (Divagando, devagar, quase parando de pensar...../ Quanto tempo ainda tenho no mundo?/ Eons?/ Milênios?/ Milésimos de Segundo? – DIVAGANDO);  de sua suposta mudança: (Parei de fumar/Parei de Jogar/Parei de Ser Aquele ser Cafajeste/ Aquela peste?.... Nem banho tomo mais/Dinheiro tanto Faz/A cabeça está um jazz/Eu vivo pelos cantos feito bicho/Eu tô um lixo.. em TÔ UM LIXO.  O baixo astral continua na faixa VIDINHA (Vidinha besta/Vidinha furreca/Vidinha Chinfrim/Ô vidinha de merda). Agora reclama dos homens,  em AS LOUCAS (Eles amam as loucas/Mas se Casam com Outras). Mas entre “Bandas e Bundas do meu Mundo Real” confessa que continua “Bicho Grilo sim”(BIXO GRILO). Porém,  o astral levanta, e muito, em BAGDÁ, composição em que Rita, com boa dose de humor e alegria, ao som de música árabe, mistura coisas daqui e de lá (Sadam Hussein pra Lá/ Aiatolá pra Cá/Taboule/Esfiha/Kibe/Humus/Vatapá) e ao som de palmas solta o animado  refrão (Eu Vou Fazer Amor/Num Tapete Voador). Outra faixa alto astral está em TUTTI FUDITTI, uma engraçada paródia de personagens, costumes e expressões italianas tradicionais  (Siamo Tutti Fuditti/Maledetto Mondo Cane/ Voglio Mangiare Dinamite/Con Mortadela, Vino e Pane.... Humberto Eco Eco Eco/Alegro, Alegro, Ma non Treppo/. A Música de Rita não é apenas para se ouvir, mas convida a refletir, às vezes, e a cantar e dançar, sempre. Nessa sua fase nada de extraordinário. Nem grandes e marcantes músicas como Desculpe o Auê, Lança Perfume, Ovelha Negra,  Banho de Espuma, Baila Comigo, Doce Vampiro, Mania de Você, Chega Mais, Fruto Proibido, Pagu, Agora Só Falta Você, Flagra, Alô, Alô Marciano (naquela inesquecível, debochada e marcante interpretação de Elis) e mais recentemente Amor e Sexo. Rita Lee é monstro sagrado que merece respeito pelo conjunto  de sua importante obra. A sua trajetória revela desde cedo uma menina sardenta que largou a família tradicional e os conceitos de uma rígida educação ministrada em colégio de freiras, para integrar o conjunto musical Os Mutantes, na década de 60 e aparecer no movimento tropicalista. Uma paulistana tradicional metida com os baianos malucos, acompanhando e batendo pratos num dos famosos  Festivais da Record, no arranjo original do maestro Rogério Duprat, para o ousado Domingo no Parque, composição de Gil que ficou em segundo lugar. Depois, carreira solo brilhante que assumiu caminhos diversos dos baianos e se fixou no pop e no  rock nacional, gênero do qual é, sem dúvida, a mais brilhante representante no país. Fez da sua música uma crítica da sociedade de costumes e consumo. É sem dúvida, se permitem a comparação, um Oscar Wilde da música brasileira. Foi surpreendendo, nos anos contados de sua progressiva carreira, como no vatícinio de Caetano que, em Sampa, a grande homenagem que faz a São Paulo, revela:.... "Ainda para mim não havia Rita Lee. Na sua mais completa tradução." Por isso, com profundo respeito a essa grande trajetória e a importância de sua obra, ouso dizer que se o CD não deslustra a vasta e importante discografia da roqueira, também se pode considerar que não apresenta relevância em termos de  novidade ou qualidade. A conferir, contudo. Até amanhã, amigos.


Acima, do Yotube, Rita Lee interpreta a composição carro-chefe do CD, Reza, da trilha sonora da novela global Avenida Brasil.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

GUARANI - VICE CAMPEÃO PAULISTA DE 2.012


Amigos, boa noite.

O Guarani F.C. de Campinas foi, até para seus torcedores mais fanáticos, a grande surpresa do Campeonato Paulista de 2.012. Mergulhado em profunda crise administrativa e financeira no final do ano passado, devendo mais de 6 meses de salários a funcionários, atletas e comissão técnica, escapou do rebaixamento da série B para a Série C do Campeonato Brasileiro, no ano em que comemorou o seu centenário, graças ao empenho ético de seu técnico e ex-jogador, Giba,e dos atletas que cumpriram regularmente com suas obrigações, até o final do campeonato, mesmo sem receber os sagrados vencimentos que se destinavam ao sustento deles e das respectivas famílias. A mudança na Presidência do clube, com o impeachment de Leonel Martins de Oliveira, um Presidente que reclamou, o tempo todo, da falta de dinheiro, mas que não tinha plano algum  para o clube, senão uma hipotética venda do Estádio, que jamais aconteceu, forçou a realização de novas eleições. Eleito Marcelo Mingone, ficou a sensação de que tudo continuaria como antes, na medida em que Mingone fez parte da Diretoria que se afastava. Mas contrariando a expectativa, o novo Presidente tomou importantes, urgentes e eficazes medidas políticas. Foi à Federação, à CBF, visitou pessoas e entidades,buscou a colaboração de gente que gosta do clube e tem relacionamentos importantes, como o empresário Cláudio Corrente, Diretor de Esportes, e rapidamente conseguiu contratar uma nova comissão técnica e montar uma equipe para disputa do campeonato paulista que se iniciaria em janeiro. Um time formado de jogadores de diversas procedências, mas conhecidos do técnico Vadão (Osvaldo Alvarez) e de seu auxiliar técnico, o visionário olheiro Gersinho. Vieram os patrocinadores (que inexplicavelmente estavam afastados por razões jamais explicadas), a imagem do clube foi melhorando, uma vez que ele deixou as “páginas policiais” para ser elogiado pelo futebol que apresentava no campeonato, culminando com a conquista do vice-campeonato paulista de 2.012. Grata surpresa para todos. Disputou 11 jogos no Estádio Brinco de Ouro, vencendo 10 deles e só perdendo para o Santos na fase de classificação. Não perdeu, porém, nem para o poderoso Corinthians, nem para o grande São Paulo, embora tendo enfrentado ambos na Capital Paulista. Depois, venceu o Palmeiras de forma convincente no Brinco, terminando a fase classificatória, num surpreendente 4º lugar, o que lhe deu o direito de disputar quartas e semifinais, em seu estádio. Com a força de sua torcida entusiasmada e de seu futebol convincente, venceu novamente o Verdão nas quartas e foi para uma das semifinais com a arquirrival Ponte Preta. A Macaca também surpreendia, tendo desclassificado o Timão,  em  jogo disputado no Pacaembu, pelo placar de 3 a 2. Quanto toda a imprensa e a própria federação imaginava semifinais com os 4 grandes: Corinthians e Palmeiras e Santos e São Paulo, o Derby paulista foi substituído pelo derby campineiro tão importante quanto aquele que decidiu o primeiro turno do Campeonato Paulista de 1.981, vencido pela Ponte Preta, no Majestoso.Os olhos de todos se voltavam agora, muitos anos decorridos, para a cidade de Campinas, que por um momento voltou a ser aquela chamada “Capital Nacional do Futebol”, com suas equipes inesquecíveis dos anos 70 e começo de 80. Num empolgante derbi, desta vez o Bugre venceu pelo placar de 3 a 1, em partida em que se destacaram todos os jogadores, mas especialmente a zaga com Domingos e Neto, o lateral Oziel, os meias Danilo Sacramento e Fábio Bahia e o atacante Fabinho, além de outro desconhecido, que substituiu Fumagalli, a mais importante contratação do Guarani para o Campeonato: o jovem Medina, responsável por 2 dos três gols do derbi. Pronto: o Bugre estava na final do campeonato com o Santos Futebol Clube, o melhor time do Brasil no momento, por causa dos jogadores Neymar e Ganso. Aí veio a Federação e, usando de sua prerrogativa, marca os dois jogos da final para  o Morumbi em São Paulo, sob dois argumentos: segurança e renda. Tirava assim de Campinas e de Santos, o direito sagrado de seus times disputarem as partidas  em suas cidades e em seus estádios. E como era previsto e lógico, pois enfrentava o Campeão da Libertadores, com o melhor jogador do Brasil em grande fase,  foi o Bugre derrotado nas duas partidas: 3 a 0 e 4 a 2, este último resultado  para o qual também contribuiu o árbitro Paulo César de Oliveira que deu um pênalti inexistente para o Peixe, quanto o jogo estava empatado em 1 a 1. Os torcedores foram a São Paulo. A Diretoria franqueou cerca de 100 ônibus, fazendo a sua parte. Mais de 12.000 bugrinos estiveram na Capital entre os dois jogos. A Taça de Vice-Campeão foi entregue e festejada. E ficará na história do Guarani Futebol Clube, especialmente para os jovens torcedores bugrinos que jamais tinham visto o time disputar um título importante,ao contrário de nós, antigos, que estivemos na campanha do Brasileiro de 1.978 e de 1.986 e no Paulistão de 1.988. A projeção do clube,de seus atletas e de sua comissão técnica foi imediata. No dia seguinte ao jogo da final, a Federação e a imprensa elegeram os melhores do torneio. Na seleção do campeonato, surgiu   o jovem lateral Oziel e Fumagalli eleito o melhor jogador do interior. Osvaldo Alvarez foi considerado o melhor técnico. O clube ainda embolsou, só entre prêmio e rendas dos dois jogos realizados no Morumbi (quase 90.000 pagantes no total), cerca de R$2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais), sendo R$600.000,00 de prêmio pelo vice-campeonato.  E o que é melhor: a Diretoria garante que todos receberam seus salários com 5 dias de antecedência e há quem afirme que 40% da dívida do campeonato passado também foi liquidada. Claro que tudo isso não é suficiente para manter a estabilidade do clube e espantar a crise financeira. Mas que esta Diretoria devolveu ao torcedor e aos sócios a confiança de que será competente para buscar solução para a crise, isso não resta dúvida. Abaixo publico o nome dos atletas e da comissão técnica responsável pela campanha memorável. E a própria campanha.

JOGOS;

GUARANI 2 X OESTE 1;

MOGI MIRIM 3 X GUARANI 0;

GUARANI 2 X ITUANO 0;

SÃO PAULO 1 X GUARANI 1;

SÃO CAETANO 0 X GUARANI 1;

GUARANI 1 X PORTUGUESA DE DESPORTOS 0;

GUARANI 2 X PAULISTA DE JUNDIAÍ 1;

COMERCIAL 0 X GUARANI 2;

GUARANI 2 X XV DE PIRACIBA 0;

GUARATINGUETÁ 2 X GUARANI 1;

GUARANI 0 X SANTOS 2;

BRAGANTINO 1 X GUARANI 0;

CORINTHIANS 1 X GUARANI 1;

GUARANI 2 X MIRASSOL 0;

PONTE PRETA 1 X GUARANI 1;

GUARANI 2 X LINENSE 1;

CATANDUVENSE 1 X GUARANI 2;

GUARANI 3 X PALMEIRAS 1;

BOTAFOGO (RP) 2 x GUARANI 1;

GUARANI 3 X PALMEIRAS 2;

GUARANI 3 X PONTE PRETA 1;

GUARANI 0 X SANTOS 3;

SANTOS 4 X GUARANI 2

N° DE PARTIDAS DISPUTADAS: 23


TOTAL: 13 VITÓRIAS, 03 EMPATES e 7 DERROTAS

GOLS MARCADOS: 37 (TRINTA E SETE).

GOLS SOFRIDOS: 30 (TRINTA).

MÉDIA DE GOLS MARCADOS: 1,60

MÉDIA DE GOLS SOFRIDOS: 1,30

ARTILHEIRO DO BUGRE: FUMAGALLI COM 09 GOLS.



Na foto ao lado Fumagalli recebendo da FPF, o troféu de Melhor Jogador do Interior.

Na primeira imagem da coluna os atletas bugrinos (de terno e gravata) com as medalhas  e a Taça de vice-campeões, na festa da FPF.

Na segunda imagem acima, o técnico Osvaldo Alvarez (Vadão) recebendo  o prêmio de Melhor Técnico do Campeonato.

EQUIPE VICE-CAMPEÃ:

EMERSON E  JULIANO (GOLEIROS); RODRIGO ARROZ, ANDRÉ LEONE, DOMINGOS, NETO, BRUNO RECIFE, CHIQUINHO, OZIEL, BRUNO PERES, ALEX  BARROS, CLÁUDIO ALLAX (DEFENSORES); BRUNO, FABRÍCIO, RENATO RIBEIRO, FUMAGALLI, FÁBIO BAHIA,  WELLINGTON MONTEIRO, ADONIRAM, DANILO SACRAMENTO, EDUARDO, LEO CITTADINI,  WILLIAM FAVONI, KLEITON DOMINGOS, LUSMAR E MEDINA (MEIAS); RONALDO, ADELINO, MAX PARDALZINHO, FABINHO, EMILIO, VALDO BACABAL E BRUNO MENDES (ATACANTES).

Até amanhã.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

NEW YORK, NEW YORK III


Boa noite amigos,

As medidas adotadas pelo governo brasileiro para coibir ou minimizar os gastos dos brasileiros no exterior, especialmente nos Estados Unidos, como o aumento do I.O.F., ao que se supõe,  não surtiram efeitos. É muito grande o número de brasileiros em Miami, Orlando e Nova York, cidades que se tornaram centros comerciais apetitosos, fazendo turismo, mas estabelecendo como prioridade compras e mais compras. Malas lotadas. Muita gente traz uma pequena mala com poucas roupas para depois levar o máximo que puder, dentre eletrônicos, óculos, sapatos, tênis, roupas e artefatos, inclusive infantis, relógios, jóias etc.  Os outlets, que normalmente se situam em torno desses centros, oferecem muitos produtos de marca, por preços imbatíveis: Gues, Gap, Michael Kors, Adidas, Nike,  Ralph Lauren, Levi’s, Tommy Hilfiger e por aí afora. Os futuros pais de classe média já descobriram que fazer todo o enxoval do bebê em Orlando ou Nova York, por exemplo, é medida extremamente vantajosa e pode compensar a viagem de passeio e cultura, pagando-a com a diferença entre os preços de lá e  os vigentes no Brasil, sem contar que há produtos que nem são encontrados ainda por aqui. Nem a disparada do dólar, que passou da casa de 2 reais conseguiu inibir o  movimento. Ao menos, por enquanto. Seja em decorrência do imposto, seja em função da diferença de câmbio, ainda assim, vejam vocês, está compensando privilegiar o comércio do exterior, em detrimento do nosso.

TUDO VEM DA CHINA
Quase a totalidade das mercadorias, de diversas espécies, postas à venda nos Outlets americanos são fabricados na China. E não são falsos, não.  Marcas famosas de roupas usam tecido e confecção chinesas de absoluta qualidade. A concorrência entre empresários brasileiros e chineses, por exemplos, é muito desigual. Os chineses compram aqui o nosso algodão (cotton), levam para lá, confeccionam camisas e outros produtos e mandam para cá, vendendo-os mais barato do que o produto nacional fabricado aqui.  A diferença nessa competitividade é decorrente da carga tributária que no Brasil é mais de 4 vezes superior  do que a da  China.
ATRIZ TAMBÉM VAI AO OUTLET
Logo no segundo dia de Nova York, fomos ao Outlet Woodbury, cerca de uma hora do centro de N.Y.C., e lá encontramos a atriz Adriana Birolli na companhia do namorado (não era o Caio Castro),   na loja da Adidas, olhando os produtos e supostamente fazendo compras. Adriana terminou recentemente de gravar a novela Fina Estampa,  na TV Globo, na qual interpretou Patrícia,  a filha de Tereza Cristina (desempenhada pela ótima atriz Cristiane Torloni), apaixonada por Antenor (Caio Castro), filho de Griselda (Lilia Cabral), vulgo,  Pereirão.  Ao contrário de sua figura na novela, Adriana estava sem maquiagem, metida num jeans, e nem de longe parecida com aquela jovem exuberante de vestidos curtíssimos que a novela mostrou. Como visto, nem os atores famosos resistem  às liquidações e preços dos Outlets americanos. Na foto n. 2 da coluna de hoje, Adriana e Caio na intepretação de seus personagens Patrícia e Antenor (imagem emprestada de blog.travelpod.com)

OS TAXIS E MOTORISTAS DE NOVA YORK CITY

Pegar um táxi em Nova York City, a qualquer hora do dia ou da noite, não é difícil. São milhares. O padrão é sempre observado: Ou se trata de veículo Ford  Escape Hybrid (elétrico e combustível), ou o Corow Vitro Ford. Mas todos com pintura amarela que se vê de longe para facilitar a vida dos fregueses. Há lojas automotivas especializadas no atendimento aos táxis e que já têm no estoque qualquer parte do veículo padronizado para facilitar a substituição. Os preços são baratos. Anda-se muitas milhas para se gastar 10 dólares e a viagem que contratamos para nos levar ao Aeroporto J.F.K., muito distante do centro da cidade, nos custou 100 dólares, em veículo tipo Van, capaz de carregar seis pessoas, além do motorista e muitas malas. Mas a tarifa está sujeita a imposto de 15%, que você deve pagar sobre o que marca o taxímetro.  Já os motoristas, com raras exceções, não são educados como gostaríamos. Assim se você entrar num táxi e verificar que o vidro da  janela está fechado, não abra. Se estiver aberto, não feche. Em regra, eles imediatamente, sem dizer palavra,  fazem a situação retornar à condição anterior. Obviamente mandando recado sem legenda: Aqui quem manda sou eu! Como bom brasileiro você pode mandá-lo tomar no...,  que dificilmente ele vai entender e você se considerará vingado.

Até amanhã amigos.

P.S. (1) Quem quiser comprar roupas para bebê,  deve visitar a CARTER’S, no Outlet Woodbury. Lá se pode  adquirir vários Kits por valores muitos ínfimos. As mantas e sacos para dormir são excelentes;

P.S. (2) No Central Park visite o “Strawberry Field” (primeira imagem da coluna de hoje emprestada de edgarlovemarcela.blogspot. com) que é um memorial feito em homenagem a John Lennon, que foi assassinado ali perto, no prédio em que morava. Trata-se de um mosaico, em torno do qual fãs e admiradores do mundo inteiro depositam flores, incensos e outros objetos. Sempre há alguém cantando e tocando músicas de Lennon, especialmente a inesquecível “Imagine”. Para localizar o mosaico dentro do Parque anote o endereço (Central Park West between 71st and 74th Streets). A construção foi idealizada pela viúva de Lennon, Yoko Ono e colaboraram para a sua edificação vários países, inclusive o Brasil, como se pode ler ali em placa posta no local;

P.S. (3) Restaurantes italianos em Nova York são boas opções para nós brasileiros. O famoso “Alfredo” de Roma, especializado em pastas (massas) também está presente lá, evidentemente. Endereço: 4 West 49th St.






domingo, 27 de maio de 2012

CINEMA NACIONAL - CILADA.COM


Amigos, bom dia.

Os roteiros adaptados de seriados de sucesso da televisão nem sempre funcionam bem no cinema. Lembro que quando vi aquele pessoal da grande família, na tela gigante do cinema, senti uma certa estranheza. Quando os mesmos artistas do seriado são convocados para a versão cinematográfica (como no caso da GRANDE FAMÍLIA – O FILME), para dar mais realismo  à película em relação ao seriado televisivo, a sensação é de que algo está fora do lugar. Quando, porém, são outros os atores (Como no caso de O BEM AMADO), a estranheza é ainda maior. Achei ambos os filmes ruins. Como achei sem graça a tentativa de levar para o cinema, a peça de maior tempo em cartaz no Brasil e que foi espetacular no teatro: OS MISTÉRIOS DE IRMA VAP, traduzida para o telão como IRMA VAP – O RETORNO (não sei o porquê do nome, uma vez que não houve anteriormente a esta, versão alguma para o cinema). A verdade é uma só. Raramente os roteiros adaptados de livros, ou televisão,  funcionam bem no cinema. As acusações são as mais variadas. No Brasil, por exemplo, parte da crítica costuma creditar o fracasso à convocação de  diretores, cuja formação básica se fez em televisão,  e  que não conseguem transpor roteiros, ou  trabalhar bem na sétima arte, como por exemplo, os consagrados  Daniel Filho e Guel Arraes. Não acredito que seja assim. Quem viu Se eu Fosse Você I e II (já aviso que não aprecio essa mania de extrair, da mãe famosa,  filhotes repetitivos) de Daniel,  e Lisbela e o Prisioneiro, principalmente (um filme encantador, bem brasileiro, com atuações perfeitas de Selton Mello e Débora Falabela e uma trilha sonora ótima) de Guel, também  vai concordar comigo. Acho que a questão é mesmo a dificuldade dos roteiros adaptados para artes diferentes, que têm ritmos diversos e o telespectador ou espectador sente isso. Os personagens dos seriados, como por exemplo, a Grande Família, estão toda semana na casa da gente e um ou outro capítulo ruim acaba passando desapercebido ou, então,  você muda de canal  e pronto!. É como aquele amigo ou vizinho que você gosta mas que naquele dia, não se sabe o  porquê, está chato, com uma conversinha repetitiva. Pronto. No outro dia você vai continuar querendo falar com ele sobre futebol, economia ou política. Ou contar aquela piada  nova (ou velha mas que você já tinha esquecido) que ouviu no clube. No cinema são 120 minutos que precisam prender a sua atenção (não dá para mudar de canal) e de certa forma criar sensações de  apreensão, emoção, encantamento. Um ciclo completo que tem de funcionar bem ali, naquela hora, ou nunca mais. Há exemplos de inúmeros roteiros adaptados que viraram filmes inesquecíveis, superiores até a outros com roteiro original. Mas por elementos diversos, além do roteiro em si. A série de Harry Potter, por exemplo,  no cinema, tinha que ser mágica. Dar vida aos personagens, colorido, efeitos especiais, especialíssimos, como se sabe e era essa a tarefa dos cineastas, atores, técnicos.  Os  recursos de tecnologia moderna que o cinema conquistou,  aliados ao talento dos atores e diretores é uma nova faceta própria do cinema e que faz sucesso, na atualidade.   Scorcese, por exemplo, utilizou,com sucesso de crítica e pública,  câmeras fusion  para produzir aquele que é considerado o primeiro filme verdadeiramente em  3 D, A Invenção de Hugo Cabret. Bem, ontem vi com atraso, certamente, o filme nacional Cilada.com, uma adaptação do seriado de Bruno Mazzeo, o talentoso filho de Chico Anísio e que começou num canal fechado (Multishow) e virou, durante certo tempo, uma atração do Fantástico de domingo na Globo. A comédia recheada de clichês e de obviedades, consegue funcionar, no meu modo de ver. Tem aquela piadinha velha (meio veado é o que dá meia bunda?), ou aquela cena em que “as aparências enganam” (a sombra da mocinha nua puxando a cinta do rapaz a sugerir membro enorme e viril e que muitas vezes foi usada pelo cinema nacional e estrangeiro). O roteiro também é manjado: A mocinha, Fernanda (Fernanda Paes Leme) termina o namoro com Bruno (Bruno Mazzeo), depois de um escândalo público em que ele é flagrado transando com uma moça num casamento. Para se vingar do namorado, a jovem posta no Youtube um vídeo em que ela aparece transando com ele rapidamente, porque o rapaz goza em poucos segundos (cerca de 6) e a deixa na mão. O vídeo faz sucesso e o rapaz é motivo de chacota nas redes sociais, no teatro  e até em programa de TV. Procurando mudar a imagem, Bruno contrata um fotógrafo, Marconha (excelente atuação do comediante, Sérgio Loroza) para que faça um vídeo de uma transa inteira e prolongada que ele deverá ter com alguém. E por aí vai. Bruno e Loroza seguram tranquilamente o filme, prendendo a atenção do espectador.  O roteiro é de Bruno e Rosane Ferrão. A direção do longa de José Alvarenga Junior. Não é uma excelente comédia. A imprensa, de uma maneira geral, não gostou. O público sim. Foram mais de 3 milhões de espectadores no ano de 2.011, para um orçamento estimado de R$5.500.000,00 (cinco milhões e quinhentos mil reais). Um sucesso, sem dúvida. Como primeira incursão de Bruno pelas veredas do cinema, é aceitável. A linguagem do sitcom Cilada é mais original, inteligente e sutil.   Mas apesar das obviedades, como salientei, me diverti bastante. Vale conferir!

Bom domingo amigos.

P.S. (1) Há uma velha comédia italiana de Benigni chamada “O Monstro” que se você puder assista, pois é hilariante e divertida e que tem como fio condutor, as interpretações  das atitudes de Benigni, confundido com um perigoso bandido, e o que  as aparências dessas condutas supõem que ele esteja realmente fazendo;

P.S. (2) Há uma tendência das comédias americanas em explorar aquela cena batida,  em que por razões várias, o protagonista é agente ou vítima do resultado de um orgasmo. A cilada.com usou também esse expediente de mau gosto, quando focaliza Bruno numa reunião de homens em clínica de reabilitação de ejaculação precoce. Aquela meleca toda na cara dos outros podia bem ser dispensada.

P.S. (3) A autora dos sete livros que compõe a série Harry Potter na literatura, a inglesa J.K. Rowling, tornou-se a escritora mais rica do mundo, graças ao sucesso de venda desses livros. A série vendeu, em todo o mundo, nada menos do que 1 (um) bilhão de exemplares;

P.S. (4) Rowling esteve acompanhando diretamente as adaptações da série para o cinema. Os quatro primeiros filmes tiveram como roteirista, Steve Kloves, com sua assistência. Foi ele chamado também de volta para o sexto filme. No quinto, o roteiro ficou por conta de Michael Goldenberg. Em todos os casos, o exigente acompanhamento da escritora não afastou a liberdade conferida aos roteiristas, em função da necessidade de adaptação da aventura para a tela, do tempo limitado do cinema e das imagens e efeitos que deveriam ser produzidos no telão.

P.S. (5) A imagem da coluna de hoje foi emprestada do site culture-se.com.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

CORINTHIANS E SANTOS - A HORA DA VERDADE NA LIBERTADORES


Boa noite amigos,

O Pacaembu estava lotado, apesar do dia atípico na cidade de São Paulo. A greve dos metroviários, que durou apenas um dia, justamente o de ontem, tinha transformado o costumeiro caos da capital paulista num caos ainda maior. Nada obstante, os torcedores corintianos foram chegando do jeito que podiam: cerca de 35.000 se acomodaram como puderam dentro do Estádio Municipal, que já é considerado  “a casa do Timão”. No primeiro jogo das quartas-de-finais, disputado no Rio, semana passada, uma partida equilibrada, sem gols. Ao Corinthians, agora, era preciso vencer a boa equipe do Vasco da Gama, de Diego Souza e Juninho Pernambucano. Mais uma vez uma peleja disputadíssima em que todos os atletas que estiveram em campo, incluindo os substitutos e os substituídos, mostraram intensa disposição durante os 90 minutos. Por mais de dois terços do espetáculo o placar continuava inalterado. Veio finalmente o grito de desafogo do fanático torcedor mosqueteiro: cobrança de escanteio e  falha da defesa vascaína (rara na partida de ontem), Paulinho subiu e cabeçeou para a meta de Fernando Prass. A bola estufou a rede no cantinho direito do bom goleiro cruzmaltino. Delírio da platéia e do técnico Tite que, expulso pelo árbitro Leandro Pedro Vuaden (FIFA/RS), foi se juntar à platéia e vibrar como um atormentado torcedor. Paulinho foi para a galera,tirou a camisa (na foto que ilustra a coluna hoje emprestada do site band.com.br)  e celebrou. Voltou, tomou um cartão amarelo, mas nada disso tinha importância. O jogo caminhava para o fim. A torcida passou os últimos minutos apreensiva. Se o Vasco marcasse um gol, o sonho da Libertadores teria terminado, pois pelo critério adotado na competição, empate com gols na casa do adversário daria à equipe carioca, a vantagem de passar de fase. Quando o árbitro apitou finalmente, encerrando o espetáculo, torcedores, dirigentes e o público em geral festejaram com abraços e gritos, ao som do "Salve o Corinthians, o Campeão dos Campeões, eternamente......" (o hino, o velho hino que se refere ainda àquele Corinthians, campeão paulista do quarto centenário de São Paulo). No dia seguinte, exatamente hoje, sairia o adversário da semifinal entre o argentino Vélez Sarsfield e o co-patriota, Santos, de Neymar, atual campeão da Libertadores. Deu Santos, mas foi duro. A equipe argentina muito bem postada, apesar de jogar praticamente 60% do jogo com apenas 10 jogadores, mostrou habilidade e competência, evitando o costumeiro show de Neymar, que, desta vez, de goleador passou a  jogador mais faltoso dentre os que estiveram em campo. Logrando, no entanto, fazer um gol com o atacante Alan Kardec, o Peixe, com a vitória pela contagem mínima (1 a 0), levou a decisão para os pênaltis, conseguindo a classificação pelo placar de 4 a 2, graças ao seu goleiro Rafael que fez uma importante defesa na cobrança de penalidades. Agora é Corinthians e Santos. Outra vez o Timão enfrenta uma equipe brasileira. Talvez a melhor delas no momento. Mas o Santos não terá Paulo Henrique Ganso que amanhã deverá se submeter a uma artroscopia do joelho direito, ficando afastado da bola por, no mínimo, 1 mês. O Corinthians é muito grande. É a segunda maior torcida do Brasil. Uma torcida fiel e apaixonada. Mas o Timão não tem fama internacional. Não tem títulos que o credencie fora do país, apesar dos vários títulos paulistas e brasileiros. Por isso a conquista da Taça Libertadores é a palavra de ordem este ano. Um título que a equipe mosqueteira não conseguiu conquistar no seu centenário, frustrando a expectativa de milhares de fiéis corintianos e da imprensa. A conquista da Libertadores, como já ocorreu com São Paulo, Palmeiras e Santos, os outros grandes paulistas, dará ao Corinthians exatamente essa dimensão internacional que ele busca e merece, fazendo com que sua torcida esqueça a desclassificação recente no campeonato paulista, quando a equipe perdeu em São Paulo para a Ponte Preta. Sobretudo porque também permitirá que a equipe se projete na Europa e no Mundo, com a disputa do Mundial em dezembro, no Japão, contra a equipe do Chelsea, o surpreendente time inglês que desclassificou o temido Barcelona de Messi e ganhou um título inédito (a Copa dos Campeões Europeus)  do Bayer, dentro da Alemanha. O Santos e Corinthians por uma das semifinais da Taça Libertadores deverá ter casa cheia, grande repercussão, por ser, sem dúvida, o mais importante Santos e Corinthians disputado até hoje. O vencedor disputará o título. Um brasileiro, mais uma vez, estará na final com certeza, mas apenas um deles, seja  para disputar o bicampeonato (o Santos), ou uma taça que o Parque São  Jorge tanto persegue, a tanto tempo, mas ainda não conseguiu levar para a sua galeria de troféus.

Até amanhã amigos,

P.S. (1) Diego Souza, que tem boa passagem pelo Vasco da Gama, sendo um dos principais atletas na conquista da última Copa do Brasil pela equipe cruzmaltina, feito que a credenciou à Libertadores neste ano, perdeu,  aos 17 minutos do segundo tempo, cara a cara com o goleiro Cássio, quando o jogo estava 0 a 0, o gol que daria ao Vasco (salvo se o Corinthians conseguisse marcar dois ou mais tentos),  a passagem para as semi-finais. Cássio fez uma grande defesa e foi considerado um dos heróis da classificação. Mas apesar disso, Diego Souza perdeu um gol decisivo que não costuma, nem podia perder. O futebol tem mais essa: transforma em vilão hoje o herói de ontem,  e em herói, hoje,  os vilão de outrora;

P.S. (2) O Corinthians é o clube paulista que detém o maior número de títulos do Campeonato regional. Foi 26 vezes campeão paulista; tem 5 títulos de Campeão Brasileiro, 3  da Copa do Brasil e 5  do Torneio Rio-São Paulo;

P.S. (3)  o Timão também tem um título de Campeão Mundial num campeonato inter-clubes que a FIFA criou no ano de 2.000.   Disputado no Brasil, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, as equipes foram convidadas ou indicadas, sem atenção a critério de "ranking" ou aos então últimos campeões dos Campeonatos Intercontinentais. Por isso, a própria FIFA acabou ignorando esse campeonato, para mais tarde validá-lo. No entanto o torneio causou grande polêmica. Se quiser saber mais a respeito do assunto acesse o site http:/PT.wikipedia.org, com o título de Campeonato Mundial Inter-Clubes de 2.000.

terça-feira, 22 de maio de 2012

NEW YORK II - MUSEU METROPOLITAN

Boa noite amigos,
Continuando com as sugestões sobre Nova York na atual temporada, quero dizer que a visita ao Metropolitan Museum of Art (Museu Metropolitano de Arte) é um dos programas mais interessantes e obrigatórios para quem aprecia arte de boa qualidade. São 250 salas, 4.500 quadras, 2 milhões de obras de arte, 35.000 peças do Período Neolítico e uma Seção Permanente do Egito que é  preciosa.O Museu foi fundado em 20 de fevereiro de 1.820 e é um dos maiores e  mais importantes museus do mundo. No geral, abriga uma importante coleção de pintura dos séculos XII a XX e obras de arte antiga (grega, romana, egípcia e assírio-babilônica, além de oriental). Há também salas com exposição de pintura e esculturas de artistas norte-americanos e seções destinadas a instrumentos musicais, armas e indumentárias, além do Pátio interno (na foto n. II ao lado a obra do escultor Augustus Saint Gardens - 1848-1907 - retratando Diana, Deusa da Caça, da mitologia romana, correspondente a Artemis, da mitologia grega). O mais relevante, ao menos do meu ponto de vista, são efetivamente as obras pictóricas de artistas consagrados de vários movimentos, incluindo o impressionismo e expressionismo. A entrada principal do Museu (foto acima  n. 1) fica no 100 5ª. Ave at 82th St.    Ele não abre às 2ªs. feiras, exceto feriados. De terça a quinta-feira funciona das 9,30 às 17,30 horas, Sexta e sábado, das 9,30 às 21,00 horas e no domingo, das 9,30 às 17,30 horas. O preço do ingresso é de 20 dólares para adultos, 10 dólares para estudantes.  Crianças e menores de 12 anos acompanhados não pagam ingresso. As pessoas de 3ª. idade pagam 15 dólares. Lá eles consideram 3ª. idade, para efeito de ingresso de valor reduzido, apenas os maiores de 65 anos. Se você tiver tempo disponível e for ficar mais de uma semana na cidade, divida a visita em dois dias inteiros. Se o tempo for mais limitado, basta um dia, mas chegue na abertura, reduza ao máximo o tempo do almoço, fazendo uma rápida refeição em lanchonete ou restaurante do próprio Museu e escolha as seções de maior interesse e relevância. Abaixo algumas das obras expostas no conceituado Museu novaiorquino. Foto abaixo n. 1: Exposta na entrada do Museu trata-se da "Colossal Statue Of a Pharaoh - Reign Of Amerawhat II, Dinasty 12 de 1.919 - 1885 A.C.). A obra foi adquirida em 1.837 pelo Metropolitan ao Museu de Berlim. O quadro retratado bem abaixo do faraó é a obra de Toulosse Lautrec (1.864-1926) denominada "The Streetwalker" (1.890-1.891) e lembra o estilo "Neymar", ao que parece já consagrado naquela época (brincadeirinha,  claro). Ao lado do faraó considerada a obra prima do neerlandes Vincent Van Gogh (1.853-1.890)  e também uma das mais valiosas, "Self-Portrait with a Straw Hat" (Auto-Retrato).

 A tela acima à direita é de autoria de Paul Cèzane (1.839-1906), batizada de "The Card Players" (Jogo de cartas)


A tela ao lado é de Renoir, de 1.888, foi  batizada pelo autor como "Retrato das Filhas de Catulle Mendès ao Piano".
A tela acima é de Claude Monet (1.840-1926) denominada  "Vetheiul In Summer" e a última tela (abaixo à esquerda) é também de autoria de Renoir e se denomina "À Beira Mar", datada de 1.883.
Até amanhã amigos.

P.S. (1) Pierre Auguste Renoir foi um pintor frances impressionista de grande fama e talento. A ele se atribui a frase "A Dor passa, mas a beleza permanece";
P.S. (2) Vincent Willen Van Gogh foi um pintor pós-impressionista neerlandes e um dos maiores pintores de todos os tempos. Sua vida foi um fracasso em todos os sentidos. Não constituiu família, não conseguiu ganhar dinheiro. Acometido de doença mental, suicidou-se aos 37 anos. Após a sua morte suas obras foram expostas e são extremamente valorizadas, seguramente as mais valorizadas do planeta. Pos-impressionista significa que Van Gogh apesar de se moldar  ao estilo impressionista apresentava em suas obras traços próprios do movimento subsequente que veio a ser o modernismo.
P.S. (3) Todas as fotografias que ilustram a coluna hoje foram tiradas no próprio Museu, diretamente das obras originais;