terça-feira, 6 de janeiro de 2026

PECADORES (SINNERS) -- DRAMA E TERROR.

 Bom dia amigos,

O longa “SINNERS”, traduzido literalmente no Brasil para “PECADORES” é um filme norte-americano de drama e terror, dirigido por Ryan Coogler, de duas horas e dezessete minutos de duração, aclamado pela crítica especializada e que rendeu muitas indicações aos principais prêmios americanos e internacionais de cinema, incluindo a de melhor filme e de melhor ator para Michael B. Jordan, o versátil ator de 32 anos, que transita pela carreira em várias modalidades e gêneros, e que no Brasil ficou mais conhecido pelo longa Pantera Negra (2.018), em que viveu o vilão Erik Killmonger, o antagonista do herói, o príncipe T’Challa  (Claudwick Boseman) no reino de Wakanda, país fictício onde se passa a história.   Com toda a versatilidade  que compõe um thriller de cinema (suspense, sexo, medo, drama, terror) num misto de ode à ancestralidade e à negritude, como afirma um crítico, e saudado por outro como um verdadeiro evento cinematográfico, pela reunião, bem amarrada, de ingredientes, que o tornam engraçado, sexy, amedrontador, cuida-se da história de dois irmãos negros gêmeos, Smoke e Stake (Michael B. Jordan), que, agora ricos e poderosos, explorando atividades à margem da lei,  decidem retornar à cidade natal, onde abrem um estabelecimento de diversão, uma “casa de blues” destinada apenas a negros.  No entanto, são surpreendidos por uma comunidade estruturada pelo racismo, que os recebe com a intenção de destruí-los, numa metáfora entre o bem e o mal, suscitando uma velha discussão sobre o pecado e as várias facetas paradoxais que qualquer ser humano pode apresentar ao longo da vida e das circunstâncias. Inserido nos embates desse inesperado retorno dos irmãos,  o jovem Sammie Moore (Miles Caton), protegido pelos egressos, filho de um pastor, vive o drama entre permanecer no pequeno lugar onde vive, respondendo pela continuidade da missão de servir a Deus e aos seus mandamentos, como lhe cobra insistentemente o pai, ou tentar a vida como músico, sonho alimentado pela sua vocação e reconhecido talento. Esse  misto de emoções, bem idealizado e conduzido pelo diretor, com uma empolgante trilha sonora, incluindo excelentes blues eletrônicos e sons ancestrais, tem o condão de manter o espectador vigilante a cada cena, a cada acontecimento, desenvolvendo empatia por esse ou aquele personagem, aguardando o misterioso desfecho reservado a cada um e àquela comunidade como um todo. O filme é imperdível por esse mix bem costurado e curioso,  e lembra muito a euforia com que foi recebido merecidamente o drama Parasita (2.019), obra prima contemporânea do cineasta Bong Joon-Ho, que quebrou a tradição da academia de Hollywood, ao vencer o Oscar na categoria de Melhor Filme, o primeiro e único longa não produzido, nem falado em língua inglesa,  a receber a estatueta, na mais importante categoria, em toda a história do prêmio.

 

Até mais amigos.


 P. S.(1)  A imagem acima foi emprestada do site CNN - Brasil.