quarta-feira, 30 de novembro de 2011

CINEMA - CARTAS PARA JULIETA


Amigos,
O  amor não tem prazo de validade. Essa é a principal mensagem da comédia romântica americana de 105 minutos de duração e 30 milhões de dólares de orçamento (mas já arrecadou quase 100 milhões),  LETTERS TO JULIET, traduzido no Brasil, para CARTAS PARA JULIETA. Com roteiro de José Rivera (de Diários de Motocicleta) e direção de Gary Winick (Noivas em Guerra e De Repente 30), assim como  no drama de William Shakespeare, Romeu e Julieta,  a trama é ambientada em Verona na Itália, país para onde viaja o jovem casal americano,  Sophie (Amanda Seyfried), aspirante a escritora, e o noivo Victor (Gael Garcia Bernal), na busca de aventura, romance e especialmente receitas culinárias,  pois Victor sonha em montar um bom restaurante nos Estados Unidos. Encantado pela gastronomia e enologia italianas, Victor acaba se desinteressando por outros assuntos e pela própria noiva. Sophie, então, meio solitária, observa que muitas mulheres que visitam a casa de Julieta Capuleto,  a mesma da tragédia shakespeariana,  deixam, num muro, cartas a ela dirigidas, relatando suas dificuldades amorosas e pedindo conselhos. No final do dia, uma moça cuidadosamente recolhe essas cartas. Seguindo a mulher constata que em dependência situada nos fundos de um restaurante, várias mulheres se reúnem para responder a essas cartas, expondo suas visões e sugestões, como se se tratasse da falecida Julieta.  Fascinada por essa prática, que considera delicada e solidária, ela pede que seja admitida no grupo, onde é bem aceita. No dia seguinte, auxiliando uma das companheiras na tarefa de recolhimento das missivas, encontra escondida, num vão entre duas pedras, uma velha carta datada de 1.951, na qual a então jovem Claire Smith (Vanessa Redgrave) relata a sua paixão por um  moço italiano que conheceu durante viagem feita da Inglaterra, onde mora, para Verona, na Itália, declarando não ter coragem de assumir esse amor arrebatador, porque não seria entendida pela família tradicional inglesa, e pedindo ajuda.  Sophie, para surpresa e admiração de suas colegas redatoras, decide escrever para Claire, sem saber qual teria sido o destino de sua vida, cinquenta anos depois. Claire recebe a carta e decide viajar, na companhia do neto Charlie (Christopher Egan) para encontrar Sophie, agradecer a ela a sugestão da resposta  e procurar Lorenzo (Franco Nero), para, quem sabe, se ele estiver vivo e desimpedido, reviver aquele grande e louco amor da adolescência perdida na noite dos tempos. Sophie pede à velha senhora que seja admitida na aventuresca viagem em busca do  tal Lorenzo. A presença de dois grandes atores,  como o mexicano Gael Garcia Bernal (que é também produtor e diretor) e tem uma vasta filmografia de sucesso, atuando em filmes como o Crime do Padre Amaro, Entre Quatro Paredes, E Sua Mãe Também, Má Educação, dentre outros, e da veterana e excelente atriz Vanessa Redgrave, indicada inúmeras vezes ao Globo de Ouro e Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante de 1.978, pelo filme JULIA, onde interpreta o personagem do mesmo nome,   garante o bom andamento e a emoção da película. No papel de Sophie a carismática atriz Amanda Seyfried, jovem ainda,  mas de carreira de sucesso  e que explodiu no musical Mamma Mia, contracenando com Meryl Strepp e outros monstros sagrados,  e no seriado Verônica Mars, também contribui para o clima de romance e fantasia que envolve o roteiro. O desconhecido ator Christopher Egan, não deixa por menos e sua atuação, como neto de Claire, à la James Dean, é muito interessante, prometendo mais um ator de talento para a galeria de Hollywood. A tudo se acrescente a fotografia marcante, mostrando grandes paisagens de  Verona e também da região da Toscana, na Itália, embelezadas pela impecável trilha sonora, composta de  canções americanas e especialmente de imortais canções italianas da nossa juventude (nossa, dos cinquentões e sessentões) . Um romancinho água com açúcar? Talvez. Mas tão bem feito, tão delicado, tão caprichado e  bonito de se ver  que é ideal para uma noite de chuva, de sábado, com a família, ou com a mulher, marido,   namorado, namorada.  Também se pode encarar o programa, numa sessão da tarde daquelas gostosamente preguiçosas. Por certo,  vai garantir uma bela noite de sono. Quiçá de sonhos com cinderelas, duendes, bruxas, gnomos, anões e outros personagens que ainda povoam o nosso imaginário da infância e nos faz acreditar por 1 ou 2 horas, que o mundo é apenas bom e belo.  E que só o amor eterno e desinteressado existe e vence. Experimente!

Até amanhã.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

CAUSAS & CAUSOS N. I - TOSSE COMPRIDA

Boa noite amigos. Hoje estou reproduzindo para vocês um dos "causos" contados no livro "Causas & Causos" n. I. Aconteceu comigo e foi verdade, como se costuma dizer. Segue o próprio:

                       Há pessoas elegantes e pessoas enfeitadas” (Machado de Assis).

"Audiência de instrução e julgamento na Segunda Vara Cível da Comarca de Campinas.
                                                                                         O juiz titular era o Doutor Manuel Carlos Figueiredo Ferraz Filho, de tradicional família paulista, cujo pai tinha sido desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
 Grande jurista, como eu descobriria depois e pessoa de extraordinária sensibilidade, embora extremamente calado e hermético, sugeria às pessoas que  dele não gozavam de proximidade, um certo mau-humor e prepotência.
Em parte a fama de mau-humorado se justificava, na medida em que passava ele, embora moço, por alguns problemas desagradáveis de saúde, dentre os quais, o de uma labirintite que o deixava, às vezes, um pouco surdo.
Era ano de 1968 e eu tinha sido contratado, nos meus quatorze anos de idade, para ser o datilógrafo de sala de audiências, em substituição a um escrevente muito mais velho, cuja presença no Cartório era exigida pelo escrivão. 
A substituição desagradara, e em muito,  o juiz, porque já se acostumara ao funcionário anterior, além de me achar extremamente jovem para responder pelas funções. De quebra,  não se dispunha, porque lhe faltava paciência, a ensinar mais alguém, a arte do ofício.
Por isso ele não falava comigo e eu pouco ou nada falava com ele. 
Anos depois me confessou, porque ficamos amigos, que era proposital não responder a qualquer das minhas dúvidas ou indagações, por achar que assim eu desistiria logo do cargo e o escrevente anterior retornaria fatalmente.
 Nenhuma das duas coisas aconteceram.
 Mas, voltando a tal audiência, o oficial de justiça de plantão, tendo apregoado as partes, adentra a sala e se dirige ao Dr. Manuel Carlos, falando baixinho, quase em sussurro:
 - Excelência, a autora está presente, mas está de calças compridas.
Na época havia acendrado rigor na exigência de trajes convencionalmente adequados para o fórum e, especialmente, para participação no ato solene de audiência.
- Por mim não vejo problema, respondeu o juiz, para espanto do meirinho, pois todos nós sabíamos que ele não admitia a presença de mulher senão de saia ou vestido.
Em seguida, o Dr. Manuel Carlos vira-se ao advogado da autora e pergunta:
- Há algum problema para o senhor?
 A resposta é negativa.
 A mesma pergunta dirige ao advogado do réu que, igualmente, asseverou não ver qualquer obstáculo na vestimenta com que se apresentava a demandante.
 Finalmente, olhando para mim,  indaga:
 - Você já teve?
 Fiquei atônito e intrigado.  Não entendi a pergunta, mas morria de medo de pedir qualquer explicação.

Sem esboçar reação e de bate-pronto respondi:
- Já!
 E pensei: Seja o que Deus quiser. Tinha lá cabimento perguntar se eu já tive calças compridas. Enfim, era melhor não complicar. 
Autorizada a entrada da autora, quando ela irrompe sala adentro, o Dr. Manuel, ainda muito sério, pede ao Oficial que a retire do local.
Ato contínuo, dirige-se aos advogados presentes:
- Doutores,  eu vou adiar a audiência.
  Em seguida, apenas ao patrono da autora:
 _ Doutor, peça que a sua cliente venha, da próxima vez, em trajes forenses, ou seja, de saia ou de vestido, como   é conveniente ao ambiente.

O causídico deu com a cabeça no sentido positivo e pediu desculpas. 
Assinado o termo de adiamento, todos se retiraram, permanecendo na sala apenas eu e o Dr. Manuel Carlos.
Foi então que o Magistrado, sorrindo, o que constituía coisa rara, dirigiu-se a mim (outra coisa, na época, excepcional) e lascou:
- Sabe Jamil, eu entendi que a mulher estava com tosse comprida."

Boa noite.





domingo, 27 de novembro de 2011

FIM DO CAMPEONATO BRASILEIRO DA SÉRIE B - ACESSO, DESCENSO E LIÇÕES


Amigos,
Acabou nesta final de semana o campeonato brasileiro da série B. Subiram para a Série A, a Portuguesa de Desportos, o Náutico, a Ponte Preta e nesta rodada,  o Sport Recife (nossa homenagem com a ilustração de seu escudo acima),     ganhando a parada contra outros tradicionais candidatos à vaga, como o Bragantino e o Vitória. O time baiano decepcionou e perdeu na penúltima rodada para o São Caetano, de virada, em casa, dando adeus assim, prematuramente, às boas condições que tinha de conquistar o  acesso. São dois paulistas e dois pernambucanos que no ano de 2.012 vão se juntar aos 16 que se manterão na Série A, participando assim do maior campeonato do país, que tem sido empolgante e tecnicamente melhor nos últimos anos. Guarani e Goiás, concorrentes de tradição, não só fizeram um campeonato abaixo da expectativa, como lutaram até mesmo contra o rebaixamento para a série C até as últimas rodadas. Desceram para a série C, Icasa, Vila Nova, Serrano e Duque de Caxias. Aos que subiram o conselho óbvio  é  se estruturarem adequadamente para enfrentar os grandes, coisa que não conseguirão se não tiverem administração, recursos e competência para formarem uma equipe forte e harmônica, dentro e fora do campo. Guarani e Goiás vivem momentos de turbulência e será preciso fazer a lição de casa  que deixou de ser feita. O Bugre tem eleições na 3ª. feira, muita esperança e uma longa batalha de renovação, pela frente, o que exigirá planejamento, competência e, principalmente, união e  apoio da todos os bugrinos.
Até amanhã.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

DIREITO DE FAMÍLIA - ANIMAIS DOMÉSTICOS - GUARDA E VISITA


Amigos prezados, boa tarde:

O Código Civil Brasileiro, que entrou em vigor em 10 de janeiro de 2.003, ao tratar, na Parte Geral, dos elementos da chamada relação jurídica (sujeitos-objeto-vínculo jurídico), incluiu os animais como categoria de bens (artigo 82). Considera o legislador que, ao lado das coisas que podem ser movidas ou removidas pelo homem (móveis propriamente ditos), existem os semoventes (ser movente), que são os animais dotados de moto própria.
Como se sabe, só a pessoa natural ou física, e a pessoa jurídica, são dotadas de personalidade civil e, pois, de capacidade de direito, com aptidão para contrair direitos e obrigações na ordem civil.
Acontece que a vida é dinâmica,  especialmente na área  do Direito de Família, ramo da ciência jurídica que busca disciplinar as relações entre pessoas ligadas pelo vínculo sanguíneo, civil ou em decorrência do casamento e união estável. A Constituição Federal de 1.988 elevou a família à categoria de entidade constitucionalmente protegida, seja a oriunda do casamento civil válido entre duas pessoas de sexo diverso, ou entre duas pessoas do mesmo sexo,  seja decorrente de mera união estável entre um homem e uma mulher, ou entre dois homens ou e entre duas mulheres (a chamada união estável homoafetiva, que já pode, segundo o Supremo Tribunal Federal,  ser convertida em matrimônio).
Pois bem, há que se separar a relação entre animais comuns, tidos apenas como objeto de direitos patrimoniais, como por exemplo, gado criado para corte, dos animais domésticos, aqueles que vivem e convivem com o casal e filhos, no dia-a-dia.
É que tais animais, considerados de estimação (os "pets"),   no mais das vezes, estabelecem com o dono e os membros da família, uma relação afetiva de intensidade variável, conforme cada caso.
A literatura é rica na análise dos efeitos, geralmente positivos, do relacionamento afetivo desses animais com as crianças, adolescentes e adultos, circunstância que os torna, quase naturalmente,  verdadeiros membros da família, muitas vezes com direitos e privilégios negados até a filhos e pais.
Quando se fala então nos cães, aí a conversa fica ainda mais intensa e interessante, pois o cachorro é um animal especial,  capaz de criar com os homens, vínculos profundos de afetividade e  lealdade.
Nunca entendi algumas expressões, difundidas no passado, relacionadas ao animal exemplo de trabalho e zelo por seus donos e amigos, expressões essas que  a eles se referem de maneira deselegante e injusta.
“É melhor ter um cachorro amigo, do que um amigo cachorro”, diz um ditado. Mas usar o cão para adjetivar o amigo desleal, safado, não me pareceu, nem me parece,  adequado.
Minha saudosa mãe quando queria xingar usava expressões desse tipo: - sem vergonha, ordinário, cachorro, etc.etc.
Cachorro?
Por quê?
Bem, para não alongar a conversa vamos logo ao assunto: na atual tábua de valores da família moderna, como se deve considerar o animal doméstico, quando o casamento e a família são desfeitos?
Como simples semovente, na categoria de bens que devem ser partilhados, de acordo com o regime de bens e as circunstâncias da aquisição do animal (antes do casamento,depois do casamento sem constituir aquesto, constituindo aquesto etc.etc.)?
Ou, ao revés, equiparados aos filhos e, pois, sujeitos à fixação de um regime de guarda e de visitas entre os divorciandos?
Se o direito quer regular a vida, não há dúvida que a última solução se impõe.
Na Espanha, que tem legislação idêntica à nossa,  um Juiz resolveu conceder guarda compartilhada do cachorro, ao ex-casal, num divórcio, determinando que o animal ficasse com cada um dos requerentes, em períodos sucessivos de seis  meses (a hipótese parece muito mais de guarda alternada, que compartilhada).
 Laude  foi encontrada pelo casal completamente abandonada e foi por eles “adotada” no ano de 2.001. Conviveu assim com os companheiros durante nove longos anos, até que o casamento se desfez.
O Magistrado Luis Romuado Hernández considerou na sentença que os animais têm natureza de bens móveis, já que podem ser objeto de apropriação. Porém, como bens móveis são indivisíveis. Salientou que restaria a opção de atribuição da cadela a um dos donos,com a obrigação deste de indenizar o outro, ou então, a guarda compartilhada.
Entendeu conveniente, porém, diante do nível de afeição do animal aos donos e deste em relação àquele, pela solução da guarda alternada, lembrando uma antiga lenda dos índios norte-americanos sobre o Deus Nagaicho, que diz que este criou o mundo, o homem, a mulher e todos os animais, exceto o cachorro, que ia a seu lado porque sempre esteve ali.
Rematou por considerar que “Acima de tudo, talvez por essa relação especial inata, o principal papel do cachorro é nos fazer companhia, sobretudo nas sociedades urbanas. E desta companhia,  como conseqüência lógica, nascem grandes afetos” (http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/10/juiz-espanhol-concede-a-casal-guarda-compartilhada-de-cachorro.html).
No Brasil há um Projeto de Lei (PL 1058/11), de autoria do Deputado Federal Marco Aurélio Ubiali (PSB-SP), que“dispõe sobre a guarda dos animais de estimação nos casos de dissolução litigiosa da sociedade e do vínculo conjugal entre seus possuidores, e dá outras providências”.
No Projeto, o parlamentar sugere várias providências a cargo do Magistrado, nos processos de rompimento não amigável do matrimônio,  para assegurar o bem estar do animal, do casal e dos eventuais filhos e demais membros da família, propondo fixação de guarda unilateral mais conveniente, ou mesmo compartilhada, e um regulamento de visitas, conforme cada situação estiver a reclamar.
O Projeto encontra-se atualmente aguardando deliberação na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) da Câmara dos Deputados.
Voltaremos ao assunto aqui nesta coluna, comentando e debatendo a redação dos vários artigos que compõem o projeto,com as sugestões dos amigos blogueiros.
O certo é que a sociedade mudou mesmo e é possível que o Código Civil, dentro de algum tempo, no Livro destinado ao Direito de Família, inclua um capítulo para a disciplina da guarda, regulamentação de visitas e até alimentos destinados aos animais de estimação.
Afinal, os "pets" vão ao cabeleireiro, usam roupas especiais no inverno, fitas e outros adornos, vão à feira, a restaurantes, a shopping-center, têm estresse, fazem terapia, e outras coisas que até recentemente eram destinadas exclusivamente a homens e mulheres.
E ainda, de vantagem, pulam e mostram verdadeira alegria quando chegamos em casa. Alegria sincera, diga-se de passagem.

Até amanhã.


E.T.: Há vários filmes e músicas que tratam da relação do homem com os animais.
Acima, imagem de John Cusack (Jake) e Diane Lane (Sarah) na companhia de um cachorro, relação explorada no filme americano “PROCURA-SE UM AMOR QUE GOSTE DE CACHORROS”, disponível em DVD.

Abaixo um vídeo retratando o saudoso Waldick Soriano, interpretando sua famosa composição, verdadeira preciosidade do mundo musical brega, Eu não Sou Cachorro Não.





quinta-feira, 24 de novembro de 2011

FACULDADE DE DIREITO DA PUC-CAMPINAS - MEMÓRIAS E SELO DE QUALIDADE


Boa noite amigos.

FACULDADE DE DIREITO - 60 ANOS

ONTEM -  EM 1987.

A  foto ao lado é do dia 30 de janeiro de 1.987, tirada na solenidade de colação de grau dos Bacharelandos de 1.986, da Faculdade de Direito da Pontífícia Universidade Católica de Campinas, no Teatro Municipal José de Castro Mendes, situado na Vila Industrial e hoje em reforma.  Nela aparece o então jovem bacharel, hoje ilustre advogado, Ricardo Ortiz de Camargo recebendo, de minhas mãos, seu professor e paraninfo do Matutino,   o seu diploma de colação de grau. Ao meu lado direito, o queridíssimo amigo, competente professor de Direito Civil e advogado de atuação memorável nesta Comarca,  Doutor Nhemtalla Andery, hoje falecido e que, na ocasião, era também o Vice-Diretor da Faculdade de Direito. O não menos saudoso Cardeal Dom Angelo Rossi deu nome à Turma e como Professores Homenageados figuraram os seguintes: PROFESSOR DOUTOR FRANCISCO ROSSI, PROFESSOR DOUTOR HEITOR REGINA, PROFESSOR DOUTOR JORGE LUÍS DE ALMEIDA, PROFESSOR DOUTOR JÚLIO CARDELLA, PROFESSOR DOUTOR PEDRO DE CASTRO JUNIOR, PROFESSOR DOUTOR RAYMUNDO AMORIM CANTUÁRIA, PROFESSOR DOUTOR RENAN SEVERO TEIXEIRA DA CUNHA, PROFESSOR DOUTOR ROBERTO MÁRIO RODRIGUES MARTINS. Como Oradores das turmas, a dupla de acadêmicos, PEDRO BENEDITO MACIEL NETO e SUZANA CAMARGO VIEIRA, alunos dedicados e exemplares, hoje advogados. Ricardo Ortiz de Camargo foi o Jurador da Turma. Na foto abaixo, da mesma ocasião, aparecem, da esquerda para a direita, Ricardo Ortiz de Camargo, o então Reitor da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, depois Deputado Federal, Professor e Engenheiro, Eduardo José Pereira Coelho, eu, a Bacharelanda Maria Tereza Tavares de Araújo Elias, o Desembargador Professor de Direito Penal e saudoso amigo, Marino Emílio Falcão Lopes e que também fora Vice-Reitor da Universidade e os também formandos, José Henrique Toledo Correa (sentado) e Anderson Matos Andrade (em pé). Anderson é hoje advogado militante e José Henrique, Vice Presidente do CIESP-CAMPINAS.

FACULDADE DE DIREITO DA PUC CAMPINAS – 60 ANOS.
HOJE - 2.011. 

A Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas e a Facamp, foram as únicas faculdades  de Campinas que acabam de  receber, da Ordem dos Advogados do Brasil, o chamado SELO DE QUALIDADE, que aponta os cursos como recomendados pela entidade, que luta contra a proliferação de faculdades no país e a má qualidade do ensino jurídico.  Foram avaliados 791 cursos de Direito, dos 1.210 existentes no país (número impressionante correspondente à metade dos cursos de Direito do resto do mundo). A concessão do selo de qualidade, leva em conta o resultado dos Bacharéis nos três  últimos Exames de Ordem, promovidos pela entidade, desde que com mais de 20 candidatos, e, ainda, o desempenho no ENADE e demais processos de supervisão do Ministério da Educação (MEC). A nossa tradicional faculdade,  hoje dirigida pelo jovem e dinâmico advogado e professor, PETER PANUTTO (diretor) e pela advogada e professora, FABIANA BARROS DE MARTIN (DIRETORA ADJUNTA) continua em destaque pela qualidade do curso que oferece, responsável, nos últimos 60 anos, pela formação de muitos cidadãos respeitáveis, nos mais diversos campos da atividade humana. Parabéns a alunos, professores, funcionários, dirigentes e ex-dirigentes.
Até amanhã.

domingo, 20 de novembro de 2011

CORINTHIANS E ADRIANO O IMPERADOR - ACESSO NA SÉRIE B


Boa noite amigos,

Acabou agora há pouco, a antepenúltima rodada do Campeonato Brasileiro da Série A e já se pode antecipar, independentemente do que ocorrerá nas rodadas finais, que esse foi o melhor campeonato brasileiro da era dos pontos corridos. A briga pelo título continua mais viva do que nunca e dos vários candidatos  com chances reais há algumas semanas, agora se pode dizer que a taça está reservada mesmo apenas para Corinthians ou Vasco da Gama, salvo alguma surpresa daquelas bem grandes e improváveis.  O Vasco, no sábado, bateu o Avaí, no Rio de Janeiro, pelo placar de 2 a 0 e dormiu 24 horas na liderança, sonhando com sua manutenção. A pressão toda foi jogada sobre o Corinthians que, com o Pacaembu lotado (quase 40.000 torcedores)  ia enfrentar o Atlético Mineiro, às 17,00 horas do domingo. Um Atlético que viveu durante boa parte do campeonato rondando a zona de rebaixamento, mas também  um Galo terrível que tinha feito 27 pontos no segundo turno, exatamente o mesmo número conquistado pelo Timão. Ou seja, um Galo forte e em franca ascensão, doido para se livrar, de vez e matematicamente,  do rebaixamento, e para estragar a festa de seu rival paulista. Cuca armou uma estratégia que deu certo durante grande parte do jogo. Entrou  no esquema 4-5-1, escalando o volante Seginho no lugar do atacante Neto Berola.  Segurou seu time atrás, determinando marcação homem-a-homem  sobre os meiocampistas  corintianos e buscando, na velocidade de seus atacantes, abrir o marcador, num eventual contra-ataque mortal. O primeiro tempo foi marcado por esse panorama: partida se desenvolvendo em metade do campo de jogo com o  Corinthians todo no ataque e o Galo na defesa. Com a eficiência do esquema, os goleiros, de lado a lado, a despeito do amplo domínio da bola por parte dos corintianos, não tiveram trabalho. Um 0 a 0 que já incomodava, mas não era desastroso, pois suficiente para reconquistar a liderença do campeonato.  Começa o segundo tempo e a surpresa: o zagueiro Leonardo Silva, em bela jogada derivada de  cobrança de falta, marca,  colocando o Galo na frente do placar. Tite tratou de tirar de campo o jogador Danilo, que jogava mal,  atendendo imediatamente ao pedido da torcida. Em seu lugar entra o atacante Alex. O jogo se arrasta e alguns jogadores corintianos começam a demonstrar impaciência,  pois o panorama não se altera e o tempo corre. Perto dos 30 minutos de jogo, o técnico Tite sacou William, promovendo a entrada de Adriano. Os torcedores não queriam a saída do jovem atacante n. 7, que se esforçava no ataque, como sempre, cruzando ou recebendo bolas,  mas não contestaram a entrada do Imperador,  nitidamente fora de forma. A estratégia deu certo. Num cruzamento para a área do lateral Alessandro, a bola foi encontrar Liedson, metido entre os defensores do Galo, e o artilheiro coritiano não perdeu, marcando o gol de empate, de cabeça. A presença de Adriano nessa altura foi crucial, pois fora da área, ele carregou consigo dois marcadores, abrindo claramente espaço para o bom cruzamento e o gol de Liedson. Com o empate, o Timão já reconquistava a liderança, mas o objetivo era a vitória. Agora, com a entrada do atacante Neto Berola e a saída de um volante, o jogo estava aberto. O Corinthians continuava procurando o gol da vitória e o Atlético não fazia por menos e, quando de posse da bola, saía com velocidade e perigo, obrigando o goleiro Julio Cesar a importantes defesas. Numa das arrancadas velozes corintianas, agora aos 42 minutos, o meiocampista Emerson caminhou pela lateral direita 43 metros sem ser diretamente incomodado e empurrou a bola perto da área para Adriano. O Imperador recebeu praticamente na linha de fundo e, mesmo sem ângulo, bateu forte de pé esquerdo. A bola bateu na trave direita, pelo lado de dentro e foi morrer no arco do excelente goleiro Renan, agora desolado e batido, lamentando a má sorte, já no crepúsculo do espetáculo. Confesso que o gol de Adriano foi de arrepiar, mesmo não sendo eu corintiano.  Quase 1 ano e meio que o Imperador não marcava um gol e vivia o seu drama conhecido. E agora estava ali, marcando um gol importantíssimo para o título, se ele vier. Um gol que coloca um time de massa como o Corinthians, de torcida enorme e apaixonada, dois pontos na frente do vice-líder Vasco da Gama, com uma mão na taça,  faltando dois jogos ou duas rodadas para o final do campeonato. Um gol que traz a vitória, de virada, sobre um grande e competente adversário. Adriano correu para os companheiros, foi abraçado por meio time. Correu para a galera, tirou a camisa e depois voltou para dentro do campo, quando recebeu um  cartão amarelo da arbitragem, irrelevante em comparação com o significado e a importância desse tento, tanto para a agremiação que acreditou na sua recuperação para o futebol, com paciência  e resignação, como para aquela torcida apaixonada, e, especialmente para ele próprio. Sim, pois nós sabemos que o maior adversário de ADRIANO, a ser vencido se chama ADRIANO. E a imprensa já anda dizendo que o Imperador, além do título de nobreza, é mesmo iluminado. Tomara! Não dá para ver um atleta de grande talento e nem ser humano nenhum, perder  o seu brilho e capacidade de trabalho, por problemas emocionais incontroláveis, ou pela terrível depressão, inimiga que precisa ser encarada e vencida. Força Imperador!

O ACESSO NO BRASILEIRÃO DA SÉRIE B.

Aconteceu também neste final de semana, a penúltima rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, que já apontou o campeão e vai apontar as 4 equipes que alcançarão o acesso para a Série A. A Portuguesa de Desportos, que fez um campeonato irrepreensível, assegurou a primeira vaga há várias rodadas atrás e já é campeã antecipada. Ontem, à Lusa se juntaram dois outros times: a Ponte Preta e o Náutico. O acesso dessas duas equipes não foi segredo e sim resultado de um trabalho competente desenvolvido por seus jogadores e treinadores e da tranquilidade assegurada pelas respectivas Diretorias. Parabéns à Ponte Preta e ao Náutico e aqui pretendo registrar, após o encerramento do campeonato,   detalhes das belas e respectivas campanhas. Falta ainda uma vaga que está entre o Sport, o Bragantino e o Vitória, com mais chances para o time de Pernambuco, que poderá credenciar os seus dois candidatos ao acesso, graças à bobeada de Bragantino, Americana e especiamente do Vitória que conseguiu perder, ontem, em casa, para o São Caetano, por 2 a 1, complicando a sua permanência no G4.

Até amanhã.


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

CENSO DEMOGRÁFICO, A POESIA DE CHICO E GUARANI 100 ANOS

Boa noite amigos.

A divulgação dos resultados do último Censo não causou, para nós,  grandes surpresas. A idade média de vida do brasileiro aumentou. A medicina evoluiu e muito mais já se sabe a respeito do ser humano do que se sabia no final do século passado. A média nacional de idosos, por isso mesmo, subiu, atingindo, em alguns Estados, percentual de 13% da população. Descobrimos também que o índice de natalidade caiu a menos de 2 filhos por casal (cerca de 1,8) e que a média de salários dos amarelos é maior que a dos brancos e a dos brancos maior que a dos negros e a destes mais alta que a dos índios. Pobres indígenas, verdadeiros habitantes desta terra, da qual foram arrostados. Ou, ao menos,  vítimas de disputas pelo espaço e da politicagem do homem branco e de sua cultura. A renda per capita subiu, mas ainda assim  mais da metade da população brasileira vive com R$325,00 por mês, quantia muito inferior ao salário mínimo, evidenciando a persistência do grande abismo entre as classes sociais. Crescemos economicamente, sem dúvida. Mas o nosso índice de desenvolvimento humano está longe de contemplar o princípio da dignidade humana, colocado como bandeira  na Constituição Cidadã de 1.988. É preciso mais. E mais. Vamos refletir, portanto, no nosso dia-a-dia sobre o significado desses resultados e o que podemos fazer, pessoalmente ou em comunidade, para minorar as carências dessa população de 200 milhões de habitantes. E de como cobrar dos representantes, a adoção de  políticas públicas verdadeiramente voltadas para a melhoria das condições sociais do cidadão.

 PIADA DO DIA
O TRAFICANTE “NEM” FOI PRESO. SE FOSSE “ENEM” TINHA VASADO.


MAIS LETRAS DO POETA CHICO BUARQUE

"Talvez o mundo não seja pequeno. Nem seja a vida um fato consumado. Quero inventar o meu próprio pecado. Quero morrer do meu próprio veneno” (Chico Buarque, Cálice, 1973)

 Deixa em paz meu coração. Que ele é um pote até aqui de mágoa. E qualquer desatenção, faça não. Pode ser a gota d’água” (Chico Buarque, Gota D’água, 1.975).

Mesmo com o todavia, com todo dia, com todo ia, todo não ia, a gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levanto essa guia” (Chico Buarque, Vai Levando, 1975).
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta. Muita mutreta pra levar a situação. Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça. E a gente vai tomando que, também, sem a cachaça, ninguém segura esse rojão” (Chico Buarque, Meu Caro Amigo, 1.976).

Olho nos olhos. Quero ver o que você faz. Ao saber que sem você eu passo bem demais”(Chico Buarque, Olho nos Olhos, 1976)

Olho nos olhos. Quero ver o que você diz. Quero ver como suporta me ver tão feliz” (Chico Buarque, Olho nos Olhos, 1976)

O que será que será. Que dá dentro da gente e não devia. Que desacata a gente, que é revelia. Que é feito um aguardente que não sacia” (Chico Buarque, O que Será (À Flor da Pele, 1976).
E mesmo o Padre Eterno que nunca foi lá. Olhando aquele inferno, vai abençoar. O que não tem governo nem nunca terá. O que não tem vergonha nem nunca terá. O que não tem juízo” (Chico Buarque, O que Será (À Flor da Pele), 1976).

Agora eu era o rei. Era o bedel e era também juiz. E pela minha lei. A gente era obrigado a ser feliz” (Chico Buarque/Sivuca, João e Maria, 1977).

Mas na manhã seguinte, não conte até vinte, te afasta de mim, pois já não vales nada, és página virada. Descartada do meu folhetim” (Chico Buarque, Folhetim, 1.977)

Agora já é normal. O que dá de malandro regular, profissional, malandro com aparato de malandro oficial. Malandro candidato a malandro federal. Malandro com retrato na coluna social. Malandro com contrato, com gravata e capital. Que nunca se dá mal” (Chico Buarque, Homenagem ao Malandro, 1977).

Eu sou sua menina, viu. Ele é o meu rapaz. Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz” (Chico Buarque, O Meu Amor, 1.977).

A saudade é o revés de um parto. A saudade é arrumar o quarto. Do filho que já morreu(Chico Buarque, Pedaço de Mim, 1.977)

Eu te encurralava, te dominava, te violava no chão, te deixava rota, morena, se eu fosse o teu patrão” (Chico Buarque, Se eu Fosse o Teu Patrão, 1.977).
Tua beleza é quase um crime. Tu és a bunda mais sublime. Aqui deste covil” (Chico Buarque, Tango do Covil, 1.977).

O amor não é um vício. O amor é sacrifício. O amor é sacerdócio. Amar é iluminar a dor, como um missionário” (Chico Buarque, Viver do Amor, 1.977).

Já murcharam tua festa, pá. Mas certamente. Esqueceram uma semente. Nalgum canto do jardim” (Chico Buarque, Tanto Mar, 1.978).
Sei que há léguas a nos separar. Tanto mar, tanto mar. Sei também quanto é preciso, pá. Navegar, Navegar  (Chico Buarque, Tanto Mar, 1978).

Eu bato o portão sem fazer alarde. Eu levo a carteira de identidade. Uma saideira, muita saudade. E a leve impressão de que já vou tarde” (Chico Buarque, Trocando em Miúdos, 1.978).
Sou bandida. Sou solta na vida. E sob medida pro carinhos seus. Meu amigo, se ajeite comigo e dê graças a Deus” (Chico Buarque, Sob Medida, 1979).

Sou sua alma gêmea. Sou sua fêmea. Seu par, sua irmã. Eu sou seu incesto, seu jeito, seu gesto. Sou perfeita porque, igualzinha a você, eu não presto.” (Chico Buarque, Sob Medida, 1979).
São seis horas, o samba tá quente. Deixe a morena com a gente. Deixa a menina sambar em paz” (Chico Buarque, Deixe a Menina, 1980).

De todas as maneiras que há de amar, nós já nos amamos. Com todas as palavras feitas pra sangrar, já nos cortamos” (Chico Buarque, De Todas as Maneiras, 1.980).
Foi chegando sorrateiro. E antes que eu dissesse não. Se instalou feito um posseiro. Dentro do meu coração” (Chico Buarque, Teresinha, 1.977). Abaixo vídeo com interpretação majestosa de Bethania sobre essa composição.



GUARANI 100 ANOS

O vigésimo terceiro jogo do Guarani Futebol Clube, pelo Campeonato Brasileiro de 1.978, aconteceu no dia 12 de julho de 1.978, uma quarta-feira, às 21,00 horas, em Campinas, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa. O Bugre recepcionou o Botafogo da Paraíba e venceu o jogo pelo placar de 1 a 0. O único gol da partida foi marcado pelo centroavante Careca, aos 25 minutos da primeira etapa. No apito o árbitro José Luiz Barreto, do Rio Grande do Sul. A renda foi de Cr$233.970,00, moeda da época, para um bom público de 9.536 espectadores, entre pagantes (8.523) e menores que nada pagaram (1.013). O Bugre, do técnico Carlos Alberto Silva jogou e venceu com Neneca, Mauro, Gomes, Edson e Miranda; Zé Carlos, Renato (Gersinho) e Zenon; Capitão, Careca e Bozó (Macedo). O Bota, do técnico Caiçara, jogou e foi derrotado com Salvino, Mendes, João Carlos, Deca e Fantick; Nicácio, Zé Eduardo e Dau; Chico Alves, Anselmo e Vandinho.
Até amanhã.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

MEIO AMBIENTE E CINEMA - AMOR & OUTRAS DROGAS

MEIO AMBIENTE SUSTENTÁVEL
Estatísticas recentes apontam que boa parte dos chamados produtos brancos, como geladeiras, televisores e fogões considerados obsoletos no Brasil,vão parar nos lixões e aterros sanitários, comprometendo o meio ambiente, podendo contaminar o ar, o solo e a água. A maioria desses equipamentos possui metais pesados como chumbo, cádmio, cromo, cobre e níquel que prejudicam os organismos vivos. Não jogue esses produtos no lixo. Fique sabendo que o Brasil já possui legislação que obriga os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes a implantar programas de responsabilidade pós-consumo, para fins de recolhimento e destinação final de resíduos. O Gerente da Divisão de Apoio e de Controle de Poluição da CETESB (Cia. de Tecnologia de Saneamento Ambiental), Cristiano Kenji, enumera as obrigações legais de todos os que participam da chamada logística reversa: “fabricantes e importadores devem assegurar a operacionalização do sistema de logística reversa, promovendo o recolhimento dos produtos e dos resíduos, assim como sua destinação final ambientalmente adequada. Distribuidores e Comerciantes devem participar da operacionalização desse mesmo sistema e efetuar a devolução aos fabricantes ou aos importadores dos produtos. Já os consumidores devem efetuar a devolução após o uso, aos comerciantes e distribuidores”. Por logística reversa entende-se, o “conjunto de ações destinadas a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento ou destinação ambientalmente adequada”. Pilhas, baterias e celulares também devem ser restituídos e a lei impõe aos fabricantes e vendedores, a obrigação de receber tais produtos, a fim de dar a eles destinação ambientalmente correta. Por isso não jogue esses produtos fora. O meio ambiente agradece.
CINEMA – AMOR & OUTRAS DROGAS.
Com lançamento no ano passado (2.010), pela Fox 2000 Pictures, a comédia romântica americana LOVE & OTHER DRUGS, fielmente traduzido no Brasil para AMOR & OUTRAS DROGAS, bem parece um vídeo patrocinado pelo laboratório farmacêutico Pfizer, do qual faz propaganda explícita durante boa parte dos 112 minutos em que a película se desenrola. No roteiro Jamie Randall, um jovem conquistador e irresponsável, filho de médico, deixa o curso de Medicina para não realizar o sonho do pai e passa a trabalhar em uma loja de equipamentos, da qual é despedido, quando o som de  sua transa com uma vendedora, em serviço,   é gravada e divulgada pela loja, chegando aos ouvidos do patrão. É convencido, porém, a empregar-se como vendedor de medicamentos de um laboratório, justamente na época em que surgem os remédios para disfunção erétil, como o Viagra,  e precisa usar todo o seu charme e poder de sedução para penetrar no seleto e fechado grupo de representantes que têm acesso aos médicos famosos, para cumprir quotas, e quem sabe chegar ao topo da carreira. Numa das visitas ao hospital fica conhecendo Maggie Murdack, um  bela jovem que só quer experimentar uma vida de prazer, pois é portadora de uma doença degenerativa, sem cura e sem expectativa de vida saudável durante muito tempo. Acabam se envolvendo apenas pelo prazer sexual até que esse relacionamento caminha para algo mais sério. Nos papéis principais, dois atores de sucesso em Hollywood, ambos indicados para Oscar. Como Jamie, o ator Jake Gyllenhaal, indicado a Oscar de melhor ator coadjuvante, em 2.005, pelo filme O Segredo de Brokeback Mountain, em que personifica um dos vaqueiros envolvidos em  paixão homossexual, ao lado do saudoso e excelente ator precocemente falecido, Heath Leadger,  e como Maggie, a bela Anne Hathaway, de O Diabo Veste Prada, igualmente indicada ao Oscar de Melhor Atriz, por O Casamento de Raquel, em 2.008. No elenco, ainda, Oliver Platt (Bruce Winston), Hank Azaria (Dr. Stan Knight), George Segal (Dr. James Randall) e Josh Gad (Josh Randall).  A direção é de Edward Zwick, que tem no currículo duas indicações ao Oscar de Melhor Filme (Shakespeare Apaixonado em 1998, e Traffic, em 2.000) e uma estatueta (Shakespeare Apaixonado, melhor filme em 1998).  Como comédia romântica o filme supera a expectativa e pode ser considerado de regular para bom.
Até amanhã.


terça-feira, 15 de novembro de 2011

O ANO DA SELEÇÃO BRASILEIRA E O JOVEM CENTROAVANTE JONAS


Bom dia amigos,
SELEÇÃO BRASILEIRA

Ontem, em Doha, no Qatar, aconteceu o último amistoso do ano da seleção brasileira de futebol. Com jogadores que atuam somente no exterior, o escrete canarinho não teve dificuldades para vencer a seleção do Egito, pelo placar de 2 a 0, gols do centroavante Jonas, um em cada etapa. O jogo foi fraco tecnicamente, mas pelo menos a seleção demonstrou um certo entrosamento e, alguns jogadores evidente interesse pelo amistoso, para agradar o técnico.  No balanço geral do ano, a seleção de Mano Menezes, não tem muito a comemorar. Foram 16 amistosos, dos quais o Brasil venceu nove (9), empatou cinco (5) e perdeu dois (2). Apesar dos números supostamente favoráveis, é de se destacar que  não tivemos vitória sobre nenhuma das seleções de primeira linha. Ao contrário, perdemos para a Alemanha e para a nossa arquirival Argentina. Mano convocou nada menos do que 84 jogadores, das mais diferentes origens e perfis. Quase todos tiveram oportunidade de jogar pelo menos alguns minutos, nos tais amistosos, que substituem as Eliminatórias, que não disputaremos. Os testes não mostraram muitas novidades, mas deram chance de visibilidade a alguns jogadores que ainda precisam ser testados para se saber o que rendem numa seleção,  como Hernanez (ex-São Paulo), atualmente na Lazio e outros novatos,   que não atuaram muito tempo no Brasil e estão fazendo sucesso no exterior. É o caso do atacante Hulk, do Porto,  que fez muito boa partida ontem, em dupla com o centroavante Jonas, e, ainda, de Dudu, que só jogou pouco tempo no Cruzeiro e foi vendido ao Dínamo de Kiev,  praticamente a troco de banana, sem que se acreditasse no seu potencial, que é bom. O Ano de 2.012 é ano de Olimpíadas e temos chance de conquistar uma inédita medalha de ouro no futebol masculino, que falta ao único pentacampeão do mundo, por ironia. E as Olímpiadas podem também revelar a provável base jovem da seleção de 2.014. Ninguém duvida que seremos favoritos ao ouro com Neymar, a grande sensação do momento, e Ganso, do Santos,  e dos talentosos jovens atletas Lucas do São Paulo e     Leandro Damião do Internacional, só para começar.  Para a seleção principal acho que não temos muito que inventar, salvo surpresas positivas ou negativas de última hora. Mas falta, é claro, formar o elenco, indispensável para a conquista máxima,  num campeonato de tiro curto e muitas circunstâncias.

O CENTROAVANTE JONAS.

A torcida bugrina, que não tem tido muitas alegrias, mais uma vez deve ter ficado com dor de cotovelo de ver o centroavante Jonas na seleção, marcando, com habilidade e oportunismo, os dois gols da vitória do Brasil sobre o Egito, ontem, em Doha, no Qatar. Jonas foi uma das únicas revelações do Bugre nos últimos anos e por mais um fiasco da Diretoria, deixou o Guarani depois de pleitear a liberação de seu passe na Justiça, em virtude do atraso de salários. Sem receber nada, ou recebendo uma contraprestação muito pequena, sabe-se lá, o Guarani viu sua grande promessa ir para a Vila Belmiro e do Santos para o Grêmio de Porto Alegre, onde brilhou, tendo sido artilheiro do Campeonato Brasileiro. O Grêmio sim, por uma quantia irrecusável, vendeu-o  ao time espanhol do  Valencia, embora a torcida gremista o reverenciasse com campanha de “Fica Jonas”. No Valencia, o atleta continua vivendo um grande momento, mostrando todo o seu bom futebol, que o levou à convocação  para a seleção brasileira.  Jonas era bugrino como toda a sua família e  quando fez o gol da vitória gremista sobre o Guarani, no Campeonato Brasileiro de 2.010, não comemorou, em respeito ao ex-clube. Não foram poucos os jogos que assisti ao lado de sua mãe e de sua tia, nas vitalícias do Estádio Brinco de Ouro da Princesa. E embora Jonas fosse um menino dele se cobrava demais e se dava pouco, ignorando-se que era muito jovem e, bem assim, a falta de outros atletas que pudessem dar e receber assistência eficaz  no ataque, em times fracos que o Bugre montou nos últimos campeonatos, pela alegada  dificuldade financeira.
 Até amanhã.


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A TURMA DE BACHARÉIS DE 1982 - FACULDADE DE DIREITO 60 ANOS

Meus prezados amigos,
 Prosseguindo na homenagem ao 60º  aniversário da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, registramos hoje a relação de todos os alunos do matutino e do noturno, que colaram grau no já distante  ano de 1.982. A solenidade de colação aconteceu no dia 28 de dezembro de 1.982, às 20,30 horas, no Teatro Castro Mendes, aqui em Campinas. O Paraninfo eleito pelas turmas, foi o culto e competente professor Doutor PAULO DE TARSO BARBOSA DUARTE, que você pode ver  à esquerda na foto ao lado, em oportunidade na qual  recebia homenagem como  ProReitor de Extensão e Assuntos Comunitários da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, na última gestão. O Dr. Paulo, além de Professor Titular de Direito Civil da Faculdade há mais de 40 anos e de exercer cargos de realce na Faculdade de Direito, como Coordenador do Departamento de Direito Privado e Conselheiro eleito representante dos docentes no Conselho de Faculdade,    e, ainda,  na Universidade, da qual foi também, em outros tempos, Vice-Reitor para Assuntos Acadêmicos,  fez brilhante carreira no Ministério Público, aposentando-se no cargo de Procurador de Justiça. Os bacharéis de 82  também  me honraram com a indicação para patrono. Um forte abraço a todos os formandos  daquele ano, que escreveram uma parte dessa bela história sexagenária da querida instituição e que  hoje estão espalhados pelo mundo afora,  em carreiras jurídicas ou não, mas saudosos, certamente,  dos bancos acadêmicos e de tudo o que receberam e transmitiram na convivência diuturna e solidária com professores, funcionários e colegas.
FORMANDOS MATUTINO:  ALCIONE VALERIANO LUIZON,  ANA LÚCIA CASTELLANI FACCIO, ANA MARIA FELGAR DE TOLEDO, ANA MARIA GUIMARÃES POMPÊO DE CAMARGO, ANGELA ROBERTA BISSOLI, ARISTIDES BUENO ANGELINO, BERNARDETE HESPANHOL VITTA, BERNARD DUBOIS PAGH, CARMELITA CARAN DE SOUZA DIAS,  CYLENE MARIA CARDILLO GUISOLPHE, DARLY CORSANEGO MARTINS, DENISE HUSSAR DE MORAIS, EDISON MOURA DE OLIVEIRA, ELIANA CONCEIÇÃO FRANCO MELLO DÉCOURT, ELIANA FRANCESCHINI OLIVO, ELIMAR SANTOS, ELZA DALL’EVEDORE, FÁTIMA BRUGNARA LONA, FELICIDADE IRACEMA DE CASTRO E ARAÚJO, FLÁVIO LEMOS DE CASTRO, GERALDO ALBUQUERQUE, GERALDO CARVALHO MORAIS, GILBERTO ANTONIO DE CAMARGO DÉCOURT, HENRI SALIM FERES JUNIOR, IMARA COUTO DE FARIA ALFINO, ILZA BARBOSA PORTO, IRACI BERNARDETE CARVALHO DE MOURA, IVANISE ELIAS MOISES, IZILDA CRISTINA AGUÉRA, JANETE BELMONT DE FARIA, JORGE LUIZ NADER, JOSÉ EDUARDO QUEIROZ REGINA, JOSÉ FERNANDO CRUZ MOLINA, JOSÉ RAUL DE SOUZA ARRUDA, JOSEPHA GUIDO PETRINI, LEILA KHOURY, LILIA ANDERSON, LÚCIA REGINA ARARIPE FRAGOSO, LÚCIA REGINA DA SILVEIRA CAMARGO, LUIS CARLOS SÂMIA, LUIZ FRANCISCO PINTO, LUZ MARINA HERNÁNDEZ PÉREZ, MARIA ANGELA NOGUEIRA DE CAMARGO, MARIA ANTONIA MENDES, MARIA BEATRIZ TEIXEIRA ZUGLIANI, MARIA CECÍLIA XAVIER, MARIA CRISTINA CARICCHIO, MARIA CRISTINA SIQUEIRA PRIMIANO, MARIA IZABEL DE CAMPOS GUSMÃO LANDGRAFF, MARIA JOSÉ CURY PEZZI, MARIA REGINA DE OLIVEIRA ALVES BOCALETTI,  MARINA ELIAS MAZAK, MARISA LENCIONE, MARTA RAPOSO DE MEDEIROS GOLDSTEIN, MAYLA YARA PORTO, MÉCIA ISABEL DE CAMPOS PAULA, MILTON CARAN DE SOUZA DIAS, MIRTA GLADYS LERENA MANZO, MONICA DA SILVA DANELUZZI, MÔNICA DE OLIVEIRA SCHWARTZMANN, NADIA MARISE ZULZKE, PAULO CESAR PILON, REGINA CÉLIA RIBEIRO, REGINA CELI CANABRAVA RODOVALHO, RENATA FREDIANI DUARTE MESQUITA, RENATA MARIA BONAVITA, RENATA PENTEADO DE LEMOS BUTTI, RICARDO BOJIKIAN GIGLIO, RICARDO VIDAL, ROBERTO NOBREGA DE ALMEIDA FILHO, RUI FERNANDO FATTORI, SCINTILL HAYDÉE PANADÉS MARCONDES, SILVIA DE OLIVEIRA COUTO, SOFIA JUDITE LACORTE COELHO, SOLANGE NAREZZI BITTENCOURT CREPALDI,  SONIA ENI VIEGAS DE OLIVEIRA PAES, SONIA REGINA PERETTO, STELLA MARIA CASTILHO, SYLVIO FREITAS FILHO, TÂNIA MARA BATISTA, VALÉRIA REGINA VALLOES LEITE ALVES, VERA LUCI PINTO DE SOUZA E SILVA, VERA LÚCIA JOÃO, VERA MARIA GONÇALVES M. SAMPAIO, VERA DE OLIVEIRA MARICATO, VERA REGINA NOGUEIRA ANTOLINI, WANGRI SCURO, WILSELY TOLEDO NOGUEIRA DE ANDRADE, YARA ELY MARQUES DEA SILVA NASCIMENTO, ZENAIDE DÉBORA DOS SANTOS.

FORMANDOS  NOTURNO: ADILSON CARLOS PAVANI, AGLAÊ RICCIARDELLI TERZONI, ALBERTO FABREGAS DE AGUIAR NETO,  ALOYSIO CAVALCA, ALOYSIO ANTONIO DA SILVA, AMAURI ANTÔNIO SOUZA, ANA CRISTINA PEREIRA DE SOUZA, ANA MARIA DE FARIA,  ÂNGELA MARIA MARTINS, ANTONIA VALENTINA TESSARI, ANTONIETA GOETHE, ANTONIO CARLOS DA COSTA OLIVEIRA,  ANTÔNIO CORREIA ITO, APARECIDA SHRILEY PEREIRA MARCHEZAN, ARMANDO EUSTÁQUIO GUAIUME, ÁUREA MARIA DE CAMARGO, AURÉLIO CARLOS CABIANCA, CARLOS EDURADO RODRIGUES TEIXEIRA, CARLOS PAOLIERI NETO, CELSO ROBERTO BARRETO, CÉSAR ANTÕNIO BOUFIER, CITÍMIA MARCHETI LUCARELLI, DALVA DO COUTO RIBEIRO, DÉCIO DE PAULA PENTEADO,  EDMUNDO ALVES CABRAL FILHO, EDSON DE TÚLLIO, ELIANA RUIZ KOSA,  ELIETE RODOLFO CALSAVARA, ELOY MONTEIRO MARTINS,  ETEVALDO GONÇALVES DE OLIVEIRA, FERNANDO CHIAVENATO, FLÁVIO ANTONIO BAPTISTA, FRANCISCO ROCHA PORTO, GERALDO DA COSTA EDUARDO, JOÃO CARLOS LIMA FILHO, JOÃO WELIGTON ABDALLA,  JOEL PEREIRA ALVES, JOSÉ CLÁUDIO BROLLO, JOSÉ REINALDO FEITOSA DA SILVA,  JOSÉ ROBERTO GRABERT, JOSÉ ROBERTO MINGONE, JOSÉ ROBERTO VIVIANI ROCHA, LAIZ DAMASCENO, LUCI HELENA DE ALMEIDA, LÚCIA HELENA MARIA OLIVO, LUÍS CARLOS DE MATOS, LUIZ ANTÔNIO FERRAZ,  LUIZ FERNANDO CARPENTIERI, LUIZ GONZAGA FERREIRA, MARCO ANTÔNIO MUNDT PEREZ, MARCOS SOUZA DE BARROS, MARCO VINÍCIUS DENENO, MARIA APARECIDA FATOR, MARIA FÁTIMA RODRIGUES DA CONCEIÇÃO, MARIA HELENA MARTINS, MARIA LÚCIA FERREIRA DE CARVALHO, MÁRIO ORLANDO GALVÊS DE CARVALHO, MARLI GRACIOLI DE MATTOS, MAURO MEDEIROS, NILZA BRUGNOLI, NORTON ANTONIO GOUVÊA, OLINDA AGUIAR, ONDINA STELLA DE OLIVEIRA FREITAS, PAULO CESAR DE BARROS RANGEL, PAULO FERNANDES GOMES, PAULO GERALDO GIL, PAULO JORGE FERREIRA DO NASCIMENTO,  PAULO PAGANI FILHO, PAULO ROBERTO ANTUNES, PAULO ROBERTO BENASSE, PEDRO MIGUEL TOLEDO, PÉROLA HOFFMANN DE MELLO,  PETRÕNIO ROCHA FILHO, RAIMUNDO JORGE NARDY, ROMERO ARLETE AMORIM ALVES, ROSA MARIA DA SILVA BITTAR, ROSA MARIA FAVARON PORTELLA, RUI FERREIRA PIRES SOBRINHO, SEBASTIÃO BOANERGES DE ARAÚJO FILHO, SÉRGIO PIMENTEL GOMES, SILVIA AMÉLIA DOS SANTOS, SÔNIA DE OLIVEIRA NOGUEIRA, SONIA TONOCCKI MARTINS,  SUELI APARECIDA DE OLIVEIRA CRUZ, SYLVIA FERNANDA ALVES DE LIMA,  TÉRCIO ORIEL NICOLUCCI,  VALTER BENSON,  WALLANCE NOGUEIRA ROCHA, WÂNIA MARIA MORENO, WERNER   FREDERICO PETRAIT,  YARA MARIA BALDO PUPO DE CAMPOS FERREIRA.

Até amanhã.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

OS BAILES DOS ANOS DOURADOS E SALVATORE ADAMO


Oi amigos,

Nostalgia dos tempos de mocidade me remete aos anos 60/70. A diversão, nos finais de semana, consistia, quase sempre, nos tais bailinhos que eram realizados ora na casa de um, ora na casa de outro colega, e todos eram, evidentemente, convidados. Para não onerar excessivamente o dono da casa, no caso, anfitrião, cada um ficava encarregado de levar alguma coisa para comer ou beber (coca-cola, salgadinhos, docinhos etc.). Na vitrola, invariavelmente, músicas de orquestra (Ray Coniff estava no auge) ou dos cantores de música romântica. E eram muitos, nacionais e estrangeiros.  Versões de músicas estrangeiras também pipocavam aqui ou acolá. E dá-lhe Fred Jorge, o campeão das versões de músicas americanas. As italianas também estavam na moda. De vez em quando as francesas. Pois eu me lembro do cidadão aí de cima (o retrato é a capa de um compacto simples de 1.968, em vinil,  que eu ainda conservo em bom estado). Trata-se de Salvatore Adamo, mais conhecido simplesmente como Adamo, um cantor nascido em Comiso, na Itália, em novembro de 1.943, mas que cantava músicas francesas. Seus maiores sucessos foram as músicas Inch’Allah, C’est ma Vie e especialmente F....Comme Femme. No Brasil, esta última foi a mais tocada e que esteve mais tempos nas paradas de sucesso. Foi também tema de uma badalada novela da época chamada BETO ROCKEFELLER, protagonizada por Luiz Gustavo, ainda mocinho. Adamo era oriundo de uma família humilde. Seu pai, Antonio, era um mineiro, mas via no filho um grande dom para  o canto e o incentivou a perseguir esse objetivo. Não fez sucesso com o primeiro disco, mas em 1.963, então com vinte anos,  gravou "Sans toi, ma mie", seu primeiro sucesso, seguido de "Tombe la neige", "Vous permettez, Monsieur", "Les filles du bord de mer", "Mes mains sur tes hanches", "La nuit", "Inch'Allah" e "C'est ma vie". Encantou a França e também o público estrangeiro. Era adorado no Japão. Cantor popular e romântico fez concertos por todo o mundo. Até o ano passado, continuava gravando e fazendo sucesso, não tanto quanto na época de ouro da música romântica. Por incrível que pareça, gosto muito de uma música que não está dentre aquelas de trajetória de maior sucesso do cantor. É uma valsa bonita e delicada chamada VALSE D’ETÉ, que constava do lado B, exatamente no compacto simples que circulou no Brasil, tendo no lado A, o seu grande sucesso, F... Comme Femme. Localizei um vídeo precioso de Adamo cantando a doce valsa.  E o ofereço aos meus amigos blogueiros e aos colegas daquele tempo, espalhados por esse mundo, alguns vivos, outros não, mas cada qual deixando em nós um pouco de si e levando um pouco de nós. 

Bons tempos. Bom Cantor. Boa  música. Muita saudade.

E.T. Casei com uma das moças que frequentava os bailinhos.Muitos na casa dela.

Até amanhã.