terça-feira, 24 de janeiro de 2017

LITERATURA - 101 CANÇÕES QUE TOCARAM O BRASIL - NELSON MOTTA

Boa noite amigos,

Capa do livro destacando a sensacional dupla de

compositores, Vinícius de Moraes e Antonio Carlos 

Jobim, autores da música Garota de Ipanema, uma
das mais gravadas e executadas no mundo inteiro.
A Editora carioca, Estação Brasil, lançou no último mês de setembro,  na linha de sua coleção batizada de “101”, o livro 101 CANÇÕES QUE TOCARAM O BRASIL,  do paulista Nelson Motta (72 anos) conhecido jornalista, compositor, escritor, roteirista, teatrólogo, crítico musical e produtor cultural, e colaboração de Antônio Carlos Miguel,  no qual elege as 101 canções que no seu entender somaram beleza poética, integração letra-música, inovação e tornaram-se sucessos populares, tocados no rádio e na televisão nas respectivas épocas, ou em outras, quando relançadas. Tudo isso num ciclo de pouco mais de 100 anos, a começar por O ABRE ALAS, de Chiquinha Gonzaga, de 1.899 e terminar com o rap À PROCURA DA BATIDA PERFEITA, de Marcelo D2 e David Corcos, de 2.003. Nelson, nascido em 1.944, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde reside até hoje, e acompanhou pessoalmente todos os movimentos musicais a partir do nascimento da Bossa Nova.  Com apenas 20 anos venceu o I Festival Internacional da Canção (1966), com a música “Saveiros”, feita em parceria com Dori Caymmi. E quem, sendo da minha geração, não se lembra de O CANTADOR,  música que  fez com o mesmo parceiro da época e que a jovem Elis Regina defendeu em 1.967,  no III Festival da Música Popular Brasileira, da TV Record de São Paulo?[1]. Sua obra conta hoje com mais de 300 canções, muitas de inesquecíveis sucessos como “Dancin’Days” e “Como uma Onda”, em co-autoria com Lulu Santos. Produziu discos de cantoras importantes como Elis Regina, Marisa Monte e Fernanda Takai. No posfácio do livro, afastando qualquer pretensão de ser o dono da verdade, começa por observar que “As 101 melhores, ou mais  bonitas, ou mais importantes canções brasileiras não existem”. Admite que existam e se possam fazer inúmeras listas diferentes e respeitáveis, por gênero, época, importância histórica ou sucesso popular, não de 101, mas de 1.001 músicas dos últimos 100 ou 50 anos, porque “Uma das grandes qualidades da música brasileira é a variedade inigualável de gêneros, estilos, ritmos e misturas musicais, de Belém a Porto Alegre, em épocas distintas e sob múltiplas influências, que representam nossa diversidade étnica e cultural” (sic, fls.215). 
Nelson e Elis Regina, uma de suas famosas
namoradas, para cuja obra o compositor
contribuiu, estudou e sobre a qual escre
veu.
Com bela e leve disposição gráfica, em que numa das páginas comenta a história da música e, na outra, estampa imagens dos compositores, cantores, discos ou cartazes de publicidade da época das edições, o livro é um convite  a uma leitura prazerosa, que mais lembra um bate-papo com um amigo entendido do assunto, numa roda de café ou cerveja. É quase impossível ler sem cantarolar baixinho ou simplesmente memorizar a música focalizada, num exercício de retorno ao passado, gostoso e saudável. São notas de como a música nasceu ou foi concebida por seus compositores, quem gravou, quem não quis gravar e se arrependeu,  quando surgiu o sucesso popular, o que ela trouxe de inovação ou contribuiu para o movimento musical específico[2]. E, ainda, detalhes considerados curiosos como a compra e venda de composições, prática comum em certa época (a dos chamados comprositores)[3].Claro que nesse rol se encontram canções de nossos mais respeitáveis compositores como Chico Buarque (Apesar de Você; Construção; Olhos nos Olhos); Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes (Chega de Saudade; Eu sei que Vou te Amar; Garota de Ipanema); Caetano Veloso (Força Estranha; Sampa; Terra); Gilberto Gil (Domingo no Parque; Aquele Abraço);  Milton Nascimento (Travessia; Coração de Estudante); Luiz Gonzaga (Asa Branca); Gonzaguinha (Explode Coração; O Que é o Que é?); Noel Rosa (Feitiço da Vila; Palpite Infeliz); Ary Barroso (Na Baixa do Sapateiro; Aquarela do Brasil; Pra Machucar meu Coração); Dorival Caymmi (Dora; Marina; João Valentão; Saudade da Bahia); Cartola (O Sol Nascerá; As Rosas não Falam; O Mundo é um Moinho); Nelson Cavaquinho (A Flor e o Espinho; Folhas Secas);  Adoniran Barbosa (Trem das Onze);  Paulinho da Viola (Foi um Rio que Passou na Minha Vida; Coração Leviano);  Roberto e Erasmo Carlos (Detalhes; Emoções; Fera Ferida); Tim Maia (Não Quero Dinheiro); Raul Seixas (Ouro de Tolo; Metamorfose Ambulante);  Cazuza (Pro dia Nascer Feliz; Brasil). Não necessariamente as que eu e você colocaríamos nesse apertado rol de apenas uma centena de canções. E outros compositores, como outras composições, segundo  critérios e gostos variáveis,  porque, como adverte o próprio Motta, a enorme diversidade, quantidade e qualidade da música popular brasileira, permite a construção de listas diferentes e igualmente sustentáveis[4]. Para quem gosta de música, gosta de histórias de como elas são feitas, gravadas, disputadas e caem na boca do povo, nos seus variados estilos e apelos, as situações e motivações com que elas foram criadas, gravadas ou censuradas, é um livro de leitura imprescindível.  Uma boa sugestão também para presentear os amigos que gostam de música, literatura e história.

Nelson Motta atualmente, aos 72 anos de idade.

Até mais amigos.

P.S. (1) A Editora Estação Brasil se qualifica como o “ponto de encontro dos leitores que desejam redescobrir o Brasil”. Afirma, ainda, a editora carioca: “ Queremos revisitar e revisar a história, discutir ideais, revelar as nossas belezas e denunciar as nossas misérias. Os livros da Estação Brasil misturam-se com o corpo e a alma de nosso país, e apontam para o futuro. E o nosso futuro será tanto melhor quanto mais e melhor conhecermos o nosso passado e a nós mesmos.”   Está dito e registrado;

P.S. (2) O nome completo de Nelson Motta é Nelson Cândido Motta Filho. O compositor foi casado quatro vezes, com mulheres de destaque, como a atriz Marília Pera, morta recentemente, e a empresária, Constanza Pascolato. Foi também amigo e namorado de Elis Regina;

P.S. (3) Sobre Elis, escreveu uma crônica no jornal O Globo, em 03 de abril de 2.015, onde salienta: "Derrubado por uma gripe assassina e longe do noticiário político para evitar náuseas, passei a semana na cama com Elis Regina, navegando pela sua breve, incandescente e trágica trajetória, narrada com precisão e riqueza de detalhes por Julio Maria na biografia "Nada Será como Antes". Fui fã, produtor, amigo e namorado de Elis, acompanhei toda a sua carreira, pesquisei muito sua vida para escrever "Elis, a Musical", e quanto mais aprendia sobre ela, mais certeza tinha de que menos a conhecia, tão complexa era sua personalidade, tão imprevisíveis as suas atitudes. Depois do livro, entre lágrimas e risos, lembrando de tanta beleza musical que ela criou, de tantas coisas feias e rudes de sua vida, acho que não sei quase nada sobre uma das maiores artistas de nosso tempo."






[1]  A música começava assim: “Amanhece preciso ir, meu caminho é sem volta e sem ninguém, eu vou para onde a estrada levar, cantador só sei cantar, eu canto a dor, canto a vida e a morte, canto o amor. Ai,  eu canto a dor, canto a vida e a morte, canto o amor.” Naquele tempo, a Rádio Jovem Pan, do mesmo grupo da TV Record, já no dia seguinte das fases eliminatórias do festival, mandava ao ar, pelos mesmos artistas que tinham interpretado as canções classificadas, um jingle adaptado com propaganda da estação de rádio. No caso de Elis, ela aparecia cantando assim: “Ai sou cantador, canto na Jovem Pan, meu grande amor”.
[2] O autor anota, quando comenta acerca do  samba de sucesso A VOZ DO MORRO, de Zé Kéti, de 1.955, o seguinte: “Sim, foi decisiva a contribuição dos sambas de roda do Recôncavo Baiano no começo do século XX, mas foi no Rio de Janeiro, a partir do início dos anos 1930, com Noel Rosa, Pixinguinha, Ismael Silva e demais bambas do Estácio, que o samba ganhou o seu formato urbano, distanciando-se do maxixe, do coco, do samba de roda e demais manifestações rurais. Carioca por adoção e formação, por meio do disco e do rádio o samba se espalhou pelo Brasil”
[3] Observação que Nelson faz em relação à música A FLOR E O ESPINHO, de autoria de Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha, de 1.957 (fls. 55).
[4] Uma das músicas mais memoráveis e que faz parte da antologia da música popular brasileira, não relacionada pelo escritor é CHÃO DE ESTRELAS (1.937), de Sílvio Caldas e do letrista, Orestes Barbosa. É considerada a letra mais bela de nossa música popular, que começa com uma linda metáfora, citada invariavelmente pelas professoras de português da época, para exemplificar essa figura de linguagem: "Minha vida era um palco iluminado, eu vivia vestido de dourado, palhaço das perdidas ilusões.”  Poesia pura da melhor qualidade, não?

sábado, 21 de janeiro de 2017

STEAK ON FIRE - RESTAURANTE COM SABOR BRASILEIRO E JEITO AMERICANO EM ORLANDO, NA FLÓRIDA

Boa tarde amigos,
Vista do interior do restaurante com decoração moderna e

aconchegante. Imagem emprestada de www.nossagente.net.
Os irmãos brasileiros, André e Bruno Andreoli foram morar nos Estados Unidos e ali fizeram amizade com americanos. Nos encontros programados, rolava  churrasco e, enquanto os nossos patrícios entravam com as carnes em cortes e temperos brasileiros, além da arte da mão de obra, os gringos levavam os hambúrgueres e o jeito americano de agregar acompanhamentos, apresentação e forma de comer. Pronto: um sucesso enorme que levou os brasileiros a pensar em montar um negócio de gastronomia em Orlando, na Flórida, unindo o sabor brasileiro, com o estilo americano, num novo conceito de gastronomia.  Nasceu o Steak on Fire, um restaurante com jeitão de lanchonete, mas muito atraente, confortável e receptivo, bem situado e que mereceu vinte e quatro conceitos de excelente e apenas um de muito bom, uma quase unanimidade,  numa avaliação de turistas brasileiros que se aventuraram a experimentar a comida do estabelecimento e mandaram seus recados ao site do TripAdvisor. Fomos também, é claro, e voltamos mais de uma vez. 
Milho verde grelhado, uma das delícias que o estabelecimen
to oferece aos fregueses. Imagem emprestada de Trip
Advisor.com.
Duvido que você também não volte. Mas chega de papo e vamos às dicas: Normalmente você é recebido ali pelos próprios donos ou então por funcionários que falam português, inglês ou espanhol e são muito simpáticos ao explicar tudo o que você quer saber antes de fazer seu pedido. Destaque obviamente para as carnes grelhadas: Você pode pedir a sua carne no prato ou no pão (brazilian steak on Bread).
Churrasco no prato, acompanhado de legumes grelha-
dos e molhos à parte. Imagem emprestada de TripAdvi-
sor.com.
As opções de churrasco são inúmeras: picanha, filet mignon, frango, carneiro, porco etc. e,  especialmente a deliciosa fraldinha. Destaque para as saladas e os legumes grelhados que acompanham o prato, além das batatas rústicas. Não comemos o milho verde grelhado, mas dizem que é imperdível. E ainda as sobremesas carameladas.  O preço, entre 10 e 18 dólares,  é muito bom para a qualidade da comida e do atendimento. As porções não são grandes, mas suponho suficientes para um adulto que se pretenda se alimentar em quantidade suficiente  no horário do almoço ou jantar. Não há cobrança de gorjeta. Há, ao lado do caixa, um recipiente onde os fregueses, espontaneamente, deixam a quantia que quiserem, em regra um ou dois dólares. O estabelecimento fica no 7541 da W. Sand Lake Rd., suíte A, Orlando, telefone 14074402323 e funciona de domingo a sábado das 11,00 às 21,00 horas. 
Churrasco no pão, bem ao estilo brasileiro, acompanhado

de legumes grelhados. Imagem TripAdvisor
P.S. (1) Talvez uma das falhas da casa seja não oferecer sucos naturais, o que também é raro nos Estados Unidos. Você deve optar pelos refrigerantes de praxe para acompanhar o seu prato. E, seguindo a regra americana, terá direito a tomar doses extras gratuitas (os tais refis), quantas suportar; 

P.S. (2) Outras informações: Há vinho e cerveja no cardápio, dentre bebidas alcoólicas. O estabelecimento oferece wi-fi grátis, não há serviço de delivery e não se aceitam reservas. 

domingo, 15 de janeiro de 2017

CELEBRATION - UM TRANQUILO E ELEGANTE OÁSIS NO CENTRO DE ORLANDO

Bom dia amigos,

Nhoqui ao molho de gorgonzola, uma apreciável iguaria do

 restaurante Cafe D'Antonio.
Passei com a família e alguns amigos, as festas de Natal e Ano Novo em Orlando, na Flórida, voltando,  como já havíamos programado, a tempo de não assistir a posse do novo Presidente americano,  eleito, graças à manutenção de um sistema eleitoral arcaico e estúpido, com menos de quatro milhões de votos que a primeira colocada na contagem geral do sufrágio popular. Antes também  do início da eventual construção de um muro entre as terras do Tio Sam e o país de Sancho Vila, uma das esdrúxulas promessas de campanha eleitoral. Mas não escrevo para falar de política, de políticos ou da estupidez de sistemas e pessoas. Quero falar um pouco, aos amigos, da Flórida, esse Estado  invadido por americanos aposentados do norte,  latinos e estrangeiros de diversas partes do mundo, transformando a  região num ponto de encontro e de diversidade, na multiplicidade de culturas que diariamente  se manifestam pelas ruas de Miami City, pelas elegantes praias de Miami Beach ou de Fort Lauderdale, e, especialmente da região de Orlando, onde se situam os parques temáticos mais  modernos, avançados e visitados do mundo. O que ver e o que explorar, como turista,  na região  dos parques mágicos e comércio efervescente,  que incluem os diversos condados da região central do Estado, com interessante clima subtropical e muitos pântanos. Começo hoje por convidar o amigo para conhecer uma localidade charmosa, que não tem autonomia de cidade, não seria propriamente um bairro, tal como o concebemos por aqui, e é muito mais do que um condomínio fechado de luxo do tipo Alphaville. 
Vista da fachada do sobrado onde
funciona o Cafe D'Antonio. No -
pavimento superior é possível
almoçar com vista para o belo
lago existente no local.
Um distrito com intensa vida própria, quem sabe, como Sousas ou Barão Geraldo aqui em Campinas seja o melhor comparativo de similaridade. Pois bem, Celebration fica na área de Kissimmee, pertinho da Disney. Conta-se que quando Walt Disney decidiu construir o Epcot Center, uma de suas muitas empresas ficou responsável pela execução de um projeto que representava o sonho do fundador, ou seja, a implantação de uma localidade futurista para receber os empregados e familiares do Resort que se instalaria no lugar, facilitando assim o trânsito entre as residências e o trabalho, envolvendo, também, a criação de uma comunidade ordeira e solidária. O projeto, porém, não teria alcançado êxito, por duas razões básicas: a morte de Walt Disney antes de sua total implantação e a especulação imobiliária que a notícia provocou, à vista da expectativa decorrente da proximidade do local com os parques temáticos a serem levantados,  elevando muito o padrão das edificações e os preços dos terrenos e casas, que, pelas leis da economia,  subiram vertiginosamente. O valor venal das mansões que hoje dominam a maior parte do  centro são absolutamente inacessíveis aos funcionários do complexo e ao padrão de vida dos moradores, altíssimo, ao contrário do que se previra. Para se ter uma ideia dessa realidade, basta esclarecer que   a renda per capita em Celebration  é 74,2% maior do que a média da Flórida e 86,6% maior que a média nacional. Por outro lado,  a renda familiar média para os proprietários dos imóveis é 111,7% maior  do que a renda familiar média daqueles que alugam um imóvel na cidade, sem contar que  o nível de pobreza é de 53% a menos do que a média da Flórida e 49,9% menor do que a média nacional. 
Uma perspectiva do centro co-

mercial de Celebration enfeitado
para o Natal.
O projeto inicial, porém, não foi totalmente abandonado, pois o objetivo de formar uma comunidade consciente e ordeira, de alto nível de conscientização quanto aos diversos aspectos da cidadania, garantindo excelente nível de educação e saúde aos seus proprietários  foi levado adiante pela associação de moradores, depois que a empresa de Disney deixou de se responsabilizar pela gestão do empreendimento. Ali estão  grandes escolas, uma das quais, a Elementary que só admite alunos residentes na localidade e tem conceito A na classificação geral das escolas do país,  e um grande e sofisticado hospital, o Florida Health System,  providencial para parte da população que é idosa e teria dificuldades de se locomover para estabelecimentos de saúde mais distantes. Esse é o cartão de visita que eu devo oferecer aos amigos para convencê-los de que se trata de um programa muitíssimo interessante para quem for a Orlando, depois obviamente de outras eventuais prioridades. Devo dizer, ainda, que se trata de um passeio completamente diferente, pois a localidade é calma e tranqüila, para ser visitada sem pressa ou correria, quase um hiato ou um oásis, no dia a dia agitado e lotado dos parques, shoppings e out lets. Um pouco mais do que meio dia, ou talvez,  com calma, um dia entre manhã e tarde, é suficiente para curtir Celebration, com suas belíssimas construções, lagos, eventos  e comércio, almoçando ou jantando, sem pressa.  E dá tempo. A maioria das lojas, restaurantes importantes e atividades ficam grudadinhos, reunidos na  Front Street e na Market Street, área central, perto do lago. Estacione por ali (e é fácil estacionar, ao contrário de outros locais agitados e lotados),  que dá para passear por tudo, a pé. O comércio é fraco e desinteressante. Por ali,  algumas boutiques de roupas ou calçados, a preços que não valem a pena. Não há nada que lembre o comércio da Disney. Agora, restaurantes charmosos com comida elaborada, a preços convidativos, isso sim,  é imperdível. Aqui, então, vão dicas: Almoçar no  Café D’Antonio,  uma cantina italiana requintada, que funciona num belo sobrado com vista para o lago, e  que oferece pratos muito bem executados pelo seu Chef. O estabelecimento tem no cardápio pratos como Cannoli com raspas de laranja e Parpadelle à bolonhesa de dar água na boca. Fui ao restaurante recomendado por uma amiga brasileira que mora e trabalha em Miami e pedi o gnocchi (ou nhoqui, como preferir) de batata, com molho branco ao queijo gorgonzola. Delicioso, o melhor que comi até hoje.
Pista montada com neve artificial
no centro de Celebration, uma -
das atrações da época de Natal.
 O restaurante tem preponderante cotação como excelente na avaliação dos internautas divulgada pelo conceituado site de estatísticas TripAdvisor. E os seus preços são honestos. Se aprecia  gastronomia espanhola americanizada, a melhor indicação é o Columbia Restaurant. Para encarar um belo restaurante de comida americana o Market Street Café garante também uma boa degustação de tortas, cookies, bolos e doces em geral. E não deixe de tomar um sorvete cremoso no Kilwin’s, um programa também imperdível.   

Até breve amigos.



P.S. (1)  A arquitetura  de Celebration revive o final do século XIX. De acordo com uma pesquisa realizada pela Disney, esses estilos foram indicados pelos norte-americanos como o estilo que melhor traduzia o espírito do país;

P.S. (2)  Além dos eventos costumeiros que acontecem  durante todo o ano Celebration tem algumas programações sazonais, sendo a de Natal a mais especial. No fim do ano, além de árvore de Natal a decoração  conta com pista de patinação, neve artificial, entre outras coisas.  Cheque o calendário, quando for. <http://www.vaipradisney.com/blog/celebration-florida-orlando/> acesso em 14 de janeiro de 2.017.