Boa noite amigos,
De repente, interrompendo a programação normal da grade, surge na tela da TV aquela porção de microfones girando, indicando notícia importante e urgente. Atentos e, em seguida, absortos, ouvimos entrar a jornalista Renata Lo Preti, da Rede Globo, anunciando, direto de Brasília, notícia bomba com a repórter, Andréa Sadi: -- O Palácio do Planalto acaba de anunciar que a Polícia Federal apurou a autoria do caso do Barril do Quartel, que interessa, especialmente, ao Exército, ofendido, no caso, como instituição permanente e respeitável do Estado Brasileiro. O caso estava sendo apurado, há vários meses, em absoluto sigilo, no interior do Estado de São Paulo. Fiquei branco e imediatamente fui sendo questionado pela mulher e pela filha: - E agora, o que você pretende fazer? indagou a esposa. – Eu avisei pai, cansei de avisar, hoje em dia não se pode falar nada, não se pode brincar, você é acusado de crime de racismo, de homofobia, de todas essas coisas que estão nas redes sociais e nos movimentos populares. Eu avisei, e agora? lamentou a filha. --Mas a culpa não foi minha, retruquei. --- Foi o Evandro que mencionou o caso na classe, vocês sabem disso, eu comentei. Só se na turma tinha algum aluno ligado ao SNI, à Polícia Federal, ao Gabinete do ódio, às Forças Armadas. De qualquer forma é uma piada, uma brincadeira, não há intenção de ofender ninguém. Não é possível que o Supremo vá entender que se trata de crime contra a honra --. Nisso o telefone fixo de casa toca insistentemente e eu acordo para atender. Do outro lado da linha ninguém responde ao “alô, alô”, que eu pronuncio, enquanto suspiro de alívio. O interlocutor, seja quem tenha sido, me causou um grande alívio, me acordando do pesadelo que eu estava vivenciando com o tal caso do Barril. Cada sonho hein, gente? Qualquer dia eu conto o “causo”. Pensando melhor, melhor não. De repente, o sonho pode ter sido um prenúncio do que pode acontecer de verdade. E nesse país maluco, no “caça às bruxas” dos radicais do chamado “politicamente correto da pós-modernidade”, alguém sabe quem vai ser a bruxa da vez? Tô fora sô! como diria o mineiro.
Bom ano de 2.021, amigos e leitores.
Forte abraço.
P.S. Curioso como em sonhos é relativamente comum juntar
pessoas, coisas ou instituições de tempos diversos, que nunca existiram
contemporaneamente. O SNI (Serviço Nacional de Inteligência) foi criado em
1.964 pelo governo militar e se transformou em órgão de espionagem da ditadura.
Foi extinto em 15 de março de 1.990, no primeiro dia de mandato do Presidente Fernando
Collor de Melo. Suas funções foram absorvidas pela Agência Brasileira de
Inteligência (ABIN), criada em 1.999, no governo Fernando Henrique Cardoso.
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