terça-feira, 13 de janeiro de 2026

WINTER PARK - O LIXO POLITICAMENTE POLARIZADO E O SONHO AMERICANO

Bom dia amigos, 


Domingo, 11 de janeiro de 2.026. Nesse nosso período de férias em Orlando, reprogramamos uma viagem à simpática cidade de Winter Park, situada no Estado da Flórida, condado de Orange, a cerca de 47 km. daqui. A população fixa é de quase 28.000 habitantes, dentro da média das cidades menores americanas, mas a fluência de turistas é grande, especialmente de brasileiros, quando deixam um pouco os parques da Disney e da Universal e os outlets e shoppings da grande Orlando. Cidade bem organizada, limpa e com muitas lojas, incluindo livrarias, cafés e restaurantes charmosos, oferece uma gama de gastronomia de culturas diversas, destacando-se, no entanto, a culinária italiana, asiática e americana, sim senhor, com direito a batata frita acompanhando carnes, massas e legumes.O que me chamou a atenção ao caminhar ao longo da estação de trens da localidade, onde, de um lado estão as lojas, cafés e restaurantes, e de outro um imenso jardim, margeando o prédio da estação, foram as lixeiras fixas inseridas próximas umas das outras. Nas tampas foram colados adesivos idênticos com o nome do Presidente Donald Trump, seguida da expressão “memorial”, inseridas por pessoas adeptas à corrente contrária ao Presidente e ao seu Partido, o Republicano, dito conservador.  Certamente, admiradores do Presidente, inconformados com a crítica e a ironia contida nos adesivos, resolveram arrancá-los, com êxito, ao menos parcial. As duas imagens (com os adesivos intactos e com sobras deles), documentadas por mim, com meu celular, e que ilustram a coluna de hoje, dão ideia dessa dicotomia de comportamentos. Fato é que tudo o que se vê por aqui (quiçá pelo mundo todo) é a polarização política, separando esquerdas e direitas, extremos e meios, a falta de equilíbrio, diálogo e sintonia, a intolerância e, sobretudo, serenidade dos políticos que assumiram os comandos das nações, muitas das quais mergulhadas em profundas e intermináveis guerras, com mortes e destruição, em nome do poder e de sua expansão. Relativamente aos brasileiros aqui residentes há pouco ou muito tempo, com os quais tive oportunidade de cruzar e conversar, notei que a maioria significativa apoia irrestritamente o Presidente Trump, ainda que este manifeste – e execute  - uma política anti-imigração, com caça e deportação de imigrantes ilegais (o que, sejamos justos, também foi uma prática adotada pelo Presidente Obama, do Partido Democrata, nas suas gestões). O que chama a atenção, no entanto, no comportamento do atual mandatário, são as tentativas de impor arbitrariamente  restrições severas ao reconhecimento de nacionalidade e cidadania a pessoas reputadas tais por preceitos constitucionais, tudo a movimentar extraordinariamente as querelas levadas aos Tribunais do país. Também cruzei com brasileiros que estão, a todo custo, tentando vir para os Estados Unidos, de forma regular é claro, decepcionados com a condução política e econômica do Brasil nesses tempos, o que me faz crer que o sonho americano não acabou e está longe de acabar. Bem, o terceiro setor, voltado aos serviços essenciais e braçais, aqueles que os americanos de todas as classes sociais não se animam em executar (área de alimentação como garçons, cozinheiros, ajudantes de cozinha, arrumadeiras e funcionários de hotéis, construção civil etc.), está em crise, como era previsto, constatando-se, como constatamos quase diariamente, a carência e inexperiência de empregados em restaurantes com filas imensas e atendimento moroso e precário, num estado que recebe milhões de turistas o ano todo e que se organizou, com logística e tecnologia, para bem recepcionar seus visitantes, mas dependente, porém, de seres humanos estrangeiros,  que ainda não podem ser ignorados, nem substituídos totalmente, no bom atendimento a essa massa de turistas que aqui movimentam extraordinariamente a economia do  estado e do país.



Até mais amigos.


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