quarta-feira, 15 de novembro de 2017

AMISTOSO BRASIL E INGLATERRA E A ELIMINAÇÃO DA ITÁLIA



Um Mundial sem Itália, mas sobretudo, uma Itália sem Mundial. Adeus às noites mais ou menos mágicas, aos torcedores com um pedaço de pizza ou uma cerveja gelada, à ilusão de ter peso em algo, pelo menos em futebol”  (jornalista Massimo Gramellini, em sua coluna no jornal Corriere della Sera, comentando a eliminação da Itália da Copa do Mundo de 2.018 na Rússia).


Amigos,

O goleiro Bufffon, campeão mundial com a Itália em -
2.006, chora a eliminação da sua Seleção e se despe
de. Imagem emprestada de mil notícias.
O público que lotou o estádio de Wembley, em Londres,  e  pagou caro pelo ingresso merecia assistir ontem a um espetáculo de mais qualidade técnica, no último amistoso da seleção brasileira do badalado técnico Tite contra a dona da casa, a Seleção Inglesa. O empate sem gols frustrou, sem dúvida, o público e a crítica, levando-se em conta que a equipe da casa  jogou sem sete jogadores considerados titulares, dentre os quais, Harry Kane e Delle Ali,  e a circunstância de que a  seleção de Neymar e Phillipe Coutinho, vinha  jogando um futebol vistoso e competente nas Eliminatórias Sul-Americanas  e voltou a ser considerada uma das favoritas ao título ano que vem na Rússia. De qualquer maneira, o teste foi válido, ao menos para que a comissão técnica pudesse fazer avaliações, antes de fechar a convocação final no começo do ano que vem. E  também por se tratar de amistoso a menos de 8 meses da Copa,  no coração da Europa, continente em que jogam a quase totalidade dos atletas brasileiros, o que supostamente justifica a excessiva individualidade de alguns, ávidos por mostrar qualidade para o técnico e confirmar a aposta na convocação definitiva e, ainda,  na condição de titular na Copa do Mundo de 2.018.

Roberto Baggio preparando-se para a cobrança do quinto e

último penalti na final da Copa de 1.994. A imagem foi em-
prestada de globoesporte.com.
O que me pareceu mais importante, sem dúvida, foi a dificuldade que a seleção canarinho encontrou para sair da marcação sempre eficiente,  à la moda européia, a sinalizar que será preciso criar alternativas  que possam surpreender o adversário, o que não se viu ontem quando a seleção brasileira, em 90 minutos, meteu uma bola na trave em chute de fora da área  de Fernandinho e outro de William no corpo do goleiro Hart, num dos únicos lances  em que os defensores não conseguiram interceptar os lançamentos.  É muito, muito pouco, claro, para as pretensões de vencer  seleções como a alemã, a própria Inglaterra, a Espanha, a França e até mesmo Portugal, de Cristiano Ronaldo. É isso. Encerradas as eliminatórias europeias ontem, a grande surpresa ficou por conta da desclassificação da tradicionalíssima Seleção Italiana, tetracampeã mundial e que há quase 60 anos vai a todas as Copas do Mundo, jogando futebol nem sempre vistoso, mas inegavelmente competente e um dos nossos adversários mais duros e inesquecíveis, sobre o qual fizemos duas finais e ganhamos dois títulos mundiais, o tetracampeonato no México, em 1.970, quando a seleção de Pelé, Jairzinho, Gerson e Rivelino venceu pelo largo placar de 4 a 1, e em 1.994, com a equipe de Bebeto e Romário,  no tetra ganho no sufoco,  nos pênaltis, o último dos quais isolado por Roberto Baggio,  naquela cena que a televisão brasileira, para desgraça do atleta, repete com constância, para não cair no esquecimento. A Copa do Mundo de 2.018, certamente estará menos brilhante sem a Itália, sem a Holanda, e até mesmo sem os Estados Unidos que, sem o brilho e a tradição das duas europeias, tem estado nas últimas copas desde a que sediou e se  esforçado para entrar, um dia talvez, no rol dos seletos campeões mundiais de futebol.

Até breve amigos,

P.S. (1) Roberto Baggio afirma que aquele pênalti isolado na Copa do Mundo de 2.014, nos Estados Unidos, e que deu números finais e o título à Seleção Brasileira ainda o assombra pelas noites da vida. Se é verdade que é ele apontado como o responsável pela perda da Copa, não foi o único. Barezzi e Massaro também erraram suas cobranças, mas nunca são apontados como responsáveis ou co-responsáveis pela derrota. O Brasil venceu nos pênaltis por 3 a 2. A ordem das cobranças foi a seguinte: Barezzi abriu a série e perdeu. Marcos Santos também errou pelo Brasil. Depois Albertini fez 1 a 0 e Romário empatou em 1 a 1. Evani fez para Itália e e, em seguida, o lateral Branco novamente empatou em 2 a 2. Aí vem o pênalti defendido por Taffarel: o de Massaro. Em seguida, Dunga converteu (3 a 2 para o Brasil). Aí na quinta cobrança de cada lado é que Baggio isolou e deu números finais ao placar. Se Baggio tivesse feito e o Brasil convertesse a quinta cobrança também seria campeão, por 4 a 3 na cobrança de pênaltis.



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