quinta-feira, 4 de outubro de 2012

JANTAR DE JUBILEU DE DIAMANTE DA FACULDADE DE DIREITO DA PUC CAMPINAS


 
Ao lado a casa do Barão de Itapura que hoje pertence à Sociedade Campineira de Educação e Instrução, mantenedora da Pontifícia Universidade Católica de Campinas. No prédio funciona desde a sua fundação, a Faculdade de Direito da Puc-Campinas (tradicional Páteo dos Leões). A foto, de 2.004,  é de autoria de Alberto Nadiasene e foi emprestada do blog rotamogiana.com. 
Oi amigos,

A mensagem de hoje é dirigida especialmente a todos os professores, alunos e ex-alunos, funcionários e ex-funcionários de nossa Faculdade de Direito da Puc Campinas. Já está no ar o site www.pucdireito60anos.com.br, com todas as dicas sobre as comemorações do jubileu de diamante de nossa escola. O primeiro evento é um jantar de reencontro marcado para o próximo dia 23 de novembro, a partir das 21,00 horas, na Via Appia, um espaço novo e elegante, capaz de acomodar até 1.500 pessoas. Tudo está no site. Informações, fotos, espaço para mensagens e postagem de fotos, detalhes do jantar e cadastro para adesão. Não deixe de acessar, explorar as possibilidades e de fazer a sua reserva para o jantar. Esperamos que esse reencontro seja um momento inesquecível de lembrança de nosso tempo na academia ou no trabalho.

Boa noite a todos e até amanhã.

 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

MODA E ABOTOADURAS - MEIO SÉCULO DE JAMES BOND

 
 
Boa noite, amigos,

Tradicional e seguramente a  camisaria brasileira mais famosa, a Dudalina é uma das marcas que confecciona e comercializa camisas masculinas e femininas de punho duplo, próprias para o uso de abotoaduras. Na primeira imagem da coluna de hoje, você pode conferir um dos modelos da última coleção. Trata-se de camisa feminina com abotoaduras revestidas do próprio tecido utilizado para a peça de roupa. Fiz uma pesquisa e cheguei à conclusão que não é fácil encontrar, aqui em Campinas, lojas de moda que comercializem as camisas de punho duplo, sem botões. Vários modelos da Dudalina, nessa versão, podem ser vistos e adquiridos na Miami Store, hoje uma loja de departamentos que fica no Bairro Guanabara, próximo do Liceu Salesiano, exatamente no balão da estátua de John Kennedy. Encontrei na loja camisas de algodão de fio egípcio acetinado cujos valores giravam entre R$270,00 a R$300,00.  A Dudalina nasceu no ano de 1.957, na pequena localidade de Luis Alves, interior do Estado de Santa Catarina. Seu Duda e Dona Adelina se casaram e adquiriram uma  loja de secos e molhados pertencentes ao pai dele. Dentre os produtos ali  oferecidos à freguesia se encontravam os tecidos, confecções e armarinhos. Um dia Duda foi a São Paulo e adquiriu uma grande quantidade de tecidos, tendo a mulher sugerido, então, a confecção e venda de camisas. Surgia aí a Dudalina (mix de Duda e Adelina), que se qualifica como “sinônimo de camisaria perfeita que usa uma seleção exclusiva de matérias-primas diferenciadas, que garantem a sofisticação de seus produtos. Estes ingredientes, somados ao design de origem italiana, afirmam a elegância clássica e quase aristocrática de quem usa as camisas” (www.dudalina.com.br).  Os amigos podem conferir uma das belíssimas camisas da chamada linha Business,  bem aristocrática e que pode ser usada com terno e gravata, com blaiser e sem gravata e mesmo com uma roupa esporte em traje casual na imagem abaixo. Voltando às abotoaduras conferi outras lojas nas quais você pode adquirir camisas de punho duplo, sem botões.  Uma delas é a  Aramis do Shopping Iguatemi, embora no momento não haja grande variação em tipos e números, aguardando, segundo informações, a chegada da nova coleção de verão, para renovação do estoque.  Na Blooksfield e na Via Veneto, duas outras lojas de moda masculina, também do Shopping Iguatemi você encontra maior variedade. Na Via  Veneto, por exemplo, há camisas de boa linhagem, ao preço muito bom de R$220,00. Imbatíveis são os preços oferecidos para compra pela Internet. No site http://produto.mercadolivre.com.br, há ofertas de camisas da Dudalina, de punho duplo, por apenas R$119,90. E abotoaduras Asas (imagem abaixo) , da grife inglesa Tateossian, utilizada por muita gente famosa como Elton John, Jenson Button, Os Reis da Espanha e da Dinamarca, dentre outros, podem ser adquiridas pelo site SérgioK.Online, por R$338,00. No mais se você curte as famosas caveiras, pode agora incorporá-las ao seu vestuário, usando abotoaduras com as distintas (veja que legal na abertura da coluna de hoje!). E para as mulheres, na recém inaugurada linha Feminina da Dudalina,  há interessantes combinações de camisas e blusas com botões e abotoaduras elaboradas em cristais Swarovski, que também é cravejado na gola e no contorno da flor-de-lis, logomarca da grife.

Até amanhã amigos.


 
P.S. (1) O espião mais famoso do cinema, James Bond, está fazendo 50 anos, exatamente no lançamento do primeiro filme da série, 007 Contra O Satânico Dr. No. O primeiro ator que representou o personagem foi o escocês,  Sean Connery, para mim o melhor dos “Bond’s” do cinema. Na foto abaixo o elegante e sedutor espião, usando abotoaduras.
P.S. (2) A DUDALINA FEMININA inaugurou, no dia 8 de março de 2.012, em homenagem especial ao Dia da Mulher, uma loja no Barra Shopping do Rio de Janeiro.  Para os cariocas a marca apresentou as novidades da Coleção Verona, inspirada na cidade de Veneto, da Itália;

P.S. (3) Ao falar de James Bond, não posso me esquecer da atriz que contracenou com Connery no filme de estréia da série, a lindíssima Ursula Andress, numa antológica cena em que surge das águas. Confira!

 P.S. (4) O casal Duda e Adelina, apesar de criarem a mais famosa grife de camisas e de cuidarem do estabelecimento de secos e molhados adquiridos do pai dele, tiveram 16 (dezesseis) filhos. Ufa! Aja fôlego e disposição.

 

sábado, 29 de setembro de 2012

ZIDANE - ARTE E HOMENAGEM

Boa noite amigos,
Está certo que arte é arte e qualquer nação civilizada e democrática deve  respeitar incondicionalmente  a liberdade de concepção e criação dos artistas.  Mas há certas coisas estranhas relacionadas ao interesse do autor por determinadas  perspectivas relacionadas a pessoas ou fatos  que eles buscam focalizar. Esta semana a mídia internacional deu destaque à introdução de uma grande  estátua, em bronze,  do jogador francês aposentado, Zinédani Yazid Zidane, no Museu de Arte Moderna do Centro Pompidou em Paris.  De autoria do artista plástico argelino Adel Abdessemed, a escultura alude à cabeçada que o famoso meia francês, hoje aposentado, deu no peito do defensor italiano Marco Materazzi, na Copa da Alemanha de 2.006, na final entre França e Itália,  e que provocou a sua expulsão e acendradas críticas ao seu comportamento. Tido como um jogador de toque elegante e clássico e de um temperamento equilibrado, o fato foi absolutamente excepcional na carreira do atleta, que pediu desculpas e justificou o desequilíbrio com  a alegação de que teria sido alvo de provocação do italiano, durante toda a partida (O zagueiro teria ofendido a irmã do atleta, reiteradamente).  Tantos foram os momentos de beleza plástica proporcionados por Zidane, eleito três vezes o melhor jogador do mundo pela FIFA, que mereceriam atenção e foco dos produtores de obras de arte, que  não se compreende a opção do artista  em render  “homenagem” (aspas propositais) ao inesquecível craque da bola, com a reprodução do  episódio mais feio e violento de sua carreira. O que será que o craque achou da homenagem?  
Até amanhã.
P.S. (1)  A Itália foi tetracampeã do Mundo, na Copa da Alemanha de 2.006, tendo vencido, na final, após empate no tempo  regulamentar e na prorrogação, a França, nos pênaltis (5 a 3);
P.S. (2) Zidane, depois de ter feito um gol pela Seleção da França,  foi expulso pelo árbitro argentino Horácio Elizondo aos cinco minutos do segundo tempo da prorrogação, justamente pela cabeçada dada no peito do jogador italiano, encerrando aí  sua fantástica carreira de jogador de futebol;
P.S. (4)  O Brasil foi para a final e perdeu a Copa do Mundo da França em 2.002, para a Seleção anfitriã. A Seleção Brasileira sofreu um apagão nesse jogo e perdeu a partida e o título para a França por 3 a 0. Zidane marcou dois dos três gols franceses. Não dá para esquecer dessa partida. Tristeza pela perda do pentacampeonato, que conseguíriamos na Copa seguinte, e encanto pelo futebol do craque frances.
P.S. (5) Só Zidane,  Ronaldo Fenômeno e, recentemente Lionel Messi é que conquistaram por  três vezes a Bola de Ouro, outorgada ao Melhor Jogador do Mundo pela FIFA. França e Argentina conquistaram, assim, o galardão por três vezes. O Brasil, no entanto, é campeão absoluto na conquista, pois obteve o título, nada menos do que 8 vezes,  com os jogadores Ronaldo, Romário, Ronaldinho, Rivaldo e Kaká.
P.S. (6) A imagem da coluna mostrando os dois jogadores no lance da partida e a obra de arte que retrata o episódio foi emprestada do site gazetaesportiva.net;
P.S. (7) Zidane é francês nascido em Marselha em 23 de junho de 1.972. Mas é neto de argelinos, nação de origem do artista responsável pela estátua-homenagem. É considerado o maior jogador francês de todos os tempos.
P.S. (8) Do Poeta Ronald de Carvalho: “A arte é uma aspiração à liberdade. O que nós, poetas, músicos, pintores, escultores, desejamos é criar o nosso ritmo pessoal, é transmitir a nossa harmonia interior. Cada um de nós é um instrumento por onde passa a corrente da vida. Não queremos regras, nem admitimos preconceitos. Não nos atraem as teorias especiosas. A lógica do artista não cabe nas fronteiras de um teorema, a lógica do artista é um problema cujos dados mudam a cada instante, e cuja solução varia de momento a momento. O artista é um transfigurador. Recebe a energia da vida e, em troca, lhe dá forma”.   Sim senhor. Está dito e registrado!
 
 
 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

FACULDADE DE DIREITO DA PUC - A TURMA DE 1.998

Meus prezados amigos,
Prosseguindo na homenagem ao 60º  aniversário da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, a coluna registra hoje os formandos  da sua  XLIII Turma-  Ano de 1.998. A Turma recebeu o nome do Professor JOSÉ RICARDO HADDAD, teve como Professores Homenageados os docentes TEREZA NASCIMENTO ROCHA DÓRO,  ANTONIO FRANCISCO BASTOS,    CARLOS HENRIQUE MACIEL e  MARCOS  DESTEFANNI. O Patrono de ambas as Turmas (A e B) foi o Professor ANTONIO DE PAIVA CARVALHO e os Paraninfos foram  os Professores LUÍS FRANCISCO DE AGUILLAR CORTEZ (Turma A) e JAMIL  MIGUEL  (Turma B). Eis a relação dos bacharéis formados naquele ano:
TURMA A: ALESSANDRO ALVES BERNARDES,  ANA CAROLINA CARVALHO SILVEIRA, ANA LÚCIA PRADO, ANDRÉIA RODRIGUEZ GONZALEZ, ANTONIA RITA BONARDO DE LIMA, ANTONIO CARLOS PONTES CINTRA, ARTHUR HENRIQUE DOS  SANTOS, CAMILA MOREIRA, CARLOS ANTONIO ALEXANDRINO SILVA,  CÁSSIA MARIA DA SILVEIRA FRANCO,  CIBELE FÁTIMA DIAS DA SILVA, CLARK HARUTO ISO,  CLÁUDIA APARECIDA MORENO, CRISTIANE SILVESTRINI, DANIEL MAROTTA MARTINEZ, DANIELA NÍVEA ALVES, DANIELLE PAROLARI FARIA, ELIANA PEDROSO VITELLI, ELIESER MACIEL CAMILIO, ELISANA DE ANDRADE BUOSI,  FABIANA MARA MICK ARAÚJO,   FERNANDA DUBOC BIRCHES LOPES,  FLÁVIA MAJOR CARVALHAES CAMARGO, FLÁVIO HENRIQUE BERTON FEDERICI, FLORIANE POCKEL FERNANDES,  GABRIEL GUERREIRO, GABRIELA  ELENA BAHAMONDES MAKUCH, GILBERTO GABRIEL HOBEIKA, GIOVANNI NORONHA LOCATELLI, GIORDANO ROBERTO DO AMARAL REGINATTO,  GRAZIELA BARRETO LUCHETTI,  GRAZIELA MARISA GONÇALVEZ,  JANAINA BASSI TREVISAN, JULIANO FLÁVIO PAVÃO, KELEN JACOMINO,  LAIS MACHADO COSSERMELLI, LEANDRO DE SALES PUPO,  LUCIANA MARTINS, LUIZ GUSTAVO GIUNTINI DE REZENDE,  MAIRA PIRES VIDEIRA,  MARCELO FERREIRA DE CAMARGO, MARCIA CRISTINA BRAMUCI,   MARCO AUGUSTO  DE ARGENTON QUEIROZ, MARIA  CAROLINA CABREIRA, MARIA ISABEL MENDES,  MARIA RAQUEL AZEVEDO DE ARAÚJO TEIXEIRA,  MARIA TERESA DE CICCO BRAZ DA SILVA,  MAURÍCIO EDUARDO CROCETTI SURUR,  PAULA TOLEDO SIQUEIRA, RAQUEL MARQUES DE ARAÚJO SILVA, RENATA CHRISTINA VALVERDE CARVALHO, RENATO TORINO, RENATO PENTEADO STEVENSON,  RODRIGO DE SOUZA COELHO, RODRIGO HENRIQUE CIRILO, SUSANA PEREIRA FRANCO, TERESA CRISTINA PEDRASI,  VALÉRIA PERES SEIXAS RIBEIRO,  VIVIANE CRISTINA FERREIRA DA SILVA, WAGNER RIBEIRO DE OLIVEIRA, WENDEL ITAMAR LOPES BURRONE DE FREITAS.
TURMA B: ABILIO CARLOS DE OLIVEIRA CURY, ADRIANA ROCHA AGUIAR DANTAS DE MATOS,  AGOSTINHO GERALDO GOMES,  ALEXANDRE BRAGOTTO,  ANA BEATRIZ MORAIS SAMPAIO SILVA,  ANA CAROLINA PEREIRA LIMA,  ANA FLÁVIA MARTINS DE FREITAS, ANA PAULA SUSANNA,    ANA PAULA MURANAKA SALIBA, ANA RITA PICOLI GOMES,  ANDRÉA ABRAHÃO COSTA, BEATRIZ PUGLIESI BARBULIO,  CAMILA FOGAGNOLI, CLÁUDIA DE SOUZA CECCHI, CLÁUDIA RENATA SLEIMAN RAAD CAMARGO,  CRISTINA LEMOS VAZ GABRIEL,  DANIELA FRANCESCHINI OLIVO, DANIELA VIEIRA DE ALMEIDA,  DANIELE CRISTINA PIACENTI ORTEGA, DANIELA BARUCO MACHADO,  DANIELLE MENDONÇA CAMARGO, DENIS PAULO ROCHA FERRAZ,  ELAINE CRISTINA PULCINELI VIEIRA, FABIANA CHRISTIAN DE SOUZA FILETTI,   FABIO MENDES MORELLI, FERNANDA DE CAMPOS LEITE,  FLÁVIA HELENA ROSALEZ, FLÁVIA LYRA DE ABREU,  FLÁVIA PIMENTA DE CASTRO, FRANCISCO ROMANO, GABRIELA BARROS CABRAL, GIANPIERO SILVA DAVID, GILCELLI FERRAGUTTI,  GIOVANA ORTOLANO GUERREIRO, GIULIANO PRATELEZZI DENENO, GUILHERME DE OLIVEIRA ALVES BOCCALETTI,    GUSTAVO RAMOS PERISSINOTTO,  GUSTAVO URBANO DOS SANTOS,  ISA PAES DE BARROS MATTOS , ISABELA TOFANO DE CAMPOS LEITE,  JOÃO CURY NETO, JULIANA DE OLIVEIRA,  JULIANA APARECIDA JACETTE,  JULIANO ALVES DOS SANTOS PEREIRA, LEANDRO DE LIMA LOPES,  LUCIANA DO AMARAL SANTOS,   LUIZ HENRIQUE BOSELLI DE SOUZA, KARISMA DE FREITAS BARBOSA, MARCILIO SQUASSONI GOMES,  MARIA APARECIDA DE OLIVEIRA GUIMARÃES NASCIMENTO,  MAURO ELLWANGER JUNIOR,  RENATA BRESSAN GUIMARÃES, ROSANA ELAINE SILVEIRA DA FONSECA, SERGIO AUGUSTO BERARDO DE CAMPOS JUNIOR, SYLVIA JUNQUEIRA VILLELA NORIEGA, TARSILA AMARAL GARCIA,  TEREZA HELENA DA SILVA,  THIAGO DE MORAES FERRARI,  VANESSA BALISTA JARDIM, WENDY SAUERBRONN DE CAMPOS,  MARIA LÚCIA BALTAZAR CARLOS,    IVANA SAYEG HUMSI DE MELLO.
Até amanhã.
P.S. (1) A relação dos formandos e dos professores homenageados  foi fornecida pela Dra. Cláudia de Souza Cecchi Alface, extraída do convite de formatura. A Dra. Cláudia (Alface, depois do casamento) é hoje competente Procuradora da Universidade Estadual de Campinas;
P.S. (2) A foto da coluna de hoje é de alguns dos bacharéis da referida Turma, em momento de descontração, dentre os quais a própria Cláudia (que também forneceu a foto), Isabela Tófano de Campos Leite,  Juíza do Trabalho, Denis Paulo Rocha Ferraz, hoje advogado, Professor e Integrador Acadêmico de nossa Faculdade de Direito, Guilherme Fernandes Cruz Humberto, Juiz de Direito do Estado de São Paulo, João Cury Neto, Prefeito do município paulista de Botucatu, Juliano Alves dos Santos Pereira, advogado de concorrido escritório especializado em Justiça Trabalhista, dentre outros. Os professores focalizados são Antonio de Paiva Carvalho, o saudoso médico e professor,  Antonio Francisco Bastos, de Medicina Legal, Cleusa Aparecida Carnielli, Eurico Cruz Neto, Desembargador do Tribunal do Trabalho da 15ª. Região, hoje aposentado, e eu;

P.S. (3) Thiago de Moraes Ferrari é vereador e Presidente da Câmara Municipal de Campinas, candidato à reeleição no próximo sufrágio de eleições municipais. A ótima Giovana Ortolano Guerreiro é Promotora de Justiça no Estado de São Paulo.

 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

DE DESEMBARGADOR, FILHO DE MARCENEIRO, JUSTIÇA PARA MENINO POBRE, FILHO DE MARCENEIRO

Boa noite amigos,
 
Na Comarca de Marília o menor Isaías Gilberto Rodrigues Garcia, cujo pai, marceneiro de profissão, foi atropelado e morto, ajuizou, representado pela mãe solteira e empregada doméstica, e por advogado por esta escolhido, ação de indenização contra o atropelador, pleiteando: a gratuidade para demandar e  uma pensão de um salário mínimo, mais indenização por dano moral que sofreu. O Magistrado negou o pedido de Justiça Gratuita, aos argumentos: a)   o autor não ter provado ser menino pobre, e b)  não ter ele peticionado por intermédio de advogado integrante do convênio OAB/PGE. Interposto recurso de agravo de instrumento, foi ele distribuído ao Desembargador PALMA BISSON da 36ª. Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que concedeu liminar e depois redigiu o Acórdão que deu provimento, por unanimidade, ao recurso. Vale a pena a leitura do Acórdão, que transcrevo abaixo, quase na íntegra: “Que sorte a sua, menino, depois do azar de perder o pai e ter sido vitimado por um filho de coração duro – ou sem ele -, com o indeferimento da gratuidade que você perseguia. Um dedo de sorte apenas, é verdade, mas de sorte rara, que a loteria do distribuidor, perversa por natureza, não costuma proporcionar. Fez caber a mim, com efeito, filho de marceneiro como você, a missão de reavaliar a sua fortuna”.  “Desde esses dias, que você menino desafortunadamente não terá, eu hauri a certeza de que os marceneiros não são ricos não, de dinheiro ao menos. São os marceneiros nesta terra até hoje, menino saiba, como aquele José, pai do menino Deus, que até o julgador singular deveria saber quem é. O seu pai, menino, desses marceneiros era. Foi atropelado na volta a pé do trabalho, o que, nesses dias em que qualquer um é motorizado, já é sinal de pobreza bastante. E se tornava para descansar em casa posta no Conjunto Habitacional Monte Castelo, no castelo somente em nome habitava, sinal de pobreza exuberante. Claro como a luz, igualmente, é o fato de que você, menino, no pedir pensão de apenas um salário mínimo, pede não mais que para comer. Logo, para quem quer e consegue ver nas aplainadas entrelinhas da sua vida, o que você nela tem de sobra, menino, é a fome não saciada dos pobres. Por conseguinte um deles é, e não deixa de sê-lo, saiba mais uma vez, nem por estar contando com defensor particular. O ser filho de marceneiro me ensinou inclusive a não ver nesse detalhe um sinal de riqueza do cliente; antes e ao revés a nele divisar um gesto de pureza do causídico. Tantas, deveras, foram as causas pobres que patrocinei quando advogava, em troca quase sempre de nada, ou, em certa feita, como me lembro com a boca cheia d’água, de um prato de alvas balas de coco, verba honorária em riqueza jamais superada pelo lúdico e inesquecível prazer que me proporcionou. Ademais, onde está escrito que pobre que se preza deve procurar somente os advogados dos pobres para defendê-lo? Quiçá no livro grosso dos preconceitos....”.
O teor do Venerando Acórdão revela a indisfarçável indignação do Desembargador com uma decisão desprovida de qualquer razoabilidade, como se viu, e especialmente, de ausência de sensibilidade. E por outro lado, cheia de poesia, de homenagem ao pai marceneiro e da honra  de ser filho de um marceneiro. E, finalmente,  de ter advogado para pobres, sem vislumbrar paga, a não ser a satisfação de poder servir  e colocar o seu talento como  auxílio na distribuição da justiça para  hipo-suficientes, num país tão injusto e desigual. Do ponto de vista da formação humanística que tanto se apregoa para o bacharel e o profissional do Direito, não há nada mais importante e fundamental do que trabalhar para os necessitados, seja nos Departamentos dos Centros Acadêmicos, seja nas Assistências Judiciárias oferecidas por Faculdades de Direito ou  nas Defensorias Públicas.  Concluo asseverando que “Há Juízes no Tribunal de Justiça de São Paulo”.
 
Até amanhã amigos.
P.S. (1) O Acórdão referido foi proferido no agravo de instrumento n. 1001412-0/0 da Comarca de Marília e pode ser conferido, na íntegra, no site do Tribunal de Justiça de São Paulo; A imagem que ilustra a coluna foi emprestada do site 1ppacaio.com.br
 
P.S. (2) Ao conseguir sucesso numa ação de reintegração de posse que movi, nos primeiros anos de minha advocacia,  em favor de uma velhinha viúva e sem filhos,  de quase 90 anos, injustamente desapossada de seu humilde imóvel, recebi como honorários um cacho de uva Itália, que ela, com sacrifico, suponho, comprou para me presentear. Jamais me esqueci desse gesto e de seu reconhecimento. Lembranças de uma advocacia que se fazia para sustento próprio e da família, mas que tinha espaço, no tempo e no coração,  para assistir, jurídica e judiciariamente, pobres que batiam à nossa porta;
P.S. (3) “Bem aventurados os que têm fome e sede de Justiça, porque serão fartos” (Mateus, V; 6);
 P.S. (4) A expressão “Há Juízes em Brasília” ou como usei aqui “Há Juízes no Tribunal de Justiça de São Paulo” nos remete para aquela da qual estas seriam derivadas. Ela está em um conto de François Andrieux, denominado “O Moleiro de Sans-Souci”. Em 1.745, o rei da Prussia, Frederico II, construiu um belo castelo de verão, mas do palácio se via um antigo moinho que tornava feia a paisagem. O rei era um déspota, porém esclarecido. Mandou que comprassem o tal moinho e o destruíssem. O moleiro, porém, se recusou a vender, porque dele necessitava para trabalhar e extrair renda de sobrevivência.  Por outro lado, estava velho e não encontraria outro trabalho. Indignado com a recusa, o monarca foi interrogar o moleiro e a ele perguntou: Como ousas recusar a proposta do Rei? Eu poderia, se quisesse, tomar a sua propriedade e derrubar o moinho, sem lhe pagar qualquer indenização. Em resposta a essa ameaça, o moleiro respondeu: - Não acredito que o senhor faça isso. Juízes em Berlim. Daí o uso dessa expressão toda vez que se quer elogiar o Magistrado, reafirmando suas virtudes de  independência,  sensibilidade e grau de excelência.
 
 
 

domingo, 23 de setembro de 2012

CASAMENTO EM ANALÂNDIA


Boa noite amigos,
O Amor é lindo quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser” (Mário Quintana).
No centro leste do Estado de São Paulo, a 225 km. da Capital e 35 da próspera São Carlos, também vizinha da agitada Brotas, a cidade nasceu da doação, por um fazendeiro, de 20 alqueires de terras de sua Fazenda, em 1.897, para o estabelecimento de um povoado. A área,  meio em declive, era especial, porque contava com uma paisagem deslumbrante, marcada por magnífica vegetação nativa, morros, nascentes e corredeiras. Foi batizada “Cuscuzeiro” e com a construção de uma capela em homenagem a Sant’Ana, padroeira da localidade, passou a se chamar Anápolis. Mas em 1.944, em razão de política que pretendeu acabar com a confusão criada com a atribuição de um mesmo nome a mais de uma cidade, teve o nome trocado para  Analândia. Em 1.966, recebeu do Governo do Estado o direito à inclusão como Estância Climática e a prerrogativa de acrescer, ao nome, essa condição. Ali tem início várias bacias importantes, como a Bacia do Corumbataí, do Feijão, do Pântano e outras, responsáveis pelas centenas de pequenas nascentes, que fornecem água limpa e pura. Nos seus 327,5 km2. de área, acomoda uma população que, pelo IBGE 2.010,  é de 4.289 habitantes. No município desenvolve-se um turismo rural e ecológico,  ainda incipiente,  mas que tem sido bastante procurado nos últimos tempos,  por aqueles que desejam praticar esportes variados (escalada, rapel, mountain bike, arborismo, cavalgada),  ou simplesmente visitar e apreciar as suas atrações naturais. O cartão postal da cidade é a Pedra do Cuscuzeiro, uma interessante formação rochosa em arenito, que se presta a escalada com diferentes dificuldades,  como se pode ver na primeira imagem da coluna de hoje. Foi no romântico e belo Chalé Macaúva,  que Denise Taffarello e Mário Mendiondo resolveram contrair matrimônio. Denise é uma das amigas mais próximas de minha filha, com quem estudou no Colégio Sagrado Coração de Jesus, durante muitos anos. Por causa disso, ficamos amigos da filha e  dos pais, Benedito Taffarello e Dayse Taffarello e também do irmão de Denise, Rogério Taffarello, hoje advogado criminalista em São Paulo. A cerimônia teve início ainda sob o sol das 16,30 horas, que iluminou a belíssima noiva, o noivo,  e os seus convidados. Algumas fotos mostram a singeleza e beleza da Pousada e a alegria dos convidados, que foram competentemente  servidos pelo ótimo buffet,  conversaram, cantaram e dançaram até a 1 hora da manhã. 

Até amanhã amigos. 
 
  P.S. (1) Analândia é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias climáticas, por cumprirem pré-requisitos definidos em lei estadual. Esse status  garante ao município uma verba maior por parte do Estado para promoção do turismo regional;
P.S. (2) A altitude do município é de 675 m. e seus pontos culminantes são a Pedra do Camelo e o Pico do Cuscuzeiro com 900 metros de altitude;
P.S.(3) A imagem do Morro do Cuscuzeiro foi emprestada do site mochileiros.com; P.S. (4) As imagens seguintes são todas fotografias tiradas do nosso celular e se referem, nesta ordem: a) de n. 2 ao Salto Major Levy; b) de n. 3 à bela noiva Denise, levada por seu pai, Benedito Taffarello, sob os raios de sol que iluminaram a tarde de ontem em Analândia; c) de n. 4, a noiva Denise e o casal Cris e William, que esperam a chegada de um bebê; Abaixo: d) o altar da cerimônia; e) uma tomada da mesa de bolo e doces do Chalé; f) plantas iluminadas ainda do Chalé Macaúva, situado no Portal das Samambaias.
 
 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

CINEMA BRASILEIRO - O PALHAÇO - INDICAÇÃO AO OSCAR 2013 E GILSON KLEINA NO PALMEIRAS

               Boa noite amigos,

A Ponte Preta perdeu o seu treinador num momento importante do Brasileirão. Sua campanha até aqui, se não é excepcional, praticamente assegura a sua permanência na 1ª. Divisão do Campeonato Brasileiro, a primeira e mais importante meta do clube no primeiro ano subseqüente ao acesso. Mas continuo acreditando que a Macaca tem condições de  pensar mais alto. Com um time ajustado, sem grandes estrelas, e com um elenco de qualidade, a Ponte pode perfeitamente obter classificação para disputar a Sulamericana, bastando que mantenha a campanha que faz até aqui.

O Palmeiras e Gilson Kleina.

O jovem treinador Gilson Kleina não resistiu à oferta do Palmeiras e até convenceu os dirigentes da Ponte a reduzir a multa exigida da equipe do Parque Antártica, com base no contrato firmado. Gilson já havia recusado antes, proposta do Fluminense, preferindo permanecer na equipe pontepretana. Nas Laranjeiras Gilson iria apenas ser um técnico “tampão”, aguardando a contratação de um dos treinadores considerados de 1ª. Linha. Era muito pouco para deixar a estabilidade que gozava na Ponte, além dos salários que eram pagos em dia e o projeto de que participava, para metas a médio e longo prazo.  Agora, não. No Palmeiras,  um dos mais importantes clubes do futebol brasileiro, Gilson ganhará um salário de R$300.000,00 e assinou  contrato até o final de 2.013, o que lhe dá tranqüilidade de trabalho. Mas essa tranqüilidade é relativa. O treinador pega a equipe na zona de rebaixamento, em manifesta crise, na tentativa de salvá-la do rebaixamento para a Segundona.

A Matemática e as Previsões

Hoje, segundo sites especializados em cálculos, o Palmeiras tem 98% de chances de ser rebaixado. É um percentual arrasador. Pode escapar? Pode. Mas não será fácil. O Fluminense esteve em situação parecida, em 2.008, e na reta final teve uma reação espetacular e inesquecível. Conclusão: manteve-se na 1ª. Divisão, fez planejamento, contratou jogadores e o técnico Murici e foi campeão brasileiro no ano seguinte, em 2.009. O Palmeiras tem no que se espelhar, portanto. De qualquer maneira, muita gente garante que a contratação de Kleina até o final de 2.013, considera o fato de que dificilmente ele evitará a iminente queda para a série B e terá assim a tarefa principal de fazer uma campanha que traga o Verdão, de volta,  para a 1ª. Divisão, já no ano seguinte. Há  quem repute Kleina um especialista em acesso.

SALÁRIOS INFLACIONADOS

Os clubes inflacionam mesmo o futebol. Pagar R$300.000,00 de salário mensal para um treinador é uma quantia exagerada. Mas o Felipão, com todo o seu currículo e jurando paixão eterna pelo Verdão, ganhava simplesmente R$800.000,00, segundo afirmação da mídia. Sem comentários!


“O PALHAÇO” ESTÁ INDICADO PARA O OSCAR 2.013.

Fruto da  segunda experiência do ótimo ator Selton Mello  como roteirista e diretor, o filme “O Palhaço” foi o escolhido no dia de hoje, pela Comissão Especial de Seleção da  Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, para representar o Brasil na seleção dos filmes indicados para concorrer ao Oscar 2.013, na categoria melhor filme estrangeiro. O filme foi apresentado no Festival de Paulínia do ano passado e ganhou os prêmios de melhor diretor, melhor roteiro, figurino e ator coadjuvante para Moacyr Franco, e traz uma interpretação vigorosa do excelente ator veterano Paulo José e do próprio Selton, que também atua. O longa concorreu com outros 15 filmes nacionais. Vi e gostei do filme. Mas é apenas um filme bem feito, com ótimas atuações e um roteiro interessante, mas não original, tratando de temas universais, como a  insatisfação humana e a permanente busca da própria identidade. Há quem veja no filme uma homenagem à tradição verbal do humor brasileiro e quem considere que o seu sucesso é fruto da sensibilidade que transmite ao espectador,  ao retratar o circo e o palhaço, num resgate da memória de infância que todos nós carregamos com carinho.  Não arrisco, porém, dizer que não tem chances, porque como afirma o Diretor da Globo Filmes, Carlos Eduardo Rodriguesé difícil saber o que os americanos vão querer ver daqui a seis meses”, o que se justifica pela oscilações de gostos e gêneros nas várias edições do prêmio da academia americana. Mas se já tivemos as indicações de “O Quatrilho”, “O que é Isso Companheiro, Central do Brasil e “O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias”,  todos melhores do que “O Palhaço”, na minha opinião, a julgar pela coerência com a experiência passada,  essa é a mais fraca indicação dos últimos anos. Isso sem contar com  “Tropa de Elite 2, um dos melhores filmes de todos os tempos e que simplesmente o ano passado não foi escolhido entre os 5 concorrentes. Enfim, vamos torcer para que Selton e os demais profissionais que produziram a obra, tenham melhor sorte.

Até amanhã amigos.


P.S. (1) O primeiro filme de Selton Mello como diretor foi “Feliz Natal” de 2.008;
P.S. (2) “O Palhaço” é um dos filmes de sucesso de público, tendo levado aos cinemas mais de dois milhões de espectadores.
P.S. (3) A presença do ator Jorge Loredo em “O Palhaço” é rápida e divertida. Para quem não sabe, Loredo ficou famoso com o seu personagem eterno, o Zé Bonitinho, que costumava carregar um pente enorme para aparar os longos bigodes e cabelos;
P.S. (4) Sobre a escolha de “O Palhaço” para disputar indicação de melhor filme estrangeiro no Oscar 2.013, o ator e diretor Selton Mello, fez a seguinte declaração: “O Palhaço” é um filme luminoso. Causou grande encantamento ao público brasileiro. Filme que oferece reflexão em uma estrutura simples, sem querer ser maior do que o tema pedia. E é na simplicidade dele que reside sua grandeza. Recebo com grande alegria a incumbência de representar meu País.”;
P.S. (5) A primeira imagem da coluna,  de Gilson Kleina se apresentando aos atletas palmeirenses, foi emprestada do site lancenet.com.br. A segunda imagem, dos atores Selton Mello e Paulo José, na interpretação dos palhaços, Benjamin e Puro Sangue, filho e pai, no filme “O Palhaço” foi emprestada do site cinemacao.com.