sábado, 24 de setembro de 2011

FACULDADE DE DIREITO DA PUC CAMPINAS 60 ANOS - O DISCURSO PARA A TURMA DE 86


Boa tarde, amigos.
A foto ao lado é de formandos em Direito que colaram grau em 02 de julho de 2.011, em Salvador (Bahia) e foi extraída do site de responsabilidade da empresa seuevento.net.br. Parabéns a todos eles e  votos de profícua carreira.
Ontem, falei da inesquecível Turma de Formandos de 1.986, da querida Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Lembrei cada um dos formandos e dos colegas docentes que comigo dividiram  a honra da eleição de paraninfo e patronos, naquela ocasião.  Hoje quero registrar o meu pronunciamento feito no dia 13 de janeiro de 1.987, na solenidade de Formatura realizada no Teatro do Centro de Convivência Cultural, em Campinas.  Estava envaidecido e sensibilizado pela escolha dos meus alunos, mas extremamente preocupado com a mensagem que gostaria de transmitir-lhes, sem qualquer artifício ou demagogia,  sobretudo pelo fato de que eu era ainda um jovem professor e tinha acabado de ser aprovado em Concurso Público para a Magistratura do Estado de São Paulo e tomaria, como efetivamente tomei posse,   no mês de maio subseqüente. Foi um discurso curto pelos padrões daquela época, mas suficiente para transmitir aquilo que sentia.Ei-lo:
“Meus queridos Bacharéis. Em toda separação mescla-se um sentimento profundo de emoção, com um prenúncio de saudade. Tantos, porém, são esses momentos no caminho de nossa existência terrena, que apenas o culto à lembrança e a aptidão para gravar no coração e no espírito a presença que os olhos já não mais poderão registrar amiúde, constituem o único remédio amargo que, se não cura, insiste em manter candente a chama que eterniza a amizade e o amor, na primavera e no inverno de nossas vidas. Certo é que no nosso caso, não se cuida de uma separação drástica e definitiva. Qualquer dia, qualquer hora, diz a canção popular e eu repito, a gente se encontra por aí; mas o velho professor, que nutre a veleidade de lhe dirigir os passos até aqui, nos encontros certos e pré-fixados no seio da vetusta academia, sabe que não mais figurará na pauta de suas agendas. Agora haverão de andar com os próprios pés e os caminhos terão que ser traçados e percorridos com extrema cautela. Sei e os advirto, derradeiramente, que nem os pequenos erros lhes serão perdoados com facilidade e complacência. A complexidade do mundo que está lá fora cheio de desafios e armadilhas, recomenda prudência, perseverança, retidão, renúncia, fortaleza e humildade.  Não creiam que os valores fundamentais são contingentes. Não são e não são, definitivamente. Não se percam no labirinto dos caminhos suaves e aparentemente elegantes que os arrastará para os sucessos materiais. Não sucumbam, com facilidade, diante de um argumento qualquer de persuasão, diante do medo, da expectativa de fama e fortuna, de modismo, etc. Aprendam a auscultar a própria consciência, amiga leal que nos orienta na reflexão surda e solitária da madrugada e ela lhes indicará o caminho a seguir, reservando-lhes de vantagem, uma profunda harmonia interior que lhes permitirá repousar o corpo fatigado, mas honrado, sobre o leito noturno. Não olvidem que o talento de seus argumentos, construídos com engenho, lógica e argúcia nada dirão se os seus olhos não emprestarem um cunho de sinceridade e de verdade, à recomendação ou postulação. Há muito vai se perdendo, na noite implacável dos tempos, a velha concepção de que os homens são medidos pelo que dizem. Obtemperariam vocês: E os poetas? Como julgá-los, então? Os poetas, malditos e benditos em todos os tempos e lugares, acariciam os nossos ouvidos, embelezam a nossa alma e encantam o nosso coração. Mas somente eles, seguramente os únicos, é que terão o direito de julgamento pela história, apenas pelo que dizem, escreveram ou disseram. O torpor dos discursos inebriantes desaparece como a   euforia da embriaguez se esvai no dia subseqüente, deixando um gosto acre na boca e um vazio na alma. Só o exemplo é que fica. E é o que fica, no final e perenemente. Hoje estamos aqui, realizando uma solenidade sem máscaras, fantasias ou dissimulações. É o resultado de uma luta que planejamos e vencemos juntos. Uma batalha dura que nos machucou a todos intensamente, vez que parte do nosso coração restou esfacelado pelo caminho. Mas foi uma vitória moral. A permuta do discurso pela ação. É assim que começa a nossa missão. Árdua missão de servir de bússola a essa comunidade que quer mudar, sabe que precisar mudar, porém não sabe como deflagrar esse processo de mudança. Essa sociedade, fatigada e angustiada, que não vive o mundo do “faz de conta” das promessas ocas e oportunistas, lançadas levianamente na  retórica daqueles que reduzem o nobre sentimento de esperança a uma alvo predileto de egoístas aspirações políticas e individualistas. Não creiam na balela de que os fins justificam os meios, como se a ação pudesse ser retalhada e apartada em sua finalidade, de sua moralidade intrínseca. Afinal, muita vez, o que se sacrifica pelo caminho é tão fundamental que, diante disso, não importa mais o resultado. Trabalhem pelos pobres, pelos oprimidos, pelas minorias que nasceram marginalizadas sem pecado e sem delito. Suas causas não lhes trarão dinheiro, fama ou repercussão. Todavia, o mérito desse labor estará em que prestarão um testemunho cristão ao mundo, reafirmando sempre que a Justiça é um direito de todos, o acesso é um direito de todos e que nem as contingências de um país miserável,nem os defeitos aparentemente irreversíveis dos homens ou da filosofia que animam instituições alimentadas a séculos para servir facções ou classes, pessoas ou raças, são capazes de desencorajar a luta segura e definida por um mundo igual e sem preconceitos. Essa luta será marcada pela certeza de que, entre homens que nascem iguais e são sepultados na mesma terra, as diferenças ou privilégios se traduzem em grave equívoco ou num mero acidente de percurso. Gostaria, agora, de lhes pedir perdão pelo que não lhes ensinei, porque também não aprendi, e pelo que, tendo aprendido, não consegui ensinar. Uma palavra de agradecimento pela convivência que mantivemos nesses quatro anos passados, dentro dos quais experimentei a grata sensação de que na vida se é mestre e discípulo a cada momento. Ofereço-lhes, finalmente, o meu coração. Foi através dele que consegui muitas vezes eco e compreensão naquilo que os meus recursos, pobres de retórica, não permitiam transmitir. O amor foi fundamental nessa relação. Afinal, como ensina Duclois, a linguagem do coração é universal. Uma vez constante, ela abre os nossos sentidos, tornando-nos capazes de ouvir no silêncio e ler por entre os olhos, senão de ouvir estrelas, como adverte a poesia imorredoura de Bilac..... “Amai para entendê-las. Só quem ama pode ter  ouvido. Capaz de ouvir e de entender estrelas”. Oferto, por fim, a minha solidariedade. Nos momentos de desânimo, de desalento, de ingratidão, de perseguição, que não serão poucos, não se deixem abater. Lembrem-se que nenhum flagelo será capaz de fazer combalir um grande espírito que busca acertar, consciente e honestamente, a meta projetada, razão da própria existência. Lembrem-se, sobretudo, de que lá na minha modesta casa, e na casa de cada um dos mestres que ora testemunham a justeza de cada grau outorgado, existe alguém que torce por vocês. Deus os abençoe pela vida e para sempre,  meus amigos.”
Até amanhã.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

FACULDADE DE DIREITO DA PUC-CAMPINAS 60 ANOS - A TURMA DE 1.986

Meus prezados amigos,

A Turma de Formandos da Faculdade de Direito de 1.986, foi uma das turmas mais  unidas, desenvolvendo um sentido muito peculiar de amizade, criatividade e solidariedade.  Na foto ao lado, tirada em junho daquele ano,  a fantástica Turma participando de uma festa junina por eles organizada, em pleno Páteo dos Leões. Teve quadrilha e tudo o mais. E casamento. Na mesma foto, atendendo ao convite dos alunos,  apareço como padre casamenteiro, e minha filha, Samira, com oito anos,  serviu, na ocasião e  na cerimônia,  como ajudante do padre, ou seja, coroinha (talvez a única do sexo feminino).  Tive a honra de ser escolhido paraninfo da Turma do Matutino, enquanto o meu prezado amigo Prof. Dr. Luiz Arlindo Feriani, foi eleito paraninfo da Turma do Noturno. Os patronos das turmas, do matutino e do noturno, respectivamente, foram os professores Dr. Marino Emílio Falcão Lopes (hoje falecido) e o Prof. Dr. Álvaro Cesar Iglesias, que era também o Diretor da Faculdade. Registro aqui a relação dos Bacharéis que se formaram naquele ano e receberam os diplomas em solenidade do dia 30 de janeiro de 1.987, realizada no Teatro do Centro de Convivência Cultural de Campinas. Na página de amanhã,  transmito o discurso que fiz como padrinho dos novos bacharéis que hoje são advogados brilhantes, Magistrados, Promotores de Justiça, Delegados de Polícia, empresários, políticos, boêmios, poetas,  etc. etc.

FORMANDOS MATUTINO:  ABNER LARA, ADILSON SIMONI, ADRIANA ALBERGUETI ALBANO, ADRIANA GONÇALVES SERRA, ADRIANA LEAL SANDOVAL, ADRIANA MARTORANO AMARAL CORCHETTI, ADRIANA PADOVANI TAVOLARO, ALBERTO MARIANETTI JUNIOR, AMAURY CAMARGO MONICO, ANA MARIA FRANCISCO DOS SANTOS TANNUS, ANDERSON MATOS ANDRADE, ANGELA PECINI, ANTONIO LUIZ FALSARELLA, CARLOS EIDE TSUCHIYA, CECILIA HELENA MARQUES AMBRIZI, CECÍLIA MARIA DO ROSÁRIO, CHRISTIANE DO AMARAL FAGUNDES MOURA, CLAIDE MANOEL SEVILHA, CLAUDIA BISOGNI BANDIERA, CRISTIANA SANTORO, DALZISA DE OLIVEIRA, DAMARIS APARECIDA CHANQUETTI, DENISE SCHINCARIOL PINESE, DYRCEU YOSHIHIRO YOSHIKAWA, EDUARDO SURIAN MATIAS, FERNANDA SOARES DE MARIALVA, FRANCISCO ODAIR NEVES, GISELE JACOMO RIBEIRO PASSAFINI, GUDRUN DAMM BELTRANO, GUILHERME LOPES MELCHERT, GUSTAVO PAULA LEITE ROCHA, HAN SHUN MEI, HELIO KAZUO ONO MARUYAMA, HUMBERTO JOSÉ MENEGHIN, JACK IZUMI OKADA, JERONYMO GONÇALVES DE ANDRADE NETO, JOSÉ ANTONIO A. DA COSTA NEVES, JOSÉ DE ALMEIDA MACIEL NETO, JOSÉ FERNANDO VIDAL DE SOUZA, JOSÉ HENRIQUE TOLEDO CORREA, JULIANA PACHECO ANDRADE LEVY, JUSSARA GUIJEN GARCIA, LOURDES APARECIDA MARASCALCHI, LUCELIA BIABOCK, LUCIA HELENA DE SOUZA FERREIRA, LUIS HENRIQUE APOCALYPSE JÓIA, LUIZ ANTONIO ALVES TORRANO, MARCIA DE GODOI CAMARGO, MÁRCIA GOMES GIOVANELLI, MARIA APARECIDA PALOTTA, MARIA AUGUSTA PRETTI RAMALHO, MARIA LAIS MOSCA, MARIA LUCIA VIAL RIBEIRO, MARIA TEREZA TAVARES DE ARAÚJO ELIAS, MARINICE MARTINES DO NASCIMENTO, MARIZA APARECIDA C. LOURENÇO, MARISA SCHIAVO TUCUNDUVA, MARTHA REGINA G. DE CARVALHO,MONICA CHRISTINE DALBELLO, PAULO RICARDO M.B. DE ARAÚJO, PAULO ROBERTO CARNEIRO, RAQUEL SILVEIRA REIS, RICARDO LEAL SANDOVAL, RICARDO ORTIZ DE CAMARGO,ROBERTO CHIMINAZZO JUNIOR, ROGERIO ROCHA PERES DE OLIVEIRA, ROSE APARECIDA FIRMINO GONÇALVES, RUMI  YOSHIDA, SALIM JORGE FILHO, SANDRA BOTELHO CHAVES, SÉRGIO MATHEUS SANTOS GARCEZ, STELLA GIANESELLA LISBOA ROMANO, SUSANA CAMARGO VIEIRA, TEREZA CRISTINA PIMENTEL ROLIM, VANIA PINHEIRO DEZEN, VIVIANE NARDIM, WALNY DE CAMARGO GOMES JUNIOR.



FORMANDOS  NOTURNO: ADELMO DA SILVA EMERENCIANO, ADERBAL DA CUNHA BERGO, AILTON LEME SILVA, ALBERTO LUIGI AGUIAR DI BELLA, ANA LUCIA DE CAMPOS PINTO, ANTONIO CARLOS CONTRUCCI GARCIA, ANTONIO ERIBELTO PIVA JUNIOR, APARECIDA MARIA POLI DE VASCONCELLOS, CAMILO SIMÕES FILHO, CANDIDO MOTA BARRETO FILHO, CARLA ROBERTA ANDREASI BASSI, CARLOS ALBERTO ANTONIETO, CARLOS ARMANDO MILANI, CARLOS AUGUSTO SEMIONATTO DE OLIVEIRA, CARLOS VELLOSO NETO, CÉLIA CAMARGO LEÃO EDELMUTH, CLÁUDIO AUGUSTO PEDRASSI, DILSON CLEBER SPROVIERI, DIONIS PATROCINIA FELIX, ECIO CAPOVILLA, EDUARDO LUIZ BASSO, EUNICE FRANCISCO DE OLIVEIRA, FÁBIO BUENO DE AGUIAR, FABIO MARGARIDO ALBERICI, FERNANDA ANDREZ VON ZUBEN, FRANCISCO ASSIS DO VALLE FILHO, FRIDA CRISTINA BARBOSA, GERALDO ANTONIO BARALDI, GIANE ALVES, HELIO FERREIRA CALADO, HERBERTO APARECIDO GUIMARÃES, HUGO RICARDO CARRASCO HURTADO, JOÃO ANTONIO FACCIOLI, JOÃO SAMUEL RODRIGUES DOS SANTOS, JOÃO TADEU PERA, JOCELI PEREIRA SILVA DE OLIVEIRA, JORGE MELLI JUNIOR, JORGE XAVIER, JOSÉ ARLINDO PELICER, JOSÉ LUIZ POSSEBON, JOSÉ ORESTES DE CARVALHO DELIBERATO, JOSEANE BERNARDI, JUSSARA IRACEMA DE SÁ E SACCHI, LAURA LIGABÓ, LEDA JEANNETTE PACE KACHAN, LUIS EUGÊNIO DO AMARAL MEDEIROS, LUIZ AUGUSTO BAGGIO, LUIZ AUGUSTO DE CAMARGO NÓBREGA, LUIZ CÉLIO PEREIRA DE MORAES FILHO, MANOEL CORDEIRO DA SILVA, MARCIA NELI NOBRE DE CAMPOS, MARIA ANGELICA MINETO, MARIA APARECIDA MOIA CAPELLINI, MARIAS CAROLINA GABRIELLONI, MARIA CRISTINA MARTINS DO VALLE, MARIA DO CARMO POMBAL, MARIA DO ROSÁRIO RODRIGUES DA SILVA, MARIA HELENA LEITE DE OLIVEIRA ILENBURG, MARIA REGINA CELI MARIALVA, MARIANA RAIMUNDO DE GOES, MARINILZE APARECIDA P. DE SOUZA ÓRFÃO, MAURÍLIO LIMA DOS SANTOS, MILTON CARLOS GAZOTTO, MILTON JOSÉ APARECIDO MINATEL, NILCE DIAS, NILZE MARIA DE ALMEIDA SCATAMBURLO, OLGA MARIA ABUD SOUZA FERREIRA, OSMAR HENRIQUE DE OLIVEIRA, OSMAR LOPES JUNIOR, PAULO CESAR VALLE DE CASTRO CAMARGO, PAULO CESAR PEREIRA DE MORAES, PAULO DE OLIVEIRA, PAULO HENRIQUE GONÇALVES SALES NOGUEIRA, PAULO SÉRGIO CORREA VIANNA, PAULO TERÉSIO PROATTI, PEDRO BENEDITO MACIEL NETO, PEDRO LUIZ DORIGON JUNIOR, RENATA DE CÁSSIA MENEGHELLO, RENATO LAUER, RICARDO ALBAMONTE DO AMARAL, RICHARD RACHIDA BITTAR, ROBERTO JOSÉ DAHER, ROGÉRIO BLUMLEIN, ROSANGELA DE OLIVEIRA ARAÚJO, ROSANGELA FARAH, ROSMARI REGINA GAVA, RUBENS GALDINO FERREIRA DE CARVALHO FILHO, SÉRGIO GIANNINI, SOLANGE APARECIDA FERREIRA COSTA, STELLA MARIA FERREIRA DE CASTRO, SIDNEY SULLI URBACH, TANIA MARCIA DE ALECIO, TAUER NEUBERN,  TELMA LOPES DIAS, VIRGINIA GERRY AURA, ZAFFER DORNAICKA.
A todos eles, que escreveram uma das páginas mais dinâmicas e sensíveis dessa hoje sexagenária Faculdade,   a gratidão pela convivência, amizade e carinho de ontem e  de sempre.

Grande abraço e até amanhã

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

CARLOS VOGT - POESIA E POSSE NA ACADEMIA CAMPINENSE DE LETRAS

Amigos, bom dia.

A coluna hoje presta homenagem ao Professor,  poeta e amigo Carlos Vogt (foto ao lado), neste dia de solenidade decorrente de  sua posse na Academia Campinense de Letras. O Dr. Carlos nasceu no interior de São Paulo, na pacata Sales de Oliveira,  em 06 de fevereiro de 1.943 e formou-se em Letras pela Universidade de São Paulo.  É mestre em Letras Modernas pela Universidade de Besançon, França, e doutor em Ciências, pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. A biografia do Dr. Vogt é extensíssima e intensa como tem sido sua vida. Foi ele Reitor da Universidade Estadual de Campinas de 1.990 a 1.994, quando implantou o quadro de carreira para os funcionários e o projeto Qualidade, aumentando em 50% o número de teses na pós gradução, programa também  de qualificação dos cursos de graduação. Implantou  10 cursos noturnos, 12 cursos de mestrado e 23 de doutorado.  Foi também Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) entre 2.002 e 2.007 e Secretário do Ensino Superior do Estado de São Paulo. Atualmente é Coordenador da Univesp – Universidade Virtual do Estado de São Paulo, programa criado por ele próprio, quando Secretário, e é professor titular na área de Semântica Argumentativa da Unicamp. Seu primeiro livro de poesias “Cantografia”, lançado em 1.982, recebeu o prêmio de Revelação em Poesia, concedido pela importante Associação Paulista de Críticos de Arte. Publicou também livros de ensaios (Crítica Ligeira, Pontes, 1.982; Nelson Rodrigues Flor de Obsessão”, em co-autoria, Brasiliense, 1.985).  A sua obra poética é vasta e de tendência contemporânea: Paisagem Doméstica (Massao Ohno, 1.984), Geração (Brasiliense, 1985), Metalurgia (Companhia das Letras, 1.991), Mascarada (Unicamp, 1997), dentre outras. Traduziu também a obra “Sobre a Leitura”, de Marcel Proust e Dolores, de Swinburne.
Vogt toma posse hoje às 20,00 horas, em solenidade presidida pelo ex-Presidente, Dr. Agostinho Toffoli Tavolaro, para ocupar a  cadeira n. 23 da Academia Campinense de Letras, cujo prédio é situado nesta cidade de Campinas, na rua Marechal Deodoro, n. 525, Centro, tornando-se assim, imortal e, certamente, qualificando ainda mais a já tradicional Academia e será saudado por outro amigo e ex-professor, o querido Doutor Francisco Isolino de Siqueira.  Suas poesias podem ser conferidas no site Cantografia. Grande abraço ao homenageado.  Segue um pouco de seus versos rápidos e originais.



CANTOGRAFIA – PAISAGENS DOMÉSTICAS.

Decreto
A vida
? como o contrário ?
não pode ser impedimento
para viver
salvo
disposições em contrato

Proporções
O ético está para o êmico
e o polêmico está para o cético
assim como o político está para
o cênico


Conselho de pecuária política
Quem quiser bode expiatório
crie cabras



NOVOS POEMAS

Humanimalismo
Olhe bem para o seu rabo
no sentido literal
de sua localização
ele não está lá
mas já esteve
e isso não é mau

Até amanhã.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

COPA DAVIS ADIADA E O FUTEBOL DO BRASILEIRÃO


Amigos, boa noite:

O mundo esportivo no fim de semana foi intenso. Os destaques foram muitos e por motivos variados.

° O Brasil precisava apenas de um ponto para voltar ao Grupo Mundial da Copa Davis, mas nenhum dos nossos dois tenistas que jogaram ontem conseguiu na repescagem, essa vantagem. Thomaz Belucci e Ricardo Mello foram derrotados, respectivamente, por Mikhail Youzhny e Dmitry Tursunov. O primeiro não conseguiu sacramentar dois match points em cinco sets e perdeu  com parciais de 2/6, 6/3, 5/7, 6/4 e 16/14. Mello foi derrotado em quatro sets, parciais de 6/1, 7/6, (7/5), 2/6 e 6/3;

° Bellucci , porém, fez um jogo muito bom e que durou mais de 5 horas, tendo sido aplaudido pelos jornalistas russos, quando saiu da sala da imprensa. O Brasil não figura na elite do tênis mundial desde 2.003, quando Gustavo Kuerten (FOTO ACIMA)  ainda estava em atividade. Mas desde então nunca tinha chegado tão perto do retorno. Uma pena. Agora é esperar  o ano que vem.

° O ex-jogador da seleção brasileira e treinador do Vasco da Gama, Ricardo Gomes finalmente recebeu alta, depois da ótima recuperação de um Acidente Vascular Encefálico, sofrido durante o jogo Flamengo e Vasco, pela 19ª. rodada do Brasileirão. As manifestações de carinho de todos os torcedores e clubes,  e de pessoas ligadas ao esporte ou não, demonstram o quanto Ricardo é querido neste país. E com razão: além de ter sido um excelente jogador no campo, ou fora dele, sempre foi discreto e extremamente gentil, além de ético. Torcemos pela plena recuperação do treinador;

° Sem o técnico, Ricardo Gomes, que convalesce do AVE, O Vasco da Gama assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro da Série A, depois de golear, no sábado, no Rio, a equipe do Grêmio de Porto Alegre, pelo elástico placar de 4 a 0. O Campeão da Copa do Brasil mais uma vez deu um show e mostra que também é candidato ao título do Brasileirão. A grande sensação foi, de novo, o jogador Diego Sousa, que vive a melhor fase, sem dúvida, de sua carreira. Como já afirmei várias vezes nesta coluna, Diego é craque. Só precisa de estabilidade emocional, que perdeu no final de sua passagem pelo Palmeiras, e não recuperou, durante sua passagem pelo Atlético Mineiro. Sousa foi o articulador das principais jogadas de ataque da equipe cruzmaltina, inclusive as que resultaram nos gols;

° O São Paulo também venceu sábado. E pelo mesmo placar (4 a 0), a equipe do Ceará, que vem caindo, e muito,de produção. Isso não invalida o bom resultado. E o destaque foi o jovem Casemiro, que além de ter feito um golaço, fez uma das melhores partidas no time principal do São Paulo, depois de retornar da seleção, naquele melancólico empate de 0 a 0 com a Argentina, no meio de semana. O tricolor assumiu a vice-liderança do campeonato, deixando o Corinthians apenas na 3ª. posição;

° O Palmeiras conseguiu um bom resultado, diante das circunstâncias, no jogo contra o Avaí, em Florianópolis. Empatou em 1 a 1,  com 9 jogadores contra 11,  grande parte do jogo, com as expulsões de Rivaldo e Gerley, que entrou no lugar de Fernandão. Depois, com a expulsão também de Rafael Coelho, o Avaí jogou ainda assim com 10 atletas contra 9. E não conseguiu vencer. E nem convencer, pois foi o Palmeiras o time que continuou no ataque e criou as melhores chances de sair com a vitória;

° Apesar da boa postura do Verdão, diante das circunstâncias apontadas, a torcida não quis saber e considerou o resultado negativo. O alvo das xingamentos, além do técnico Luis Felipe Scolari,  foram os atletas Marcos Assunção e Kleber. Para  este, inclusive, alguns torcedores chegaram a jogar moedas. Filipão não deixou por menos.Falou para quem quis ouvir, em todas as redes de televisão, que o movimento foi orquestrado, mas não quis citar nomes. Fato é que com 35 pontos, o Palmeiras caiu para a 8ª. posição, atrás do Internacional e vai ficando cada vez mais longe da luta pelo título e ainda pela vaga na Copa Libertadores. É atualmente o campeão dos empates, título que estava com o Flamengo. Agora o Verdão tem 11 empates, contra 10 do Mengão.

° O grande resultado, porém, foi conseguido pelo Santos que, jogando fora de casa, venceu o Corinthians, de virada, pelo placar de 3 a 1, empurrando o adversário para o 3º lugar. E  olha que Neymar não fez boa partida e Ganso continua fora. Borges fez um gol e agora tem 17, na artilharia absoluta do campeonato. O outro foi de Alan Kardec, que embora criticado pelo futebol pouco competitivo que supostamente joga, vem sempre marcando gols.

° Botafogo e Flamengo fizeram um jogo sem emoções e ficaram no 1 a 1. O Mengão  fez um péssimo priemiro tempo e completou a 9ª. partida sem vitória, a pior sequência de sua história, desde a era dos pontos corridos. E já tendo permanecido muito tempo no G4, caiu para o 6º lugar, com 37 pontos, oito a menos que o Vasco, que está na liderança. Cheiro de crise no ar, com notícias de novas noitadas de Ronaldinho Gaúcho.

° Na segundona, o Guarani perdeu para a líder Portuguesa de Desportos, pelo placar de 2 a 0,  no último jogo  que o Bugre manda em Araraquara, em face da punição imposta  pelo Superior Tribunal Desportivo da CBF, pelos incidentes verificados no Derbi. Apesar do resultado negativo, o Bugre fez um bom jogo e atacou o tempo todo. Mas perdeu muitos gols, enquanto a Lusa aproveitou as chances que teve. Não dá para culpar os jogadores que se dedicaram em campo e precisam receber o resto dos salários em atraso;

° A Ponte Preta também perdeu, na sexta feira à noite,  para o fraco time do Grêmio Barueri, jogando no campo do adversário, pelo placar de 2 a 1, e a vice-liderança, para o Náutico, que suou muito para ganhar, em casa, do Salgueiro, pelo placar de 1 a 0. O Americana empatou em 1 a 1 com o São Caetano e só não perdeu a 4ª. posição para o Sport, porque o time pernambucano não conseguiu vencer o lanterna Duque de Caxias, empatando pelo mesmo placar (1 a 1). Agora a Lusa tem 49 pontos, o Náutico 44, a Ponte 43, o Americana 41 e o Sport 40. O Bragantino, sensação nas últimas rodadas está chegando perto. Com a vitória fora de casa, contra o Vila Nova, pelo placar de 2 a 1, chegou ao 6º lugar,  com 39 pontos e 12 vitórias.

Até amanhã.




sábado, 17 de setembro de 2011

CINEMA NACIONAL - O HOMEM DO FUTURO


Boa noite,

Fui ver o  Homem do Futuro, filme nacional (2.011) que teve pré-lançamento no último dia 1º de setembro no Teatro Municipal de Paulínia e estréia nacional no dia 2. A película estava designada para a mostra paralela no 4º Festival de Paulínia, no último mês de julho, mas sua exibição foi cancelada em razão de doença na família de um dos atores.  O gênero anunciado, nas palavras do próprio diretor,   é de uma comédia romântica, com tempero de ficção científica, gênero ainda pouco explorado no cinema brasileiro. Não sei se é propriamente uma comédia. Bastaria, acredito, qualificá-lo como uma ficção romântica. O diretor Cláudio Torres, o mesmo de A Mulher Invisível, um dos maiores sucessos de bilheteria entre filmes nacionais, aqui utiliza um roteiro que não é muito original, mas a presença, nos principais papéis, do ótimo ator Wagner Moura (tanto quanto Shelton Mello em A Mulher Invisível) e a beleza selvagem de Aline Moraes (tão bela quanto Luana Piovanni no filme citado), garantem e certamente garantirão bons dividendos ao longa de 92 minutos, filmado grande parte na Cidade Cenográfica de Paulínia, São Paulo, em Campinas e no Rio de Janeiro, em  cinco semanas e quatro dias.  Com um orçamento de R$7.000.000,00 (sete milhões de reais),  o filme conta a história de Zero (Wagner Moura),  um neurastênico cientista e professor de física que  desenvolve dentro da Universidade, e à revelia da direção,  um projeto de pesquisa financiado pela então milionária Sandra (Maria Luisa Mendonça), acreditando ter descoberto um conversor de partículas de energia. Ao submeter-se pessoalmente ao seu equipamento (na verdade ele criou uma máquina do tempo), volta ao passado, 20 anos antes (em 1.991), quando era aluno,  num show de rock in roll promovido pelo centro acadêmico da Faculdade. Nessa festa,  apaixonado por Helena (Aline Moraes), uma bela estudante de física, que também se apaixona por ele, sofre uma humilhação da parte da jovem, que age assim  dopada por seu ex-namorado e depois empresário, Ricardo (Gabriel Braga Nunes), que pretende levá-la para a Europa e lá promover sua carreira de modelo internacional. Zero nunca esqueceu o episódio, nele perdeu a mulher de seus sonhos,  não se casou e continua apaixonado pela moça. Voltando ao passado ele quer mudar o curso dessa história, tentando impedir que Helena  seja manipulada pelo ex-namorado, propondo  casamento e amor eterno a ela. Tendo conseguido seu intento, ele acorda 20 anos depois, não mais se reconhecendo como pessoa justa e correta e tenta consertar o seu erro.   Há apelos éticos manifestos no rumo da história e nos diálogos: “Não se pode mudar o passado”, alerta o protagonista em dado momento: “A vida real também é feita de sofrimento”, adverte o  melhor amigo de Zero, Otávio (Fernando Ceylão). Na boa e adequada trilha sonora, Wagner Moura e Aline Moraes cantam, a música Tempo Perdido, original da banda Legião Urbana. Wagner também canta sozinho Creep, original do Radiohead, e com Vanessa da Mata, O Homem do Futuro. A banda Ultraje a Rigor participa da trilha com seu antigo sucesso “Inútil” e o INX0 com By My Love.   O laboratório que aparece no filme é real e pertence ao Laboratório Nacional de Luz Síncroton, entidade de pesquisa em física, biologia estrutural e nanotecnologia, situado em Campinas, projetado em 1.983 e que entrou em funcionamento em 1.997. O Laboratório  possui um acelerador de partículas (um síncroton), inteiramente projetado e construído no Brasil, usado como fonte de luz, único do Hemisfério Sul (veja abaixo a foto do laboratório, que aparece no filme).  Mais um show de interpretação de Moura, que encarna 3 tipos diferentes, todos referentes ao mesmo personagem (Zero), mas em tempos diversos. E a gente reafirma outra vez que Wagner é, sem favor, um de nossos melhores atores, ao lado de Lázaro Ramos e de Shelton Mello. O filme tem todos os ingredientes para agradar a juventude. É leve e descompromissado. Dei uma lida nos comentários do twiter. Eles também são bastante favoráveis. Confesso que gostei mais de "A Mulher Invisível". Mas o Homem do Futuro, dentro do gênero é um bom filme e deve fazer boa carreira,  embora, como disse, não tenha lá um roteiro tão original e explore alguns clichês que o aproxima do politicamente correto das comédias românticas americanas.

Até amanhã.

   Vista do LABORATÓRIO SÍNCROTON, com o acelerador de partículas focalizado no filme.



sexta-feira, 16 de setembro de 2011

MAESTRO ANTONIO CARLOS GOMES


Bom dia amigos,



No dia 16 de setembro de 1.896, ou seja, há exatamente 115 anos falecia em Belém do Pará, o Maestro  ANTONIO CARLOS GOMES, o maior compositor brasileiro de óperas. Foi o primeiro compositor brasileiro a ter suas peças apresentadas no famoso Teatro alla Scalla de Milão. Destacou-se pelo estilo romântico, com o qual fez brilhante carreira na Europa. Sua ópera mais famosa é O GUARANI, baseada no romance homônimo do escritor José de Alencar, que também serviu de inspiração, com roteiro adaptado, para sete diferentes versões do filme nacional O GUARANI, que conta a história de amor entre o índio Peri e filha de um nobre, Ceci. O filme mais recente é de 2.000  e teve a direção da atriz, Norma Benguell.  Em 1.911, um grupo de campineiros resolveu criar um time de futebol na cidade de Campinas, terra natal de Carlos Gomes. O clube de futebol foi batizado de GUARANI, em alusão e homenagem à obra do ilustre compositor campineiro. O clube Guarani completou 100 anos em 2.011  e dentre seus maiores feitos, está o de ter sido Campeão Brasileiro de 1.978, único time do interior do Brasil a conseguir tal façanha. Carlos Gomes nasceu na cidade de Campinas, então Cidade das Andorinhas, Estado de São Paulo, no dia 11 de julho de 1.836, filho de Manuel José Gomes (Maneco Músico) e de dona Fabiana Jaguari Gomes. Suas principais óperas são: A Noite do Castelo (Rio de Janeiro, 1.861), Joanna de Flandres (Rio de Janeiro, 1863), O Guarani (Milão, 1.870), Fosca (Milão, 1873), Salvador Rosa (Genova, 1874), Maria Tudor (Milão, 1.879), O Escravo (Rio de Janeiro, 1889), Condor (Milão, 1.891), Colombo (Rio de Janeiro, 1892) e Minha Campinas. Sepultado inicialmente em Belém, no Pará, seus restos mortais, por interferência do então Presidente (correspondente hoje a Governador) do Estado de São Paulo, Doutor Campos Salles, foram trasladados para Campinas, onde se encontra hoje no monumento em sua homenagem, erguido na Praça Antonio Pompeu, bem próximo ao Café Regina. 
Observação: A foto acima está registrada ou associada  à ymy.blogs.sapo.pt.

RECITAL EM HOMENAGEM A CARLOS GOMES

Hoje, na Sala Carlos Gomes, do Centro de Convivência Cultural, Praça Imprensa Fluminense, s/n, Cambuí, Campinas, às 20,00 horas, haverá recital de árias e duetos de óperas de Carlos Gomes, com a participação dos sopranos Pergy Grassi, Marina Gabetta, mezzosoprano Vânia Pajares, tenores Kohdo Tanaka, Wilson de Martini, Nunno Delallio, João de Braz e do barítono Nelson Nicola Dimarzio, com acompanhamento ao piano de Chiquinho Costa. A promoção é da ABAL CAMPINAS (Associação Brasileira Carlos Gomes de Artistas Líricos). A entrada é franca.
Abaixo vídeo do Yotube focando interpretação da música Quem Sabe? de Antonio Carlos Gomes e Francisco Leite de Bittencourt Sampaio, de domínio público, pela cantora lírica, de câmara e solista sinfônica, a mineira Maria Lucia Godoy, considerada a maior intérprete de Heitor Villa Lobos e de outros compositores de música classica e popular. Ouvir essa música na voz de Maria nos remete a um momento magnífico em que consideramos valer a pena estar vivo.

Até mais.












quinta-feira, 15 de setembro de 2011

FUTEBOL - SUPERCLÁSSICO DAS AMÉRICAS E RODADA DO BRASILEIRO DA SÉRIE B


Amigos, boa noite,

Com o jogo da seleção brasileira contra a Argentina pelo chamado Superclássico das Américas,  não houve rodada de meio de semana do Campeonato Brasileiro. Na 3ª. feira,  aconteceu rodada completa do Brasileiro da Série B. Vamos aos destaques:

CHALEIRA DE DAMIÃO, QUATRO TIROS A GOL E NADA MAIS.

O jogo de ontem, envolvendo o clássico mundial Argentina e Brasil, em Córdoba, com o Estádio Mario Kempes recebendo mais de 50.000 torcedores, foi muito ruim e não fez jus ao conceito das duas seleções. Claro que com a proibição de convocação de jogadores que atuam fora dos campeonatos brasileiro e argentino, os craques que jogam sobretudo na Europa, não vieram, mas ainda assim esperava-se mais. Mano Menezes aproveitou a oportunidade para convocar e testar jovens atletas, com a finalidade de constatar quem pode realmente ter chance para jogar na Copa de 2.014 e quais não vão demonstrar capacidade, equilíbrio e superação para esse efeito, ao menos com a tradicional camisa canarinho. De qualquer maneira enquanto a equipe adversária não contava com qualquer grande destaque individual, a seleção brasileira apresentava um ataque com o badalado jogador Neymar e com Ronaldinho Gaúcho, conhecido internacionalmente e que demonstrava recuperação para voltar à equipe brasileira. A seleção brasileira, porém, foi completamente dominada no primeiro tempo e só teve um chute a gol, do centroavante  Leandro Damião, que parou na trave. Os jovens jogadores estreantes estavam extremamente nervosos, erraram muitos passes e foram dominados pela forte marcação exercida pelos argentinos e ainda passaram sufoco, nos contra-ataques, executados com velocidade, embora sem conclusão perfeita. A bola não chegava aos atacantes brasileiros em condições de conclusão. Veio o segundo tempo, sem mudança drástica desse panorama: a equipe argentina veloz e voluntariosa partindo para o ataque, e a brasileira buscando conter o ímpeto adversário. Só por volta dos 25 minutos é que o Brasil melhorou um pouco no meio de campo, conseguiu ganhar a segunda bola e durante 10 a 15 minutos exerceu alguma pressão efetiva sobre a meta do goleiro argentino. Nesse período Ronaldinho Gaúcho cobrou duas faltas. A primeira bem no meio do gol, , facilitando a defesa. A segunda, com perfeição, no canto direito e aí o goleiro efetivamente fez uma grande defesa. De beleza plástica apenas a jogada de Leandro Damião que, recebendo a bola na ponta direita, driblou um adversário, aplicando uma “chaleira” ou “lambreta”, no melhor estilo Falcão do Futsal,  e cruzou (ou concluiu não se sabe a intenção) vendo a bola, a exemplo do que ocorrera no primeiro tempo, bater na trave e sair. Neymar foi bem marcado, sofreu faltas, mas não luziu. Muito individualista, caiu demais, demonstrando que será necessário também um trabalho de reforço de musculação, tendo em vista o grande jogador que é e precisa ser em grandes jogos, clássicos e, sobretudo, na Copa de 2.014, quando sofrer (e deverá sofrer) marcação eficiente e jogadas nas quais a força física será fator de desequilíbrio também.  Dos novatos, ninguém se destacou a não ser com alguma discrição, o zagueiro Rever.  O resultado de 0 a 0 bem espelhou a qualidade do jogo. Fraco tecnicamente, não fazendo jus ao conceito que esse clássico tem no futebol mundial. É esperar o jogo de volta em Belém do Pará, no dia 28 de setembro, no Mangueirão.

A RODADA DA SÉRIE B DO BRASILEIRO

Na 23ª. rodada, acontecida 3ª. feira, os times da região de Campinas, foram muito bem na Série B do Brasileiro. Americana, Ponte Preta e Guarani ganharam os seus jogos contra, respectivamente, Icasa, São Caetano e Boa (ex-Ituiutaba). Curiosamente todos ganharam pela contagem mínima (1 a 0). O melhor resultado foi do Guarani que jogou fora de casa, em Varginha, contra a equipe que vinha conseguindo bons resultados nos últimos jogos. Ponte e Americana jogaram em casa, embora o mando da Ponte tenha acontecido em Araraquara, por conta da punição sofrida pelos incidentes no derbi campineiro. O Americana continuou na sua posição (4° lugar) com 40 pontos ganhos. O surpreendente Bragantino fez mais uma vítima. Desta vez o bom time do Náutico, que foi derrotado em Bragança, pelo placar de 2 a 1, deixando a vice-liderança para a Macaca, que com a vitória, a recuperou. Já o Guarani não saiu do mesmo lugar (16°), ainda fora da zona de rebaixamento, mas agora com 27 pontos, abrindo 3 pontos de vantagem sobre o 17º colocado, justamente o São Caetano. A Lusa venceu outra vez. No Canindé, o Gremio Barueri, de virada, pelo placar de 4 a 2.

Até amanhã.