domingo, 8 de junho de 2014

CINEMA - PHILOMENA

Boa noite amigos,

Em 1.952, a jovem irlandesa Philomena Lee dá à luz a um menino e é acolhida num convento de freiras, onde trabalha duro junto com outras mulheres pobres e mães solteiras, na mesma condição.  Ali, em troca de alimentação e teto,  sofre inúmeras restrições, a principal delas a de não poder estar com o filho senão durante 1 hora por dia. O menino, no entanto, lhe é arrancado e é dado à adoção para estrangeiros de origem desconhecida. 50 anos depois, Philomena (Judi Dench),  agora uma senhora de mais de 70 anos, decide saber do paradeiro do filho e da história que o destino lhe reservou. Com o auxílio de um jornalista, Martin Sixmith (Steve Coogan), interessado em escrever um romance de sucesso, começa uma busca que levará ambos a intensas emoções, forte vínculo de amizade e  grandes surpresas. Baseado em personagens e fatos reais, o longa Philomena, de 1 hora e 38 minutos,  é um dos melhores filmes de 2.014.  Produzido em colaboração por três países (Reino Unido/França/EUA), a competente direção de Sthephen Frears, garante a dramaticidade e o interesse permanente do espectador, sem resvalar para a pieguice, nem afastar o grau de realismo que permeia a história. Não deixe de ver.

Até amanhã amigos,

P.S. (1) A britânica Judi Dench é uma das atrizes mais festejadas atualmente na Inglaterra,  uma espécie de "Diva" especialmente por sua intensa atuação no teatro. Nascida em 09 de dezembro de 1.934, tem hoje 79 anos e ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 1.999, por sua participação em Sheakspeare Apaixonado;

P.S. (2) O ator Steve Coogan é também britânico, nascido em 1.965, contando atualmente 48 anos. É conhecido por sua atuação, dentre outros, em A Chave Mágica (1.995) e nas duas versões de Uma Noite no Museu (a primeira, de 2.006, e a segunda de 2.009).

P.S. (3)  A imagem da coluna de hoje, dos atores Judi Dench e Steve Coogan em cena do drama, foi emprestada de  blogs.diariodonordeste.com.br;

P.S. (4) Philomena teve quatro indicações para o Oscar 2.014, nas categorias de melhor filme, melhor atriz, melhor roteiro adaptado e trilha sonora. Não levou, contudo, nenhuma das estatuetas;

P.S. (5) Stephen Frears é um diretor considerado convencional. Tem no currículo, além do bom Philomena e alguns fracassos, três grandes sucessos. São eles: Ligações Perigosas (1.988); Os Imorais (1.990) e A Rainha (2.006);

P.S. (6) Realizar longas baseados em histórias reais têm sido uma constante entre os  cineastas,atualmente. Parece ser esse um ingrediente que atrai o grande público cinéfilo. A irlandesa Philomena Lee ainda é viva, assim como o jornalista, Martin Sixmith.


domingo, 1 de junho de 2014

FUTEBOL - BOLA NA MÃO OU MÃO NA BOLA?

Boa noite amigos,

Tanto quanto apaixonante, o futebol é um dos esportes mais polêmicos quando se cuida da definição e interpretação de normas que regulam a sua prática. E, de quando em quando, surge uma nova postura, uma situação menos frequente e até inusitada, envolvendo os atletas em campo, desafiando os entendidos, que não chegam, também em regra, num consenso a respeito de como deve ser tratado o assunto.  Pode ou não pode? Como deve ser punida a conduta, se for proibida? Em alguns jogos de vários torneios,  determinadas equipes resolveram inovar no momento em que sofriam a cobrança de falta.  Enquanto alguns se juntavam, com as mãos baixas protegendo o “bilau”, formando a tradicional barreira, um outro jogador se deitava literalmente atrás, fazendo uma espécie de trava baixa, no intuito de impedir que a bola, na cobrança, passasse por algum buraco entre as pernas dos atletas. Isso aconteceu em julho do ano passado, no jogo Figueirense 2, Palmeiras 3, pela série B do Campeonato Brasileiro e se repetiu em outros três jogos deste ano, dois deles decisivos: em março de 2.014,  no jogo Sport e Santa Cruz, um dos tradicionais clássicos de Pernambuco, pelo campeonato regional; na decisão do Campeonato Paulista entre Ituano e Santos, no Pacaembu, e, no jogo de volta da Copa do Brasil, disputado no mês de maio deste ano, entre  Ponte Preta e Paraná. Ouvi e li vários comentários a respeito do assunto.  Parte dos especialistas sustentam que inexiste regra que proíba a postura, mesmo porque a barreira também não é prevista nas normas. Segundo eles,  não existindo proibição, nada impede o jogador de se postar dessa maneira, atrás da barreira. Outros, porém, afirmam que o árbitro pode perfeitamente punir a atitude, uma vez que um jogador que não participa da jogada, não pode permanecer deitado, pois a conduta é anti-esportiva e, pois, faltosa, devendo ser punida com a cobrança de falta em dois lances e cartão amarelo. Mais uma vez fica a pergunta: Afinal, pode ou não pode? O outro lance polêmico aconteceu 4ª. feira passada, no jogo Atlético Paranense 2, São Paulo 2, disputado em Uberlândia, pelo Campeonato Brasileiro da série A. Quando, já nos acréscimos, o Furacão vencia por 2 a 1, o jogador Natanael tentou cortar um cruzamento de Osvaldo e mandou a bola no braço esquerdo de Luis Fabiano. Ela ainda desviou na trave e entrou, sem que o goleiro Weverton pudesse fazer qualquer coisa. O árbitro Anderson Daronco, que estava próximo da jogada, validou o gol, considerando involuntário o toque do Fabuloso. O ex-árbitro e atual comentarista de arbitragem da Rede Globo de Televisão, Leonardo Gaciba, fez uma observação que considero coerente: “Se o juiz não apita pênalti quando a bola bate no braço de um defensor dentro da área, quando o lance não é voluntário, porque estaria obrigado a invalidar o gol feito pelo atacante, na mesma situação?” A regra é a mesma para o atacante e para o defensor. Tudo bem! Acontece que estatisticamente, quem acompanha futebol sabe que os árbitros apitam pênalti quase sempre, nesses casos, mas jamais validam gol, se a bola, seja o lance voluntário ou não, acaba interceptada pelo braço ou mão do  atacante, e entra na meta. Daí a perplexidade, as reclamações, as alegações de parcialidade. Fato é que esse negócio de bola na mão ou mão na bola é uma papagaiada. É entregar ao árbitro bem intencionado, ou não, a decisão “subjetiva” e “arbitrária, de definir se o atleta tinha ou não a “intenção” (mais subjetiva ainda) de praticar a infração. E nem venham dizer que o braço deve estar colado ao corpo para que a falta de intenção do atleta esteja caracterizada. Nenhum deles quando em movimento, correndo, durante o jogo, consegue manter os braços colados ao corpo (tente você mesmo fazer isso). A tal “bola na mão” ou “mão na bola” é uma das mais insolúveis regras deixadas ao exame do árbitro. Já vi de tudo. Árbitro honesto, mas equivocado,  “bunda mole”, caseiro, que olha a cor da camisa, ou aceita que jogadores apitem o jogo por ele. Seja por uma ou outra razão, uma ou outra peculiaridade de caráter, o árbitro acaba virando personagem danoso ao espetáculo, por alterar o resultado da partida, quer apitando, quando não deva,  quer não apitando, quando deva, a penalidade, ou, então, validando o gol, se não for o caso, ou o anulando, quando não deveria fazê-lo.

Até amanhã amigos,

P.S. (1) O atacante Rossi da Ponte Preta (imagem n. 1 da coluna, emprestada de sportv.globo.com),   afirmou estar cumprindo ordens de seu treinador Dado Cavalcanti, ao deitar atrás da barreira, conduta pela qual ganhou, junto aos seus companheiros,  os apelidos de “minhoca” e “jacaré";

P.S. (2) Ponte Preta e Guarani estão com suas dependências  praticamente concluídas,  para recepcionar as seleções de Portugal e da Nigéria,  seleções que vão usar o CT da Macaca,  e o Brinco de Ouro, respectivamente, para treinamentos.

P.S. (3) Na imagem n. 2, foto do gramado do Brinco de Ouro da Princesa já reformado, segundo o padrão FIFA. Depois da Copa do Mundo, é esperar que um dia, no futuro, o clube consiga montar uma equipe com o mesmo padrão, ou que, pelo menos, mereça jogar num campo em que a bola rola, sem obstáculos, e não seja maltratada. Um dia, quem sabe!;

P.S. (4) A imagem n. 3 é do ex-árbitro gaúcho Leonardo Gaciba, que se aposentou e arrumou emprego na Rede Globo, como comentarista de arbitragem. Parece ser esse o caminho dos árbitros mais bem cotados na opinião da emissora. Tanto que outro ex-árbitro, recém aposentado, já está na telinha do "plim-plim": o paulista, Paulo César de Oliveira, revelando  desenvoltura, diante das câmeras.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

STJ - TETO CONSTITUCIONAL CALCULADO SOBRE APOSENTADORIA E PENSÃO - NOVA ORIENTAÇÃO

Boa noite amigos,

A questão da aplicação do  teto remuneratório previsto na Constituição Federal para a remuneração de servidores públicos, e como deve ser calculado, continua gerando acesas controvérsias na jurisprudência dos Tribunais Brasileiros. Julgando recentemente o RMS 30.880-CE,  a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, alterando orientação anterior, decidiu, por maioria, que, no caso de acumulação de proventos de aposentadoria de servidor público, com pensão por morte de cônjuge, também servidor público, o teto constitucional deve incidir isoladamente sobre cada uma dessas verbas e não na somatória delas. O relator, Ministro Moura Ribeiro, reconhecendo, embora, a existência de precedentes que previam o cálculo sobre os valores cumulados,  observou que a questão deveria ser repensada, pois juntar os benefícios para promover o corte,  equivaleria a admitir que o Estado se locuple ilicitamente, quando é certo que  recebeu contribuições durante toda a vida dos servidores, devendo realizar as contraprestações previdenciárias respectivas prometidas, cujas origens,aliás,  são diversas. O recurso foi interposto por servidores estaduais contra Acórdão do Tribunal de Justiça do Ceará, tendo como recorrido o Estado do Ceará. Como argumento adicional, o Ministro invocou a Resolução 13/06 do Conselho Nacional de Justiça, que admite a incidência separada do teto remuneratório em proventos de aposentadoria e pensão, em que figuram como beneficiários membros do Poder Judiciário.  E, conclui que não via e não vê razão para estabelecer diferença entre os membros do Judiciário e servidores de outros Poderes. Obviamente, o  argumento também serve em caso de qualquer acumulação de vencimentos de servidor público em atividade, desde que lícita, e, igualmente, de servidor aposentado que possa exercer outra atividade pública, recebendo cumulativamente proventos de aposentadoria e vencimentos de atividade. O assunto ainda vai render. Vamos acompanhar com atenção a evolução.

Até amanhã amigos. 

P.S. (1) A imagem-caricatura da postagem de hoje foi emprestada de blog.opovo.com.br.



domingo, 25 de maio de 2014

TURISMO - BARBADOS III - PROGRAMAS E INFORMAÇÕES

Amigos,


Rihanna – Barbadiana Ilustre.

A mais ilustre  personalidade barbadiana, orgulho do governo de Barbados e de todo o seu povo, é a internacional cantora, compositora, dançarina, modelo e atriz, Rihanna (imagem n. 1, emprestada do site wwwperuasantenadas.com), de apenas 26 anos, que iniciou a carreira em 2.005, mas já bateu vários recordes. São mais de 50 milhões de álbuns vendidos e mais de 180 milhões de singles. Premiada  nos Estados Unidos e na Europa, já recebeu 8 grammys, o mais importante prêmio da música internacional.  Em janeiro passado Rihanna esteve no Brasil, fazendo ensaios para fotografias que foram publicadas pela Vogue Brasil. A sensualidade é a sua marca registrada. Belíssima e dotada de um corpo escultural, seu lema é “sensualizar”, porque considera que  “o que é bonito é para se mostrar”. As fotos sensuais foram captadas pelas lentes do fotógrafo Mariano Vivanco. Em 2.011 a cantora foi nomeada Embaixadora da Cultura de Juventude de Barbados. 

Programas


   Visita a The Mount Gay Rum Tour (St. Michael). Trata-se de uma visita à mais importante indústria de rum de Barbados, com direito a conhecer a história de seu fundador e acompanhamento da  exposição dos vários tipos dessa consagrada bebida caribenha. E, na oportunidade, participar também da degustação. A visita inclui o conhecimento da linha final de produção da indústria e a possibilidade de aquisição dos produtos por valores menores do que os cobrados pelos supermercados e lojas.
A visita pode ser feita até às 15,30 horas.

            Passeio de barco pelo Mar do Caribe com paradas para mergulho junto às tartarugas locais – uma atração especial.
Os barcos são inúmeros, a escolher,  maiores ou menores, e o tempo do passeio varia: de 5 horas (no roteiro mais longo do charmoso Elegance Catamaran Cruss, com almoço incluído, ao preço de 115 dólares),  até 3 (três) horas, (o mais curto no El Tigre Catamaran Saling Cruss, sem almoço, mas com aperitivos à vontade, muita música e alegria).  A escolha é do freguês. Arrisque um dos roteiros, valendo lembrar que o de 3 horas é bastante suficiente para se conhecer, razoa velmente toda a ilha vista do mar. Em todos eles há  paradas estratégicas no meio do mar para mergulhos, ao lado das tartarugas.    

    

  Hausen’s  Cave.   Visita à aludida Caverna, com estrutura de primeiro mundo. Você se sente um pouco na Disney. Elevadores descem trazendo o turista do nível normal do solo em que se encontra até a entrada da caverna,  onde começa o passeio. Ele é feito integralmente num trenzinho confortável e seguro, que circula por todo o interior da caverna, de onde se pode apreciar os magníficos desenhos feitos pela natureza e tirar as fotos possíveis. Um passeio muito interessante;

    Animal Flower Cave.  Ao norte da ilha de Barbados, mais precisamente em St. Lucy, você pode se engajar em outro programa que envolve caverna. É imperdível! Para mim o mais interessante de todos. O nome (Animal Flower) refere-se à planta que foi encontrada pelos primeiros descobridores. É notável apreciar a estrutura que se formou a partir da sedimentação e dos acidentes geológicos que sacudiram o local em eras passadas. A vista do penhasco é deslumbrante. Em seguida, descendo por uma escada estreita pode-se andar, com muito cuidado, pelas pedras e testemunhar a beleza da caverna que ali se instalou. Se quiser também pode banhar-se ligeiramente na água gelada que se encontra no seu interior, formando uma verdadeira piscina que mais adiante  se junta ao mar;

e    O Festival de Oinstins.

Todas as sextas-feiras os turistas se misturam com os bajans para se divertir no Festival de Oinstins, um lugar próximo à praia,  onde se pode consumir, em múltiplas barracas, a boa comida da terra, especialmente o “Flyng Fisch”, ou peixe-espada, ouvindo a boa música caribenha , tudo acompanhado de um bom  vinho ou cerveja. É um programa auto-astral que agrada visitantes de todas as idades.

COMPRAS

Ao contrário de Miami, Orlando e Nova York, grandes redutos, a preços insuperáveis,  de compras de roupas, sapatos, eletrônicos e toda uma parafernália que se tornou indispensável à vida e à saúde física e mental da nova e velha geração, em Barbados não vale a pena comprar, pois além de inexistir variedade e qualidade dos produtos que se compram nos EEUU, os preços são altos, iguais ou maiores que no Brasil. Independentemente disso, você pode adquirir produtos locais interessantes que fazem parte da cultura, entre bebidas e “regalos”. Rum, alguns doces tradicionais e bonecos, retratando o pessoal da terra. Feita de barro, em cores que se destacam, há umas caricaturas de senhoras negras, exibindo a avantajada bunda (as bundudinhas, como eu apelidei). Legal, para espalhar no meio de outros objetos em ambientes descontraídos. O resto, porém, esqueça. Guarde os dólares para gastar nos Estados Unidos.


AS PRAIAS

Bem, as praias do Caribe são exatamente aquilo que parecem ser nas fotos (belíssimas, com aquele azul turquesa ou azul caribe ou ainda  mais verde, dependendo da intensidade do sol, da hora do dia e da perspectiva). Um colírio para os olhos. Há praias de águas calmas, como as do Sul  e praias de águas agitadas (as do oeste, próximas do Atlântico). Nas primeiras pode-se aproveitar para banho de mar e nas últimas surfar, para quem gosta do esporte. Mas, indistintamente devem ser vistas, apreciadas e fotografadas. Um paraíso indescritível. Cinco praias se destacam dentre todas: a Enterprise Beach, também chamada de Miami Beach, que é a preferida dos bajans (nome pelo qual também são conhecidos os habitantes da ilha), a Mulliuns Beach, a Dover Beach, a Crane Beach e a Bathsbeba, esta última de águas agitadas, próxima do Oceano Atlântico).

MAIS ARTE.

Barbados, além de Rihanna também tem uma conterrânea aclamada internacionalmente. É a pintora Janice Sylvio Brock, que tem dois quadros expostos nos Estados Unidos. Janice participa de um movimento que mistura sensualidade, cores vivas, com humor ocasional,e confessa influência de  Matisse e Chagall. Sua obra retrata gente da terra, incluindo as negras com seus generosos traseiros retumbantes. Para quem quer conhecer a sua obra aqui vão o site e o e.mail de acesso: www.brock-gallery.com; Janice@brock.gallery.com.;

Terminamos as postagens sobre Barbados.

Até mais amigos,

P.S. (1) A segunda foto é do The Rugged North Coast, de onde se pode apreciar o magnífico desenho da natureza (as águas azuis colidindo com as enormes rochas fruto da sedimentação milenar); a terceira foto é do nosso companheiro Ricardo Schmidt experimentando as roupas de mergulho que comprou por lá; a quarta foto é do pessoal do Catamaran aproveitando parada no meio do mar para mergulho ao lado das tartarugas; a última foto foi tirada dentro da House Cavy;

P.S. (2) Aproveito o final das postagens de Barbados para registrar que nossa viagem foi preparada pela nossa amiga, Elisete Tavares Schmidt, que fez pesquisas e preparou um livreto que nos acompanhou nos dias que permanecemos por lá.



sábado, 17 de maio de 2014

TURISMO - BARBADOS II - RESTAURANTES E CULTURA GASTRONÔMICA

Amigos,

Continuando a nossa exposição sobre a visita à ilha de Barbados, algumas dicas sobre restaurantes, costumes e a gastronomia locais é sempre importante. Como já disse a ilha ainda não está estruturada totalmente para receber um turismo verdadeiramente internacional, a começar pela língua que ali se fala, ou seja, exclusivamente o inglês. É verdade que o inglês é o idioma universal hoje, mas é preciso atender também turistas provenientes de grande parte do planeta e que só entende mandarim, espanhol, italiano, francês etc. Os cardápios, portanto, a exemplo do resto, só apresentam versão em inglês. Outra dificuldade observada diz respeito aos horários rígidos dos restaurantes.
Grande parte não abre para o almoço, mas apenas à noite.  Os que abrem, atendem de 12,00 às 15,00 horas. Se você chegar às 15,05 horas, provavelmente não será atendido. Ou dará com a “cara na porta”. Programe-se, portanto, notadamente se pretender um restaurante específico. O melhor restaurante que experimentamos foi o “The Champers”, realmente o que reúne boa comida, requinte e bom atendimento, o que é raro por lá, pois mesmo nos hotéis mais conceituados, o serviço deixa a desejar, como acontece aqui também no Brasil. Pretendíamos almoçar no “The Champers”, mas chegamos cinco minutos atrasados e fomos literalmente barrados. Com delicadeza, é claro, mas com severa inflexibilidade. Voltamos à noite, para o jantar, servido entre 18,00 e 21,00 horas. Não chegue depois.

Ao lado (à esquerda) foto dos nossos companheiros, Ricardo e Elisete  (apenas na silhueta), saindo satisfeitos e abraçados do estabelecimento. Do lado direito, a foto é de uma sobremesa tradicional na região: O Pudim de Pão. Simplesmente delicioso em todos os lugares em que experimentamos. Não deixe de provar. Outra sobremesa tradicional muito bem feita é a torta de maça (Strudel). Melhor que as de lá só comi na Áustria. Aproveite. O jantar no The Champers custou, com uma garrafa de vinho, cerca de 100 dólares (americanos), por pessoa. Mas vale a pena. Outro estabelecimento que é badalado justificadamente, pois a comida é realmente excelente é o “WaterFront”, onde você pode fazer refeição com vista para o porto (Carrengee, Bridgetown). O serviço, porém, ali, deixa a desejar, mas o preço é muito razoável pela qualidade da comida, algo em torno de 40 dólares americanos, por pessoa. Não deixe de ir, mas vá com tempo dada a provável demora no atendimento e vença a sua ansiedade, pois lembre-se que você está de férias. Ou quase!  A gastronomia de Barbados não foge muito do resto do Caribe: peixes e frutos do mar servidos com guarnição a escolher: arroz ou batatas fritas ou "sauté", ou ainda legumes. E molhos apimentados com a pimenta da terra, como falei na postagem de ontem. Grande parte dos restaurantes oferece cardápio variado continental, com comida típica caribenha, dependendo da opção do freguês.
Os “grilleds” em regra são muito bons, sejam os de peixe, carneiro ou bovinos, com corte americano (os Steaks). Especialidade da culinária local é o “flying Fish” (o peixe voador) e o camarão com quiabo ou com coco. Os restaurantes também costumam servir os pratos com o chamado “peixe do dia”, que varia dependendo do resultado da pesca. Em geral são bons. Os aperitivos são os clássicos nossos conhecidos (margherita, pina colada, morritos, cuba libre) e outros menos conhecidos, mas que basicamente são elaborados com rum, por razões óbvias: ali está uma das mais famosas indústrias de rum do mundo, a The Mount Gay. Outros restaurantes que merecem destaque e que podem ser indicados sem susto, pois a comida é variada, boa e os preços honestos:  O Tapas, O Beach House (indicados como Beach Bars) e o Round House. Comemos, também, muito razoavelmente bem no Belini, que fica na entrada de uma rua em St. Lawrence Gap, ou simplesmente, "The Gap", só de bares e restaurantes, quase todos funcionando apenas à noite. E tem ali o Sol, onde você pode saborear comida mexicana, ao som da boa música do país de Sancho Pança. Um programa alegre, sem dúvida.  É uma boa opção.
Proximamente vamos falar do que fazer em Barbados, de mais interessante, como programas de cultura e lazer.

Até mais amigos.

P.S. (1) Quem for a Barbados precisa tomar vacina contra a febre amarela com pelo menos dez (10) dias de antecedência;


P.S. (2) As cartas de vinhos não oferecem muitas opções. Mas assim mesmo apontam em regra disponibilidade de  pelo menos dois bons vinhos franceses, dois italianos, dois americanos, dois australianos e 1 português. Da América, além dos americanos, os famosos vinhos chilenos. Preferimos estes, tanto pela qualidade, quanto pelo preço. Da linha Concha e Toro (Santa Helena, Santa Rita etc.). São bons. Os vinhos brasileiros, uruguaios e argentinos não têm vez por ali, mas sabemos que esses países já fabricam vinhos de alta qualidade e é questão de tempo, costume e mercado para que conquistem outros horizontes;

P.S. (3) Dentre restaurantes indicados que não tivemos tempo, nem oportunidade de experimentar, mas com boas referências há, ainda: a)  um de comida  árabe (The Sultan, - endereço: Lanterns Mall, Hastings  - tel. 271 0363) e Quayside Centre, Rockley – telefone 426 0279); b) outro, italiano popular (Mamma Mia Italian Deli & Pizzeria (Hostings Main Road, Christ Church, tel. 434 DELI (3354).


P.S. (4) Para aperitivos e lanches rápidos com valor de uma refeição, existem os bares anexos às praias de todos os hotéis, contemplando o  sistema bem americano, que quando saí de férias quer tudo, tudinho, dentro do próprio hotel (as piscinas grandes e pequenas, as lojas, os restaurantes, os cassinos,  os bares, o sol, a praia e o mar etc.).  

P.S. (5) A foto n. 1, que abre a coluna de hoje é de aperitivos coloridos, como convém ao ambiente caribenho (sol, mar, águas cristalinas e drinques doces e coloridos). Foi tirada de nossa mesa no almoço que fizemos no restaurantes Tapas (foto de entrada na imagem de n. 7).

P.S. (6) Não existe Mc Donald's em Barbados. Dizem que não deu certo por lá. A ilha conta com uma cadeia "fast-food" chamada "Chefette", com lanches populares e variados e, ainda, a americana, KFC, na conhecida linha de frangos crocantes;



P.S. (7) Para os apreciadores de cerveja como eu, a única cerveja tipicamente barbadiana é a Bank's (foto ao lado), em long-neck, bastante razoável e que pode e deve ser tomada bem gelada, ou ainda com limão, a exemplo da mexicana Corona;








P.S. (8) Você já provou torta de macarrão? Pois a "Macaroni Pie" é um dos pratos tradicionais da cozinha barbadiana. Ao lado, imagem do tal prato emprestada do site marcelokatsuki.blog.folha.uol.com.br.  No site você pode, inclusive, obter a receita do tal prato, que agradou o blogueiro Marcelo, e realmente é muito interessante como entrada de refeição ou a própria refeição, dependendo da intensidade de fome do freguês.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

TURISMO - BARBADOS I - NOTAS SOBRE A ILHA CARIBENHA


Boa noite amigos,

Barbados é uma ilha ao sudoeste do mar do Caribe do tamanho de Florianópolis. Não é badalada como Cancum, Porto Rico ou Curacao. Mas tem seus encantos naturais e culturais. É atualmente uma República Parlamentarista, ex-colônia inglesa, tendo obtido a sua independência no ano de 1.966. A população é de 90% de negros, 6% de brancos e 4% distribuídos entre as demais raças. O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é um dos mais altos de toda a América, só perdendo para Estados Unidos e Canadá.


A moeda vigente é o dólar barbado, estável, cujo valor corresponde à metade do dólar americano. Por falar na verdinha mais famosa do planeta, você não precisa trocá-la pela moeda da terra, pois o dólar americano é amplamente aceito em todos os lugares, normalmente pelo valor do câmbio (fique esperto, porém, pois em alguns lugares o valor é prefixado, em desfavor do turista). Daí porque, também em regra, não compensa fazer câmbio no aeroporto ou em lojas do gênero, que cobram taxa. Barbados é um dos remanescentes paraísos fiscais, num mundo em que a ética e o incremento da  cooperação entre as nações, tende a fazer com que sejam varridos do mapa, mas o seu governo (com o fito claro de atrair recursos como todo paraíso fiscal que se preze) propaga a estabilidade política e econômica do país, o desinteresse pela origem do capital e a garantia na manutenção de sigilo das operações financeiras. A ilha é a única da região que não tem formação vulcânica. Foi formada a partir de sedimentações de recifes de corais e é por isso que, ao contrário, por exemplo, de Aruba e Curacao ali o solo permite a agricultura, sendo a cultura mais expressiva a de cana-de-açúcar, absorvida internamente pela indústria de bebidas. O país não é dividido em estados ou cidades, mas sim nas chamadas "paróquias" (parishs),  ou províncias, onze, no total, todas batizadas com nomes de santos, com exceção da nominada de  "Christ Church". 

A capital Bridgetow possui cerca de 300.000 habitantes e é a maior província. As poucas outras têm população que não superam a casa de 1.500, 2.000 habitantes. São 5 horas e 15 minutos entre São Paulo e Bridgetow, num voo semanal da empresa aérea “Gol”, com uma tripulação simpática e exclusivamente brasileira. O Hilton Hotel, cinco estrelas, onde nos hospedamos, ainda conserva o glamour dos velhos tempos em que era o maioral (fotos n. 1 e 2). A diária custa o equivalente a 720 dólares barbados (mais ou menos 360 dólares americanos). Agora, há outros mais sofisticados, como o Radisson, o Sandy Lane e  o glamouroso “The Crane”, que oferecem enormes opções para os clientes, incluindo campo de golfe, cafés, lojas, restaurantes, shows, além de equipamentos e arquitetura requintadas.
A foto n. 3 é da bandeira de Barbados. As de n. 4  e 5 (ao lado e imediatamente abaixo) foram tiradas do meu celular e dão uma ideia pálida do complexo em que está instalado o hotel The Crane, cuja diária fica por volta de 1.000 dólares barbados (mais ou menos 500 dólares americanos). Não tente falar na ilha outra língua que não seja a inglesa. Português, ou mesmo espanhol, nem pensar, pois não há, mesmo no circuito turístico, pessoa habilitada à tradução, o que demonstra que Barbados ainda não atingiu o nível esperado, em termos de turismo internacional.  A religião que predomina é a anglicana, mas ali se praticam 100 religiões diferentes.
O transporte público formado por ônibus e vans, parece suficiente para os da terra. O preço da passagem de ônibus é de 2 barbados ou 1 dólar, ou 2 reais. A melhor forma de locomoção para nós, turistas, é o automóvel, que você pode locar antes, pela internet, ou no próprio aeroporto. O trânsito não é complicado, mas é preciso cuidado, a começar pelo fato de que a direção dos veículos fica à direita e deve-se dirigir pela mão esquerda, como na Inglaterra e no Japão.  No começo parece preocupante e há nítida sensação de que se está na contra-mão, especialmente quando se ingressa nos balões ou nas rotatórias. Mas logo a impressão se esvai. Uma questão de hábito. Na culinária uma peculiaridade que lembra a cozinha baiana: a pimenta, presente em todos os pratos inapelavelmente, tanto nos molhos e temperos de pastas (massas) italianas, como o “al sugo”, “a bolognesa” ou “ao pesto”, em carnes variadas e até nas pizzas, também abundantes por ali.  Não escapam nem os aperitivos, como a famosa “Margherita”,  também incrementada com a pimenta da terra, a “Scotch bonnet peppers” (vide foto abaixo emprestada de www.wikipedia.com).   

A Globo,  ainda não chegou por lá. Não encontramos canal que exiba a sua programação ordinária, notadamente as novelas que fazem sucesso em todos os cantos do planeta. Mas a HBO latina exibe uma séria brasileira que eu não conhecia (PSI), mesmo porque descobri, no retorno, que ela estreou no Brasil alguns dias antes de nosso embarque e deve ter 13 episódios. O protagonista,  Carlo, personagem do ator Emílio de Mello,  é um psicoterapeuta às voltas com seus problemas familiares e existenciais e que busca mesclar os seus conhecimentos teóricos (de formação lacaniana), com a experiência adquirida, em benefício de seus atormentados pacientes. Super interessante, com lances de profundidade e suspense. Ah! Por falar em HBO, o canal está veiculando por lá um vídeo em que vários tipos populares e personalidades, convidam as pessoas para visitar o Brasil na Copa de 2.014. Dentre as personalidades, destacamos o simpático Dadá Maravilha, já envelhecido, mas com o mesmo sorriso de outros tempos, o jogador Raí, o Ministro de Esportes, Aldo Rabelo,  e até o Juca Kfouri. Faltaram o Pelé e a Daniela Mercury, marcas registradas de campanhas dessa natureza.  Suponho que o comercial não seja patrocinado pela FIFA, nem pela CBF, pois o Juca, com a mesma paixão e sinceridade que gosta e comenta sobre futebol, “mete o pau” em “Deus e todo mundo” quando denuncia as falcatruas que se cometem nos bastidores, tanto da Federação Internacional, quanto da nossa Confederação. A criminalidade na ilha é quase zero, acreditem. Mas o consumo de entorpecentes é proibido, inclusive da popular “maconha” (cannabis sativa). E se diz popular por lá, porquanto a erva é historicamente vinculada à cultura dos rastafáris, presente naquela civilização. A pena para quem for preso com maconha é de até 20 anos de prisão. Apesar disso, é freqüente o uso da erva, inclusive a venda, “meio na moita”, a hóspedes dos hotéis, à noite, com negociação realizada na beira da praia deserta e escura, na extensão dos hotéis.  Suponho que a polícia faça vistas grossas tanto ao uso, quanto ao tráfico. Mas é só suposição. A ilha conta com um jornal local “The Advocate And The Nation”.  Há vários campos de golfe que, como se sabe, exigem muito espaço. Um dos mais famosos é o “The Country Club at Sandy Lane Golf Course”, o que  não deixa de ser impressionante, pois a ilha de Barbados é uma pequena ilha do Caribe, mas a instalação desse campos para prática do esporte (que não é a nossa praia, certamente), atende à nobreza anglo-saxônica, a chamada “World class golfe”. Por falar nisso, a ilha é toda preparada para receber em verdade e em regra, ingleses e americanos. Os brasileiros não têm presença maciça por lá, mas estão chegando. E em bom número. Volto ao assunto nos próximos dias para falar sobre compras, praias, restaurantes e  demais programas interessantes.

Até amanhã amigos.


P.S. (1). A Scotch Bonnet Peppers é uma variedade de pimenta dentre as chamadas pimentas vermelhas do Caribe. É também conhecida na Guiana como  “bola de fogo”. Tem uma potência térmica de 2.500 a 8.000 na escala de Scoville e são encontradas principalmente no Oeste africano, em Granada, em Trinidad e Tobago, na Jamaica, em Barbados, no Suriname, na Guiana. A escala de Scoville mede a potência térmica das pimentas, o que corresponde ao seu grau de ardência;


P.S. (2) Rastafári ou Movimento Rastafári surgiu na Jamaica entre a classe trabalhadora e camponeses afro-descendentes, em meados dos anos 20, por uma interpretação da profecia bíblica, em parte baseada no monarca africano Selassiê, considerado pela Igreja Ortodoxa Etíope como o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. A palavra é uma associação de Ras (príncipe ou cabeça) com Tafari (da paz), nome de Selassiê antes de sua coroação. Dentre as características do movimento ou seita, destaca-se o uso sacramentado da maconha, aspirações políticas e afrocentristas,  incluindo ensinamentos do publicista e organizador jamaicano Marcus Garvey (considerado um profeta), o qual ajudou a inspirar a imagem de um novo mundo, com sua visão política e cultural. 

P.S. (3)  Para algumas informações que constam desta coluna consultei o site www.wikipedia.com.



P.S. (4) Ao lado. vista do mar a partir da janela do nosso apartamento do Hotel Hilton (foto da Mara, minha mulher). A foto de n. 7 acima é do campo de golfe do Hotel Sandy Lane (emprestada do site www.tripadvisor.com.). A foto n. 8 é do magnífico Hotel Sandy Lane, emprestada de www.beatywellness.com.


P.S. (5) Vista ao lado da vasta cultura de cana-de-açúcar, praticamente a monocultura da ilha, uma vez que é o principal insumo utilizado na importante  indústria de rum;

P.S. (6) É enorme o número de veículos em Barbados, mais de 150.000, o que dá uma média de um carro para cada dois habitantes. Apesar disso, tirante os horários de "rush", entre 7 e 9 da manhã e 4 e 6 da tarde, é fácil circular por lá.

P.S. (7) Aproveitei algumas informações constantes do site escaladadaplanetaria.blogspot.com.br, a quem atribuo o competente crédito.

terça-feira, 13 de maio de 2014

MOVIMENTO ALDRAVISTA NA LITERATURA - POEMAS CURTOS DE 6 PALAVRAS

Boa noite amigos,

“Seis
Palavras
Poesia?
Como
Chama?
Alvadria.”  (Alan Kramer).

Fazer poesias curtas, no máximo com seis  palavras e que tenham conteúdo. Essa a proposta que, há dez anos,  intelectuais da cidade histórica de Mariana, Minas Gerais, lançaram, inaugurando um estilo que foi  batizado pelo estranho nome de “aldravista”, em referência a aldrave, um antigo batente de porta. É poesia curta, poesia que bate à porta, como afirmou um dos adeptos.  Recentemente, um grupo de poetas se apresentou em Portugal, na Academia de Letras e Artes, explicando o movimento e levando exemplos da arte instantânea. Uma das lideranças do movimento, Andrea Leal (imagem acima emprestada de sociedadedospoetasmigos.blogspot.com) explica no que consiste o tal estilo: “A aldravia são seis versos vocabulares. Ela não é uma frase, é um vocábulo em cada linha. Tem que colocar o máximo de poesia com o mínimo de palavras”. Um desafio, sem dúvida. Mas se o estilo exige rigorosa concisão e conteúdo,  também confere plena liberdade ao autor, pois dispensa rimas e outras regras estilísticas. O grupo pretende levar o estilo aldravista para a Europa toda. Após Portugal segue para a Espanha. Em tempos em que não há tempo para nada e que tudo tem que acontecer rapidamente, a proposta, sem dúvida, veio para ficar. Para não privar o mundo e as pessoas da mágica da poesia. Com tempo ou sem tempo.

Até amanhã amigos.


P.S. (1) A acadêmica portuguesa Celeste Garcez, presente à apresentação na Academia de Letras e Artes de Portugal não poupou elogios: “É mais uma poesia que veio para ficar” foi  a  sua também curta observação aos repórteres que cobriam o evento.
P.S. (2) Aqui vão as minhas duas  humildes contribuições para o novo estilo, que sinceramente, me agradou pelo desafio, liberdade e autenticidade.



"Rua
Lugar
De Ver
Gente 

Divergente"     (Diversidade).
                                                 
                                                       "Vi
                                                        Cem
                                                        Moças
                                                         Sem
                                                                                               Sonhos
                                                                         Pena! "  (Desalento).


P.S. (3) O jovem aí de cima é Rodrigo C. M. Machado, um talentoso Mestrando em Letras pela Universidade Federal de Viçosa. A imagem foi emprestada de revistacontemporartes.blogspot.com., instrumento de mídia utilizado pelo rapaz para suas postagens sobre assuntos relacionados à sua área,  e de  onde extraí algumas informações sobre o movimento aldravista, que nasceu em Mariana (MG), também considerada o berço do arcadismo.