sexta-feira, 10 de março de 2017

LIGA DOS CAMPEÕES - A HISTÓRICA CLASSIFICAÇÃO DO BARCELONA

Boa noite amigos,

O brasileiro Neymar  do Barcelona consola outro brasileiro,

o zagueiro Thiago Silva, do PSG: - Neymar me enlouqueceu,
declarou o zagueiro, numa alusão à jornada diabólica do ata-
cante, que desmontou a defesa da equipe francesa,  com --
seus dribles mirabolantes. A imagem é de goal.com.
O Barcelona, de Messi, Luizito Suárez e  Neymar fez nesta quarta-feira, uma exibição de gala em seus domínios, batendo a boa equipe do Paris San Germain, pelo incrível placar de 6 a 1, três dos últimos gols construídos após os 42 minutos do segundo tempo. A equipe catalã, no jogo de ida, tinha sido goleada pelo elástico placar de 4 a 0 e precisava igualar ou superar essa diferença para passar às quartas da Liga dos Campeões, o principal campeonato europeu. Foram 90 minutos de verdadeira aula de futebol, um futebol ofensivo, de velocidade e deslocamentos, de passes certeiros de seus atletas,  de marcação do adversário, que foi literalmente “encurralado” em seu campo, de superação, de técnica, garra e catimba, com todos os ingredientes de uma grande e histórica decisão. O gol de Cavani, aos 16 do tempo complementar,  caiu como um balde de água fria sobre os atletas, a diretoria e a torcida que lotou o Campi Nou. Vencendo a partida até aquela altura, pelo placar de 3 a 0, o Barça estava a pique de fazer o quarto gol, o que lhe daria, no mínimo, a chance de disputar a passagem à outra fase, nas penalidades máximas. Sofrendo, no entanto, como sofreu, um gol, e sendo o gol feito fora de casa, critério de desempate, essa tarefa ficou praticamente impossível. Seriam necessários outros três no tempo restante de jogo.  A virada sensacional começou com a perfeita cobrança de Neymar, de uma falta pelo lado esquerdo, sem chance para o goleiro,  aos 42 da etapa final. Ainda era pouco. O Barça, porém, não desistiu. Na base do sufoco foi construindo as chances de gol. Já no tempo complementar,  Suárez caiu na área e o árbitro, pressionado e fora do lance, marcou uma penalidade inexistente. Desta vez foi Neymar que assumiu a responsabilidade pela cobrança e não  perdeu. Era o 5º gol aos 47 minutos da etapa complementar, dois minutos do período de acréscimo de 5. Ninguém arredava pé do estádio, como se vaticinando um milagre. Mais um gol na prorrogação. Aos 49, no apagar das luzes, no apito final e implacável,  Neymar levanta bola na área e Sergi Roberto  chega antes do goleiro para mandar a bola para o fundo das redes. Era o 6º gol, o gol da classificação, o gol da reviravolta, o gol do último minuto, o gol do impossível. Estava decretada a desclassificação do PSG, que entrou em campo praticamente classificado, pela imensa vantagem que trazia na bagagem. Coisas do futebol esse esporte de emoções e surpresas. Foi a primeira vez que ocorreu uma reviravolta desse porte na história da Liga. E  a partida já está e ficará para a história, antológica que foi em todos os aspectos: pela importância do jogo, pelo desfile de respeitados craques dos dois lados, pela forma da disputa, pela qualidade do jogo, pelos sete gols marcados e especialmente pela superação dos atletas que conseguiram não só a vitória, mas uma classificação impossível àquela altura. Começou também a Libertadores na fase de grupos e a maior parte dos times brasileiros entraram em campo, inclusive o campeão Palmeiras, com o seu super-time. Assunto para outro dia.

Até mais amigos,

Em imagem emprestada de goal.com., o herói do jogo, Ney-

mar agradece aos céus a classificação incrível do Barce-
lona: - Foi minha melhor exibição, declarou após o jogo.
P.S. (1) Foi assim a história dos sete gols na partida de hoje entre Barcelona e PSG, jogo de volta pelas oitavas da Champion: Suárez aos 2 minutos do primeiro tempo; Kurzawa aos 40 minutos da etapa inicial; Messi cobrando penalidade máxima aos 5 minutos do segundo tempo; Cavani marcou para o PSG aos 17 minutos do segundo tempo; Neymar aos 42 e 46 minutos do segundo tempo; Sergi Roberto aos 49 da etapa complementar.

P.S. (2) Sem favor algum, Neymar foi o nome e o herói da partida. Fez dois gols, o primeiro em primorosa cobrança de falta, o segundo em perfeita cobrança de penalidade máxima e deu assistência para o sexto e último gol. O gol da classificação. Além disso, dos atacantes foi o mais efetivo, o mais intenso, o que mais sofreu faltas, como sempre. Teve também a catimba de sempre, o verberado "cai-cai" que segundo alguns, deslustra a imagem do craque. Partida inesquecível!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

E O OSCAR DE MELHOR FILME VAI PARA...

Boa noite  amigos,

Moonlight - Sob a Luz do Luar, o grande vencedor do Os-
car 2.017, focalizando o preconceito e a intolerância con-
tra negros e homossexuais. (imagem emprestada de adoro
cinema)
Quando os veteranos atores, Warrem Beatty (79 anos) e Faye Dunaway (76 anos), surgiram no palco do Dolby Theater em Los Angeles,  para anunciar a estatueta de melhor filme, O Oscarversão 2.017, na sua 89a. edição,  ninguém imaginava que estava para acontecer a maior gafe da história do famoso prêmio da Academia Americana de Cinema. Ao abrir o envelope para ler e comunicar ao público presente e ao mundo, o filme vencedor, Warren fica em dúvida e gera um momento de apreensão. Ao mostrar o envelope para sua companheira de palco, ela sim, decidida e imediatamente,  proclama o musical  La La Land Cantando Estações, como vencedor. Toda a equipe responsável pela película, então, invade o palco, ao som dos aplausos efusivos do seleto auditório, e já se iniciam os agradecimentos de praxe. Mas o real vencedor era o filme Moonlight – Sob a Luz do Luar, outro concorrente. Descoberto o engano são convocados os verdadeiros vencedores para subir ao palco, o que fazem anestesiados pela confusão, diante da perplexidade dos convocados anteriormente, num clima de constrangimento geral. O equívoco ficou por conta da troca de envelopes. O envelope dado aos apresentadores não era o relativo ao melhor filme, mas ao prêmio de melhor atriz para Emma Stone, àquela altura já anunciado e entregue. O fato ganhou especulação, piadas e memes em geral na internet (rendeu até um  Ga, Ga, Land para o casal anunciante). 
La La Land, musical que levou seis estatuetas, dentre elas
a de melhor diretor e melhor atriz.
Tirante o incidente,  o Oscar deste ano teve outros destaques.  Havia grande expectativa com relação aos discursos e pronunciamentos de produtores, atores e diretores contra a política de discriminação de imigrantes do Presidente Trump, especialmente depois da polêmica declaração de Mary Streep, durante o Globo de Ouro, que provocou reação raivosa do mais alto mandatário da política americana. Alguns discursos fizeram menção ao Presidente e a discriminação manifesta em relação aos imigrantes, a despeito de uma clara intenção de não polemizar demais, convertendo o prêmio numa espécie de  movimento político contra Trump e suas propostas de governo. O  apresentador, o comediante,  Jimmy Kimmel,  em tom de pilhéria, provocou risos,ao anunciar Mary Streep, solicitando ao auditório uma salva de palmas à atriz de Filomena, “embora ela não merecesse.”  E chegou a provocar, fazendo graça, o Presidente, indagando se ele já estava dormindo, porque até aquele momento, não tinha postado nada acerca da cerimônia no seu instagran. Nenhum dos prêmios constituiu surpresa, Com pelo menos três concorrentes explorando o preconceito contra negros e a indicação de atores e atrizes negros para os prêmios de melhor ator e melhor atriz (principal e coadjuvante), a Academia se redimiu das críticas do ano passado,  quanto à ausência completa deles na indicação às diversas categorias da premiação. Casey Afflex, o irmão mais novo do ator e diretor, Ben Affleck (Argo, Oscar de 2.013), sem ser favorito, venceu na categoria de melhor ator, pela atuação em Manchester à Beira Mar, deixando para trás atores veteranos consagrados como Denzel Washington (61 anos), a quem fez questão de agradecer, afirmando ter aprendido a arte de atuar com ele, conquanto não o conhecesse pessoalmente. E em particular a Matt Damon, que o convidou para o papel inicialmente destinado ao próprio Matt, que preferiu apenas permanecer como produtor do filme. À Emma Stone, soberba em La La Land, ficou bem a estatueta de melhor atriz. Era favorita e unanimidade, embora tendo como concorrentes atrizes do porte de Mary Streep (Filomena), a ótima francesa, Isabelle Huppert (Elle), e a americana Natalie Portmann, protagonista de Jackie, e que venceu na mesma categoria, em 2.011,  por Cisne Negro. Das doze indicações, La La Land ganhou a metade dos prêmios (Melhor atriz, direção, fotografia, canção original,  design de produção e trilha sonora), mas não levou o principal de melhor filme. Elegeu, porém, o mais jovem diretor, Demian Chazelle, que, com apenas 32 anos recentemente completados, entra para a elite dos grandes diretores consagrados pela Academia, prenunciando uma carreira auspiciosa em Hollywood.
Emma Stone, melhor atriz, um prêmio merecido. Imagem -
emprestada de TV Line.
Enfim, uma das versões mais avançadas da tradicional premiação, ao indicar filmes e diretores de vanguarda, com roteiros ousados, conferindo a  Moonlight Sob a Luz do Luar,  o premio máximo, um filme que, a um só tempo explora o preconceito americano em relação a negros e homossexuais. Ainda nas principais categorias, destaque para o melhor roteiro original que ficou para Manchester à Beira-Mar, melhor roteiro adaptado para Moonlight Sob a Luz do Luar e para melhor ator e melhor atriz coadjuvante, prêmios entregues a Mahershala Ali (Moonlight) e Viola Davis (Um Limite entre Nós).


Ate mais amigos.

Um trio vencedor: Matt Damon, Casey e Ben Affleck. Casey
venceu na categoria de melhor ator, num papel antes desti-
nado a Matt,que só permaneceu como produtor. Matt e Ben, 
porém, têm uma longa história de parcerias importantes.
imagem emrpestada de boston.com.
P.S. (1) Matt Damon me impressionou muito ao protagonizar um jovem auxiliar de limpeza de uma universidade e que se revela um gênio na solução das questões matemáticas. Gênio Indomável, de 1.998, venceu o Oscar daquele ano na categoria de melhor roteiro original e conferiu também a Robin William a estatueta de melhor ator coadjuvante. Matt recebeu, pela interpretação, o Urso de Prata, do Festival de Berlim;

P.S. (2) Warren Beatty e Faye Dunaway, o  casal de artistas  que anunciou equivocadamente o filme vencedor na cerimônia do Oscar de domingo, se tornou célebre nos anos 60, como protagonistas do revolucionário “Bonnie and Clyde”. A película, no melhor estilo do nouvelle vague francesa, era uma versão romanceada da história real de um  casal de bandidos que assaltava e matava durante o período da Grande Depressão, levando o terror aos estados centrais dos Estados Unidos. O filme arrastou milhões de espectadores aos cinemas de todo o mundo, enriquecendo Beatty, para quem a Warner Brothers ofereceu a bagatela de 40% da bilheteria, em substituição à remuneração  em valor fixo do que se pagava, no mercado, a um jovem produtor, por não acreditar no sucesso comercial do filme. 

P.S. (3)   "Eu sou da Itália, eu trabalho pelo mundo. Por isso dedico este prêmio a todos os imigrantes" alfinetou o italiano Alessandro Bertolazzi, prêmio de melhor maquiagem para Esquadrão Suicida; O diretor iraniano, Asghar Farhadi, vencedor do prêmio de melhor filme estrangeiro com O Apartamento,  se recusou a comparecer ao prêmio, mas mandou seu discurso, nos seguintes termos: "Minha ausência é devida ao desrespeito com as pessoas do meu país. Dividir o mundo em categorias como "nós" e "os nossos inimigos" cria medo, uma enganosa justificativa para agressão e guerra. Cineastas podem apontar suas câmeras para capturar e compartilhar as qualidades humanas e quebrar esteriótipos de várias nações e religiões. Eles criam empatia entre "nós" e "os outros", empatia de que hoje precisamos mais do nunca."; E o ator Gael Garcia Bernal, por seu turno, disse que "Como mexicano, como latino-americano, sou contra qualquer muro que queira nos separar."

P.S. (4) Há muito tempo que o cinema iraniano vem merecendo destaque. Asghar, pela segunda vez, vence o prêmio da academia dedicado ao melhor filme estrangeiro. O primeiro foi com o bom longa A Separação. Ano passado perdemos o consagrado diretor iraniano,  Abbas Kiarostami, que foi lembrado entre as personalidades que nos deixaram no ano de 2.016. Dentre eles, também foi merecidamente citado o nosso Hector Babenco, diretor do Beijo da Mulher Aranha, Carandiru, dentre outros. 


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

TCHAU VELHO! À VICENTE OTTOBONI NETO

Boa tarde amigos,

Vicente em momento de alegria e orgulho,  exibindo um
dos peixes grandes pescados no Canal do Panamá e que eu
dizia ter sido comprado no mercado só pra documentar men
tira de pescador. A imagem me foi fornecida pelo próprio.
Peço licença aos amigos hoje, para me despedir de um de meus amigos mais queridos, Vicente Ottoboni Neto, advogado íntegro e competente e grande figura humana,  que partiu desta vida no dia de ontem, deixando um enorme vazio no coração de seus parentes, clientes e amigos:

"Não, não vou me lembrar de sua morte. Nem de sua maldita doença.  Elas não importam agora que você nos deixou e virou uma lembrança.  Uma estrela no céu. Uma quimera, sei lá.  Uma retórica qualquer, com sabor de eternidade para se vingar do tempo.  Um tempo que nos limita. Um tempo que nos separa, impiedosamente, mas que também nos deu a grata chance da contemporaneidade. Importa o que você construiu. Importa a sua vida abençoada de doação para seus parentes, amigos, clientes e desconhecidos, privilegiados pela sua mansidão, disponibilidade,  sensibilidade, sua refinada educação, seu espírito voltado para a caridade e a justiça. Importa o abraço, aquele abraço forte, sincero, tranqüilo,  que você me deu na última vez que deixei sua casa e que eu senti como uma doída despedida. Importa o vazio da orfandade das cachorras que você não abandonava, fiéis companheiras em todos os momentos de sua improvável convalescença. Importa a amizade, o carinho, a relevância do ser humano forte, do bom combate travado, das boas causas e da busca incessante de aprimoramento da sabida ridícula e precária condição humana. Importam os amigos de diversas origens e destinos, que você fez nas fugas para as pescarias esportivas e nas viagens longínquas por caminhos áridos e perigosos, em busca de sua essência interior  e da natureza simples do mar e dos peixes, da sensação de estar livre, provisoriamente que fosse,  das questiúnculas  suscitadas em processos que inundam os tribunais humanos  e  dos desencontros forjados no convívio daqueles que lhe eram caros. Importa a sua enorme disposição para perdoar as ingratidões e a falta de caráter das pessoas, bondade para justificar tudo e a todos. Importa a nossa parceria forte sempre no sentido da condução das pessoas à conciliação, ao perdão, à cata da vida como a arte do encontro, como falou um dia a sensibilidade do poeta. Importa a alegria das vitórias justas e a tristeza das derrotas injustas. Importa a solidariedade da partilha de nossas indignações, diante das violências e injustiças sociais. Importam todas as manhãs dos dias seguintes às nossas tragédias, em que a esperança sempre se renovava para alimentar a continuidade da luta, apesar de tudo. Importam aqueles momentos não raros de alegria, divididos com nossas mulheres,  com amigos e com companheiros de escritório, em que trocávamos informações malucas e  piadas, jurídicas e leigas, comemorando o lado bufão e leve da vida, às vezes regado à boa comida e a várias taças de vinho ou cerveja.   Importa o exemplo e o legado que ficam e devem inspirar Rodrigo e Pedro, seus filhos sempre venerados.  Tchau Velho! Obrigado por tudo. Pela divisão da vida, dos sentimentos perscrutados no recôncavo de nossas almas, pelo inaudita e inesgotável poder de compreensão e  pelo ombro amigo. Te amo e esse amor fraterno permanecerá para sempre, ainda que o sempre seja mais uma retórica para se vingar do tempo.".


Até breve amigos.


P.S. Em postagem de 16 de julho de 2.012, contei neste blog, as aventuras de Vicente e seus amigos pescadores em "Pescaria Esportiva no canal do Panamá".

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

LITERATURA - 101 CANÇÕES QUE TOCARAM O BRASIL - NELSON MOTTA

Boa noite amigos,

Capa do livro destacando a sensacional dupla de

compositores, Vinícius de Moraes e Antonio Carlos 

Jobim, autores da música Garota de Ipanema, uma
das mais gravadas e executadas no mundo inteiro.
A Editora carioca, Estação Brasil, lançou no último mês de setembro,  na linha de sua coleção batizada de “101”, o livro 101 CANÇÕES QUE TOCARAM O BRASIL,  do paulista Nelson Motta (72 anos) conhecido jornalista, compositor, escritor, roteirista, teatrólogo, crítico musical e produtor cultural, e colaboração de Antônio Carlos Miguel,  no qual elege as 101 canções que no seu entender somaram beleza poética, integração letra-música, inovação e tornaram-se sucessos populares, tocados no rádio e na televisão nas respectivas épocas, ou em outras, quando relançadas. Tudo isso num ciclo de pouco mais de 100 anos, a começar por O ABRE ALAS, de Chiquinha Gonzaga, de 1.899 e terminar com o rap À PROCURA DA BATIDA PERFEITA, de Marcelo D2 e David Corcos, de 2.003. Nelson, nascido em 1.944, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde reside até hoje, e acompanhou pessoalmente todos os movimentos musicais a partir do nascimento da Bossa Nova.  Com apenas 20 anos venceu o I Festival Internacional da Canção (1966), com a música “Saveiros”, feita em parceria com Dori Caymmi. E quem, sendo da minha geração, não se lembra de O CANTADOR,  música que  fez com o mesmo parceiro da época e que a jovem Elis Regina defendeu em 1.967,  no III Festival da Música Popular Brasileira, da TV Record de São Paulo?[1]. Sua obra conta hoje com mais de 300 canções, muitas de inesquecíveis sucessos como “Dancin’Days” e “Como uma Onda”, em co-autoria com Lulu Santos. Produziu discos de cantoras importantes como Elis Regina, Marisa Monte e Fernanda Takai. No posfácio do livro, afastando qualquer pretensão de ser o dono da verdade, começa por observar que “As 101 melhores, ou mais  bonitas, ou mais importantes canções brasileiras não existem”. Admite que existam e se possam fazer inúmeras listas diferentes e respeitáveis, por gênero, época, importância histórica ou sucesso popular, não de 101, mas de 1.001 músicas dos últimos 100 ou 50 anos, porque “Uma das grandes qualidades da música brasileira é a variedade inigualável de gêneros, estilos, ritmos e misturas musicais, de Belém a Porto Alegre, em épocas distintas e sob múltiplas influências, que representam nossa diversidade étnica e cultural” (sic, fls.215). 
Nelson e Elis Regina, uma de suas famosas
namoradas, para cuja obra o compositor
contribuiu, estudou e sobre a qual escre
veu.
Com bela e leve disposição gráfica, em que numa das páginas comenta a história da música e, na outra, estampa imagens dos compositores, cantores, discos ou cartazes de publicidade da época das edições, o livro é um convite  a uma leitura prazerosa, que mais lembra um bate-papo com um amigo entendido do assunto, numa roda de café ou cerveja. É quase impossível ler sem cantarolar baixinho ou simplesmente memorizar a música focalizada, num exercício de retorno ao passado, gostoso e saudável. São notas de como a música nasceu ou foi concebida por seus compositores, quem gravou, quem não quis gravar e se arrependeu,  quando surgiu o sucesso popular, o que ela trouxe de inovação ou contribuiu para o movimento musical específico[2]. E, ainda, detalhes considerados curiosos como a compra e venda de composições, prática comum em certa época (a dos chamados comprositores)[3].Claro que nesse rol se encontram canções de nossos mais respeitáveis compositores como Chico Buarque (Apesar de Você; Construção; Olhos nos Olhos); Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes (Chega de Saudade; Eu sei que Vou te Amar; Garota de Ipanema); Caetano Veloso (Força Estranha; Sampa; Terra); Gilberto Gil (Domingo no Parque; Aquele Abraço);  Milton Nascimento (Travessia; Coração de Estudante); Luiz Gonzaga (Asa Branca); Gonzaguinha (Explode Coração; O Que é o Que é?); Noel Rosa (Feitiço da Vila; Palpite Infeliz); Ary Barroso (Na Baixa do Sapateiro; Aquarela do Brasil; Pra Machucar meu Coração); Dorival Caymmi (Dora; Marina; João Valentão; Saudade da Bahia); Cartola (O Sol Nascerá; As Rosas não Falam; O Mundo é um Moinho); Nelson Cavaquinho (A Flor e o Espinho; Folhas Secas);  Adoniran Barbosa (Trem das Onze);  Paulinho da Viola (Foi um Rio que Passou na Minha Vida; Coração Leviano);  Roberto e Erasmo Carlos (Detalhes; Emoções; Fera Ferida); Tim Maia (Não Quero Dinheiro); Raul Seixas (Ouro de Tolo; Metamorfose Ambulante);  Cazuza (Pro dia Nascer Feliz; Brasil). Não necessariamente as que eu e você colocaríamos nesse apertado rol de apenas uma centena de canções. E outros compositores, como outras composições, segundo  critérios e gostos variáveis,  porque, como adverte o próprio Motta, a enorme diversidade, quantidade e qualidade da música popular brasileira, permite a construção de listas diferentes e igualmente sustentáveis[4]. Para quem gosta de música, gosta de histórias de como elas são feitas, gravadas, disputadas e caem na boca do povo, nos seus variados estilos e apelos, as situações e motivações com que elas foram criadas, gravadas ou censuradas, é um livro de leitura imprescindível.  Uma boa sugestão também para presentear os amigos que gostam de música, literatura e história.

Nelson Motta atualmente, aos 72 anos de idade.

Até mais amigos.

P.S. (1) A Editora Estação Brasil se qualifica como o “ponto de encontro dos leitores que desejam redescobrir o Brasil”. Afirma, ainda, a editora carioca: “ Queremos revisitar e revisar a história, discutir ideais, revelar as nossas belezas e denunciar as nossas misérias. Os livros da Estação Brasil misturam-se com o corpo e a alma de nosso país, e apontam para o futuro. E o nosso futuro será tanto melhor quanto mais e melhor conhecermos o nosso passado e a nós mesmos.”   Está dito e registrado;

P.S. (2) O nome completo de Nelson Motta é Nelson Cândido Motta Filho. O compositor foi casado quatro vezes, com mulheres de destaque, como a atriz Marília Pera, morta recentemente, e a empresária, Constanza Pascolato. Foi também amigo e namorado de Elis Regina;

P.S. (3) Sobre Elis, escreveu uma crônica no jornal O Globo, em 03 de abril de 2.015, onde salienta: "Derrubado por uma gripe assassina e longe do noticiário político para evitar náuseas, passei a semana na cama com Elis Regina, navegando pela sua breve, incandescente e trágica trajetória, narrada com precisão e riqueza de detalhes por Julio Maria na biografia "Nada Será como Antes". Fui fã, produtor, amigo e namorado de Elis, acompanhei toda a sua carreira, pesquisei muito sua vida para escrever "Elis, a Musical", e quanto mais aprendia sobre ela, mais certeza tinha de que menos a conhecia, tão complexa era sua personalidade, tão imprevisíveis as suas atitudes. Depois do livro, entre lágrimas e risos, lembrando de tanta beleza musical que ela criou, de tantas coisas feias e rudes de sua vida, acho que não sei quase nada sobre uma das maiores artistas de nosso tempo."






[1]  A música começava assim: “Amanhece preciso ir, meu caminho é sem volta e sem ninguém, eu vou para onde a estrada levar, cantador só sei cantar, eu canto a dor, canto a vida e a morte, canto o amor. Ai,  eu canto a dor, canto a vida e a morte, canto o amor.” Naquele tempo, a Rádio Jovem Pan, do mesmo grupo da TV Record, já no dia seguinte das fases eliminatórias do festival, mandava ao ar, pelos mesmos artistas que tinham interpretado as canções classificadas, um jingle adaptado com propaganda da estação de rádio. No caso de Elis, ela aparecia cantando assim: “Ai sou cantador, canto na Jovem Pan, meu grande amor”.
[2] O autor anota, quando comenta acerca do  samba de sucesso A VOZ DO MORRO, de Zé Kéti, de 1.955, o seguinte: “Sim, foi decisiva a contribuição dos sambas de roda do Recôncavo Baiano no começo do século XX, mas foi no Rio de Janeiro, a partir do início dos anos 1930, com Noel Rosa, Pixinguinha, Ismael Silva e demais bambas do Estácio, que o samba ganhou o seu formato urbano, distanciando-se do maxixe, do coco, do samba de roda e demais manifestações rurais. Carioca por adoção e formação, por meio do disco e do rádio o samba se espalhou pelo Brasil”
[3] Observação que Nelson faz em relação à música A FLOR E O ESPINHO, de autoria de Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha, de 1.957 (fls. 55).
[4] Uma das músicas mais memoráveis e que faz parte da antologia da música popular brasileira, não relacionada pelo escritor é CHÃO DE ESTRELAS (1.937), de Sílvio Caldas e do letrista, Orestes Barbosa. É considerada a letra mais bela de nossa música popular, que começa com uma linda metáfora, citada invariavelmente pelas professoras de português da época, para exemplificar essa figura de linguagem: "Minha vida era um palco iluminado, eu vivia vestido de dourado, palhaço das perdidas ilusões.”  Poesia pura da melhor qualidade, não?

sábado, 21 de janeiro de 2017

STEAK ON FIRE - RESTAURANTE COM SABOR BRASILEIRO E JEITO AMERICANO EM ORLANDO, NA FLÓRIDA

Boa tarde amigos,
Vista do interior do restaurante com decoração moderna e

aconchegante. Imagem emprestada de www.nossagente.net.
Os irmãos brasileiros, André e Bruno Andreoli foram morar nos Estados Unidos e ali fizeram amizade com americanos. Nos encontros programados, rolava  churrasco e, enquanto os nossos patrícios entravam com as carnes em cortes e temperos brasileiros, além da arte da mão de obra, os gringos levavam os hambúrgueres e o jeito americano de agregar acompanhamentos, apresentação e forma de comer. Pronto: um sucesso enorme que levou os brasileiros a pensar em montar um negócio de gastronomia em Orlando, na Flórida, unindo o sabor brasileiro, com o estilo americano, num novo conceito de gastronomia.  Nasceu o Steak on Fire, um restaurante com jeitão de lanchonete, mas muito atraente, confortável e receptivo, bem situado e que mereceu vinte e quatro conceitos de excelente e apenas um de muito bom, uma quase unanimidade,  numa avaliação de turistas brasileiros que se aventuraram a experimentar a comida do estabelecimento e mandaram seus recados ao site do TripAdvisor. Fomos também, é claro, e voltamos mais de uma vez. 
Milho verde grelhado, uma das delícias que o estabelecimen
to oferece aos fregueses. Imagem emprestada de Trip
Advisor.com.
Duvido que você também não volte. Mas chega de papo e vamos às dicas: Normalmente você é recebido ali pelos próprios donos ou então por funcionários que falam português, inglês ou espanhol e são muito simpáticos ao explicar tudo o que você quer saber antes de fazer seu pedido. Destaque obviamente para as carnes grelhadas: Você pode pedir a sua carne no prato ou no pão (brazilian steak on Bread).
Churrasco no prato, acompanhado de legumes grelha-
dos e molhos à parte. Imagem emprestada de TripAdvi-
sor.com.
As opções de churrasco são inúmeras: picanha, filet mignon, frango, carneiro, porco etc. e,  especialmente a deliciosa fraldinha. Destaque para as saladas e os legumes grelhados que acompanham o prato, além das batatas rústicas. Não comemos o milho verde grelhado, mas dizem que é imperdível. E ainda as sobremesas carameladas.  O preço, entre 10 e 18 dólares,  é muito bom para a qualidade da comida e do atendimento. As porções não são grandes, mas suponho suficientes para um adulto que se pretenda se alimentar em quantidade suficiente  no horário do almoço ou jantar. Não há cobrança de gorjeta. Há, ao lado do caixa, um recipiente onde os fregueses, espontaneamente, deixam a quantia que quiserem, em regra um ou dois dólares. O estabelecimento fica no 7541 da W. Sand Lake Rd., suíte A, Orlando, telefone 14074402323 e funciona de domingo a sábado das 11,00 às 21,00 horas. 
Churrasco no pão, bem ao estilo brasileiro, acompanhado

de legumes grelhados. Imagem TripAdvisor
P.S. (1) Talvez uma das falhas da casa seja não oferecer sucos naturais, o que também é raro nos Estados Unidos. Você deve optar pelos refrigerantes de praxe para acompanhar o seu prato. E, seguindo a regra americana, terá direito a tomar doses extras gratuitas (os tais refis), quantas suportar; 

P.S. (2) Outras informações: Há vinho e cerveja no cardápio, dentre bebidas alcoólicas. O estabelecimento oferece wi-fi grátis, não há serviço de delivery e não se aceitam reservas. 

P.S. (1) Editando esta página com as novidades de dezembro de 2.022, mês em que retorno a Orlando depois da epidemia, e, atualizando os dados constantes desta postagem esclareço que o cardápio agora é mais amplo e adaptado ao gosto brasileiro ou americano, conforme o caso;
P.S. (2) Os donos do restaurante já não são os mesmos originários, mas um outro brasileiro conhecido pelo prenome Marco;
P.S. (3) Além do estabelecimento ao qual me refiro neste blog ( 7.541, Sand Lake Rd. Ste.A,) foram abertos outros dois do mesmo grupo, um no Shopping Flórida Mall e outro em Atlanta na Geórgia;
P.S. (4) Os atuais cozinheiros do estabelecimento antigo são dois sul-americanos, um colombiano e outro venezuelano que dão conta, porém, e muito bem, da cozinha. Para não alterar o toque brasileiro e se adaptar ao gosto do fregues,  a pimenta e o molho são oferecidos sempre à parte.
P.S. (5) Diferentemente do que acontecia antes, hoje a casa oferece, à disposição do fregues, na própria conta, opções de gorjeta (tip) de 18, 20 ou 22%, como a generalidade dos bares e restaurantes nos Estados Unidos. Vá se acostumando.

domingo, 15 de janeiro de 2017

CELEBRATION - UM TRANQUILO E ELEGANTE OÁSIS NO CENTRO DE ORLANDO

Bom dia amigos,

Nhoqui ao molho de gorgonzola, uma apreciável iguaria do

 restaurante Cafe D'Antonio.
Passei com a família e alguns amigos, as festas de Natal e Ano Novo em Orlando, na Flórida, voltando,  como já havíamos programado, a tempo de não assistir a posse do novo Presidente americano,  eleito, graças à manutenção de um sistema eleitoral arcaico e estúpido, com menos de quatro milhões de votos que a primeira colocada na contagem geral do sufrágio popular. Antes também  do início da eventual construção de um muro entre as terras do Tio Sam e o país de Sancho Vila, uma das esdrúxulas promessas de campanha eleitoral. Mas não escrevo para falar de política, de políticos ou da estupidez de sistemas e pessoas. Quero falar um pouco, aos amigos, da Flórida, esse Estado  invadido por americanos aposentados do norte,  latinos e estrangeiros de diversas partes do mundo, transformando a  região num ponto de encontro e de diversidade, na multiplicidade de culturas que diariamente  se manifestam pelas ruas de Miami City, pelas elegantes praias de Miami Beach ou de Fort Lauderdale, e, especialmente da região de Orlando, onde se situam os parques temáticos mais  modernos, avançados e visitados do mundo. O que ver e o que explorar, como turista,  na região  dos parques mágicos e comércio efervescente,  que incluem os diversos condados da região central do Estado, com interessante clima subtropical e muitos pântanos. Começo hoje por convidar o amigo para conhecer uma localidade charmosa, que não tem autonomia de cidade, não seria propriamente um bairro, tal como o concebemos por aqui, e é muito mais do que um condomínio fechado de luxo do tipo Alphaville. 
Vista da fachada do sobrado onde
funciona o Cafe D'Antonio. No -
pavimento superior é possível
almoçar com vista para o belo
lago existente no local.
Um distrito com intensa vida própria, quem sabe, como Sousas ou Barão Geraldo aqui em Campinas seja o melhor comparativo de similaridade. Pois bem, Celebration fica na área de Kissimmee, pertinho da Disney. Conta-se que quando Walt Disney decidiu construir o Epcot Center, uma de suas muitas empresas ficou responsável pela execução de um projeto que representava o sonho do fundador, ou seja, a implantação de uma localidade futurista para receber os empregados e familiares do Resort que se instalaria no lugar, facilitando assim o trânsito entre as residências e o trabalho, envolvendo, também, a criação de uma comunidade ordeira e solidária. O projeto, porém, não teria alcançado êxito, por duas razões básicas: a morte de Walt Disney antes de sua total implantação e a especulação imobiliária que a notícia provocou, à vista da expectativa decorrente da proximidade do local com os parques temáticos a serem levantados,  elevando muito o padrão das edificações e os preços dos terrenos e casas, que, pelas leis da economia,  subiram vertiginosamente. O valor venal das mansões que hoje dominam a maior parte do  centro são absolutamente inacessíveis aos funcionários do complexo e ao padrão de vida dos moradores, altíssimo, ao contrário do que se previra. Para se ter uma ideia dessa realidade, basta esclarecer que   a renda per capita em Celebration  é 74,2% maior do que a média da Flórida e 86,6% maior que a média nacional. Por outro lado,  a renda familiar média para os proprietários dos imóveis é 111,7% maior  do que a renda familiar média daqueles que alugam um imóvel na cidade, sem contar que  o nível de pobreza é de 53% a menos do que a média da Flórida e 49,9% menor do que a média nacional. 
Uma perspectiva do centro co-

mercial de Celebration enfeitado
para o Natal.
O projeto inicial, porém, não foi totalmente abandonado, pois o objetivo de formar uma comunidade consciente e ordeira, de alto nível de conscientização quanto aos diversos aspectos da cidadania, garantindo excelente nível de educação e saúde aos seus proprietários  foi levado adiante pela associação de moradores, depois que a empresa de Disney deixou de se responsabilizar pela gestão do empreendimento. Ali estão  grandes escolas, uma das quais, a Elementary que só admite alunos residentes na localidade e tem conceito A na classificação geral das escolas do país,  e um grande e sofisticado hospital, o Florida Health System,  providencial para parte da população que é idosa e teria dificuldades de se locomover para estabelecimentos de saúde mais distantes. Esse é o cartão de visita que eu devo oferecer aos amigos para convencê-los de que se trata de um programa muitíssimo interessante para quem for a Orlando, depois obviamente de outras eventuais prioridades. Devo dizer, ainda, que se trata de um passeio completamente diferente, pois a localidade é calma e tranqüila, para ser visitada sem pressa ou correria, quase um hiato ou um oásis, no dia a dia agitado e lotado dos parques, shoppings e out lets. Um pouco mais do que meio dia, ou talvez,  com calma, um dia entre manhã e tarde, é suficiente para curtir Celebration, com suas belíssimas construções, lagos, eventos  e comércio, almoçando ou jantando, sem pressa.  E dá tempo. A maioria das lojas, restaurantes importantes e atividades ficam grudadinhos, reunidos na  Front Street e na Market Street, área central, perto do lago. Estacione por ali (e é fácil estacionar, ao contrário de outros locais agitados e lotados),  que dá para passear por tudo, a pé. O comércio é fraco e desinteressante. Por ali,  algumas boutiques de roupas ou calçados, a preços que não valem a pena. Não há nada que lembre o comércio da Disney. Agora, restaurantes charmosos com comida elaborada, a preços convidativos, isso sim,  é imperdível. Aqui, então, vão dicas: Almoçar no  Café D’Antonio,  uma cantina italiana requintada, que funciona num belo sobrado com vista para o lago, e  que oferece pratos muito bem executados pelo seu Chef. O estabelecimento tem no cardápio pratos como Cannoli com raspas de laranja e Parpadelle à bolonhesa de dar água na boca. Fui ao restaurante recomendado por uma amiga brasileira que mora e trabalha em Miami e pedi o gnocchi (ou nhoqui, como preferir) de batata, com molho branco ao queijo gorgonzola. Delicioso, o melhor que comi até hoje.
Pista montada com neve artificial
no centro de Celebration, uma -
das atrações da época de Natal.
 O restaurante tem preponderante cotação como excelente na avaliação dos internautas divulgada pelo conceituado site de estatísticas TripAdvisor. E os seus preços são honestos. Se aprecia  gastronomia espanhola americanizada, a melhor indicação é o Columbia Restaurant. Para encarar um belo restaurante de comida americana o Market Street Café garante também uma boa degustação de tortas, cookies, bolos e doces em geral. E não deixe de tomar um sorvete cremoso no Kilwin’s, um programa também imperdível.   

Até breve amigos.



P.S. (1)  A arquitetura  de Celebration revive o final do século XIX. De acordo com uma pesquisa realizada pela Disney, esses estilos foram indicados pelos norte-americanos como o estilo que melhor traduzia o espírito do país;

P.S. (2)  Além dos eventos costumeiros que acontecem  durante todo o ano Celebration tem algumas programações sazonais, sendo a de Natal a mais especial. No fim do ano, além de árvore de Natal a decoração  conta com pista de patinação, neve artificial, entre outras coisas.  Cheque o calendário, quando for. <http://www.vaipradisney.com/blog/celebration-florida-orlando/> acesso em 14 de janeiro de 2.017.