domingo, 21 de outubro de 2018

NUM DIA DE DOMINGO... É VIDA QUE SEGUE

“O dia se renova todo dia
Eu envelheço cada dia e cada mês
O mundo passa por mim todos os dias
Enquanto eu passo pelo mundo uma vez”  
O MUNDO É ASSIM.

O encantador menino Felipe, regendo o ola

nas arquibancadas da festa do Colégio  -
Visconde de Porto Seguro. Um sucesso
de simpatia e alegria.

Sacanagem?  Mas o Mundo é Assim,  como um dia anunciou a Velha Guarda da Portela.  Não há compensação, nem proporcionalidade. Enquanto o mundo se renova a cada dia,  eu, você, os supostos privilegiados da raça humana, vão envelhecendo para morrer a qualquer hora, a qualquer dia, num dia de domingo talvez, sem que os amigos, os conhecidos, os inimigos, fiquem sabendo. Melhor partir assim sem comunicação, sem amolação, meio anonimamente. Sem atrapalhar o lazer dos outros.  Afinal,  Domingo é dia de ganhar o mundo fora de casa, sozinho, com um ou vários amigos, com a família, esquecer os problemas, as tristezas e perdas. Dia de  fazer de conta que  a vida  é um permanente faz-de-conta. É vida que segue.

Boa tarde amigos,

°  O Colégio Visconde de Porto Seguro, onde estuda o meu neto Rafael, completou 140 anos de existência no Brasil,  e ontem, pela manhã,  estivemos na unidade de Valinhos (os pais e os avôs paternos e maternos) para comemorar, com  a administração, dirigentes, professores, funcionários em geral e alunos de todas as séries essa longa e profícua existência. A instituição, que tem origem na Alemanha, é particular e cobra regiamente pelo ensino e formação de qualidade que oferece, juntando, segundo apregoa,   o melhor das culturas brasileira e alemã.  Deveras /como diria um dos congelados de 132 anos da novela da Globo, o Tempo não Pára,/  um de seus objetivos é preparar os seus alunos para que, se quiserem, possam completar seus estudos universitários e de pós-graduação na Alemanha,  sem dificuldades ou estranhamentos. 

Banca do Seu Nildo, na feira de artesanato

do Cambuí, com oferta de álbuns e moe-
das de todos os tempos e países, para-
colecionadores ou interessados.
Por isso,  no currículo de todas as séries, se incluem as disciplinas de línguas inglesa e alemã. Após a solenidade, alunos e familiares se juntaram na imensa área verde, onde toalhas se abriram para acomodar cestas com guloseimas, dando lugar a um picnic,  à luz do dia. Foi tudo muito organizado, menos eu que não levei boné, nem me protegi com bronzeador,  e hoje padeço com a careca, o rosto e aquela área das costas descoberta, próxima do pescoço, vermelhos e ardidos. E com a lembrança do sol das onze horas, cuja candência foi dissimulada por um ventinho sem-vergonha. O que não se faz pelos netos, hein!
 
Leão, símbolo do Fortaleza, na grande festa dos 100 anos

do clube que lotou o Estádio Castelão na capital do -
Ceará para o jogo com o Paysandú.








 ° O   Fortaleza, do técnico Rogério Ceni, líder da série B do Brasileiro, desde o início da competição, comemorou ontem, o centenário, antes do jogo com o Paysandu, adversário que venceu, com dificuldades, com um único gol marcado quase no início da prorrogação do segundo tempo, pelo atacante Gustavo. Os fanáticos torcedores fizeram uma festa de arrepiar no Castelão absolutamente lotado. Os mais de 57.000 presentes proporcionaram o maior público do Estádio no ano, superando os mais de 52.000 torcedores que foram assistir, no mesmo estádio,  à partida entre Ceará e  Flamengo, pela série A do Brasileirão. Virtualmente com uma das vagas assegurada, o Fortaleza  estará na elite do ano que vem, invertendo, também muito provavelmente, a posição, com o seu rival Ceará, que hoje ocupa a zona de rebaixamento da série A. É assim o futebol, como a vida, com altos e baixos. Mas o que vale mesmo é o exemplo  daquela imensa torcida unida e  cheia de esperança,  cantando o hino nacional brasileiro e o de seu clube, de forma solidária, sem agressões ou rivalidades, a menos de oito dias do segundo turno da eleição presidencial,  marcada infelizmente pelo desrespeito e intolerância de parcela ponderável do povo, de todos os segmentos, que clama por melhores dias para essa nação em crise. Oxalá possamos superar as adversidades,devolvendo a esse povo a marca que sempre o notabilizou: a de um povo pacífico e generoso, que antes de tudo, acolhe o seu irmão, sem exigir qualquer condição ou reciprocidade. Oxalá!
A encantadora Vitória Valentina Rodrigues,

filha do casal Gilberto Rodrigues de Souza
e Dayane Valentina Santos. Gilberto ou Be
tinho como é chamado pelos seus colegas,
é garçom do Filet & Cia. e nos serve, as-
sim como a vasta freguesia há mais de -
cinco anos.

° A feira de artesanato que acontece todos os sábados e domingos no Centro de Convivência Cultural aqui em Campinas, no bairro do Cambuí, continua sendo uma bela  opção de encontro, curiosidades e diversidades. Músicas e músicos, palhaços e mágicos, barracas de tudo quanto se possa imaginar, com produtos que a mente humana criativa possa construir, sem a presença da industrialização ou das trapaças do mundo digital. Arte e magia nos quadros dos pintores,gastronomia brasileira de todos os Estados e estrangeira para levar para casa ou comer ali, nas mesas espalhadas pelo parque e relíquias nas barracas que vendem ou compram coisas do passado, sejam bibelôs ou discos de vinil se juntam num clima de alegria e camaradagem. 





Da esquerda para a direita a menina Letícia, filha dos amigos

Cláudio e Mônica Pires, Renato Schmidt, meu genro, meu
neto Rafael e minha filha Samira Furlan Miguel no encon-
tro comemorativo do 140º aniversário do Colégio Vis-
conde de Porto Seguro, em Valinhos.
Na banca do simpático Nildo pode-se comprar ou vender moedas de todos os tempos e países para colecionadores. E também é ponto de troca ou venda e compra de figurinhas dos álbuns da Copa e do Campeonato Brasileiro. Um passeio saudável para todas as idades.

 No entorno, tem pizzaria, supermercado, banca de revistas, posto da Polícia Militar, o charmoso Franz’Café e, ainda, do lado da Júlio de Mesquita, o City Bar, com as mesas lotadas, espalhadas pela calçada. 
Enfim, um espaço delicioso onde todas as tribos convivem democraticamente.

Até mais amigos.




quinta-feira, 18 de outubro de 2018

E O CRUZEIRO É HEXACAMPEÃO DA COPA DO BRASIL. COM MÉRITOS!

Amigos,

Jogadores do Cruzeiro levantam a taça em Itaquera, come-

morando a sexta conquista da Copa do Brasil. Imagem em-
prestada de Goal.com.
Acabou há  pouco a Copa do Brasil versão 2.018. E o Cruzeiro sagrou-se hexacampeão, título que conquistou sobre o Corinthians, com uma vitória de 2 a 1, no lotado campo do adversário, cuja fiel torcida incentivou a equipe do coração durante todo o jogo e, ainda, reconhecendo o empenho do limitado, mas esforçado escrete de Jair Pereira,  aplaudiu os jogadores no final. O Cruzeiro era  favorito, mesmo antes do primeiro jogo disputado semana passada em seu estádio, em que venceu pelo magro placar de 1 a 0, encurralando o adversário durante os 90 minutos, sem ser praticamente incomodado na sua meta. Para o Timão chegar a final desse torneio de tiro curto, como se costuma falar na linguagem do futebol,  já foi um prêmio, sobretudo pela improvável eliminação da boa e superior equipe do Flamengo na semifinal. E não se pode sacrificar a comissão técnica que chegou recentemente e ainda pegou a equipe esfacelada por ter perdido seus principais jogadores durante o ano e que terá trabalho no processo de reconstrução para o ano que vem, sem descuidar da incômoda posição da equipe no Campeonato Brasileiro, onde corre o risco, mesmo que remoto, de rebaixamento.  O bom time cruzeirense jogou 8 partidas ao todo, por ter entrado nas oitavas, e tem mostrado tradição e predileção pelo torneio e seu sistema de mata-mata, considerado o caminho mais curto para chegar à Liberdadores. Se em casa joga muito com um time de grandes jogadores, como o goleiro Fábio, o zagueiro Dedé, que fez uma partida irrepreensível, Thiago  Neves, Rafinha, Robinho, Henrique e o uruguaio Arrascaeta, por exemplo,  fora revela-se uma equipe madura, fria e competente para se defender e matar o jogo nas oportunidades que têm, mesmo que poucas. E se os finalistas disputaram uma grande partida, sem dúvida, a participação decisiva, em dois lances capitais, dos árbitros de vídeo, não me agradaram e nem me convenceram ainda de que o uso dessa tecnologia adicional, de custo elevado, pode vir a favor especificamente do futebol. Explico: A marcação do pênalti em favor do Corinthians, convertido no único gol da equipe, dependeu no final das contas,  da interpretação do árbitro do jogo. O ex-árbitro Leonardo Gaciba, atualmente comentarista de arbitragem da TV Globo, disse claramente que ele não marcaria a penalidade. Vi e revi o lance e achei que efetivamente o zagueiro toca o pé do atacante e para mim seria mesmo falta dentro da área. Mas se sempre dependerá de interpretação do árbitro de campo e se no dia seguinte todo mundo vai discutir se foi ou não foi pênalti, o que melhora o futebol esse tal expediente adicional? Tem mais: Pior no meu entender foi a anulação do gol corintiano, um golaço do menino Pedrinho, xodó da torcida e que pinta como um craque a merecer carinho e cuidado. Tomara! Vi e revi aquele lance que, segundo a arbitragem de vídeo, indicaria falta da Jadison em Dedé, invalidando o lance, na origem. Aquele toque leve do atacante no peito do zagueiro é falta que justifique a anulação do belíssimo gol? O futebol é esporte em que se disputa a bola no corpo a corpo e é inevitável que, na dinâmica do lance, os jogadores se toquem. Se esse toque é de tal maneira leve, longe de onde se encontra a bola,  e incapaz de alterar a situação de jogo, deve ser invalidado o lance?  O que dizer, então,  do gol que o Brasil tomou no primeiro jogo da copa do mundo da Rússia, validado pela arbitragem, inclusive de vídeo,  em que o atacante desloca o zagueiro Miranda na área, empurrando-o? Para ser coerente eu não invalidaria mesmo nem esse lance, e muito menos o gol do menino Pedrinho. E quantas vezes o árbitro inverte ou deixe de marcar falta no meio do campo e na sequência sai um gol?Não seria vício na origem da jogada? Mas esse lance não pode ser questionado pela arbitragem de vídeo. Que  coerência existe nisso?  Bom, o ano está acabando e agora estaremos às voltas com o final do Brasileiro das séries A e B e com a Libertadores, já nas semifinais, com Grêmio e Palmeiras enfrentando adversários argentinos. E com o máximo prazer, é claro, vamos torcer por uma final brasileira.

Até mais amigos.





sábado, 13 de outubro de 2018

ENCONTRO, CINEMA E GASTRONOMIA


Boa tarde amigos,

Os atores Vincent Elbaz e Marie Sophie Ferdane, protago-
nistas de Je Ne Suis Pas Um Homme Facile, comédia fran-
cesa distribuida pela Netflix.

1) Produzido e distribuído pela NETFLIX, dentre tantos títulos de cinema americano, destaco hoje o longa francês,  Eu Não Sou um Homem Fácil (Je Ne Suis Pas um Homme Facile).  No roteiro, pancada na cabeça transporta Damier (Vincent Elbaz), um homem machista, que vive num mundo patriarcal, para outro universo, em que as mulheres é que impõem uma condição superior, numa inversão de valores e condutas. Usando dos mesmos hábitos e expedientes que tradicionalmente se valem os homens no mundo machista,  oprimem a espécie masculina, seja no relacionamento social, no trabalho, na família ou no sexo. Comédia de Eleonare Pourriat, com os ótimos Vincent Elbaz, no papel de Damier, e Marie Sophie Ferdane, como Alexandra. Humor francês refinado que questiona a igualdade de gêneros no mundo moderno. Boa opção.

O menino Rafael, belo e saudável, uma ale-
gria na vida do papai, o garçon amigo Ze-

milton  Francisco da Mata, mais conhecido

por razões óbvias, como Pelé. Pelé é garçon
do Filet & Cia. há muitos anos.
2) Com mais de 30 anos atuando no ramo, o restaurante Filet & Cia. virou ponto de encontro e mania de muita gente, com destaque para executivos dos mais diferentes ramos, e famílias inteiras,  especialmente no almoço, em que oferece um Buffet variadíssimo, com opção adicional por comida japonesa, às quartas e sextas-feiras.  Às quartas há também feijoada. E às quintas, comida árabe. E todo dia, além do Buffet,  grelhados com cortes de chouriço, ancho e entrecote de Paris, incluindo,  peixes, frangos,  carnes bovinas, suínas e um carrê de cordeiro,  com molho de hortelã, tudo com a qualidade com que sai das mágicas grelhas, no ponto que o freguês preferir. O restaurante fica em Campinas, Sâo Paulo, no coração do Cambuí (rua  Emílio Ribas, 891, telefone (019) 3252-5579). Consulte o menu e demais detalhes no site www.filet&Cia.com.br



Da esquerda para a direita, Alexandre Bragotto, Guilheme
Fernandes Cruz Humberto, hoje Juiz de Direito Titular da
9a. Vara Cível de Campinas, , eu e o advogado e professor, 
Dr. Luiz Henrique Boselli de Souza,  no agradável encontro
dos formandos de 1.998, no Condomínio Duas Marias.
3) No dia 03 de outubro passado, fomos convidados para um encontro dos formandos de Direito, da Puc Campinas, do ano de 1.998. O pessoal se reuniu no Condomínio Duas Marias, em Jaguariúna, um belíssimo espaço, ao lado do Hotel do mesmo nome e que é referência nacional em termos de resort. Ali revi alunos que hoje se encontram nos mais diferentes espaços e profissões, acompanhado de cônjuges, namorados,  companheiros e filhos, num ambiente fraternal e carinhoso, para lembrar os nossos tempos de bancos escolares, nos quais tive o privilégio de conviver, como professor e depois paraninfo da turma, com jovens de boa formação e bons propósitos e que hoje premiam as suas comunidades e famílias com o talento, a sensibilidade e a bela formação humanística  que receberam e também foram capazes de transmitir, num processo recíproco de ensino-aprendizagem. O sensacional arroz de carreteiro que, segundo o seu autor, era para se comer ajoelhado, assim como o churrasco com a picanha como carro-chefe, regado à cerveja geladíssima, de várias marcas à escolha do freguês, sustentaram a tarde de encontros, reencontros, apresentações, troca de informações e contatos e tudo o mais a que um grupo entrosado e saudoso tem direito. Que gostoso, gente! Obrigado pelo convite e não deixem de se reunir nos próximos anos, numa confraternização que alimenta a alma e a vida. E obrigado pelo honroso convite e distinta consideração;

Um olhar sobre o banheiro masculino do com-

plexo AO PÉ DA SERRA, na estrada Mogi-

Bertioga. Self do meu celular.
4) Na estrada que liga Mogi das Cruzes a Bertioga, rota que percorremos religiosamente quando vamos à Riviera de São Lourenço, uma boa opção para parada, café ou compras é o complexo de bar, restaurante e loja chamado AO PÉ DA SERRA, recanto agradável que está todo reformado, com bom gosto. Os sanitários, então, muito limpos, arejados e decorados são um destaque à parte. Lá, não resisti, e, usando meu celular, documentei a decoração muito bem humorada, como se vê da foto ao lado. Vale a pena parar e conferir se e quando fizer o  trajeto!



Até mais amigos.




domingo, 30 de setembro de 2018

A VOZ DO BRASIL SE CALA: MORREU ANGELA MARIA, A SAPOTI

Boa noite amigos,

Ângela cantando com Agnaldo Rayol, outra voz respeita-

bilíssima no elenco dos grandes cantores brasileiros de -
todos os tempos. Imagem emprestada de Flertaí.
Calou-se na noite de ontem, a voz feminina que encantou o Brasil e o mundo desde a década de 40 e marcou definitivamente a música popular brasileira.  Ângela Maria, considerada uma das maiores vozes da MPB morreu  aos 89 anos, depois de um curto período de internação, por conta de uma infecção. Quase nonagenária, ainda fazia shows e mantinha potente e límpida a voz espetacular com que foi premiada. Expoente da Era do Rádio, a fluminense Abelim Maria da Cunha foi fonte de inspiração para artistas e cantores do porte de Elis Regina, Djavan, Milton Nascimento, Gal Costa, Nei Matogrosso e Cesária Évora e sua arte foi alvo de admiração  e elogio de personalidades do mundo todo, dentre as quais, os ex-Presidentes Getúlio  Vargas e Juscelino Kubitschek, a rainha do Fado, Amália Rodrigues, o cantor e músico norte-americano Louis Armstrong e a francesa Édith Piaf. Precisa dizer mais?

Nos velhos tempos de Rainha do Rádio na companhia

do amigo eterno, Cauby Peixoto e da cantora Emili-
nha Borba. Imagem emprestada de Exame.
 Por longo período Ângela foi reputada a cantora mais popular do Brasil, em pesquisa feita pelo Ibope e marcou sucessos como Babalu (Margarita Lecuona), Gente Humilde (Garoto/Chico Buarque/Vinícius de Moraes), Cinderela (Adelino Moreita), Orgulho (Waldir Rocha/Nelson Wederkind). 


Amada por muitos, aqui, em imagem emprestada de Clacri, 

o beijo dos cantores sertanejos, Chitãozinho e Xororó.

Era dela, para mim e para grande parte das pessoas que conheço, a música mais expressiva em homenagem às mães, que eu ouvia e gostava quando era criança, cujos versos começavam assim: “[1]Ela é a dona de tudo, ela é a rainha do lar, ela vale mais para mim, que o céu, que a terra e o mar. Ela é a palavra mais linda, que um dia o poeta escreveu, ela é o tesouro que o pobre, das mãos do senhor recebeu.. mamãe, mamãe, mamãe, ....tu és a razão dos meus dias.....”  

A cantora ao lado do jogador Neymar, que foi prestigiá-la.

Imagem emprestada de Terra.
Participou de diversos movimentos e gêneros musicais, foi alvo de homenagem da escola de samba paulistana,  Rosas de Ouro que em 1.994, sagrou-se campeã do carnaval de São Paulo, com o tema Sapoti, epíteto com que também era conhecida. 
O único companheiro com quem efetivamente Angela se

casou oficialmente e com que vivia desde que completara 
51  anos: Daniel D'Ângelo, 32 anos mais novo que ela e 
que esteve ao seu lado até a morte. Imagem emprestada -
de Record TV.
Gravou 114 discos, que venderam ao todo cerca de 60 milhões de exemplares, teve uma vida pessoal tumultuada com seis casamentos e nenhum filho, um sonho que ela nutria, mas que não se realizou em razão de uma deficiência congênita para procriação, o que a levou a adotar quatro crianças, que manteve longe da curiosidade da imprensa e do mundo artístico. Em 2.015, teve sua biografia escrita pelo jornalista Rodrigo Faour. 
Angela e Alcione. Imagem da Revista Quem.


 Ângela Maria foi e será para a memória das novas gerações brasileiras, como atriz e cantora,  o que Frank Sinatra significa para os norte-americanos. Uma referência permanente de voz, não qualquer voz, mas A VOZ: THE VOICE.

Até mais amigos,





[1] Em pesquisa feita hoje na Internet não consegui descobrir o nome do compositor/compositora/compositores dessa  jóia do cancioneiro brasileiro, que Ângela gravou mais de uma vez, sozinha ou em dueto com o cantor e amigo (que também foi durante algum tempo seu motorista particular), Agnaldo Timóteo. 

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

A GRANDE FINAL DO THE VOICE 2.018

Boa noite amigos,
O grande cantor, dançarino e ator, Sammy

Davis Junior, falecido em 1.990. Imagem-
emprestada de Open Spotify.
São exatamente 23,30 horas e a Globo apresenta ao vivo a final de mais uma edição do The Voice. Assisti praticamente a todos os programas da série e confesso que o nível dos candidatos, como têm sido regra, é altíssimo,a maioria gente experiente e que vive, direta ou indiretamente, da música. São quatro os finalistas, duas mulheres (Isa Guerra e Erica Natuza) e dois homens (Kevin Djana e Leo Pain). Desde a última terça-feira, quando foi ao ar a semifinal, com votação mista, parte do público e uma pontuação a mais de cada um dos jurados, aposto num candidato: Kevin Djana.  Ele me lembra o falecido músico, dançarino e ator norte-americano, Sammy Davis Junior. Estiloso, com voz potente e suingada, quando a canção pede, ou mais sóbria e enxuta, quando interpreta música romântica, o jovem canta e dança com  muita desenvoltura. Carismático é intensa a sua presença cênica. Vamos ver o resultado.  De qualquer maneira, os quatro candidatos finalistas representam bem o alto nível geral do programa e o que ele teve de melhor na ótica dos jurados e do público, de sorte que qualquer que seja o vencedor o prêmio terá sido bem atribuído.

Até breve amigos,


(P.S.) Várias são as curiosidades que fãs e historiadores registram no Wikipédia, acerca do lendário Sammy Davis Junior. Aí vão algumas emprestadas do aludido site:
·         Foi o primeiro artista negro a conseguir estrelar o seu próprio programa de televisão.
·         Em 1954, após lançar seu primeiro álbumStarring Sammy Davis Jr., fica um período afastado devido a um acidente automobilístico que lhe provocou a perda de um olho.
·         Converteu-se  ao judaísmo, o que, segundo alguns, provocou uma grande ira na sociedade conservadora dos Estados Unidos.
·         Michael Jackson, assumidamente fã de Davis desde criança, compôs a canção You Were There para o especial de 60 anos de aniversário de Sammy Davis, apresentando-a ao vivo em 1989.
·         É citado nos seriados Seinfeld (no primeiro episódio da 8ª temporada) e Eu, a patroa e as crianças.
·         No filme Uma vida iluminada, o cão-guia Sammy Davis Jr. tem o nome em homenagem ao cantor.
·         Participou de um episódio da série Jeannie é um Gênio (1965-1970), na 2ª temporada da série, em 1967. Nesse episódio, além de contracenar com Barbara Eden e Larry Hagman, Sammy canta suas canções.
·         Sammy Davis Jr. compôs e gravou em 1975 a música "Keep Your Eye on the Sparrow", que foi o tema de abertura do seriado Baretta, estrelada pelo ator Robert Blake. A música, inclusive, chegou a tocar nas rádios e virou um hit na época.
·         Participou num episódio da série All in the family (vigésimo primeiro episódio da 2ª temporada 1971-72).


sexta-feira, 21 de setembro de 2018

CRÔNICA - POU - A MORTE ANUNCIADA



Boa noite amigos, 

Olha aí o Pou. Pelo jeitão bem alimentado e com as neces-

sidades satisfeitas. Imagem emprestada de Pou v.1.4.12.
Lá em casa, como de resto acontece no mundo inteiro, todos têm seu celular individual, com exceção da gata e de meu neto Rafael, que completou 6 anos e já está reivindicando o seu.  Hoje, um sujeito sem celular não constrói história, nem sequer tem identidade reconhecida junto à  família e à comunidade. O celular é o objeto do desejo de toda criança, de todo adolescente, de todos os adultos. independente do gênero, que nem sei se existe ainda, e até dos velhinhos da terceira idade. É a coisa, objeto ou gente, sei lá, como vai ser considerado doravante, com que ou com quem o indivíduo mais se relaciona  (conecta, na linguagem da era digital). Experimente andar pela rua e observar as pessoas dentro e fora das casas e estabelecimentos. Asseguro a vocês que de dez indivíduos, os dez estarão olhando para o celular[1], ignorando o que passa à sua volta, inclusive os seguranças que são pagos para vigiar e, amiúde, permanecem mergulhados nos sites, redes sociais ou na internet, pouco percebendo o que se passa no seu entorno. Pois bem, lá em casa, voltando ao assunto, não preciso dizer que o que menos tem familiaridade com o objeto sou eu, que  faço uso dele, por isso mesmo, com a parcimônia que me é permitida (embora minha mulher garanta que eu uso tanto ou mais que ela própria, afirmação que, vinda de quem tem o maior interesse na conclusão, não merece crédito algum). Meu neto, aproveitando-se da generosidade do avô, vem ultimamente me pedindo o celular para usar. Contando com a complacência dos pais, que preferem nitidamente que ele monopolize o meu aparelho do que o deles (dos quais também não desgrudam),  baixa determinados aplicativos com os joguinhos de sua preferência. Não é que outro dia, sem que eu soubesse ou fosse comunicado, baixaram um jogo que consiste num bicho chamado POU, que deve ser alimentado (com comida virtual, sei lá) e cuidado,  regularmente (me disseram até que tem que levá-lo ao banheiro para que ele urine e defeque).  Quando não recebe os cuidados cotidianos, começa a murchar, até que, ávido de fome ou necessidades  não satisfeitas, sucumbe.  E é um tal do Rafa, logo que chega na minha casa, pedir o celular. É um tal da mãe dele, minha filha, também fazer o mesmo e dar uma desculpinha qualquer para não usar o dela (esqueci; o meu está sem bateria; é rapidinho, etc.) e ninguém me contou porra nenhuma. Hoje fui almoçar com minha filha. Terminando o almoço ela me pediu o celular. Para que? Perguntei. Para ver como está o Pou. Que Pou? O Bichinho do jogo. Aí baixou o tal aplicativo e me apresentou o distinto, que já estava triste e cabisbaixo. E em seguida me deu uma bronca: - pai você precisa alimentar o Pou. Olhe ele está abatido e esfomeado. Se você não der comida a ele, morre. Era só o que me faltava. Ter que dar comida e levar o bicho virtual para as necessidades fisiológicas (tem mesmo tais necessidades? Fala sério?). Ter que lembrar  de baixar  o bendito aplicativo, perguntar para o Pou como ele vai, o que ele quer comer hoje, se quer ir ao banheiro etc.. Já estou sonhando com isso. Ninguém merece! pensei com os meus botões. De todos os meus compromissos e preocupações vou ter que lembrar ou agendar, quem sabe, diariamente, uma visitinha para o Pou, com o objetivo de vê-lo e saber como ele está. Por que se eu não fizer, ninguém mais vai fazer, com a desculpa de que o celular é meu e eu sou responsável pelo que acontecer. Já aviso os meus amigos que se o Pou morrer, a culpa não é minha. Quem pariu Pou que o embale, para usar uma expressão antiga e sábia. E se eu não conseguir assim mesmo a absolvição, pelo menos vou tentar uma desclassificação para homicídio culposo, aquele que a Globo diz que é sem intenção de matar. E vou invocar a minha primariedade e o meu direito a sursis pelo prazo de quatro anos, tendo em vista a minha idade. Socorro! Cadê o Estatuto do Idoso?  

Boa noite amigos.

























[1] Superando a estatística do sabonete Lux que na minha época exibia uma propaganda,  com um bordão, segundo o qual, nove entre dez estrelas de cinema usam lux.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

O ZAGUEIRO ERALDO, DO BUGRE DOS ANOS 60, MARCADOR DE PELÉ, SE FOI....

“Tragédia não é a morte. Tragédia é não ter vivido.”  (de alguém que não me lembro).

Bom dia amigos,

Eraldo ao lado de Pelé, de 
quem se tornou amigo, em
foto do ano de 1.964.

No retorno ao blog, depois de algum tempo, por causa da preguiça diária e da sensação da inutilidade da minha prosa[1],como diria, com muito mais propriedade e poesia, o nosso saudoso Vinícius de Moares, registro o falecimento, no último sábado, aos 85 anos, do ex-zagueiro, Eraldo Correia de Araújo, de pia batismal, alagoano de Pilar, futebolista dos anos 50 e 60. Eraldo iniciou sua carreira no CSA, Clube Esportivo Alagoano, vindo em 1.955 para o Estado de São Paulo e a cidade de São José do Rio Preto, onde jogou pela tradicional equipe do América. Transferiu-se depois para o Clube Atlético Taquaritinga e, finalmente, para o Guarani Futebol Clube de Campinas, onde foi titular de 1.958 a 1.966, tendo realizado, pela equipe alviverde, em oito temporadas, 276 partidas, 190 delas oficiais e 86 amistosos. Ficou conhecido  por ter parado Pelé, numa partida histórica no Brinco de Ouro,  disputada no dia 18 de novembro de 1.964, quando o Bugre meteu uma goleada de  5 a 1 no Santos, então bicampeão mundial. A efeméride virou notícia nacional e internacional e marcaria a atuação do nordestino Eraldo para todo o sempre.  Em 1.967, de 34 para 35 anos, deixou o futebol, mas não a cidade, onde permaneceu até a sua morte.  Sem formação adequada, Eraldo perambulou por carreiras marginais, sendo a última a de corretor de imóveis, não obtendo sucesso, porém,  nem acumulando fortuna. Ao contrário, já idoso, passou por dificuldades financeiras, vivendo, nos últimos anos, de seguidas campanhas feitas pela diretoria e torcedores do Bugre e, ainda,  da contribuição de amigos. 

Meu neto Rafael, de 06 anos,
aproveitando a vida  e a pia
inacabada para enfiar a cabe
ça pelo vão e fingir que é
mágico. Foto do meu celu
lar.
Quando ainda gozava de relativa saúde, gostava de ficar ali no Café Regina, onde permanecia durante horas conversando com conhecidos e relembrando os bons tempos de juventude. Fiz com ele uma reportagem para este blog, publicada no dia 06 de novembro de 2.011 (Eraldo e O Dia em que o Bugrão Parou o Santos de Pelé),  ocasião em que me falou da vida e da carreira e, claro, da fama adquirida naquela partida, incumbido de marcar Pelé.  
Avenida Orozimbo Maia

quase esquina com a Via

Norte Sul em Campinas

agora cedo, florida, -
anunciando a primavera.
Foto do meu celular.


Presenteou-me com uma camisa do Bugre e uma foto ampliada daquele time sensação, que guardo entre os objetos de estimação.  Segundo a imprensa campineira, a Diretoria do Bugre prepara uma homenagem ao zagueiro, para  o próximo jogo, o primeiro após seu falecimento. Curiosamente,  essa partida será contra o CSA, das Alagoas, estado natal do jogador e clube no qual ele iniciou a vitoriosa carreira.  Agora, quando os pés de manacás enfeitam a cidade, anunciando a primavera que se aproxima Eraldo se foi. Discreto, humilde e pobre, como era. Nenhuma tragédia na sua morte natural. Fica a memória de um atleta brasileiro e nordestino,  que numa inesquecível partida, de uma improvável goleada do Bugre dos anos 60 contra o bicampeão mundial Santos, conseguiu a igualmente improvável façanha de parar Pelé, o Rei, o Atleta do Século, de quem orgulhosamente se gabava de ser amigo e  de ter sido um corajoso e eficiente coadjuvante, numa noite de 1.964. Descanse em paz meu amigo.



Até amanhã ou até breve amigos.

P.S. (1) Eraldo se queixava rindo, é claro, de que o jornalista Milton Neves o chamava de Eraldo Cabeção. Ele garantia que nunca teve esse apelido. E nem cabeça grande, pô!  

P.S. (2) "Nunca deixe que a saudade do passado e o medo do futuro estraguem a beleza de hoje, pois há dias que valem um momento, e há momentos que valem por toda uma vida" (de alguém que não se declarou).
  


[1]  “Resta essa vontade de chorar diante da beleza,
Essa cólera cega em face da injustiça e do mal-entendido,
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de sua inútil poesia e de sua força inútil.”  Vinícius de Moraes. O Haver.