domingo, 24 de abril de 2022

MOMENTO DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA - CHICO E FRANCIS HIME CARNAVAL EM ABRIL

 

Bom dia de domingo meus amigos,

 

Dentre as grandes duplas de compositores que marcaram a música popular brasileira do século passado e que nos legaram canções memoráveis há de se destacar a parceria entre Chico Buarque de Holanda e o maestro, compositor, cantor e instrumentista, Francis Hime. De dezenas de composições da dupla, quem é que não ouviu, e não celebrou, músicas como “Meu Caro Amigo”, “Trocando em Miúdos”,  o clássico  “Atrás da Porta”, imortalizado na voz da saudosa Elis Regina e “Vai Passar”, do ano de 1.984, para espantar a ditadura militar, que sinalizava para o esperado fim. Pois em 1.989, Chico escreveu e Francis musicou a composição batizada de “E Se”, porque a conjunção condicional “Se” especulava acerca de vários acontecimentos improváveis, segundo o que ordinariamente acontece, para alimentar no amante a expectativa de que lograria conquistar a sua musa amada: /E se o oceano incendiar/E se cair neve no sertão/E se o urubu cocorocar/E se o Botafogo for campeão/E se meu dinheiro não faltar/E se o Delegado for gentil/E se tiver bife no jantar/E se o carnaval cair em abril./ Pois é, e não é que, dentre os vaticínios do poeta, cogitava-se do Botafogo  ser campeão e do carnaval cair em abril. O Fogão, meio,  meio assim na base da simpatia da arbitragem, foi campeão brasileiro em 1.995, em cima do Santos. Mas essa do carnaval em abril realmente......, como diria o Chacrinha, Realllllmente foi demais.........      

 

Bom domingo de carnaval em abril prôceis. 

P. S.  - A imagem de hoje é do filme "Abril Despedaçado", uma produção suiço-franco-brasileira de 2.001, dirigida por Walter Salles e que projetou o ator protagonista, Rodrigo Santoro, para carreira internacional. Indicado para finalista do Oscar e do Globo de Ouro, está entre os 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.

sábado, 23 de abril de 2022

HISTÓRIAS DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA - ADONIRAN - EU JÁ FUI UMA BRASA

Boa tarde amigos.


Foi no ano de 1.966 que o compositor paulista Adoniran Barbosa compôs um de seus antológicos sambas, batizado de “Eu Já fui Uma Brasa”. Afastado do rádio e da televisão, a sua última gravação datava de 1.958 e no início dos anos 60, rivalizando com a bossa nova de João Gilberto e Cia. dá-se a explosão do movimento conhecido como ié-ié-ié, comandado por Roberto e Erasmo Carlos e toda aquela geração que se notabilizou nos anos 60 e 70 e dominou o rádio e a televisão da época. O samba, nas suas várias versões, especialmente o samba canção, em voga nos anos 40 e 50, perdera espaço, conquanto jamais tenha desaparecido da nossa cultura. Adoniran, no início da letra desse samba revela sua mágoa com o esquecimento da mídia, mitigando esse sentimento menor, contudo, com um tom de saudosismo do tempo em que fora abraçado pelo público e crítica: “Eu também um dia fui uma brasa/E acendi muita lenha no fogão/ E hoje o que é que eu sou?/ Quem sabe de mim é meu violão/Mas lembro que o rádio que hoje toca/ ie-ie-ie o dia inteiro/ tocava saudosa maloca/ Crítica direta aos meninos, nem pensar. E com um tom de conciliação manda o seguinte verso: “Eu gosto dos meninos desse tal de ie-ie-ie, porque com eles canta a voz do povo”. Espontâneo, divertido e brincando com a imaginação e as metáforas, conclui: “E eu que já fui uma brasa/se assoprar eu posso acender de novo/. Ah, há espaço ainda para aquelas introduções características de suas composições em que, enquanto o músico dedilha o ritmo no violão, no cavaquinho e outro batuca no pandeiro, ele declama: “É negrão (hoje em dia expressão vedada pelo politicamente correto).... eu ia passando, o broto (gíria da época também dos jovens) olhou pra mim e disse: é uma cinza, mora?E repete enfaticamente: “Sim, mas se assoprarem debaixo desta cinza tem muita lenha para queimar.” O duplo sentido da brasa e da cinza, comum na época, transporta o ouvinte para um passado em que o machismo incrustado  na cultura popular dividia os homens em “potentes e brochas”. E publicamente todos se encontravam na primeira categoria. Verdade ou Fake News, pouco importava. He He He. O samba se tornou famoso e foi gravado por muitos cantores e conjuntos musicais. De Arnaldo Antunes a Casarina e Demônios da Garoa.

Bom carnaval.

 

 

 








sexta-feira, 15 de abril de 2022

HARMONIZAÇÃO ESCROTAL.

 


“SE A FIXAÇÃO MASCULINA PELO PÊNIS

É NOTÓRIA, A BOLSA ESCROTAL SEMPRE FOI UMA ESPÉCIE DE COTOVELO DOS ÓRGÃOS GENITAIS: IGNORADO, ESCANTEADO, INDIGNO DE PREOCUPAÇÕES ESTÉTICAS.”

(https//tab.uol.com.br/noticias/redacao/2022/03/24/doutora-meu-saco-sumiu-medica-abre-o-jogo-sobre-a-harmonizacao-escrotal.htam?                              

 

 

Boa noite amigos,

 

Correndo os olhos pelos títulos das notícias na página principal de plataforma da internet, paro em uma, digamos, um tanto incurial: “Harmonização Escrotal: Doutora, meu saco sumiu!”:

Uma médica anesteseologista do Pará, que tem clínica em São Paulo, no elegante bairro do Itaim Bibi, se dedica à harmonização escrotal, isso mesmo,  o que se obtém por meio do chamado “scrotox”, que consiste na aplicação da toxina botulínica no saco escrotal para deixá-lo menos enrugado e eventualmente aumentar o seu tamanho.  Não sabia que há neste mundo em que vivemos, com guerras e intolerâncias, epidemias e desastres,  uma preocupação de alguém em “alisar o saco”. E não é, como adverte a própria doutora, saudosismo, porque não consta haver, na história da humanidade, nem de nenhum de nós dessa geração, período em que os nossos sacos foram lisos. A explicação para as rugas é anatômica: A pele do saco escrotal é elástica e com a contração fica com uma aparência enrugada. E quanto à diminuição de tamanho, isso também atinge a base peniana durante o frio ou a baixa temperatura, pois os testículos precisam ficar próximos do abdômen para onde o corpo direciona as energias, a fim de se manterem aquecidos. Ou seja, não é só o saco que some no frio, mas o “distinto” também.

Lembro da minha mocidade quando a gente costumava brincar, profetizando com autoridade e orgulho: “Se ruga fosse sinal de velhice, meu saco seria mais velho que o Matusalém”. KKKK.

Mas fico matutando: Será uma preocupação meramente estética? Porra, mas o sujeito não fica mostrando o saco por aí, né?

Ter um saco grande e liso traz alguma vantagem? A médica garante que certos pacientes se acanham em ficar nus ante  parceiros com os quais vão transar, por causa do tamanho do saco e de seu enrugamento.

Sei lá, cada um sabe de si ou de como se sente. O procedimento, no entanto, não é barato. O repórter conseguiu descobrir que ele custa a “bagatela”  de R$10.000,00 (dez mil reais),  o equivalente a 100 CESTAS BÁSICAS, que é minha moeda corrente de referência, uma teimosa empatia pelos meus desafortunados semelhantes e pela busca da consciência de um mínimo de solidariedade social entre nós.

Ah, mas fiquei aliviado ao saber que depois dos 50 anos não é preciso se preocupar, pois com a idade o saco fica menos enrugado e aumenta de tamanho(????).  Sabem que eu nunca prestei atenção nisso? Assim não corro o risco de gastar um dinheirão desses com o procedimento, se por alguma estupidez senil acordar um dia e cismar de  aplicar toxina no saco. Ui!

Nunca se sabe. Ah, aos pobres?  E deve haver também acesso a eles em tão relevante necessidade, aconselho uma maneira mais tradicional e barata de aumentar o tamanho do distinto:  contrair cachumba e torcer para ela descer até o saco (orquite),  um meio natural de aumento do órgão,  que dispensa o botox e você não paga nada, mesmo porque não terá com o que pagar.

Em resumo, uma maneira de você ficar literalmente “Rendido e mal pago?”

 

Até mais amigos,

 

 

 

 

 

terça-feira, 1 de março de 2022

TÁ LÁ NO WHATSAPP: BOM DIA!


Olá amigos,


O papo é comum em roda de amigos. E rende escancaradas risadas e unânimes censuras aos remetentes, sejam eles parentes ou amigos. No grupo de amigos sempre tem alguém. No da família nem se fale. Nos particulares, com menos frequência. E quanto mais cedo o recado é postado maior é a gozação: - Justo no domingo o cara quer dar uma de despertador? – Porra ela não tem assunto, nem o que fazer, e vem me zoar logo cedo?  Trata-se do tradicional e costumeiro “Bom Dia” expresso nos mais diferentes formatos de “emojis”, de foto, de vídeo etc.Uma forma, sem dúvida, de registrar empatia. O “alguém” lembrou de você logo cedo, talvez precise tratar de algum assunto e não sabe como introduzi-lo. Nesses tempos de recolhimento, de máscaras, de desgraças, de crise sanitária, de guerra, é difícil manter a sanidade, como adverte o Mena. Um verdadeiro desafio a perseguir crianças, jovens, adultos e idosos. Indispensável, amigos,  que tenhamos mais cuidado e afeto com o nosso remetente. Esse “bom dia” tem muitos significados e sentidos. Forma de contato para evidenciar carinho, atenção, especial consideração e um turbilhão de sentimentos sufocados lá dentro, no mais profundo rincão de nossas almas. As tragédias da existência humana, a estupidez dos homens que dominam as nações, a preocupação permanente de que não teremos futuro para os nossos filhos e netos, para a paz mundial, para a preservação da natureza tão bela como um presente inestimável da Criação, nos assalta durante a noite, a trazer, desde simples e suave inquietação, até profundos “estresses”  e depressões, que nos tiram o sono, embalam os nossos pesadelos e nos convertem em verdadeiros “farrapos humanos”, golpeando a nossa autoestima, a nossa esperança, a nossa lucidez. Por isso amigos quanto receberem um “bom dia” logo de manhã, não deixem de responder. Se não tiver tempo toque naquele coração pulsando e envie. Só pra dizer ao seu eventual, mas possível desesperado remetente, que você está aí, está com ele, que você o ama, um “tamojunto”, um “é nóis”, na linguagem dessa juventude tão descolada e amorosa. Sim, é sério! Do outro lado pode estar alguém muito especial dizendo a você: - Socorro, eu estou aqui acordado, não consigo levantar e nada me importa. Fale comigo, por favor. Eu te amo, me ajude. Quanto às piadas com o assunto? Bem, pode continuar fazendo, diversão é preciso,  mas jamais diga o nome do remetente. Ele merece o seu respeito e discrição.  E nem deixe de responder, rapidinho que seja, tá? Custa nada não!

 

 BOA  SEMANA!




 

 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

CINEMA NACIONAL - CABRAS DA PESTE

 

Boa tarde amigos,

Você já ouviu falar num gênero cinematográfico conhecido como Buddy cop (“amigo policial”, numa tradução literal)? Pois é nesse gênero que a crítica especializada enquadra o filme nacional de 2.021, nominado de Cabras da Peste, do diretor Vitor Brandt, produzido para a  Netflix e que já é um dos maiores sucessos de crítica e de público do streaming no Brasil. Os dois atores protagonistas são de tirar o chapéu: Edmilson Filho e Matheus Nachtergaele, nos papéis respectivos dos policiais Bruceirelis (o cearense) e Trindade (o paulista), que se encontram por acaso quando aquele viaja do Ceará a São Paulo com o objetivo de localizar, recuperar e prender um traficante, sequestrador da cabra Celestina, muito amada e considerada patrimônio do Ceará. A partir desse encontro, os policiais, de cultura, experiência e visão de mundo muito diferentes, vão protagonizar as situações mais bizarras, na caça da quadrilha de traficantes comandados por “Luva Branca” (vivido pelo ótimo cantor Falcão).  Os atores já trabalharam juntos na minissérie Holliúdy, transmitida pela Globo no canal aberto de TV e que teve boa aceitação.  O produtor do longa é o mesmo da aludida minissérie, Halder Gomes. O humor levado à tela é basicamente brasileiro e, mais especificamente, regional do nordeste, simples, sem traços de intelectualidade, mas que garante boas e intermináveis risadas para todo tipo de público. Importante: sem apelar para os clichês, a pornografia ou o escatológico. O resultado é realmente surpreendente. Nos 90 minutos o espectador fica preso à trama, apreciando a linguagem, o humor e o talento desses dois grandes atores. E se diverte... Muito, justificando a grande aceitação por parte tanto da crítica, quanto do público, o que, convenhamos, é fenômeno muito raro, sobretudo em matéria de cinema nacional e de comédia.  Não deixe de ver.

Abraço.

P.S. (1) A imagem da coluna de hoje é do cartaz de divulgação do filme com os atores Edmilson e Matheus, além da cabra Celestina.

 

P.S. (2) Abaixo o meu amigo Cármino Antonio de Souza que está temporariamente em Portugal e, não bastasse ser idoso, como eu, resolveu "passar recibo" tomando água mineral da marca "penacova" (pé na cova).



 
Pode isso Arnaldo?

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

UM CONTO: PRESENÇA DE ANITA.

 

Boa tarde amigos.


O funcionário que limpava o banheiro parou para olhar a cor amarelada dos meus olhos e das minhas lágrimas,  que ficaram marcadas no papel-toalha disponível, com o qual os enxuguei. Absorto, deve ter pensado com seus botões: “que raio é isso?” De soslaio, percebi a estranheza do rapaz e quis sacanear. Há menos de quinze minutos deixara o consultório do meu amigo Cleso, oftalmologista, que durante a consulta de rotina utilizara um colírio de cor amarela,  indicado para verificação da pressão ocular e para diagnóstico de lesões do segmento anterior do olho. É estéril e logo o colorido, lavado simplesmente com água, desaparece. Lembrei-me que na semana anterior havia visitado meu gastro, com quem estava em falta por causa do afastamento imposto pela pandemia. Queixei-me de algumas supostas irregularidades no material decorrente de minhas evacuações e ele, além de mandar a secretária preencher a guia do plano de saúde para a minha adiada colenoscopia, que agora eu faria “na marra”, como deixou claro, com o seu silêncio revelador, me mandou tomar, por três dias, um vermífugo chamado Anitta. Os comprimidos têm a cor amarelada pela utilização, na fórmula do medicamento,  de elementos com essa coloração e, por isso,  durante o uso pelo paciente,  a urina apresenta-se fortemente amarelada ou num amarelo-esverdeado.  A cor volta ao normal após a cessação do uso. Voltando àquele cenário do banheiro fiz de conta que ignorava  a curiosidade do jovem faxineiro. Entrei num dos mictórios e urinei. A urina, ah, saiu bem amarela, como acontecera naqueles dias. Não dei descarga, de propósito. Logo que deixei o mictório, o moço entrou para limpar e deu de cara com aquela urina que, como as lágrimas que saíram dos meus olhos e mancharam o papel-toalha, era intensamente amarela. Voltei imediatamente e me desculpei pelo fato de não ter dado descarga. O rapaz só observava e não dizia palavra. Mas, à medida em que eu me aproximava ele recuava. Sua feição misturava surpresa, curiosidade e temor de que eu pudesse estar contaminado por alguma doença estranha e letal.  Voltei a ele e disse sorrindo: - Presença de Anitta. Lavei as mãos e saí. Certamente ele não entendeu nada. Pode ter pensado na cantora Anita, mas e daí, que relação havia entre a sensual artista e as lágrimas e urina daquele misterioso senhor? Não, não tinha idade para ter assistido a minissérie que consagrara a atriz Mel Lisboa. E nem poderia imaginar que um remédio para vermes podia se chamar Anitta. Com dois “tes”, ainda.  Mais ou menos na base do  “que teria a ver o cu com as calças?”

Forte abraço amigos e um feliz e iluminado Natal. 

    

 P.S. A imagem da coluna de hoje é da atriz Mel Lisboa, protagonista da minissérie global "Presença de Anita" exibida no ano de 2.001.

 

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

UM MUNDO COM OU SEM QR CODE

 Boa tarde amigos.

Estava cá pensando com os meus botões: os seres humanos, desde o aparecimento do homus sapiens foram divididos em diversas categorias, segundo o critério ou objetivo. Já fomos homens e mulheres; orientais e ocidentais; brancos, negros e amarelos; suseranos e vassalos; livres ou escravos; nobres e plebeus; nacionais e estrangeiros etc. etc. e tal. Atualmente, sinto que o mundo está dividido entre os que têm e os que não têm um tal de QR Code[1].   As publicidades na TV ou de outra mídia convocam a gente para abrir o celular e apontar para esse quadradinho sujinho (o QR code), com a advertência de que depois ele fará   o contato e a leitura bem rapidinho. E aí eu posso gozar de certa suposta vantagem. Digo suposta porque vivemos no mundo das (ou dos, não sei) Fake News e “gente de idade”, como eu e como se dizia no meu tempo, mergulhado na ignorância do revolucionário mundo cibernético e, por isso mesmo, desconfiado de tudo e de todos, como convém aos ignorantes que se julgam espertos, não acredito nem no que vejo, ou no que me dizem. Tive a oportunidade de assistir pela TV, em tempo real, a descida do homem à lua em 20 de junho de 1.969,  com 17 anos de idade. E a minha admiração de jovem se juntava  ao temor do Gilberto Gil que compôs para Elis cantar, o seu Lunik 9. A letra começava com a contagem regressiva para subida do foguete que conquistou a lua e terminava dizendo “... /A mim me resta uma tristeza só/ Talvez não tenha mais luar, para clarear minha canção/ O que será do verso sem luar/ O que será do mar, da flor, do violão?.    E a avó da minha mulher, até a sua morte mais de 30 anos depois, me garantia que aquilo era mentira, era montado, jamais alguém chegaria até a lua. Pois é, atualmente o que me enche as pimbóias é o tal do CR code. Com a pandemia e a mania de não poder tocar em objetos, não temos em grande parte, os menus físicos nos bares e restaurantes.  Só se pode saber o que a “casa” oferece se você estiver munido do celular e conseguir ler no QR code. Eu, se estou sozinho ou com amigos que também não conseguem  viver no mundo desse quadradinho, dessa casinha,  vou no velho truque. Olho para os garçons e vejo qual deles me transmite sinceridade e confiança. Chamo-o delicadamente e vou deitando conversa: - Ô meu amigo eu nunca vim aqui. Não tenho jeito para escolher  o que comer. O que o senhor me recomenda? Coisa do tipo  “prato carro-chefe da casa”. E não dá outra. Sem ler naquela coisa para encontrar o cardápio e tentar adivinhar o que pedir, correndo o risco de me dar mal, garanto ao amigo que sempre me saí bem. E assim vou vivendo e me virando enquanto não substituírem os garçons, de uma vez,  por robôs ou algum expediente que possa dar informação esteriotipada sobre a qualidade da comida da casa. E me obrigar a pedir pelo tal QR Code ou alguma outra coisa que o substitua. Ah, entendi! Por isso que de vez em quando o pessoal lá de casa fala que eu ando meio “fora da casinha”. Será que é por fora do QR Code?

 

P.S. (1) Procurando uma das abotoaduras para usar no casamento do Gabriel Brocchi, me deparei com uma antiga que eu comprei em Orlando, nos Estados Unidos há anos. Até assustei porque elas tinham exatamente o formato e o desenho do QR Code. Vejam as imagens que fotografei para a coluna de hoje.  Visionários os criadores, não?

 



[1][1] Segundo o Google, “O QR Code ou Código QR é uma espécie de gráfico em 2D (dimensões), geralmente apresentado em formato quadrado e com as cores preta e branca. A tradução das letras significa Quick Response, ou seja, resposta rápida. Essas “caixinhas” podem ser escaneadas por meio de tecnologias móveis.”