domingo, 26 de julho de 2015

O LARGO DA CATEDRAL DE CAMPINAS NOS PINCÉIS DE FÁTIMA FREITAS

Boa noite amigos,

O sol ainda era tímido às 12,30 horas deste domingo de inverno. A caminhada quase costumeira dos domingos, pela feira de artesanato do Centro de Convivência Cultural,  hoje  bem mais tarde, por causa do frio, nos levou a uma parada diante de um stand, com apenas três telas, que chamaram a atenção, tanto pelos cenários focalizados (o Largo da Catedral em Campinas, o prédio do Museu de Arte de São Paulo (Masp),  e algumas tomadas de Paris distribuídas numa única tela),  como pela técnica diferenciada da autora, em relação à maioria dos pintores que ali expõem seus trabalhos nos finais de semana.  A assinatura é da artista plástica, Fátima Maria Freitas, com quem conversamos um pouco. Como apaixonado pela cidade de Campinas e por sua história, a tela denominada Catedral de Campinas Nossa Senhora da Conceição, revelando um dos pontos mais bonitos e tradicionais da cidade (o Largo da Catedral), com todo o seu entorno natural e artificial, incluindo o bonde que por ali transitava na época, no trajeto feito a partir da Estação Ferroviária,  no distante ano de 1.963, logo me encantou e, depois de indagar sobre o preço, bati o martelo: o quadro é meu e já o vi, majestoso, embora discreto, numa das paredes do meu escritório da rua Barão de Jaguara, com os seus 60 x 100. A técnica utilizada foi o acrílico e óleo sobre tela, com verniz protetor corfix. O trabalho da artista plástica merece ser observado e conferido. No meu conceito, e especialmente no de minha mulher, que é também artista plástica, formada em Artes e crítica exigente, é considerado bastante bom.

Até amanhã amigos,

P.S. (1) As imagens da coluna de hoje são das telas: 1)  Catedral Nossa Senhora da Conceição, em 1.963; 2) Museu de Arte de São Paulo Assis Chateubriant; 3 e 4), Perspectivas de Paris, a Cidade Luz,  todas de autoria da pintora, Fátima Maria Freitas. A 4ª. e última imagem (emprestada de protestocultural.wordpress.com),  é do Teatro Municipal Carlos Gomes de Campinas,  que foi inaugurado em 1.930 e demolido no ano de 1.965;
  
P.S (2) o trabalho da  artista plástica Fátima Maria Freitas pode ser conferido em kagi Atelier facebook. O telefone de contato  é (019) 993560821 e o e.mail  fatimafreitas7@gmail.com;


P.S. (3) Na época retratada na tela da Catedral, ainda existia, na parte dos fundos do Largo, o famoso Teatro Municipal Carlos Gomes, projeto do arquiteto, Ramos de Azevedo, com capacidade para 1.300 pessoas, demolido na Administração do Prefeito Ruy Novaes, no ano de 1.965, sob alegação de que a construção estava condenada por causa da invasão de cupins. Essa versão é contestada até hoje, e o fato marcou a administração do alcaide, de forma negativa. Desde então, jamais a cidade, apesar de sua importância como a principal do interior do país, capital de uma região metropolitana de grande expressão econômica e cultural, não viu construir, até hoje, um teatro com a mesma magnitude,  importância e a versatilidade daquele. Fala-se nos últimos anos,  na edificação de um teatro municipal  no Parque Ecológico, numa parceria entre a Prefeitura de Campinas e o Governo do Estado de São Paulo. O projeto, porém, continua no papel e, em tempos de "vacas magras", no papel deve continuar por mais algum tempo;



P.S. (4) A artista garante que o estilo da tela Catedral Nossa Senhora da Conceição é o impressionista. Não nos convencemos disso. O quadro retrata a Catedral e a natureza, assim como o bonde e o entorno,  tal como existentes (o modelo, segundo a autora,  foi uma fotografia da Internet), com a intenção manifesta de reproduzi-los, o que não atende ou não atenderia ao critério impressionista, que mais se preocupa com as pinceladas livres e  a ausência proposital de verossimilhança nas suas imagens, fugindo do clássico, ainda que também se enquadre no gênero arte figurinista, que busca retratar o humano e as coisas concretas. A cor preta, que dá um toque especial de envelhecimento e saudosismo em quadros de Fátima, é um outro detalhe que afastaria o seu estilo do dos impressionistas, que nunca faziam uso dessa cor, nos seus trabalhos, porquanto, uma das características marcantes do estilo impressionista consistia na projeção da luz do sol sobre as pessoas e coisas, as iluminando e modificando as suas cores originais. Isso também valia também para as sombras, que haveriam ser sempre luminosas e coloridas.


3 comentários:

  1. Me sinto muito feliz e honrada com as palavras escrita por Jamil,
    e a alegria maior é saber que aprecia Minha Arte & Meu trabalho.
    E tem mais: Presenteia a todos nós com a página "Batendo Papo com Jamil".

    Obrigado pelo carinho e Atenção!

    FMF & Kagi Ateliêr

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    1. Cara Fátima:
      Obrigado pelas considerações. Gostei imensamente do quadro, tanto que procurei adquiri-lo para o meu acervo de quadros relacionados com a cidade de Campinas, suas coisas e história, a mim sempre muito caras. Grande abraço e continue desenvolvendo a sua meritória arte pictórica. Um abraço. Jamil

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    2. Caro Sr:Jamil, é muito bom estar pesquisando no Google e ver fotografia e comentário de Minha Arte & Meu trabalho!Continuo pintando paisagismo Urbano, entre outras coisas...Já pintei 3 Painéis da Estação da luz-SP.
      Fica aí o Convite pra VC e sua Esposa, para visitar a Página KAGI ATELIER-FACEBOOK e Passear aos Sábados e Domingos, na Feira de Arte e Artesanato -(Feira Hippie)Cambuí.Abraços!

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