domingo, 24 de julho de 2016

O FEIJÃO CARIOQUINHA É PAULISTA?

Boa tarde amigos,
Feijão tropeiro, uma iguaria muito apreciada em Minas

Gerais e no Rio Grande do Sul (imagem emprestada  de
 comida.uncomo.com.br/pratosdomundo).
O feijão carioca ou carioquinha, o arroz e as passagens aéreas são os mais recentes vilões da inflação do mês de junho. O preço do feijão, contudo, é o grande protagonista do ano e não há muita esperança de que o produto possa baixar de preço. O arroz-feijão, um casamento perfeito, segundo os nossos nutricionistas, porque oferece grande diversidade de proteínas, vitaminas, carboidratos e sais minerais, é uma invenção tipicamente brasileira e deve ser considerada a dupla fundamental a ser garantida como essencial à mesa da família brasileira, especialmente da população mais pobre. No caso do feijão carioca a culpa foi debitada fundamentalmente ao clima. Os dois maiores produtores, os Estados do Paraná e de Minas Gerais, respectivamente, tiveram a produção muita afetada pelas chuvas e, depois, pelo frio, o que determinou perdas e menor oferta no mercado. O preço, então, pela velha e infalível lei da oferta e da procura, foi às nuvens. 
Porco da raça carioca,  que dá nome ao feijão carioqui-
nha, com a cantora Valesca Popozuda, numa das versões
do programa A Fazenda exibido pela TV Record (imagem
emprestada de afazenda.r7.com.).
Contribuíram, também, a falta de estoque e a elevação dos custos de produção, como, energia, insumos e mão de obra. Mesmo tendo o governo brasileiro acenado com a importação do produto, a questão não é simples, porque o feijão carioca é um produto produzido  basicamente no Brasil. Conclusão: o jeito é mesmo substituir o produto por outro que ofereça as mesmas propriedades, ou algo por volta disso. Uma dica importante é a seguinte: a alta não atingiu o preço do feijão preto, que é o mais consumido em alguns Estados brasileiros, como no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Essa é a melhor solução para os paulistas e outros conterrâneos que têm no feijão carioca o consumo básico, por razões culturais.

Até mais amigos, 
Feijão tropeiro nordestino, uma versão em que a farinha de 

mandioca da receita original é substituída pelo cuzcuz (ima
gem emprestada de papjerimun.blogspot.com.br.)
P.S. (1) Outro dia acordei com o seguinte dilema: Por que o carioca come feijão preto e é o paulista quem consome basicamente o feijão carioca? Seria uma provocação bairrista? Bem, o mais importante é saber a origem do nome do feijão carioca. É carioca da cidade do Rio de Janeiro? Não. Leonardo Melo, coordenador do programa de melhoramento do feijão da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) explica que o  feijão carioca surgiu em uma propriedade rural de São Paulo, na década de 70. Um belo dia, o produtor encontrou uma planta diferente em meio a sua lavoura, provavelmente originada de uma mutação genética. Era uma planta grande e vistosa, capaz de produzir o dobro das outras. O fazendeiro, percebendo os benefícios, levou a semente dessa planta curiosa para o Instituto Agronômico de Campinas, que começou a multiplicar e testar esse grão. Aqui, eles comprovaram que esse feijão de grãos bege com listras marrons tinha uma produtividade muito maior que os outros tipos já existentes. Curiosamente, a cor é a mesma de uma raça de porco caipira, chamada carioca, muito comum na época. O carioca era um porco gordo e bege, que tinha essas listras espalhadas pelo corpo. Vendo isso, o produtor decidiu homenagear o novo feijão com o nome do animal. Nada a ver com os desenhos em forma de onda do calçadão de Copacabana, uma versão que chegou a correr por aí., sem fundamento. <http://super.abril.com.br/blogs/oraculo/se-carioca-come-feijao-preto-por-que-o-feijao-carioca-tem-esse-nome/> Acesso em 24 de julho de 2.016.

O festejado caldo de feijão, um prato que pode ser servido

em pequenas tigelas ou em copos, como entrada de feijoa
das ou como prato para recuperar forças dos boêmios após
a ingestão de grande quantidade de álcool (imagem em--
prestada de caldospaulista.com.br.)
P.S. (2) O feijão preto é a variedade preferida do pessoal do Rio de Janeiro, provavelmente como herança dos tempos do Brasil Império, em que os escravos o cozinhavam junto com carnes menos nobres, que sobravam ou eram descartadas das panelas dos patrões, dando origem à nossa famosa feijoada.  Representa atualmente 20% da produção brasileira de feijão e de seu consumo, perdendo para o tipo Carioquinha e outros que, juntos, são consumidos por mais de 70% da população brasileira. O feijão preto também é apreciado na cozinha mexicana, acompanhando pratos como chilli, taco e burritos;

P.S. (3) O feijão carioquinha se caracteriza por seu tamanho médio e grãos com listas marrons fortes. Rende um bom caldo e cozinha rapidamente. É o mais indicado para um belo feijão tropeiro, prato em que o feijão é misturado com farinha, cheiro-verde, lingüiça ou outros embutidos, ou ainda, com carne de sol da cozinha nordestina.

P.S. (4) O feijão tropeiro é receita originalmente criada pelos bandeirantes e tropeiros paulistas para garantir-lhes uma alimentação forte e nutritiva enquanto seguiam por caminhos obscuros a serem ainda desbravados.

A dupla protagonista das refeições dos brasileiros e que -

tem comprovado alto valor nutritivo (imagem emprestada
de cafe2dejulho.com.br.).
P.S. (5) Quando se fala na qualidade nutricional do feijão, um ótimo alimento para a saúde quando consumido moderadamente, trata-se de verdade científica comprovada. Abaixo vejam a tabela de composição nutricional  (TACO – Tabela Brasileira de Composição de Alimentos),   tanto do feijão preto, quando do feijão carioquinha, com muito poucas diferenças, a indicar que um pode ser substituído pelo outro, sem perda da qualidade nutricional.


Composição nutricional do feijão (por 100g):
Feijão – preto
Feijão-carioca
Calorias
77 cal
76 cal
Proteínas
4,5 g
4,8 g
Lipídeos
0,5 g
0,5 g
Colesterol
0,0 mg
0,0 mg
Carboidrato
14 g
13,6 g
Fibra
8,4 g
8,5 g
Cálcio
29 mg
27 mg
Ferro
1,5 mg
1,3 mg
Potássio
256 mg
255 mg


segunda-feira, 18 de julho de 2016

HECTOR BABENCO E ABBAS KIAROSTAMI - DOIS CINEASTAS QUE SE VÃO

Boa noite amigos,

A mulher Aranha (Sonia Braga) contracena com o ator Raul
Julia,em O Beijo da Mulher Aranha (imagem emprestada -
de www.ccine.10.com.br)
A sétima arte e os cinéfilos dos quatro quadrantes do mundo perderam  este ano, Abbas Kiarostami, morto, em Paris,  no dia 04 de julho passado. Era considerado o mais importante nome do surpreendente, moderno e profundo cinema iraniano.Gosto de Cereja (1997), O Vento nos Levará (1999) e Cópia Fiel  (2010),  são três verdadeiras obras-de-arte da filmografia do diretor, para citar alguns de seus bons filmes. E o cinema nacional se despediu na quinta-feira, de outro grande diretor. Morreu, aos 70 anos, Hector Babenco, nascido na Argentina, de ascendência judaico-ucraniana, mas que se naturalizou brasileiro aos 19 anos e aqui viveu para contar, nas suas películas, os dramas da natureza humana, vistas, quase todas, sob a ótica de personagens que contaram ficções fincadas na realidade brasileira. Babenco se lançou na arte em 1.975, com o drama O Rei da Noite, estrelado por Paulo José e que tinha no elenco atrizes como Marilia Pera, Vick Militello e Marcia Real. Dois anos depois, contou a história de um lendário bandido, que desafiou o sistema e a polícia brasileiros, no início da ditadura militar, no drama-biográfico,  Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia, baseado no livro homônimo de José Louzeiro, que também assinou a co-autoria do roteiro e teve  Reginaldo Faria, no papel-título.

O cineasta Hector Babenco em foto recente (imagem empres-
tada de cinema.uol.com.br.)
O filme foi sucesso, arrastando para as bilheterias quase 5.500.000 espectadores, o 9º maior público do cinema nacional, até hoje. Ganhou 4 kikitos de ouro no Festival de Gramado, com melhor ator para Reginaldo Faria, melhor ator coadjuvante para Ivan Cândido, além de melhor fotografia e edição. Em 1.980, ganhou elogios da crítica americana que considerou, Pixote – A Lei do Mais Fraco, seu  terceiro longa,  lançado naquele ano, um dos dez melhores filmes da década de 80. Com exuberante atuação de Marília Pera, o papel título foi entregue ao adolescente Fernando Ramos da Silva, que vivia marginalizado nas ruas de São Pauloo que deu ao  drama maior realismo. A película foi assistida por quase 2.600.000 espectadores. A fama internacional, porém, viria em 1.984, com o filme brasileiro-estadunidense, O Beijo da Mulher Aranha (Kiss Of The Spider Woman), gravado originalmente em inglês. Baseado no livro “El beso de La Mujer Aranha” do argentino Manuel Puig é um ficção que conta a história e o relacionamento de dois companheiros de cela, numa prisão brasileira, um preso político e um homossexual, com vidas, expectativas e visões diferentes do mundo.
Um dos cartazes de publicidade do longa Carandiru, uma -
megaprodução de doze milhões de reais (imagem empres-
tada de www.cinemark.com.br.)
O longa é uma das películas que usa o discurso metalinguístico no cinema, consistente em  “um filme dentro do outro”. Na pele do homossexual, Luis Molina, a obra deu ao ator americano, William Hurt,  o único Oscar de Melhor ator que colacionou para o seu currículo, além da Palma de Ouro do Festival de Cannes e trouxe prestígio para os atores Raul Julia (Valentin Arregui), porto-riquenho, e aos brasileiros,  Sonia Braga, José Lewgoy e Milton Gonçalves. Por conta do bom conceito internacional, Babenco, três anos depois, iria dirigir dois monstros sagrados do cinema americano, Jack Nicholson e Meryl Streep, no drama Ironweed, de 1.987, baseado na relação entre Francis Phelan e Helen Arches, um casal de alcoólatras, que vive para exorcizar o dramático passado e as marcas por ele deixadas.  A dupla de atores foi indicada para o Oscar de 1.988, nas categorias de melhor ator e melhor atriz, respectivamente. Babenco, por seu turno, também foi indicado ao prêmio Golden St. George, no Festival de Moscou. Seguiram-se dois filmes (Brincando nos Campos do Senhor, de 1.990, e, Coração Iluminado, de 1.998), que não  fizeram fama, nem carreira como os anteriores, até que, em 2.003,   Hector levou para as telas,  Carandirú,  para contar, ao seu modo, o episódio da morte de 111 presos no maior presídio do Brasil.  Com um orçamento de R$12.000.000,00 (doze milhões de reais), incomum para os filmes nacionais e um vasto elenco de atores brasileiros e estrangeiros de primeira grandeza (Wagner Moura, Lázaro Ramos, Rodrigo Santoro, Milton Gonçalves, para citar alguns), Carandirú praticamente repete o sucesso de Lúcio Flávio, com um público próximo da casa dos cinco milhões. 

O ator argentino, Gael Garcia Bernal, um dos preferidos do -
cineasta, Pedro Almodóvar, no papel do tradutor Rimini, no-
longa, O Passado, de Babenco (2.007). 
Apesar da grandiosidade do elenco, do bom roteiro baseado no Livro Estação Carandirú, de  Dráuzio Varella, por meio do qual o médico conta a sua experiência quando atuou no programa de prevenção da AIDS, naquele Presídio, livro que já era best seller nas livrarias de todo o Brasil, a crítica especializada não poupou o diretor, acusando-o de fazer um filme que não suscitava qualquer discussão, nenhuma polêmica, feito para “ganhar dinheiro”, o que, se era um exagero, também não estava longe da verdade. O fato e que Babenco, elege uma das versões do controvertido episódio (talvez o mais conveniente à estética do espetáculo) e não se importa em relativizá-lo, nem em trazer o espectador para um debate mais democrático e profundo da problemática dos presídios brasileiros e do próprio episódio.  Foi esse o seu último grande filme. Depois dele, seguiram-se apenas  outros dois: O Passado, em 2.007 e, Meu Amigo Hindú, agora em 2.016. 

Lucio Flávio, O Passageiro da Agonia, primeiro sucesso de
Babenco, com bilheteria de quase cinco milhões e meio
de espectadores (imagem emprestada de produto.mercado
livre.com.br.)
Neste último fechou o ciclo de sua carreira com um drama autobiográfico, pois o personagem principal, um cineasta, como ele, na pele do ator americano, Willem Dafoe, é, assim como ele, diagnosticado com um câncer e divide no hospital, os momentos de sofrimento, medo e incerteza com um menino hindu. A vida do cineasta chegou ao fim esta semana, quando seu coração, sempre cheio de dúvidas, mas, sobretudo, acumulado de emoção pela vida e pelo drama da condição e diversidade humanas e que ele fez questão de contar, à sua maneira,  parou antes de uma cirurgia para debelar uma sinusite. Deixou a mulher, a atriz Bárbara Paes, duas filhas e dois netos. E uma legião de amigos e admiradores. Todos, indistintamente, reconhecendo a sua qualidade humana e o seu profissionalismo. E a sua brasilidade, uma brasilidade que ele costumava afirmar em cada ato, em cada discurso aos jovens, convidando-os para ter orgulho de ser brasileiro, para o desafio de ser o que é, para o respeito à diversidade e à dignidade de cada um. Hector Babenco e Abbas Kiarostami passam para o outro lado da vida. E ao cinema, ao bom cinema, ao cinema de qualidade e de arte farão  falta, certamente. Nele fizeram uma majestosa carreira.


Até amanhã amigos.


Cena de Pixote - A Lei do Mais Fraco (1.980), um dos 10 me-
lhores filmes da década de 80, segundo a crítica especializa-
da americana (imagem emprestada de www.christianocarva
lho.com.br.)
 P.S. (1) No cinema, quando se fala que há “um filme dentro do filme” temos o que chamamos de discurso metalinguístico. Isso se dá quando um filme fala de um outro filme, ou cita um filme, ou o seu roteiro é sobre o mundo cinematográfico, ou se refere a biografias de atores ou diretores, ou finalmente, quando é sobre como fazer um filme, utilizando roteiro e linguagem dos bastidores do cinema. Dos filmes mais recentes, podemos citar como exemplo o longa Hitchcock, que retrata a vida do mais conhecido diretor do cinema de suspense, voltado para as dificuldades enfrentadas pelo cineasta em convencer produtores a  investir no roteiro para o cinema, de  Psicose,  que levado às telas, se transformou num dos filmes de maior sucesso de público e crítica do consagrado diretor inglês.


Ao lado da bela atriz Maria Fernanda Cândido, o ator -
americano, Willem Dafoe, que vive o personagem Diego,
alter-ego de Babenco no último longa do cineasta, Meu-
Amigo Hindu (imagem emprestada de www.altoastral.
com.br). 
P.S. (2) O adolescente, Fernando Ramos da Silva, que interpretou o Pixote, não conseguiu seguir na carreira de ator. Embora contratado pela TV Globo, por instâncias de José Louzeiro, não conseguiu permanecer na emissora por conta de sua incapacidade de decorar textos, dada a condição de semi-analfabeto. Voltou às ruas e à vida de antes. Foi morto, no ano de 1.987, em confronto com policiais.






sábado, 16 de julho de 2016

ARBITRAGENS POLÊMICAS E O FUTEBOL BRASILEIRO

Boa noite amigos,

Miguel Borja, atacante do Atlético Nacional de Medellin.
Marcou os 4 gols contra o São Paulo, que eliminaram o -
tricolor da Libertadores. Foi ainda responsável pela     ex
pulsão do jogador Maicon, na primeira partida disputada
no Morumbi,com 61.000 pagantes. Imagem emprestada -
de olimpiadas,real.com.br..
Não é novidade para ninguém, que o futebol brasileiro, um dos mais importantes indicadores culturais de nossa nação,anda em baixa. E significativamente, em especial depois daquele fatídico  7 a 1, que nos foi impiedosamente imposto pela Alemanha campeã, em 2.014, dentro de nossa casa. O processo de resgate tem sido lento e incerto. Os tempos são outros, sem dúvida alguma. O que gostaria de comentar é que o Brasil, que sempre teve, além de um futebol que inspirou o mundo, cantado e prosa e verso, aqui e acolá, pelo seu diferencial de arte, que revelou ídolos mundiais como Pelé, Ronaldinho, Romário,  Ronaldo Fenômeno e outros, não só deixou de apresentar o que de uma seleção pentacampeã mundial se espera sempre, como também parece ter perdido o prestígio político e o respeito com que sempre contou, e que não é pouco no mundo em que vivemos.  Deveras! As investigações criminais que atingiram, em cheio, vários dirigentes da Fifa, historicamente comandada por brasileiros e que resvalou, também, na Confederação Brasileira de Desportos, cujo ex-Presidente, José Maria Marin, está confinado em Nova York, aguardando julgamento de processo instaurado por corrupção, e o próprio Presidente, Marco Polo  Del Nero, que não sai do Brasil para nada e de jeito nenhum (porque será?), mancharam a nossa antologia  e da qual todos nós nos orgulhávamos. Temos sido vítimas de arbitragens ruins, para não dizer desastrosas, sem que nada aconteça. Nem uma providência, nem sequer um esboço de protesto. Fomos desclassificados, merecidamente, diga-se de passagem, mas injustamente, pelo Peru, na Copa América do Centenário, disputada nos Estados Unidos da América, por um gol irregular que o mundo inteiro viu, mas o árbitro chileno Andres Cunha, e os seus auxiliares não viram. E o que aconteceu? Nada. O São Paulo, diante de mais de 60 mil torcedores que lotaram o Morumbi, no primeiro jogo da semi-final da Taça Libertadores da América, foi prejudicado com a expulsão do jogador Maicon, num lance em  que se limitou a afastar, com a palma da mão aberta, o rosto do atacante Borja, que ameaçava atrasar o jogo (vi e revi o incidente muitas vezes pela TV e fiquei exatamente com a mesma impressão, ou seja, que não houve a menor intenção de agressão). Apesar disso,  o árbitro argentino, Mário Vigliano, próximo do lance, puniu o jogador e a equipe com uma expulsão inaceitável. Vale notar que o tal Vigliano foi  promovido aos quadros  da FIFA em 2.013 e, logo no ano seguinte, foi punido pela Associação de Futebol Argentino, porque, no clássico entre Boca Juniors e River Plate, o mais importante do nosso país vizinho, viu (????),  um toque de mão inexistente de um defensor e apitou pênalti contra o Boca, expulsando o atleta.  

Foto do atacante Borja Gonzalez, 
Atletico ,de Madrid, ora empresta-
do ao Ebar (www.gettyimagens.
pt.
Nada obstante, esse mesmo árbitro é escalado pela incompetente Conmebol, para apitar uma das semi-finais  do mais importante campeonato sul-americano e acaba estragando o espetáculo. Diga-se, a bem da verdade, que até aquela altura do jogo, o placar estava 0 a 0, e o São Paulo buscava incessantemente o seu gol, o que lhe permitiria jogar o segundo jogo, na casa do adversário, por um simples empate. Nem se diga que se tratava de interpretação do árbitro num lance em que, bem ou mal, o fato teria ocorrido. A própria súmula do argentino Vigliano pode servir como referência para o seu exagero e despropósito na expulsão do atleta, pois ao relatar o fato, assim se expressou: “Aos 73 minutos expulsei o jogador número 27 local, Sr. Maicon Roque Pereira,  por aplicar um tapa a um rival com a palma da mão aberta, sem ocasionar nenhum dano ao rival, com o jogo parado.” Ora essa descrição indica que o cartão vermelho foi proporcionalmente inadequado à conduta do atleta, porque a regra 12 do livro da International Board, em vigor há mais de dois meses, só justifica o cartão vermelho nesse tipo de conduta quanto houver violência real ou presumida, do que não se tratou, evidentemente, como confessado pelo árbitro, na súmula do jogo.  Pior ainda foi o recente julgamento do atleta pelo Tribunal Disciplinar da Conmebol que, à vista desse relato, resolve aplicar ao jogador a pena de três jogos de suspensão, ou seja, além de ficar de fora do jogo de volta contra o Atlético  Nacional, na quarta-feira passada, estaria fora das finais, no caso de classificação do São Paulo. Para completar, o chileno Patrício Polic, escalado para a partida da última quarta-feira, deixou de apitar um pênalti evidente, em favor da equipe brasileira, aos 47 minutos do primeiro tempo, quando o placar estava 1 a 1 e o lance poderia ensejar o término da primeira etapa com 2 a 1 para o São Paulo, o que modificaria totalmente o panorama do espetáculo para o segundo tempo (o São Paulo estaria a apenas l gol de sua classificação e teria 45 minutos para tentar essa vantagem no placar). A não assinalação do lance capital, é claro, alterou todo o panorama e independentemente do que poderia ter acontecido (e não se sabe o que poderia ter acontecido, é claro), a má arbitragem influenciou no resultado da partida, o que basta para condená-la definitivamente,  como assevera o árbitro aposentado, Leonardo Gaciba, atual comentarista da Rede Globo de Televisão, ao analisar a conduta de seu companheiro de profissão. Nada disso, porém, e é bom que se esclareça, justifica o mau desempenho tanto da seleção, como dos clubes brasileiros em campeonatos dos quais foram protagonistas e hoje amargam uma pálida participação de coadjuvantes. 

Imagem do zagueiro Maicon, do São Paulo, expulso na pri-
meira partida da semi-finais da Libertadores, punido com 
três jogos de suspensão pela Commeboll. (foto emprestada
de liberal.com.br).
O Atlético Nacional, que passou para a final com uma campanha absolutamente irretocável, jogou um futebol primoroso de conjunto, apresentando, ainda, talentos individuais que foram decisivos para o sucesso dessa campanha, como o ótimo atacante Miguel Borja, de 23 anos, e que liquidou a equipe paulista com os 4 gols marcados nos dois jogos (2 no Morumbi e 2 no estádio Atanásio Girardot, em Medellin). O São Paulo, ao contrário, fez uma campanha irregular, chegando a semi-final "aos trancos e barrancos",  muito mais em função do regulamento (perdeu a partida para o Atlético por 2 a 1 em Minas, tendo vencido pelo placar mínimo em São Paulo, o que permitiu que seguisse pelo gol marcado fora de casa), do que por virtudes evidenciadas dentro das 4 linhas,  a despeito do esforço de seu técnico, um  considerado especialista nesse tipo de campeonato. Quanto ao futebol jogado no campo, a ausência dos chamados jogadores fora de série, capazes de decidir partidas e campeonatos, deixam  as equipes cada vez mais parecidas e os jogos equilibrados. Valem, como se viu, por exemplo, na partida final da Eurocopa entre França e Portugal, as estratégias dos técnicos, entrosamento coletivo, preparo físico e psicológico,  e especialmente a sorte, essa coisa aleatória capaz de colocar o goleiro na trajetória da bola metida pelo atacante, por acaso, ou a trave, ou o morrinho artilheiro, ou o desvio da bola no pé ou na cabeça de um homem de barreira, a determinar resultados inesperados. Há alguns anos, essa Libertadores apostaria numa final entre São Paulo e Boca Junior, duas equipes tradicionais de campeões do mundo. Mas, minha gente, a final não será essa não. Será entre Atlético Nacional e Independiente Del Valle, ou seja, entre uma equipe colombiana e outra equatoriana, que mandaram seus respectivos adversários e suas tradições, para casa, mais cedo. Com muita competência, assinale-se, a mostrar que brasileiros e argentinos estão em baixa e precisam urgentemente rever conceitos e práticas.  Outros são os tempos, certamente.


Até amanhã amigos,



P.S. (1) A grande sensação da versão atual da Libertadores da América é o atacante Miguel Borja do Atlético Nacional da Colômbia. O atleta de apenas 23 anos é o artilheiro da competição, demonstra muitas qualidade, como velocidade e destreza. Já está convocado e poderá ser visto jogando por seu país, agora em agosto, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro;

P.S. (2) O Borja do Atlético não é o mesmo do outro Atlético europeu. Pois o Borja do Atlético de Madri, atualmente emprestado ao Ebar, tem os mesmos 23 anos de seu homônimo sul-americano, é também destro, joga como atacante e tem praticamente a mesma altura daquele, cerca de 1,90 m.. O da Espanha é conhecido como Borja Gonzalez e possivelmente ganha muito mais que seu irmão colombiano;

P.S. (3) Para que servem os auxiliares e o 4º árbitro? E a pergunta que se faz quando se verifica tantos erros capitais em arbitragens que determinam resultados e causam desastres para as equipes prejudicadas, moral e financeiramente. E possível que quatro árbitros não vejam um lance como aquele gol de mão do peruano contra o Brasil, na Copa América? Nâo dá mais para aguentar tanta justificativa: - O árbitro é humano e pode errar;-  O lance é muito rápido e não dá para definir. - O juiz estava distante do lance. - A visão do juiz estava encoberta – Ele não tem à disposição a câmera da Globo, etc. e tal.  Qualquer profissional tem obrigação de ser competente e de desenvolver virtudes para tal. A equipe de arbitragens tem 4 árbitros com aqueles monitores de comunicação. E para quê?  Para nada, realmente, ou então para fazer lambança, para usar uma expressão antiga do ex-árbitro, Arnaldo Cezar Coelho. revelando incompetência e o despreparo para a função. Culpa de quem se candidata, de quem prepara, de quem escolhe e de quem promove.






sábado, 9 de julho de 2016

A CAPELA DE SANTO IVO - PADROEIRO DOS ADVOGADOS

Amigos,

Panorama do interior da Capela de
Santo Ivo no Campus I da Puc. Foto
do meu celular.
O novo prédio que abriga, desde o início do ano, todas as instalações da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, construído no Campus I da Universidade, Rodovia D. Pedro,  e que, mais amplamente, abriga setores de outras Faculdades do Centro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, tem, logo na entrada, à direita, uma singela capela, mas em belo estilo arquitetônico moderno, erguida por sugestão de docentes da Faculdade de Direito ao Grão Chanceler da Universidade, o Arcebispo Dom Airton José dos Santos, e batizada de Capela de Santo Ivo, numa homenagem àquele que é considerado o patrono dos advogados. Ivo Hélory de Kermantin, Ivo de Tréguer ou Santo Ivo, natural da região da Bretanha,  Oeste da França, nasceu em 17 de outubro de 1.253 e faleceu no dia 19 de maio de 1.303, próximo de completar 50 anos de idade. Dotado de grande inteligência e sabedoria, Ivo estudou Filosofia, Teologia e Direito Eclesiástico e Civil em Paris, onde também pode mostrar o seu brilho e talento. De volta à terra natal, aceitou o cargo de Juiz do Tribunal Eclesiástico da diocese de Rennes, onde revelou ser um hábil conciliador, conquistando o respeito tanto daqueles que venciam suas causas, como aqueles que perdiam as demandas. Pela defesa intransigente dos necessitados e injustiçados recebeu o título de “advogado dos pobres”, epíteto que carregou para sempre, mesmo depois de tornar-se sacerdote. Como sacerdote franciscano pertenceu à Ordem Terceira de São Francisco. Herdou dos pais um solar, o solar de Kermatin, que transformou num hospital para cuidar de doentes, tarefa que executava pessoalmente, com respeito e carinho, numa espécie de Madre Tereza de Calcutá da Idade Média, se me permitirem uma analogia ou comparação. 19 de Maio é a data em que se comemora, até hoje, o seu dia, e a Ordem dos Advogados do Brasil, nas suas várias vertentes (nacional e seções estaduais) costuma realizar missas destinadas aos advogados e seus familiares, em homenagem a esse Santo, que tão de perto cuidou de praticar a verdadeira justiça social. Há uma famosa oração de Santo Ivo, que transcrevo abaixo, que lembra as suas virtudes teológicas e espirituais, para conhecimento de alunos de Direito, advogados em geral e de todos aqueles que, direta ou indiretamente, estão envolvidos, profissional ou voluntariamente, na prática coditiana de realização do valor da Justiça, o ideal do Direito, como Juízes, Promotores de Justiça, Escrivães, etc., dos quais o Santo é igualmente, considerado patrono.

Boa tarde.

Entrada da Capela de Santo Ivo
no prédio onde  funciona atual
mente a Faculdade de Direito
da Puc-Campinas. Foto do meu
celular.
 P.S. (1) ORAÇÃO A SANTO IVO:

Glorioso Santo Ivo, lírio da pureza, apóstolo da caridade e defensor intrépido da justiça, vós que, vendo nas leis humanas um reflexo da lei eterna, soubestes conjugar maravilhosamente os postulados, a justiça e o imperativo do amor cristão, assisti, iluminai, fortalecei a classe jurídica, os nossos juízes e advogados, os cultores e intérpretes do Direito, para que nos seus ensinamentos e decisões, jamais se afastem da equidade e da retidão. Amem eles a justiça, para que consolidem a paz; exerçam a caridade, para que reine a concórdia; defendam e amparem os fracos e desprotegidos, para que, propostos todos interesses subalternos e toda afeição de pessoas, façam triunfar a sabedoria da lei sobre as forças a injustiça e do mal. Olhai também para nós, glorioso Santo Ivo, que desejamos copiar os vossos exemplos e imitar as vossas virtudes. Exercei junto ao trono de Deus vossa missão de advogado e protetor nosso, a fim de que nossas preces sejam favoravelmente despachadas e sintamos os efeitos do vosso poderoso Patrocínio. Amém.!


Igreja de Santo Ivo no Bairro do Ibira
puera, em São Paulo (imagem em--
prestada de www.amareloouro.com.)
P.S. (2)  Ivo morreu de causas naturais na França em 19 de maio de 1.303. Seu corpo foi sepultado na Catedral de Tréguier. O Papa Clemente VI, com a solene Bula de 19 de maio de 1.347,assinada em Avignon, na França, o proclamava inscrito no Catálogo dos Santos e Confessores, devendo ser venerado como Santo da Igreja Católica Apostólica Romana;


P.S. (3) Em São Paulo, Capital, existe a Igreja de Santo Ivo, situada no Largo da Batalha, 189, no bairro do Ibirapuera, onde se encontra em permanente exposição uma relíquia do santo, doada em 2.011, pela França.


P.S. (4) O termo bula pontifícia refere-se não ao conteúdo e à solenidade de um documento pontifício, como tal, mas à apresentação, à forma externa do documento, a saber, lacrado com pequena bola (em latim, "bulla") de cera ou metal, em geral, chumbo (sub plumbo)..


Imagem de Santo Ivo (emprestada de
ofsobaete.blogspot.com) com uma pe
quena caveira na parte inferior, do lado
esquerdo de quem olha de frente para a 
imagem.



P.S. (5) Em algumas imagens de Santo Ivo aparece uma pequena caveira, como se vê da foto ao lado. Qual seria o seu significado? Bem, a melhor explicação parece ser a seguinte: a caveira, ao lado do santo (e imagens de outros santos também são cunhadas com ela) quer significar a humildade que devemos ter, lembrando sempre que viemos do pó e para o pó retornará o nosso corpo; que somos iguais perante Deus e finitos; que a vida terrena é apenas uma passagem para a vida eterna espiritual. 

domingo, 3 de julho de 2016

O FUTEBOL PELO MUNDO ANTES DAS OLIMPÍADAS DO RIO


Boa noite amigos,
Leonel Messi, a grande estrela do Barcelona e do futebol
mundial, que perdeu penalti na decisão contra o Chile da 
Copa América do Centenário (imagem emprestada de edi
tion.cnn.com).

Enquanto a tocha olímpica caminha por este país-continente,  anunciando as Olimpíadas do Rio de Janeiro, que começa no dia 05 de agosto,  o futebol tem sido destaque como esporte capaz de arrastar multidões aos estádios, nos quatro quadrantes do mundo, movimentando apostas milionárias e mexendo com emoções de torcedores, atletas, imprensa e simpatizantes. E principalmente com o improvável, o inusitado, o inesperado. Na Copa América do Centenário,  realizada nos Estados Unidos, um país que ainda busca sensibilizar o seu povo para esse esporte, a Seleção Brasileira foi outra vez um fiasco. Eliminada na fase de classificação pela até pouco tempo inexpressiva Seleção do Equador, por um erro grosseiro de arbitragem, é certo, o que não afasta a falta de merecimento para um destino melhor, a exclusão trouxe como  consolo a antecipação na já esperada dispensa da comissão técnica, comandada pelo contestado técnico Dunga. 
Tite, ex-técnico do Corinthians Paulista, atualmente -
técnico da Seleção Brasileira de Futebol, com a in--
cumbência de classificar o Brasil, 6º colocado nas
Eliminatórias, para a Copa da Rússia de 2.020. A
imagem foi emprestada de www.ricaperrone.com.br).
E a contratação de Tite, ex-Corinthians, um profissional que ganhou muitos títulos e elogios da imprensa e de torcedores, para a sequência do trabalho insólito de classificação da equipe para a Copa do Mundo da Rússia, tarefa que, se for frustrada, porá por terra mais um de nossos recordes e orgulho: o de ser a única seleção a disputar todas as Copas do Mundo na história do torneio.  Chile e Argentina fizeram a final da Copa América,  num jogo de bom nível técnico e de grande movimentação, tendo o Seleção Chilena conquistado o bicampeonato, na disputa de pênaltis.  Graças a mais um fato improvável: o tantas vezes indicado e premiado como melhor jogador do mundo, o badalado Messi, isolou a bola na penalidade que bateu, lembrando, para nós brasileiros, o chute equivocado do italiano Roberto Baggio, no final da Copa de 94 e a conquista do tetra.   O de Messi não foi o último, mas sem dúvida, foi decisivo para a vitória dos chilenos. Do outro lado do mundo, as empolgantes e milionárias competições europeias,  entraram definitivamente para a agenda dos brasileiros. Os canais abertos, encabeçados pela poderosa TV Globo, têm transmitido  vários jogos da Copa dos Campeões, uma competição de clubes que se destacam nos campeonatos de seus países e que este ano, pela segunda  vez, reuniu,  numa final doméstica, o Real e o Atlético de Madri, com mais um título para a coletânea de troféus do primeiro. 
Roberto Baggio, meia da Seleção Italiana, que isolou a bo
la na cobrança de penalidades máximas, decidindo em fa
vor do Brasil, a Copa do Mundo de 94, nos Estados Uni
dos da América, o tetracampeonato mundial (imagem em
prestada de www.pinterest.com.)
O mesmo se dá, com a Eurocopa,  que está na fase de  quartas-de-final, torneio que reúne as principais seleções europeias. Com jogos de bom nível técnico, envolvendo equipes tradicionais e jogadores fora de série, em estádios confortáveis e seguros, com a sempre ressalva dos inopinados ataques terroristas, que não nos garante segurança em nenhum lugar do planeta, podemos voltar a apreciar o futebol competitivo, competente,  e às vezes refinado, além  do duelo particular extra-campo entre os maiores técnicos do mundo, na aplicação de suas mirabolantes e estudadas táticas,  como num grande jogo de xadrez em que se transformou esse esporte, nos dias de hoje, a extremar essa prática e seus objetivos,  daquele também ainda chamado “futebol”,  que continua a animar a  molecada,  nas várzeas da zona urbana e rural, onde prevalece a inteligência,  a habilidade sem calções, sem chuteiras, sem dinheiro, sem fama, mas com a única e obstinada razão:  a da alegria de rolar aquele objeto redondo, disputar a sua posse e de metê-la dentro das traves da meta. É gol!    


Até amanhã amigos.

O meia Renato Augusto, convocado para a Seleção Brasi
leira que foi à Copa América do Centenário e que trocou
o Corinthians pelo Beijing Guoan, da China, país fora do
centro importante do futebol mundial, mas com muitos
dólares (imagem espn.uol.com.br).
P.S. (1) Mesmo perdendo seus principais jogadores e até as simples revelações ou promessas para o futebol estrangeiro, hoje, incluindo, até a China, o futebol brasileiro não perdeu a condição do principal e mais apaixonante esporte no Brasil, que já foi o País do futebol e ainda mantém a fama de produzir os melhores jogadores no mundo. Só que os principais centros europeus estudam muito bem hoje uma contratação de nossos atletas. Nossa fama de individualismo e de indisciplina, dentro e fora do campo, é também velha conhecida lá fora.  A  disposição do atleta de se comprometer verdadeiramente com uma mudança que afaste esses vícios incompatíveis com o futebol moderno, de disciplina, força, preparo, adaptação aos esquemas traçados e  espírito de grupo  podem garantir algum sucesso no estrangeiro;

P.S. (2)  Tem muita gente que vai e volta rapidinho E com aquele papo de não adaptação,  por causa do clima, da comida, de saudade dos churrascos, dos pagodes,  dos amigos, da caipirinha e coisas que tais. E tem ainda,  os mais abonados, os que vão ganhar grandes salários e que, quando solteiros,  arriscam levar papai e mamãe,  e até os amigos mais chegados. Tudo para se sentir em casa.  Coisa de brasileiro;

P.S. (3) O ótimo atleta Renato Augusto, ao contrário, esteve na Europa, jogando pelo Bayer Leverkursen, durante quase quatro anos e na mais tradicional equipe alemã, sempre foi um jogador disciplinado e fundamental. Perseguido por muitas lesões, voltou ao Brasil, contratado pelo Corinthians Paulista, onde, após uma primeira temporada ainda inconstante em face de mais lesões, se recuperou e ajudou o alvinegro na conquista de títulos de Campeão Brasileiro e da Recopa. No começo do ano, porém, não resistiu ao assédio de empresários chineses e foi jogar no Beinjing Guoan, para aproveitar, certamente, o que lhe possa restar de uma carreira marcada por muitas lesões e ameaças de encerramento, mesmo almejando a Seleção Brasileira, para a qual foi convocado algumas vezes pelo exonerado técnico Dunga. Com Tite, suas chances de ser reconvocado passa a ser muito grande, pois foi justamente com ele, técnico do Corinthians, que Renato Augusto recuperou a sua melhor condição atlética, se tornando uma das peças fundamentais para a equipe campeã brasileira de 2.015.