quinta-feira, 7 de março de 2013

O SAUDOSO LAGO DOS CISNES - VIADUTO MIGUEL VICENTE CURY


 
Boa noite amigos,

CAMPINAS DE ONTEM

O viaduto Miguel Vicente Cury, que sofreu obras básicas de restauração recentemente, em uma das primeiras e indispensáveis intervenções do novo governo Municipal comandado pelo Prefeito Jonas Donizetti,  foi idealizado, na ocasião de sua concepção,   para criar um elo entre a entrada da cidade de Campinas pela Prestes Maia e a região central, com acesso  pela Avenida Moraes Salles.  Sua construção demorou cerca de dois anos entre 1.961 e 1.963, quando foi efetivamente inaugurado. Naquela época, na parte de baixo do viaduto, criou-se uma importante área verde de lazer, um dos cartões postais de Campinas: o Lago dos Cisnes, que continha um espelho d’água entre os canteiros e as árvores,  e um relógio de sol, posteriormente removido e que atualmente se encontra na Lagoa do Taquaral. Em 1.983, porém, o jardim desapareceu, sendo substituído pelo atual terminal de ônibus e pelo complexo comércio informal. O Lago dos Cisnes foi inspirado na peça teatral do mesmo nome e, naquela época,  a cidade respirava ainda  o ar aristocrático do tempo dos barões de café. Chegando a Campinas, com meus pais, no ano de 1.958, tive o prazer de conhecer o Lago e aproveitar o jardim que se desenvolvia em seu entorno, por alguns anos, enquanto ele existiu.

FRASES SOBRE FUTEBOL


DO EX-GOLEIRO, HOJE TÉCNICO,  LEÃO: “O PIOR MEDO NÃO É O DE PERDER. É O DE GANHAR”.

 

DO EX-JOGADOR ZICO: “O MEDO DE PERDER ESPANTA A VITÓRIA”.

 

TORRESMINHO DE BERINJELA.

 
Almoçando num dos restaurantes da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, dentre os variados pratos oferecidos pelo “Buffet” do estabelecimento, havia um de berinjela,  em pequenos cubos empanados, o que me chamou a atenção. Experimentei. Era simples e bom. Perguntei a uma das cozinheiras, do que se tratava. Torresminho de Berinjela, disse-me ela. Pedi a receita, que também era bastante simples. Hoje,  ofereço-a aos amigos.

 

Torresminho de berinjela

Corte a berinjela em fatias finas. Depois, com a faca, faça das fatias, quadradinhos. Tempere-os com sal, caldo de carne ou outro condimento de seu gosto. Em seguida passe-os em farinha de trigo e creme de cebola. Aqueça óleo numa frigideira. Depois de bem quente jogue os quadrinhos e cubra com ovo. Retire-os em seguida e sirva-os.

Vai bem com uma cerva gelada. E com refrigerante, água e outro acompanhamento qualquer, também.

 

Até amanhã.
 
P.S. (1) A imagem da coluna de hoje é do Lago dos Cisnes e foi emprestada do  blogs.viaeptv.com

 

 

 

domingo, 3 de março de 2013

CINEMA - LA PIEL QUE HABITO - ALMODÓVAR

Boa noite amigos,
 
La Piel Que Habito é um filme com a marca de Pedro Almodóvar, o consagrado cineasta espanhol de “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos” e “Fale Com Ela”, dentre outros sucessos. Mas, sem perder o estilo e os ingredientes que misturam tragédias familiares, sexo, dramas existenciais e crítica social, o último filme do cineasta insere-se na categoria de “suspense”. E consegue mantê-lo com muita competência e originalidade.  Baseado no livro Mygale (1995), de Tierry Jonquet, com roteiro adaptado, tem também como inspiração o filme francês Les Yeux San visage (Os Olhos Sem Rosto), de 1.960, como  admite o cineasta. A película  marca o retorno ao trabalho da dupla Almodóvar/Banderas, desfeita desde o filme !Ata-me! De 1.989. Na sinopse o doutor Robert Ledgard (Antonio Bandeiras) é um notável cirurgião plástico, que perde a esposa num acidente (ela morre com queimaduras graves). Desde então o médico tenta recriar em laboratório, com o auxílio de Marília (Marisa Paredes), sua mãe de criação,  uma espécie de pele humana  mais resistente, desafiando os limites éticos e as diretrizes do Instituto de Biotecnologia. Posteriormente, acontece a morte da sua única filha, enferma mental, aparentemente estuprada por um rapaz que acabara de conhecer, o que alimenta o seu sentimento de vingança. Para desenvolver sua pesquisa o médico precisa de uma cobaia, Vera (Elena Anava) . O mistério gira em torno dessa cobaia, como ela surgiu e o que fazer com ela, cobaia essa por quem Ledgard se apaixona posteriormente. O resto deve ser conferido por quem vai assistir ao filme que foi indicado em 2.011 para a Palma de Ouro do Festival de Cannes e para Melhor Filme Estrangeiro do Globo de Ouro em 2.012. Para os amantes de Almodóvar, imperdível. Para os cinéfilos em geral, um bom filme.
Até amanhã amigos,
 
P.S. (1) O nome que Ledgard dá à sua cobaia (Gal) é contração de Galatéia, personagem da mitologia grega, segundo a qual,  Pigmaleão, cansado dos defeitos das mulheres,  esculpiu uma estátua (Galatéia), em homenagem a Afrodite, Deusa do Amor, e acabou se apaixonando pela sua obra inerte. Sensibilizada, Afrodite resolve dar vida à estátua.
P.S. (2)  Tente identificar, ao assistir o filme, numa das paredes da casa do doutor Ledgard, a tela  Paisagem com Ponte”, da pintora brasileira, Tarsila do Amaral;
P.S. (3)  Almodóvar é um admirador da música e da cultura brasileiras. Neste filme, resgata a canção “Pelo Amor de Amar”, que no Brasil foi gravada por Ellen de Lima, para a trilha sonora do filme Os Bandeirantes. No longa de Almodóvar quem interpreta a canção é a cantora espanhola Concha Buika;
 
P.S. (4) Fiel aos seus atores prediletos, Almodóvar esperava contar com Penélope Cruz (Volver), para o papel da cobaia. A atriz, no entanto, por problemas com agenda, não pode aceitar o convite.
P.S. (5) “Será um filme de terror, sem gritos, nem sustos”. Essa foi a afirmação do cineasta antes de começar a rodar o longa-metragem;
P.S. (6) O filme foi rodado em 2010, durante onze semanas, na região da Galícia e nas cidades de  Madrid e Toledo. Nesta última cidade é que  se localiza a casa que serviu de cenário para muitas cenas: a quinta (el cigarral) do Doutor Robert Ledgard;
P.S. (7) No elenco, além de Banderas, Elena e Paredes, Jan Cornet (Vicente), Roberto Álamo (Zeca), Blanca Suárez (Norma), Eduard Fernandez (Fulgencio), José Luis Gómez (Presidente do Instituto de Biotecnologia), Susi Sánchez (Mãe de Vicente), Bárbara Lennie (Cristina).
 
P.S. (8) A imagem da coluna é da publicidade do filme e foi emprestada do site cinemaandchocolate.blogspot.com;

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

CINEMA - O OSCAR DE 2.013.


Bom dia amigos,


Oscar I:  A festa do Oscar 2013 aconteceu ontem em Los Angeles, sem muitas novidades. Os favoritos foram confirmados e, de maneira geral, não se pode dizer que a premiação foi injusta. Claro que injustiça e parcialidade da Academia sempre acontece, mas especialmente  por ocasião das indicações, pois alguns filmes excepcionais acabam ficando de fora, como foi o caso do bom drama francês, Intocáveis.  Não se pode esquecer que o Oscar é uma premiação feita para premiar os filmes e os profissionais americanos, conquanto não se discuta o merecimento das obras e dos atores, diretores e técnicos responsáveis pela maior indústria cinematográfica do mundo. Mas há cinemas fantásticos sendo feitos fora dos estúdios de Los Angeles (no Irã, na Espanha, na Alemanha, na Argentina e até recentemente no Brasil) para dar alguns exemplos que estariam e estão a merecer maior atenção.


Oscar II: O ator inglês, Daniel Day-Lewis era favoritíssimo e venceu, abiscoitando a cobiçada   estatueta de melhor ator pela cinebiografia,  Lincol.  Realmente a atuação de Lewis como o ex-Presidente foi competente e marcante. Trata-se do terceiro Oscar do ator, que já venceu, em 1990, com My Left Foot (Meu Pé Esquerdo), e em 2.008, com Sangue Negro (There Will Be Blood);


Oscar III: A relação completa é a seguinte: Melhor Filme –Argo;   Melhor Ator: Daniel Day-Lewis (Linconl); Melhor Ator Coadjuvante: Christoph Waltz (Django Livre); Melhor Atriz Coadjuvante: Anne Hathaway (Os Miseráveis); Melhor Atriz: Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida); Melhor Diretor: Ang Lee (As Aventuras de Pi); Melhor Animação: Valente; Melhor Curta-Metragem de Animação: Paperman; Melhor Curta-metragem de Ficção: Curfew; Melhor Roteiro Original: Django Livre (Quentin Tarantino); Melhor Roteiro Adaptado: Argo (Chris Terrio), Melhor Trilha Sonora Original: As Aventuras de Pi (Mychael Danna); Melhor Canção Original: Skyfall (Adele Adkins e Paul Epworth); Melhor Maquiagem e Cabelo: Os Miseráveis (Lisa Westcott e Julie Dartnell); Melhor Design de Produção: Lincoln; Melhor Fotografia: As Aventuras de Pi (Cláudio Miranda); Melhor Efeito Visual: As Aventuras de Pi; Melhor Figurino: Anna Karenina (Jacqueline Durran),  Melhor Documentário (longa-metragem): Procurando Sugar Man; Melhor Documentário (curta-metragem): Inocente; Melhor Edição: Argo (William Goldenberg);  Melhor Filme em Língua Estrangeira: Amor (Áustria); Melhor Edição de Som: 007 – Operação Skyfall e a Hora mais Escura); Melhor Mixagem de Som: Os Miseráveis;


Oscar IV: É indiscutível o meritório trabalho de atriz Jennifer Laurence em O Lado Bom da Vida. Apesar de muito jovem (apenas 22 anos), a atriz demonstra um incrível maturidade profissional e um enorme carisma. No entanto, o prêmio deveria ser dado para a francesa,  Emmanuele Riva, de 86 anos, que em Amor, atuou de forma soberba, até porque Jennifer é muito jovem e a tendência é que cresça como atriz, sendo razoável imaginar que disputará outras estatuetas ao longo da carreira. O mesmo se diga em relação à menina Quvenzhané Wallis, de apenas 8 anos, indicada pelo seu desempenho em Indomável Sonhadora.



Oscar V: O longa austríaco “Amor”, narra o romance entre dois músicos octogenários, sem qualquer concessão à ficção, trazendo à tona todas as dificuldades e os encantos da velhice. O filme venceu o conceituado Festival de Cannes, onde recebeu a Palma de Ouro e praticamente todos os prêmios para filme,  ator e atriz, na Europa e nos Estados Unidos, entre 2.012 e 2.013;



Oscar VI: As imagens da coluna de hoje são das atrizes, Jennifer Laurence e Emannuelle Riva, emprestadas, respectivamente,  do site www.tumblr.com e do blogdeklau.blogspot.com;



Até amanhã, amigos.
























quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

UMA ATRIZ - FABIANA KARLA, UMA POETISA - CORA CORALINA


Boa noite amigos,
 
MULHER N. 1:  Ela é uma atriz, uma comediante, um ser humano extraordinário, alegre e espontâneo. Nem o fato de ter vindo do discriminado Nordeste, nem a circunstância de mostrar um corpo obeso, fora dos padrões estéticos das atrizes e modelos, impediram essa mulher de ir atrás de seus sonhos. FABIANA KARLA (na imagem acima emprestada do site entretimento.r7.com), está em Campinas, com o espetáculo teatral “A Vida em Rosa”, no Teatro Amil e contou a sua história em entrevista ao jornal Correio Popular. Aos 14 anos ganhou o primeiro prêmio com a personagem Lucicreide, um sucesso em Recife. Aos 23 anos, casada e com três filhos, foi para o Rio de Janeiro tentar a vida artística. Ficou esperando na porta do Projac o diretor Maurício Sherman, do “Zorra Total” e, quando ele chegou pediu cinco minutos de atenção: “O senhor sabe o que é vir do Nordeste com a mala cheia de sonhos? Ganhou oportunidade na comédia global sabatina, do qual faz parte do elenco fixo,representando diversos personagens de sucesso (Lucicreide; Gislaine; a doutora Lorca e a Presidenta Dilma), todos com sucesso,   fez cinema (A Máquina; Trair e Coçar é Só Começar;  e O Palhaço, já exibidos,  e Casa da Mãe Joana 2 e O Corpo Fechado, ambos ainda a estrear), duas novelas (a empregada de Suzana Vieira na novela Mulheres Apaixonadas, de Manuel Carlos, e a Olga Bastos, no remake de Gabriela) e teatro. É dessa grande  mulher a seguinte afirmação, extremamente inspiradora. Vejam que beleza de conselho de vida: “COMO UM ATLETA MALHA OS MÚSCULOS, MALHO MEUS SENTIMENTOS, SOU INTENSA NO QUE FAÇO PORQUE EXERCITO ESSES SENTIMENTOS TODOS OS DIAS”
 
MULHER 2: Ela nasceu no distante ano de 1.889, na pequena cidade de Goiás, interior do Centro-Oeste do Brasil. Embora oriunda de família nobre (seu pai era Desembargador), apenas cursou as quatro primeiras séries do grupo escolar (primeiro grau, atualmente). Vivendo e curtindo as coisas da vida rural, foi doceira de primeira classe e escritora desde a adolescência. Nada obstante, só publicou o seu primeiro livro (POEMAS DOS BECOS DE GOIÁS E ESTÓRIAS MAIS),  em junho de 1.965, quando contava 76 anos de idade. Nascida Ana Lins dos Guimarães Peixoto Brito, quando completou 50 anos, afirma ter perdido o medo que sentia e adotou o nome que escolhera e  com o qual pretendia ser conhecida e chamada: CORA CORALINA (segunda imagem emprestada do blog apoesiadobrasil.blogspot.com.). É considerada uma das mais importantes  escritoras e contistas brasileiras. Morreu na cidade de Goiânia, em abril de 1.985, aos 96 anos de idade. Segue um de seus poemas, que bem demonstra o seu grau de talento e sensibilidade. Beleza Pura, gente!
“NÃO SEI SE A VIDA É CURTA OU LONGA PARA NÓS, MAS SEI QUE NADA DO QUE VIVEMOS TEM SENTIDO, SE NÃO TOCARMOS O CORAÇÃO DAS PESSOAS. MUITAS VEZES BASTA SER COLO QUE ACOLHE, BRAÇO QUE ENVOLVE, PALAVRA QUE CONFORTA, SILÊNCIO QUE RESPEITA, ALEGRIA QUE CONTAGIA, LÁGRIMA QUE CORRE, OLHAR QUE ACARICIA, DESEJO QUE SACIA, AMOR QUE PROMOVE.
E ISSO NÃO É COISA DO OUTRO MUNDO. É O QUE DÁ SENTIDO À VIDA. É O QUE FAZ COM QUE ELA NÃO SEJA NEM CURTA, NEM LONGA DEMAIS, MAS QUE SEJA INTENSA, VERDADEIRA, PURA ENQUANTO DURAR.
FELIZ AQUELE QUE TRANSFERE O QUE SABE E APRENDE O QUE ENSINA.”
 
Até amanhã amigos.



FUTEBOL - LIGA DOS CAMPEÕES NA EUROPA E LIBERTADORES NA AMÉRICA.


Boa noite amigos,
 

Não deixa de ser surpreendente a vitória do Milan sobre o badalado Barcelona, pelo placar de 2 a 0, hoje, no San Siro, em Milão, pela oitavas-de-finais da Liga dos Campeões da Europa. Há quem aposte que o time catalão não tira a diferença no jogo de volta, em Camp Nou, no dia 12 de março. Quem vê o resultado imagina que o Milan foi muito superior ao adversário espanhol, mas isso absolutamente não corresponde ao que aconteceu no espetáculo. A equipe italiana, reconhecendo a superioridade técnica do adversário, jogou como time pequeno. O técnico Allegri armou o time numa retranca, com 10 jogadores atuando no seu próprio campo,  e com marcação especial sobre Leonel Messi, que, desta vez, não conseguiu sair do nó tático muito bem executado pelos jogadores do Milan e nada realizou de efetivo, assim como seus companheiros de criação,  os talentosos Xavi e Iniesta. Foram dois contra-ataques fulminantes que resultaram exatamente nos dois gols da partida (de Prince Boateng, aos 12 minutos e de Muntari, aos 35, ambos no segundo tempo). A surpresa não foi apenas pela vitória do Milan, mas pela diferença de dois gols. , Para se ter uma ideia, a última vez  que o Barça perdeu por dois gols de diferença foi em 11 de setembro de 2.010, há quase um ano e meio, e foi para a equipe do Hércules, pelo Campeonato Espanhol. O futebol continua sendo uma caixa de surpresas e, por isso mesmo, apaixonante.  É o único esporte em que o pior pode vencer o melhor, como diz o meu amigo Cármino, parodiando certamente os cronistas esportivos de antigamente.   

 

 RAPIDINHAS.

º Robinho viu a vitória de seu time  do camarote do Estádio de San Siro. E, claro, com aquele largo sorriso que lhe é característico;

 

º Alguns comentários colhidos dos sites e blogs que comentam o jogo do Barça e Milan,  não podem ser levados a sério. Paixão à parte,  chamar  Leonel Messi de  “enganador” é uma piada. O argentino é um dos maiores jogadores de todos os tempos, sem favor algum.

 

º A Libertadores também “bombou” nesta quarta-feira. Que partidaço fez o Grêmio no Rio de Janeiro contra o Fluminense. Nem parecia que enfrentava o Campeão Brasileiro na casa do adversário. Eficiente na marcação e nos mortais contra-ataques meteu uma goleada sobre o tricolor carioca  (3 a 0), recuperando-se da derrota em casa, na primeira rodada, para o fraco time chileno do Huachipato (1 x 2). Destaque para o veterano  e incansável Zé Roberto, que fez rodar a bola no meio de campo e ataque, para o lateral André Santos (aquele mesmo do Corinthians e da Seleção), eficiente na marcação e no ataque,   e especialmente para Barcos (o melhor em campo)  que deu um passe sensacional para o terceiro gol e outro preciso para Elano que chutou na trave do goleiro Cavalieri.   As boas  contratações que o Gremio fez, sem dúvida, tornaram a equipe ainda mais competitiva e quando a equipe estiver entrosada será séria candidata aos títulos nacionais e da Libertadores, sem dúvida. A torcia gremista presente no Engenhão fez barulho e cantou “olé” no final do jogo. Do outro lado, o jogador Deco, de quem se esperava a criação para as jogadas de ataque do Fluminense foi uma decepção. Um dos piores em campo, vaiado por seus próprios torcedores. E nem Fred, com seu habitual oportunismo, incomodou a meta do goleiro Dida. A rigor o ex-goleiro da Seleção Brasileira não fez uma defesa difícil. O Flu no segundo tempo deu um único chute a gol apenas aos 44 minutos.

 

º Na altitude de Oruro, na Bolívia,  o Timão, atual campeão do torneio e do mundo, vencia a fraca equipe do San Jose (do ilustre torcedor e presidente Evo Morales), pela contagem mínima, mas cedeu o empate, no fim do jogo (1 a 1). O resultado, fora de casa e no ar rarefeito da altitude não é ruim. Mas o Corinthians poderia ter vencido, considerada o abismo técnico entre os times;
 
º As imagens da coluna de hoje são: a) do meio-campista, André Iniesta, do Barcelona, que hoje, como seus companheiros, não foi bem na partida em que sua equipe foi derrotada pelo Milan, pelo placar de 2 a 0 (emprestada do site www.record.xl.pt); b) do atacante Barcos, adquirido pelo Grêmio ao Palmeiras e que foi o grande nome do jogo Grêmio e Fluminense pela Libertadores, partida disputada no Engenhão em que o time gaúcho venceu pelo placar de 3 a 0 (emprestada do site www.esportes.r7.com).
 
Até amanhã amigos.

 

 

 

 

 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

CAUSO - POSSE SEXUAL MEDIANTE FRAUDE


Boa noite amigos,

 

Hoje transcrevo aqui na coluna um dos meus "causos" que estão no livro "Causas & Causos n. I", da editora Millenium, e que retrata uma situação engraçada vivenciada na minha Turma da Faculdade de Direito, nos idos da década de 70. O fato aconteceu na aula de Direito Penal do saudoso Professor Marino Emilio Falcão Lopes e teve como protagonista o "Brito", um dos nossos colegas mais bem-humorados. Vai lá.

 

"POSSE SEXUAL MEDIANTE FRAUDE"

                                                                                 

                                                    “No escurinho do cinema, chupando drops de anis. Longe de qualquer problema. Perto de um final feliz”

                                                   (Rita Lee).


Anos dourados. Pátio dos Leões. Puc Central. Faculdade de Direito.
 
O Brito, nosso mais bem humorado colega de turma, era também um atrevido gozador.
 
O mestre Marino Emílio Falcão Lopes, recentemente falecido, de grande memória, extraordinário tribuno, competente professor, Promotor de Justiça, depois Magistrado, poeta e escritor, nos brindava com mais uma aula de Direito Penal.
 
Com sua oratória proverbial, exercida em tonalidade grave e harmoniosa, tecia considerações sobre o capítulo referente aos crimes contra a liberdade sexual. 
Depois de discorrer sobre os delitos de estupro, atentado violento ao pudor e sedução, pediu nossa atenção para o que iria dizer. 
_ Meus caros alunos, vou falar agora de um crime, “Posse Sexual Mediante Fraude”,  cuja ocorrência é absolutamente improvável, tanto assim que nos meus mais de trinta anos de Ministério Público, jamais tomei ciência de algum caso concreto. 
Nossa atenção se manteve. Agora, porém,  redobrada. 
E prosseguindo:
_Cita a literatura uma hipótese que é até muito engraçada. Mas é, convenhamos,  meramente acadêmica. Cerebrina mesmo.
E ao concluir as  assertivas,   abriu  um largo e sincero sorriso, como costumeiramente fazia.
-Vejam só. Cogita-se de uma situação na qual a mulher casada, certa noite, depois de se recolher aos seus  aposentos, é surpreendida pela chegada de um homem que ao leito conjugal  se aconchega. Trata-se de um falsário.
_A mulher aguardava para a mesma noite o provável regresso do marido que viajara a serviço.
_Pois bem, esse falsário, passando-se pelo marido da virtuosa senhora, com ela logra manter  relações carnais. Vejam só, que coisa surrealista, engraçada.
 _A mulher nem percebeu que não se tratava do marido!!!
E abre outro sorriso mais largo, no que é acompanhado por grande parte da fanática platéia.
O Brito, no entanto, naquela escaldante tarde de sábado, resolve provocar o culto professor.
O Doutor Marino não gostava nem um pouco de ser contrariado. Muito menos por um aluno neófito, metido a besta e que o fazia por mero escárnio.
Levantando espalhafatosamente o braço direito, o Brito pede licença para perguntar.
-         Pois não, senhor Brito.

_Professor, sabe eu não acho assim que o crime seja tão improvável.
                                          
A afirmação teve o condão de imediatamente desfazer o sorriso estampado na face do mestre. Em seu lugar, surgiram sobrancelhas cerradas e um  ar típico de contrariedade.
 
_ Como? O que o senhor quer dizer.
Silêncio tumular entre os colegas.
O Brito não se fez de rogado:
_ Veja bem, professor. Suponha o senhor que um casal de namorados esteja no cinema, assistindo a um filme francês, desses picantes. 
_ Sei.
_ E aí, agarradinhos, ele toca os seios da moça, beija-a  no pescoço, aproveitando o pouco público presente e o “escurinho” do cinema.
 
Faço uma pausa para esclarecer ao leitor, sobretudo aos mais jovens que não viveram a efervescência dos anos sessenta e a febre do cinema, para dizer que era comum um certo extravasamento da libido, entre namorados, durante a exibição de filmes, quando se lograva burlar a vigilância e a inveja do chamado “lanterninha”.

Quem assistiu ao excelente “Cinema Paradiso” pode constatar esse cenário típico que não era exclusivo do Brasil.
_ E daí?, prossegue o professor Marino.

_ E daí, o rapaz resolve ir ao banheiro.
Todos permaneciam absolutamente absortos com a estória que se desenrolava, na versão do Brito.
_ Aproveitando a ausência do rapaz, outro moço, sentado próximo, querendo tirar vantagem da situação,  aproxima-se, senta-se ao lado da jovem  e passa a tocá-la,  fingindo ser seu namorado que, com uma diarréia repentina, demora no banheiro, além do razoável.
“Marinão, como a gente respeitosa e carinhosamente o chamávamos, ficou, na linguagem também da época, “uma onça”.
Não era para menos.
Que estória absurda! Que sarro!
Mas engolindo a  ira, provocou:
_ Olhe, o senhor não pode estar falando sério. Como é que a moça não vai notar que não se trata do namorado. Ora bolas, isso é gozação.
_ Mas está escuro, doutor.
_ Está escuro, mas e a luz do filme, rapaz, o senhor só pode estar brincando, não é mesmo?
 Numa cartada decisiva, porém, o Brito arriscou:
 _ Mas professor, e se a moça fosse  cega.
 Marinão olhou séria e fixamente para o Brito. Fez uma pausa.  
O silêncio continuou tumular, pois todos esperavam o momento em que, sem paciência, o professor fosse dar um daqueles antológicos esculachos no Brito, até mesmo o expulsando da sala.

O Professor Marino, no entanto, agora de forma incisiva, mas absolutamente serena, voltou-se ao Brito e disse:

_ Senhor Brito. O senhor pode me responder a uma só  pergunta?
_ Sim, senhor, claro.
_ O senhor pode me dizer o que é que uma ceguinha vai fazer no cinema.
A classe estourou em gargalhada.

E a estória jamais foi esquecida naquela saudosa turma de Bacharéis em Direito de 1975."
 
 
Até amanhã amigos.
 
 P.S. A caricatura que ilustra a coluna de hoje foi emprestada do site joelson13.wordpress.com.
 

 
 
 
 
 
 
 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

FUTEBOL - TEM IMPEDIMENTO NA COBRANÇA DE LATERAL?


Bom dia amigos,

Domingo de sol e de calor intensos. Em algumas regiões, pancadas de chuva. Mas no geral, o domingo promete.  Ótimo para um churrasco em família, regado a uma “cerva” e para ver futebol no campo, ou em casa, pela TV, considerando a “Lei Seca”. Ainda repercute o  lance que originou  o primeiro gol do Atlético Mineiro sobre o São Paulo, na quarta-feira, um belo clássico pela Libertadores da América. Um jogo muito disputado, vencido pelo Galo pelo placar de 2 a 1, merecidamente, embora Ganso, no final do jogo, tenha  tido possibilidade de empatar a partida, na bola que bateu de dentro da área e que passou rente, muito rente, à trave esquerda do goleiro atleticano. Desta vez, fundamental para a vitória da equipe mineira foi Ronaldinho Gaúcho que participou dos dois gols. No primeiro  enquanto o jogo estava parado,  distanciou-se dos demais atletas que se posicionavam próximo da última jogada mais para o meio de campo, e foi até o goleiro Rogério Ceni pedir água. Ceni, como faz tradicionalmente, passou a mão pela cabeça do atleta e lhe deu a garrafa d’água. Logo em seguida, a partida recomeça com a cobrança de lateral. Vendo Ronaldinho bem lá na frente, o jogador atleticano mandou a bola para ele que, sem marcação alguma, foi à linha de fundo e fez um cruzamento perfeito para Jô, que vinha na corrida, pelo meio, e só teve o trabalho de tocar para o gol. Alguma irregularidade? Nenhuma, certamente. Ficou a discussão por conta da questão ética, uma complicada discussão, como  já relatei aqui na coluna, outras vezes. O que é politicamente correto e o que é esperteza no esporte? A questão continua aberta. E muito aberta. O que me espantou foi comentar o lance com muitos amigos e parentes e descobrir que gente que vê e aprecia futebol há muitos anos, não sabia que inexistia impedimento em cobrança de lateral. Aqui vão, portanto, para avivar nossa memória (em alguns casos) e aprender, gravando (em outros), as cinco condições para que um jogador esteja em posição de impedimento capaz de invalidar o gol.

1ª. Condição: Um companheiro da própria equipe do jogador está tocando a bola, enquanto executa um passe, uma cabeçada ou um chute a gol; e 2ª. Condição: O referido passe não é uma cobrança de escanteio, um tiro de meta ou uma cobrança de lateral; e 3ª. Condição: O jogador está no campo de ataque; e, 4ª. Condição: O jogador está mais próximo da linha de fundo adversária que a própria bola, e, 5ª. Condição; Apenas um, ou nenhum atleta adversário, está mais próximo da linha de fundo adversária que o jogador. Nessa 5ª condição, são critérios de desempate, o tronco, cabeça ou pés, mas não braços e mãos.

Conclusão: O atleta não estará em posição de impedimento, ainda que apenas ele esteja entre o goleiro, ou sozinho na frente, em se tratando de cobrança de tiro de meta, escanteio ou lateral, como foi o caso da bola recebida por Ronaldinho no primeiro gol do Atlético. O atleta não estará em posição de impedimento se estiver no seu próprio campo, ainda que esteja mais adiantado do que todos os outros atletas. Não estará impedido se estiver, ainda que esteja no campo de ataque, “na mesma linha” que o jogador mais adiantado do time adversário, considerando o tronco, a cabeça ou os pés. E, finalmente,  Também não estará impedido se, ainda que mais adiantado em relação a qualquer jogador de linha do time adversário,  estiver, porém,  atrás da linha da bola.

Até amanhã, amigos.

P.S. (1)  Pelo Campeonato Paulista, a despeito do clássico de hoje à tarde, envolvendo a  centenária rivalidade entre Palmeiras e Corinthians, que a TV Globo, canal aberto, vai  transmitir para todo o Estado de São Paulo, menos para a  Capital, a principal partida acontece no Estádio  Moisés Lucarelli, em Campinas, envolvendo Ponte Preta e Santos.  A “Macaca” é líder do Paulistão com 15 pontos, seguida pelo Santos, com 14. O jogo vale, portanto, a liderança do campeonato, que a “Nega Véia” manterá no caso de empate ou vitória. Para o Santos só a vitória interessa. É um confronto também entre o melhor ataque (o Peixe marcou 15 gols, assim como o Palmeiras), contra a melhor defesa (a Ponte só sofreu 4 gols até aqui);

P.S. (2)  Repercute – e muito – na Internet e redes sociais – o “frango” que o goleiro Rogério Ceni  tomou ontem no jogo do São Paulo contra o Ituano, pelo Campeonato Paulista.  Conferi o lance no Uol Esporte e realmente é um daqueles frangos “homéricos”. A bola, inclusive, foi praticamente recuada pelo atacante da equipe de Itu. Claro que deve haver uma explicação para o lance. Mas Rogério não quis falar a respeito, no final do jogo. O “frango” tão mais repercute pelo fato de Rogério ser quem é. Um goleiro artilheiro, uma figura carismática, um atleta exemplar, com uma história irretocável no futebol do Brasil e mundial. Assim, o lance fica mesmo por conta do “sarro” que todos os torcedores dos outros times vão tirar, é claro.

P.S. (3) Ceni anda muito solidário com os adversários. Na quarta-feira, no Independência,  em Belo Horizonte, deu “água” para Ronaldinho Gaúcho, depois de passar a mão na cabeça dele e o atacante, ingrato,  retribuiu com o lance do gol. Ontem, foi a vez de dar “colher de chá” pro atacante do Ituano. A Comissão Técnica do Tricolor mandou avisar que a fase da distribuição de generosidades acabou;
P.S. (4) A imagem da coluna foi emprestada do site "downlodswallpapers.com".