sexta-feira, 25 de setembro de 2015

DIA DA GLÓRIA CAMPINEIRA - CID FERREIRA E O PROJETO POLÊMICO

Boa tarde amigos,

Continua rendendo críticas e comentários, o projeto de lei de autoria do vereador campineiro Cid Ferreira, já aprovado pela Câmara Municipal de Campinas, que cria o Dia da Glória Campineira, em homenagem ao título de Campeão Brasileiro de 1.978, feito conquistado pelo Bugre exatamente no dia 13 de agosto daquele ano. Parte dos vereadores preferiu deixar o plenário antes da votação, para não se incompatibilizar com torcedores da Ponte Preta, evidentemente contrários ao projeto e, também, com o vereador proponente (sempre houve uma espécie de “acordo de cavalheiros entre os vereadores para que propostas de concessão de  títulos, honrarias, moções, etc., sejam aprovadas, sem questionamentos, num toma lá dá cá”, muito próprio da política brasileira). A “batata quente” está nas mãos do Prefeito, Jonas Donizetti, mas um de seus Secretários já adiantou que ele não pretende vetá-lo,  para não acirrar ânimos e alimentar  embates (!!!!!), como se a polêmica pudesse cessar, e não reacender,  com a sanção do Executivo.   Como estamos já há algum tempo sem o tradicional derbi campineiro, por culpa do Guarani, claro, que amarga a segunda divisão do Paulista e a terceira do Brasileiro, enquanto a Macaca, em fase indiscutivelmente melhor há muito tempo, está na elite, em ambos os torneios,  certo é que o clássico foi deslocado, do campo de jogo, para o plenário da Câmara, as redes sociais e a imprensa em geral. Basta ver o número de pessoas que estiveram na Câmara, visando aplaudir ou manifestar-se contrária à proposta.  Nesta semana, sobrou para um motoqueiro que ficou ferido quando passava pela via pública, atingido por estilhaços de bomba caseira,  no momento em que torcedores baderneiros de ambas as equipes brigavam, defronte ao prédio da Edilidade. Lamentável o confronto. Lamentável a conseqüência. E lamentável, obviamente, a iniciativa do Vereador. Sou sabidamente bugrino, acho que o título de 1.978 foi importante para o Guarani, seus torcedores e até para a cidade,  pela visibilidade que ganhou, visibilidade essa que pode parecer provocação, mas  se estendeu à própria Ponte Preta[1]. Isso evidentemente não justifica o inoportuno projeto que, ao criar o chamado Dia da Glória Campineira, estende aos torcedores da equipe adversária uma glória que ela não sente, nem aceita, por razões históricas de rivalidade, e  impõe despesas aos cofres públicos. 
O sacrificado Erário não pode ser sangrado ainda mais por esse tipo de iniciativa e há coisas efetivamente relevantes[2] que merecem a análise, o estudo e projetos efetivos dos nossos vereadores, em função do bem comum e da população, como a atualização das leis que disciplinam o uso do espaço urbano, e em áreas sensíveis, como a saúde e a educação, por exemplo. Sou, pois, contra o projeto e sua aprovação e o considero inconstitucional, por vício de iniciativa, na medida em que cria despesas para o Município, sem qualquer contra-partida. Acho que essa seria uma razão jurídica  pela qual o Prefeito poderia justificar o seu veto, sem entrar  no mérito, prolongar polêmicas e desagradar gregos ou troianos, criando impopularidade, que também a ele não interessa, em ano pré-eleitoral[3]. E ainda há a alternativa, menos radical, de alterar o projeto para Dia da Glória Bugrina, o que acalmaria, supostamente, o ânimo dos torcedores da Nega Véia. Estive pensando no assunto esta semana, depois de ler cartas de leitores no Correio Popular e comentários na Internet. Aos bugrinos,  devo dizer que não precisam da criação oficial desse dia para se orgulhar do título de 78, conquistado pelos jogadores inesquecíveis como Zenon, Renato, Zé Carlos, Mauro, Miranda, e especialmente Careca, que naquela época era um atrevido centroavante de 17 anos, que depois faria história no Bugre, no São Paulo, na Seleção Brasileira e no exterior. Recentemente a TV Globo, no quadro chamado  “Campeões do Brasil”, do domingueiro, Esporte Espetacular, homenageou o  título de 78 do Guarani, entrevistando Carlos Alberto Silva, Zenon, Careca e jornalistas da época. Aos comentários, juntou lances dos principais jogos, inclusive daquela antológica jogada do meia Zenon, que tabelou consigo mesmo, para evitar a marcação de impedimento, no terceiro gol do Bugre,  em pleno Beira Rio, contra o temido Internacional de Porto Alegre de Falcão, Batista e Cia., na goleada de 3 a  0.  E há,  ainda,  uma emocionada declaração do jornalista Leo Batista, que comenta o desempenho dos meninos do Bugre, mostra a camisa 9 do Guarani, que foi a ele presenteada, com dedicatória, no final do campeonato, pelo jogador Careca, afirmando que ele a conserva com muito carinho.  O vídeo, mostrando o quadro todo do programa,  pode ser acessado a  qualquer tempo no youtube. https://www.youtube.com/watch?v=4xhgy8h23VU.   Minha Memória, semana passada, viajou no tempo, até a década de 70, quando, nos finais dos domingos, eu  e o Carlinhos Mazoti, pedíamos licença às nossas namoradas (que moravam na Vila Industrial, uma defronte à casa da outra), e nos juntávamos só para acompanhar o quadro "Gols do Fantástico",  que dava o resultado da loteria esportiva, com aquela famosa "zebrinha" que aparecia para dizer enfaticamente "olha eu aí: Zebra!",  sempre que a equipe não favorita,  conseguia um resultado inesperado, diante do rival. A parte de esportes do Fantástico,  era apresentada justamente pelo Leo Batista.


A musa do Fantástico era a jornalista Glória Maria, uma bela unanimidade, no caso, certamente "não burra" para contrariar o Nelson Rodrigues. Glorinha,  hoje aparece pouco na telinha, reservada para as reportagens nacionais e internacionais do Globo Repórter, programa que a Globo exibe às 6as. feiras, depois da novela das 9,  apresentado pelo jornalista Sergio Chapelin. E me ocorreu uma sugestão: Poderíamos tentar uma solução ecumênica para a “grave” polêmica que se estabeleceu acerca do assunto de "relevante interesse público". Nem Dia da Glória Campineira, nem Dia da Glória Bugrina. Que tal, Dia da Glória Maria.


Até amanhã amigos.

P.S. (1) A primeira imagem da coluna de hoje (emprestada de caras.uol.com.br) é da jornalista Glória Maria no começo da carreira, em 1.971; a segunda, dela mesma,  agora em 2.014 (emprestada de blog.opovo.com.br); a terceira e quarta imagens são do jornalista, repórter e apresentador Leo Batistano começo da carreira, e, recentemente, respectivamente. Fotos emprestadas, ainda respectivamente, de memoriaglobo.com portalimprensa.com.br);

P.S. (2) Chapelin, Leo Batista e Glória Maria, são antigos companheiros da Rede Globo. Sérgio Vieira Chepelin, nome completo do jornalista Sérgio  Chapelin é fluminense de Valença  e conta 74 anos de idade. Leo Batista é paulista de Cordeirópolis e tem atualmente 83 anos de idade e, finalmente, Glória Maria, que sempre ocultou sua idade real, tem, na verdade, 66 anos, é carioca e nasceu no dia 15 de agosto de 1.949. Todos em forma exuberante e em atividade, considerada as idades. Muito bom!, como diria o Serginho Grosmann.





[1] Tenho até hoje um exemplar da folha de esportes  do jornal “Le Monde” da França, falando sobre o Guarani, a própria Ponte Preta e a cidade de Campinas, interior de São Paulo, enfatizando o título do Bugre e a boa equipe da Macaca daquela época, em que a cidade foi considerada a “Capital do Futebol Brasileiro”, para inveja dos chamados grandes do Rio e São Paulo.  Não é pouco, evidentemente. Sobre detalhes dessa reportagem, pode-se acessar este mesmo blog, postagem de 7 de novembro de 2.012, sob o título "Futebol de Ontem: Bugre e Macaca são Notícia no Le Monde da França".
[2] O futebol é o meu esporte favorito. E é o grande esporte do povo deste país, cuja Seleção, pese o desempenho pífio das últimas Copas, ainda mantém a condição do  maior ganhador de títulos da Copa do Mundo de Futebol Masculino. Mas não vamos confundir as coisas. Futebol é paixão, futebol é lazer, por  isso não pode ser fundamento para a prática de crimes, o uso político, a corrupção e o custeio pelos cofres públicos. Já basta os superfaturamentos das despesas com as arenas construídas  para a Copa do Mundo.
[3] Tudo indica que o Prefeito Donizetti vai disputar a reeleição no ano que vem.

sábado, 19 de setembro de 2015

ROCK IN RIO 2.015 - A MAGISTRAL APRESENTAÇÃO DA BANDA QUEEN

Boa noite amigos,

Espetacular, emocionante, arrepiante, glamouroso, visceral, inesquecível, e tantos outros adjetivos que se possa buscar na língua portuguesa, seria pouco para definir a apresentação magistral da Banda inglesa   Queen, na noite de ontem, abrindo o mais famoso festival de Rock (Rock?) do Brasil: o Rock In Rio, que completou exatos 30 anos nesta edição e se tornou antológico não só no Brasil, como em muitos países europeus[1]. Fundado em 1.985, por obra e graça do empresário brasileiro, Roberto Medina, o badalado festival ganhou fama internacional pelo nível das bandas e dos artistas que se apresentam anualmente para um público sempre maior que 80.000 espectadores por noite. Criado para atender a um público específico, o dos roqueiros, o festival se abriu desde logo para outros ritmos e tendências, contemplando a música brasileira e a internacional, em plenitude. Ninguém se queixou desse ecumenismo. Ao contrário, abrindo-se para a diversidade, o festival agregou sons, ritmos e tendências do mundo todo, comprovando que a boa música, a música fundamental, o músico fundamental, não dependem de tempo, nem de espaço. Em 1.985, a banda inglesa Queen, com o seu carismático vocalista e compositor, Freddie Mercury, desaparecido precocemente por causa da AIDS, no ano de 1.991, aos 45 anos de idade, abria o festival, cobrando o mais alto cachê entre os convidados (cerca de 600 mil dólares), mas oferecendo a um público ávido pelo seu som e qualidade de suas composições, o que havia de mais refinado em termos de música pop, no universo musical dos anos 70 e 80. Pois  bem, quem viveu, viu, sorriu, cantou e nunca mais esqueceu. Ontem, exatamente ontem, 30 anos depois, o público que lotou a Cidade do Rock,  viu essa mesma banda, com seus músicos e instrumentos maravilhosos, relembrar os grandes sucessos que dela fizeram uma das ícones de todos os tempos, ao lado dos lendários Rolling Stones e dos Beatles e  de outros conjuntos, bandas e músicos do século passado. Não estive no festival. Fui brindado pela boa iniciativa da TV Globo de transmitir boa parte do espetáculo depois do Jornal da Globo. E exatamente na apresentação da banda, agora com Adam Lambert, magistral, maravilhoso, simpático, sensível, competente,  que parodiando o seu antecessor, mas sem a pretensão de substituí-lo,  se misturou ao público, em êxtase,  para relembrar os grandes sucessos das composições elaboradas pelo gênio Mercury. E foi com o próprio Mercury que fazia dupla, ao entoar cada uma das estrofes de We Are The Champions, no telão que retransmitia o festival de 1.985, o marco de um projeto que veio para ficar e sensibilizar. Quando, porém, Brian Mary, guitarrista original da banda, propôs cantar Love of My Life, o que se viu foi uma grande movimentação multitudinária. Não um movimento de armas, de  guerra, de agressão. Foi um movimento de bocas, braços, pernas e quadris que cantaram afinadamente a canção mais popular e conhecida do compositor, encobrindo totalmente a voz miúda do próprio Bryan. Foi um movimento de união. Um movimento de luz e de paixão. De todas as paixões que elevam. Que unem e reúnem, numa celebração ecumênica, justamente num mundo desigual, em que se abrem trincheiras pelo  direito à paz e à felicidade.  Lembrei-me nesse instante da luta cotidiana dos imigrantes que, fugindo da guerra e da morte, clamam pelo direito de buscar a terra prometida onde quer que ela esteja, longe da miséria, da morte, da guerra, da infelicidade.  Pensei por um instante:  a música é como a terra prometida. A música é de todos e não é de ninguém.  A vida é como a música. Ou deveria ser.  Deve ser amada, cantada, dançada  e vivida, com a dignidade que não pode ser negada a qualquer ser humano. Por isso, no meio daquela multidão, se podia e se devia repetir: We are the Champions, my friends. And we’ll Keep on fighting, Till the end. We are the champions. We are the champions. No time for losers, Cause we are the champions of the world. Ode ao Queen. E oxalá,  a universalidade da mensagem de  sua música inesquecível, que não tem espaço, nem tempo, seja capaz de abrir os corações e as fronteiras das nações que, aquinhoadas pela sorte e pelo destino, devam acolher,  por dever cristão ou ético de solidariedade, os seus irmãos  atormentados pelo simples direito fundamental de viver com paz e dignidade.

Até amanhã amigos.


P.S. (1) As imagens da coluna de hoje são, respectivamente, do vocalista Adam Lambert se apresentando ontem, ao lado dos músicos da banda, na Cidade do Rock, primeiro dia do festival do Rock in Rio de 2.015 e foi emprestada de rollingstone.uol.com.br. A imagem ao lado é do vocalista e compositor Freddie Mercury, desaparecido precocemente em 1.991, aos 45 anos de idade, deixando uma lacuna profunda na banda e na música popular internacional. Foi emprestada de agorabr.wordpress.com.

 P.S. (2) Muito interessante a prática adotada pela TV Globo, de inserir  na tela, durante a apresentação ao vivo do Rock in Rio, ontem, diretamente da Cidade do Rock, de dados e informações, alusivos à 1a. edição do Festival, que ocorreu no ano de 1.985, esclarecendo, assim, o espectador, a respeito do projeto e execução daquele primeiro e vitorioso empreendimento musical brasileiro. 




[1] O Rock in Rio já é apresentado em Portugal e na Espanha e seu administrador pretende estendê-lo a outros países europeus e asiáticos.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

AMOR À TODA PROVA - DELICIOSA COMÉDIA ROMÂNTICA

Boa noite amigos,

Crazy, Stupid, Love é o título originário da comédia romântica americana de 2.014, traduzida fielmente em Portugal para Amor Estúpido e Louco, mas que no Brasil se converteu, num versão menos literal e mais suave em  Amor à Toda Prova. Em 1 hora e 58 minutos de duração, o segundo longa dirigido pela dupla Glen Ficarra e John Requa (O Golpista do Ano – 2.010, foi o primeiro), com roteiro de Dan Fogelman consegue fugir dos clichês da maioria dos filmes do gênero, tão comum e de tanto sucesso entre o público jovem pouco exigente, muitos dos quais imerecido, claro. Não é o caso de Amor à Toda Prova, que surpreende mesmo explorando um roteiro pouco original,  pela excelência do desempenho dos atores e por uma sequência divertida e intercalada de diálogos, humor e ação,  desenvolvidas  linearmente durante toda a sua exibição,  sem  apelo ao escracho e às costumeiras piadas de conotação sexual ou  tipo pastelão de que se servem as suas similares. Uma comédia, enfim, inteligente e gostosa de se ver, que agradou por isso, público e crítica, o que também resvala para a linha das honrosas exceções atuais do gênero. Depois de ouvir da mulher, Emily (Juliane Moore), com quem está casado há 25 anos e três filhos, que o casamento entrou em rotina entediosa e que ela finalmente o traiu,  envolvendo-se com Kevin Bacon (representado pelo ótimo David Lindhagen em papel quase de figurante),  o quarentão Cal Weaver (Steve Carell) pede o divórcio e passa a lamentar-se pelos bares da vida, confessando seu amor pela ex-mulher e sua frustração por ter sido traído. Nas suas andanças noturnas encontra o jovem Jacob (Ryan Gosling), um boêmio boa-pinta e mulherengo, que resolve ajudá-lo a retomar sua auto-estima e voltar a atrair as mulheres, com um estilo mais moderno de trajar-se e de comportamento. Com isso, o executivo, que até então tinha tido apenas experiência sexual com a própria mulher, que conhecera na adolescência e com quem se casara jurando amor eterno, passa a uma nova vida, marcada por badalações, noitadas, conquistas e relacionamentos descompromissados, sem, no entanto, conseguir esquecer o seu verdadeiro e único amor, que busca reconquistar. Paralelamente Jacob que sempre discursara contra o amor e o  casamento, conhece a advogada,  Hannah (Emma Stone) ligada ao novo amigo mais velho,  e por ela se apaixona, gerando situações surpreendentes, cômicas e patéticas.  Vi o filme optando aleatoriamente entre dez outros títulos, em viagem entediosa, de classe econômica, num voo de mais de 8 horas, e me diverti verdadeiramente. Não deixe de ver. É diversão garantida, com destaque, como disse, pelo desempenho do ótimo, Steve Carell, impagável como o rejeitado marido Cal, apaixonado pela família, pela mulher e pelos filhos, e por  sua respeitável história de amor.


Até amanhã amigos.



P.S. (1) Steve Carell, ator americano de 53 anos, chamou a atenção quando, num papel quase de figurante, representou o âncora de telejornal que infernizava a vida de Jim Carrey, na comédia Todo Poderoso. De sua filmografia, não muito vasta, podem ser citados O Virgem de 40 Anos (2.005), Ligeiramente Grávidos (2.007) e Pequena Miss Sushine (2.006);

P.S. (2) Juliane Moore é um atriz anglo-americana, de 54 anos, respeitada em Hollywood. Na sua vasta filmografia, destacam-se papéis importantes em filmes antológicos como As Horas (2.001), ao lado do mito Mary Streep; Hannibal (2.001) com outro monstro sagrado, Antony Hoppkins e que virou série de TV;  Minhas Mães e Meu Pai (2.010) e,  recentemente, Para Sempre Alice (2.014), onde representa uma mulher com Alzhaimer,  o que lhe conferiu o Oscar de Melhor Atriz, este ano, depois de cinco indicações nessa categoria;

P.S. (3) Ryan Gosling, mais novo, com apenas 34 anos, é outro ator já consagrado por atuações como  o motorista que auxilia a máfia em Drive (2.012), e no papel de ambicioso Promotor Público em Um Crime de Mestre (2.007);

P.S. (4) Emma Stone é uma jovem atriz norte-americana de 26 anos, que já ganha elogios rasgados da crítica pelas suas boas e até surpreendentes atuações em filmes de destaque. Dentre eles, Histórias Cruzadas, em 2.012, e Magia ao Luar (2.014);

P.S. (5) A imagem da coluna de hoje é do cartaz de publicidade mais freqüente do filme e foi emprestada de filmow.com.;

P.S. (5) Sobre Minhas Mães e Meu Pai (2.010), num dos ótimos desempenhos da atriz Juliane Moore, dei minhas impressões em postagem deste blog,  datada de 22 de dezembro de 2.012. Sobre os filmes Histórias Cruzadas e Magia ao Luar, da filmografia de Emma Stone, vide comentários que fiz em postagens de 9 de julho de 2.012 e  de 04 de abril de 2.015,  respectivamente.


sábado, 22 de agosto de 2015

LUCAS LIMA 2, CORINTHIANS 0 E O INFERNO TRICOLOR

Boa noite amigos,

°   Assistindo, na última 4ª. feira, ao jogo de ida entre Santos e Corinthians, pelas oitavas de finais da Copa do Brasil, partida disputada na Vila Belmiro, famosa por causa do Santos de Pelé, não pude deixar de me empolgar com o futebol refinado e decisivo, do meia Lucas Lima, da equipe do Peixe. Com 25 anos de idade  (apenas 5 de carreira profissional) e um estilo raro no futebol de hoje, unindo rapidez, precisão e uma leitura de jogo incomum,  o atleta, convocado pelo técnico Dunga, dois dias antes, para a disputa dos dois últimos amistosos da Seleção Brasileira, em setembro, antes do início das Eliminatórias para a Copa de 2.018, o meia “gastou” a bola, como se diz na gíria futebolística. Com extrema habilidade, intensa movimentação e um futebol vistoso de toques rápidos e certeiros, superou, especialmente no primeiro tempo do clássico, todas as tentativas de marcação da melhor defesa do Campeonato Brasileiro de 2.105 até aqui. Sem fazer gols, construiu as jogadas que redundaram nos dois gols santistas. No primeiro, fazendo lançamento milimétrico para o jovem Gabriel vencer a zaga e o grandalhão goleiro Cássio e, de cabeça, abrir o marcador, aos 31  minutos do primeiro tempo. O segundo gol, marcado aos 33 da etapa complementar, surgiu de uma troca de passes entre ele e Marquinhos Gabriel, com conclusão deste último,  que entrara no lugar do bom jogador Geuvânio, outra jovem  promessa  da equipe da Vila.  O Corinthians, por sua vez, perdeu, logo cedo, o concurso do atacante,  Luciano, que saiu com lesão grave,  e ao que parece desarticulou todo o esquema montado pelo técnico Tite.  O resultado, de 2 a 0,  espelha com precisão o que foram os 90 minutos da partida, que mostrou um Santos envolvente, jogando um futebol alegre, de toques rápidos e criativo na construção das jogadas de ataque ou contra-ataque e que, quando atacado, soube segurar sempre o adversário, com uma marcação séria e efetiva, a ponto de não sofrer nenhum chute a gol, durante todo o primeiro tempo;

° A importância do jogador Luciano para a equipe corintiana nos últimos jogos  foi  muito grande. O atleta marcou três dos últimos quatro gols do Timão,  nos jogos finais do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, sendo o responsável direto pelas vitórias que deram à sua equipe o título simbólico de Campeão do 1º Turno do Brasileirão e a manutenção de uma invencibilidade que já durava 11 jogos, antes da derrota de quarta-feira. Pena que a lesão grave do atleta – ruptura dos ligamentos com necessidade de cirurgia para recomposição – o tira do Campeonato Brasileiro deste ano, estimando o Departamento  Médico,  o tempo mínimo de seis meses para o seu retorno;


° O inferno astral vivido pelo São Paulo, que alterna grandes resultados com derrotas inesperadas e acachapantes, deixando a Diretoria, a Comissão Técnica e a torcida tricolor desorientadas e de “cabelo em pé”, sem encontrar uma explicação para essa impressionante “gangorra”, não consegue esconder uma outra realidade bem brasileira no futebol de hoje: a de que esse esporte está nivelado por baixo, não havendo muita diferença entre as equipes grandes tradicionais e outras de menor história e posição. O São Paulo, na última rodada do primeiro turno do Brasileirão, jogando em pleno Morumbi, num jogo teoricamente fácil contra o Goiás, que amargava a zona do rebaixamento, não só perdeu o jogo, como foi goleado pelo placar de 3 a 0. Acidente?  Pode ser. Eles acontecem também no futebol, com muita freqüência, gerando o que no passado chamávamos de “zebra”.   No meio da semana, porém, deixando de lado o Brasileiro, voltou a jogar no seu Estádio, pela Copa do Brasil, contra o Ceará, adversário que disputa a Série B do Brasileiro, onde se encontra na posição de “lanterna” com grandes chances de queda para a Série C. Li, antes do jogo, uma manchete num jornal da capital paulista indicando, de possíveis entrevistas feitas com atletas,  que o São Paulo pretendia golear o Ceará, de forma a facilitar o seu passaporte para as quartas-de-finais, antes do jogo de volta, na "Casa do Vovô". Conclusão: Perdeu, de novo, em pleno Morumbi, por 2 a 1, dando grande chance à equipe cearense de despachá-lo de vez, já na próxima 4ª. feira, quando jogará na sua casa, amparada por sua imensa e fanática torcida e poderá até ser derrotada pelo placar de 1 a 0, para seguir na competição. Como explicar? Preciosismo? Salto Alto? Boicote dos jogadores contra a Diretoria, que confessadamente, ainda não liquidou totalmente os direitos dos atletas, em atraso, o que nunca foi comum no São Paulo? Boicote à Comissão Técnica? Ou, nada disso: apenas a constatação de que nem o São Paulo, nem nenhuma equipe brasileira da atualidade, estaria em nível muito superior a equipes que, disputam qualquer das quatro divisões em que se divide o Campeonato Brasileiro.

Até amanhã amigos.

P.S. (1) O meia Lucas Lima, cujo nome de batismo é Lucas Rafael Araújo Lima, é paulista da cidade de Marília, onde nasceu em 09 de julho de 1.990. Tem 1,75 m. de altura e 70 kg.  Iniciou sua carreira profissional de jogador de futebol em 2.010, na Internacional de Limeira (2.011/2.012). Passou depois pelo Internacional de Porto Alegre (2.012/2.013), tendo sido emprestado ao Sport Recife (2.013). Foi adquirido por um grupo econômico para jogar no Santos em 2.014, onde fez uma grande temporada. Ganhou em 2.015 o Campeonato Paulista com o Peixe, tendo feito o último gol na partida final contra o Palmeiras. Tomara que dê certo na Seleção Brasileira, que está indiscutìvelmente carente de jogadores diferenciados;

P.S. (2) A primeira imagem da coluna de hoje é do meia Lucas Lima, dando entrevista coletiva e foi emprestada de espn.uol.com.br. A segunda e última é do meia-atacante Luciano, do Corinthians, comemorando o seu terceiro gol, na recente goleada de 5 a 2 da equipe do Parque São Jorge,  sobre o Goiás, no Itaquerão. Foi emprestada de esporte.uol.com.br.;

P.S. (3) A "Casa do Vovô" não é a casa do nosso querido vovô, pai do papai ou da mamãe. É a Arena Castelão, onde o Ceará, um dos grandes e tradicionais clubes do Ceará manda os seus jogos. Vovô, por sua vez, é o apelido carinhoso dado pela torcida à equipe. Daí, Casa do Vovô. Sacaram?





segunda-feira, 10 de agosto de 2015

CINEMA DE OSCAR - TEORIA DE TUDO, HONORÁRIOS COM CARTÃO DE CRÉDITO E FUTEBOL DO BRASILEIRÃO

Boa noite amigos,

° Fui ver The Theory of Everything (A Teoria de Tudo), um drama americano romanceado de 2.014, adaptado da obra biográfica Travelling to infinity: My life with Stephen, de autoria de Jane Wilde Hawking, a primeira mulher de Stephen William Hawking, um dos mais importantes físicos de todos os tempos. O longa foi indicado a cinco estatuetas do Oscar/2.015, dentre as quais, nas categorias de melhor filme, melhor ator para Redmayne, e melhor atriz para Felicity Jones. Levou dois Globos de Ouro nas categorias de melhor ator para Redmayne e Melhor Banda Sonora Original e o Oscar de Melhor ator. Credenciais suficientes para justificar a ida ao cinema, em tempos de escassez de bons filmes. O astrofísico Stephen Hawking nasceu em 08 de janeiro de 1.942 e em 1.963, muito jovem, causou alvoroço na prestigiada Universidade de Oxford ao desenvolver uma teoria simples, mas fundamentada, a respeito do Universo. Diagnosticado com uma doença incurável e degenerativa (esclerose lateral amiotrófica), recebe estimativa médica de apenas dois anos de vida. Nessa ocasião, Jane, uma jovem estudante de Artes, apaixonada por ele, convence-o a encarar o desafio de uma árdua luta pela vida, ao seu lado, e assim contraem matrimônio. Enquanto anos e décadas  vão se passando,  a doença evolui lentamente, sem no entanto, atingir a inteligência e a lucidez de Hawking, que continua seus estudos e cada vez é mais respeitado em todo o mundo, sua vida familiar vai se desenvolvendo com o nascimento, a criação e o crescimento de três filhos, com a colaboração de um professor de música solitário, que acaba se envolvendo afetivamente com a família.  O físico está vivo até hoje, contrariando todos os prognósticos, e aos 73 anos, metido numa cadeira de rodas, sem falar, mas beneficiado pela evolução da tecnologia, continua fazendo palestras e recebendo prêmios pelo mundo afora. Uma história, sem dúvida, empolgante que o diretor James Marsh levou para as telas, numa fórmula que tem tudo para agradar ao público, pela abordagem de tema universal, como o amor e sua capacidade de superação. A crítica especializada reconhece os méritos do filme, mas torce o nariz pela abordagem considerada superficial da vida e obra do astrofísico. O resultado, porém, no geral, é muito bom. Melhor que tudo, e o que paga o ingresso por si mesmo, é a magistral interpretação de Eddie Redmayne, no papel do protagonista, nas vários momentos e situações das limitações provocadas pela evolução da doença. Não deixe de ver.  

° Os advogados, em breve, poderão contar com mais um recurso para cobrança de seus honorários. A OAB de São Paulo está se movimentando no sentido de autorizar os seus profissionais a contratar e receber os honorários por meio de cartões de crédito. Em tempos difíceis para a economia do país, resta saber se os advogados vão se sujeitar a arcar com a alta taxa de administração cobrada pelos cartões de crédito, algo em torno de 4%, em troca da segurança no recebimento de honorários, a prazo;

° Os surpreendentes resultados da eletrizante 17ª. rodada do Campeonato Brasileiro da Série A e a ausência de uma equipe apontada como favorita ao título, tanto que nenhum dos vinte participantes tem situação folgada na tabela de classificação, nem na parte de cima, nem na parte de baixo,  sinalizam para uma das mais concorridas, parelhas e empolgantes versões do torneio na era dos pontos corridos;

° Um dos melhores jogos da rodada foi o clássico entre São Paulo e Corinthians no Morumbi que terminou empatado em 1 a 1.  Pena que o árbitro Leandro Pedro Vuaden tenha tido influência direta no resultado, ao não assinalar um pênalti claro de Uendel, aos 48 minutos do segundo tempo, ao se atirar na bola chutada pelo jogador Wesley para o gol. O defensor desviou, isto mesmo, desviou a bola de sua trajetória e isso não é pênalti? Aliás, o que adiantou a última orientação da FIFA, dispensando leituras de “intenções” pelos árbitros nesse tipo de lance, tão comum em áreas congestionadas. Aumentou a esfera do corpo com a abertura do braço, seja intencional ou não, é pênalti. E fim de papo!  É só  conferir o lance.

° A Ponte Preta, com a vitória de 1 a 0 sobre o Flamengo, no Majestoso, na estreia do técnico Doriva, encerra a fase preocupante de 7 rodadas sem vitórias e se distancia um pouco mais da temida zona do rebaixamento. Ao mesmo tempo, mantém o tabu de não perder para o adversário carioca, em Campinas, há 10 anos e freia o entusiasmo da torcida flamenguista, acometida de exagerado otimismo depois da contratação dos ex-corintianos, Emerson e o peruano Paolo Guerrero;

° Outro destaque: a impressionante goleada de 5 a 0 do Grêmio sobre o Internacional de Porto Alegre, no  tradicional clássico gaúcho mudou a tábua de classificação e o humor pelos lados do Colorado. É a maior contagem registrada no clássico em 100 anos de existência. Coisas do futebol.

Até mais amigos.



P.S. (1) O ator Eddie Redmayne, de pia batismal,  Edward John David Redmayne, nasceu em Londres, no Reino Unido e  tem apenas 33 anos de idade. É ator e modelo. Dentre seus principais trabalhos, além da Teoria de Tudo, seu grande sucesso, destacam-se: Richard II, no Teatro, no papel do Rei Ricardo II (2.011-2.012); Les Miserables, filme de 2.012, no papel de Marius Pontmercy;  na televisão,  na série The Pillars Of the Earth (Os Pilares da Terra), 8 episódios, no papel de Jack Jackson;

P.S. (2) A imagem da coluna de hoje, emprestada de portalpopcom.com.br, é de cena do filme A Teoria de Tudo, com os personagens Stephen Hawking e Jane Wilde Hawking, interpretados, respectivamente, por Eddie Redmayne e Felicity Jones.

sábado, 1 de agosto de 2015

EXPOSIÇÃO DE CINEMA DE ARTE NO CCLA DE CAMPINAS E OS CINECLUBES

Boa noite amigos,

1) Os cineclubes surgiram no Brasil na década de 20, com o objetivo de unir e reunir  os aficionados pela Sétima Arte, em torno de um lugar comunitário destinado  à  exibição de filmes e vídeos produzidos por essa mesma comunidade, ou de  filmes de arte, geralmente fora do circuito comercial, e discutir tudo, desde roteiros, mensagens e objetivos do autor e do diretor, desempenho dos atores, cenários, guarda-roupas, até  trilha sonora. Costuma-se afirmar que, diferentemente do cinema, em que o filme é uma mercadoria de consumo e entretenimento ligeiro, que proporciona, às agências e distribuidoras, o esperado lucro, e para o espectador,  prazer que se goza sozinho ou acompanhado em círculos muito reduzidos, no cineclube o que importa é o encontro[1] de pessoas, unidas pelo objetivo comum de estabelecer um relacionamento, umas com as outras, em torno do filme e sua mensagem, ou como produto meramente estético, porém indispensável ao cidadão ávido de  conhecimento, cultura e, especialmente, de comunicação com os seus semelhantes.[2]

2) Em Campinas, o cineclube surge  em 1.950, por obra e graça de um ilustre cidadão da terra, o arquiteto Marino Ziggiatti, hoje quase nonagenário e atual Presidente do Centro de Ciências Letras e Artes. Marino participou da criação de três importantes instituições ligadas à Sétima Arte: o Clube de Cinema da Associação Campinense de Imprensa, o Cineclube da Sociedade Reunidas e o Departamento de Cinema do Centro de Ciências Letras e Artes. Para contar a história de 65 anos de Cineclube em Campinas, desde o dia 15 de julho de 2.015, está em cartaz no Centro de Ciências, Letras e Artes, sob curadoria competente do jornalista e escritor, João Antônio Buhrer de Almeida, a Exposição “65 Anos de Cinema de Arte em Campinas”.

Na exposição, que visitei na data da abertura (ao lado foto de palestra do curador),   podem ser vistos anúncios, cartazes, reportagens e materiais, como as latas originais de João da Mata, filme antológico de 1.923, de Amilar Alves, que foi exibido em Campinas em 1.950, no Teatro Municipal, com enorme sucesso, tendo 


[1] Dizia Vinícius de Moraes que “a vida é a arte do encontro, embora exista tanto desencontro pela vida”;
[2] “Um cineclube se organiza antes de tudo pela vontade do convívio comunitário, pelo desejo de reunir os amigos, de participar de alguma atividade diferente da existente, de exercer a cidadania. Cincelube é antes de tudo uma atitude cidadã! A organização burocrática vem depois” Disponível em: http://www.culturadigital.br/cineclubes/cineclube/rtigos/o-que-e-um-cineclube/. <Acesso em 31 de julho de 2.015>
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como um dos produtores, José Ziggiatti, pai de Marino. Essas latas  estavam esquecidas embaixo de uma escada de um antigo prédio. As reportagens, fotos e cartazes lembram os vários ciclos de cinema, as jornadas de cineclubes, as palestras proferidas nas dependências do CCLA e os festivais promovidos nas seis décadas decorridas, graças ao empenho de Marino e de cinéfilos da cidade, comprometidos com a continuidade e a excelência das atividades do centro[1].  

A exposição vai até o dia 15 de agosto de 2.015, e merece ser vista, pois é um registro importante da memória da cidade e de seu envolvimento com a Sétima Arte.

Até amanhã amigos.

P.S. (1) As imagens da coluna de hoje, minhas e obtidas de celular, exceção à última,  são todas da exposição 65 Anos de Cinema e Arte de Campinas. A última imagem (emprestada de jornallocal.com.br) é do saudoso Cine Paradiso, aos fundos da Galeria Barão Velha;

P.S. (2) Os cineclubes, seus adeptos e objetivos não desapareceram,  absolutamente. Às vezes,  sem alusão a esse nome, algumas companhias cinematográficas se propõem  a exibir filmes de arte, que estão fora dos circuitos comerciais,  com ambiente propício para debates entre os espectadores, no final das sessões. Em Campinas, tivemos o saudoso Cine Paradiso, pequenino, situado aos fundos da também pequenina Galeria Barão Velho, na rua Barão de Jaguara, 936, Loja n. 09, Centro da cidade, que funcionou durante 17 anos, entre 1.992 e 28 de outubro de 2.009, quando cerrou suas portas, exibindo o filme Os Amantes, para dar lugar a um restaurante. Um dos proprietários, cinéfilo compromissado com a comunidade, escolhia os filmes, vendia ele próprio os ingressos e recebia o público na porta de entrada, tudo para baratear os custos e vivenciar pessoalmente a alegria de dividir o prazer comum. Depois, encerrado o acesso, cerrava as portas e ia assistir, com seus  companheiros, aos filmes em cartaz. No final das sessões eram comuns comentários, conversas e debates acerca dos filmes. Infelizmente, por absoluta falta de viabilidade financeira, o Cine Paradiso fechou as portas em 28 de outubro de 2.009.  O Cine Jaraguá, funcionou durante algum tempo, com proposta de cineclube,  no Shopping Jaraguá, na Avenida Brasil, aqui em Campinas. Mas o cinema e o próprio shopping desapareceram,  dando lugar a outro tipo de empreendimento.  O último reduto dos apreciadores do cinema de arte na cidade,  foi o cine Topázio do Shopping Prado, no Parque Prado.  Não resistiu, porém, às exigências de um mercado cada vez mais fincado no cinema comercial de rápido consumo e lucro fácil. Li nesta semana, no Correio Popular, que no Distrito de Barão Geraldo,  já há um movimento para tentar resgatar o cinema de arte, propondo alguns locais, horários e datas e convocando os adeptos para auxílio na elaboração da programação e obtenção de recursos.





[1]Em 1.965 surgiu o Cineclube Universitário de Cinema, que também se utilizou das dependências do CCLA, fiel parceiro destes jovens cineclubistas. Os integrantes deste grupo foram Rolf Luna Fonseca, Luís Carlos Borges e Days Fonseca. Permaneceram ligados ao CCLA até o encerramento daquele Cineclube, em 1.974.” (notas extraídas do texto EXPOSIÇÃO “65 ANOS DE CINEMA DE ARTE EM CAMPINAS”, assinado pelo jornalista e curador da exposição, João Antônio Buhrer de Almeida).