sábado, 7 de novembro de 2015

VIAGEM A ORLANDO II

Boa tarde amigos,


Voltando à nossa viagem a Orlando, na Flórida, agora em setembro, como esse mundão é pequeno,  por lá,  casualmente, encontramos o Hélio Bueno. O Hélio é um brasileiro imigrante, em situação de regularidade por ter obtido o Green Card, enamorado do país do Tim Sam,  mas sem exagero ou fanatismo, reconhecendo as virtudes, mas também os defeitos da sociedade  e da cultura americanas. Garante, porém, que está integrado ao Primeiro Mundo e que  não retorna ao Brasil, ao menos para aqui voltar a fixar residência. Não o conheci, à primeira vista, nem ele a mim. Nosso contato nasceu do fato dele ter abordado o meu genro, Renato, no Outlet Marketplace, para fazer propaganda de um restaurante. Cheguei em seguida e entrei na conversa. Ficamos ali, como brasileiros, falando sobre o nosso país e a nossa cultura e de assuntos e gente variados. Papo que foi  de Dilma Roussef ao Mensalão, de Carnaval a futebol, de nossa crise política e econômica, e especialmente do grave, eterno e aparentemente insolúvel problema da segurança.  Como fluminense, Hélio residiu na Baixada e na Bahia e não tem saudade da violência das regiões por onde passou e dos crimes dos quais alega ter sido vítima.  O diálogo também se estabeleceu  a respeito da experiência de Hélio nos Estados Unidos, onde já permanece há 15 anos. Conversa vai, conversa vem e não é que descobrimos que Hélio foi acadêmico da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, nos anos 80. Não terminou o curso, mas  teve intensa vida acadêmica. Aí lembrou de mim pelo nome, pois eu já era Professor da Faculdade naquela época, embora  não tenha lecionado especificamente para a sua turma. Fez ele parte de uma Chapa que ganhou as eleições e dirigiu o Centro Acadêmico da Faculdade naqueles anos 80[1],  a chamada “Delírio Acadêmico”. Foi Tesoureiro na 1ª. gestão e Secretário na 2ª. E lembrou do Salim Jorge, nosso especial e querido amigo, da inesquecível turma de formandos de 1.986, que já revelava sua veia política e a sua simpatia. Era “unha e carne” com o Jerônimo, outra figura inesquecível e que foi Presidente do Diretório. Quem quiser falar com o Hélio, para relembrar os tempos de Faculdade ou  trocar informações,  pode fazê-lo pelos e.mails.  heliobueno@hotmail.com. ou coringão@live.com.  Além de Campinas e da Faculdade de Direito, adivinha mesmo do que o Hélio tem saudade. Do coringão, certo? Basta conferir o enunciado de um de seus endereços eletrônicos acima. Helião, grande abraço e o seu Timão tá por aqui com a mão na taça do Campeonato Brasileiro. Pode ser até hoje à noite, quando enfrenta o Coritiba no seu campo, dependendo do resultado do jogo do Atlético Mineiro, amanhã.



Até mais amigos,

P.S. (1) O Outlet Marketplace é um dos muitos existentes em Orlando e faz parte do grupo Premium Outlet.  Conta com estacionamentos gratuitos e amplos, mas o Shopping é pequeno em relação aos demais. No entanto, tem algumas lojas interessantes, muitas de grife, e os preços são ótimos,  se comparados com o de outros estabelecimentos congêneres. Situado no 5269 da Internacional Drive, fl. 32819, telefone +1 407-352-9600,  abre todos os dias  das 10,00 às 21,00 horas. O centro de compras conta com uma vasta área gastronômica para lanches e refeições rápidas. Se tiver tempo e saudades do Brasil (e alguns dólares sobrando), vá ao Restaurante Texas de Brazil, uma churrascaria  de primeiríssima situada na área do Outlet. Sobre detalhes do restaurante falo numa próxima postagem;

P.S. (2) A  Bed, Bath e Beyond é uma loja especializada em produtos de cama, mesa, banho, copa, cozinha e outros congêneres. Panelas, pratos, máquinas de café, lençóis, cobertores, forros, travesseiros, espelhos de banheiro, malas, aspirador de carpete, talheres, são apenas alguns itens do que se pode encontrar e com marcas e modelos variadíssimos. Vale a pena comprar, porque há sempre novidades e os preços são ótimos. São várias lojas em Orlando, e a principal fica em 5400 Touchstone Drive, perto do Orlando Premium Outlet Int Drive. Compramos e trouxemos para o Brasil, travesseiros extremamente confortáveis e de qualidade;

P.S. (3) A Manufatura Brasil faz parte de um grupo de produtores de travesseiros que se reúne uma vez por ano em Nova York e que decidiu seguir o caminho da valorização na confecção de travesseiros, da matéria-prima chamada de “Plumas Alternativas”. A diferença entre os tipos de enchimento (o “popular rocambole” e o de “Plumas Alternativas”) é gritante, segundo uma fonte[2].  O popular, chamado de rocambole, permite uma mistura de qualquer invenção de produto (fibras ocas e fibras recuperadas, restos de tecidos dos travesseiros e outras invenções), para montagem de uma manta que,  através de uma máquina que a enrola igual a rocambole e a corta automaticamente, torna esse produto um travesseiro sem qualidade. Ao contrário, um travesseiro feito com as fibras 100% soltas, ocas e térmicas dão ao usuário uma vida longa e de convivência super confortável.
P.S. (4)  Enquanto dormimos 70% da  nossa transpiração entra no interior dos travesseiros, e 30% evapora. Enquanto as fibras soltas são abertas com as mãos, os rocamboles não permitem que se abram as fibras, afofando-as, pois elas vão se grudando em razão da forma de juntar esses vários materiais colocados no seu recheio; Os especialistas aconselham a troca do travesseiro, no mínimo, a cada 02 anos.
P.S. (5) A 1ª. imagem da coluna de hoje é do Outlet Marketplace e foi emprestada do site m.simon.com. A 2ª. imagem é do nosso amigo Salim Jorge com sua sobrinha, Marcela, filha do Luiz Jorge, tirada ontem do meu celular, durante o almoço no Filet & Cia.,  no Cambuí, em Campinas,  reunindo ex-alunos da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, que vieram, de todos os cantos, para se despedir do Páteo dos Leões.




[1] Naquela época não se chamava Centro Acadêmico, mas Diretório Acadêmico. Havia o Diretório  ligado às Faculdades ou Institutos, e o Diretório Central dos Estudantes, o DCE, que Congregava cursos, faculdades e institutos, no seio da Universidade,  e tinha representação nos órgãos colegiados centrais, inclusive no Conselho Universitário (Consun).
[2] Jack Strauss in http://www.manufaturabrasil.com.br/como-um-simples-travesseiro-pode-se-tornar-um-super-produto/

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

ORLANDO NA FLÓRIDA EM SETEMBRO DE 2.015

Amigos,

Passamos, agora em setembro, 17 dias em Orlando, visitando pontos turísticos variados, oito parques, outlets e restaurantes. Embora  não se tratasse de alta estação, enfrentamos algumas filas nos lugares mais famosos e procurados por turistas, além de um calor abrasante, nunca muito inferior a 40 graus centígrados. De hoje em diante, darei algumas notícias da viagem, dados históricos sobre a cidade e o Estado, e principalmente algumas dicas e impressões do que vale a pena ver ou visitar, incluindo restaurantes, segundo é claro, a nossa opinião. Vamos lá:


@ Orlando é uma planície com seus majestosos e modernos edifícios espalhados por imensas áreas verdes. Orlando City propriamente dita tem cerca de 290 mil habitantes. A grande Orlando, porém, que inclui  outras localidades como Kissimi, Lukeland, etc., tem perto de 2.800.000 habitantes;

@ Fundada em 1.857, Orlando é a sede do Condado de Orange, Estado da Flórida. É a cidade mais  visitada dos Estados Unidos e já é a segunda em turismo no mundo. Walt Disney Word conta com cerca de 60 mil funcionários. É também onde se situa o famoso time de basquete Orlando Magic, várias vezes campeão da NBA. Foi escolhida como sede da Walt Disney World Resort, por ser a cidade da Flórida pouco propícia à ocorrência de furacões (incidência menor do que nas cidades litorâneas). Além do turismo há forte presença de plantas industriais, incluindo a tradicional IBM. A estrutura turística registra mais de 100.000 quartos de hotéis e 26 mil residências de aluguel para férias. A indústria de turismo emprega 230 mil pessoas;

@  No 9101 da famosa International Drive (telefone (407) 241-8650 para encomenda ou reservas), encontra-se a maior referência em gastronomia italiana da cidade, qual seja, o Restaurante Maggiano’s Litte Italy. Com atendimento completo, incluindo café da manhã, almoço e jantar, o estabelecimento também conta com vários ambientes e salas próprias para festas ou eventos privados, e ainda mantém serviço de delivery, para quem não quer sair de casa ou do hotel. O mobiliário e a decoração, fundamentados num modelo clássico, dão um toque de elegância e sobriedade ao lugar. O serviço é impecável e, no vasto cardápio eclético e variado, predominam as massas confeccionadas na casa, segundo as receitas, molhos e temperos dos melhores padrões italianos. Optei por um Prime Steak ao ponto, com molho de ervas, prato que estava excepcional, enquanto os acompanhantes se dividiram entre carnes com cortes especiais e massas. O preço me pareceu justíssimo, considerada a qualidade dos pratos servidos, o tratamento dispensado e o conforto e aconchego da casa.  A conta, para 4 adultos e uma criança de 03 anos, para a qual se serviu um especial Kid, foi de U$152,00, incluída a gorjeta,  sugerida no percentual de 22%. Na entrada, um quadro em tamanho grande com a foto do ator e cantor Frank Sinatra, que esteve por lá em certa época, com  a gravação de suas impressões favoráveis ao local. A música ambiente também é baseada no repertório de Sinatra, entre jazz, blues e bossa nova, mistura de ritmos já consagrada, pela influência recíproca entre eles. E não esqueça as sobremesas tentadoras e em porções avantajadas, que podem ser divididas tranquilamente entre duas ou mais pessoas. A divisão de pratos, aliás,  não só  não é proibida, pois as porções são fartas,  como muitas vezes sugeridas.  Constituem, pois, por assim dizer, regra a que os garçons estão acostumados, pela grande presença de brasileiros e de sua cultura de divisão e solidariedade. Não se acanhe, portanto, de pedir um prato adicional e a repartição das porções. Reserve um dia de sua viagem, se tiver tempo, para almoço ou jantar. Aposto que vai gostar. Registro, por fim, que no Trip Advisor, um site de opiniões sobre hotéis, restaurantes e casas noturnas, o Maggiano's Litte Italy,  obteve conceito médio de 4,5, num máximo de 5,0 possíveis.

@  As gorjetas nos Estados Unidos são facultativas. Mas nem pense em não autorizar a sua inclusão na conta. Seria uma descortesia e menosprezo ao serviço que, salvo raríssimas exceções, é muito bom, tanto em lugares sofisticados,  como em estabelecimento mais simples. Diferentemente do Brasil em que a propina, em regra, é incluída na conta, sempre na base de 10%, lá ela gira, como sugestão é claro, facultativamente, entre 18 a 22%. Não confunda o imposto que é cobrado na nota, com a gorjeta, que nunca é incluída por ser facultativa e só é recebida quando você, depois de pagar a conta, a acrescenta na nota, de próprio punho;

@ O Flórida Hospital de Orlando é um centro médico de excelência. Durante oito anos consecutivos foi líder de atendimento e pesquisas na área da saúde. A University of Central Florida é a  2ª. maior Universidade do Estado da Flórida. O clima da cidade é quente e úmido, por sua situação próxima ao Trópico de Câncer,  e as temperaturas, no verão, chegam a 45º centígrados.

Até amanhã amigos.

P.S. (1) As imagens da coluna de hoje são do Restaurante Maggiano's e foram tiradas de meu celular.


domingo, 25 de outubro de 2015

ADEUS AO PÁTEO DOS LEÕES 1

Boa noite amigos,

Depois de 64 anos, a Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas deixará de funcionar, já no início do ano de 2.016,  no Campus Central[1], no histórico prédio que ocupou, imponente e altaneiro, na rua Marechal Deodoro, entre a Avenida Francisco Glicério e a rua Sacramento, na zonal central da cidade de Campinas.  Conhecido como Páteo dos Leões, o prédio, tombado em 1.983 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat) e, em 1.988, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural de Campinas (Condepacc),  serviu outrora como  o solar do Barão de Itapura[2], adquirido por ele no ano de 1.880. Em 1.952, o edifício foi  doado pela filha e herdeira do Barão, Dona Isolethe Augusta de Souza Aranha[3] à Arquidiocese de Campinas, por meio de uma escritura de compra e venda, com valor, todavia, simbólico, em decorrência de promessa que Isolethe teria feito a Nossa Senhora Aparecida. 
Durante muito tempo foi o principal Campus da PUC até a inauguração, em 1.976,  do Campus I, que hoje abriga todas as faculdades e institutos relacionados às Ciências Exatas, Tecnológicas, Sociais e Humanas, à exceção das chamadas Ciências da Vida, agrupadas no Campus II, junto ao Hospital Celso Pierro. 
Naquele antológico Páteo se reuniram, durante muitas décadas, alunos e professores de muitos cursos, num  exemplo de convívio ecumênico. Nos efervescentes anos 70 e 80, a despeito da ditadura militar, que restringiu direitos e prerrogativas, os estudantes de Direito, sempre em número expressivo,  se juntavam aos discentes de economia, administração, ciências contábeis, psicologia, odontologia, biblioteconomia, educação, história, geografia, teologia, ciências sociais, filosofia, dentre outros,  e naquele Páteo trocaram experiências, iniciaram relacionamentos de várias ordens e serviram à sociedade em geral, com os inúmeros programas de extensão nas diversas áreas sociais. Ali também nasceram, cresceram e se desenvolveram as instituições paralelas como o Centro Acadêmico  (antes denominado Diretório Acadêmico) e a Atlética, entidades estudantis participativas e que ainda hoje sobrevivem operantes e fortes. 



No mês de novembro alguns eventos, programados ou espontâneos, deverão marcar o fim de um ciclo sexagenário, de um curso que se tornou exemplo de qualidade e que deu à cidade, ao Estado, ao País e ao exterior, profissionais do mais alto gabarito e homens expressivos.
O curso, obviamente, não acabou. As novas instalações que vão abrigar o curso de Direito, no Campus I, estão prontas e em condições de responder pelas exigências de espaço para salas de aula de graduação e pós, biblioteca jurídica,  laboratórios de informática,  setores administrativos em geral e de atendimento à população, como a Assistência Judiciária Dr. Carlos Foot Guimarães e os Juizados Especiais, projeto decorrente de convênio com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.


Até amanhã amigos.

P.S. (1) Na imagem n. 1, os formandos do ano de 1.998. Dentre eles, Cláudia Cecchi Alface, que é hoje Procuradora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e estimada amiga. A imagem n. 2 se refere à visita que uma Comissão de Professores e Coordenadores fez às novas instalações da Faculdade de Direito no Campus I, cujas obras estavam em fase final de acabamento. Na foto, com direito à capacete e botas, estou abraçando a Vice-Diretora da Faculdade de Direito, Fabiana Barros de Martin, ex-aluna da Faculdade, assim como eu. Na foto n. 3 a ex-aluna Clarissa Rodella com sua jovem e encantadora filha. Clarissa é advogada na vizinha cidade de Americana. Mais abaixo, o prezado amigo e  Deputado Federal, Carlos Sampaio e minha mulher, a advogada Mara José Furlan Miguel. Um e outro são filhos da Puc, Bacharéis formados pela Faculdade. Do lado direito, ainda em visita às obras os Professores e Integradores Acadêmicos,  Cristina Reginato Hoffmann e Luis Guilherme Soares Maziero,  igualmente ex-alunos da casa, e agora, abrilhantando o seu quadro de docentes.  






[1] O chamado Campus Central compreende o prédio do Páteo dos Leões e o edifício, logo mais adiante, na rua Doutor Quirino, onde, durante várias décadas, funcionou o Instituto de Letras da Universidade.
[2] Joaquim Policarpo Aranha era o nome do Barão de Itapura.
[3] O nome da filantrópica doadora foi atribuído, em sua homenagem,  à rua paralela à Av. Francisco Glicério. Ela começa no Orozimbo Maia e segue em curva que vai se acentuando até desembocar na  própria Av. Glicério, passando pelo portão dos fundos do prédio do Campus Central. 

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

HISTÓRIAS DO LIBANÊS GEBRAÍ - O PAI DA JANETTE MOKARZEL

Olá amigos,

Almoçando sozinho numa mesa de canto do Tonico’s Boteco,  e refletindo com os meus botões sobre alguns personagens e situações do passado, me lembrei hoje do Gebrael Mokarzel, um  imigrante libanês, que veio jovem para o Brasil e aqui  trabalhou, constituiu família e lutou bravamente até seus últimos dias de vida com dignidade, deixando para os descendentes, um valoroso legado patrimonial e moral. Foi um desbravador, centralizando suas atividades no Distrito de Barão Geraldo que, no começo do século passado, resumia-se praticamente numa grande área rural, conhecida como Fazenda Rio das Pedras. Conheci Gebrael no ano de 1.970, quando ingressei na Faculdade de Direito da Universidade Católica de Campinas, ainda não Pontifícia, por causa de uma de suas filhas, a Janette, colega de turma e com quem até hoje mantenho amizade. "Papai do céu" não deu ao Gebrael nenhum filho varão. Tinha 5 filhas ativas e firmes como ele e que por isso mesmo davam trabalho. Pela ordem, eram elas:  a Maria Helena, alcunhada de “Madame”, a Janette, que a gente abreviava para Jana,  a  Cecília, a Maria Izabel, vulgo “Bela” e a Sônia, a caçula que leciona Física na Universidade de São Paulo. Era um prazer encontrar o velho Gebrael (a gente pronunciava Gebrái). Para mim e certamente para ele. Houve uma imediata empatia entre nós, de maneira que as minhas eventuais idas à casa da Jana,  eram recebidas com festa. Tinha tratamento de visita especial. Fui alvo, por isso, de múltiplas gentilezas. Várias vezes fui convidado para almoçar ou jantar, conforme o caso e a hora. E nunca me fiz de rogado. Bem, sobre o Gebrái, soube de passagens curiosas. Espirituoso, inteligente, rápido e ácido, as vezes, apesar de sua dificuldade de falar e escrever em Português não levava desaforo para casa. Dois episódios envolvendo essa figura carismática me vieram à mente. Gebrái, apesar de simples, sem qualquer luxo para comer ou beber, não gostava porém de chuchu. De certa feita, Jana, demonstrando inconformismo com a recusa do pai de comer chuchu, resolveu discutir com ele a respeito das virtudes da leguminosa,  que, convenhamos, é muito sem graça mesmo. Usando e abusando da sua suposta condição superior de “acadêmica de Direito” buscava argumentar com o velho pai: - Pai, o chuchu faz bem à saúde. Além disso é um legume que tem muito líquido e é gostoso. Gebrái ouvia sorridente, mas balançava a cabeça, discordando do rosário de ponderações que a moça usava. Vendo que seus argumentos não funcionavam, Jana apelou: - Pai, feche os olhos, imagine um prato de chuchu quentinho recheado com camarão e molho por cima. E queijo derretido. E, ainda, queijo ralado, azeitona e tomate, tudo no capricho. O velho sorriu. E mandou essa para encerrar o papo: - Filha, com tudo isso que você colocou em cima do chuchu, até sola de sapato fica boa. De outra feita Gebrái foi até a Prefeitura de Campinas, pois queria falar com o Prefeito. Chegou até o Gabinete e foi informado de que  ele estava ocupado e não podia atender. Deveria retornar no dia seguinte. Talvez agendar para a semana subseqüente fosse melhor.  Assim foi feito. Todavia, no retorno, a Secretária delicadamente pediu desculpas, dizendo que o Prefeito teve um contratempo e não poderia atendê-lo naquele dia e horário. Contrariado, Gebrái observa que uma jovem bem apessoada, sorri para a atendente do Gabinete e, sem dizer palavra,  entra direto na sala do Prefeito. Ficou fulo da vida.  Sem esperar autorização, irrompeu gabinete à dentro, sem dar trelas à súplica da Secretária:  - O senhor não pode entrar. - Por favor, aguarde. Postado defronte ao Prefeito e da moça que se sentara ao lado dele, que nunca se soube quem era,  mandou essa: - Senhor Prefeito. Eu quer sabê se bra você me atendê eu brecisa botar saia. O Alcaíde, surpreso, sorriu e pediu que Gebrai sentasse, que ele o ouviria, num instante. O Prefeito  era Antonio Mendonça de Barros, que governou a cidade entre janeiro de 1.952 a dezembro de 1.955. E não precisa dizer que ficaram amigos. Claro que a partir de então o Chefe do Executivo municipal não teve peito pra deixar o Gebrái esperando. Nem para dar qualquer desculpinha esfarrapada de político profissional, para não resolver problema que, segundo o Gebrái,  o Município tivesse o dever de sanar ou informar. Vou mandar este “causo”, para o meu amigo Manuel Carlos Cardoso, do Correio Popular, que, pelo que eu ando lendo na sua coluna, gosta de causos e anda saudoso dos tempos da Puc, de alguns de seus colegas, e, especialmente, de seus alunos de outrora.

Até mais amigos.

P.S. (1)  Barão Geraldo é o maior dos seis distritos do Município de Campinas, Estado de São Paulo e sua importância é indiscutível. Foi criado pela Lei Estadual 2.456, de 30 de dezembro de 1.953. Situado a doze quilômetros da área central de Campinas, a que se liga pela Rodovia Professor Zeferino Vaz, o distrito é famoso por sediar a Universidade Estadual de Campinas, que centraliza um dos maiores pólos de alta tecnologia do Estado, formado por universidades como a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (além da própria Unicamp) e faculdades como a Facamp; centros de pesquisa estatais como o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações e o Laboratório Nacional de Luz Síncroton; centros hospitalares de pesquisa médica como o Hospital das Clínicas da Unicamp, a Sociedade Brasileira de Pesquisa e Assistência para Reabilitação Craniofacial e o Centro Infantil Boldrini, que já é uma referência mundial no tratamento do câncer infantil; além de grandes indústrias ligadas ao ramo de alta tecnologia, notadamente nos ramos de Informática (HP, IBM) e de telecomunicações (Lucent, Motorola e Siemens)[1]

P.S. (2) Segundo o historiador Warney Smith, Barão Geraldo se iniciou na segunda década do século XX, quando diversos imigrantes italianos, portugueses e libaneses compraram do leiteiro italiano Plinio Aveniente, pequenos sítios ao redor da “Estação Barão Geraldo” da extinta Estrada de Ferro Funilense e ali, construíram um bairro rural fundado na policultura e na autossubsistência. Até então, todas as terras vendidas por Plínio pertenciam à Fazenda Rio das Pedras, que, na época pertencia à empresa “Viúva Barbosa & Filhos”;

P.S. (3) A imagem da coluna de hoje é da sede da Fazenda Rio das Pedras, provavelmente no ano de 1.885. Tal foto foi emprestada de ethiago.wordpress.com. e pertence ao acervo de Dna. Terezinha de Oliveira Jorge, uma das descendentes do Barão Geraldo de Rezende. Na ocasião a fazenda era grande produtora de café.





[1] Informações obtidas no site WWW.wikipedia

SELEÇÃO REABILITADA EM FORTALEZA

Boa noite amigos,

O relógio marca neste instante, um minuto da madrugada de quarta-feira, dia 14 de outubro de 2.015. Bem, o Brasil, no segundo jogo das Eliminatórias da Copa de 2.018, acaba de bater a seleção da Venezuela por 3 a 1, um placar que não deixa dúvidas quanto à superioridade da seleção canarinho sobre a adversária do país do Presidente Maduro. A apresentação de hoje não foi tecnicamente perfeita, a equipe ainda demonstra falhas, como no gol de honra dos venezuelanos,  surgido de outro cruzamento (mais um) na área, que a defesa não consegue cortar, mas  seguramente demonstrou personalidade e um significativo avanço em relação à derrota para o Chile em Santiago, na abertura da competição.  Hoje, viu-se uma equipe mais agrupada em seus setores e um meio de campo que não se acovardou e se aproximou mais efetivamente do ataque. Dunga criou coragem, mesmo porque não restava outra  alternativa em Fortaleza, senão vencer, em casa, uma das piores seleções do grupo e de forma a não deixar dúvidas quanto à pretensão de obter uma das vagas para a próxima Copa do Mundo na Rússia.  O grande comandante e o melhor jogador disparado dos atletas das duas equipes, incluindo os substitutos, foi o meia Willian, que acionado constantemente pela direita, ganhou praticamente todas as bolas de seu marcador e, como verdadeiro  ponta, serviu o ataque, criando inúmeras situações de gol. E curiosamente, foi ele mesmo que criando as jogadas em velocidade, apareceu na área para marcar os dois primeiros gols do Brasil. O primeiro, logo aos 36 segundos de jogo, depois de uma bola roubada por Luiz Gustavo e a falha do goleiro venezuelano. O segundo, o mais bonito de todos, surgiu de uma bela jogada pela esquerda em que o lateral Felipe Luiz entortou o seu marcador e cruzou na medida para Oscar. O meia, que hoje melhorou em relação à última partida, mas está longe  ainda de sua melhor forma física e técnica, por sua vez, percebendo a chegada livre de Willian pela direita,  fez o corta-luz. O meia,  livre de marcação, teve tempo de escolher o canto, colocando a bola longe do arqueiro Baroja. O domínio brasileiro foi grande durante a maior parte do jogo e, diferentemente do que aconteceu em Santiago, foram inúmeras as chances reais de gol criadas pela equipe, a maior parte delas abortada pela intervenção dos altos zagueiros-adversários, e outras tantas por erros de arremate. Oscar, por exemplo, perdeu um gol incrível, sozinho diante do goleiro, no segundo tempo, ratificando a sua má fase.  Bem, do que se viu na partida de hoje, acho que podemos concluir que a intenção primeira do técnico Dunga de jogar sem um centroavante fixo, no atual estágio da seleção, que está em formação e não tem o entrosamento ideal, parece não funcionar bem. Melhor foi hoje, quando escalou Ricardo Oliveira no lugar de Huck. O jogador santista incomodou os zagueiros da equipe adversária, mostrou que sabe buscar jogo e tabelar, e ainda que está presente para mandar a bola para as redes, quando ela surge na área ou o zagueiro pipoca. Assim, foi o terceiro gol brasileiro, indiscutivelmente gol  com faro e oportunismo de centroavante. Claro que o atleta, com 35 anos de idade, dificilmente seria o centroavante convocado para a Copa em 2.018, quando estará com 38 anos. Mas enquanto se preparam outros jovens atletas que poderão brilhar na Rússia daqui a 3 anos, se chegarmos lá (e acho que chegaremos sim), o experiente jogador do Santos, atual artilheiro do campeonato brasileiro, em fase excepcional, pode e deve nos ajudar na busca da classificação. E que jogador esse Lucas Lima. Sou fã incondicional desse menino do Santos que, mais uma vez, mostrou sua categoria e, sobretudo, uma enorme personalidade. Chamou o jogo para si, não teve medo de errar, partiu para cima do adversário, marcou,tabelou, driblou,fez jogadas de efeito e mostra um futebol técnico, de alta qualidade. Suponho que será um dos nossos craques em 2.018, se Deus quiser e se tiver juízo e sorte. Bem é isso.


Até  mais.


P.S. (1) A imagem da coluna de hoje é do melhor jogador da partida, o meia Willian, de pia batismal Willian Borges da Silva e foi emprestada de acrítica.uol.com.br.;

P.S. (2) Willian começou na categoria de base do Corinthians Paulista, fez grande carreira na Ucrânia, e atualmente é jogador do Chelsea da Inglaterra. Tem 27 anos;


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

LAS VEGAS - MEMÓRIA AFETIVA.


Amigos, boa noite,

Os olhos assustados de criança nascida naquele pequeno lugarejo rural, sem beleza, nem colorido, escondido no sopé da serra de Botucatu, interior de São Paulo,  se fixaram na tela. E nada do que pudesse ocorrer ao redor seria capaz, naquele momento,de afastá-los dos movimentos intermitentes e inebriantes daquelas luzes e cores. As imagens veiculadas pelo cinema que ainda há pouco chegara a Pirambóia,  me fascinavam e ficariam para sempre gravadas na minha retina. Já tinha visto luzes, já tinha visto cores. Nunca, porém, tantas luzes e tantas cores juntas, transformando a noite num enorme clarão.  O tempo passou. Mudei para a cidade grande e toquei a vida. Muitas coisas iriam acontecer. Os  projetos de trabalho, estudo, conquistas e amadurecimento, não abriram tempo ou espaço para que essas imagens voltassem à mente. Era assim algo de um tempo distante, uma estória que se perdera na noite dos tempos,  lá na primeira infância e que, supunha, jamais voltaria com as mesmas impressões e intensidade. Las Vegas, amigos, fez assim parte da minha infância, mas  longe de qualquer possibilidade de ser vista, tocada ou convivida. Os Estados Unidos da América, para nós, eram  um outro planeta e, como tal, inacessível. 
Quando completei 40 anos de idade é que pude, já casado e com filha e uma vida relativamente estável, viajar para o exterior, começando por Buenos Aires, a encantadora capital portenha, cidade que gosto muito, e para a qual voltei outras vezes. Depois, muitas outras para a Europa, especialmente, para a  Itália e a França e, pelo menos, cinco vezes para Miami e Orlando, na Flórida. Não fomos a Las Vegas, porém. O ano passado, mais de cinquenta e cinco anos depois daquelas imagens fascinantes, decidimos conhecer as maravilhas que os amigos diziam  do Estado da Califórnia, com destaque para São Francisco e San Diego  e o charme da grande Los Angeles, a capital do cinema, dentre outras atrações.A viagem terminaria então em Las Vegas, já no Estado de Nevada.  Quando deixamos San Diego e mergulhamos, de automóvel, no deserto de Nevada,  as imagens voltaram à minha mente. Memória diferente, já vivida, sacudida, sopesada e um tanto cansada da minha terceira idade. Já não havia nessa lembrança tanto encanto, tanto sonho, senão simples curiosidade de como eu sentiria o encontro das sensações do  presente com a memória afetiva do passado.

Chegamos no começo da noite e de longe já pude observar, distante, aquela iluminação peculiar de uma cidade inteira de fantasia. Quando adentramos a avenida principal, surgiram os imponentes hotéis e seus imensos casinos, cada qual reproduzindo uma  cidade, um monumento, uma obra-prima do patrimônio histórico mundial. Era  como se estivéssemos viajando pelo espaço e há pouco minutos saíssemos de uma tumba de faraó no Egito para tomarmos café em Nova York; de uma oração na Capela Sistina para um sorvete num elegante café do Louvre de Paris. Ali se concentrava a réplica de tudo e de cada um dos símbolos da civilização humana de ontem e de hoje. Eram os irmãos americanos a mostrar ao mundo sua superioridade: nós conseguimos reproduzir cada uma dessas maravilhas que diferentes povos e culturas construíram. Fiquei realmente encantado com essa manifestação de talento, essa capacidade ímpar de produzir, mediante tecnologias de ponta, o protótipo de qualquer coisa que existe ou tivesse existido neste mundo. Mas não me emocionei, como um dia me emocionei no Largo de São Marcos em Veneza, ou ao visitar a Capela Cistina no Vaticano, vislumbrando cada detalhe da pintura de Da Vinci. Ficamos dias desfrutando do que a cidade podia nos proporcionar, como espetáculos teatrais e bons restaurantes. Não gostamos de jogos, nem de casinos.

No final, cheguei à conclusão que as luzes, as cores e as imensas construções com suas monumentais obras de arquitetura e engenharia merecem ser vistas e admiradas. Mas com a certeza de que tudo ali é de mentira. Sem a verdade, o sofrimento, a paixão,  o  orgulho e qualquer outro sentimento humano de todos aqueles que fizeram, de cada uma dessas maravilhas do mundo, uma história de  vida, de luta, de sofrimento ou de glória. Esse foi o significado de meu encontro do passado com o meu presente de Las Vegas. A belíssima Las Vegas. Sem os sonhos e as emoções do menino. Com um tranquilo e maduro reconhecimento de seu valor estético e tecnológico. Uma cidade que merece sim ser vista e admirada. Como, porém, um cenário de um filme futurista.

Até amanhã amigos.

P.S. (1)  As imagens da postagem de hoje são fotos do meu celular documentando trechos de hotéis e casinos de Las Vegas.
 

P. S. (2) As noites de Las Vegas são impressionantes. Multidões de gente de todas as matizes, todas as  origens e, sobretudo, todas as expectativas. Uma verdadeira "fauna humana.". Gente à busca de felicidade ou prazer momentâneo, seja no jogo, seja no álcool, na música, nas luzes, na comida,  no sexo, em atos de loucura espontânea que se via pelas ruas e avenidas da cidade,  ou qualquer ópio que possa conduzir a um sonho, um sonho do qual não se pretende acordar e que o sol quente do deserto do dia seguinte impiedosamente sepulta. Mas todas as noites voltam,depois dos dias. E as noites de Las Vegas, com os seus truques, continuam a arrebatar multidões ávidas por encontrar beleza, prazer ou aventura.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

BRASIL E CHILE - COMEÇAM AS ELIMINATÓRIAS DA COPA DA RÚSSIA

Boa noite, amigos 
Começa hoje para a Seleção Brasileira de Futebol uma nova etapa, quem sabe para esquecer a Copa do Mundo de 2.014 e a sua pífia  participação, em casa.  As Eliminatórias Sul-Americanas são o primeiro grande desafio que os convocados pelo técnico Dunga têm pela frente, e os mais pessimistas, ou realistas não sei, já vaticinam com uma provável desclassificação ou, na melhor das hipóteses, com a conquista de uma vaga, só na  repescagem, contra uma das Seleções do Novíssimo Mundo, o que  também, e ainda supostamente, seria   uma “baba”. Será? Não sei, não sou pessimista, nem gosto de opinar sobre o futuro, especialmente quando se fala de um esporte coletivo que, volta e meia, provoca algumas surpresas. O fato, porém, é que pouca coisa mudou desde as vexatórias derrotas para a Alemanha e a Holanda. Em termos de estrutura do nosso futebol pode-se dizer que nada, absolutamente nada se alterou. Mas se pode contra-argumentar que o país é pentacampeão, o único aliás, a despeito dessa histórica bagunça, envolvendo a extinta CBD, hoje CBF, com falta de planejamento e de calendário, escândalos de corrupção envolvendo dirigentes, clubes, árbitros e jogadores, acúmulo de jogos e problemas dos mais diversificados.  É verdade. Acontece que o mundo mudou. Não existem equipes amadoras. A tecnologia, as táticas e outras mirabolantes estratégias equipararam os outrora "fracos e fortes". Não há zebras, nem favoritos.  Fora do campo, a coisa piorou, com os escândalos envolvendo a FIFA e o ex-Presidente da CBF, José Maria Marin, preso nos Estados Unidos da América, sob acusação de corrupção. Resta-nos torcer. Logo mais à noite, às 20,30 horas precisamente, o Brasil enfrenta a ótima Seleção do Chile, a melhor que o país conseguiu montar até hoje e que, além da boa participação que teve na Copa de 2.014, conquistou o título da Copa América, em casa, recentemente. Oxalá, comecemos bem. E olha que um empatezinho hoje cairia muito bem. Vejam como ficamos modestos. E não faz muito tempo se dizia que o Chile era um enorme freguês. Quando a coisa não ia bem, bastava convidar a Seleção deles para um amistoso e pintava goleada. Como dizia o poeta Casimiro de Abreu, na sua poética, coisas"que os tempos não trazem mais".

Até mais amigos,


P.S. (1) A primeira imagem da coluna de hoje,  é do jogador Kaká, atualmente jogando pela equipe americana do Orlando City, convocado de última hora, por causa dos desfalques, com contusões e a suspensão de Neymar, que não joga as duas primeiras partidas das Eliminatórias;

P.S. (2) Ontem à noite, não teve rodada do Campeonato Brasileiro, nem da Copa do Brasil, em função do jogo de hoje, da Seleção, contra o Chile. A TV Globo, não tendo futebol para transmitir, apostou no filme francês, Intocáveis, com os excelentes atores François Cluzet e Omar Sy. Trata-se de um dos melhores filmes que o cinema europeu produziu nos últimos anos e que merecia ter sido indicado para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Mas Oscar à parte, finalmente a Globo bota no ar um filme decente,de boa qualidade, pois é insuportável aquele repertório de filmes de ação, repetitivos e chatos, com aquela barulheira do inferno,  que o canal exibe às 2as. feiras, no Tela Quente. Ou as comédias pífias americanas do tipo "Vovozona" e outras bobagens, que ela exibe aos domingos, antes do futebol;

P.S. (3) Por que será que o atual Presidente da CBF, Marco Polo Del Nero,  não viaja, de jeito nenhum, para o exterior, representando a entidade, ultimamente?