sábado, 14 de abril de 2012

GASTRONOMIA - A BROA DA CASA DA BROA


Boa noite amigos,

São muitos os encantos da cozinha mineira.  É uma das  mais famosas e variadas cozinhas deste rico,  imenso e plural Brasil. O pão de queijo já  é patrimônio nacional. Mas além do pão de queijo, há outra companhia excelente para o café do paulista: a broa de fubá mineiro da Casa da Broa. Muita gente já foi lá . O bom mineiro professor e poeta Rubem Alves fez até uma poesia para traduzir os quitutes tentadores da saudosa Dona Ana.

QUEM ERA A DONA ANA?

Conta a família que  cozinheira de primeira, Dona Ana,  era conhecida pelos  amigos e parentes por seus  salgados e bolos, que ficaram famosos nesse círculo ainda fechado e pequeno, cujo modesto projeto foi batizado de  Mil Folhas. Um dia, o Seu Bonifácio, o marido, teve um sonho: sonhou com uma broa mineira. Uma daquelas famosas broas que antigamente e, ainda atualmente, se faz e se come nas  prazerosas terras das Minas Gerais. E não é que Dona Ana passou a produzir essa broa, uma broa especial e magnífica, cujo sucesso transformou o projeto caseiro das Mil Folhas em Casa da Broa, uma indústria e  comércio que tende a se expandir e já é sucesso.

ONDE FICA

Quem passar pela rua Presidente Alves, que é uma travessa da conhecida Avenida José Bonifácio, no Jardim das Paineiras,  em Campinas, logo depois do cruzamento  com a Avenida Jesuíno Marcondes Machado, tem que parar ali no número 1.530. Em um prédio recentemente reformado, você pode chegar no balcão e pedir ou encomendar sanduíches de metro, preparados com massa caseira, com opção pelo formato redondo, grande (36 pedaços) ou médio (25 pedaços), ou salgados como coxinhas, risoles, bolinha de queijo, croquete, quibe, trouxinha de frango, empada, esfiha, folhado de camarão e outras variedades. A casa apregoa que a linha de produção segue os mais exigentes sistemas de controle de qualidade e higiene e que mantém uma equipe sempre de prontidão para atender a freguesia.

A RECEITA DE BROA DE DONA ANA

Mas o grande carro-chefe da casa é, sem dúvida, a broa de fubá  mineira. Realmente diferente de todas as outras que existem no mercado, dentre outras razões, por sua crocância externa e uma maciez “oco” interna. A casa não esconde a receita que é transmitida  em linguagem mineiríssima. São vendidas em pacotes com dez unidades ou de acordo com o que for pedido. Melhor mesmo é você adquirir as broas que saem do forno, ainda quentinhas e deliciosas. E se não quiser esperar até chegar em casa, existe um pequeno espaço café onde você pode consumir unidades delas ali mesmo, acompanhadas de um café quentinho. Imperdível. Prometi um diz levá-las aos meus amigos Procuradores e funcionários da Procuradoria Geral da Unicamp. Quarta-feira última passei por lá, comprei dois pacotes e levei. Foram poucas as 20 unidades, todas consumidas naquela mesma manhã com cafezinho e manteiga. Tinha um terceiro pacote escondido no porta-luvas do carro. Esse eu levei pra casa, à tarde, porque eu e meus familiares também somos filhos de Deus, né?

A RECEITA EM MINERÊS (língua falada em Minas procêis sabê)

BROA DE MIO ISPICIAR (de Alvaro Farcão).

Pega uma vazia quarquê, taca um tanto bão de fubá de mio, senta mantega, uma trisquinha de sá, duas caneca de açuca, trei zovo caipira (se num tivê, pode sê dos farso mermo), duas caneca de lête e uma cuierinha de bicabornato. Mexe o trem inté cansá, bem mixidim mermo.... Displois pica umas tora de quejo, pega um cadim de eiva-doce, junta és tudo na mistura e dispeja na foima.... Inhantes de dispejá, é bão isfregá um cadim de mantêga ô intão di banha na foima, prumode a broa num garra dispois de assada.... O foino tem de tá bem quentim, inhantes de ponhá o trem lá... Num deve de abri ansdahora, pru mode num a broa num incroá.... Tano prontim, é só disinfoimá e cume.... Mas inhantes de cume, se quisé fazê um cafezim e ligá pr’eu prová, num acanha não!... Um bração procêis!

Até amanhã amigos.

P.S. (1) Não tente fazer a broa em casa com a receita que é fornecida. Não vale a pena. Primeiro porque não se tem exatamente as medidas dos ingredientes. Segundo, porque há algum segredo nessa receita da Casa da Broa que não se revela, obviamente. Terceiro, porque o preço de cada uma (apenas R$1,00), é bem confortável. Vá lá e coma. Ou leve pra casa;

P.S. (2) A coluna de hoje é em homenagem aos meus amigos mineiros  Nivaldo e Selma, pais da Mariana, mulher do Alexandre, que é irmão de meu genro, Renato e o único da família que é meu companheiro de cerveja. E também à Mariana, que também é mineira e mãe de duas mineirinhas que nasceram em Machado,  mas moram em Campinas,  a Ju (Ana Julia)  e a Lara (Ana Lara) e que estão nas fotos (Ju na 1 e Lara na 2),  da coluna de hoje. E às duas mineirinhas, elas próprias,  as lindas  Ju e   Lara, filhas do Alexandre , irmão do Renato e netas do Ricardo e da Elizete, pais do Renato, meu genro,casado com a minha filha Samira. Como se vê uma grande família no conceito expandido de parentesco, mas concentrado na afetividade;



Foto 1 (Ana Júlia à esquerda). Foto 2 (Ana Lara à direita).



P.S. (3) Quero mandar um grande abraço à mineiríssima atriz Débora Falabela, mais uma vez exibindo o seu carisma e o seu talento, agora como a personagem  Nina (ex-Rita) da novela global, Avenida Brasil, que começou muito bem  e promete ser um dos grandes sucessos da emissora;

P.S. (4) Para saber mais a respeito da Casa da Broa acesse o site www.casadabroa.com.br., do qual foi emprestada a imagem que ilustra a coluna de hoje.

Até amanhã amigos.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

CAUSAS & CAUSOS - GALINHADA

Boa noite amigos.

Publico hoje mais um "causo" que está no meu livro "Causas & Causos" n. I, de 2.006, Editora Millenium, cuja edição se encontra esgotada.    Vamos lá:  "Era tradição culinária na pequena Comarca a "galinhada", um prato saborosíssimo, elaborado com esmero, durante horas. Para quem nunca fez, nem provou, posso assegurar que se trata de uma iguaria de primeira linha, para ser saboreada no melhor estilo caipira, com cachaça e muita prosa.   É também indispensável que o prato seja bem feito, por quem entenda e tenha amor pela "obra".  
Primeiro, a fritura da galinha bem cortada em pedaços, necessariamente em panela de ferro.Depois, o preparo do tempero e do arroz. E aí, deixa-se por horas, tudo misturado (arroz, galinha frita e tempero), cozinhando sempre em panela de ferro. Fato é que todo mundo que se prezasse naquela região sabia fazer a tal “galinhada”. E sempre melhor que os parentes, os vizinhos, amigos ou qualquer outra pessoa. Os “estrangeiros”, como eu, nomeado Juiz naquela localidade, e o Promotor, de São Paulo, éramos cortejados para provar a tal galinhada aqui e acolá.E íamos, quando podíamos (e a gente podia sempre porque não tínhamos o que fazer à noite, depois do expediente). Realmente atesto que a coisa era boa.Corria por aquelas bandas, também, uma lenda, segundo a qual, galinhada feita com galinha “roubada” era muito melhor.  O Padre Zezo chegou, durante sermão da missa de domingo, a pedir certa condescendência com a prática, em nome de uma cultura que se dizia antiga, embora condenável. Propalava,  mal comparando,  que se tratava de  uma espécie de crime privilegiado. Digamos, por assim dizer, se fosse possível dizer, um  crime doloso, sem dolo. Mais tarde, tendo o Padre Zezo sido vítima do mesmo crime, segundo ouvi dizer, mudou de idéia e, na mesma missa de domingo, desancou paulada nos agentes e naquilo que considerava “frouxidão moral” das autoridades constituídas, por não combater o delito com o rigor que julgava devesse ser adotado.O Zé Maria, vindo da Campininha para a cidade, passou por vários sítios e de um deles resolveu furtar uma galinha.Acreditava certamente na impunidade, pois antes olhou para todos os lados e não viu viva alma.Para seu azar, a mãe do investigador Bráulio assistiu à cena do vão da janela semi-aberta de seu sítio,  próximo do lugar. E, enquanto o Zé Maria tratou de “se arrancar” levando a bicha para a casa e direto para a panela, a Dona Luísa acionou imediatamente o filho e este, o Delegado, de sorte que foram todos para a casa do Zé.A galinha, depenada, foi apreendida em água fervente, dentro da panela.O  Zé foi preso em flagrante e o Dr. Delegado, extremamente  cauteloso,  tomou todas as diligências que entendeu oportunas, a partir da lavratura do auto de prisão em flagrante. Isso se deu num sábado.Na segunda-feira, quando cheguei ao fórum por volta das 10 horas, dentre os processos deixados sobre minha mesa, se encontrava esse, com o inquérito pronto e a denúncia do Ministério Público. Ao me inteirar dos fatos e, ciente de que o réu já era pessoa de certa idade, primário e de bons antecedentes, tratei de receber a denúncia e designar o interrogatório para o mesmo dia (o presídio ficava a poucos metros do fórum e não havia dificuldade alguma na remoção de presos). Após ouvir a versão do Zé a ele concedi, de ofício, liberdade provisória, sem fiança. Marquei para logo audiência de instrução e julgamento e a primeira pessoa a ser ouvida era a vítima, o tal sitiante, que, por sinal, conhecia e era amigo do Zé. Diante desse contexto, da primariedade do Zé, da vergonha que ele já tinha passado, da prisão por todo o fim de semana e do arrependimento que sinceramente demonstrara durante o interrogatório, indaguei da vítima se ela não teria perdoado o Zé e se considerava importante a sua condenação (mais como adminículo de elementos para o julgamento final do que por outra razão, uma vez que se tratava de ação penal pública incondicionada, não sendo necessária representação, nem relevante o perdão do ofendido). O sitiante, embora insistindo que o Zé era “boa gente” e que ele já tinha perdoado o seu ato, curiosamente insistia na condenação. -  Oía douto, eu já perdoei o Zé, mas acho que ele tem que levá uma ferrada, pra aprender. O inusitado, porém, deixei para o fim. Ao manusear as peças  do inquérito, acreditem, não é que me deparo com um AUTO DE RECO NHECIMENTO. Sabem do quê? Da galinha!O Doutor Delegado, aproveitando a presença da vítima por ocasião do flagrante, mandou lavrar o tal auto. Não resisti. Antes de encerrar o depoimento  virei para o sitiante e indaguei: - Seu Fulano, consta do inquérito que o senhor, no dia da prisão, esteve na Delegacia. É verdade? - É fato, seu Juiz.- Consta também que o senhor reconheceu a galinha lá na Delegacia, é verdade?- É sim senhor. - Mas espera aí. A galinha não tava depenada. O senhor vai me dizer que reconheceu como sendo sua aquela  galinha depenada?O caboclo tomou um susto. Baixou os olhos e não respondeu nada. Após pequena pausa, eu insisti: -  E então, Zé. Como é que isso? Acuado, mas acometido de repentina coragem, o caboclo levantou os olhos, fitou-me firmemente e respondeu para tentar quebrar o galho dele e principalmente do Delegado, genial autor do tal auto de reconhecimento:-  Ora, Doutor, acredite, acho que  é arguma coisa que vem de dentro memo. Bicho da gente, a gente conhece de quarqué jeito.Limitei-me a sorrir discretamente. Não insisti. Mais tarde condenei o Zé, que tinha confessado e assim confirmado a versão da fofoqueira da janela, a uma singela pena de multa. Mas o auto de reconhecimento de frango depenado continuou  entalado na minha garganta. E não sei porque, mas até hoje eu me lembro dele e daquele Delegado quando alguém fala em “excesso de exação”.

Até amanhã amigos.

P.S. (1) Exação é um termo estranho e pouco usual. O dicionário on line da Uol registra o seguinte acerca do verbete: "s.f. Cobrança ou arrecadação de impostos. Exatidão, correção, regularidade, cuidado: o trabalho foi empreendido com a maior exação."
 P.S. (2) A imagem de hoje da coluna é da animação "Fuga das Galinhas", um filme de 2.000, dirigido por Peter Lord e Nick Park, com Mel Gibson.




terça-feira, 10 de abril de 2012

SOBRE ABOTOADURAS

Boa noite amigos,

As abotoaduras estão de volta. Será? É o que assegura um site de moda (www.kamisaria.com.br). Então vamos falar um pouco sobre elas:
SENSUALIDADE
A articulista Ivone Auceli (Sob Medida) garante que o gesto do homem tirando as abotoaduras passa para a mulher, a mesma sensualidade que para homem significa o gesto de destravar o sutiã feminino.
ABOTOADURAS E MODA
Os consultores de moda mais tradicionais asseveram que o artefato nunca saiu de moda. Além disso, há os que pensam que os homens não seguem moda, mas sim guardam estilos e isso é o que importa para o trajar masculino. As abotoaduras foram criadas como artefato para prender os dois lados da bainha da camisa, como um detalhe mais elegante do que o botão. Em certa época viraram sinônimo de elegância e poder. As mulheres também usam e, dependendo da roupa e da ocasião, ficam também extremamente elegantes, sem perder qualquer parcela de feminilidade.
AS ABOTOADURAS E OS TRAJES FORMAIS
No passado, as abotoaduras estiveram associadas a vestimentas formais, como os trajes de cerimônias e rituais e até de trabalho, dependendo da natureza desse trabalho e da profissão do portador. Hoje, porém, viraram tendência entre os homens com estilo e podem ser usadas nas mais diversas ocasiões: trabalho, casamentos, reuniões, cerimônias religiosas. O seu uso é generalizado e há abotoaduras de todos os tipos para acompanhar qualquer espécie de look e ocasião. É preciso, porém, o uso certo e adequado, o que nem sempre acontece.
CAMISAS COM PUNHO DUPLO.
As abotoaduras também reclamam camisas adequadas. Consultores de moda aconselham que todos os homens modernos tenham no guarda-roupas uma ou duas camisas, pelo menos, com punho duplo. Mas elas também podem ser usadas com camisas de punho simples.
ICUFFINKS - AS ABOTOADURAS DE LED PULSANTE
Uma novidade interessante na matéria são as abotoaduras de alumínio fabricadas agora nos Estados Unidos e Canadá. São denominadas iCufflinks e possuem um led pulsante, que funciona com uma pequena bateria, que dura aproximadamente 24 horas e contém um pequeno circuito interno. Simples de usar, a ela basta acoplar os componentes e imediatamente o acessório passa a funcionar. A proposta é meramente decorativa e custa U$128. Foram criadas e devem ser usadas para uma ocasião especial em que você deseja se destacar, seja numa solenidade, ou num evento corporativo.
TIPOS DE ABOTOADURAS
Há abotoaduras no mercado de todos os tipos, padrões, formatos  e preços, exatamente para que você possa combiná-las com o traje e a ocasião. Há abotoaduras de ouro, prata, madeira, madrepérola, cristal e até de plástico. As últimas são as melhores para compor um look despojado, com jeans ou calça xadrez.
DICAS SOBRE ESTILO E USO DE ABOTOADURAS, SEGUNDO GABRIEL OLIVEIRA

1)    As abotoaduras clássicas são ideais para eventos como casamentos e reuniões. Para esses eventos, deve-se optar por materiais mais “finos”, como ouro e prata. Já casos mais informais pedem cores alternativas ao prateado e ao dourado. Para looks combinados por camisas de punho simples, podem ser usados paletós, coletes e até jeans.

2)    No trabalho, o ideal é apostar no clássico, em designs discretos, de cores prateadas, cromadas ou em ouro branco, com formato retangular ou quadrado. Se o ambiente for informal ou fashion, pode se arriscar, sem medo, tipos mais coloridos e com formatos diferentes. Sempre dentro do bom senso – ninguém vai querer conhecer o sogro usando uma abotoadura do Super-Homem

3)    Tradicionalmente, usam-se abotoaduras com camisa de punho duplo e paletó, mas podem ser usadas  com modelos mais descolados “Não existe uma camisa correta para prender as abotoaduras. A camisa indicada é a de punho duplo, mas nada impede de usar com a camisa de punho simples".

TIPOS DE ABOTOADURAS, PERSONALIDADES E USO.
Agora alguns exemplos de abotoaduras e de variações de uso.















    Na imagem do início da coluna vemos estilista da marca Alexandre Bucci moderno, com mãos e corpo tatuados usando abotoaduras. Na imagem n. 1 acima outro jovem moderno, usando anel e abotoaduras, com estilo (dcarlos.wordpress.com).  Na imagem n. 2, abotoadura discreta e moderna, em prata, combinando com relógio esporte também em prata (senhordamoda.blogspot.com). Na imagem n. 3, outra discreta abotoadura em formato oval dourada com relógio dourado (webluxo.com.br). Na foto n. 4, o nadador Xuxa exibe as abotoaduras que usaria em seu casamento, no dia seguinte, com Sheilla Carvalho (extraglobo.com). Na imagem n. 5, abotoaduras da Emporio Armani, modernas,  com destaque no logotipo de águia tradicional em aço inoxidável e couro marrom, adquirível via internet nas Lojas Macys, por R$329,00. Na imagem n. 6, o ex-Presidente Lula, exibindo suas abotoaduras em dourado (agenciabrasil.ebc.com.br).

Bem para terminar, quero dizer que ainda guardo várias abotoaduras que usei antigamente,  nos anos 70, 80. E já mandei fazer camisas com punho duplo para poder voltar a usá-las, de vez em quando, como opção.
Os amigos também podem fazer o mesmo. Especialmente os jovens que desejam variar o look nos variados compromissos profissionais e sociais.

Um abraço e até amanhã.











domingo, 8 de abril de 2012

O ESPORTE NO SÁBADO DE ALELUIA E DOMINGO DE PÁSCOA

Boa noite amigos,

Neste final de Semana Santa, o esporte esteve presente em muitos estádios, ginásios e quadras para alegria ou tristeza de atletas, equipes e torcedores vitoriosos ou derrotados. Mas nunca se pode esquecer que  o esporte é  competição sadia, mágica e simplesmente uma realidade lúdica.

SUPERLIGA MASCULINA DE VOLEI
 Foi espetacular a vitória do Vôlei Futuro sobre a equipe do Rio, por três sets a um  (18/25, 27/25, 25/23 e 25/21), na casa do adversário. Enfrentando-se, numa das semifinais da Superliga Masculina, na melhor de três, cada equipe ganhou fora de casa, ou seja, o Rio venceu em Araçatuba e hoje o Volei ganhou em pleno Maracanãzinho lotado, forçando a terceira partida e transferindo-a novamente para Araçatuba. O nome do jogo foi o jovem Lorena, atleta do Volei Futuro, responsável por 23 pontos. Os finalistas juntos formam uma verdadeira seleção e deram um show à parte, mostrando por que somos ainda, indiscutivelmente, o melhor vôlei jogado no planeta. O vitorioso enfrentará, na final, a equipe do Cruzeiro, que desclassificou o Minas.

TENIS BRASILEIRO NA COPA DAVIS

A importante vitória de Thomas Belucci sobre o colombiano Santiago Giraldo colocou o tênis brasileiro novamente na repescagem da Copa Davis, depois de muito tempo e saudade dos tempos de Guga, tricampeão de Roland Garros.

SÃO PAULO E MOGI-MIRIM
Já classificados para a fase seguinte do Campeonato Paulista da 1ª. Divisão, o tricolor e o Sapão se enfrentaram neste sábado, no estádio do Morumbi. Deu tricolor (2 a 0), um resultado convincente e que mantém o São Paulo na liderança da competição, com o mesmo número de pontos que o Corinthians (43), mas com saldo de gols melhor. O Mogi-Mirim, grande revelação do campeonato, com a derrota, perde a chance de visitar o G4 e sonhar com a disputa de uma das quartas-de-finais em seus domínios. O Guarani venceu o Palmeiras e assumiu a 4ª. posição, invertendo a ordem de classificação com o Verdão, que agora é apenas o 5º.

MAIS UMA GOLEADA (?) CORINTIANA

No Pacaembu, neste domingo de Páscoa, o Timão manteve a sua rotina: venceu pelo largo placar (brincadeirinha!) de 1 a 0. A vítima da vez foi o Paulista de Jundiaí que começou bem o campeonato e depois despencou na tabela, sem chances de classificação, mas também sem grande risco de rebaixamento. O gol da vitória corintiana foi do bom jogador William. O Corinthians, porém, está de olho na Libertadores e deve nesta 4ª. feira jogar   no Paraguai, possivelmente em Cidade de Leste, ao invés de Assunção,  na expectativa de que a mudança facilite a presença de um grande número de torcedores corintianos.

O GRANDE DUELO ENTRE OS VERDES. DEU BUGRE.

No principal jogo da rodada, como se previa, tivemos um grande espetáculo no Brinco de Ouro, em Campinas. Principal porque era o confronto que poderia inverter as posições das duas equipes alviverdes, na tabela de classificação. Em jogo de muitas alternativas, o Guarani venceu o Palmeiras pelo placar de 3 a 1. Os gols bugrinos foram assinalados por Neto, Fumagalli (de pênalti) e do bom centroavante Bruno Mendes, de cabeça, num cruzamento perfeito de Fabinho. O gol de honra palmeirense foi marcado por Barcos, também cobrando pênalti, aliás, inexistente. A grande virtude do alviverde campineiro foi a perfeição com que os jogadores executaram o esquema tático montado pelo técnico Osvaldo Alvarez. Vadão, nesse particular, foi feliz e deu um banho em Felipão. Mais uma vez o grande jogador da partida foi Fumagalli, praticamente criando e participando de todos os gols. A ausência do meia no meio da semana contra o Botafogo, no Brinco, pela Copa do Brasil, sem dúvida foi uma das circunstâncias responsáveis pela derrota do Bugre pelo placar de 2 a 1, ao lado da partida perfeita do outro meia (Renato), hoje no Botafogo e que começou a sua história no Brinco. Mas os zagueiros Neto e Domingos, os laterais Oziel e Bruno Recife, o volante capitão Welington Monteiro, o “formiguinha” Fábio Bahia e os atacantes Fabinho e Bruno Mendes também estiveram num mesmo plano e juntos realizaram a melhor partida do Guarani, este ano, no Brinco de Ouro. Agora, na última rodada, no próximo final de semana, o Palmeiras jogará contra o Comercial, já rebaixado e o Guarani contra o Botafogo, em Ribeirão, este, porém, precisando da vitória para não cair. Dos resultados desses dois jogos dependerão as posições finais do Bugre e do Palmeiras na tábua de classificação (se no G4 ou no G8).

O XV VENCE A PONTE PRETA E RESPIRA

Foi difícil, suado, mas o “Nhô Quim”, seguindo na fase de recuperação, conseguiu vencer a Ponte Preta pelo placar de 2 a 1, no Barão de Serra Negra, e sonha com a sua permanência na primeira divisão. Terá um jogo terrível pela frente (o Mogi-Mirim em Mogi), mas pode se safar mesmo em caso de derrota, dependendo do resultado dos outros ameaçados. Mas o técnico Estevam Soares não quer saber de dar sopa pro azar. Vai para Mogi com tudo, atrás da vitória, embora se resguardando na defesa, pois um empate pode ser também precioso.

COMERCIAL E GUARATINGUETÁ CAEM ABRAÇADOS
Comercial e Guaratinguetá fizeram, hoje em Ribeirão Preto, o jogo dos desesperados. O Comercial, lanterna com 8 pontos, conseguiu vencer (2 a 1) e foi para 11.  Inútil vitória, pois com as vitórias de Botafogo e XV de Piracicaba, o Comercial,  já não pode mais alcançar o 16º colocado, justamente o XV, com 17 pontos. E o Guará,  com 14 pontos também praticamente se despediu da 1ª. Divisão, pois  só escapa se vencer na última rodada,  por 15 gols de diferença,  o que convenhamos, é praticamente impossível.

A CATANDUVENSE TAMBÉM DEIXA A PRIMEIRA DIVISÃO

A Catanduvense foi derrotada em casa, pelo Botafogo de Ribeirão, pelo placar de 4 a 2 e também deixa a Primeira Divisão. A equipe, desde o início, se revelou muito frágil para suportar o campeonato regional mais equilibrado e difícil do Brasil. É hora de dirigentes e torcedores esfriar a cabeça e tentar formar um time competitivo para o A-2 de 2.013.

O SANTOS PERDE EM BARUERI.

Resultado surpreendente foi a derrota do Santos, com Neymar, Ganso e todos os titulares, para o Azulão em Barueri. No primeiro tempo o domínio do Santos foi grande e várias as jogadas da dupla sensação Ganso-Neymar. Numa delas, a bola teimou em não entrar, bateu na trave e saiu. Na outra, Neymar fez o gol santista. Mas no segundo tempo, em dois contra-ataques, o São Caetano fez dois gols e segurou o resultado, que comemorou muito. Ganso fez um gol regular, mas o árbitro anulou para reclamação geral. Paciência; as arbitragens no cmapeonato paulista não tem sido boas e beneficiam ou prejudicam as equipes, indistintamente, embora alguns prefiram olhar a cor da camisa.

Até amanhã amigos.

 P. S: A foto que ilustra a coluna hoje é do fotógrafo Elcio Alves da AAN e mostra, à direita, o jovem centroavante do Bugre, Bruno Mendes, autor do terciero gol do Guarani na vitória sobre o Palmeiras.

sábado, 7 de abril de 2012

FRANCISCO ISOLINO DE SIQUEIRA - O FILHO DE DONA MAURA

Boa noite amigos,
Nesta quarta-feira quando cheguei à Procuradoria Geral na Unicamp recebi a notícia do falecimento do Dr. Francisco Isolino de Siqueira. O ambiente, entre os funcionários e procuradores mais antigos, era de consternação. Senti, naquele momento, o  quanto  Chico era estimado por aqueles que trabalharam com ele, nos tempos em que foi Procurador Chefe daquela Universidade. Mas essa história eu não conheço. Conheço a minha história com o Chico Isolino, como a gente o chamava, nos momentos de proximidade e intimidade que ele nos conferia, por seu jeito simples e direto, afetivo e aconchegante, o que não nos permitia, antes dispensava, qualquer cerimônia. Ouvi falar de Isolino por sua mãe, a saudosa Dona Maura. Quando viemos para Campinas, nos idos de 1.958, meu pai comprou um pequeno armazém (como eram nominados, na época, os empórios de bairros), no Taquaral, ali na Rua Amélia Bueno. Dona Maura morava bem em frente e era uma senhora bondosa, já viúva do Professor Hildebrando Siqueira, um respeitado professor e pedagogo da cidade. Chico era o filho mais velho, casado e que não residia ali. Quase todos os outros ainda moravam naquela velha casa que de forma inimaginável acolhia todos os filhos de Dona Maura. E eram dezenas. A maioria esmagadora de mulheres. Todas Marias em homenagem a Nossa Senhora: Maria Zélia, Maria Isabel, Maria Tereza, Maria da Glória, Maria do Carmo, Maria de Lourdes. E claro todos as chamavam pelo segundo nome: Lourdinha, Carminha, Zélia, Isabel, Tereza etc. etc.Dona Maura ministrou aulas de catecismo para mim e para meu irmão Toninho. E por suas mãos e suas palavras doces, seus santinhos com os quais nos brindava ao término das aulas que eram ministradas ali na área, sentados, nós e ela, naquelas muretinhas de alvenaria, fizemos a primeira comunhão na Igreja Nossa Senhora de Fátima, sob a batuta do Padre Milton Santana. Apesar da amizade com todos da família, não conheci o Chico naquela ocasião. Aos 14 anos, quando comecei a trabalhar no Cartório do 5º Ofício de Campinas, no Palácio da Justiça do Largo do Rosário é que passei a ter contato com as personalidades do mundo jurídico da cidade: Juízes, Promotores e Advogados. Os advogados, sobretudo, não eram tantos, como são hoje. E Chico era um respeitado causídico, cujo escritório conceituadíssimo ficava no edifício da Associação Comercial, na rua José Paulino, bem atrás do Fórum. Advogava para grandes empresários, comerciantes e também para clientes de diversas origens, patrocinando causas cíveis, comerciais e tributárias. Era grande a lista de advogados do corpo jurídico do escritório: Drs. José Carlos e José Eduardo (os irmãos Sanches), José Antonio Trevisan, Sérgio Benedito Siqueira, Maria do Carmo Siqueira, sua irmã e nossa grande amiga e outros.  Fiquei impressionado com a figura de Isolino. Na época ele também escrevia para o Correio Popular e sua coluna era concorrida. Falava de tudo: política, economia, educação, saúde, direito e quotidiano, muito do quotidiano. Mas tudo com um diferencial: a poesia, o otimismo, o sonho, a grande alegria que transmitia pela vida e pelas causas sociais que abraçava. Já o admirava e respeitava muito, quando entrei para o curso de Direito, na nossa querida Puc, e já no primeiro ano tive o grande prazer de encontrá-lo, agora numa relação professor-aluno, como Mestre na disciplina Economia Política, constante do currículo do curso. Suas aulas eram o reflexo de sua figura carismática.  Transmitia lições de economia política de forma leve e suave, com conotação de alegria e poesia. Depois disso continuamos nos cruzando pela vida: como colegas advogados, como Juiz e advogado, como colegas Professores de Direito da Puc. Há anos, porém, nossos encontros passaram a rarear, mesmo porque Chico praticamente aposentado, levava uma vida mais regrada e caseira, tratando da família e da saúde, um tanto precária. Mas ainda pude revê-lo algumas vezes na Academia Campineira de Letras, para a qual foi eleito e se tornou, de forma meritória, imortal. Agora Chico se foi. Não fui ao seu velório. Estou aqui na praia desde 4ª. Feira, ensaiando para escrever sobre ele. Não é fácil. Foram tantos os seus predicados. Tantas as suas obras e ações. Tanta a sua relevância como jornalista, advogado, professor, católico, amigo, parente, filantropo, marido, pai, avô, que num curto espaço fica difícil escolher o que dizer – e, sobretudo, as palavras adequadas para expressar o sentimento da gente nesta hora. Com Chico aprendi muita coisa. E um inesquecível advérbio de intensidade: GOSTOSAMENTE. E era gostosamente que Chico encarava a vida e  os tantos prazeres por ela proporcionados. Os revezes? Bem, esses ele os encarava com coragem, confiança, resignação e uma profunda  confiança em Deus. Descobri hoje, fuçando no google, que Chico também tinha um blog (isolinodesiqueira.blogspot.com).  E que era corintiano, coisa que eu também nunca soube. Em sua homenagem, reproduzo aqui uma frase sua, que está na apresentação de seu blog, para cuja leitura convidava os amigos e que bem resume o seu amor e gratidão pela vida:
“Se eu pudesse recomeçar eu procuraria fazer meus sonhos ainda mais grandiosos porque essa vida é infinitamente mais bela e esplêndida do que eu pensava, mesmo em sonho” (Francisco Isolino de Siqueira).
Até qualquer dia amigo Chico. Obrigado pela participação importante na minha vida e de tantos outros:conhecidos e anônimos.
Boa noite amigos.
P.S. Ainda outro dia perdemos um outro Chico querido. O Chico Anísio e seus 209 personagens, aos quais criou e atribuiu vida própria. Pois Chico, há 10 anos, teria dito, em uma entrevista: “Tenho pena de morrer”. Um eterno tributo pela vida. Especialidade dos bons Chicos, suponho.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A 17a. RODADA DO PAULISTÃO 2012 - DESTAQUES


Boa tarde,  amigos,

Terminada a 17ª. rodada do Campeonato Paulista da Primeira Divisão, os oito times que vão para a fase decisiva, já estão classificados, com duas rodadas de antecedência. São eles, o São Paulo, o Corinthians, o Santos, o Palmeiras, o Mogi-Mirim, o Guarani, o Bragantino e a Ponte Preta, na ordem que se encontram hoje, na tábua classificatória. As duas rodadas remanescentes não deixarão de ser empolgantes, pois elas definirão a ordem final de classificação para efeito das quartas-de-finais e dos cruzamentos.  O interessante para todos, indistintamente, é figurar no G4, ou seja, entre as quatro primeiras equipes que terão a vantagem de mando de jogo, o que é indiscutivelmente importante. No cruzamento, o 1º pegará o 8º, o 2º o 7º, o 3º o 6º, o 4º o 5º.  As rodadas finais também definirão, de vez, os times que cairão para a 2ª. divisão. Portanto, nada de considerar tudo definido. Vamos aos destaques da rodada:


CORINTHIANS

Voltando a jogar um futebol consistente nos três setores, o Timão venceu – e o que é incomum – por goleada (?)  (há os que consideram goleada apenas a marcação de 4 gols para cima), ou seja, 3 a 0, o Oeste, em Presidente Prudente. O grande destaque foi a volta dos gols do bom centroavante Liedson, em jejum há muito tempo. Liedson, com assistência de seus companheiros,  marcou 2 importantes gols na vitória corintiana. O outro foi assinalado pelo atacante William (ex-Guarani).

SÃO PAULO

O Tricolor deu um susto na sua torcida. Jogando em Itú, contra a equipe  do Ituano, sofreu dois gols no primeiro tempo e foi para o intervalo com o indigesto placar de 2 a 0. Não se intimidou, porém. Voltou voando e no segundo tempo fez simplesmente 4 gols e não tomou nenhum. Os destaques dessa partida foram os três gols do zagueiro Rodolpho, um contra e dois a favor de sua equipe,  e o golaço de Lucas, de fora da área.O resultado acabou com as esperanças do Ituano de buscar a 8ª. vaga no octogonal e recolocou a equipe do Morumbi novamente na liderança do campeonato, com os mesmos 40 pontos do Corinthians, mas na frente no critério de desempate. Rodolpho está virando especialista na marcação de gols de cabeça, de bola parada. Uma jogada que é importante para equipes que jogam contra outras retrancadas.

PALMEIRAS

O Verdão com uma formação mista (de reservas e titulares)  fez uma partida medíocre no sábado  e perdeu, no Pacaembu, para o Mirassol, pelo placar de 1 a 0. Com a nova derrota (a segunda em duas partidas), o Palmeiras despencou na tabela e, embora na 4ª. posição, está a um ponto do Mogi-Mirim (35 contra 34) e a dois pontos do Bugre (35 contra 33). O Guarani é justamente o próximo adversário do Palmeiras que, no domingo de Páscoa, vem ao Brinco de Ouro. Nova derrota pode implicar na saída do verdão do G4, de forma definitiva. E não é que o Felipão resolveu fazer experiência no jogo de sábado? A esta altura do campeonato? Vá entender.


SANTOS

O Peixe, mesmo com um time reserva, bateu a Lusa por 2 a 0 e assumiu o terceiro lugar na classificação. Muricy é só felicidade. O time vai bem no campeonato e na Libertadores. 4ª. Feira tem jogo pesado, contra o Internacional de Porto Alegre, no Beira-Rio, pela Taça continental. O técnico Jorginho já jogou a toalha e lamentou, dizendo que nada dá certo para sua equipe.   A sorte da Portuguesa é que os times de baixo da tabela também não conseguem pontuar muito. A Lusa está em 15º lugar a apenas 3 pontos da zona de degola. Uma decepção para quem vinha com a pretensão de disputar o título.


XV DE PIRACICABA

Finalmente o "Nhô Quim" deixou a zona de rebaixamento. E para aqueles que já não acreditavam mais na permanência na 1ª. divisão, proporcionou novo alento. Com a vitória, em casa, de virada (2 a 1) sobre o Comercial, e a derrota do Catanduvense para o Guarani em Catanduva, o XV agora é o 16º e vem com tudo pra cima da Ponte Preta, no final de semana, com o objetivo de fugir de vez do rebaixamento. A Ponte, por sua vez, não tem muita pretensão nessa reta final. Está classificada para a fase seguinte, mas sem possibilidade de entrar no G4, único objetivo de real interesse para as equipes classificadas para as quartas-de-final.


PONTE PRETA

A Macaca perdeu boa chance de pontuar e quem sabe tentar melhor posição na classificação geral. Começou vencendo o desesperado Guaratinguetá, mas cedeu o empate e depois permitiu a virada da equipe adversária, que venceu por 2 a 1. Apesar disso,  foi beneficiada pelas derrotas de Ituano e Linense, alcançando, assim, também, a classificação para o octogonal,  na 8ª. posição (perdeu uma para o Bragantino, que venceu o São Caetano e ficou na 7ª. colocação). Mas a Ponte sabe que jogará o mata-mata fora de seus domínios, pois o Palmeiras, que está em 4º lugar, já tem 35 pontos, pontuação que a Macaca, com 28,  não conseguirá, mesmo que vença as duas partidas restantes.


 GUARANI

Confirmando a sua boa e surpreendente campanha, o Bugre venceu mais uma. Foi a Catanduva enfrentar o desesperado Catanduvense, saiu na frente com 2 gols, tomou 1 e segurou o resultado, ficando mais próximo das primeiras colocações. O Bugre está na 6ª. colocação,  com 33 pontos, um a menos que o Mogi-Mirim e dois a menos que o Palmeiras, seu próximo adversário no Brinco. Esse jogo será o mais importante, acredito, da próxima rodada, pela possibilidade de inverter a posição das equipes no G4. Será imperdível para o torcedor bugrino. E também palmeirense. Vamos aguardar.

MOGI MIRIM

O Sapão também vive um grande momento. Já classificado para o Campeonato Brasileiro da Série D, o Mogi venceu, com folga, o Paulista, pelo placar de 3 a 1, no sábado, foi a 34 pontos, encostou de vez no G4 e mostra que tem uma equipe com bons jogadores e a força de seu conjunto. Tem o artilheiro do Campeonato, o centroavante Hernani, com 14 gols,  e o meia Felipe, que disputou o Campeonato Brasileiro da Série B, ano passado, pelo Guarani, é um dos destaques.  Mas Felipe, que pertence ao Palmeiras, não estará disponível na temporada restante, pois Felipão, de olho no atleta e seu bom momento, já avisou que o quer de volta para a disputa do Brasileirão. Pelo jeito, Mogi e Guarani, que estariam interessado no jogador,  ficarão chupando o dedo.


OS GOLAÇOS DA RODADA

Destaco, na rodada, três golaços: o de Richely, pelo Paulista, contra o Mogi-Mirim, no sábado. O atacante saiu de seu campo e foi driblando todos os adversários até chegar ao gol, arrematando com perfeição. Golaço. O de Oziel, lateral do Guarani, de fora da área, aproveitando a deixada de Danilo Sacramento, na vitória do Bugre sobre a Catanduvense.  E o de Lucas, do São Paulo, também de fora da área, com a bola fazendo uma perfeita curva e entrando no canto direito do goleiro do Ituano. Golaços que valem a pena rever.

No campeonato carioca, a partida perfeita de Juninho Pernambucano, coroado com 2 gols, foi o grande destaque de Vasco (4), Macaé (1). Beleza!


Até amanhã.


P.S. A imagem da coluna de hoje, emprestada do site guaranifc.com.br é do lateral Oziel, autor de um dos golaços da rodada, pelo Guarani contra a Catanduvense. Oziel França Soares da Silva é paraibano e teve passagem por várias equipes, dentre as quais o Ceará, o Macaé, o Botafogo do Rio e o Goiás, de onde veio para o Guarani. Gerou desconfiança da torcida no começo por atuações pouco convincentes. Aos poucos, porém, foi tomando conta da lateral, tendo se revelado um dos principais jogadores do Bugre no Campeonato Paulista, pela eficiência na marcação e apoio ao ataque.

domingo, 1 de abril de 2012

MPB - CLEMENTINA DE JESUS - A RAINHA QUELÉ


Bom dia amigos,


Seu canto é rouco, excluído de qualquer padrão es-
tético conhecido, sem  paralelo entre as cantoras brasileiras. Coreografia de palco impressionante, estilo selvagem,  lembra cantoras afro norte-americanas, como Bessie Smith. Seu nome: CLEMENTINA DE JESUS, também conhecida como Rainha Quelé ou Tina.  Não foi à escola para aprender técnica vocal. Gravou, ao longo de sua carreira, 9 LPS e 3 compactos, tendo participado de discos com outros artistas, dentre os quais o badalado Milton Nascimento. Começou a carreira artística aos 63 anos de idade, quando foi descoberta pelo compositor Hermínio Bello de Carvalho que, encantado com a sua forma de cantar e seu timbre peculiar de voz, a levou para o espetáculo Rosas de Ouro. Nele contracenava com a cantora Araci Cortes, de teatro de Revista, e com acompanhantes jovens, como Paulinho de Viola, Elton Medeiros e Nelson Sargento, dentre outros. Durante mais de 20 anos foi empregada doméstica de uma mesma família. Enquanto lavava, passava e realizava tarefas domésticas, cantava. Nascida em Valença, Estado do Rio, a 7 de fevereiro de 1.902, ainda menina, acompanhava sua mãe, Dna. Amélia, com a incumbência de acender seu cachimbo. Dona Amélia, enquanto lavava roupa, fumava e entoava cantos que a filha registraria, em seu peculiar e diversificado repertório, cinqüenta anos mais tarde. Destacam-se, nesse repertório baseado nas músicas de sua infância e mocidade, os cantos de trabalho, entoados pelos escravos em sua lida nas fazendas, as rezas dedicadas aos mortos (incelências), o jongo, pó partido alto e também os sambas mais modernos de João Bosco, Caetano Veloso, Paulinho da Viola e Martinho da Vila, dentre outros. Sua ancestralidade africana transmitiu-lhe o legado de conhecimento e reprodução do riquíssimo folclore dos terreiros, aos quais emprestou linguagem urbana e contemporânea. Clementina pode ser considerada o retrato do sincretismo brasileiro. Rezas em gegê e nagô e contos em ioruba que ouvia da mãe, além de hinos católicos cantados no coro da igreja, pontos de candomblé e sambas de roda das festas das quais participava, também foram estilos que ela incorporou de forma intensa e magistral. Não foi grande vendedora de discos e Carlos Calado,crítico musical, chegou a afirmar, em desabafo, acerca da pouca difusão da obra da cantora que “irônico e triste, mas em certos países, as bijuterias valem mais do que os diamantes brutos”. Diamante bruto seja talvez a melhor definição do estilo  grave, potente e selvagem de Tina, a Rainha Quelé Clementina. Em julho de 1.987, aos 85 anos de idade, a cantora veio a falecer no Rio de Janeiro, deixando um vazio na música popular afro-brasileira de raiz, mas registrada, tanto quanto possível e para a posteridade, a força de uma raça e do sincretismo do nosso povo. Ainda não tinha me dado conta que agora, em 1.912, a EMI tinha lançado esse  magnífico CD que traz, em essência, a obra de Clementina, não toda, à evidência, mas o suficiente para mostrar um pouco de seu trabalho e de seu legado. Ganhei-o de presente da querida amiga,colega de PUC, a professora Maria Helena de Carvalho, que conhece o meu gosto musical e minha especial afeição por essa respeitável senhora que foi empregada doméstica e rainha.



O CD RAINHA QUELÉ CLEMENTINA DE JESUS (CAPA ACIMA), TRAZ CLEMENTINA:



A) Na sua versão solo, com as faixas Incompatibilidade de Gênios, um gracioso samba de João Bosco, os conhecidos sambas  Marinheiro Só, de Caetano Veloso, Essa Nega Pede Mais e Na Linha do Mar, do excelente Paulinho da Viola, Na hora da Sede , de Luiz Américo e Braguinha,  Moro na Roça, de Xangô da Mangueira e Jorge Zagaia, Esta Melodia, de Jamelão e Bubu, Graças Pardas, de Zé da Zilda e Cartola e Saudosa Mangueira, de Heriveldo Martins;

B) Com acompanhantes ilustres nas faixas: PCJ (Partido Clementina de Jesus), antológico samba de Candeia,  com a saudosa Clara Nunes (confira o vídeo abaixo), Circo Marimbondo, com Milton Nascimento, Boca de Sapo com João Bosco, Cocorocó, com Roberto Ribeiro e Torresmo à Milanesa, com Adoniram Barbosa e Carlinhos Vergueiro.

Obrigado a EMI pela reedição desses sucessos da nossa saudosa Rainha Quelé.

Obrigado Clementina, por ter existido e cantado para nós as belezas e as  raízes de um país preto e branco, africano e brasileiro, reproduzido nesse seu canto forte e profundo. Relembrando Vinícius "Mas  o samba nasceu lá na Bahia e se hoje ele é branco na poesia, ele é negro demais no coração."


 
Até amanhã amigos,


 
P.S. (1) Para obter informações mais detalhadas sobre a vida e a obra de Clementina consultei os sites www.maze.kunghost.net.  www.candomble.aspx.;

P.S. (2)  Discografia de Clementina. 1966 – Clementina de Jesus (Odeon MOFB 3463); 1.970 – Clementina, Cadê Você? (MIS, 013); 1.973 – Marinheiro Só (Odeon, SMOFB, 3087); 1976 – Clementina de Jesus – Convidado especial Carlos Cachaça (EMI – ODEON SMOFB); 1.979 – Clementina e Convidados (EMI – ODEON). Coletâneas: 1.999 – Raízes do Samba – Clementina de Jesus (EMI 5226592);

 
P.S. (3) Todos os membros da  família para quem Clementina trabalhou como doméstica durante mais de vinte anos apreciavam vê-la cantando durante os trabalhos que realizava. Mas a dona de casa não. Ela dizia que a voz de Clementina a irritava,pois parecia um “miado de gato”. Não se pode, como se vê, agradar a todos.

P.S. (4) Há um documentário, que corre pelo Estado da Bahia,  do cineasta Werlrinton Kerns sobre a vida e a obra da cantora, fazendo grande sucesso: "Clementina de Jesus - Rainha Quelé"