sexta-feira, 15 de junho de 2012

GABRIELA CRAVO E CANELA - JORGE AMADO E O REMAKE DA GLOBO



Boa noite amigos,
Neste ano de 2.012, completa-se o centenário de nascimento de um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos: O baiano Jorge Amado que foi cantado em prosa e verso e considerado o mais importante escritor tupiniquim  na categoria romance ficcional. Amado nasceu em Itabuna em 10 de agosto de 1.912 e morreu em Salvador no dia 06 de agosto de 2.001. É, sem dúvida, o autor que mais teve obras adaptadas para o cinema, o teatro e a televisão e foi até enredo de escola de samba no Rio de Janeiro. Escreveu  romances,crônicas e poesias,  que foram traduzidos para 49 idiomas e vendidos em 55 países, com exemplares até em braile. Viveu exclusivamente de direitos autorais e, em matéria de literatura brasileira,  só foi superado, em vendas, em todo o mundo, por Paulo Coelho. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1.961, ocupando a cadeira n. 23, cujo patrono era o escritor José de Alencar. Nem por isso poupou a Academia, cujo formalismo e costumes satirizou no romance “Farda Fardão, Camisola de Dormir”. Tornou-se comunista e entrou para a política tendo sido eleito deputado federal pelo PCB (Partido Comunista Brasileiro). Viveu fora do país,  desde 1.941,  na Argentina, no Uruguai, em Paris e em Praga, até 1.952 quando retornou ao Brasil e não mais deixou a sua querida Bahia.  Nos seus romances abordava temas brasileiros, como o folclore, as injustiças sociais, a política, as crenças e tradições e especialmente a sensualidade de nossas mulheres. Recebeu prêmios importantes em vários países do mundo, como Portugal, Espanha, França, Rússia, destacando-se o Prêmio Camões de Literatura.
GABRIELA CRAVO E CANELA
Em 1.975, o seu romance GABRIELA CRAVO E CANELA (1.958), foi adaptado para a televisão. A TV Globo transformou-o em novela cujo título foi simplificado para GABRIELA apenas. Assim como o livro, foi um grande sucesso na época. O roteiro adaptado ficou por conta de Walter George Durst.  A ótima trilha sonora, começava com Gal Costa, cantando a música Modinha Para Gabriela, de outro baiano, Dorival Caymi, feita especialmente para o folhetim:/Quando eu vim pra esse mundo/ Eu não atinava em nada/Hoje eu sou Gabriela/Gabriela êe, meu Camarada/. E lá vinha o estribilho: /Eu nasci assim/Eu cresci assim/Eu sou mesmo assim/Vou ser sempre assim. E o agudo final: Gabrieeela. Pois bem, surgiam na ocasião jovens atores que se tornariam grandes profissionais, dentre os quais, Sonia Braga, a protagonista Gabriela,  sensualíssima, com a seu corpo moreno  explorado em cenas picantes e que prendiam o espectador. As jovens Elisabeth Savala e Nívea Maria, vivendo duas amigas inconformadas com os costumes e as tradições de Ilhéus, na época dos coronéis do cacau. Os também jovens Fúlvio Stefanini (magrinho, magrinho),  José Wilker e Marco Nanini, aliados aos já consagrados atores mais experientes como Paulo Gracindo, Armando Bogus, Angela Leal, Luísa Mafalda e a inesquecível Dina Sfat.
O ANUNCIADO REMAKE
Segunda feira próxima começa o remake daquela que foi uma das telenovelas mais importantes, bem feitas e de sucesso da televisão brasileira, derivada também de um dos melhores e dos mais populares livros de Jorge Amado. A expectativa, portanto, é grande, notadamente porque conhecemos a capacidade da TV Globo de realizar grandes produções, agora com tecnologia ainda mais moderna e ousada. É também ocasião para esta geração de jovens  ter contato mais direto com a obra de Jorge Amado, no ano de seu centenário, circunstância que como educador e cultor das artes, considero especialíssima. Para quem não leu, sugiro que também aproveite para ler a obra GABRIELA CRAVO E CANELA, um dos livros mais incluídos no rol daqueles cuja leitura é exigida para a prova de Literatura Brasileira, nos múltiplos  vestibulares das Universidades do país.
O ROTEIRO
Gabriela, Cravo e Canela é um romance que se passa em Ilhéus, na Bahia, uma terra na ocasião dominada por grandes fazendeiros e coronéis que controlavam toda a política e o poder. Casamentos arranjados, filhos dominados, impunidade e injustiça social eram temas freqüentes, assim como o poder e o sexo. Gabriela  uma jovem belíssima e ingênua, pobre e simples, surge na cidade atraindo a atenção de todos os machos do lugar. Arruma um emprego no bar Vesúvio, de propriedade do sírio Nacib, que por ela se apaixona e tenta dominá-la na sua espontânea maneira de ser como mulher e fêmea. A vida desse par romântico e de outros personagens que perifericamente desenvolvem seus tramas, constitui a essência da obra que, calcada embora em raízes nacionais, trata de questões universais como a relação do ser humano com a política, o poder, o ciúme, o sexo, a vingança etc.
OS ATORES DO ORIGINAL E DO REMAKE
Aqui seguem os principais personagens da trama com os artistas que os encarnaram na versão de 1.975  e os que participarão agora do remake:
GABRIELA (Sônia Braga)  -JULIANA PAES
NACIB (Armando Bogus) -  HUMBERTO MARTINS
CEL.RAMIRO BASTOS (Paulo Gracindo)- ANTONIO FAGUNDES
MUNDINHO FALCÃO (José Wilker) – MATEUS SOLANO
TONICO BASTOS (Fúlvio Stefanini) – MARCELO SERRADO
OLGA (Angela Leal) – FABIANA KARLA
MALVINA (Elisabeth Savala) – VANESSA GIÁCOMO
GERUSA (Nívea Maria) – LUZIA VALDERATO
JOSUÉ (Marco Nanini) –  ANDERSON DI RIZZI
CEL. JESUÍNO (Francisco  Dantas) – JOSÉ WILKER
SINHAZINHA (Maria Fernanda) – MAITÊ PROENÇA
OSMINDO PIMENTEL (João Paulo Adour)- ERICK MARMO
CEL. COROLIANO (Rafael de Carvalho) – ARY FONTOURA
MARIA MACHADÃO (Eloísa Mafalda) – IVETE SANGALO
ZAROLHA (Dina Sfat) – LEONA CAVALLI.
Voltaremos ao assunto nos próximos dias falando de peculiaridades da novela e seu remake, bem assim e toda a obra deixada pelo baiano  Jorge Amado.
Até amanhã, amigos.

P.S.(1) A imagem que ilustra a coluna é da atriz Sonia Braga, que interpretou Gabriela na versão de 1.975 e foi emprestada do site veja.abril.com.br

quinta-feira, 14 de junho de 2012

RIO MAIS 20 - PARDAL E PARDALZINHO E FOTO DE FACULDADE

Boa noite amigos
Hoje, dia 13 de junho de 2.012, dia de Santo Antonio, o nosso santo casamenteiro, tem jogo importante aqui no Brasil, por uma das semifinais da Taça Libertadores da América. Corinthians e Santos fazem, na Vila Belmiro, a primeira da duas partidas das quais sairá um dos finalistas da competição. No Rio de Janeiro, com forte e destacado esquema de segurança, começa o Rio mais 20, evento que pretende reunir governantes, empresários, políticos e militantes, para uma nova etapa de discussão da Biodiversidade. E tem papo de botequim e assunto de Faculdade.
RIO MAIS 20
A idéia de “crescimento sustentável”, uma expressão que virou chavão de discursos políticos e de ambientalistas nasceu na ECO 92, com o significado decrescimento econômico, com preservação do social e do ecosistema”. Começa hoje no mesmo palco, ou seja, na Cidade Maravilhosa, um novo encontro. Vinte anos depois. Daí o nome Rio mais 20. São quase duzentos países representados. Muitos palcos dentro da cidade,  onde o assunto será debatido separadamente: Dos Chefes de Nações, de empresários, de políticos, de jovens universitários, de ONGs. Todos discutindo a preservação do meio ambiente. Que bom! A expectativa é grande.
A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS E RIO MAIS 20.
Voltei há menos de um mês de Nova York e lá vi uma grande divulgação do evento. O Rio mais 20 estava anunciado com grande destaque na porta principal do Prédio da Organização das Nações Unidas, promotora do evento.  O Brasil também está na moda por lá.  A badalada Macy’s de Nova York promoveu a Semana Brasileira, com retrato de baianas  e bananas por todos os cantos. E propaganda também  nas sacolinhas plásticas de mercadorias adquiridas, que por lá ainda correm solta, enquanto aqui já deixaram de ser fornecidas nos supermercados, em nome da maior consciência ambiental.  Que esse encontro badalado pela mídia internacional possa produzir frutos maiores e melhores do que aqueles colhidos nos últimos 20 anos, desde o encontro de 92.
PARDAL E PARDALZINHO
Estávamos conversando animadamente sobre futebol,  no café do Mall da Nova Campinas, com o Rogério, bugrino de quatro costados, dono do estabelecimento e outros amigos. Falou-se de  Eurocopa, Santos, Corinthians, Ponte, Guarani,  Messi, Neymar, da Seleção sub-20, até que eu fiz uma observação sobre o jogo de ontem em Salvador, em que o Vitória ganhou do Guarani por 1 a 0, reclamando da falta de categoria dos reservas que estão jogando nas vagas de titulares entregues ao departamento médico, cuja relação é grande:  Neto, Oziel, Wellington Monteiro, Fumagalli, Bruno Mendes, Clebinho....  Lá pelas tantas, mandei essa: - Vejam vocês esse tal de Max Pardalzinho. Veio como jogador para ser titular mas é fraquinho. O próprio nome é até uma contradição. É como uma transa abortada.  Começa com Max, sugerindo o Máximo, e depois, vai para o diminutivo: Pardalzinho. Decepcionante, como o futebol que tem jogado.   Um dos interlocutores fez observação: - Olhe eu garanto que não tenho nenhum filho por aí.  Demorou para cair a ficha. Era o Pardal, lembram dele, o que foi treinador da Ponte Preta, estudou comigo no Ginásio do Taquaral, amigo de décadas. Só daí me dei conta de que o Pardalzinho podia ser filho do Pardal, o que seria natural. Mas o fato é que ele não quer ou não reconhece esse filho de jeito nenhum. Compreensível.
FACULDADE DE DIREITO DA PUCC
Por falar em pai e filho, a coluna hoje traz a imagem de três grandes professores da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas: Profs. Luiz Arlindo Feriani, Luiz Arlindo Feriani Filho e Fabrício Pelóia. Na primeira foto, o Dr. Feriani Filho passa para as mãos do Dr. Fabrício, depois de exaustivas cobranças,  uma nota de R$100,00,  para colaborar com o Natal dos clientes da Assistência Judiciária Dr. Carlos Foot Guimarães, serviço que atende à população carente e oferece estágio aos alunos e do qual o Dr. Fabrício é também Coordenador. A foto se justificava, tendo em vista que, na esteira do pai, o Feriani Filho  “não gosta muito de gastar dinheiro”, o que corresponde a um  eufemismo do antigo adjetivo “avarento”. Tirou a nota do bolso, fez menção de entregá-la, mas se recusava a soltá-la, mostrando um arrependimento não considerado muito eficaz pelos colegas.  O momento tinha que ser registrado para a eternidade.  Na segunda foto, o pai Dr. Feriani, logo após "o fato histórico" aparece ameaçando castigar o filho já adulto, pelo péssimo exemplo público que acabava de dar, ainda que contrariado. Brincadeira salutar, por certo que rendeu muito riso e gozação na ocasião na nossa sempre animada sala de professores.
Até amanhã.
P.S. (1) - O Dr. Luiz Arlindo Feriani (pai) é um dos mais notáveis Juízes de Direito que exerceu a judicatura em Campinas, e como tal publicamente reconhecido. Foi Juiz da 6a. Vara Cível da Comarca e também Diretor, em duas gestões diferentes, da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Aposentado na Magistratura, é atualmente um renomado advogado e consultor e leciona a disciplina Direito Processual Civil, tendo concluído o doutorado na área,devendo em breve defender sua tese na PUC de São Paulo, sob orientação do Dr. João Batista Lopes;
P.S. (2) O Dr. Luiz Arlindo Feriani Filho é competente advogado, professor de Direito Processual Civil na Faculdade de Direito da PUC e Diretor Adjunto do Centro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas da PUC- Campinas;
P.S.(3) O Dr. Fabrício Pelóia é também reconhecido advogado, professor de Direito Civil da Faculdade de Direito da PUC, Coordenador da Assistência Judiciária Dr. Carlos Foot Guimarães e do Juizado Especial Cível que funciona no Fórum Central de Campinas, fruto de convênio entre o Tribunal de Justiça e a Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
P.S. (4) As fotos de hoje são minhas mesmo, acreditem. Tiradas de um celular.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

ESPORTE NO MES DE SANTO ANTONIO


Boa tarde amigos,
O final de semana foi marcante em termos de esporte aqui e no exterior. A jovem seleção brasileira, convocada por Mano Menezes para os amistosos internacionais que acontecem nos Estados Unidos, já com vistas às Olímpiadas de Londres, em julho, não se saiu mal diante da poderosa seleção oficial da Argentina, embora derrotada pelo placar de 4 a 3. Não se pode esquecer que a Argentina é líder das Eliminatórias da Copa de 2.014, jogou com todos os seus titulares e vive grande fase, assim como Messi, o melhor jogador do mundo que, finalmente, tem sido convincente e decisivo jogando também pela Seleção de seu país (de origem, por certo, porque a vida e a carreira foram todas construídas na Espanha), o que não vinha acontecendo antes. Se Messi foi decisivo fazendo três dos quatro gols argentinos, Neymar mais uma vez não jogou bem e, o baixo rendimento jogando pela seleção, começa a preocupar e merece ser observado, porque potencial o garoto tem e isso é indiscutível. De boa surpresa, o rendimento do menino Oscar (imagem que ilustra a coluna hoje emprestada do blog ramsessecxxxi.blogspot.com), no meio de campo, construindo as jogadas e marcando, inclusive, um gol. Já se fala nele como substituto de Ganso ou até jogando junto com o atleta santista, pois ninguém seria contrário a dois meias talentosos no meio de campo de uma seleção  que já teve Gerson, Tostão e Rivelino, ou, Junior, Sócrates e Falcão. Na Fórmula Um, vive-se um momento ímpar este ano com sete vencedores diferentes, em suas sete edições. Ontem, foi a vez do inglês Lewis Hamilton (ING/McLaren),  faturar o grande prêmio de Montreal, no Canadá, deixando assim o campeonato mais competitivo, surpreendente e interessante.  A Seleção Masculina de Vôlei  finalmente engrenou e ganhou as três últimas partidas, a mais importante delas, ontem, contra a Polônia (3 a 1),  de quem havia perdido duas vezes anteriormente (ambas pelo placar de 3 a 2).  Agora, na próxima fase de classificação, que será disputada na Finlândia,  precisa melhorar ou ao menos repetir a dose do último jogo. Mas a classificação para as Olímpiadas é certa. Na Eurocopa de Seleções, depois de muitos tumultos envolvendo torcedores e policiais e,  jogando em Gabnsk, a Croácia venceu a Irlanda, pelo placar de 3 a 1, enquanto Itália e Espanha, em partida de muitas alternativas e gols perdidos, empataram em 1 a 1. A Rússia goleou a Republica Tcheca  por 4 a 1, a Alemanha venceu Portugal por 1 a 0 e pelo mesmo placar, no resultado mais surpreendente da rodada, a Dinamarca, que havia perdido o amistoso para o Brasil por 4 a 1, venceu a Holanda.  Pelo Campeonato Brasileiro da Série A, os paulistas continuam decepcionando: o time reserva do Corinthians perdeu mais uma, desta vez para o Grêmio, no Olímpico, pelo placar de 2 a 0 e agora é lanterna da competição. O Santos, também com reservas, foi derrotado pelo  São Paulo, sem  Luis Fabiano, suspenso, mas com Lucas,  no Morumbi, por 1 a 0, gol do zagueiro Paulo Miranda. Santos e Corinthians estão preocupados com a semifinal da Libertadores e se enfrentarão, agora com os times titulares, na grande decisão de uma das vagas para a final, na próxima quarta-feira. A Portuguesa finalmente ganhou. O adversário, Atlético Goianiense, que não vive boa fase, foi derrotado, no Canindé, por 2 a 0. De bom, o primeiro gol de Ricardo de Jesus, que finalmente desencantou e espera-se que ele renda 50% ao menos do que rendeu quando jogava pela Ponte Preta, em Campinas, e ficou próximo da  artilharia  do campeonato brasileiro da série B do ano passado, marcando 19 gols contra 21 de Kiesa. A Macaca, sem vencer ainda, empatou outra, pelo placar de 0 a 0. Desta vez com o Joinville, jogando na casa do adversário, o que poderia ser um bom resultado, se não tivesse perdido em casa para o Atlético Mineiro e tomado o empate, no final do jogo, do Flamengo, no meio da semana, também no Majestoso.  Além disso, o time de Santa Catarina jogou com 10, grande parte do jogo, superioridade que a Ponte não aproveitou. Na série B, destaque para o Bugre que, perdendo de 2 a 0 para o Barueri, na Arena do mesmo nome,  no primeiro tempo do jogo do sábado, acabou empatando em 2 a 2. São muitos os desfalques que o Guarani vem sofrendo desde as partidas finais do Campeonato Paulista. 
Até amanhã amigos.

P.S. (1) O Vasco da Gama vem disparando nas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro. Ontem, venceu o Bahia  por 2 a 1, em outra grande atuação de Diego Souza. Tem  agora 12 pontos em 4 jogos, aproveitamento de 100%;
P.S. (2) Em partida que aconteceu hoje de manhã, adiada por causa das chuvas de ontem, o espanhol Rafael Nadal venceu o sérvio Novak Djokovic em partida espetacular que durou três horas e 49 minutos na final masculina de tênis de Roland Garros. O placar foi de 6-4, 6-3, 2-6 e 7-5. Foi o sétimo título de Nadal em Roland Garros, batendo assim um recorde como o atleta que venceu mais vezes um mesmo prêmio do Grand Slam, juntamente com o americano Peter  Sampras, que venceu também sete vezes em Wimbledon;
P.S. (3) Com a vitória sobre Djokovic, Nadal conservou o segundo lugar no ranking, cujo topo, apesar da derrota, continua com o derrotado Novak.


sábado, 9 de junho de 2012

CINEMA- J. EDGAR, TENIS E MAGIA


Boa noite amigos,

MARIA SHARAPOVA

Tendo conquistado o Aberto da Austrália, Wimbledon e o Aberto dos Estados Unidos, faltava para ela apenas um dos famosos títulos do Gran Slam: o de Roland Garros. Desde 2.008 fora do topo do ranking mundial a russa Maria Sharapova estava na final do torneio contra a italiana Sara Errani, a grande zebra da competição de 2.012. Mas desta vez a favorita venceu por 2 sets a zero,  com 6-3 e 6-2. Vi quase todo o jogo pela ESPN Brasil. Em alguns momentos, ambas proporcionaram uma disputa de alto nível. Mas Sharapova, imprimindo um saque forte no início, quebrando o serviço de Sara no 2º set., e mostrando mais eficiência nos “winners” conseguiu impor a sua superioridade perante a italiana, faturando o título. Maria Sharapova se transforma assim numa lenda do tênis mundial. E cá entre nós: uma loira belíssima, esbelta e jogando um tênis elegante para ninguém botar defeito. Como afirmou essa semana o Ronaldo Nazário, outra lenda, mas do futebol, "se ela não tiver chulé,  é perfeita".

J. EDGAR – CINEBIOGRAFIA CONSISTENTE

Quem não viu no cinema, precisa assistir. É mais um grande trabalho do já amadurecido ator Leonardo Di Caprio (Titanic; Prenda-me se for Capaz; Ilha do Medo),  soberano no papel do protagonista, o famoso agente J. Edgar Hoover (1.895-1.972),  considerado uma das figuras mais poderosas, controvertidas e enigmáticas do século XX, e que, durante 48 anos e 8 Presidentes americanos, chefiou o FBI, usando ou ameaçando usar  informações secretas privilegiadas que obtinha nas escutas e investigações promovidas pelo órgão, sobre a vida privada de presidentes, políticos e poderosos, para obter sucesso e recursos. Com isso conseguiu a federalização do FBI e a concessão de verbas consideráveis, pelo Congresso, para o órgão. O drama americano de 137 minutos teve estréia no Brasil no começo deste ano, não está mais em cartaz nos cinemas,  mas já pode ser visto em DVD. A Direção é de Clint Eastwood, o roteiro de Dustin Lance Black. No elenco, além de Di Caprio como J. Edgar, Armie Hammer como Clyde Tolson, companheiro e amante do protagonista, e Naomi Watts, a leal secretária de Edgar. Excelente o trabalho de maquiagem e transformação dos atores jovens, em velhor senhores. Um filme bom, com uma interpretação magnífica dos atores, o que o valoriza extremamente. Confira. 

A MORTE DE IVAN LESSA

Morreu em  Londres, onde morava atualmente e escrevia crônicas para o BBC Brasil, o jornalista e escritor, Ivan Lessa, aos 77 anos. Ivan era filho do escritor Origenes Lessa e teve grande destaque no Brasil, por ter sido um dos fundadores do famoso jornal “O Pasquim” editado na época da revolução e que enfrentava os militares, quando a imprensa era toda censurada. Sobre a própria morte, o escritor escreveu frases bem humoradas, tais como: (1)  Levo comigo a reputação de meu terapeuta; 2) Pronto, agora não voto mais mesmo! Chegou!”; 3) Aí esta: uma cura definitiva para a calvície; 4)  Maioria silenciosa? Essa agora é comigo; 5) Pronto! Inaugurei estilo novo: Arte Morta; 6) Custou, mas estou acima de qualquer lei que vocês bolarem aí.


MAGOS E MAGIAS
Há três domingos, participando das comemorações dos 75 anos do Giovannetti, em Campinas, recebemos em nossa mesa, um simpático profissional. O Mágico campineiro Mauro Morenno, campeão brasileiro de mágicas. Ele é especialista na categoria “Close Up”, modalidade que consiste em executar magias e ilusionismos na mesa e bem próximo dos espectadores. Pois Mauro é mesmo um mágico competente. Provocou fogo, escondeu e adivinhou cartas de  baralho, fez com que bolinhas se duplicassem e  aparecessem dentro de nossas mãos, surpresos espectadores.   O homem é bom mesmo. Os amigos que desejarem animar o seu evento com esse extraordinário campeão, poderão contratá-lo pelo fone (19) 8119.0166. Ele atende a confraternizações, feiras empresariais, convenções e eventos particulares e corporativos. Para saber mais acesse o site www.mauromorenno.com, ou envie mensagens pelo e.mail contato@mauromorenno.com. Imaginem o sucesso que ele fará num aniversário de criança ou adolescente. E mesmo entre nós,  adultos, crianças crescidas e admiradas com essa arte de destreza e mistério, sempre desafiadora.
Até amanhã amigos,
 P.S. (1)  No tênis, Winner significa "Ponto vencedor. Bola lançada em local indefensável para o adversário. O winner pode ser dado num saque, voleio, deixadinha, passada ou golpe de fundo de quadra. "

P.S. (2) A imagem da coluna de hoje foi emprestada do site correiodeuberlandia.com.br e mostra o real  J. Edgar Hoover, quando jovem e ao seu lado, o ator Leonardo Di Caprio, que o interpreta no filme “J. Edgar”.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

ANDRÉ RIEU NO BRASIL - DO PSEUDO ERUDITO AO "AI, AI SE EU TE PEGO"


Boa noite amigos,
No último domingo, fui  à apresentação do maestro André Rieu e sua orquestra, no Ginásio do Ibirapuera em São Paulo. Salgados R$320,00 para ocupar a penúltima fileira de cadeiras colocadas sobre o piso principal do ginásio, em posição frontal com o palco improvisado para o espetáculo. Logo na entrada, o que chama a atenção é o número de pessoas participando da organização. Tudo bem planejado.  Há seguranças e orientadores por toda a parte externa do Ginásio. Depois, a cuidadosa conferência dos ingressos (você passa no mínimo por três  conferentes, até que a parte picotada é retirada e você  finalmente é  encaminhado para a sua cadeira). Ao lado do palco há dois telões que exibem o maestro  e uma parte da orquestra e, eventualmente,  focaliza senhores ou senhoras cantando, aplaudindo efusivamente ou distraídos, fazendo alguma coisa que leva o público ao riso. Aliás, provocar riso e alegria parece ser o alvo principal do espetáculo de 2 horas, dividido em dois atos de 1 hora, separados por um intervalo de 15  minutos. Apesar de vários banheiros, o tempo não é suficiente para atender a todos, especialmente as mulheres que têm que enfrentar longas filas que se formam necessariamente ali, nos três ou quatro amplos  banheiros a ela destinados. A ocupação do ginásio é praticamente total, ressalvadas as pontas das duas cabeceiras do lado do palco, com espaços inutilizados porque ali não seria possível ao espectador enxergar nem o palco, nem os dois telões. Assim mesmo são quase 6.000 lugares nas arquibancadas e mais 2.000 aproximadamente sobre o piso principal, onde ficamos. As cadeiras   certamente para que coubesse o maior número possível delas, eram minúsculas. Na maioria, conforme o tamanho do espectador, o assento só acomodava “meia bunda”, razão pela qual, seguramente, as pessoas que não estavam nas pontas, como eu, precisavam se encaixar nesses espaços. Fiquei com saudade dos bancos da classe econômica de algumas Companhias aéreas. Em compensação, enquanto você espera, pode adquirir uma gama de mercadorias (águas e refrigerantes de todos os tipos, cerveja, pipoca, crepes de queijo).  Tudo por R$8,00  (parece que os vendedores combinaram o preço – um verdadeiro cartel). Mas dado o primeiro sinal os vendedores são retirados do espaço e o ambiente é preparado para o início do espetáculo. De repente,  surge, pelo portão dos fundos, o maestro André, provocando surpreendentes gritinhos e “frisson” e são muitos os espectadores que deixam seus lugares e se acotovelam próximos ao local (foi justo encima da gente, acreditem) com suas máquinas fotográficas espetaculares ou celulares para sacar as fotos da personalidade máxima do espetáculo, de todos os ângulos e perspectivas possíveis e imagináveis. Recebí cotovelada, empurrões, e suportes de máquinas na cabeça. Tudo bem. Não há mal que sempre dure. Depois de receber  ovações, ouvir juras de amor e se deixar fotografar com aquele sorriso perene, o nosso herói segue pelo meio do público até o palco e começa o espetáculo. Rieu tenta falar em português, mistura um pouco com o espanhol, mas imediatamente ganha a simpatia da platéia. Lá ao fundo, há uma faixa simpática de recepção “André. Nós te (coraçãozinho, que é para ler “amamos”). E um Welcome, final. No meio da multidão também aparece uma bandeira do Brasil, uma do Corinthians e outra do Palmeiras, que é para não ficar atrás. Suponho que o tal corintiano e o outro, palmeirense, estivessem aproveitando para comemorar a desclassificação dos dois times nas quartas-de-finais do campeonato paulista. Brincadeira.  Mas convenhamos torcedores dos dois clubes de maior torcida de São Paulo, pega bem para receber o maestro  mais popular da história recente da música pop universal. Uma questão de adequação e simetria. O Maestro elogia o Brasil,  o público de São Paulo, a quem ele reiteradamente chama do maior e mais simpático para o qual já se apresentou, para delírio de parte da multidão inebriada com os repetitivos elogios que faz parte certamente do roteiro do espetáculo (ele deve falar a mesma coisa na Argentina, no México, nos Estados Unidos, na França, no Japão). Coisa estranha essa de nós brasileiros sentirmos uma profunda simpatia por artistas que nos elogiam e às nossas coisas, sem reserva, experimentando um momento de acréscimo de "auto-estima" e uma ausência de auto-crítica. O espetáculo vai se desenvolvendo com  um roteiro óbvio: músicas clássicas mais conhecidas, de compositores igualmente conhecidos, mescladas com grandes trilhas sonoras de filmes também majestosos. Aproveitando-se da suposta distração do maestro, músicos deixam por instantes seus instrumentos, para tomar bebida alcoólica, provocando mais risos na platéia. Esses profissionais são mesmo polivalentes. Ao mesmo tempo que dão conta de suas baterias, pratos, saxofones, violinos, violoncelos etc. fazem humor e malabarismo (há um músico que se exibe equilibrando o seu sax no queixo). O objetivo é mesmo de entretenimento. O roteiro traz novidades. Surgem os três tenores da orquesta de Rieu: o australiano, Gary Bennett, o húngaro, Bela Mavrak e o alemão Thomas Grevel se revezam na interpretação de árias  de óperas conhecidas de Verdi, Vivaldi e  Puccini. “Nessum Dorma”, “Ballade pour Adelina”, “O Mio Babbino” de Gianni Shicche de Puccini, Madame Batterfly, etc.   O espetáculo também abre espaço para as sopranos brasileiras,  a paraense Carmem Monarcha, a gaúcha Carla Maffioletti e a sul-africana, Kimi Skota, a mais nova aquisição da Orquestra, responsável pela  bela interpretação de Ave Maria de Gounod (vídeo abaixo),  um dos raros  momentos do espetáculo que me comoveu. As sopranos, munidas de um violão, oferecem um número especial para nós brasileiros. A execução de “Manhã de Carnaval” (viajei para os anos 60, sentindo no ouvido a interpretação magistral dessa canção, pelo saudoso Agostinho dos Santos, uma das vozes mais lindas de que minha memória ainda dá notícia). Não há praticamente música desconhecida do grande público. As populares de trilhas sonoras vão se sucedendo: Lara’s Theme (Tema de Lara), The Godfather Stranger in Paradise, a popular trilha do grande filme O Poderoso Chefão, My Heart Will Go On”, tema de Titanic, que a Celine Dion enjoou de cantar. Já quase no final, a indefectível mais famosa valsa de todos os tempos: Danúbio Azul, tocada pela orquestra, trazendo ao fundo uma imagem do conhecido Rio que banha Viena. Nesse momento, não descobri se é combinado ou espontâneo, um casal se levanta na platéia e começa a dançar ali no corredor entre as fileiras de cadeiras. Logo, outros casais velhos e jovens se encorajam e também seguem o exemplo. Rieu se diverte. Às vezes pára de tocar para ver a reação dos casais e da platéia. Logo retoma. E se diverte. Não são poucas as vezes em que ele participa interagindo, tentando falar com determinado espectador ou saltitando (isso mesmo), no palco. Há momento do espetáculo em que  o cenário atrás do palco mostra neve caindo e, em certo ponto da platéia, blocos de neves artificiais (pedacinhos de plástico branco) descem do teto. E caem em grande volume inundando o chão e principalmente as cabeleiras das moças e senhoras e as carecas de alguns senhores. Não satisfeitos os confetes de plástico penetram nos ousados decotes.  Mas aí tudo  já virou festa. Uma grande festa intencional. Para que tudo seja grande, eterno, bonito e majestoso. O Maestro anuncia o término do espetáculo.  Mas é de mentirinha. Todos sabem que é só charme. Rieu então, a pedido da platéia, vai tocando mais uma, outra e outra. Aí seguem os clássicos nacionais: Tico-Tico no Fubá, Aquarela do Brasil e para encerrar lasca-se um “Ai Ai se eu Te Pego”, o baião do Teló que virou mania internacional por culpa de muitos, mas especialmente do Cristiano Ronaldo. Não há surpresa na platéia. Ao contrário. Enquanto o coral da orquestra, feito de moças naquela altura vestidas de verde amarelo, com chocalhos nas mãos, orientam os espectadores mais desafinados,  o público inteiro canta (e gesticula) com o tal do Ai se eu Te Pego. Respeitáveis senhores e senhoras, de cabelos brancos, algumas ainda com aquele laquê dos anos dourados, não se pecham em fazer aquele gesto que sugere um suposto ato sexual com penetração. Valeu a pena? Não sei.   Não sou grande entendedor de música. Aprecio-a como uma das formas de artes mais significativas e indispensáveis na  vida dos seres humanos. A arte para mim é o que me toca. É, como dizia alguém que eu não me lembro, a propósito dos estilos pictóricos: a arte é para ser sentida, não para ser entendida. Se é isso, para mim não valeu muito  a pena. Foram raros os momentos que me cativaram efetivamente. Na maior parte fiquei indiferente. No palco do Ibirapuera falta aquele clima do DVD, praças e rios, palácios,  príncipes, princesas, cheiro de nobreza.  Neve de verdade. Coisas que misturadas ao espetáculo proporcionado por Rie, seu cantores, seu coral e sua orquestra, alimentam o imaginário especialmente dos que têm  mais de 50 anos, o maior público, acredito,  do fenômeno André Rieu.
Até amanhã amigos.

P.S. (1) André Rieu é um fenômeno de vendas. Já vendeu mais de 30.000.000 (trinta milhões) entre CDS e DVDs. E se apresentou em mais de 30 países;

P.S. (2) O seu sucesso levanta muitos questionamentos dentre os eruditos. Os puristas o acusam de distorcer a imagem da música clássica.   Músicos jovens, ainda que influenciados pela música pop, afirmam que o caminho  de Rieu não deve ser seguido como exemplo por outros, pois, embora considerado como música clássica tradicional, não o é;

P.S. (3)   O compositor e crítico musical Leonardo Martinelli escreveu em um artigo para a revista Concerto, em que afirma em um trecho: “Ele vende uma imagem falsificada da música clássica. A música clássica não é apenas aquilo. Ele distrai o seu ouvido com toda aquela parafernália visual. Tanto que isso é estatístico: ele vende mais DVDs do que CDs., afirma, e propõe um desafio: “Vamos ouvir a música de Rieu de olhos fechados, tirar as luzes, o glitter e os efeitos e ver se a ideia se sustenta”.

 P.S. (4)  A mistura do erudito com o popular  conhecido como Crossover  já acontece há muito tempo. Os três tenores faziam isso. E já teve adeptos dos dois lados, tanto do clássico, quanto do pop (Sting e Roger Waters estão entre eles). No Brasil, cresce o número de orquestras que incluem a música popular em seu repertório. A Orquestra Ouro Preto vem ganhando espaço justamente por apostar na interpretação orquestradas de obras dos Beatles e até do cantor Alceu Valença. Para o jovem maestro Rodrigo Toffolo, de 34 anos, essa mistura é excelente para formar novos públicos, especialmente entre os mais jovens. “Quando apresentamos o concerto dos Beatles pela primeira vez, em 2009, nós tínhamos 300 pessoas na nossa página no Facebook e quatro meses depois, tínhamos 5.500”, contou Toffolo ao site de VEJA.

P.S. (5) Um dos mais importantes regentes brasileiros da atualidade, o maestro Roberto Tibiriçá relativiza a polêmica. “Não sou fã do Rieu, mas acho válido esse tipo de espetáculo. Se é popularização ou não, não importa. O que importa é que as pessoas se sentem felizes e curtem ouvi-lo”;


P.S. (6) a Imagem que ilustra a coluna hoje foi emprestada do blog novablumenau.blogspot.com

quarta-feira, 6 de junho de 2012

MUSICA ERUDITA - S.O.S. MARCOS TOSCANO E A ARTE CONSAGRADA DE FABIO ZANON


Boa noite  amigos,

S.O.S.MARCOS TOSCANO



Marcos Toscano, um jovem músico do interior do Estado de São Paulo submeteu-se a um dificílimo teste  e foi aprovado para estudar na Royal Academy Of London, a Escola oficial de música da Rainha da Inglaterra. É uma oportunidade incrível e só outros dois músicos brasileiros tiveram igual prerrogativa até hoje. Mas há um problema: o jovem não tem recursos para fazer a viagem e permanecer lá pelo tempo do curso. Por isso, parentes, amigos e pessoas ligadas ao meio artístico,  estão promovendo uma campanha de arrecadação de recursos para permitir que o talentoso artista possa efetivamente aprimorar a sua formação e, afinal, tenha esse talento reconhecido, com uma promissora carreira. Rafael Cortez, jornalista do C.Q.C. programa de grande audiência da TV Bandeirantes abraçou a campanha e fez um sério pronunciamento a respeito, que pode ser conferido no site htpp://www.youtube.com/watch?= mE2EXPwKb60.  Para colaborar na campanha entre no site www.Benfeitoria.com/MarcosToscano.   Lá você encontra as informações necessárias de como contribuir e ainda sobre as contrapartidas que você recebe por isso. Seja solidário e rápido. O prazo máximo para a viagem é de 90 dias. E a exemplo de Rafael Cortez, que confessa ser um músico frustrado por falta de políticas públicas de apoio à classe no Brasil, muita gente já prestou seu apoio e contribuição.  Qualquer colaboração é bem vinda e pode ser feita a partir de R$10,00 (dez reais). O competente músico e professor campineiro Osmar Dalbon Filho,  nosso querido Osmarzinho, filho de meu compadre Osmar é que me repassa o vídeo, solicitando a sua divulgação. Taí Osmarzinho. Vamos esperar que tudo dê certo, e certamente dará.  


A ARTE DE FÁBIO ZANON

Por me referir ao brasileiro  Fábio Zanon (foto que ilustra a coluna de hoje),  quero registrar para os queridos amigos blogueiros que se trata de uma referência importante na música erudita, no Brasil e no exterior. Considerado uma das figuras dominantes no cenário internacional de violão classico, Fábio é  solista e camerista e tem se apresentado na Europa, América do Norte, Austrália, Oriente Médio e América do Sul. Tem sido convidado regularmente por teatros como o Royal Festival Hall e Wigmore Hall em Londres, Carnegie Recital Hall em Nova York, Musikhalle em Hamburgo, Ateneo em Madri, KKR em Lucerna, Sala Verdi em Milão e por  grandes teatros brasileiros. É também, desde 2.008, professor visitante da Royal Academy Of Music de Londres. Venceu o 30º Concurso “Francisco Tarrega” na Espanha e o 14º Concurso da Fundação Americana de Violão (GFA) nos EUA. Gravou obra completa de Villa-Lobbos, pelo selo americano Music Masters e a revista Gramophone, ao considerá-lo o melhor de 1.998, assim se refere à sua arte: “Técnica fluente, grande beleza e variedade de som, resposta emocional finamente controlada, sensibilidade de estilística”. Abaixo  video do Yotube com solo de Luíza, composição do Maestro Antonio Carlos Jobim.



Até amanhã amigos,


P.S. (1) A imagem da coluna de hoje foi emprestada do blog maceslersopdegitaar.nl

P.S. (2) Camerista é substantivo de dois gêneros. Diz-se de ou intérprete musical que se especializa em música de câmara e/ou dela participa.

P.S. (3) Música de Câmara é a música erudita composta por um pequeno grupo de instrumentos ou vozes que tradicionalmente podiam acomodar-se nas câmaras de um palácio. Daí a expressão arcaica. Atualmente é usada a expressão para qualquer música executada por um pequeno número de músicos. A palavra câmara indica que a música pode ser executada em salas pequenas, geralmente com uma atmosfera mais íntima. Sua composição é destinada a um pequeno número de instrumentos ou vozes, até, geralmente, o máximo de dez. Entre os seus gêneros mais importantes estão o quarteto de cordas, o quinteto de sopros e o trio com piano, além de outras várias combinações de instrumentos. Prescinde da regência de um maestro.





sexta-feira, 1 de junho de 2012

MPB - CD - RITA LEE - REZA


Boa noite amigos,

Depois de nove longos anos, a maior roqueira brasileira, volta a lançar um CD de músicas inéditas, todas de sua autoria, algumas em parceria com seu músico, marido e cúmplice, Roberto de Carvalho. A realização da Biscoito Fino, que já virou sinônimo de qualidade, tem na direção geral, Kati Almeida Braga e na Direção Artística a ótima Olivia Hime. Rita põe voz, vocais, apitos  e toca percussão em algumas faixas. Em BAMBOOGIEWOOGIE (faixa n. 13) toca flautas também. Roberto participa de tudo tocando guitarra, solo, violões, teclados, baixo, loops e programações eletrônicas. Há ainda a colaboração de músicos como Beto Lee (guitarra,solo e vocais) em GOROROBA (faixa n. 12) , Sérginho Carvalho (baixo) e João Parahyba (bateria e bongo), em faixas como RAPAZ (faixa n. 9) e da vocal Debora Reis. Efeitos de Guitarra e voz em BIXO GRILO ficaram a cargo do Apollo 9.O CD faz parte do show que Rita levou recentemente para todo o Brasil  REZA”, quando anunciou sua decisão de encerrar a carreira, pelo menos a de realizar apresentações públicas. A “música de trabalho” como é chamada nos meios a composição eleita para carregar comercialmente o disco, tem o mesmo nome do CD e do Show: “REZA” e já é sucesso em todo o país, especialmente por ter sido incluída na trilha sonora da novela “Avenida Brasil",  que a TV Globo exibe atualmente no horário nobre das 21,00 horas. É música-tema de CADINHO, um Don Juan moderno, tentando viver simultaneamente com três mulheres bonitas (as atrizes, Carolina Ferraz, Débora Block e Camila Morgado), papel desempenhado pelo bom ator Alexandre Borges. De maneira geral, Rita, uma sessentona “prafrentex” não parece entusiasmada com a terceira idade e fala um pouco desse final de estrada e ausência de expectativa (Divagando, devagar, quase parando de pensar...../ Quanto tempo ainda tenho no mundo?/ Eons?/ Milênios?/ Milésimos de Segundo? – DIVAGANDO);  de sua suposta mudança: (Parei de fumar/Parei de Jogar/Parei de Ser Aquele ser Cafajeste/ Aquela peste?.... Nem banho tomo mais/Dinheiro tanto Faz/A cabeça está um jazz/Eu vivo pelos cantos feito bicho/Eu tô um lixo.. em TÔ UM LIXO.  O baixo astral continua na faixa VIDINHA (Vidinha besta/Vidinha furreca/Vidinha Chinfrim/Ô vidinha de merda)Agora reclama dos homens,  em AS LOUCAS (Eles amam as loucas/Mas se Casam com Outras). Mas entre “Bandas e Bundas do meu Mundo Real” confessa que continua “Bicho Grilo sim”(BIXO GRILO). Porém,  o astral levanta, e muito, em BAGDÁ, composição em que Rita, com boa dose de humor e alegria, ao som de música árabe, mistura coisas daqui e de lá (Sadam Hussein pra Lá/ Aiatolá pra Cá/Taboule/Esfiha/Kibe/Humus/Vatapá) e ao som de palmas solta o animado  refrão (Eu Vou Fazer Amor/Num Tapete Voador). Outra faixa alto astral está em TUTTI FUDITTI, uma engraçada paródia de personagens, costumes e expressões italianas tradicionais  (Siamo Tutti Fuditti/Maledetto Mondo Cane/ Voglio Mangiare Dinamite/Con Mortadela, Vino e Pane.... Humberto Eco Eco Eco/Alegro, Alegro, Ma non Treppo/. A Música de Rita não é apenas para se ouvir, mas convida a refletir, às vezes, e a cantar e dançar, sempre. Nessa sua fase nada de extraordinário. Nem grandes e marcantes músicas como Desculpe o Auê, Lança Perfume, Ovelha Negra,  Banho de Espuma, Baila Comigo, Doce Vampiro, Mania de Você, Chega Mais, Fruto Proibido, Pagu, Agora Só Falta Você, Flagra, Alô, Alô Marciano (naquela inesquecível, debochada e marcante interpretação de Elis) e mais recentemente Amor e Sexo. Rita Lee é monstro sagrado que merece respeito pelo conjunto  de sua importante obra. A sua trajetória revela desde cedo uma menina sardenta que largou a família tradicional e os conceitos de uma rígida educação ministrada em colégio de freiras, para integrar o conjunto musical Os Mutantes, na década de 60 e aparecer no movimento tropicalista. Uma paulistana tradicional metida com os baianos malucos, acompanhando e batendo pratos num dos famosos  Festivais da Record, no arranjo original do maestro Rogério Duprat, para o ousado Domingo no Parque, composição de Gil que ficou em segundo lugar. Depois, carreira solo brilhante que assumiu caminhos diversos dos baianos e se fixou no pop e no  rock nacional, gênero do qual é, sem dúvida, a mais brilhante representante no país. Fez da sua música uma crítica da sociedade de costumes e consumo. É sem dúvida, se permitem a comparação, um Oscar Wilde da música brasileira. Foi surpreendendo, nos anos contados de sua progressiva carreira, como no vatícinio de Caetano que, em Sampa, a grande homenagem que faz a São Paulo, revela:.... "Ainda para mim não havia Rita Lee. Na sua mais completa tradução." Por isso, com profundo respeito a essa grande trajetória e a importância de sua obra, ouso dizer que se o CD não deslustra a vasta e importante discografia da roqueira, também se pode considerar que não apresenta relevância em termos de  novidade ou qualidade. A conferir, contudo. Até amanhã, amigos.


Acima, do Yotube, Rita Lee interpreta a composição carro-chefe do CD, Reza, da trilha sonora da novela global Avenida Brasil.