domingo, 1 de julho de 2012

A ARTE DE NELSON FREIRE, ROMARINHO E ELIS REGINA

Amigos, boa noite.
São muitos os assuntos que pipocaram nesta semana, sobre os quais gostaria de externar minha incipiente e inciente (como afirma meu amigo, Regis de Moraes)  opinião. Vamos lá.

NELSON FREIRE – NOSSO PIANISTA MAIOR VOLTA À ORIGEM
O grande pianista mineiro, Nelson Freire, sessenta e dois anos depois de ter realizado, com apenas cinco anos, um recital no Teatro Municipal de São João D’El Rey, em que apresentou a Sonata em La Maior K.331 de Mozart, retornou, com grande emoção, àquela casa, ontem à noite, para o reencontro com a sua origem. O recital foi apresentado para 500 privilegiados convidados. Recentemente adquiri um CD especial de Freire – NELSON FREIRE - CHOPIN NOCTURNES 1-20, DE 2.010, e que foi contemplado com Disco de Ouro da ABPD, pelas 40.000 cópias vendidas no Brasil (verdadeiro recorde em se tratando de música instrumental clássica). A capa do CD ilustra nossa coluna de hoje. Uma preciosidade que deve ser conferida por quem gosta de Chopin, gosta de seus Noturnos, gosta de piano e gosta, sobretudo, da arte genuína desse talentosíssimo pianista brasileiro. 
 ROMARINHO – O “CARA” QUE, SEGUNDO ROMÁRIO,  “NÃO É O CARINHA”.
 O nosso artilheiro da Copa de 94 nos Estados Unidos, hoje respeitável Deputado Federal, Romário, também falou (e quem não falou?) sobre Romarinho, o herói do suado empate do Timão, contra o Boca Juniors, no alcapão de La Bombonera, na última quarta-feira. Depois de garantir que o Romarinho não é seu sucessor na ordem da vocação hereditária, porque não é seu parente consanguíneo (a imprensa argentina chegou a afirmar que o “inho” seria filho do “ário”), não descartou a hipótese de ingresso futuro do garoto, como sucessor dos grandes atacantes,  na galeria de craques brasileiros, com história relevante no futebol do Brasil e do mundo. O filho de Romário, o outro Romarinho, joga no juvenil do Vasco da Gama (confira foto do primeiro acima à esquerda, e do outro mais abaixo).
VERÍSSIMO, FUTEBOL E OBRA DE ARTE.
Até o escritor Luis Fernando Veríssimo deu seus pitacos sobre o assunto na coluna de hoje do Correio Popular. De sua espirituosa genialidade, colho duas afirmações ótimas: “Pouca gente “aprecia” futebol como se fosse uma obra de arte. “Apreciar” significa distanciamento, um prazer puramente estético sem outro tipo de envolvimento. Quem gosta mesmo de futebol geralmente gosta desde pequeno, e tem time. É um apaixonado, e um apaixonado “não aprecia”. Um apaixonado se envolve....” E termina: “ Um tal Romarinho, recém contratado pelo Corinthians, e que já fizera dois gols  no Palmeiras no domingo anterior, entrou quase no fim do jogo, fez o gol do empate em sua primeira jogada e transformou-se num desses fenômenos instantâneos que nos redimem. Já é um herói, já deve estar tratando dos seus primeiros contratos publicitários e terá um grande futuro. Infelizmente no Corinthians, e não no nosso time. Danação!”
UM AMIGO NA ESPANHA.
Gustavo Bollinger Simões,  o mais novo seguidor cadastrado deste blog, é um jovem advogado formado pela nossa Faculdade de Direito da PUC e, a despeito de não ter sido meu aluno, tivemos, durante o curso, muitos contatos. E, sobretudo, muitas conversas sobre temas variados, especialmente sobre futebol. O Gustavo fanático pontepretano, e eu bugrino, não perdíamos qualquer chance de alfinetarmo-nos. Mas eram conversas amenas, engraçadas, o que gerou entre nós uma recíproca simpatia e respeito, apesar dos "sarros" (essa expressão ainda existe na linguagem da juventude de hoje?). Pois o Gustavo me escreveu dizendo que está de malas prontas para a Espanha, mais precisamente Pamplona, onde fará o seu Doutorado na Universidade de Navarra. A você,  Gustavo desejo sucesso no  novo desafio. E que mande notícias de lá aos amigos, que manderemos de cá. Forte abraço. 
VIVA ELIS ATÉ AS TRES DA MANHÃ.
O aniversário do apresentador Serginho Groisman, aquele do programa “Altas Horas”, que garante  vida inteligente na madrugada, foi comemorado por sua equipe de produção e amigos com uma completa homenagem à  cantora Elis Regina. A maioria das músicas foram interpretadas por sua filha, a cantora Maria Rita,  que está levando, para todo o Brasil, o espetáculo Viva Elis, uma retrospectiva da carreira da grande dama da música popular brasileira, uma das  maiores cantoras do mundo de todos os tempos. O programa, com duas horas de duração, apresentou muitos vídeos com entrevistas e  exibições da Pimentinha, que ficaram marcadas para o pessoal da minha geração. Maria Rita cantou: a) com Fagner, Mucuripe; b)  com Lenine, Águas de Março, e, c)  sozinha,  inúmeros sucessos da mãe famosa: Como Nossos Pais,  Fascinação, Ladeira da Preguiça, Alô, Alô Marciano, o Bêbado e a Equilibrista etc. A dupla Chitãozinho e Xororó, confessando a grande admiração por Elis, cantou com Zélia Duncan, Casa no Campo, do falecido compositor Zé Rodrix, sucesso na voz da estrela. Os mais famosos sertanejos da era moderna, deram também um show, quando intepretaram, com o compositor Renato Teixeira, Romaria, entoando lindamente o “..sou caipira, Pirapora nossa, senhora de aparecida” e quase no final do programa, relembrando Travessia, de Milton Nascimento, música premiada no antigo e extinto, Festival Internacional da Canção, do Rio de Janeiro.  Arlindo Cruz e seus músicos deram um espetáculo à parte, trazendo, em ritmo de sambão, o antológico Upa Neguinho de Edu Lobo e o samba do paulista Adoniram Barbosa, Tiro Ao Álvaro. A apresentação do programa ficou a cargo de Maria Rita e das atrizes Camila Pitanga (que mulher essa Pitanga, misto de charme, erotismo, elegância, beleza, sensibilidade, delicadeza, simpatia e outros adjetivos intermináveis) e Fernanda Paes Leme. O comediante Leandro Hassum foi encarregado de animar o espetáculo, com suas piadas e tiradas e reclamou de sua empreitada, reputando-a difícil, especialmente quando todos, músicos, cantores, apresentadoras, atrizes e público em geral,eram tomados de profunda emoção e silencioso respeito,  com a apresentação de músicas e imagens de Elis e seus filhos.  Momento sério, não propício para achar graça em piadas. Valeu a pena ficar até as 3 da manhã e rever as apresentações inesquecíveis de Elis e as homenagens a ela justamente prestadas. 

Até amanhã.
P.S. (1) Dentre os inúmeros feitos de Nelson Freire, está o de ter realizado, em 1.999, por ocasião do aniversário de 150 anos do compositor, em Varsóvia,  triunfal interpretação do Concerto para Piano e Orquestra n. 2, de Chopin. Especializou-se, ainda, em obras de Mozart e Beethoven.
P.S (2) Maria Rita estava muito emocionada durante a apresentação da homenagem a sua mãe Elis Regina, no programa de aniversário de Serginho Groisman. Esteve à vontade tanto quando cantou (imitando propositadamente a mãe em sucessos como Alô, Alô, Marciano),  como quando comentou acerca de sua infância com Elis, demonstrando que superou completamente qualquer problema de ordem emocional, que pudesse ter, ou de identidade, reconhecendo que Elis foi um fenômeno que não se pode igualar;
P.S. (3) Enquanto repórteres do mundo inteiro, que acompanhavam o primeiro jogo da final da Libertadores, em Buenos Aires
, se acotovelavam para entrevistar Romarinho, que calou a torcida do Boca (incluindo o fanático Maradona) com seu golaço, o garoto demonstrava completa serenidade. Comentou o lance com tranqüilidade, não se apavorou em nenhum momento. E La Bombonera? Bem, seguramente parecia que o jovem atleta tinha acabado de marcar um gol num campinho qualquer de várzea, numa pelada entre “casados” e “solteiros”. Assim, me pareceu, pelo menos. Grande Romarinho"! Eu já falei de você muito antes disso. É só acessar e ler as minhas postagens de 23 de fevereiro (A Volta da Bola nos Campos depois do Carnaval)  e 12 de março de 2.012 (A Renúncia de Ricardo Teixeira e a 13ª. Rodada do Paulistão),  quando fiquei impressionado com a desenvoltura do atacante em dois jogos que vi (do Bragantino contra o Guarani e contra o São Paulo, pelo campeonato paulista deste ano);
P.S. (4) As imagens de hoje foram emprestadas: 1. de Nelson Freire do site pt.wikipedia.org; 2. dos Romarinhos do blog vasscal.style.blogspot.com e do site noticiasrss.com.br; 

P.S. (5) Caro Veríssimo. Não sejamos radicais. Quando vejo futebol em geral sou, sinceramente, um apreciador e o vejo como arte. Quando, porém se trata do meu time, aí eu sou torcedor, com tudo a que tenho direito. Incoerente, parcial e envolvente. Tá bem assim?







segunda-feira, 25 de junho de 2012

MUSICA BRASILEIRA - MULTISHOW AO VIVO - SKANK NO MINEIRÃO

Bom dia amigos,

Domingo frio de inverno, mas sem chuva, que durante a semana esteve muito presente, fazendo despencar a temperatura. Dia bom para gingar, cantar, agitar.  Pra lembrar de rock brasileiro. As mais badaladas bandas. As que nós temos de melhor e não são poucas. Enumero algumas: Paralamas dos Sucesso, Titãs, Engenheiros do Hawaii, Capital Inicial, Jota Quest, Ira, Sepultura. Vou falar de uma banda maneira e mineira. Mineiríssima. No vocal e na guitarra, de sobrancelhas negras e cerradas, o bom Samuel Rosa. Henrique Portugal no teclado, Lelo Zaneti no baixo e na bateria Haroldo Ferretti. Pronto: este o quarteto da banda que é sucesso no Brasil e no exterior. O nome: Skank, em homenagem a Bob Marley e ao álbum dele de sucesso “Easy Skanking”. No dia 19 de junho de 2.010, o Skank gravou, ao vivo,  no Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, santuário dos músicos mineiros fanáticos por futebol,  o CD/DVD e Blu Ray denominado “Multishow ao Vivo- Skank no Mineirão” (capa acima na imagem que ilustra a coluna hoje). Trata-se de um projeto de parceria da banda com a Sony Music e o canal Multishow. O espetáculo contou com mais de 50.000 pessoas e foi o último evento antes do fechamento do Mineirão para reforma visando a Copa do Mundo de 2.014. Houve participação especial da cantora Negra Li que, com Samuel Rosa, cantou “Ainda Gosto Dela”.Dois CDs compõem o álbum. São 17 músicas no primeiro CD e 14 no segundo. Uma  viagem pela carreira da banda que começou a fazer sucesso em 1.991, ainda em BH, tocou em barzinhos e churrascarias e depois do sucesso no Brasil viajou pelo mundo (França, Estados Unidos, Chile, Argentina, Suiça, Portugal, Espanha, Itália e Alemanha, são alguns dos países visitados). São mais de 6 milhões, entre CDs. E DVs. vendidos. O álbum tem o que de melhor o Skank produziu nestes anos todos em discos, dvds. e clipes. São três músicas inéditas: Presença, De Repente e Fotos na Estante. Seis músicas do álbum Calango de 1.994 (Esmola, Jack Tequila, Pacato Cidadão, É Proibido Fumar, O Beijo e a Reza e Te Ver).  Do disco Samba Paconé (1996), as composições É Uma Partida de Futebol, Garota Nacional e Tão Seu.    Do álbum Siderato (1998), as músicas Resposta e Saideira. De Maquinarama (2000), Balada do Amor Inabalável, Três Lados, Canção Noturna e Ali.  Do Skank ao Vivo na MTV (2001), Acima do Sol e  a versão Tanto (I Want You). As ótimas e marcantes Vou Deixar e Três Rios, são do álbum de 2.003, Cosmotron. A versão Vamos Fugir (Give Me Your Love), Um mais Um e Amores Imperfeitos constavam do CD Radiola  (2004). Mil Acasos e Uma Canção é Pra Isso do álbum Carrossel, lançado em 2.006. De Estandarte, o CD de 2.008, a banda cantou e gravou os hits, Ainda Gosto Dela, Sutilmente e Noites de Um Verão Qualquer. Para quem gosta da banda, quem aprecia o seu som, é efetivamente uma grande aquisição, exatamente por reunir os maiores sucessos da carreira do Skank. Além disso,  se você, como eu, gosta de gravações ao vivo de rock,  pra sentir e compartilhar da vibração do público e da entrega dos profissionais a um improviso que sempre acrescenta às antigas composições e interpretações, tem aí mais uma razão para adquirir o CD ou DVD, ainda que possua os álbuns anterioes. Vale a pena comprar e dar de presente.
Até amanhã amigos
 
P.S. (1) A banda, quando estreou em São Paulo, cantou para rigorosos 37 espectadores. Era noite de final de Copa do Mundo. Se você já reuniu uma galera de uns 40 amigos que permaneceram ali fiéis, noite adentro, ouvindo a sua banda, pode crer que você pode fazer sucesso internacional;
P.S. (2) O Skank vai participar do Rock in Rio Buenos Aires 2012. O evento vai acontecer, de 27 de setembro a 06 de outubro,  no famoso Parque da Cidade, na capital portenha;
P.S. (3) Algumas bandas de rock que fizeram sucesso e impuseram estilo nesses 60 anos de rock brasileiro: LEGIÃO URBANA, PARALAMAS DE SUCESSO, TITÃS, LOS HERMANOS, CAPITAL INICIAL, ENGENHEIROS DO HAWAII, RAIMUNDOS, IRA, PATO FU, JOTA QUEST, DETONAUTAS, CHARLIE BROWN JUNIOR, BARÃO VERMELHO, CPM 22, OS MUTANTES.
P.S. (4) O primeiro rock em versão brasileira foi gravado nos anos 50, imaginem por quem? Pela cantora NORA NEY, célebre interpréte de samba-canção. Depois, também gravaram: CAUBY PEIXOTO, JERRY ADRIANE, CELI CAMPELO, RONNIE VON, ROBERTO CARLOS, RITA LEE, CÁSSIA ELLER, dentre outros.



sábado, 23 de junho de 2012

FUTEBOL É COISA SÉRIA - SEMIFINAIS DA LIBERTADORES E DA COPA DO BRASIL

Amigos, boa noite:
O futebol é paixão. Uma paixão lúdica e mágica. Vinte e dois marmanjos correndo atrás de uma bola para ficar com ela,  passear com ela pelo campo, driblando os obstáculos e os adversários, com o objetivo de guardá-la ali na meta, no gol, seriamente  vigiado pelo dono da casa, o goleiro e seus seguranças fixos– os zagueiros, ou eventuais – qualquer dos outros que estiverem por ali, naquela hora. Os dribles, os chapéus ou lençóis, o peixinho, o gol olímpico, o pênalti, o gol de falta, o gol contra, o gol impedido, o impedimento inexistente que impede a validade do gol, tudo isso faz parte de um mundo que se resume numa partida, depois num campeonato e, por fim, num título, num descenso ou num acesso. Esse esporte é capaz de provocar suspiros, gritos, choros. Despertar amor, fúria e ódio, dentro ou fora das quatro linhas. Por isso futebol é coisa séria. Seríssima. E como tal deveria ser tratado por todos aqueles que participam dessa engrenagem que movimenta empregos, publicidade, paixões e milhões de reais, de dólares, de euros. Já passou da hora de afastar todos os inimigos do futebol e resgatar o que ele tem de mais puro, competente e verdadeiro. Vou falar mais, qualquer dia, desse assunto.
A SEMANA NO BRASIL
O futebol de meio de semana emocionou muitas torcidas e outros amantes do esporte, cujos times de coração não estavam competindo. Na Copa do Brasil, os vencedores das semifinais foram o Coritiba e o Palmeiras, que vão disputar o título em duas partidas, a primeira no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, e a última, em São Paulo (Pacaembu, Morumbi ou Barueri?). O São Paulo acabou desclassificado, embora tendo vencido o primeiro jogo no Morumbi, semana passada, pelo magro placar de 1 a 0,  em mais um golaço do inconstante Lucas, mesmo jogando pelo empate. Enfrentar o Coxa em seu campo não é tarefa fácil para time algum do Brasil ou do exterior. A força de uma torcida apaixonada e vibrante ajuda a vencer os obstáculos. Foi assim. Em duas cabeçadas, o Coritiba marcou dois gols, segurou o tricolor paulista e venceu a partida de volta por 2 a 0. O São Paulo não jogou mal, mas é um time que ainda não se encontrou. Luiz Fabiano perdeu chances e demonstrou extremo nervosismo, repetindo o que vem acontecendo nos últimos tempos, a ponto de chamar a atenção da diretoria e da comissão técnica, que precisam intervir urgentemente para saber o que acontece com o atleta, pois afinal já jogou no exterior, é extremamente experiente e nada justifica as sucessivas irritações, faltas violentas e reclamações contra árbitros e colegas, que já renderam um punhado de cartões amarelos e expulsões. Sempre achei que Leão não era técnico ideal para o clube do Morumbi e acredito que, com a série de insucessos nos últimos campeonatos, o ex-goleiro não terá vida longa no clube. O Palmeiras eliminou o Grêmio, mas foi no primeiro jogo, quando venceu, surpreendentemente, diga-se de passagem, no Olímpico, pelo placar de 2 a 0, levando para São Paulo, uma considerável vantagem, tendo em vista o regulamento da Copa do Brasil. Com chuva ininterrupta que caiu sobre a Capital e Barueri ontem, conseguiu segurar o empate em 1 a 1,  liquidando a fatura. Esse empate de ontem se deve a todo o time que se esforçou consideravelmente, mas especialmente a dois atletas, ambos estrangeiros. Ao argentino Barcos, que fez uma grande partida, e ao chileno Valdivia, que entrou no segundo tempo, mudou o panorama, que mostrava um Grêmio atrevido e um Palmeiras recuado e medroso, sem criatividade. Pois Valdivia tabelou, puxou contra-ataques, criou a jogada e fez o gol que decretou o empate na Arena Barueri. A torcida comemorou como se fosse uma final. São 12 anos de jejum em títulos de campeonatos nacionais. Mas a partida mais importante aconteceu na quarta-feira no Pacaembu, com o clássico Corinthians e Santos, valendo vaga na final da Taça Libertadores da América. Um jogo de causar arrepios, pela importância e tradição dos dois competidores. O Timão vencera em Santos, pelo placar de 1 a 0. E mais uma vez fez prevalecer a força de seu conjunto, anulando os dois principais articuladores santistas. Alessandro neutralizou Neymar que não ganhou praticamente nenhuma disputa com o corintiano. E Ganso não jogou bem, errando passes e lançamentos. Mesmo assim Neymar, com oportunismo, fez o gol santista, entusiasmando sua pequena torcida presente ao Estádio Paulo Machado de Carvalho. Mas o iluminado Danilo, que é artilheiro do Corinthians no ano, livre de marcação, aproveitou um cruzamento de Alex para a área santista, para marcar no começo do segundo tempo, o gol do timão, empatando a partida e decretando a eliminação do adversário. O que se viu foi uma vibração intensa de corintianos e corintianas. Estas sorriam, enquanto os marmanjos choravam feito crianças, cantando o hino do clube, que pela primeira vez em sua existência centenária, consegue se classificar para a final da Taça Libertadores da América, que existe desde 1.960. E sabem contra quem: Contra o argentino Boca Junior, o maior ganhador dessa Copa, com dez finais e seis títulos. Tinha que ser contra o Boca. E contra uma equipe argentina, para colocar mais lenha nessa final que será, sem dúvida, histórica. E que vença o melhor. Não, que vença o Timão. O Brasil agora é alvinegro. Não vai ser fácil, não. Como diz o ex-jogador e comentarista Caio Ribeiro, sobre o Timão: Esse time não tem estrelas, mas seus jogadores se matam em campo. Verdade.
Até amanhã.
P.S. (1) Para ver o empate entre Palmeiras e Grêmio, mais de 17.000 palmeirenses foram à Arena Barueri, onde aconteceu o espetáculo, driblando todos os obstáculos, inclusive a torrencial chuva que caiu sobre a Capital nesta 5ª. feira. E aplaudiram muito o time e o chileno Valdívia que sofreu há dias, junto com a mulher, seqüestro relâmpago em São Paulo. A mulher de Valdivia afirmou a uma emissora de televisão chilena que não pretendia mais voltar ao Brasil e o atleta chegou a afirmar que não pretendia mais jogar no Palmeiras. Depois, voltou atrás.
P.S. (2) Quase 40.000 torcedores foram na quarta-feira ao Pacaembu, lotando as dependências do Estádio Paulo Machado de Carvalho, para ver Corinthians e Santos;
P.S. (3) A imagem da coluna de hoje foi extraída do site bloghs.lancenet.com.br




quarta-feira, 20 de junho de 2012

DIREITO - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - NOVAS SÚMULAS

Boa noite amigos,

O Superior Tribunal de Justiça, por sua Segunda Seção de Direito Privado, publicou no dia de hoje, as suas mais novas Súmulas. As súmulas representam a síntese de entendimento uniforme de um  Tribunal Superior acerca de um determinado assunto de direito. O teor da súmula é chamado de “verbete”. Muito se discutiu no país, sobre se era desejável ou não a existência de súmulas vinculantes, isto é, de súmulas que não poderiam ser ignoradas, nos julgamentos, pelas instâncias inferiores, numa espécie de engessamento do entendimento do juiz ou desembargador, ainda que ele pensasse contrariamente. Prevaleceu em parte a proposta, isto é, apenas para o Supremo Tribunal Federal, cuja competência preponderante é de decidir a respeito de temas constitucionais, como consta da Emenda Constitucional n. 45, que tratou da reforma do Judiciário. O Superior Tribunal de Justiça, ao qual incumbe agora a tarefa de decidir e uniformizar a jurisprudência nacional sobre interpretação de  lei federal, embora podendo editar súmulas, não se reconhece o caráter vinculante delas, embora se saiba que o Juiz ou Tribunal inferior não devem decidir de forma diversa, para evitar Recurso Especial,  obrigando o interessado a percorrer um caminho mais longo para ver o reconhecimento de seus direitos. Pois bem, as novas súmulas são as de números 472 a 478, cujos verbetes seguem abaixo, especialmente para os colegas advogados ou operadores do direito, que devem se manter permanentemente atualizados,  embora não faça mal algum a ninguém o conhecimento de  entendimentos ou interpretações de normas que podem afetar a sua vida e de seus familiares,  de uma forma ou de outra.

Súmula n. 472: “A cobrança de comissão de permanência – cujo valor não pode ultrapassar a soma dos encargos remuneratórios e moratórios previstos no contrato – exclui a exigibilidade dos juros remuneratórios,  moratórios e da multa contratual”.

Súmula n. 473: “O mutuário do SFH não pode ser compelido a contratar o seguro habitacional obrigatório com a instituição financeira mutuante ou com a seguradora por ela indicada”

Súmula n. 474: “A indenização do seguro DPVAT, em caso de invalidez parcial do beneficiário, será paga de forma proporcional ao grau de invalidez”.

Súmula n. 475: “Responde pelos danos decorrentes de protesto indevido o endossatário que recebe por endosso translativo título de crédito contendo vício formal extrínseco ou intrínseco, ficando ressalvado seu direito de regresso contra os endossantes e avalistas”.

Súmula n. 476: “O endossatário de título de crédito por endosso-mandato só responde por danos decorrentes de protesto indevido se extrapolar os poderes de mandatário”.

Súmula n. 477:  “A decadência do artigo 26 do CDC não é aplicável à prestação de contas para obter esclarecimentos sobre cobrança de taxas, tarifas e encargos bancários”.

Súmula n. 478: “Na execução de crédito relativo a cotas condominiais, este tem preferência sobre o hipotecário.”

Até amanhã amigos.

P.S. (1) A súmula vinculante foi criada em 30 de dezembro de 2.004, com a Emenda Constitucional n. 45, que adicionou o artigo 103-A à Constituição Brasileira, cujo texto é o seguinte: “O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e á administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei”.

P.S. (2)   O Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi criado pela Constituição Federal de 1.988 e é a Corte responsável por uniformizar a interpretação de lei federal em todo o Brasil.

P.S. (3) A imagem da coluna de hoje retrata o edifício do Superior Tribunal de Justiça em Brasília e foi emprestada do site institutonacionaldedireito.com.br.




domingo, 17 de junho de 2012

EEUU - VISTO DE TRABALHO PARA OS HISPÂNICOS. MAIS REMAKE DE GABRIELA

Boa noite amigos,
A medida adotada pelo Presidente Barack Obama, de permitir vistos de trabalho a jovens latinos que imigraram de forma ilegal, quando crianças,  é, sem dúvida, eleitoreira, tendo em vista a proximidade das eleições americanas e a sua candidatura à recondução. O mandatário americano quer atrair para si a simpatia e, por via de consequência, os votos dos hispânicos, em grande número especialmente em certos estados como o Novo México e a  Flórida. Apesar desse caráter, não resta dúvida que a providência é extremamente humana e regulariza a dramática situação de cerca de 800 mil imigrantes, que não podem trabalhar de forma regular naquele país. Obama assegura que esse política de abertura é temporária,  não corresponde a “uma anistia” e que, portanto, “não é um passo para a cidadania nem para a residência permanente”. Mas considerou “injusta” a deportação daqueles que, vivendo nos Estados Unidos desde a infância, tenham que voltar para “um país que não conhecem, com uma língua que não falam”. Lá como aqui o objetivo de acesso ao poder, ou sua manutenção, por parte de políticos, tem historicamente, corrigido algumas injustiças sociais. Não importa que seja por essa estúpida razão. Importa o resultado de políticas públicas que, com ou sem hipocrisia, com ou sem comprometimento efetivo, acabem por acertar a vida dos cidadãos num prisma de efetiva justiça e paz social. Sempre narro aos meus alunos da Faculdade de Direito que o primeiro passo para o reconhecimento dos filhos ilegítimos no Brasil, foi dado em plena ditadura do Estado Novo, por meio de um malfadado Decreto-Lei de 1.942, que foi baixado para permitir que um político de grande prestígio, desquitado de sua mulher, pudesse reconhecer um filho bastardo, na época chamado de “adulterino”, porque concebido na vigência do casamento, mas com parceira que não a mulher do pai. Esse decreto depois, em 1.949, se converteu na Lei n. 883/49, abrindo a porta para que filhos havidos fora do casamento, pudessem ser reconhecidos ou pleitear a investigação de paternidade ou maternidade, e seus conseqüentes direitos de natureza alimentar, social e sucessória. Enfim reformou-se a lei para beneficiar ou privilegiar certa pessoa, mas o caráter genérico da norma estendeu os mesmos efeitos a todos aqueles, poderosos, pobres ou miseráveis que se encontravam na mesma condição, observando, na sua pureza e inteireza, a aplicação do princípio da igualdade.
GABRIELA
Para viver o papel de Maria Machadão, a dona do Bataclan no remake da Novela Gabriela, que tem início amanhã  pela TV Globo, a cantora IVETE SANGALO, novamente convocada para atriz,  tem se esforçado bastante, sendo obrigada a rever sua vasta pauta de shows. Por causa de Ivete, uma consagrada cantora, o roteiro adaptado da obra de Jorge Amado, reservará cenas em que ela, exercendo o que melhor tem a demonstrar de sua arte, cantará no Bataclan. Uma versão diferente do livro e da telenovela de 1.975. Mas a Ivete merece a adaptação. E nós, telespectadores, também, por certo.
JOSÉ WILKER
José Wilker é o único ator que participou da versão da novela em 1.975 e que voltará a representar no remake de 2.012. No original, ainda jovem, Wilker encarnou o personagem Mundinho, um intelectual que chegou a Ilhéus para fazer política de  oposição a uma situação formada pelos coronéis do cacau e que se apaixonou, e também provocou a paixão, da bela e rebelde Malvina, neta do coronel Tonico Bastos. Agora, Wilker, evidentemente muito mais velho, será o ator que representará o Coronel  Jesuíno,  marido da doce Sinhazinha, que terá um caso com o dentista Dr. Osmundo Pimentel,  e será assassinada pelo marido. A personagem Sinhazinha, vivida pela atriz  Maria Fernanda, será agora representada pela atriz Maitê Proença.
FICÇÃO E REALIDADE
Muito embora a obra de Jorge Amado seja rotulada de um romance ficcionista, o que efetivamente é, não se discute que o escritor baseou a sua ficção em situações e personagens da vida real. Fui a Ilhéus há cerca de três anos e posso confirmar aos leitores, que lá existiu a tal Gabriela, o sírio Nacib, o Bataclan e o Bar Vesúvio. Visitei a casa onde a jovem que inspirou o romance, do qual é a protagonista teria morado. Comi e bebi no Vesúvio, um bar que pertenceu a um sírio, que teria inspirado o Nacib. Também me mostraram um prédio onde supostamente teria funcionado uma casa de prostituição,o  Bataclan. É a ficção que toma por base e fundamento personagens e fatos da vida real, transformados pela competência e criativadade do escritor.
Até amanhã.
P.S. (1) A imagem que ilustra a coluna foi emprestada do site ultimosegundo.ig.com.br e mostra criança hispânica nascida nos Estados Unidos.
P.S. (2) Segundo reportagem publicada em 17 de maio de 2.012, no jornal THE NEW YORK TIMES, o Censo de 2.010, pela primeira vez na história dos Estados Unidos da América, apontou que o nascimento de brancos, em 12 meses, não foi a maioria naquele país. Foram 49,6% de brancos não hispânicos, contra 50,4% das minorias (negros, hispânicos, asiáticos e mestiços). Isso teria, segundo especialistas, decorrido do aumento da imigração nas três últimas décadas. Fato é que os EEUU, em  alguns anos, até que isso tenha repercussão, vai ser um país de multiplicidade cultural e étnica, tendo que rever seus valores e conceitos, inclusive políticas sociais e os planos econômicos.




sexta-feira, 15 de junho de 2012

GABRIELA CRAVO E CANELA - JORGE AMADO E O REMAKE DA GLOBO



Boa noite amigos,
Neste ano de 2.012, completa-se o centenário de nascimento de um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos: O baiano Jorge Amado que foi cantado em prosa e verso e considerado o mais importante escritor tupiniquim  na categoria romance ficcional. Amado nasceu em Itabuna em 10 de agosto de 1.912 e morreu em Salvador no dia 06 de agosto de 2.001. É, sem dúvida, o autor que mais teve obras adaptadas para o cinema, o teatro e a televisão e foi até enredo de escola de samba no Rio de Janeiro. Escreveu  romances,crônicas e poesias,  que foram traduzidos para 49 idiomas e vendidos em 55 países, com exemplares até em braile. Viveu exclusivamente de direitos autorais e, em matéria de literatura brasileira,  só foi superado, em vendas, em todo o mundo, por Paulo Coelho. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1.961, ocupando a cadeira n. 23, cujo patrono era o escritor José de Alencar. Nem por isso poupou a Academia, cujo formalismo e costumes satirizou no romance “Farda Fardão, Camisola de Dormir”. Tornou-se comunista e entrou para a política tendo sido eleito deputado federal pelo PCB (Partido Comunista Brasileiro). Viveu fora do país,  desde 1.941,  na Argentina, no Uruguai, em Paris e em Praga, até 1.952 quando retornou ao Brasil e não mais deixou a sua querida Bahia.  Nos seus romances abordava temas brasileiros, como o folclore, as injustiças sociais, a política, as crenças e tradições e especialmente a sensualidade de nossas mulheres. Recebeu prêmios importantes em vários países do mundo, como Portugal, Espanha, França, Rússia, destacando-se o Prêmio Camões de Literatura.
GABRIELA CRAVO E CANELA
Em 1.975, o seu romance GABRIELA CRAVO E CANELA (1.958), foi adaptado para a televisão. A TV Globo transformou-o em novela cujo título foi simplificado para GABRIELA apenas. Assim como o livro, foi um grande sucesso na época. O roteiro adaptado ficou por conta de Walter George Durst.  A ótima trilha sonora, começava com Gal Costa, cantando a música Modinha Para Gabriela, de outro baiano, Dorival Caymi, feita especialmente para o folhetim:/Quando eu vim pra esse mundo/ Eu não atinava em nada/Hoje eu sou Gabriela/Gabriela êe, meu Camarada/. E lá vinha o estribilho: /Eu nasci assim/Eu cresci assim/Eu sou mesmo assim/Vou ser sempre assim. E o agudo final: Gabrieeela. Pois bem, surgiam na ocasião jovens atores que se tornariam grandes profissionais, dentre os quais, Sonia Braga, a protagonista Gabriela,  sensualíssima, com a seu corpo moreno  explorado em cenas picantes e que prendiam o espectador. As jovens Elisabeth Savala e Nívea Maria, vivendo duas amigas inconformadas com os costumes e as tradições de Ilhéus, na época dos coronéis do cacau. Os também jovens Fúlvio Stefanini (magrinho, magrinho),  José Wilker e Marco Nanini, aliados aos já consagrados atores mais experientes como Paulo Gracindo, Armando Bogus, Angela Leal, Luísa Mafalda e a inesquecível Dina Sfat.
O ANUNCIADO REMAKE
Segunda feira próxima começa o remake daquela que foi uma das telenovelas mais importantes, bem feitas e de sucesso da televisão brasileira, derivada também de um dos melhores e dos mais populares livros de Jorge Amado. A expectativa, portanto, é grande, notadamente porque conhecemos a capacidade da TV Globo de realizar grandes produções, agora com tecnologia ainda mais moderna e ousada. É também ocasião para esta geração de jovens  ter contato mais direto com a obra de Jorge Amado, no ano de seu centenário, circunstância que como educador e cultor das artes, considero especialíssima. Para quem não leu, sugiro que também aproveite para ler a obra GABRIELA CRAVO E CANELA, um dos livros mais incluídos no rol daqueles cuja leitura é exigida para a prova de Literatura Brasileira, nos múltiplos  vestibulares das Universidades do país.
O ROTEIRO
Gabriela, Cravo e Canela é um romance que se passa em Ilhéus, na Bahia, uma terra na ocasião dominada por grandes fazendeiros e coronéis que controlavam toda a política e o poder. Casamentos arranjados, filhos dominados, impunidade e injustiça social eram temas freqüentes, assim como o poder e o sexo. Gabriela  uma jovem belíssima e ingênua, pobre e simples, surge na cidade atraindo a atenção de todos os machos do lugar. Arruma um emprego no bar Vesúvio, de propriedade do sírio Nacib, que por ela se apaixona e tenta dominá-la na sua espontânea maneira de ser como mulher e fêmea. A vida desse par romântico e de outros personagens que perifericamente desenvolvem seus tramas, constitui a essência da obra que, calcada embora em raízes nacionais, trata de questões universais como a relação do ser humano com a política, o poder, o ciúme, o sexo, a vingança etc.
OS ATORES DO ORIGINAL E DO REMAKE
Aqui seguem os principais personagens da trama com os artistas que os encarnaram na versão de 1.975  e os que participarão agora do remake:
GABRIELA (Sônia Braga)  -JULIANA PAES
NACIB (Armando Bogus) -  HUMBERTO MARTINS
CEL.RAMIRO BASTOS (Paulo Gracindo)- ANTONIO FAGUNDES
MUNDINHO FALCÃO (José Wilker) – MATEUS SOLANO
TONICO BASTOS (Fúlvio Stefanini) – MARCELO SERRADO
OLGA (Angela Leal) – FABIANA KARLA
MALVINA (Elisabeth Savala) – VANESSA GIÁCOMO
GERUSA (Nívea Maria) – LUZIA VALDERATO
JOSUÉ (Marco Nanini) –  ANDERSON DI RIZZI
CEL. JESUÍNO (Francisco  Dantas) – JOSÉ WILKER
SINHAZINHA (Maria Fernanda) – MAITÊ PROENÇA
OSMINDO PIMENTEL (João Paulo Adour)- ERICK MARMO
CEL. COROLIANO (Rafael de Carvalho) – ARY FONTOURA
MARIA MACHADÃO (Eloísa Mafalda) – IVETE SANGALO
ZAROLHA (Dina Sfat) – LEONA CAVALLI.
Voltaremos ao assunto nos próximos dias falando de peculiaridades da novela e seu remake, bem assim e toda a obra deixada pelo baiano  Jorge Amado.
Até amanhã, amigos.

P.S.(1) A imagem que ilustra a coluna é da atriz Sonia Braga, que interpretou Gabriela na versão de 1.975 e foi emprestada do site veja.abril.com.br

quinta-feira, 14 de junho de 2012

RIO MAIS 20 - PARDAL E PARDALZINHO E FOTO DE FACULDADE

Boa noite amigos
Hoje, dia 13 de junho de 2.012, dia de Santo Antonio, o nosso santo casamenteiro, tem jogo importante aqui no Brasil, por uma das semifinais da Taça Libertadores da América. Corinthians e Santos fazem, na Vila Belmiro, a primeira da duas partidas das quais sairá um dos finalistas da competição. No Rio de Janeiro, com forte e destacado esquema de segurança, começa o Rio mais 20, evento que pretende reunir governantes, empresários, políticos e militantes, para uma nova etapa de discussão da Biodiversidade. E tem papo de botequim e assunto de Faculdade.
RIO MAIS 20
A idéia de “crescimento sustentável”, uma expressão que virou chavão de discursos políticos e de ambientalistas nasceu na ECO 92, com o significado de “crescimento econômico, com preservação do social e do ecosistema”. Começa hoje no mesmo palco, ou seja, na Cidade Maravilhosa, um novo encontro. Vinte anos depois. Daí o nome Rio mais 20. São quase duzentos países representados. Muitos palcos dentro da cidade,  onde o assunto será debatido separadamente: Dos Chefes de Nações, de empresários, de políticos, de jovens universitários, de ONGs. Todos discutindo a preservação do meio ambiente. Que bom! A expectativa é grande.
A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS E RIO MAIS 20.
Voltei há menos de um mês de Nova York e lá vi uma grande divulgação do evento. O Rio mais 20 estava anunciado com grande destaque na porta principal do Prédio da Organização das Nações Unidas, promotora do evento.  O Brasil também está na moda por lá.  A badalada Macy’s de Nova York promoveu a Semana Brasileira, com retrato de baianas  e bananas por todos os cantos. E propaganda também  nas sacolinhas plásticas de mercadorias adquiridas, que por lá ainda correm solta, enquanto aqui já deixaram de ser fornecidas nos supermercados, em nome da maior consciência ambiental.  Que esse encontro badalado pela mídia internacional possa produzir frutos maiores e melhores do que aqueles colhidos nos últimos 20 anos, desde o encontro de 92.
PARDAL E PARDALZINHO
Estávamos conversando animadamente sobre futebol,  no café do Mall da Nova Campinas, com o Rogério, bugrino de quatro costados, dono do estabelecimento e outros amigos. Falou-se de  Eurocopa, Santos, Corinthians, Ponte, Guarani,  Messi, Neymar, da Seleção sub-20, até que eu fiz uma observação sobre o jogo de ontem em Salvador, em que o Vitória ganhou do Guarani por 1 a 0, reclamando da falta de categoria dos reservas que estão jogando nas vagas de titulares entregues ao departamento médico, cuja relação é grande:  Neto, Oziel, Wellington Monteiro, Fumagalli, Bruno Mendes, Clebinho....  Lá pelas tantas, mandei essa: - Vejam vocês esse tal de Max Pardalzinho. Veio como jogador para ser titular mas é fraquinho. O próprio nome é até uma contradição. É como uma transa abortada.  Começa com Max, sugerindo o Máximo, e depois, vai para o diminutivo: Pardalzinho. Decepcionante, como o futebol que tem jogado.   Um dos interlocutores fez observação: - Olhe eu garanto que não tenho nenhum filho por aí.  Demorou para cair a ficha. Era o Pardal, lembram dele, o que foi treinador da Ponte Preta, estudou comigo no Ginásio do Taquaral, amigo de décadas. Só daí me dei conta de que o Pardalzinho podia ser filho do Pardal, o que seria natural. Mas o fato é que ele não quer ou não reconhece esse filho de jeito nenhum. Compreensível.
FACULDADE DE DIREITO DA PUCC
Por falar em pai e filho, a coluna hoje traz a imagem de três grandes professores da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas: Profs. Luiz Arlindo Feriani, Luiz Arlindo Feriani Filho e Fabrício Pelóia. Na primeira foto, o Dr. Feriani Filho passa para as mãos do Dr. Fabrício, depois de exaustivas cobranças,  uma nota de R$100,00,  para colaborar com o Natal dos clientes da Assistência Judiciária Dr. Carlos Foot Guimarães, serviço que atende à população carente e oferece estágio aos alunos e do qual o Dr. Fabrício é também Coordenador. A foto se justificava, tendo em vista que, na esteira do pai, o Feriani Filho  “não gosta muito de gastar dinheiro”, o que corresponde a um  eufemismo do antigo adjetivo “avarento”. Tirou a nota do bolso, fez menção de entregá-la, mas se recusava a soltá-la, mostrando um arrependimento não considerado muito eficaz pelos colegas.  O momento tinha que ser registrado para a eternidade.  Na segunda foto, o pai Dr. Feriani, logo após "o fato histórico" aparece ameaçando castigar o filho já adulto, pelo péssimo exemplo público que acabava de dar, ainda que contrariado. Brincadeira salutar, por certo que rendeu muito riso e gozação na ocasião na nossa sempre animada sala de professores.
Até amanhã.
P.S. (1) - O Dr. Luiz Arlindo Feriani (pai) é um dos mais notáveis Juízes de Direito que exerceu a judicatura em Campinas, e como tal publicamente reconhecido. Foi Juiz da 6a. Vara Cível da Comarca e também Diretor, em duas gestões diferentes, da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Aposentado na Magistratura, é atualmente um renomado advogado e consultor e leciona a disciplina Direito Processual Civil, tendo concluído o doutorado na área,devendo em breve defender sua tese na PUC de São Paulo, sob orientação do Dr. João Batista Lopes;
P.S. (2) O Dr. Luiz Arlindo Feriani Filho é competente advogado, professor de Direito Processual Civil na Faculdade de Direito da PUC e Diretor Adjunto do Centro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas da PUC- Campinas;
P.S.(3) O Dr. Fabrício Pelóia é também reconhecido advogado, professor de Direito Civil da Faculdade de Direito da PUC, Coordenador da Assistência Judiciária Dr. Carlos Foot Guimarães e do Juizado Especial Cível que funciona no Fórum Central de Campinas, fruto de convênio entre o Tribunal de Justiça e a Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
P.S. (4) As fotos de hoje são minhas mesmo, acreditem. Tiradas de um celular.