segunda-feira, 15 de julho de 2013

CINEMA PREMIADO: ARGO DE BEN AFFLECK


Boa noite amigos,
 
 
O avião que o trouxe quase não conseguiu decolar de tanto ouro que carregava. Essa é uma  frase dita numa das cenas envolvendo dois policiais da CIA, referindo-se ao voo que levou mais um  beneficiário de "asilo político" concedido pelos Estados Unidos a um amigo,  chefe de Estado. Tratava-se do Xá Mohammad Reza Pahavi,  que governou o Irã antes da revolução iraniana que ocorreu em 1.979 e levou ao poder o líder xiita, Ayatolá Khomeini. O sentimento anti-americano que, vez ou outra, se manifesta, sobretudo em países do Oriente, não é infundado, embora nada justifique o terrorismo e a perseguição a cidadãos norte-americanos, muitos dos quais nem sabem, e grande parte não concorda, com a política externa americana que, a pretexto de garantir a liberdade e os direitos humanos no mundo, historicamente protege ditadores de direita, aliados por defenderem  os interesses norte-americanos em seus países,  em troca de benefícios e privilégios pessoais, numa verdadeira traição à nação e ao seu povo, aos quais, em regra,  saqueiam, oprimem e impõem uma vida de miséria.   Bem, independente dessa visão, que me parece indiscutível, o filme de Ben Affleck, vencedor do Oscar 2.013 e de muitos outros prêmios importantes do cinema,  retrata a sua versão de um interessante conflito verificado durante a revolução iraniana, em 1.979, cujos detalhes só foram revelados nos anos 90, a um elenco talentoso, capaz de segurar  a trama em todos os momentos. Só esses ingredientes não seriam suficientes se o roteiro adaptado não fosse tão bom  e Goldemberg  não fosse tão preciso na primorosa edição. Os três (Ben, Chris e Goldemberg),  foram premiados com a estatueta da academia, respectivamente, como o melhor filme, o melhor roteiro adaptado e a melhor edição.  O filme tem momentos de comédia, de drama, de suspense, de policialesco, sendo mesmo difícil seu enquadramento, de forma plena, num desses gêneros, como considera Bruno Carmelo, em crítica manifestada no blog "Adoro Cinema". A verdade é que esse roteiro baseado no best seller “My Secret Life in The Cia", de Antônio J.Mendez foi tão bem adaptado e dirigido, com   uma sequência dinâmica que leva o espectador a não piscar durante os 130 minutos em que dura o longa metragem, ARGO. Na sinopse, durante a revolução iraniana,  seis funcionários americanos, conseguem escapar da prisão, depois que militantes islâmicos e estudantes iranianos, invadem a Embaixada Americana em Teerã, inconformados com a recusa americana de extraditar o ditador, ex-governante e a quem concede asilo político,  e fazem os funcionários reféns.  Eles se refugiam  na Embaixada do Canadá e pedem auxílio ao governo americano. A CIA então, convoca um agente especial experiente, Antônio Mendez (Ben Affleck), e,  num plano exótico que envolve uma parceria entre os governos norte-americano e canadense, o policial,  cineastas famosos e equipe técnica de renome, buscam  tentar resgatar os refugiados, montando o roteiro de um inventado longa de ficção científica, muito em moda naquela época (Jornada nas Estrelas, O Planeta dos Macacos).  Com o falso argumento, tratam de pedir autorização ao governo iraniano para realizar cenas no deserto do país dos Aiatolás.  O filme foi proibido recentemente no Irã e seu diretor acusado de deturpação do incidente que se verificou entre os países, no final dos anos 70.  Um grande filme de suspense, num roteiro bem adaptado, com um orçamento de quase 45 milhões de dólares. Não deixe de ver.

Até amanhã amigos.

P.S. (1) Argo é um filme produzido, dirigido e estrelado pelo  jovem ator, diretor e produtor americano, Ben Affleck, de apenas 40 anos, que, como ator, participou de mais de dezenas de filmes para cinema e televisão nos Estados Unidos, dentre os quais, Pearl Harbor (2.001), Sheakespeare Apaixonado (1.998) e Elektra (2.006). Tem em seu currículo três direções: Medo da Verdade (2.007), Atração Perigosa  (2.010)Argo (2.012);

P.S. (2) O filme levou 7 estatuetas da academia americana: Melhor filme, melhor ator coadjuvante para Alan Arkin , melhor roteiro adaptado para Chris Terrio ; melhor edição: William Goldemberg; melhor trilha sonora: Alexandre Desplat, e, ainda, melhor edição de som e melhor mixagem de som.

P.S. (3) As gravações foram feitas em Los Angeles, na Virgínia,  em Washington e as cenas externas do Irã, em  Istambul,  na Turquia;

P.S. (4) A imagem da coluna de hoje, de Ben Affleck, foi emprestada do site produto.mercadolivre.com.br;
 

 

 

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

E O GALO ESTÁ NA FINAL DA LIBERTADORES!


Boa noite amigos,






Jornais, sites, mídia em geral detalharam, reproduziram e  comentaram, desde as primeiras horas da madrugada de hoje, a partida eletrizante entre o Atlético Mineiro e o Newell’s Old Boys, por uma das semifinais da Taça Libertadores da América, versão 2.013. Falar algo da partida assim, a esta altura, seria “chover no molhado”. A verdade é que o Galo, com uma campanha sensacional desde a fase de classificação, chegou à final, de forma  emocionante, depois de ter se complicado, na semana passada, quando sofreu, para o mesmo adversário, em Buenos Aires,  um inesperado e preocupante revés por 2 a 0.   Mas,  vencendo, ontem,  a partida de volta pelos mesmos 2 a 0 e a disputa de pênaltis por 3 a 2, a equipe, para alegria de sua enorme torcida, de seus dirigentes e atletas, e dos brasileiros em geral, à exceção dos cruzeirenses, é claro, porque rivalidade é rivalidade e no futebol ela é fundamental, vai disputar, pela primeira vez em sua história, o título da principal competição das Américas.  O que eu gostaria de registrar para os amigos são os detalhes que mostram que o futebol envolve muito mais do que 22 jogadores em campo atrás da bola e do gol. Trata-se de um esporte coletivo, o único, diria um grande amigo meu, em que o mais fraco pode vencer o mais forte e coisas improváveis podem determinar resultados, fazer campeões, heróis, vilões, consagrados, desgraçados e rebaixados. E a sorte, ou os Deuses  dos Estádios, o acaso, ou coisa que o valha, dependendo da crença, não pode ser ignorado, na construção de uma campanha vitoriosa de um campeão. Vamos lá:




° O Atlético, jogando, no Estádio Independência, a partida de volta que determinaria a sua classificação para a semifinal ou a eliminação da competição, empatando em 1 a 1, contra o Tijuana, comete um pênalti aos 42 minutos do segundo tempo. Era o lance crucial que provavelmente decretaria a derrota da equipe e a sua desclassificação. O atacante parte para a cobrança e o goleiro Victor,  caindo para um dos cantos, vê a bola se dirigindo para o meio do gol. Com o pé esquerdo consegue realizar uma defesa espetacular. E o jogo termina logo após, com o empate e a classificação do Galo;

 ° Ontem, o  Atlético fez um gol logo aos 3 minutos de jogo. E já a poucos minutos do encerramento da partida, aos 50 minutos,  quando o adversário jogava melhor e de forma mais competente, faz o segundo gol,  num chute  do atacante Guilherme, que acabara de entrar,  em bola rebatida da defesa. Pronto: 2 a 2,  consideradas as duas partidas. E vamos aos pênaltis;

° Cobrança de pênaltis. Alecssandro bate o primeiro e faz o gol.  Scocco empata com uma bela cobrança. Guilherme em seguida faz o segundo para os donos da casa  e Verguini novamente empata. Na 3ª. cobrança, Richarlisson isola a bola e, assim, bastava ao adversário acertar a cobrança para ganhar vantagem considerável. O que acontece, porém: Casco  manda a cobrança na trave. Tudo igual novamente. Aí nova tragédia: o centroavante Jô, que teve grande participação na Copa das Confederações, escorrega e manda a bola para fora na 4ª. cobrança. Tudo parecia caminhar para o fim do sonho atleticano. A torcida, no entanto, continuava a  repetir o slogam “Eu acredito”. Cruzado erra também a 4ª. cobrança, empatando novamente a disputa. Ultimo pênalti da série de 5. Ronaldinho Gaúcho caminha para a bola. Silêncio e apreensão gerais. Com categoria o atacante faz o terceiro gol. Estava agora nas mãos, ou melhor, nos pés de um dos melhores jogadores adversários, Maxi Rodriguez,  um exímio cobrador de faltas, o empate ou a desclassificação. No centro do gol o “iluminado” Victor agita os braços, provocando o batedor. E quando a bola vem bem batida  no canto esquerdo, o goleiro voa para ela e faz a defesa. Estava terminado o espetáculo;

° Victor se mexeu antes da quinta cobrança de pênalti e o gesto do juiz, conferido com calma depois do jogo, mostra claramente que ele apontava para anulação da cobrança e a determinação de outra. Mas, diante da euforia, da correria e da gritaria que tomou conta do campo e do estádio desistiu dessa empreitada, encerrando a disputa.

° Antes da cobrança de pênaltis um terço é jogado para o goleiro Victor. Ele apanha e beija o terço e  agradece a quem o jogou, ou aos céus, quem sabe. E fica com ele. Uma ajuda extra que, segundo muitos, foi fundamental para a defesa mais importante do campeonato.

° Dois outros detalhes: 1. Não faz tempo a torcida do Atlético hostilizava o atacante Guilherme e não queria que ele permanecesse na equipe. O técnico Cuca, no entanto, peitou a torcida e o manteve. Ontem, ele foi responsável pelo segundo gol  que levou a definição para os pênaltis. E bateu um dos pênaltis convertidos. Coisas do futebol; 2– De repente, mais da metade do segundo tempo, o Atlético jogando mal e parte da iluminação do estádio se apaga. A partida fica paralisada por mais de 10 minutos, aguardando o retorno da iluminação. Nesse meio tempo, o técnico Cuca aproveita para arrumar a sua equipe, dialogando bastando com Ronaldinho Gaúcho, o seu capitão. No retorno, surge o segundo gol.  Houve mesmo um problema com a iluminação? Coisas do futebol;

° A imagem da coluna de hoje é do goleiro Victor e foi emprestada do site www.globoesporte.com.


terça-feira, 9 de julho de 2013

SOBRE POESIA, POETA, LIVROS E FLORES

Amigos,


“O poeta é um fingidor. Finge tão completamente. Que chega a sentir dor. A dor que deveras sente.” (Autopsicografia, Fernando Pessoa, Ele Mesmo).

I)  Conheci Francisco Fernandes de Araújo na Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, nos anos 70. Fomos contemporâneos de curso. “Chico português”, como passou a ser carinhosamente tratado por nós, mais velho e mais maduro, logo mostrou que o caminho pelo Direito era uma inclinação a ser levada a sério. Aprovado em concurso público, foi Juiz de Direito, mas nunca deixou de fazer poesia. A aspiração da Justiça e as deficiências na tarefa árdua de buscá-la e realizá-la, efetivamente, em cada situação concreta,  foram  valorizadas e amenizadas pela sua arguta sensibilidade de humanista e  poeta. O poeta que sorri, porque sabe fingir, fingir alegria e esperança sinceras, por misericórdia de seus semelhantes.




II)  Todos os anos,  a cidade se enfeita  com   árvores de  ypê rosa inteiramente floridas. Especialmente no bairro do Cambuí, onde esses ypês se encontram em maior quantidade. É um espetáculo para os olhos, ver aquelas flores ali, juntas em galhos que se voltam para os edifícios, as casas  e o céu. E, ainda, de quebra,  ao pé delas os tapetes que se formam com as flores caídas, uma ao lado, ou sobre as outras.  É a natureza contrastando com a engenharia humana e a beleza suavizando e dando poesia e individualidade  àquelas obras de concreto armado muito parecidas, áridas como todas as outras.   Um espetáculo para parar, olhar e fotografar.  São apenas 25 dias mais ou menos que elas se apresentam assim.  Dias efêmeros como a vida. Em junho de cada ano!



III)  Depois de longos anos, encontrei Chico em pleno Largo do Rosário. Ali realizava, pelo sétimo ano consecutivo, a sua meritória campanha “Um livro por um Sorriso”. Trata-se de uma empreitada que o próprio autor esclarece, “de incentivo à leitura”. Filas se formam ali, de cidadãos de todas as camadas sociais, mas especialmente de gente mais simples, ávida pelo conhecimento, pela leitura, pelo aprendizado que vem dos sábios, além da dura experiência da vida. A distribuição é gratuita e vem com a mensagem e o autógrafo do autor. Este ano a campanha atingiu a marca extraordinária de 100.000 exemplares distribuídos. Na oportunidade de nosso encontro, ganhei de presente um de seus livros (Antologia de pensamentos), uma medalha comemorativa do evento e  fiz um flagrante do poeta  e do ambiente. Na foto da coluna de hoje Chico autografa um de seus livros para José Valério que é corretor e loca apartamentos no litoral norte;

IV) O ipê rosa é um árvore brasileira e pode atingir até 35 metros. Floresce, de forma abundante, de junho a agosto, e é ideal para paisagismo em geral por apresentar belíssimas inflorescências de cor rosa. É também recomendada para revegetação de áreas contaminadas com metais pesados;

V) O “curriculum vitae” de Chico é vastíssimo, evidenciando sua versatilidade e seu comprometimento com  a literatura e as causas sociais, como advogado, Magistrado e escritor.  Escreveu mais de 80 obras, dentre as quais a série “O Juiz de Turbante Dourado”, com muitos elogios e prêmios. Além de advogado e magistrado, é também mestre e doutor em Direito e foi Presidente da Academia Campineira de Letras.


Até amanhã amigos.

P.S. (1) Três frases de Chico constantes de sua Antologia de Pensamentos "Pedaços de vida nas asas do Vento":  Precisa-se de uma lei que elimine o ódio do planeta;  Gente prudente procura papel antes de sentar; Sinto-me gigante quando consigo agradecer sem pedir.



domingo, 7 de julho de 2013

CAUSO - MERCEDES VELHA


Bom dia amigos,

Neste domingo ensolarado de inverno, vai lá um "causo" que está no meu livro "Causas & Causos" n. II.

"Mercedes Velha.

                                       “Oh Lord, won’t you me a Mercedes Benz? My friends all drive Porsches, I must make amends.”
                                      (Janis Joplin, “Mercedes Benz”)


Essa  história se passa na  década de 60,  num   Tabelionato de Campinas.
A personagem central era uma senhora já com idade avançada e um  mau humor inquebrantável.
Ninguém ousava contar piada ou sorrir demasiadamente perto da distinta.
Dona Mercedes  era famosa naqueles tempos, exatamente por alguns predicados não muito desejáveis e que a afastavam do convívio mais próximo com seus colegas de Cartório: rigor excessivo na apuração do numerário do Cartório, impaciência,  impiedade com os erros dos moleques, inclusive dos pobres guardinhas ou patrulheiros (conforme a origem naqueles tempos),   e esse já propalado mau-humor de fazer inveja ao saudoso Presidente Figueiredo ou ao Murici Ramalho no trato com a imprensa.
Certo dia, grande parte dos funcionários que já tinham, de uma forma ou de outra, sido vítimas de Dona Mercedes, resolveram, na surdina, se vingar da dita cuja.
Dias difíceis,  grana curta, tiveram que fazer uma “vaquinha” para poder bancar a tal sacanagem combinada.
O Joel preparou o texto que deveria ser curto porque iria ser publicado, e cada palavra, cada sílaba,  custava o “olho da cara” no jornal da cidade.
E a publicação haveria de ser feita na edição de domingo, a  mais concorrida, cara e lida do “Correio Popular”.
Aprontado o texto,  restava alguém levar até o jornal, orçar, pagar  e autorizar a publicação.
O João se dispôs a correr o “risco”, isso mesmo, pois podia ser identificado e aí é que o “pau ia comê de verdade”.
Todos tinham feito pacto de absoluto silêncio sobre o assunto, pois ele viria necessariamente à tona.  O Tabelião podia querer saber de quem partira a idéia, quem participara etc. etc. e  o segredo não podia ser revelado, de jeito nenhum.
Mas o jornal podia exigir a identificação do solicitante ou então, a pedido posterior, identificar “o” ou “os” proponentes  do anúncio.
Enfim, a coisa  era braba ou podia ficar.
O João  voltou meio contente, garantindo que não tinha sido  visto por nenhum conhecido do Cartório, nem tinham pedido a identidade dele, apenas o dinheiro e o texto a ser publicado.
A seção era de Classificados,  a sub-seção, de automóveis usados.
O texto: “VENDE-SE UMA MERCEDES VELHA. TRATAR NO TELEFONE 0265  DIRETAMENTE COM A DONA”
O telefone era o do Cartório, atendido diretamente pela distinta.
Publicado o anúncio, na 2ª. feira seguinte choveram os telefonemas:
Um deles dizia:
- É aí que tem uma Mercedes véia pra vender?
Outro:
- Quanto custa a Mercedes véia anunciada?
Aceita trocá a Mercedes véia com um terreno em Hortolândia?
Dizem as más línguas que a velha Mercedes subiu a serra.
Dizem até que mandou muita gente de volta para a  distinta mãe que a pôs no mundo,  ou  tomar naquele lugar utilizado, como regra,  para as necessidades fisiológicas.
Descoberta a sacanagem  a velha exigiu do Tabelião providências.
Mas o pessoal se manteve firme e fiel: um acusou o outro, o outro o terceiro, o terceiro disse que deveria ter sido o quarto, e assim, por diante.
Durante muito tempo,  ao tratar com qualquer funcionário ouvia-se a velha em altos brados,  tentando descobrir a autoria do anúncio:
- Foi você, eu sei que foi você seu safado, isso não vai ficar assim.
E o povo tinha que rir de canto de boca, escondidinho, senão..."


Até amanhã amigos.


P.S. (1) A caricatura da coluna de hoje foi emprestada do site  www.jeffcaricaturas.com.;








sábado, 6 de julho de 2013

CINEMA NACIONAL - ROBERTO SANTUCCI - ATÉ QUE A SORTE NOS SEPARE

Boa tarde amigos,

O movimento de retomada   do cinema nacional às telas, em todo o país, com um percentual expressivo de público e de salas,   encontra uma velha e tradicional conhecida: a comédia. Justamente o gênero que fez sucesso em todos os tempos no Brasil, mas que sofre sério preconceito da crítica especializada.   Um dos diretores da nova geração, consagrados agora com o gênero,  é  Roberto Santucci, que já inclui em seu currículo, três  retumbantes sucessos de público: Até que a Sorte Nos Separe e De Pernas Para o Ar 1 e 2 e promete mais com o recém-lançado,Odeio o Dia dos Namorados, e a sequência dos dois primeiros (Sorte n. 2 e Pernas pro Ar n. 3), para 2.014.   O diretor vem sendo considerado um Midas da sétima arte e já não sente, como no passado,  dificuldades  para encontrar produtores e distribuidores dispostos a investir em suas películas.  Depois de vários curtas e longas que nem chegaram a ser lançados, conseguiu alguma atenção para o seu “Bellini e a Esfinge” baseado em livro homônimo de  Tonny Bellotto, em 2.002. Nada, porém, relevante. Agora é diferente. Badalado, tem à disposição generosos orçamentos (De Pernas Para o Ar 2 já contou com orçamento de R$5.000.000,00) e até a garantia de que, a cada 10.000.000 de ingressos vendidos, poderá fazer um filme tipo “cabeça”, daqueles que todo diretor tem vontade de realizar,  sem compromisso com o retorno de mercado, como afirmou recentemente o seu produtor. As obras-primas cinematográficas geralmente passam longe do gênero “comédia”, mas não se pode imaginar que elas não façam parte do mundo mágico da Sétima Arte e que não possam ser realmente inesquecíveis. Acho espetacular, por exemplo,  a versão, para o cinema,  da obra de Suassuna, o Auto da Compadecida, em todos os aspectos. Abaixo algumas considerações sobre o filme “Até Que a Sorte Nos Separe” que assisti recentemente.


ATÉ QUE A SORTE NOS SEPARE – Baseada no livro “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos” de Gustavo Cerbasi, e tendo como protagonistas o humorista Leandro Hassun e a atriz Daniele Winits, o filme, apesar das considerações negativas da crítica especializada,  não é ruim,  pois, ao contrário da maioria dos longas atuais que exploram o  gênero comédia-romântica, tem efetivamente enredo e mensagem leves, que agradam  e divertem o espectador, um bom ritmo e um  humor limpo e inteligente, afastado do estereótipo das cenas apelativas de sexo e de excesso de  palavrões. Na sinopse, um casal, Tino (Leandro Hassum) e Jane (Danielle Winits), de classe média baixa, ganha 100 milhões na loteria, e vive de forma abastada e fútil, com os dois filhos,  por 15 anos,  até que todo o dinheiro acaba, em decorrência da gastança e dos maus investimentos. Jane está grávida do terceiro filho do casal e o marido não sabe como contar a ela que estão pobres, pois o médico afirma que ela não pode sofrer qualquer tipo de emoção. Então, ele resolve  pedir ajuda a amigos, especialmente a um vizinho, com quem não se dava bem. Há quem veja no filme um roteiro esquemático, mais uma comédia televisiva, ou feita para crianças.   Com mais de um milhão de espectadores, o filme não está mais no circuito comercial, mas pode ser encontrado nas videolocadoras e no sistema pay-per-view. Veja num sábado à noite comendo pipoca ou tomando um bom vinho. De preferência no horário do insuportável “Zorra Total”. Garanto que é bem melhor.


Até amanhã amigos.


P.S. (1) “A Comédia é o primeiro gênero a se profissionalizar no cinema brasileiro” – de Pedro Butcher do Filme B;

P.S. (2) Do diretor Roberto Santucci: “Você ter a atenção das pessoas para seus filmes é algo difícil. E custa uma fortuna”;

P.S. (3) Os diretores da terra têm investido em comédias e cinebiografias, depois dos sucessos de Se Eu Fosse Você 1 e 2 Dois Filhos de Francisco;

P.S. (4) Roberto Santucci é um diretor que, segundo os artistas que trabalham com ele, é generoso e permite que os talentosos atores deem vazão ao hábito de improvisar. Ele inova na arte de filmar, para extrair o máximo possível de seus atores. Trabalha com 3 câmeras ao mesmo tempo, exatamente para dar liberdade de criação e improviso.

P.S. (5)  A comédia romântica, concebida pelos norte-americanos há décadas,  continua muito em moda,  arrastando multidões para os cinemas no mundo inteiro, especialmente jovens em busca de alegria e entretenimento;

P.S. (6)  Não compreendo o preconceito de parte considerável da chamada crítica especializada com o gênero “comédia”. A questão é de premissa: há muita gente que pensa e acredita que cinema é coisa séria, não é arte para exercício de entretenimento;


P.S. (7)  Um desses  críticos afirma que a comédia “Até Que a Sorte Nos Separe” é daquelas que você saí do cinema e não lembra mais. E eu pergunto: E é para ficar lembrando sempre, de tudo?


P.S. (8) A imagem que abre a coluna hoje é do filme "Até que a Sorte Nos Separe", a do meio da coluna do filme recém-lançado, Odeio o Dia dos Namorados. A imagem ao lado é do filme americano de 2.009, também denominado "Eu Odeio o Dia dos Namorados", que foi estrelado por Nia Vardalos e John Corbett. Dirigido e produzido pela própria atriz Nia Vardalos (lembram-se dela do ótimo filme "Casamento Grego"?), esta última comédia romântica é uma das piores que eu já assisti. A versão brasileira ainda não vi. 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

RAFAEL - UM ANO

Bom dia amigos,



Ele chegou para nós como uma dádiva dos céus. Preencheu os espaços da casa e dos nossos corações. Virou objetivo comum, fortaleceu os nossos vínculos de afetividade, que, retesados num dia qualquer, lá atrás, na rudeza do cotidiano desesperançado, agora transbordam em deliciosa e espontânea manifestação recíproca de carinho, respeito e solidariedade.  Permanente sugestão de ternura traz alegria,  doçura e  amor com o  seu sorriso aberto, largo, no rosto estreito. Os bracinhos  esticados convidam todo o tempo,  cada um e todo mundo, ecumenicamente,  para a recepção, o encontro,  o aconchego, o  abraço. Também para  um  me “leva  junto pra onde você for”  evidente, confiante,  espontâneo, interesseiro,   já focado no seu objetivo de conhecer o mundo logo, logo,   para além dos tímidos limites da casa, do berço, do tapete, das janelas e portas. Anjo, arcanjo, mensageiro de um Deus que curou Tobias, projeta também o nosso caminho para a  terra prometida dos bons sentimentos e valores.  Imagem emblemática da alegria, da avidez pelo conhecimento, da troca, da solidariedade, tinge em cores fortes  o nosso cotidiano, como revela à nossa vista,  a vasta obra de outro Rafael, o Sanzio, o que  retratou o mundo de lá, dos céus, santos e anjos,  nas suas telas da Renascença. Nascer, renascer é o que você nos proporcionou neste ano, a cada novo dia.   Parabéns Rafael por um ano de benfazeja existência na sua e na nossa vida. E que Deus lhe proporcione sorte, muita sorte, para que possa encontrar, na sua trajetória,  verdadeiros momentos de felicidade  e luz. E  que, de quebra,  Deus lhe permita  ser  fiel aos seus princípios e  objetivos,  e lhe proveja para que também possa prover  as suas carências, de corpo e de alma e a de seus necessitados contemporâneos,   nesse mundo tão incerto e injusto,  meu querido e amado neto.

Parabéns! 


P.S. (1) O nome Rafael, de origem hebraica e com raízes bíblicas, significa “Deus Cura”. Essa alcunha se destaca entre os homens por remeter a alguém perseverante, que consegue auxiliar os que estão a sua volta sem se esquecer dos próprios caminhos para obter sucesso e atingir seus objetivos. Como todos os indivíduos que têm a letra "R" como a primeira do nome, eles costumam agir com sabedoria e de maneira racional quando precisam ajudar outras pessoas. (www.nomeclickgratis.com.br);





P.S. (2) Três Rafaéis: Rafael Antônio Maria de Orlèans e Bragança é príncipe do Brasil; Rafael Sobis, futebolista ainda em atividade, é atacante do Fluminense,  e o espanhol  Rafael Nadal,  um dos maiores tenistas de todos os tempos (imagem acima emprestada do site awesomepeople.com.ua), é atualmente o 4º colocado no ranking da ATP,  e já esteve, durante muito tempo e até 2.011,  como primeiro colocado, nesse mesmo ranking.

P.S. (3) Rafael Sanzio foi um grande pintor e escultor  da renascença italiana, um dos mais importantes artistas das artes plásticas de todos os tempos.

P.S. (4) Esses simpáticos anjinhos aí de cima integram o famoso quadro "Madonna Sistina", confeccionado pelo artista Rafael Sanzio,  em 1.513/1.514, para adornar o túmulo do Papa Júlio II. A imagem foi emprestada do site commons.wikipedia.org.


P.S. (5) A foto que abre a coluna hoje é do meu neto aniversariante, Rafael Furlan Miguel Schmidt.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

LAURAS - BEM-VINDAS



/Um vale em flor, a fonte/ O rio cantando/O sol banhando a estrada/ Frases de amor/Laura/Um sorriso de criança/ Laura/ Nos cabelos uma flor/ Oh, Laura/ Como é linda a vida!/ Oh, Laura/ Como é grande o amor/

(BRAGUINHA).

Amigos,


Com versos da poesia  de Braguinha, quero saudar hoje o nascimento de duas crianças. Lindas, esperadas, desejadas, amadas e, portanto, bem vindas.  Os pais não se conhecem. Entre ambos os casais, porém,  dois  pontos comuns:   A amizade, admiração e  apreço que sinto por eles, os quais já transferi, automática e  evidentemente,  para as filhas. E o nome por eles escolhido para batizar as meninas: Laura. Duas Lauras. Uma do casal Reginaldo e Alessandra (Dalbon) Takita (imagem que abre a coluna).  Outra (foto do meio da coluna),  do amigo feito há pouco tempo lá na Unicamp, Alexandre Rebac de Paula e sua mulher Patrícia Rebac de Paula. Os papais estão babando. Os avós também. Todo nascimento é um milagre.  Estes também e especialmente para nós. Saúde e sorte para as novas Lauras.

Até amanhã amigos.
P.S. (1) LAURA é o nome do mais famoso filme do diretor Otto Preminger;

P.S. (2) Três Lauras famosas: Laura Chacur (escritora), Laura Pausini (cantora italiana), Laura Cardoso (atriz);

P.S. (3) Laura é um nome oriundo do latim “laurus” que significa cora de flores de louros e, por metonímia, vitoriosa e triunfadora. Daí também a expressão láurea a significar prêmio, o troféu da vitória, do triunfo.

P.S. (4) Alessandra Dalbon, depois do casamento, também Takita,  é uma pessoa muito querida, a melhor amiga de infância, de mocidade e, agora, também  de maturidade de minha filha Samira. Alessandra é, portanto, uma espécie de filha e tem na minha família esse sentimento e consideração, sem concorrência, no entanto, com seus pais, os amigos e compadres Osmar e Ana Luisa, aos quais abraço e saúdo pelo nascimento da primeira neta.