segunda-feira, 23 de novembro de 2015

FICA MACACA! ABAIXO A CARTOLAGEM.


Boa noite amigos,

A macaca, velha mascote da Associação Atlética Ponte
Preta. Imagem emprestada de pontepreta.com.br
O assunto foi notícia na folha principal da Uol da última quinta feira e causou curiosidade nacional: a Ponte Preta da cidade de Campinas, depois de 115 anos,troca a sua mascote, a macaquinha, pelo macacão, aquele gorila feio que lembra o King Kong, monstro mítico que fez um estrago danado na cidade de Nova York, no começo do século passado, mas que finalmente foi bombardeado e morto por artefatos lançados por aviões, depois de carregar uma bela jovem por quem se apaixonara, para o pico do  Empire State. O personagem e sua história renderam três versões cinematográficas[1]. O filme foi considerado, em 2.004, pela revista britânica Empire, como o “maior filme de monstros de todos os tempos.” Busquei ler e entender as razões que levaram os algozes da macaquinha à sua demissão sem aviso prévio: estaria ela cansada depois de mais de 100 anos de estrada? Teria cometido algum desatino que justificasse a sua demissão por justa causa?[2] A explicação, porém, foi simples e inconvincente: A ideia de mudar o mascote veio primeiro para contemplar um clamor da torcida, para quem o Gorila já havia sido criado anos atrás. Além disso, queríamos um mascote com imagem mais competitiva que a Macaca e, ao mesmo tempo, dissociar o apelido do time do mascote. A Ponte já é a Macaca, assim achamos legal o mascote ser o Gorila –“ disse o diretor Rodolfo Rufeisen, que conduziu todo o processo de marketing.  Grande parte dos torcedores reclamou da desconsideração com a mascote. E com razão: mascote é um símbolo e símbolo é um elemento fundamental de identificação, como as cores de uma camisa, os emblemas, o nome, a bandeira e outros que se agregam ao valor comercial e cultural de uma instituição[3]. Assim, por razões históricas e culturais, a macaca não podia ser trocada, dispensada, desconsiderada. E o que dizer do argumento de que o gorila seria mais competitivo? Discriminação? Machismo ou coisa que o valha? 
o Gorilão, novo mascote inscrito na FPF para o Campeonato
Paulista de 2.016. Imagem emprestada de www.centauro.com.br 
Decerto que nenhum  dos argumentos pode ser juridicamente sustentável. Inda mais que a “dita cuja”, que não envelheceu, ao contrário do clube, conhecido, depois de tantos anos de fundação, como Nega Véia e Veterana[4].A distinta continua novinha em folha, com aquela simpatia que só vendo e aquelas charmosas fitas vermelhas que estão sempre na moda. Ao menos para as macacas. E é justamente por isso, essa coisa que não muda com o tempo, que não fica nem mais velho, nem mais moço, é que não se despede, nem se aposenta, nem se mata mascote[5]. Nem muito menos se troca por um bicho da mesma raça,  do outro sexo, maior e mais feio. De mais a mais, a macaquinha sofreu tanto com as decisões dos Paulistas de 77, 79, 81 e 2008 e com a perda de um título intercontinental como a Sul Americana em 2.014,  mas agüentou firme com aquele sorriso nos lábios e a esperança de que “um dia nós chega lá”. E agora, quanta ingratidão! Assim, por razões também éticas a sua despedida foi injusta. E nem se diga quanto à estética. Comparar a sua delicada silhueta com aquele bicho grande e feio que tenta assustar os adversários quando a Macaca (digo, a Ponte, sem a macaca) joga no Majestoso é pecado mortal. E contra a estética. -  O Clide, diria o saudoso  Ronald Golias,  manda dizer pros caras que respeito do adversário se obtém jogando futebol de qualidade, não mandando um gorilão para as arquibancadas. A reação em favor da macaquinha foi tão grande nas redes sociais e na mídia em geral que a diretoria do Majestoso imediatamente veio a público para se explicar, afirmando que a macaca faz parte do imobilizado e das tradições da Ponte e que não foi despedida. Nem mesmo aposentada compulsoriamente. Que o registro na Federação Paulista de Futebol do gorila como mascote para 2.016, apenas atendeu à parcela da torcida que já se acostumara, nos jogos em casa, com a presença do gorilão. Ele estaria até na bandeira de uma das torcidas uniformizadas mais inflamadas.  E que por via das dúvidas a situação já se resolvera de maneira sentimental: A macaquinha já está casada com o gorilão,  pelo regime da comunhão de vices-campeonatos   e demais  tradições. E não é que de um dia para o outro a família já estava extensa com mulher, marido e dois macaquinhos.
Cena da versão original de 1.933 do filme King Kong.
Imagem emprestada de www.bicketforum.com.
Disseram que agora a família inteira vai para os jogos no Majestoso  “na moral” para assustar os adversários. O que será que acham os meus prezados amigos ponte-pretanos de quatro costados ( Pedro Negrão, Thiagão de Souza, Denis,  Fabiana, Dr. Torrano, Ricardo Ortiz, Stela Serafini, Desembargador Pedro de Alcântara, Rodrigo Herrera, José Henrique Farah, Zeza Amaral, Gil da Creche e tantos outros).  Que essa é mais uma cretinice da incansável cartolagem do futebol brasileiro! Concordo. Eta gente sem noção, meu! 

Até amanhã amigos.





[1] A primeira de 1.933; a segunda em 1.976 e a terceira em 2.005.
[2]  Especula-se que teria sido surpreendida aos abraços e beijos com o indinho daquele time lá de baixo,  atualmente na terceira divisão, numa das versões que mais circularam nas redes sociais.
[3] Por razões comerciais inconcebíveis, hoje se vê o Corinthians jogando com camisa roxa e o São Paulo, o Tricolor do Morumbi, com  camisa de uma cor só.
[4] São dois apelidos carinhosos com que os torcedores e a imprensa tratam também a Ponte Preta.
[5] Vovô é o símbolo de identificação da equipe do Ceará e já nasceu velho. Mas não morre,nem fica mais novo. Então, tá!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

E O CORINTHIANS É O CAMPEÃO BRASILEIRO - PELA SEXTA VEZ

Boa noite amigos,
Imagem emprestada de br.blastingnews.com.
@ Na noite de ontem, num São Januário lotado e reformado, o Corinthians finalmente foi oficializado como Campeão Brasileiro de 2.015. Um título que já tinha sido conquistado desde aquela partida contra o Atlético Mineiro, que o Timão venceu pelo elástico placar de 3 a 0, no Estádio Independência, onde  o Galo gosta de mandar seus jogos importantes e decisivos. A distância de pontuação entre as equipes, que já era considerável num campeonato de pontos corridos, ficou ainda maior e a proclamação do título era questão de tempo.  Mesmo assim, durante os jogos de ontem, que aconteciam no  mesmo horário, a conquista parecia ser adiada outra vez, pois o Vasco da Gama, em situação desesperadora, jogava uma partida bastante equilibrada e, em nenhum momento, sinalizava que perderia o jogo. Sem a vitória no Rio, o Corinthians dependia da derrota do Galo para o São Paulo no Morumbi, ou ao menos, de um empate.  Houve instantes, porém, em que, enquanto o Corinthians perdia por 1 a 0, no Rio, o Galo vencia o tricolor pelo placar de 2 a 1. Mas foram resultados parciais, que só serviram para aumentar a temperatura da competição. No final, um Vagner Love que ressurgiu nos últimos jogos e que, de vilão passou a herói para a torcida corintiana, marcou o gol que empatou a partida, dando a ela números finais (1 a 1). Nem precisava. No Morumbi, o São Paulo virava mais uma vez o placar, aplicando um sonoro e indiscutível 4 a 2 sobre o Atlético, resultado que, mesmo com a eventual derrota do Timão, lhe dava o título brasileiro a 3 rodadas do final do campeonato. Com inteira Justiça!

@ O Corinthians foi, além da equipe que mais pontos conquistou até agora (77),  também a melhor em todos os fundamentos. Teve o maior número de vitórias (23), o menor número de derrotas (apenas 4), o maior  número de gols (64), a  melhor defesa (apenas 27 gols sofridos), com impressionante saldo de 37 gols (imaginem que o segundo melhor saldo foi do Grêmio com apenas 18 gols). Números, portanto, que tornam indiscutível a justiça da conquista. Importante ressaltar que o técnico Tite foi sem dúvida, o grande articulador, não só como assistente técnico, mas principalmente o responsável pela união do grupo, a motivação para um trabalho incessante,  e a recuperação de atletas, como nos casos de Vagner Love e de Renato Augusto.  Um grupo que no início do campeonato chegou a despertar fundada suspeita do torcedor e da imprensa quanto ao que poderia render, especialmente com as saídas de Emerson, de Paolo Guerrero e de Fábio Santos;
Vagner Love - Do banco de reservas para a semi-artilharia

@ Nem mesmo a turbulência política no clube do Parque São Jorge e as dívidas acumuladas chegaram a ameaçar a boa  campanha do clube, valendo anotar que mais uma vez Tite foi decisivo, ao conseguir deixar jogadores e equipe técnica longe das discussões e do confronto entre candidatos e sucessores;

@ O campeonato prossegue nas suas três últimas rodadas ainda oferecendo emoções para as equipes que sonham com uma vaga na Taça Libertadores, no chamado G-4, e com a manutenção na elite do futebol brasileiro (o pessoal que está lá embaixo nas quatro últimas colocações e nas posições de risco – até o 15º lugar (atualmente o Figueirense, com 39 pontos). Embora ainda não matematicamente livres do rebaixamento é pouco provável que Fluminense (14ª com 43 pontos) e Chapecoense (13º com 46) possam correr algum risco efetivo;

 Luan Garcia Teixeira, o zagueiro camisa 4 do Vasco 
@ O Vasco da Gama  por tudo que tem feito de positivo, no segundo turno do Campeonato Brasileiro, apresenta, no meu modo de ver, chances reais de permanecer na série A. A equipe está jogando um futebol muito diferente daquele com que iniciou o campeonato, e com o qual sofreu sonoras, seguidas e vexatórias goleadas, dentro da própria casa. Sendo o único com o “status” de GRANDE do sepultado Clube dos 13, imaginei que pudesse ser beneficiado pelas arbitragens na reta final do campeonato. Não que os árbitros sorteados pudessem conscientemente beneficiar a equipe cruzmaltina,  de tantas tradições. Mas, como é sabido, os árbitros são homens com virtudes e defeitos. E não venham  dizer que a pressão psicológica sobre eles para que não errem contra as equipes grandes não seja capaz de exercer influência na atuação, inclusive, e principalmente na interpretação de lances difíceis e  duvidosos. Errar contra pequenos não tem o mesmo efeito de errar contra os grandes. O barulho é menor. Alguns até inaudíveis. A consequência para o seguimento da carreira é muito menos grave. E TODOS ELES SABEM DISSO, mesmo que digam o contrário. Mas vou dizer francamente aos amigos. Desta vez, o Vasco não só não está sendo beneficiado, como tem sido sistematicamente prejudicado. No empate contra a Chapecoense a arbitragem foi decisiva o que provocou a ira e mais declarações fortes contra a Comissão de Arbitragem da CBF, por parte do lendário,Eurico Miranda. E que dizer do pênalti  inexistente marcado a favor do Figueirense na vitória sobre a Ponte Preta, na 4ª. feira? Não se pode esquecer que o Figueirense é um dos concorrentes diretos do Vasco na luta contra o rebaixamento. E se tivesse perdido para a Ponte teria estacionado nos 36 pontos, a apenas 2 da equipe carioca. Ou, no caso de empate, a apenas 3  (agora está a 5). O “apito amigo”, como diz o Milton Neves, dessa vez não apareceu para salvar o Vasco. Vamos ver o que acontece nas três últimas rodadas. Mas, sinceramente, de todas as equipes com risco de rebaixamento, o Vasco é aquela que mais se modificou durante a competição, contratando, tentando solucionar os inúmeros problemas que tinha no  campo e “extra-campo”.  Está jogando hoje um futebol de primeira divisão. Mas a tarefa será árdua. Muito árdua e dependerá de competência e sorte. Como dizia o grande e saudoso, Nelson Rodrigues, torcedor doente do Flu, “ Com sorte você atravessa o mundo, sem sorte você não atravessa a rua.”

Até amanhã amigos.

P.S. (1) Fiquei impressionado com a partida que o jovem zagueiro vascaíno Juan fez ontem contra o Corinthians, em São Januário. O capixaba de 22 anos, 1,83 metros, desponta como uma grande promessa do futebol brasileiro. É um zagueiro vigoroso, mas extremamente técnico, e deu conta dos atacantes do Timão durante considerável parte do jogo, sobretudo quando o Vasco, sem outra alternativa, teve que se aventurar no ataque, deixando espaço para o contra-ataque da equipe de Tite. Fui pesquisar sobre ele. Com um currículo pequeno, tendo em vista a sua pouca idade, vem do juvenil do Vasco e só jogou na equipe de São Januário. Integrou, porém, a Seleção Nacional Sub-20 (2.012-2.013) e a Sub-22 (2.015). De olho, portanto, no menino.


P.S. (2) A imagem de Vagner Love foi emprestada de esporteinterativo.com.br. A do jovem Juan de www.vasco.com.br.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

CINEMA - UM SENHOR ESTAGIÁRIO (THE INTERN)


Boa noite amigos,

Ben Withaker (Robert De Niro),  é um senhor aposentado de 70 anos, que ficou viúvo e vive sozinho. O  bom padrão de vida é garantido pelos 40 anos em que exerceu cargo de Vice-Presidente de uma empresa que editava listas telefônicas. A única filha, o genro e a neta residem em outro Estado da Federação norte-americana, e raramente se visitam, nem são motivo para preocupação. Ainda vigoroso física e psicologicamente, Ben não consegue preencher o vazio que sente dedicando-se a atividades ordinàriamente indicadas para a terceira idade: viagens, cinema, passeios em shopping,  exercícios físicos, jantares com os amigos. Ao tomar ciência  de que uma empresa, em franca ascensão, que explora um site de moda na internet,  está à procura de  um estagiário de terceira idade, resolve candidatar-se, motivado com o novo desafio. Selecionado entre vários candidatos é designado justamente para atender à sua jovem e talentosa proprietária, Jules Ostini (Anne Hathaway), que, em princípio, sendo uma mulher reservada e independente, não gosta da ideia de ter esse senhor próximo e intrometido na sua vida profissional e familiar. Aos poucos, porém, Ben passa a conquistar a dona da empresa e os jovens colegas de trabalho, mostrando conhecimento, experiência e sensibilidade. Essa a sinopse do original, The Intern, que no Brasil foi rebatizado de Um Senhor Estagiário,  uma comédia estadunidense  de  121 minutos com  a marca registrada de sua diretora e roteirista, Nancy Meyers (Alguém Tem de Ceder2.003; O Amor Não tira Férias – 2.006), que gosta de explorar o universo feminino, com textos leves e bem humorados, sem apelar para escatologias. Um filme cativante e encantador que, sem pieguismo, aborda de maneira leve e sensível, a segregação social dos idosos e  o preconceito da jovem geração nerd em relação a eles, excluídos de um mundo globalizado, de interesses comerciais e corporativos, porém superficial, carente de relacionamentos pessoais verdadeiros e profundos. Niro e Anne, dão vida, com seus reconhecidos talentos,  aos protagonistas envolvidos nas situações exploradas pela roteirista.  Não perca. Uma das melhores comédias que o cinema americano comercial trouxe para as telas neste ano.

Até amanhã amigos,

P.S. (1) Com apenas 33 anos, a atriz Anne Hathaway tem em seu currículo uma vasta e importante filmografia. Dividiu o set com a diva Mary Streep  no badalado O Diabo Veste Prada (2.006). Esteve em O Segredo de Brokeback Mountain, vencedor De 3 estatuetas no Oscar de 2.006, com melhor direção para Ang Lee, melhor roteiro adaptado e melhor trilha sonora, e ainda, em Amor e Outras Drogas (2.010), Interestelar (2.014) e Os Miseráveis (2.012). Com Os Miseráveis, no papel de Fantine,  ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2.013;

P.S. (2) A primeira imagem da coluna de hoje é dos protagonistas Ben e Jules (Niro e Anne), na publicidade do filme e foi emprestada de cinepop.com.br. A segunda imagem é da Ministra Nancy Andrighi que em entrevista à Revista Tribuna da Magistratura (ano XXII, n. 236) edição de outubro/novembro de 2.015, ressaltou que “A experiência dos juízes aposentados é essencial”, declaração essa que, de certa forma, tem correlação com a mensagem do filme “Um Senhor Estagiário” e foi emprestada de veja.com.br. A terceira e última imagem é da bela atriz Anne Hathaway, na entrega do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante de 2.013 e foi emprestada de exame.abril.com.br.



sábado, 14 de novembro de 2015

VR - ELEGÂNCIA EM MODA MASCULINA

Bom dia amigos,
Vitrine da loja VR do Shopping Iguatemi Campinas.

Sinônimo de elegância e charme em moda, a VR Menswear foi criada em 1.988, como marca essencialmente masculina, operando 3 (três) linhas distintas em ternos e camisas tradicionalmente bem cortados: Alfaiataria (trabalho), Office (dia a dia) e Casual (Lazer). O padrão de preços, pouco acima da média do mercado similar, responde satisfatoriamente à diferença de qualidade de seus produtos, em relação às concorrentes, pela intransigente e permanente utilização de matéria prima de alta qualidade e atualização de seus produtos, hoje em linhas mais diversificadas. Em 2.003, é lançada a VRK, com vistas ao mercado de roupas infantil. Em 31 de março de 2.011, a Inbrands S.A. adquiriu 100% do capital social da VR Holding Participações Ltda., sociedade controladora da VR Indústria e Comércio de Vestuário S.A., que opera as marcas VR São Paulo e VRK São Paulo. Pela elegante e simpática loja da VR situada no Shopping Iguatemi, aqui em Campinas, responde uma equipe de primeira linha: o Gerente Emerson, o Sub-Gerente e vendedor responsável, Donizete, Nathália, a operadora de Caixa, e os vendedores Carol, Geandro Junior e Lopes. A alfaiataria é de responsabilidade do Adelino, que cuida dos ajustes, especialmente dos costumes, às sinuosidades e protuberâncias abdominais (como no meu caso) dos fregueses. A loja já recebeu os produtos da coleção Verão-2.016, em tecidos leves e suaves próprios para suportar o nosso verão, sempre muito quente,  e espera sucesso nas vendas de fim de ano. Parte dos lançamentos vêm registrada na coluna de hoje, com as fotos abaixo. Sempre uma boa opção para presentes que agradam os homens de todas as idades e de  bom gosto.  Para ver as sete tendências da moda masculina - Verão 2.016, acesse http:modajovemmasculina.com/7-tendencias-da-moda-masculina-verão-2016/.

Até amanhã amigos.


Polo Friso Algodão Várias Cores
R$139,00.
Blazer Areia Tecido plawo algodão.
R$650,00.
Camisa Office Várias Cores a partir
de R$269,00.


Gravatas de Seda - Várias Cores
A partir de R$179,00.
Interior da loja VR no Shopping Center Iguatemi de Campinas.
Polo Verde Água - full print Poá
(exclusivo)  - R$239,00.
Polo pima mercerizada  bordô - Exclusivo.
R$229,00.
Tshirt mc full print -azul marinho
Estampa. R$159,00.
Camisa Casual ML Estampada
R$299,00

blazer azul médio exclusivo (office)
R$899,00.





quarta-feira, 11 de novembro de 2015

HAVER OU A VER - EIS A QUESTÃO.

Olá amigos,

Prove que você não é um robô.
Cada vez que me atrevo a ler comentários nas redes sociais e nos noticiários das principais provedoras, fico intrigado com o maltrato à língua. Claro, não sou nenhum especialista, nem considero que o idioma seja uma coisa estática, sem as alterações naturais e desejadas decorrentes das mudanças sociais e culturais de um povo. E que, por isso mesmo, deve ser algo vivo, que se preste preponderantemente para a comunicação. Os estrangeirismos estão cada vez mais se introduzindo na língua culta, engrossando o rol dos verbetes e os dicionários, especialmente o galicismo, dada a globalização e a natural eleição do inglês como língua universal, criando, sem versão nos diversos idiomas espalhados pelo mundo, expressões  indispensáveis à compreensão de ações, estados e qualidades de máquinas, equipamentos e programas da era cibernética. Mas alguns erros crassos são tão reproduzidos que a gente pensa que desaprendeu como escrever, e  que, no nosso tempo (o meu e da minha geração, claro), eram inconcebíveis numa prova de língua portuguesa do curso ginasial (hoje correspondente ao curso médio).[1] É o caso dos parônimos[2] “Haver” e “a ver” . O “haver” deve sempre ser empregado no sentido de “ter, existir” (O autor tem muito a haver do réu e de seus familiares, isto é, o autor teria muito a receber dos réus e de seus familiares, seja no sentido de crédito econômico, seja no que tange a haveres abstratos, como gratidão, respeito, consideração, dependendo do sentido da frase e da situação concreta).  Note-se ainda a expressão usada corretamente nos seguintes exemplos: Lamenta o réu haver praticado o crime, isto é, ter praticado o crime; Garanto, excelências, não haver prova alguma nos autos de que o disparo partiu da arma de meu cliente, pois a perícia foi inconclusiva nesse sentido). Já  o “a ver” indica relação com algo ou alguma coisa (A menina nada tem a ver com a atitude da mãe;  O que é que o Doutor Promotor tem a ver com a vida íntima do réu?  O réu nada tem a ver com o crime de que está sendo acusado). Vale a pena também registrar que comumente a juventude, criativa e econômica no ato de comunicação, usa a expressão “Nada a ver”, referindo-se  ao fato de que alguma situação ou pessoa não tem relação com o assunto,  ou, que a tal pessoa não sabe nada acerca do tema, ou, finalmente, referindo-se a uma pessoa que está por fora de tudo, não se relaciona com o mundo ou com o grupo (O carinha é nada a ver, mano).
Há também na língua culta, a expressão “haveres” usada sempre no plural, com o sentido de referir-se às posses ou ao patrimônio de alguém. Observe-se os seguintes exemplos: “Poucos eram os seus haveres. Mas tinha muito a oferecer a seus alunos como exemplo de vida e de dignidade; Os haveres do “de cujus” têm valor elevado, sendo suficiente para a distribuição entre os seus herdeiros, sem provocar disputa.
Aproveito o tema e a oportunidade para recomendar aos leitores a leitura e a reflexão sobre uma das páginas mais belas da literatura lírica do inesquecível Vinícius de Moraes: O Haver é o seu título.


Até mais amigos,

P.S. (1) A imagem da coluna de hoje foi emprestada de www.jornalgrandebahia.com.br




[1] Não esqueço do dia em que, por equívoco,  errei ao separar o dígrafo da palavra “carroça”, colocando os dois de um lado só (Ca-rro-ça). Minha professora convocou minha mãe para indagar se eu estava apresentando algum problema de ordem emocional, em casa.
[2] Parônimos são palavras que apresentam similaridade na forma escrita e que produzem o mesmo som, mas têm significado diverso.

sábado, 7 de novembro de 2015

VIAGEM A ORLANDO II

Boa tarde amigos,


Voltando à nossa viagem a Orlando, na Flórida, agora em setembro, como esse mundão é pequeno,  por lá,  casualmente, encontramos o Hélio Bueno. O Hélio é um brasileiro imigrante, em situação de regularidade por ter obtido o Green Card, enamorado do país do Tim Sam,  mas sem exagero ou fanatismo, reconhecendo as virtudes, mas também os defeitos da sociedade  e da cultura americanas. Garante, porém, que está integrado ao Primeiro Mundo e que  não retorna ao Brasil, ao menos para aqui voltar a fixar residência. Não o conheci, à primeira vista, nem ele a mim. Nosso contato nasceu do fato dele ter abordado o meu genro, Renato, no Outlet Marketplace, para fazer propaganda de um restaurante. Cheguei em seguida e entrei na conversa. Ficamos ali, como brasileiros, falando sobre o nosso país e a nossa cultura e de assuntos e gente variados. Papo que foi  de Dilma Roussef ao Mensalão, de Carnaval a futebol, de nossa crise política e econômica, e especialmente do grave, eterno e aparentemente insolúvel problema da segurança.  Como fluminense, Hélio residiu na Baixada e na Bahia e não tem saudade da violência das regiões por onde passou e dos crimes dos quais alega ter sido vítima.  O diálogo também se estabeleceu  a respeito da experiência de Hélio nos Estados Unidos, onde já permanece há 15 anos. Conversa vai, conversa vem e não é que descobrimos que Hélio foi acadêmico da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, nos anos 80. Não terminou o curso, mas  teve intensa vida acadêmica. Aí lembrou de mim pelo nome, pois eu já era Professor da Faculdade naquela época, embora  não tenha lecionado especificamente para a sua turma. Fez ele parte de uma Chapa que ganhou as eleições e dirigiu o Centro Acadêmico da Faculdade naqueles anos 80[1],  a chamada “Delírio Acadêmico”. Foi Tesoureiro na 1ª. gestão e Secretário na 2ª. E lembrou do Salim Jorge, nosso especial e querido amigo, da inesquecível turma de formandos de 1.986, que já revelava sua veia política e a sua simpatia. Era “unha e carne” com o Jerônimo, outra figura inesquecível e que foi Presidente do Diretório. Quem quiser falar com o Hélio, para relembrar os tempos de Faculdade ou  trocar informações,  pode fazê-lo pelos e.mails.  heliobueno@hotmail.com. ou coringão@live.com.  Além de Campinas e da Faculdade de Direito, adivinha mesmo do que o Hélio tem saudade. Do coringão, certo? Basta conferir o enunciado de um de seus endereços eletrônicos acima. Helião, grande abraço e o seu Timão tá por aqui com a mão na taça do Campeonato Brasileiro. Pode ser até hoje à noite, quando enfrenta o Coritiba no seu campo, dependendo do resultado do jogo do Atlético Mineiro, amanhã.



Até mais amigos,

P.S. (1) O Outlet Marketplace é um dos muitos existentes em Orlando e faz parte do grupo Premium Outlet.  Conta com estacionamentos gratuitos e amplos, mas o Shopping é pequeno em relação aos demais. No entanto, tem algumas lojas interessantes, muitas de grife, e os preços são ótimos,  se comparados com o de outros estabelecimentos congêneres. Situado no 5269 da Internacional Drive, fl. 32819, telefone +1 407-352-9600,  abre todos os dias  das 10,00 às 21,00 horas. O centro de compras conta com uma vasta área gastronômica para lanches e refeições rápidas. Se tiver tempo e saudades do Brasil (e alguns dólares sobrando), vá ao Restaurante Texas de Brazil, uma churrascaria  de primeiríssima situada na área do Outlet. Sobre detalhes do restaurante falo numa próxima postagem;

P.S. (2) A  Bed, Bath e Beyond é uma loja especializada em produtos de cama, mesa, banho, copa, cozinha e outros congêneres. Panelas, pratos, máquinas de café, lençóis, cobertores, forros, travesseiros, espelhos de banheiro, malas, aspirador de carpete, talheres, são apenas alguns itens do que se pode encontrar e com marcas e modelos variadíssimos. Vale a pena comprar, porque há sempre novidades e os preços são ótimos. São várias lojas em Orlando, e a principal fica em 5400 Touchstone Drive, perto do Orlando Premium Outlet Int Drive. Compramos e trouxemos para o Brasil, travesseiros extremamente confortáveis e de qualidade;

P.S. (3) A Manufatura Brasil faz parte de um grupo de produtores de travesseiros que se reúne uma vez por ano em Nova York e que decidiu seguir o caminho da valorização na confecção de travesseiros, da matéria-prima chamada de “Plumas Alternativas”. A diferença entre os tipos de enchimento (o “popular rocambole” e o de “Plumas Alternativas”) é gritante, segundo uma fonte[2].  O popular, chamado de rocambole, permite uma mistura de qualquer invenção de produto (fibras ocas e fibras recuperadas, restos de tecidos dos travesseiros e outras invenções), para montagem de uma manta que,  através de uma máquina que a enrola igual a rocambole e a corta automaticamente, torna esse produto um travesseiro sem qualidade. Ao contrário, um travesseiro feito com as fibras 100% soltas, ocas e térmicas dão ao usuário uma vida longa e de convivência super confortável.
P.S. (4)  Enquanto dormimos 70% da  nossa transpiração entra no interior dos travesseiros, e 30% evapora. Enquanto as fibras soltas são abertas com as mãos, os rocamboles não permitem que se abram as fibras, afofando-as, pois elas vão se grudando em razão da forma de juntar esses vários materiais colocados no seu recheio; Os especialistas aconselham a troca do travesseiro, no mínimo, a cada 02 anos.
P.S. (5) A 1ª. imagem da coluna de hoje é do Outlet Marketplace e foi emprestada do site m.simon.com. A 2ª. imagem é do nosso amigo Salim Jorge com sua sobrinha, Marcela, filha do Luiz Jorge, tirada ontem do meu celular, durante o almoço no Filet & Cia.,  no Cambuí, em Campinas,  reunindo ex-alunos da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, que vieram, de todos os cantos, para se despedir do Páteo dos Leões.




[1] Naquela época não se chamava Centro Acadêmico, mas Diretório Acadêmico. Havia o Diretório  ligado às Faculdades ou Institutos, e o Diretório Central dos Estudantes, o DCE, que Congregava cursos, faculdades e institutos, no seio da Universidade,  e tinha representação nos órgãos colegiados centrais, inclusive no Conselho Universitário (Consun).
[2] Jack Strauss in http://www.manufaturabrasil.com.br/como-um-simples-travesseiro-pode-se-tornar-um-super-produto/

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

ORLANDO NA FLÓRIDA EM SETEMBRO DE 2.015

Amigos,

Passamos, agora em setembro, 17 dias em Orlando, visitando pontos turísticos variados, oito parques, outlets e restaurantes. Embora  não se tratasse de alta estação, enfrentamos algumas filas nos lugares mais famosos e procurados por turistas, além de um calor abrasante, nunca muito inferior a 40 graus centígrados. De hoje em diante, darei algumas notícias da viagem, dados históricos sobre a cidade e o Estado, e principalmente algumas dicas e impressões do que vale a pena ver ou visitar, incluindo restaurantes, segundo é claro, a nossa opinião. Vamos lá:


@ Orlando é uma planície com seus majestosos e modernos edifícios espalhados por imensas áreas verdes. Orlando City propriamente dita tem cerca de 290 mil habitantes. A grande Orlando, porém, que inclui  outras localidades como Kissimi, Lukeland, etc., tem perto de 2.800.000 habitantes;

@ Fundada em 1.857, Orlando é a sede do Condado de Orange, Estado da Flórida. É a cidade mais  visitada dos Estados Unidos e já é a segunda em turismo no mundo. Walt Disney Word conta com cerca de 60 mil funcionários. É também onde se situa o famoso time de basquete Orlando Magic, várias vezes campeão da NBA. Foi escolhida como sede da Walt Disney World Resort, por ser a cidade da Flórida pouco propícia à ocorrência de furacões (incidência menor do que nas cidades litorâneas). Além do turismo há forte presença de plantas industriais, incluindo a tradicional IBM. A estrutura turística registra mais de 100.000 quartos de hotéis e 26 mil residências de aluguel para férias. A indústria de turismo emprega 230 mil pessoas;

@  No 9101 da famosa International Drive (telefone (407) 241-8650 para encomenda ou reservas), encontra-se a maior referência em gastronomia italiana da cidade, qual seja, o Restaurante Maggiano’s Litte Italy. Com atendimento completo, incluindo café da manhã, almoço e jantar, o estabelecimento também conta com vários ambientes e salas próprias para festas ou eventos privados, e ainda mantém serviço de delivery, para quem não quer sair de casa ou do hotel. O mobiliário e a decoração, fundamentados num modelo clássico, dão um toque de elegância e sobriedade ao lugar. O serviço é impecável e, no vasto cardápio eclético e variado, predominam as massas confeccionadas na casa, segundo as receitas, molhos e temperos dos melhores padrões italianos. Optei por um Prime Steak ao ponto, com molho de ervas, prato que estava excepcional, enquanto os acompanhantes se dividiram entre carnes com cortes especiais e massas. O preço me pareceu justíssimo, considerada a qualidade dos pratos servidos, o tratamento dispensado e o conforto e aconchego da casa.  A conta, para 4 adultos e uma criança de 03 anos, para a qual se serviu um especial Kid, foi de U$152,00, incluída a gorjeta,  sugerida no percentual de 22%. Na entrada, um quadro em tamanho grande com a foto do ator e cantor Frank Sinatra, que esteve por lá em certa época, com  a gravação de suas impressões favoráveis ao local. A música ambiente também é baseada no repertório de Sinatra, entre jazz, blues e bossa nova, mistura de ritmos já consagrada, pela influência recíproca entre eles. E não esqueça as sobremesas tentadoras e em porções avantajadas, que podem ser divididas tranquilamente entre duas ou mais pessoas. A divisão de pratos, aliás,  não só  não é proibida, pois as porções são fartas,  como muitas vezes sugeridas.  Constituem, pois, por assim dizer, regra a que os garçons estão acostumados, pela grande presença de brasileiros e de sua cultura de divisão e solidariedade. Não se acanhe, portanto, de pedir um prato adicional e a repartição das porções. Reserve um dia de sua viagem, se tiver tempo, para almoço ou jantar. Aposto que vai gostar. Registro, por fim, que no Trip Advisor, um site de opiniões sobre hotéis, restaurantes e casas noturnas, o Maggiano's Litte Italy,  obteve conceito médio de 4,5, num máximo de 5,0 possíveis.

@  As gorjetas nos Estados Unidos são facultativas. Mas nem pense em não autorizar a sua inclusão na conta. Seria uma descortesia e menosprezo ao serviço que, salvo raríssimas exceções, é muito bom, tanto em lugares sofisticados,  como em estabelecimento mais simples. Diferentemente do Brasil em que a propina, em regra, é incluída na conta, sempre na base de 10%, lá ela gira, como sugestão é claro, facultativamente, entre 18 a 22%. Não confunda o imposto que é cobrado na nota, com a gorjeta, que nunca é incluída por ser facultativa e só é recebida quando você, depois de pagar a conta, a acrescenta na nota, de próprio punho;

@ O Flórida Hospital de Orlando é um centro médico de excelência. Durante oito anos consecutivos foi líder de atendimento e pesquisas na área da saúde. A University of Central Florida é a  2ª. maior Universidade do Estado da Flórida. O clima da cidade é quente e úmido, por sua situação próxima ao Trópico de Câncer,  e as temperaturas, no verão, chegam a 45º centígrados.

Até amanhã amigos.

P.S. (1) As imagens da coluna de hoje são do Restaurante Maggiano's e foram tiradas de meu celular.