sábado, 5 de dezembro de 2020
EU ERA FELIZ E NÃO SABIA 1 - EM TEMPOS DE CORONAVÍRUS
sábado, 31 de outubro de 2020
MORREU JAMES BOND - O 007.
Boa noite amigos,
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| O ator Sean Connery encarnando o agente secre to, James Bond, no primeiro longa da série, que virou franquia. Foto de Ronald Grant. |
Aos 90 anos, morreu hoje, nas Bahamas, onde vivia atualmente, o ator irlandês, Sean Connery, que imortalizou, no cinema, o agente secreto mais conhecido, charmoso e competente de todos os tempos, o James Bond, criação do escritor, Ian Fleming. Acompanhei, desde menino, como apaixonado pela Sétima Arte, a saga de Sir Bond na luta contra o mal, desde “007 e o Satânico Dr. No”, o primeiro da série que se transformou em franquia. As notícias sobre óbito de grandes artistas ou cientistas não me emocionam mais, nem me causam qualquer abalo ou sentimento de comiseração. Não há nada mais prosáico do que a morte. Desde a maturidade esta é a minha visão desse evento, tanto que costumo repetir uma frase que ouvi num velho filme de guerra: não se deve lamentar a morte, mas celebrar a vida do morto. Isto se houver o que celebrar, obviamente. De qualquer maneira, quando ouço queixas lamentosas demais, inconformismo quanto a certa situação ou fato, logo me apresso a animar o meu interlocutor, a quem provoco com a lembrança do tempo: Não se esqueça meu amigo que tudo é apenas uma questão de tempo, incluindo eu e você. Por isso mesmo a expressão antiga "passamento” de Fulano ou Ciclano, seja talvez a mais fiel para se referir ao óbito de alguém. Bem, Sean se notabilizou como grande ator, não só pelo seu 007 em filmes da série, como por personagens fortes em relíquias como o longa, O Nome da Rosa (1986), baseado na obra homônima de Umberto Eco; Os Intocáveis (1987) e Caçada ao Outubro Vermelho (1990). Estou tentando colacionar cenas que se tornaram emblemáticas e, pois, inesquecíveis, tanto para o cinema, quanto para imortalizar determinados filmes, artistas ou personagens. Para mim, uma dessas cenas marcantes vem justamente de um dos filmes de 007. Sob o olhar atônito do nosso herói surge do fundo do mar, como uma sereia, a loiraça, Ursula Andress, no papel de Honey Ryder, e que foi batizada como “Bond-girl”, por quem me apaixonei profundamente nos meus 12 anos de idade e que, para minha tristeza, nunca soube da minha paixão, nem sequer da minha existência.
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| A Bond-Girl, Ursula Andress, em cena emble- mática do longa "007 - O Satânico Dr. No" |
Ah! Vou pedir aos meus amigos cinéfilos que me contem qual ou quais foram as cenas de filmes, de qualquer tempo e nacionalidade, marcantes em suas vidas. Depois podemos promover um concurso pelas redes sociais para saber qual seria a mais popular, dentre elas. Que tal?
Abraços e até mais.
E.T: Na década de 60 foi lançada uma pasta de coro igual a que o
agente secreto utilizava, cujo modelo foi registrado como 007. Eu tive mais de
uma.
sexta-feira, 23 de outubro de 2020
MAIS UMA LIVE DURANTE A PANDEMIA - PARA OS MÚSICOS DE CAMPINAS - APESAR DOS PESARES
Boa tarde amigos,
No dia 25 de setembro passado aconteceu mais uma live, tão em moda como opção de trabalho e entretenimento nesses tempos de forçado afastamento social. Transmitida pelo canal próprio da franquia ALMA, no Youtube (Alma Live Sessions) e, também, pelo Facebook, APESAR DOS PESARES, título que nasceu como "Apesar de Vocês", passou para "Apesar de Tudo", antes de assumir o nome definitivo, nasceu do desejo de produzir um evento que pudesse arrecadar recursos para músicos de Campinas, cuja fonte de trabalho e renda fosse a arte musical, mostrada ao vivo em bares e restaurantes, e, bem assim, em eventos como aniversários e casamentos e que viram secar toda possibilidade de trabalho e de fonte de renda com o fechamento do comércio e proibição de eventos. Liguei ao Thiago, (Thiago Vasconcelos de Souza), meu querido sobrinho socioafetivo, que vi crescer, um jovem advogado, humorista e compositor de marchas, amante das artes em geral e que tem contato com o mundo artístico do Rio de Janeiro, de São Paulo e também de Campinas, para criar o "link" indispensável à definição do evento e também aos destinatários das eventuais arrecadações. Daí a indicação de um grupo musical da cidade, o Casa Caiada, comandado pelo Silo (Silo Sotil Filho), que foi responsável pela produção e direção e do Du (Eduardo Palet Matos), empresário que explora vários tipos de comércio na cidade, e especificamente dois bares da Franquia "Alma", grande apreciador da arte musical e que sempre prestigiou a classe, contratando e divulgando o trabalho de músicos da cidade. A Live foi dividida em duas partes distintas: Na primeira, gravações antecipadas transmitimos a intenção e a destinação do evento e gravamos uma entrevista com Silo e Du. O Thiago, por solicitação minha, leu uma crônica que escrevi especialmente para a abertura e foram exibidas apresentações já gravadas anteriormente, uma de meu irmão, Antonio Miguel, só com seu inapartável violão e de 10 bandas da cidade. Na segunda parte, ao vivo e do estúdio, o grupo Casa Caiada e os músicos Daniel Batistone e Osmar Dalbon Filho, durante duas horas, se apresentaram e atenderam às solicitações dos espectadores. Com o meu patrocínio e também da empresa Engetax Elevadores a arrecadação e a verba de patrocínio foram destinadas aos músicos referidos, o que não significou muito, mas que lhes possibilitou algum alívio momentâneo e a oportunidade de um recomeço da atividade da qual estavam todos saudosos. Abaixo o texto alusivo à crônica que escrevi para a abertura "Apesar dos Pesares" com a qual decidi, prestar justo tributo ao meu prezado ex-aluno, advogado culto e sensível, grande crítico de arte e política, o Paulinho Menna Barreto, (o "Paulinho" é forma carinhosa de tratamento e que, de maneira alguma, faz jus à sua estrutura anatômica, nem à sua estatura como intelectual), que sempre, com muita delicadeza e atenção, prestigiou os professores e amigos e que acompanhou o evento com interesse e observações sempre pertinentes. Foto da postagem de hoje emprestado do Twitter.
"APESAR DOS PESARES" À PAULO MENNA BARRETO.
"Se é a arte que imita a vida, ou a vida que imita a arte, não sei. E como a história do ovo ou da galinha.
Sei que não há vida sem arte, nem arte sem vida.
E que para o artista, tal como a vida, sua arte é desafio contínuo, um mergulhar num turbilhão de emoções e
sensações, de olhos fechados, sem se saber, tal como na vida, quando e onde tudo vai terminar.
Há que inventar, construir,
desconstruir, reconstruir, num permanente processo de sobrevivência na
renovação, na capacidade de sustentar a respiração ofegante diante do olhar
novo sobre o velho, num perene exercício de obstinação e ressurreição diante do estado comatoso de seu
ofício.
E resistir, criando estratégias e disposição para o recomeço,
pois assim como na vida, começo, meio e
fim constituem o ciclo inevitável de todos e de tudo que existe neste mundo.
Um novo tempo, diz o poeta, apesar dos perigos, aludindo à
constante necessidade de fazer a travessia para seguir em frente, mesmo diante
de mares desconhecidos e, por vezes, traidores.
São demais os perigos
desta vida, alerta outro poeta.
São demais os perigos da arte também para os artistas.
Ah! esses artistas e
seus mistérios, seus personagens
transgressores da ordem, dos costumes, que nos oferecem amiúde a graça de
viajar por um mundo transcendente e colorido, sem os limites impostos pela
razão, pelos valores morais contingentes, pelo cotidiano, pela fragilidade do homem.
Que contam histórias malucas como eles, a sugerir
que tudo é possível, que não há fronteiras entre a realidade e o sonho, a
história ou o mito, a natureza e a cultura, a vida e a morte.
Ah! esses poetas, escritores, atores, cantores, músicos, pintores, metidos em
quartos escuros e gabinetes solitários ou desafiando a morte, diante de seu
público, por baixo dos picadeiros,
fazendo malabarismo barato nas ruas, diante de semáforos fechados e espectadores apressados e ansiosos, sem se
importar com a decadência e a miséria.
Da bailarina que plana sobre o imenso pé direito do teatro,
sustentada pelos fios invisíveis da emoção do público, a sugerir ser possível
toda forma de sonhos, como os que alimentam os devaneios da criança inocente e embalaram o frustrado sonho de Icaro.
Esses loucos varridos que enfrentam toda sorte de preconceitos e perigos. Negros e brancos, deficientes, especiais, falsos, recorrentes, mas que abraçam gente, que vivem de gente,que apanham de gente, que sofrem de gente, por gente, que vivem de emoções, de aglomerações. Atrevidos a desafiar o bom senso ou o senso comum que só protege as almas de toda forma de mediocridade.
Essa gente maluca que abusa de instrumentos e da imaginação para criar e explorar todas as misturas, todos os sons, todas as possibilidades de miscigenação humana ou instrumental, além dos limites da normalidade, da sanidade e até da decência.
Não há arte indigna.
Não há arte menor.
Há gente menor, insensível e sem compreensão para a sua
importância na vida humana.
Meus senhores, minhas senhoras, meus amigos e parentes, meus
inimigos, meus prezados anônimos, incito-os a homenagear e prestigiar essa gente tão extraordinária que tenta fazer
arte e cultura num país de tantas carências, para gente, para toda gente, de toda
condição, de toda cor, de toda religião, de todo lugar, apesar de todos os pesares.
Amanhã há de ser outro dia, disfarça um terceiro poeta, para
enganar a censura.
E nesse momento difícil por que passa toda a humanidade,
eles, a eles, os artistas, rendemos a nossa homenagem e oferecemos solidariedade
e ajuda.
Foram eles que primeiro saíram de cena.
E serão os últimos autorizados a voltar a ela, a receber e
abraçar o público.
Sem tristeza, pois apesar da
pandemia,
Pandemia não rima com
tristeza,
Pandemia rima com alegria,
Não rima com laço,
Que rima com abraço,
Que não rima com mudança,
Que rima com esperança,
Que rima com música, dança.
Com pais, filhos e netos,
Que rimam com afetos.
Eu quero para eles e para nós, quando tudo isso terminar, alegria, abraço, esperança, música e dança, netos e afetos. E viva a arte! Vivam os artistas esses heróis responsáveis pelas nossas mais profundas sensações e nostalgias. E desaparecem de nossas vidas quando a cortina se fecha e eles enfrentam sozinhos todas as mazelas e misérias do ser humano comum, sem que nós, ingratos, estejamos ali para lhes oferecer o ombro e a solidariedade com que fomos contemplados no compartilhamento do exercício de sua arte.
Boa noite."
Até mais amigos.
Pródigos abraços.
terça-feira, 18 de agosto de 2020
NESSUM DORMA - ÁRIA COM SOM E CHEIRO DE COPA DO MUNDO.
Boa tarde, amigos.
A última - e para muitos a melhor - ópera do grande compositor italiano,
Giácomo Puccini foi Turandot,
baseada numa peça de Carlos Gozzi,
de 1.762, e adaptação de Friedrich Von
Shiller. Trata-se da história de uma princesa chinesa que, forçada pelo pai a
contrair matrimônio, mas no intuito de evitá-lo por causa da lembrança de uma
tragédia familiar, lança a seus pretendentes um desafio mortal: deverão submeter-se a um jogo em que ela lança três enigmas que cada interessado terá que desvendar. O pretendente que não os solucionar, porém, estará condenado à morte, enquanto aquele que desvendá-los fica com o direito
de desposá-la. O Princípe Calaf se oferece para o jogo como pretendente comum anônimo e consegue o que ela
considerava improvável, ou seja, elucidar
os tais enigmas. Agora ela terá que cumprir a promessa. Mas o
príncipe lança um novo desafio: se a princesa descobrir sua identidade
verdadeira até o dia seguinte, pela manhã, não só estará livre do compromisso assumido, como terá
direito de decidir sobre a vida ou morte do noivo. Desesperada, põe-se a buscar a tal identidade, movimentando, para tanto, todos os empregados da Corte que ficam proibidos de dormir naquela noite até que a tal identidade seja descoberta. Daí a ária mais famosa da
peça,
Nessum Dorma (Que ninguém durma),
popularizada por Pavarotti e seus convidados em 1.990,
quando se apresentou com os cantores líricos espanhóis, José Carreras e Plácido Domingos, na véspera do início da Copa do Mundo de Futebol em 1.990, na Itália. O concerto gravado vendeu mais
de dez milhões de cópias, o álbum de música clássica mais vendido no mundo até
então. A ária se tornou trilha sonora da Copa e com a grande audiência do evento foi ainda mais difundida e popularizada. Puccini morreu em 1.924,
antes de terminar a ópera, e essa
tarefa coube a Franco Alfano, cuja versão
não agradou ao maestro Arturo Toscanini, sob cuja regência a
ópera estreou para o público em 1.926, no Scalla
de Milão. A partir daí há vários finais escritos para a narrativa. Puccini afirmava que seria praticamente
impossível a um tenor entoar o canto uma oitava acima.
Contam que apenas Pavarotti tinha
superado esse desafio. Mais recentemente outro tenor conseguiu entoar um “Vinceró” permanecendo durante 23
segundos sem respirar, durante um concerto em homenagem a médicos e
trabalhadores da saúde, que atua, na linha de frente de combate ao
Coronavírus, na Itália. Veja o resultado no vídeo acima. E abaixo acompanhe com a letra.
Nessum Dorma.
/Nessum Dorma!/Nessum dorma! Te pure, oh principessa/Nella tu
fredda stanza/guardi le stelle che
tremano/D’amore e di speranza. Ma Il mio mistero é chiuso in me/Il nome mio
nessum saprà/No, no,sulla tua bocca ló dirò/quando la luce splenderà/Ed Il mio
bacio scioglierà/Il silenzio che ti fa mia/Il nome suo nessun saprà/E noi
dovrem, ahimè, morir, morir/Dilegua, oh notte/tramontate, stelle/tramontate,
stelle/All’alba vinceró/Vincerà, Vincerò./
sábado, 8 de agosto de 2020
PALMEIRAS CAMPEÃO PAULISTA NO TRISTE ANO DE 2020.
Boa noite amigos,
Antes de ter início a segunda e última partida da decisão do Campeonato Paulista de 2.020, um minuto de silêncio pela triste marca de três milhões de infectados e cem mil mortos pela Covid-19 no Brasil, o segundo país do mundo na estatística de casos e óbitos decorrentes do novo coronavírus. Paralisado desde o mês de março, o Paulistão retornou em julho sem público nos estádios e trazendo como novidade um sem número de protocolos ditados pela Secretaria de Saúde de São Paulo, Estado que até agora continua sendo o recordista disparado de casos e óbitos entre todos os outros. Corinthians e Palmeiras, os finalistas, entraram em campo com campanhas muito diferentes. Enquanto o Verdão manteve, desde o início do certame, regularidade, com a classificação assegurada com antecedência, o Corinthians estava, matematicamente, com as chances de classificação reduzidas a um percentual mínimo. Na sua chave mantinha-se em terceiro lugar, a cinco pontos do Guarani e correndo risco de rebaixamento. No retorno, porém, venceu os dois jogos faltantes, contra Palmeiras e Oeste, enquanto o Bugre, que vinha de uma vitória de virada sobre o seu maior adversário, a Ponte Preta, pelo placar de 3 a 2, no último jogo do campeonato antes da paralisação e precisava de dois pontos em dois jogos para não ser alcançado, voltou mal e perdeu as duas partidas restantes para Botafogo de Ribeirão e São Paulo, respectivamente. Hoje sairia o campeão: o Corinthians que comemoraria o tetracampeonato paulista (foi campeão em 2.017, 2.018 e 2.019) ou o Palmeiras, após um longo jejum (o último título regional foi conquistado em 2.008). De um lado o Verdão com um dos melhores elencos do Brasil, comandado pelo experiente Vanderlei Luxemburgo; de outro, o Corinthians, com um time de razoável para bom, mas sem banco, sob a batuta do jovem técnico Thiago Nunes, último campeão da Copa do Brasil e que ganhou títulos importantes com o Atlético Paranaense, incluindo o da Sul-americana. O primeiro jogo, na Arena de Itaquera, foi um jogo sem emoção, um 0 a 0 reflexo de duas equipes mais preocupadas em não perder, do que em sair na frente. Um jogo feio, fraco tecnicamente e que ficou reduzido ao meio de campo e em que as defesas prevaleceram sobre os ataques. Hoje, no entanto, o que se viu, desde o início, foi um Palmeiras resolvido a decidir o campeonato durante o jogo, para não contar com a loteria da decisão nos pênaltis, enquanto o adversário, sem sair de seu estilo cauteloso, buscava contra-atacar com velocidade e eficiência, no esquema tático que consagrou o seu treinador. Nada aconteceu nos primeiros 45 minutos, em que ambas as equipes tiveram o mesmo tempo de posse de bola (cinquenta por cento cada uma) e sem exigir grandes defesas de seus arqueiros. No segundo tempo o Palmeiras buscou mais o ataque, propondo efetivamente o jogo e, numa bola alçada na área, Luiz Adriano, subiu bem, ganhando da defesa e cabeceando fora do alcance de Cássio. Gol palmeirense, muito comemorado. Dali para a frente o esquema se inverteu. O Corinthians, sem outra opção, partiu para o ataque e o Verdão recuou as suas linhas, optando por manter a vantagem, mas sem abandonar o contra-ataque. Com isso criou chances mais efetivas de aumentar a vantagem, do que seu adversário de empatar o jogo. E assim seguiu até o fim do tempo regulamentar. Cinco minutos de prorrogação assinalou o árbitro e exatamente no último minuto do tempo acrescido, na cobrança de falta, o zagueiro Gustavo Gómez, um dos melhores em campo, disputou a bola com Jô e imprudentemente cometeu pênalti, imediatamente assinalado pelo árbitro. O grito de campeão, já na garganta do torcedor palmeirense, foi sufocado pelo gol marcado pelo centroavante corintiano. A saga palmeirense continuaria. Empatado o jogo o árbitro tratou logo de apitar o final da partida. E a decisão por penalidades. A esperança agora estava nos goleiros. De um lado o gigante Cássio, bom e com muita sorte, quando eventualmente falhava, e de outro um outro goleiro de prestígio, Weverton, que tinha como a maior conquista a medalha de ouro inédita para o Brasil nas Olímpíadas do Rio de Janeiro de 2.016. O Corinthians começou mal, com cobrança de Michel Macedo, em penalidade que o goleiro palmeirense defendeu. Em seguida, o experiente Bruno Henrique, bateu para o Palmeiras e o goleiro Cássio também defendeu. Tudo igual. Segundo pênalti batido por Avelar com sucesso. Em seguida, Raphael Veiga converte (1 a 1), mas Cantillo bateu mal e permite nova defesa do goleiro verde e branco. enquanto Lucas Lima converte (2 a 1 é o placar). Sidcley converte para o Corínthians empatando outra vez (2 a 2). Gustavo Scarpa marca o terceiro (3 a 2), enquanto Jô cobra o último pênalti com sucesso. Agora tudo igual 3 a 3. Mas o Palmeiras tinha o quinto pênalti para converter. Ou convertia e conquistava o título ou novo empate se daria com abertura de uma segunda rodada de penalidades alternadas. E quem estava designado para bater o mais importante pênalti do jogo e do campeonato. O menino, quase garoto, Patrick de Paula. O garoto da base, descoberto numa copa das favelas, pegou a bola com firmeza. Em sua frente o gigante Cássio fazendo gestos de intimidação. Que responsabilidade!!! Bola na marca do pênalti. O garoto levanta a cabeça, encara o gigante e não se intimida. Frio, auto-confiante, chuta forte de pé esquerdo, alto, quase no meio do gol,sem chances para o consagrado Cássio. O Palmeiras voltava a ser campeão doze anos depois com o pênalti desempatador do jovem. Do menino quase garoto, que tira a camisa e corre brincando para seus companheiros e comissão técnica, como se tivesse ganho um joguinho qualquer, de futebol de botão. Sem medo de ser feliz. Esse foi o melhor e mais emocionante momento do campeonato paulista neste triste ano de 2.020. Patrick não foi aplaudido no estádio vazio. Mas virou ídolo da torcida do Porco e de elogios gerais em todas as redes sociais. Um momento de glória para o jovem simples e humilde. Um momento de confiança e alegria na tristeza geral da nação, diante de um inimigo poderoso.
Abraços amigos.
domingo, 2 de agosto de 2020
O CÔNCAVO E O DESCONEXO.
Boa tarde gente boa,
O título de hoje não está equivocado não. O Desconexo foi
intencional para juntar uma
miscelânea de reflexões, sem vínculo algum ou fio condutor. Um monólogo de um
sexagenário em quarentena, em torno de seu umbigo, dando tratos à bola, atento, porém, aos
acontecimentos telúricos, sem propósito algum de arrebatar seguidores ou
convencer alguém a alguma comunhão de intenções ou ideias. Propostas talvez de uma pauta de bate-papo informal e sem censura, na mesa de boteco ou do café, com aqueles amigos conservadores ou progressistas, meio lúcidos, meio doidos, mas
dos quais a gente sente saudade, quer abraçar e dividir o pão de queijo, a piada ou a
cerveja:
< Um tal Ugo
Foscolo, poeta e escritor italiano que nasceu no século 18 e morreu na
segunda década do século 19, disse o seguinte sobre ser Juiz ou a respeito do
exercício da Magistratura: “Nunca serei juiz. Neste grande vale onde a
espécie humana nasce, vive e morre, se reproduz, se casa, e depois volta a
morrer, sem saber como nem porquê, distingo apenas felizardos e desventurados.” E eu que já fui Juiz, não sei porque,
nos últimos tempos, tenho me identificado muito com esse tipo de conceito
radical. Por isso, tenho desejado a amigos, alunos, filhos e netos, saúde (que
sempre esteve na moda) e em vez de felicidade, sorte, o que os lusitanos
preferem chamar de “fado”.
< Outra afirmação acerca do pessoal da toga: “Quem julga
pelo que ouve e não pelo que entende é orelha e não juiz.” - Francisco Quevedo.
< A volta do
futebol com todos os protocolos sanitários rigorosamente observados, mesmo com
os estádios vazios, trouxe um sopro de alegria ao coração de brasileiros e estrangeiros amantes
desse esporte. Assistir aos jogos pela TV aberta ou fechada ou por plataformas
do chamado streaming (eu implico com
essa bosta, para a qual não encontrei correspondente na língua portuguesa que
me parecesse apropriado.) é um alento para a angustiante expectativa de retorno
à vida normal, pessoal e real ou ao “novo normal”, como dizem por aí.
< “A mídia de
streaming é uma multimídia que é constantemente recebida e apresentada a um
usuário final enquanto é entregue por um provedor” Sacaram? Tá lá na tradução da
Wikipédia inglesa!
< Salve a Paula Fernandes com o seu “juntos e shallow now”!!!! que virou meme na internet, mas rima melhor do que a tradução literal de “nós
estamos longe do raso agora” para o “We’re
far from the shallow now.”
< Não são só os
jovens brasileiros, de nossas periferias ou favelas, que estão saindo às ruas em
busca de encontros, parcerias, música ou alegria, abandonando a recomendação de
isolamento social e uso de artifícios de proteção. O fenômeno, como a pandemia, é universal e
atinge todas as classes. Seja aqui, na Austrália, na Europa ou nos Estados
Unidos muitos jovens se recusam a ver passar o tempo, sem perspectivas de um
retorno a uma vida de normalidade no
pulsar de uma juventude que convida para a convivência e a satisfação das
necessidades emocionais e sexuais, do corpo e da alma, antes que seja tarde, na
pressa de vivência plena, própria igualmente da mocidade. Não me parece que o
discurso de solidariedade aos velhos e doentes, mesmo parentes queridos, os
convença da justiça de uma abstenção e renúncia total de viver o seu tempo, sobretudo, quando se fala em segunda ou terceira onda de contaminação, com
retorno às imposições das restrições e a indefinição quanto ao tempo de
aprovação e distribuição de uma vacina que imunize quase oito milhões de seres
humanos sobre a face da terra. Nem mesmo
a alegação de que o risco que supostamente eles também correm quanto à possibilidade
de contágio e desenvolvimento grave e letal da moléstia como se anda
preconizando por ai, médicos e políticos, encontra eco suficiente para esse convencimento ao recolhimento e solidão.
< Mais uma crise institucional. Desta vez interna
envolvendo a instituição do badalado Ministério Público. O Procurador Geral da
República, Augusto Aras, que não foi o mais votado pela categoria na lista
apresentada ao Presidente da República, Jair Bolsonaro, entrou em rota de
colisão com os Sub-Procuradores, que defenderam os colegas envolvidos na
Operação Lava Jato. Os rumos da mais famosa das operações de todas na história
da república brasileira, para apurar e reprimir a corrupção, e que levou a
prestígio internacional o seu mais emblemático representante, o ex-Juiz e
ex-Ministro, Sérgio Moro. foi alvo de ataque de Aras, em live com advogados e imprensa, sob a afirmativa da existência do que
qualificou como “lavajatismo”, um movimento político de Procuradores dentro da
operação, cujos rumos, no seu entender, precisam ser corrigidos.
< Ah, me lembrei que o simplório e direto Jair Bolsonaro
declarou publicamente que aquela vaga reservada ao Sérgio Moro no Supremo
Tribunal Federal pode ser do Aras. Ele já sabe de cor e salteado quando as
vagas, em número de três, vão surgir na cúpula do Judiciário, ainda durante o
seu mandato presidencial, e aguarda com muita sede, a oportunidade de preenchê-las
com bacharéis, portadores de notável saber jurídico ou não, que se afinem com a sua linha
ideológica.
< O que a curiosidade de pequenos ou grandes homens,
anônimos ou ilustres não faz diante de uma telenovela no século passado?
Durante a entrevista da atriz Lucélia Santos ao jornalista Pedro Bial, no
programa “Conversa com Bial” da Rede Globo, ela reafirmou o retumbante sucesso da novela global “Escrava
Isaura”, protagonizada pela atriz (foto da coluna de hoje) na década de 1.976, no Brasil e que continuou explodindo nos anos 80 e 90 no exterior. Sem nada de extraordinário no roteiro e
produção em relação a outros folhetins brasileiros ou estrangeiros de qualidade,
a novela foi vendida, traduzida e transmitida para nada menos que 100 países de
todas as línguas e sistemas políticos. Considerado o maior fenômeno do gênero
no mundo, em todos os tempos, a Isaura, ou seja, Lucélia viajou pelo mundo, acompanhando dois
Presidentes da República do Brasil, Fernando Henrique Cardoso e Luis Ignácio
Lula da Silva e foi recebida, com honras
de estado, por chefes de governo. Tal
como aconteceu com Pelé quando foi jogar na Africa e parou uma guerra civil, garante-se que a Guerra da Bósnia chegou a ser suspensa, por acordo entre as partes em conflito, para que todos pudessem
acompanhar o desfecho da novela.
Amigo
Thiagão, já estou recuperado do “piriri” (não era covid-19 não), e podemos voltar a discutir aquele nosso
projeto comum de produção de um programa com artistas de Campinas? E o meu
amigo e jornalista favorito, Roberto Godoy, grande papo, já está melhor dos
efeitos da tal Síndrome da Vertigem Paroxística Benigna? Espero que sim. Vamos nos
falando, senão pessoalmente e com o cafezinho, pelo telefone mesmo. Bom o
Desconexo está aí. O côncavo? Não, foi só para rimar e lembrar a música do Rei,
Roberto Carlos.
Abraço a todos.
domingo, 12 de julho de 2020
CONTO - SAUDADES DA INFÂNCIA. DO JATOBÁ NÃO.
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Jatobazeira (pé de jatobá) na área verde de minha casa em
Valinhos, com os frutos despontando neste mês de julho.
Imagem de meu celular.
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celo Pimentel, Imagem de um jatobá aberto mostrando sua -
polpa espessa.
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