sábado, 12 de maio de 2012

AS CÓLICAS DOS BEBES

                                                                   Bom dia amigos,

Um medicamento que é utilizado a nada menos que 72 anos teve o seu registro cancelado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), causando protestos em todo o país, por parte de pais e avós. Trata-se do “Funchicórea” do Laboratório mineiro Melpoejo, um fitoterápico utilizado para combate à prisão de ventre e cólicas dos bebês, nos primeiros três meses de vida. Na composição do medicamento, que é apresentado em forma de pó para adição à água, leite ou chá, ou ainda, para molhar a chupeta,  entram folhas de chicória,  flores de funchio (erva-doce), além da sacarina, responsável pelo sabor doce do remédio. A alegação da Anvisa para cancelar o registro é de que não há qualquer comprovação de que o medicamento tenha qualquer eficácia relativamente aos males apregoados. Desde 2.005 o Laboratório continua a fabricar e comercializar a “Funchicórea” mediante liminares obtidas na Justiça. Mas agora ele próprio decidiu que só voltará a produzir o medicamento quando e se houver o registro definitivo. Cientistas e médicos acreditam que o medicamento pode funcionar como um placebo, acalmando a criança por causa do açúcar, e, os pais, por efeito psicológico decorrente da sensação de que estão efetivamente tratando das queixas dos pequenos.  Conhecida como o pozinho mágico, também há quem considere que o açúcar exacerbado de sua fórmula (sacarina) pode queimar as papilas gustativas sensíveis dos bebês, prejudicando a amamentação. A sacarina, inclusive, está proibida em mais de 70 países, por suspeita de que possa causar câncer, à vista de ser um produto 100% artificial sintético extraído do petróleo.   A verdade é que as crianças, nos primeiros seis meses de vida, devem alimentar-se exclusivamente de leite materno, que dispensa qualquer outra alimentação e até o consumo de água.

Até amanhã amigos.

P.S. (1) Os bebês têm cólicas nos primeiros três meses de vida, por causa de gases ingeridos durante a amamentação, mas precipuamente porque durante esse período o sistema digestivo ainda não está totalmente formado. Durante a digestão  há espasmos peristáticos que produzem gases.

P.S. (2) Há recursos mecânicos recomendados pelos pediatras, que aliviam as dores: a) massagem no abdômen do nenê, da direita para a esquerda; b) bolsa de água quente com o cuidado de envolvê-la em tecido que não permita a passagem de temperatura muita alta para não queimar a pele sensível do bebê; c) colocar a criança de barriga para baixo, no colo da mãe, pois esse expediente a acalma e aquece; d) movimentar devagar as perninhas da criança para facilitar a saída de gases; e) banho morno;

P.S. (3) Em qualquer caso, a mãe não deve manifestar insegurança ou desespero, pois a criança capta essas sensações e, em vez de melhorar, tende a piorar e a chorar mais. Se a mãe não conseguir é  melhor que a criança vá para o colo do pai, ou de outro parente que esteja mais calmo e possa enfrentar a situação serenamente. As cólicas tendem a desaparecer após os três meses de vida.

P.S. (4) A imagem de mãe e filho que ilustram a coluna de hoje foram emprestadas do site ultradowloads.com.br


Estou editando esta página no dia de hoje (quarta-feira, dia 14 de agosto de 2.013)  para esclarecer o que segue abaixo:

"A ANVISA recentemente liberou o registro definitivo da FUNCHICÓRIA, agora em pó,  na categoria nova de PRODUTO TRADICIONAL FITOTERÁPICO.
Fitoterápicos são medicamentos que contêm só ativos vegetais, enquanto o produto comum pode ter componentes sintéticos e biológicos.
A sugestão da Anvisa foi a de substituir a planta por extrato de planta, por ser necessário o controle sobre a utilização sempre da mesma quantidade do produto ativo.
Finalmente, a ANVISA também esclarece que a proibição anterior não se referia à ineficácia do produto, ao contrário do que se noticiou e que foi registrado, por isso mesmo, na coluna originária ora editada.
Assim, mais uma vez nós, CONSUMIDORES, continuamos sendo desrespeitados, pelo desencontro inconcebível de informações sobre eficácia ou ineficácia de produtos, especialmente aqueles dedicados à saúde de crianças,  e de razões efetivas da proibição ou liberação de registro e venda desses mesmos produtos."

domingo, 6 de maio de 2012

SER AVÔ

SER AVÔ
Bom dia  amigos,
Ao completar 60 anos em janeiro deste ano recebi a notícia de que seria avô. Não é fácil explicar a sensação experimentada neste momento, algo que sugere alguma euforia e, ao mesmo tempo, carinho e preocupação pela filha grávida, pelo genro, futuro papai, e pelo novo ser concebido e que vai aumentar a família. Os amigos e parentes contribuem para manter essa adrenalina que a novidade traz. Dentre outros presentes,  ganhei um livro da editora Primavera, cujos autores são Lídia R. Aratangy, professora universitária e terapeuta de casais e famílias e Leonardo Posternak, médico pediatra do renomado hospital israelita Albert Einstein, em São Paulo. O título é sugestivo: “LIVRO DOS AVÓS (NA CASA DOS AVÓS É SEMPRE DOMINGO?).” A proposta dos autores é explicada por eles próprios logo no início: “...Onde a gente aprende a ser avô?” perguntava o amigo aflito, depois de receber a notícia da primeira gravidez da filha – “Há tantos manuais para ensinar a lidar com os filhos, mas não encontrei nenhum que ensinasse um avô de primeira viagem a enfrentar os netos!” É verdade. Os autores explicam por que: “Os novos avós são de uma geração que sacudiu profundamente as premissas do modelo burguês, vigentes há mais de um século, segundo as quais a única forma aceitável de família era a união entre um homem e uma mulher pelo casamento indissolúvel, em cujo seio nasciam os filhos”. O livro se propõe a muito mais: aborda a disputa por território, quando mãe (avó) e filha (mãe) não sabem exatamente os limites de cada uma delas em relação à criança; as inseguranças dos pais jovens diante da nova realidade que os obriga a pensar e agir de forma responsável; qual é  a hora dos avós saírem de cena;  os seus próprios direitos nessa relação etc.  Enfim, embora no índice para catálogo sistemático a editora o qualifique como “Auto-Ajuda”, a obra oferece contribuições de caráter científico e uma importante panorâmica das dificuldades e sensações mais comuns enfrentadas pelos avós modernos, no trato com os próprios filhos e os netos, com os quais passarão a conviver e em cuja formação haverão de contribuir, nos exatos limites do razoável e do que se pode e deve esperar deles. Interessante para os avós de primeira viagem. E também os que já têm neto e precisam reciclar a relação.

Até amanhã amigos.
P.S. A primeira imagem que ilustra a coluna de hoje mostra a capa do livro dos avós e foi emprestada do site primaveraeditorial.com. A segunda imagem, de avôs e neto é do site avosenetos.com.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

AMAR É FACULDADE, CUIDAR É DEVER - DIREITO - DANO MORAL


Boa noite amigos,

Tema que hoje provoca acesas discussões entre os doutrinadores, juízes, advogados e interessados, diz respeito à possibilidade ou não de aplicação, no direito de família, entre cônjuges, companheiros ou  parentes, das regras comuns relativas à responsabilidade civil. Há não muito tempo, o Superior Tribunal de Justiça, por sua 4ª. Turma, rejeitou recurso especial do filho,  pelo qual pretendia ele obter  indenização ou compensação por dano moral, em ação movida contra o genitor. A alegação utilizada foi a de que teria havido abandono psicológico ou afetivo do pai, durante a criação do filho. Lembro-me que em palestra proferida aqui na nossa Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, depois da exposição sobre responsabilidade civil,  muito bem feita pelo culto Desembargador-Aposentado e notável civilista, Dr. Carlos Roberto Gonçalves, especialista no assunto, uma acadêmica indagou dele quanto à possibilidade de se obter indenização pelo não exercício do direito de visita do pai ao filho, durante a menoridade.  O conferencista, de pronto, respondeu que não, porque  "o direito de visita é uma faculdade e não se pode obrigar alguém a amar   outrem’. Desde que o pai cumpra com os deveres impostos na separação ou divórcio relativos ao pensionamento do filho, nada dele mais se pode exigir. Acontece que no dia de hoje, o mesmo Tribunal Superior, por sua Terceira Turma, Relatora a Ministra Nanci Andrighi, decidiu em sentido contrário, isto é, confirmou o V. Acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que mandou pagar indenização à filha, pelo tratamento a ela dado pelo pai, considerado discriminatório e de segunda classe. O Tribunal Paulista chegou a fixar a indenização em R$415.000,00, valor esse que o STJ baixou para R$200.000,00. Em seu voto, realça a Ministra que "amar é faculdade, cuidar é dever". E mais adiante esclarece que: “Esse sentimento íntimo que a recorrida levará, ad perpetuam, é perfeitamente apreensível e exsurge, inexoravelmente, das omissões do recorrente no exercício de seu dever de cuidado em relação à recorrida e também de suas ações, que privilegiaram parte de sua prole em detrimento dela, caracterizando o dano in re ipsa e traduzindo-se, assim, em causa eficiente à compensação”.  É claro que nas relações familiares o dano pode envolver diversos elementos subjetivos, como a afetividade, o amor, o ódio, a mágoa, etc. Mas não viu nisso óbice ao reconhecimento do direito de indenização à jovem, que foi considerada uma filha de “segunda classe”, não foi reconhecida pelo pai, que ainda discutiu até o fim ação de investigação do aludido parentesco. A  decisão ainda considera que a par de vínculos subjetivos como o amor e a afetividade, existem outros vínculos entre os parentes, de natureza objetiva, que obriga os pais à presença efetiva, seja por via do pagamento dos recursos destinados à criação e educação dos filhos, seja em função de sua necessidade de formação, frequentando colégios e tendo acesso a conhecimentos compatíveis com a condição econômica da família Finalmente, considera que não existem restrições legais à aplicação das regras da responsabilidade civil, cujos dispositivos e elementos regulam, inclusive “os intrincados meandros das relações humanas”. E com efeito, alarga-se entre nós, mais e mais, a exegese dos operadores do direito, no sentido de contemplar, nas demanda em que se discutem relações familiares, a aplicação ampla do princípio da dignidade da pessoa humana. A decisão, por certo, vai dar muito o que falar. Mas, convenhamos, respeitadas as peculiaridades de cada caso, não se vê porque excluir do âmbito da responsabilidade civil por danos materiais e morais, as relações entre pais e filhos, ou entre parentes em geral. Se o que informa a culpa, no ilícito extracontratual ou aquiliano é a violação do chamado “dever de cuidado”, não há cuidado que se imponha mais do que aquele legalmente imputado aos pais, de zelar pela criação e educação adequada dos filhos, na menoridade.

Até amanhã.
P.S. - A imagem que ilustra a coluna hoje (pai e filha), foi emprestada do site vilamulher.terra.com.br.






segunda-feira, 30 de abril de 2012

SANTOS E GUARANI FAZEM A FINAL DO PAULISTÃO 2.012


Boa noite amigos,

 O São Paulo entrou em  campo, no Morumbi, contra o melhor time do Brasil, o Santos Futebol Clube. E tudo o que ele tinha que fazer era evitar que dois jogadores da equipe praiana tivessem liberdade suficiente para jogar o futebol que jogam. Neymar e Paulo Henrique Ganso não foram marcados, a defesa tricolor errou muito, especialmente na zaga  com Paulo Miranda,  e o resultado do primeiro tempo foi um doloroso 2 a 0, com Neymar marcando os dois tentos, respectivamente, o 100º e o 101º gol do artilheiro pelo Santos. O clássico antes de começar não tinha favoritos. Ao menos em tese. O São Paulo jogava em seu campo, com a grande torcida em seu favor e tinha melhor campanha que o Peixe. Já o bicampeão paulista e atual Campeão da Copa Libertadores vinha de uma parada dura, pois jogou no meio de semana, na altitude de La Paz, tendo sido derrotado em partida marcada por violência dentro e fora do campo. Mas mal começou o  jogo, a menos de 2 minutos, o São Paulo erra no ataque, a bola chega a Arouca que em velocidade passa pelo marcador e serve Alan Kardec dentro da área. Tentanto cortar a bola, Paulo Miranda comete pênalti (foi pênalti?) que o árbitro Paulo Cesar de Oliveira, distante, não viu, mas foi alertado pelo 4ª árbitro (enfim, essa figura decorativa, até aqui, do Campeonato Paulista resolveu se manifestar, conquanto em lance duvidoso). Pênalti assinalado com algum atraso e cobrado, com êxito, por Neymar. Dali para a frente o São Paulo, em desvantagem, foi obrigado a atacar. O Santos, estrategicamente, se firmou na defesa, optanto pelo contra-ataque. Apesar do domínio tricolor não era tarde de Lucas,  Jadson, Piris, William José (aliás, que falta faz o Luiz Fabiano ali na área). E até Rhodolpho, que vem se destacando, foi mal. Ao errar uma saída de bola, Ganso avança e serve Neymar que ganha de Paulo Miranda e marca o segundo gol, aos 31 minutos do 1º tempo. O jogo se arrastou dali por diante até o final do primeiro tempo. O pior é que o tricolor insistiu, afunilando o jogo pelo meio, sem conseguir penetração. Veio o segundo tempo e Leão substituiu o ineficiente Jadson pelo rápido Fernandinho. O tricolor melhorou, partiu para cima do Santos, mas foi contido pela melhor postura defensiva do adversário. O Santos ainda fez um gol com Alan Kardec, mal anulado pela confusa arbitragem, por impedimento inexistente. William José, este sim impedido, descontou para o tricolor e se esperava, daí pra frente, que o São Paulo acelerasse para marcar o que seria o gol de empate. Em vão. O 3º gol do Santos foi marcado por Neymar num chute forte de fora da área que o goleiro Denis aceitou. Rebateu, a bola ganhou efeito, e foi para o fundo da meta. O São Paulo mais uma vez está desclassificado nas semifinais do Paulistão e o Santos espera o adversário que sairia à noite, do clássico campineiro, Ponte e Guarani.

 A OUTRA SEMIFINAL – O DERBI CAMPINEIRO MAIS IMPORTANTE DO SÉCULO

Às 18,30 horas, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, com chuva que não parou um instante sequer, entraram em campo Guarani e Ponte Preta para fazer a outra semifinal. Foi um jogo, como se esperava, eletrizante em todos os 90 minutos. O Guarani, jogando no tradicional 4-4-2, sempre tomou a iniciativa, partindo para o ataque para liquidar a fatura, contando com o mando de jogo em seu campo e o incentivo da torcida de mais de 13.000 espectadores e o bom futebol de Danilo Sacramento, de Fábio Bahia, e a velocidade de Fabinho e de Oziel, grande revelação do Bugre, devendo figurar na seleção do Campeonato, sem dúvida alguma. A Ponte, num 4-5-1, com Roger à frente, buscava surpreender no contra-ataque. E foi justamente o que aconteceu. Aos 39 minutos, numa das únicas falhas da boa dupla de zaga  Domingos e Neto, o atacante Caio recebeu, abriu espaço entre os zagueiros e bateu cruzado, com categoria. Ponte 1 a 0 para delírio dos quase 1.500 pontepretanos que ocupavam a cabeceira esquerda do Estádio. Fim do primeiro tempo, com o Bugre perdendo chances incríveis e o seu mais talentoso jogador: Fumagalli contundido deixou o campo para entrada do desconhecido Medina. Veio o segundo tempo e o Guarani novamente apertou, buscando o empate. Mas logo no início, aos cinco minutos da etapa complementar,  foi a Ponte quem teve a chance mais clara de ampliar o marcador. Roger apareceu livre diante do goleiro Emerson, mas este, em grande defesa, dá um toque na bola, colocando-a para escanteio. Daí pra frente a Ponte recuou, o Bugre partiu definitivamente para o ataque com grande movimentação de Bruno Mendes, de Fabinho, de Fábio Bahia, o formiguinha da equipe , de Oziel e de Danilo Sacramento. O gol de empate não tardou e foi marcado por Fábio Bahia, que bateu de trivela,  em cruzamento feito por Fabinho, no contra-ataque puxado  pelo lúcido Danilo. Mas o Guarani não se acomodou com o empate. Continuou ofensivo, muito ofensivo e bombardeou a meta do goleiro Bruno Fuso, que fez várias defesas importantes. Lá atrás, os zagueiros ganhavam as bolas contra os atacantes da Macaca. Num  cruzamento perfeito de Fabinho para Danilo Sacramento este cruza para trás para  Medina, livre, mandar a bola para a rede marcando o segundo gol bugrino, muito festejado. E o terceiro, saiu de um cruzamento da direita feito por Oziel. Medina sobe mais que os zagueiros pontepretanos e cabeceia para baixo, mandado a bola para o fundo das redes. Guarani 3, Ponte 1. O Bugre vence o 189º derbi da história do clássico, aumenta para 66 o número de vitórias sobre a Ponte, que permanece com 60 vitórias,   e fará a grande final do Campeonato contra o Santos Futebol Clube em duas partidas. Uma no próximo final de semana no Brinco de Ouro, outra na Vila ou no Pacaembu, daqui a 15 dias.

Até amanhã amigos.


P.S (1) Foi perfeito o trabalho da Polícia Militar no derbi de ontem. Com um contingente grande de policiais e um esquema que não permitiu o encontro entre as torcidas, não se registrou qualquer incidente de violência dentro ou fora do estádio. Que bom.

 P.S. (2) Dois ex-jogadores bugrinos famosos estavam ali na Vitalícia assistindo ao espetáculo e vibraram com a vitória do Bugre: o centroavante Careca e o ponta esquerda (Existe ainda o autêntico ponta esquerda no futebol?), João Paulo. Estavam simpáticos, sorridentes e responderam aos cumprimento dos bugrinos com educação e alegria;

P.S. (3) Comentário de Juca Kfhouri no seu blog de ontem à noite: “.. Como joga esse Fabinho”. Concordo.

P.S. (4) A imagem da coluna de hoje, emprestada do site globoesporte.globo.com,  é em homenagem ao jovem Medina (aparece na foto de frente carregado por Fabinho), reserva que substituiu Fumagalli e marcou dois dos três gols do Bugre,entrando para a história dos derbis campineiros.







sábado, 28 de abril de 2012

CLÁSSICO CAMPINEIRO NA SEMIFINAL DO PAULISTÃO

Boa noite  amigos,

 Os campineiros vivem esta semana um momento especial. Depois de 33 anos, ainda na época em que a cidade era chamada da “Capital do Futebol”, com as duas equipes disputando títulos e promovendo, em campo, o desfile de uma  galeria de grandes jogadores como Carlos, Dicá, Oscar, Careca, Zé Carlos, Zenon, Jorge Mendonça, Edmar e outros, acontecerá um derbi cuja vitória, seja no tempo normal, seja nos pênaltis, dará ao vencedor a condição de finalista do Campeonato Paulista, seguramente o mais difícil e importante torneio regional do país. Bugrinos e pontepretanos durante a semana exibiram orgulhosamente suas camisas, como  se pode constatar andando pelo centro da cidade. Na coluna do leitor do jornal “Correio Popular”, o assunto preferido foi o futebol local. Curioso observar que, independentemente da paixão ou não por esse esporte, ou pelos clubes da cidade, mesmo abstêmios,  santistas, sãopaulinos, palmeirenses e corintianos louvavam o desempenho dos clubes locais e experimentavam um certo orgulho pela terra em que nasceram ou adotaram para domicílio. Em suma, o cidadão campineiro, tão envergonhado com as últimas notícias depreciadoras da cidade, sobretudo na política, na saúde e na segurança pública, pode ver e ouvir, finalmente,  pelos principais veículos da mídia, comentários elogiosos aos clubes da cidade e à própria cidade.  Que bom!  Amanhã, certamente, todos eles  (indiferentes, santistas, corintianos e palmeirenses) vão ver o jogo, seja no estádio, seja pela TV e torcer por uma das duas equipes locais. Mas a torcida mais importante e significativa será para que o derbi seja uma grande festa, mostrando para o país inteiro a organização, a competência, o prestígio e a grandeza de dois clubes que honram as tradições de uma cidade que é referência no país e no exterior, por seu polo industrial pujante, pelas suas Universidades de excelência e pela sua riqueza cultural. A consciência de torcedores e a esperada organização do espetáculo, sobretudo pelos órgãos de segurança pública, deverá assegurar um evento sem violência e incidentes lamentáveis, como os verificados nos últimos jogos, a mostrar que o futebol, a grande paixão esportiva deste país, pode proporcionar a patrões e empregados, ricos e pobres, nacionais e estrangeiros, brancos e negros um domingo de confraternização pela igualdade, solidariedade e  paz. Oxalá!


AS MAIORES GOLEADAS E OS PÚBLICOS NOS DERBIS CAMPINEIROS.

As maiores goleadas de um adversário sobre o outro nos derbis campineiros, aconteceram assim: em 07 de setembro de 1.943, a Ponte Preta venceu o Guarani pelo placar de 4 a 0. O mesmo placar se repetiu no dia 06 de julho de 1.952, também em favor da macaca, em jogos oficiais. O Guarani goleou a Ponte no dia 05 de julho de 1.960, pelo placar de 6 a 0, em jogo amistoso,  e por 5 a 1 no dia 28 de agosto de 1.955, em jogo oficial. O maior público verificado nos derbis foi no dia 03 de junho de 1.979, quando as equipes se enfrentaram no Estádio do Pacaembu em São Paulo: 38.948 espectadores, sendo 35.209 pagantes. O maior público no Estádio Brinco de Ouro da Princesa foi de 34.222, no dia 30 de janeiro de 1.980.

 Até amanhã amigos.

P.S. - A imagem da coluna que noticia o derbi (ou derby) histórico entre Bugre e Macaca em 1.979, no Morumbi foi emprestado do site gazetaesportiva.net.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

FUTEBOL DE CAMPINAS, CARNAVAL E CAÇAROLA ITALIANA


HISTÓRIAS DO DERBI CAMPINEIRO – PONTE E GUARANI

Na semana de preparação dos times de Campinas para uma das semifinais do Campeonato Paulista de 2.012, é importante registrar alguns dados históricos sobre as equipes.

A primeira conquista oficial da Associação Atlética Ponte Preta ocorreu no campeonato organizado pela Liga Operária em 1.912, na cidade de Campinas entre as equipes locais.

O chamado campeonato campineiro foi disputado por seis (6) equipes. Além da Macaca, competiram o Guarany Futebol Clube, o London Futebol Clube, o Corinthians Futebol Clube, o S.C. Operário e o Internacional Foot-Ball Club.

A Ponte foi campeã jogando com a seguinte formação: Amparense, Roque e Rangel (Wadt), Pera (Tonico Campeão), Duarte e Fernandes Moraes, Lili, Lopes, Chico Duarte (Wadt) e Quinze.  Jogaram ainda o campeonato os seguintes reservas: Bertho, Aranha, Biló, Cardoso, Flori, Carlos e Dicto Aranha. O Presidente da Ponte era José Rodrigues.



A VENDA DE CAMISAS DAS EQUIPES EXPLODIU!

Os comerciantes que vendem produtos esportivos na cidade estão satisfeitíssimos. Desde domingo, a procura por camisas e outros artigos de Guarani e Ponte Preta deu um grande salto. A camisa oficial da Ponte já não está disponível para aquisição. E também faltam vários itens na loja do Bugre e em outras casas que comercializam material esportivo de clubes. Só de camisas uma das lojas de produtos esportivos está vendendo cerca de 80 peças por dia. E isso é muito bom  para os clubes que vivem um grande momento e devem obter lucros para a cara manutenção do elenco, estrutura e funcionários.

CARNAVAL

O Carnaval é uma festa que teve origem na Grécia entre 600 a 520 a.c. Era um período de festas nas quais os gregos realizavam cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Ao contrário do que se imagina, isto é, que o carnaval seja uma festa pagã, na Idade Média passou a fazer parte da atenda de comemorações do Cristianismo. A marca dos festejos do carnaval, na época, era o chamado “adeus à carne”, ou do latim, “carne vale”, dando assim origem ao termo “carnaval”, com grande concentração de festejos populares. Mas o Carnaval da era moderna é oriundo da sociedade vitoriana do século XIX e Paris foi o principal modelo exportador para o mundo. A marca do carnaval moderno são os desfiles e as fantasias. Mas o Rio de Janeiro é que criou e exportou o carnaval com desfiles de escolas de samba. O Guinness Book registra o Carnaval do Rio de Janeiro como o maior carnaval do mundo e o Galo da Madrugada, da cidade de Recife, como o maior bloco de carnaval do mundo.

O BOLO DE CAÇAROLA DO CAFÉ REGINA

Qualquer dia desses, quando você passar pelo Café Regina, no Centro de Campinas, ao pedir o tradicional cafezinho de coador, uma especialidade da casa de 60 anos (O Regina nasceu no mesmo ano que eu, em 1.952), peça um pedaço de bolo de caçarola. É delicioso, especialmente se for acompanhado do café. Trata-se de um bolo que une como ingredientes o côco e o  queijo, em uma massa leve. Divino!


UMA RECEITA DO BOLO DE CAÇAROLA ITALIANA.

Os ingredientes são os seguintes: 5 (cinco) ovos, 3 (três) copos de açúcar, 1 (um) copo de leite integral, 200 (duzentos) ml de leite de côco, 2 (duas) colheres (sopa) de margarina, 2 (duas) colheres de queijo parmesão ralado, 100 (cem) gramas de côco ralado (fininho), 5 (cinco) colheres (sopa) e farinha de trigo e 1 (uma) colher (sobremesa) rasa de fermento. Modo de Preparar: Bata todos os ingredientes, pela ordem, no liquidificador. Coloque a mistura em uma forma untada e enfarinhada, e asse em forno médio por aproximadamente 30 minutos. A massa fica bem molinha e o resultado é um show, segundo o blog da  Suzy de quem copiei a receita. Se o resultado não for satisfatório, algo de errado ocorreu. Aí corra para o Café Regina e coma lá mesmo.

Até amanhã amigos.

P.S. A imagem n. 1 da coluna de hoje mostra desfile do bloco Galo da Madrugada em Recife e foi emprestado do  site ihaa.com.br. A imagem n. 2  do tentador bolo de caçarola italiana  do blog susymitsy.blogspot.com.br.
















terça-feira, 24 de abril de 2012

DERBI CAMPINEIRO NAS SEMIFINAIS DO PAULISTÃO- 2012 E OUTRAS NOTÍCIAS DO ESPORTE

Boa noite amigos,

A rodada no fim de semana do esporte foi, mais uma vez, recheada de surpresas.

SUPERLIGA MASCULINA DE  VÔLEI – SADA/CRUZEIRO CAMPEÃO.

Em decisão que aconteceu no sábado, pela manhã, no Ginásio Poliesportivo de São Bernardo do Campo,  o Sada Cruzeiro venceu, de virada,  o Vôlei Futuro, pela Superliga Masculina de Volei e ficou com o título inédito,  merecidamente. A vitória aconteceu por 3 sets a 1 (parciais de 24/26, 25/18, 25/13 e 25/19). A equipe mineira tinha ficado com o vice-campeonato no ano passado, ao perder a final para o Sesi. Lorena, um dos principais jogadores do Vôlei Futuro neste campeonato se contundiu e teve que deixar o campo de jogo ainda no 3º set.

CAMPEONATO CARIOCA – O FLAMENGO FORA DA TAÇA RIO  E DO CAMPEONATO

O Flamengo, depois de amargar uma precoce desclassificação na Copa Libertadores da América, não conseguindo passar da primeira fase, para decepção de sua enorme torcida, também está fora das finais da Taça Rio, ao perder, de virada, para o Vasco, domingo, no Engenhão, pelo placar de 3 a 2. O destaque da partida ficou para o bom jogador Felipe, que fez dois dos três gols da equipe cruzmaltina. A decisão da Taça Rio, correspondente ao segundo turno, acontecerá no próximo final de semana entre Vasco da Gama e Botafogo. A crise está novamente instalada na equipe da Gávea e é provável que o técnico Joel Santana perca seu posto. Com férias antecipadas, o Fla vai assistir fora do campo tanto a final da Taça Rio entre os rivais Vasco e Botafogo, como a do Campeonato Carioca que envolverá os times campeões da Taça Guanabara (o Fluminense) e Rio (Vasco ou Botafogo).

PONTE PRETA E GUARANI – AS GRANDES SURPRESAS DA RODADA DO CAMPEONATO PAULISTA.

Uma às 16,00 horas, outra às 18,30 horas de um mesmo dia, domingo, 22 de abril de 2.012, as equipes de Ponte Preta e Guarani desclassificaram Corinthians e Palmeiras, respectivamente, e vão disputar, entre si, uma das semifinais do Campeonato Paulista de 2.012. Por outras palavras, dois dos grandes da Capital, candidatos ao título e com as benesses da grande imprensa paulista, da Federação e da Rede Globo, ávida sempre por audiência, estão fora da competição, pelas derrotas inesperadas contra os campineiros Ponte e Guarani. E agora José?

OS RESULTADOS IGUAIS DE PONTE E GUARANI E A EXPECTATIVA PARA O GRANDE DERBI DE DOMINGO

A Macaca foi ao Pacambu, considerado a nova casa do Corinthians e,como visitante indesejável, provocou a maior “zebra” do domingo. Classificada, na última  vaga do octogonal (8ª lugar) jogou com o Timão, líder da competição e ganhou a partida no tempo normal, evitando a disputa de pênaltis. O resultado: 3 a 2. O mesmo aconteceu à noite no Brinco de Ouro da Princesa. O Bugre (4º colocado), cruzou com o Palmeiras (5º colocado) e, uma semana depois de ter batido o Verdão, no próprio Brinco, por 3 a 1, voltou a vencer agora no jogo de “mata” das quartas de finais pelo placar de 3 a 2. Uma rodada de gala para as equipes campineiras que estão de parabéns. O esperado derby entre Corinthians  e Palmeiras numa das semifinais do Paulistão foi substituído pelo derbi campineiro entre Guarani e Ponte Preta.


OS GOLEIROS JÚLIO CESAR E DEOLA

Como sempre a imprensa e os cartolas resolveram eleger os  vilões dos "grandes" derrotados: os goleiros Júlio Cesar do Corinthians e Deola do Palmeiras. Não há dúvida que Julio Cesar falhou no primeiro gol da Ponte e Deola no terceiro gol do Guarani. Mas e daí? E o resto do time.?O que jogaram Corinthians e Palmeiras para merecerem melhor sorte nas partidas? Houve quem visse falha do goleiro no espetacular gol olímpico de Fumagalli? Será que todo gol olímpico só ocorre por falha do goleiro? Com a palavra os especialistas?

Bem durante a semana vamos comentar um pouco mais a respeito das semifinais que se avizinham.         E do grande derbi de domingo, que já rende expectativas, fofocas e comentários de todos os tipos.

 Até amanhã amigos.

 P.S. (1) Já começam a circular rumores de que jogadores importantes das equipes de Campinas estão na mira dos chamados "grandes". Neto, o bom zagueiro do Bugre, interessa ao Santos e no Palmeiras comenta-se sobre a contratação de Renato Cajá, da Macaca.

P.S. (2) Um dos destaques do Guarani nas últimas partidas decisivas tem sido o lateral Oziel. Depois de um início instável e que mereceu críticas, inclusive de minha parte, que cobrava Vadão, porque  queria Bruno Peres como titular em seu lugar, Oziel foi se firmando e fazendo boas partidas. No domingo não foi diferente. De seus pés surgiram bons cruzamentos, inclusive no gol de Fabinho, o terceiro do bugre.

P.S. (3) As imagens que ilustram a coluna hoje (n. 1 - Roger comemorando o belo gol contra o Timão e n. 2 - Fumagalli comemorando o gol olímpico marcado contra o Verdão) foram emprestadas dos sites www. gazetaesportiva.net e rac.com.br, respectivamente.