terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

LEO - MAIS UM AMIGO QUE SE VAI....


Boa noite amigos,

Quanto mais tempo se vai vivendo, maiores são as possibilidades de ganho e de perda. O lucro fica por conta da experiência e da sabedoria que supostamente o tempo nos possibilita, e o sofrimento chancela, às vezes. As perdas são de várias ordens: vitalidade, disposição, projetos, esperança, sonhos. Há o consolo, por certo, das obras que eventualmente tenhamos realizado ou deixado, relevante para muitos ou para alguém, ao menos.  Bem, esse intróito é para dizer que perdi outro grande amigo nessa aurora de 2.013. De forma rápida e imprevisível, o querido José Manoel Alves, o Leo do Giovanetti, como a gente o conhecia e o chamava, na noite de domingo de 07 de janeiro,  quando visitava um dos estabelecimentos do grupo,  teve um enfarte fulminante e, embora socorrido, morreu no hospital, sem que se tenha notícia de qualquer doença de fundo ou de predisposição para o enfarto. Foi-se aos 50 anos. Sem tempo para despedidas. Num vigoroso 50 anos, porque Leo transmitia disposição, bom humor e uma alegria incontida. Tinha por mim um profundo respeito, uma propalada  dívida de gratidão que já nem existia (e se efetivamente existisse, já teria sido galhardamente quitada),  mas que a sua generosidade e o seu caráter insistiam em contemplar e da qual falava aos meus amigos ou a estranhos. Numa das últimas vezes que estivemos juntos me transmitiu uma divertida piada de padre iniciante, muito engraçada, que fiz questão de reproduzir neste blog, postagem de 31 de agosto de 2012. Lembro-me de muitas passagens nossas inesquecíveis. Numa de suas incontidas manias de fazer rápidos discursos atribuíra a famosa obra “O Cortiço” a Machado de Assis. Dei-lhe uma bronca e lhe enviei um exemplar do livro de Aluísio de Azevedo, que ele recebeu com humildade e largos sorrisos. Foram inúmeros os nossos “papos-cabeça”, sobre arte, filosofia e religião. Leo teve uma passagem atribulada. Dois casamentos fracassados e uma última companheira que lhe havia dado um filho querido, um menino que hoje conta 7 anos. Da última vez que almoçamos juntos, fez questão de me servir um vinho de primeira linha  e me contou de sua situação atual, de tudo aquilo que se passara em sua vida nos últimos anos e que não havia tido a coragem de assumir ou de me relatar. Era uma espécie de satisfação que ele me dava (e que eu evidentemente jamais exigi), que lhe acalmava, ao mesmo tempo em que mais nos aproximava espiritualmente e na intimidade. Estava feliz e demonstrava enfática  preocupação na criação de seu filho caçula, diante de um mundo sem valores que ele tanto dizia temer. Agora ele se foi. E nós o perdemos na presença física, no contato sempre tão prazeroso,  no apoio sempre presente e na amizade que não media esforços para estreitar. Li no jornal de hoje uma crônica feita por uma nora indignada com o assassinato do sogro querido e que termina falando em “doce vingança”. Peço a ela emprestado o raciocínio para terminar dizendo que sempre serão incompreensíveis, para nós humanos limitados,  as razões de Deus ou da natureza que nos retiram, abruptamente, as pessoas que amamos. Resta-nos uma ponta de vingança, uma doce vingança de que, nada obstante a ausência pela morte,  não poderá nos ceifar,  enquanto vivermos, ou lúcidos formos, das recordações de um convívio de amizade e amor, valores que, transcendendo o tempo e o espaço, nos transportam sempre para a ideia de eternidade.
Adeus,  Leo, querido amigo, saudoso já, sempre saudoso para nós, seus amigos desta vida.


Até amanhã.

P.S. (1) "Tirar a amizade da vida seria tirar o sol do  mundo" Cícero
"A amizade não se obriga. Brota espontânea do coração" Manoel Macedo;

P.S. (2) A imagem n. 1, da capa do livro "O Cortiço" foi emprestada do site not1.xpg.com.br. A imagem n. 2 é uma fotografia que mostra o querido Leo, depois de submetido, no ano passado, a uma cirurgia de joelho, com a minha sogra, Dna. Geny Carillo Furlan que igualmente se submetera a uma cirurgia similar, ambos ostentando seus aparatos.  A foto foi tirada pela minha filha, Samira Furlan Miguel Schmidt, no Giovanetti V, durante um almoço beneficiente em pról da nossa Creche Lar Ternura.






domingo, 3 de fevereiro de 2013

CINEMA - O ÉPICO HISTÓRICO "LINCOLN"

Amigos, 
 
Quem for ao cinema esperando mais um espetáculo de efeitos especiais com a marca registrada do diretor Steven Spielberg vai se decepcionar. Com um orçamento de sessenta e cinco milhões de dólares,  “Lincoln”, um épico histórico, passa longe das pirotecnias e da imagens tridimensionais tão em voga para marcar a infinita capacidade técnica dos norte-americanos e de seu famoso diretor. Ao contrário, o que predomina no cenário é  um branco e preto, um fundo escuro,  que transmite a atmosfera pretendida, suponho,  pelo roteirista, Thomy Kishner.  Em compensação, ganha-se em densidade, na maneira competente e interessante  de mostrar e narrar os quatro últimos meses de vida do republicano Abrahan Lincoln (1.809/1.865), o 16º Presidente dos E.E.U.U., que assumiu o cargo de mandatário máximo da Nação,  com a "Casa Dividida", expressão que utilizou, vendo o país dividido pela guerra civil e foi assassinado em 1.865, durante o seu segundo mandato, na  luta para administrar o conflito,  visando manter a hegemonia da União, ao mesmo tempo em que de forma obstinada – e mesmo contra as evidências de um Congresso que já rejeitara a proposta meses antes, busca  a aprovação da histórica 13ª. Emenda à Constituição dos Estados Unidos, que trata da abolição definitiva da  escravatura em todo o país. Inspirado no livro de Doris Kearns Goodwin, “Team of Rivals: The Genius Of Abraham Lincoln”, o drama  não explora propriamente a biografia  do presidente, mas apenas a extrema habilidade com que, ciente dos conchavos e das práticas ilegais da política congressista,  busca obter a margem de votos necessária  para aprovação da emenda constitucional, e, por fim,  a rendição dos confederados do sul, sem qualquer preocupação de suscitar questionamentos éticos ou  juízos de valor.   Espetacular o trabalho de maquiagem que aproxima o ator do personagem (é incrível a semelhança com o original) e a interpretação do inglês e irlandês (ele tem dupla cidadania),  Daniel Day-Lewis, com muita justiça um dos grandes favoritos ao Oscar de Melhor Ator por esse trabalho. Não sei ainda se é o meu candidato predileto, pois este é o primeiro dos filmes  indicados à estatueta da academia que vejo, embora praticamente todos estejam já em cartaz, ao mesmo tempo, no Brasil. Menção especial merecem também os atores Tommy Lee Jones e Sally Field, pelos papéis que, embora secundários, foram profundos e marcantes. Vá disposto ao cinema para curtir esse trabalho. É um drama, longa-metragem de duas horas e meia. A riqueza dos diálogos, o cenário e as interpretações me seguraram na cadeira do cinema durante todo o tempo, sem piscar. Claro que como obra de ficção (e isso é importante em matéria de cinema), embora fiel, no geral, à história,  não se aprofunda nela e nos fatos que marcaram a vida americana daqueles anos, nem mesmo nas particularidades da guerra civil. Focado, quase exclusivamente,  nos meandros da política daquele tempo, o filme deixa de explorar uma temática mais universal, permanecendo no campo efetivo do regional e temporal.   Daí  algumas críticas de especialistas que não consideram o longa um grande filme. Exagero. Dentro da sua proposta e da sua linguagem, e, ainda,  de cinema de arte, é um ótimo filme, tanto mais que tem nada menos do que 12 indicações para o Oscar. Não evite. Ao contrário, vá ao cinema e tire você mesmo a conclusão.

 

Até amanhã amigos.

 

P.S. (1) a Guerra da Secessão foi um conflito militar que aconteceu nos Estados Unidos da América entre os anos de 1.861 a 1.865. Onze estados confederados do Sul declararam secessão à União e criaram um novo país, os Estados Confederados da América. Foi a guerra que mais matou americanos na história. Foram cerca de 970.000 mortes, o que correspondia, à época, a 3% da população americana. Os Estados do Norte, mais ricos e preparados militarmente, venceram. A escravidão foi abolida atendendo aos interesses dos Estados do Norte, industrializados e que não utilizavam mão de obra negra escrava;

 

P.S. (2) O ator Daniel Michael Blake Day-Lewis, nasceu em Londres em 29 de abril de 1.957, tendo, portanto, 55 anos. É um dos atores mais versáteis e valorizados em Hollywood. Tem uma longa filmografia. Foi indicado para o Oscar de Melhor Ator em 4 (quatro) oportunidades. Venceu em 1.990, com o filme O Meu Pé Esquerdo (My Left Foot) e em 2.008 com o filme Sangue Negro (There Will Be Blood). As outras duas indicações foram pelos filmes Em Nome do Pai (In The Name of the Father), em 1.994, e Gangues de Nova York (Gangs of New York), em 2.003;

 

P.S. (3) Abraham Lincoln foi advogado de condado, membro da Câmara de Representantes, legislador pelo Estado de Illinois, concorreu 2 vezes ao Senado, tendo sido derrotado em ambas, e o  16º Presidente dos Estados Unidos da América;

P.S. (4) A imagem da coluna de hoje é da publicidade do filme e foi emprestada do site www.publico.pt

 

 

 

 

 


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

MODA MASCULINA - ANGELO VERTTI ITALY


Boa noite amigos,

A principal referência da moda masculina continua sendo a cidade de Milão, na Itália. De lá é que surgem as principais tendências de cada estação, a cada ano,  especialmente quanto se fala no vestuário clássico. Mas as tendências também vêm de outros locais da Europa e dos Estados Unidos da América, quando se fala  em traje jovem, esportivo, fino ou mais despojado.  O Guia Vip de Estilo, uma publicação anual da Editora Abril, já completa nove anos de vida e no editorial da edição 2.013, ao tratar da moda masculina,  afirma que  O tema está nas ruas: os homens estão cada dia mais exigentes e não aceitam que as peças de seu vestuário sejam apenas confortáveis. Eles querem, também, roupas que os auxiliem a comunicar um Estilo, com letra maiúscula”.  A adequação ou pertinência no trajar, o senso do que pode e deve ser usado em cada local, hora e evento, é um fator que indiscutivelmente, no mundo moderno, insere ou exclui a pessoa de um grupo social, abre ou fecha as portas para oportunidade de emprego e, assim por diante. Se como diz o velho ditado “O hábito não faz o monge”, o fato é que o monge pode ser prejudicado – e muito – por causa do hábito que eventualmente induza ausência de compreensão, bom gosto ou proporção. E chega de justificativa. Seja você  jovem, de meia-idade ou velho, não abdique da preocupação com o traje. Em todas as idades ele inspira, melhora a auto-estima e agrada os que estão à sua volta ou na linha de seu contato pessoal. Há peças bonitas e confortáveis para todas as idades, biotipos e poderes aquisitivos. E se você é mulher, namorada, ou amiga também deve saber como presentear o marido, companheiro, namorado ou amigo, com coisas modernas e versáteis.

ANGELO VERTTI  ITALY – REFERÊNCIA EM MODA QUE VEM DA ITÁLIA

A ANGELO VERTTI ITALY é uma referência em vestuário masculino e seus produtos são inspirados na moda milanesa . Em Campinas ela mantém uma única loja, situada dentro do Shopping  D. Pedro (foto acima, da fachada). Trata-se de um espaço elegante, onde você recebe atendimento personalizado e   encontra praticamente todos os itens do vestuário masculino da moda.  Agora também, adicionalmente,   camisas femininas da famosa marca Dudalina. Como se sabe a Dudalina, de 2 anos para cá, também passou a investir na confecção e venda de roupas femininas, com grande aceitação. A marca Dudalina só é comercializada em Campinas em dois endereços: na MIAMI STORE e na ANGELO VERTTI.  Mas é só na Angelo Vertti, por exemplo, que se pode adquirir as gravatas da DUDALINA, de pura seda italiana e que vêm apresentadas em pequenas caixas com o mesmo designer da peça (imagem n. 2). Ganhei uma de presente na semana passada e ela já está integrada ao meu guarda-roupa de preferência. É, sem dúvida, um ótimo presente e de muito bom gosto para homens que usem o artefato nas suas atividades profissionais ou sociais. A loja oferece produtos de grifes consagradas. Além da DUDALINA,  também, entre outras,  ANGELITA, BASE, FAZZOLIN E FIDELLI. Dentre os blaisers e  costumes da marca FAZZOLIN, destacam-se o Príncipe de Gales e o Kaban. O Príncipe de Gales (nome que faz referência ao Princípe Eduardo VII, que popularizou a padronagem no século XIX), é elaborado em  xadrez bem discreto, com utilização de  ponto sarja, com fios cardados ou penteados, em cores bege, preto, cinza e marrom, em riscos irregulares (imagem n. 3). Agradam sempre e nunca saem da moda.  O Kaban tem um estilo mais solto, para o qual se utiliza tecidos diversos mais leves, lembrando traje de marinheiro. Podem ser usados sem gravata e mesmo com polo e calça jeans (imagem n. 4). Da Dudalina, as belas camisas das linhas Casual, Sport Chic e Alfaiataria.  Na linha de Alfaiataria, elas   são confeccionadas em  algodão egípcio compact easy iron, em formas estruturadas e podem ser usadas com abotoaduras. Na esportiva são confecionadas com cetim. Calças sociais e esportivas, cintos e sapatos completam o rol dos itens que podem ser encontrados na loja. Há, ainda, abotoaduras da Dudalina, único local na cidade em que as encontrei, para aquisição separada da camisa.
AS ABOTOADURAS DA DUDALINA.

A Angelo Vertti Italy também oferece um tipo de abotoadura  da Dudalina,  em formato redondo, com cristais nas cores azul, branca e preta, que devem ser usadas em situações formais ou de gala (imagem n. 5). Elas custam R$179,90 o par.  Volto a registrar que as abotoaduras sempre estiveram na moda e podem ser usadas em diversas situações, com trajes formais ou informais,  dependendo de cada tipo. A loja dispõe ainda de outras marcas e tipos de  abotoaduras, a preços variados.

ALARGADORES DE COLARINHO

Se você tem uma camisa de seu tamanho, em que punho e ombros estão justos, mas ao fechar o colarinho você sente que ele aperta o pescoço, você tem um recurso que resolve o problema: trata-se do “alargador de colarinho”, um artefato que você adquire na Angelo Vertti, por pouco mais que R$30,00  e resolve o problema. Colocado sobre o botão ele tem um pequeno elástico que amplia o colarinho e fica escondido sob a gravata.



          
 Até amanhã.

P.S. (1) A Angelo Vertti Italy tem lojas em Americana, Indaiatuba, Santa Bárbara D’Oeste, Campinas e Piracicaba. Tem ainda um Outlet na Internet. E sua fábrica fica em Santa Bárbara D’Oeste na Rua do Carvão, 40, Jardim Pérola. Telefones (19) 3457-2999 e (19) 3457-2998. Email: sac@angelovertti.com.br.

P.S. (2) Uma dica dada pelos consultores especialistas: As duas peças mais versáteis do guarda-roupa masculino são: um blaiser azul-marinho e uma calça cinza. São indispensáveis. Cabem em qualquer lugar e combinam com qualquer coisa.

P.S. (3) A Camiseta Polo da Lacoste foi criada por René Lacoste como uniforme de tênis e saiu das quadras, em 1.933, para ganhar a indústria da moda masculina, revolucionando-a. Você pode tê-las em grande número e variadas cores e pode usá-las com qualquer tipo de calça. São versáteis e elegantes. Continuam, como nunca, na moda. Dá-lhe jacarezinho;
P.S. (4) Quando estivemos na loja de Campinas fomos atendidos pela funcionária Keyla, de forma simpática e camarada. Abraços aos funcionários e gerentes da elegante loja.O telefone de lá é 3756-9506;
P.S. (5) Abotoaduras-Fusca (imagem abaixo). Uma opção para os aficcionados e colecionadores de automóveis, especialmente do mais popular veículo da Volkswagen.













segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

MPB E CINEMA - GONZAGÃO E GONZAGUINHA. VIDA DE VIAJANTE

Boa tarde amigos,
O encontro aconteceu no já distante ano de 1.981.  Dois monstros sagrados da música popular brasileira, ambos com obras densas e consagradas pelo público e pela crítica. Pai e filho adotivo. Dois estilos.  Duas histórias individuais paralelas e entrelaçadas em certos pontos. Pontos difíceis: de desavença, desencontro, incompreensão, mágoas. Tudo estava então superado. De verdade. Agora um espetáculo concebido por eles e que correu com uma turnê todo o Brasil. Gonzaguinha e Gonzagão apresentam: Vida de Viajante, nome baseado na música que tempos depois serviria de trilha sonora para  o seriado de sucesso da Rede Globo, Carga Pesada, que contava as aventuras de Pedro (Antonio Fagundes) e Bino (Stênio Garcia) e que a voz potente do Rei do Baião, entoava, enquanto os dedos corriam pelas teclas da  velha sanfona, companheira inseparável, dela  extraindo apaixonados acordes:     (Minha Vida é Andar, por esse País/ Pra Ver se um dia descanso Feliz/ Guardando as Recordações/Das Terras Onde Passei/Andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei).  Durante o espetáculo, pai e filho conversam, se elogiam, confessam amor recíproco e trocam carinhos. Cantam ora individualmente, ora em conjunto, obras de um e de outro. Em certo ponto do espetáculo,  o filho vai provocando o pai, entoando os primeiros versos de  músicas do velho sertão nordestino, de sua gente, de seu folclore, de suas coisas: “ Riacho de navio, corre pro Pajeú....” ..”Juazeiro, Juazeiro, onde anda o meu amor....”. Em seguida é o pai que responde  indagação do filho (Pai, tudo na sua vida valeu a pena?),  cantarolando um famoso verso do menino: “Começaria tudo outra vez, se preciso fosse...”. Bem, é esse antológico encontro que foi registrado num LP, ainda em vinil, do ano de 1.981, com o mesmo nome do espetáculo: Vida de Viajante. Em 1.994, a EMI MUSIC, reeditou o encontro, extraindo o que considerou de melhor do disco e da apresentação ao vivo, lançando  CD e DVD. Trata-se de uma verdadeira relíquia: A VIAGEM de GONZAGÃO & GONZAGUINHA, documentos que registram um encontro que jamais voltará a acontecer. Luiz Gonzaga, o grande Rei do Baião, morreu em 1.989, aos 77 anos. O filho, Luiz Gonzaga Filho, o Gonzaguinha, morreu jovem, aos 47 anos, em decorrência de um acidente automobilístico, em 1.991, quando buscava resgatar a importante obra do pai, com quem havia se reconciliado.
Até amanhã.
P.S. (1) Atribui-se a Luiz Gonzaga  o mérito de ter trazido a música nordestina (baião, forró, xote etc.),  para o sudeste e sul do país, pois até então estava circunscrita ao nordeste.  O Rio de Janeiro e São Paulo ouviam samba, samba-canção, bossa-nova e outros gêneros, inclusive estrangeiros (rock in roll, twist etc.);
P.S. (2) O maior sucesso de Gonzagão e uma das mais famosas músicas brasileiras de todos os tempos é ASA BRANCA, de sua autoria em parceria com Humberto Teixeira. Além de sua própria gravação, a mais conhecida, existem ainda mais de 60 outras, entre artistas nacionais e estrangeiros, dentre os quais, Lulu Santos, Elis Regina, Chitãozinho e Chororó, Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Gilberto Gil,  Maria Bethânia,   o porto-riquenho José Feliciano, a banda Forró in The Dark, David Byurne, o flautista de jazz, Herbie Mann, o indiano N. Ravikiran, músico de cítara,  e  o violonista folk Brooks Williams;
P.S. (3) Em 1.968 surgiu um boato de que os Beatles iriam gravar a música “Asa Branca”, o que gerou um engraçado comentário de Gonzagão: “Agora eu quero ver se esses caras vendem disco mesmo. Eu sozinho vendi mais de 2 milhões”. A história não se confirmou, contudo. A confusão teria sido gerada, segundo alguns, pelo fato de que o conjunto inglês gravaria a música “The Inner Light”, uma composição de George Harrison, que tem uma sequência melódica  muito parecida com a de Asa Branca.
P.S. (3) Gonzaguinha tem sucessos memoráveis (Começaria Outra Vez, Explode Coração, Espere por Mim Morena, Diga Lá Coração, Achados e Perdidos, Sangrando, Redescobrir, É, Grito de Alerta),  gravados por ele e por cantores e cantoras de peso na música brasileira (Maria Bethânia, Elis Regina, Gal Costa).
P.S. (4) A imagem que abre a coluna de hoje é da capa do CD e foi emprestada do site artecultural.blog.br.  A imagem do centro é do cartaz de propaganda do filme GONZAGA: DE PAI PRA FILHO, e foi emprestada do site opiocoisanenhuma.blogspot.com.;
P.S. (5) Em 2.012, comemorou-se o centenário do nascimento de Luiz Gonzaga, com várias celebrações, dentre as quais a cinebiografia GONZAGA: DE PAI PRA FILHO, filme que teve a direção de Breno Silveira e apresenta nos principais papéis os atores Nivaldo Expedito de Carvalho (Luiz Gonzaga), Júlio Andrade (Gonzaguinha) e Nanda Costa (Odalea). O drama é um bom filme e, segundo a Ancine (Agência Nacional de Cinema), obteve o 4º lugar nos filmes nacionais com maior público do ano passado, com quase 1.500.000 espectadores. A TV Globo exibiu a película em microssérie transmitida de 15 a 18 de janeiro de 2.013. Uma restrição: continuo achando ruim o som dos filmes nacionais. Já é hora de solucionar essa questão eminentemente técnica.
P.S. (5) O CD tem 25 faixas assim enunciadas: 1) FALA GONZAGUINHA; 2) SANGRANDO; 3)  AMANHÃ OU DEPOIS/ ACHADOS E PERDIDOS; 4) PEQUENA MEMÓRIA PARA UM TEMPO SEM MEMÓRIA (A Legião dos Esquecidos); 5) COMEÇARIA TUDO OUTRA VEZ; 6) ACAUÃ; 7) ASSUM PRETO; 8) A MORTE DO VAQUEIRO; 9) BOIADEIRO; 10) VOZES DA SECA; 11) PAU DE ARARA/BAIÃO DE SÃO SEBASTIÃO/BAIÃO; 12) KAROLINA COM K/DERRAMANDO O GAI; 13) LÉGUA TIRANA; 14) BAIÃO DA GAROA; 15) JUAZEIRO/NO MEU PÉ DE SERRA/ESTRADA DO CANINDÉ/RIACHO DO NAVIO. PAPO: LUIZ GONZAGA & GONZAGUINHA; 16) DIGA LÁ, CORAÇÃO. Música Incidental: ESPERE POR MIM MORENA; 17) GRITO DE ALERTA; 18) COM A PERNA NO MUNDO. Música Incidental: AGALOPE; 19) FALA GONZAGUINHA: NÃO DÁ MAIS PRA SEGURAR (Explode Coração); 20) RESPEITA JANUÁRIO; 21) ESTRELA DE OURO; 22) HORA DO ADEUS; 23) FALA GONZAGUINHA; 24) A VIDA DE VIAJANTE.
 
 
 
 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

FUTEBOL 2.013 - COPA SÃO PAULO DE FUTEBOL E OS CAMPEONATOS

Boa noite  amigos,
 
A COPINHA
Começou o ano para o futebol do Brasil, desde os primeiros dias de janeiro, com a já tradicional Copinha, ou seja, a Copa São Paulo de Futebol Junior, um torneio democrático, que este ano começou com 100 equipes, de todos os cantos e divisões do país. A competição se converteu numa grande vitrine para que os novos valores possam mostrar as suas virtudes no esporte, pois praticamente todos os jogos, a partir das quartas-de-finais, são transmitidos  pelos canais fechados e abertos de televisão. Neste ano a grande surpresa foi o Goiás que apresentou um futebol eficiente e talentoso, graças a  alguns jovens atletas, reconhecidos, desde logo,  como grandes promessas para o futuro, em especial o goleiro Paulo Henrique (foto abaixo, defendendo pênalti contra o Bahia),  e o atacante Erik. A equipe goiana, segundo seu Presidente, não faz um grande campeonato por acaso. Sua campanha, que a coloca na final da competição, em jogo marcado para  amanhã, aniversário da cidade de São Paulo, no Pacaembu, diante do Santos, reflete a política de  investimento sério da diretoria nas equipes de base, a grande saída ainda hoje para que as equipes médias e grandes do futebol brasileiro, logrem  recuperar os investimentos na criação e preparação de atletas,   e nas altas folhas de pagamentos,   num mercado que teima em continuar inexplicável e  extremamente inflacionado. Dois dos nossos atuais grandes craques, Neymar e Lucas, apareceram justamente na Copinha, embora já fossem jogadores hábeis, com futuro promissor. Mas não me lembro de nenhum dos grandes craques dos últimos tempos que não tenha jogado esse tradicional torneio por seu clube e, assim, se apresentado efetivamente ao grande público paulista e brasileiro. Que a Copinha, nascida em 1.969, continue tendo vida longa, pois se converteu inegavelmente numa espécie de “batismo” dos grandes futuros craques do país.
 
OS CAMPEONATOS REGIONAIS
 
Os principais campeonatos regionais, incluindo os do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais,  já estão em andamento, na segunda ou terceira rodada, sem grandes novidades. Algumas transações do final do ano passado e início deste ano, movimentaram um pouco o mercado. O São Paulo trouxe o veterano zagueiro Lúcio e aposta no futebol de Paulo Henrique Ganso, contratado no ano passado, sem condições físicas e técnicas ideais, naquela altura, para jogar 90 minutos e  assumir uma vaga de titular no time. O Corinthians, numa contratação tão milionária, quanto arriscada, trouxe Alexandre Pato, do italiano Milan e, ainda, Renato Augusto e Gil. O Santos, na maior contratação de sua história, foi buscar  o meio-campista argentino Montillo no Cruzeiro. De qualquer maneira, o campeonato mais disputado do país, ou seja, o Paulista, não deve sofrer grandes mudanças.  A fórmula é a mesma. Um único turno, com as 20 equipes se enfrentando, das quais 8 serão as classificadas para seguir, enquanto as 4 últimas serão rebaixadas para a série A-2. As 8 classificadas em jogo único decidirão as semi-finais, que apontará, igualmente em jogo único, as duas equipes que disputarão o título, em dois jogos.   O mando de jogo do octogonal em diante, com exceção dos dois finais, será da equipe que, durante o campeonato, esteve melhor classificada. O mando dos dois jogos finais será da FPF. E se a fórmula é a mesma, os favoritos continuam sendo as quatro equipes consideradas grandes, pois cresce o abismo entre essas equipes e as do interior do Estado, na medida em que os recursos de mídia e patrocínio, especialmente os de TV  são, na quase totalidade, canalizados para  aquelas, na guerra por altos índices de audiência. No ano passado, as equipes do Mogi-Mirim, da Ponte Preta e do Guarani chegaram ao octogonal e as duas de Campinas, às semi-finais, de forma surpreendente, desbancando Corinthians e Palmeiras. O Bugre, apesar da eterna crise financeira por que passa, foi além, fazendo a grande final do campeonato com o Santos F.C., numa campanha irrepreensível e só não levando o caneco pela natural distância técnica entre os seus elencos. De qualquer maneira, os campeonatos regionais estão aí, contra a vontade daqueles  que gostariam que eles acabassem, sob o argumento de que são desinteressantes e acabam restringindo ainda mais  o apertado calendário do futebol brasileiro. Paralelamente a eles, acontecerão etapas da Libertadores (com São Paulo e Grêmio, disputando a pré, e, ainda,  Corinthians, Palmeiras (último campeão da Copa do Brasil) e Fluminense (atual Campeão Brasileiro). O Campeonato Brasileiro deve acontecer a partir de maio até dezembro, mas fica suspenso em parte de junho e julho,  para a Copa das Confederações, o grande evento internacional deste ano. A nós, torcedores, resta selecionar, nesta enxurrada de torneios e jogos, o que poderá haver de melhor e mais interessante (ao menos na teoria), para acompanhar. Salvo, obviamente, os jogos do time da gente que, esses, não podemos perder, por uma única razão que não admite objeção: O time da gente joga o melhor futebol do mundo. Sempre.  É ou não é? 
 
 
P.S. (1) O atacante Erik do Goiás, é o artilheiro da Copa São Paulo de Futebol Junior, com 8 gols;
 
P.S. (2) A final da Copinha, sempre uma grande festa, será disputada amanhã, dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, no Pacaembu, às 10,00 horas da manhã, com ingresso gratuito. O jogo será transmitido pela ESPN, Rede Globo, Rede TV, Rede Vida e Sport TV, numa distribuição bem democrática. O site Watch Espn Brasil também transmitirá a partida, via internet;
 
P.S. (3) O Campeonato Paulista é o mais valioso do país. O valor total dos elencos das 20 equipes que o disputam é de 1,1 bilhão de reais. Em segundo lugar, com quase metade desse valor, vem o Campeonato Carioca, estimado em 665 milhões de reais;
 
P.S. (4) A Chevrolet investiu 10 milhões no patrocínio dos campeonatos regionais, adquirindo esse patrocínio diretamente das Federações. Incluem-se no patrocínio os campeonatos de São Paulo, Minas Gerais, Amazonas, Rondônia, Acre, Alagoas, Ceará, Bahia, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Paraíba, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Tocantins. A sua marca aparecerá sempre nos estádios onde os jogos acontecerão. Mas a TV Globo, que já tem contrato com a concorrente Volkswagen, não exibirá a publicidade nas transmissões, ao contrário da Rede Bandeirantes, que deverá faze-lo, normalmente, nas transmissões para todo o Brasil.
 P.S. (5) Se o Goiás conquistar a Copa São Paulo, será a primeira equipe do Centro-Oeste a figurar no elenco dos campeões e também a primeira fora do eixo Sul-SudesteO Santos corre atrás do bicampeonato;
 
P.S. (6) As imagens da coluna de hoje foram emprestadas dos sites goias.jpg. e esporte.uol.com.br, respectivamente.
 
 
 

sábado, 19 de janeiro de 2013

O CANTO DA SEREIA E A MORTE DE WALMOR CHAGAS





Boa noite amigos,

"Nós, os artistas, somos exibicionistas, somos palhaços. Nosso papel é divertir o público".  Essa é uma das frases ditas pelo ator e diretor, Walmor Chagas, encontrado morto, na sexta-feira, dia 18, com um tiro na cabeça,  em seu solitário retiro: uma casa afastada da zona urbana, na pacata Guaratinguetá, interior de São Paulo. A provável hipótese é de suicídio. O ator, uma das maiores personalidades e talentos de sua geração, estava com 82 anos e um complicado quadro de diabetes, segundo os noticiários. Sêneca considerava que uma das vantagens do homem sobre os demais animais consistia exatamente na possibilidade de ir embora desta vida, quando lhe parecesse insuportável continuar vivendo.   O suicídio sempre foi uma conduta controversa.  E paradoxal. Para uns, o ato mais lúcido que o ser humano consciente pode cometer. Para outros, uma manifestação patética de uma patologia mental, qualquer que seja. Na maioria das vezes,  cometido por quem não suporta a vida. Mas em outros casos, também por quem a ama – e profundamente. Parece ser o caso de Walmor, embora eu nada conheça de sua personalidade e das causas de sua atitude, se a hipótese for confirmada, evidentemente. Os artistas, como algumas pessoas que têm alma de artista, gostam de se sentir relevantes.  E quando essa relevância desaparece,  quando não há mais nada que se possa planejar, esperar, fazer,  dizer, ou especialmente transmitir, a vida deixa de ter sentido. Outras vezes a velhice, o sentir gradativo de que o corpo vai falhando, e o pensamento parece fugir à lucidez, a sensação de que se vai perdendo o domínio sobre tudo, faz com que se desista, desde logo, de manter esse simples sopro de vida que vai se apagando, se apagando, num processo lento e insuportável de evaporação. Em suma, à ansiedade sobre a morte resta a abreviação do processo natural, pelo aborto do sofrimento. Outra característica dos artistas é a intensidade de vida.  Sabem que não são imortais, mas compensam a brevidade com a paixão de uma vida dedicada até o extremo às virtudes e vícios.  Intensos. Sempre.  Seja como for, os artistas não mereciam esse fim. Recentemente, a TV Globo transmitiu a minissérie O Canto da Sereia, baseada num romance de Nelson Motta. Nele a protagonista, vivida pela bela e jovem atriz Isis Valverde, ao tomar conhecimento de que padece de doença grave e incurável, decide que quer morrer no palco, durante o carnaval, cantando para o seu público e convence um amigo a matá-la no desenrolar do espetáculo. Quis morrer ali, transmitindo felicidade, no palco, no lugar em que a vida, a sua vida tinha efetivamente sentido, no cenário da sua felicidade. Todos os artistas mereciam morrer assim. De repente. No palco. Cantando ou representando para o seu público. Belos, maquiados, no mundo do faz-de–conta. Ao som da trilha sonora e dos mais belos textos escritos por escritores,  poetas, filósofos,  dos quais são porta-vozes para a humanidade de seu tempo. E no mundo encantado em que vivem, não são mortais. São simplesmente estrelas que não morrem.  Às vezes se apagam aqui e passam a brilhar num outro lugar do universo. É isso.
Até amanhã.

P.S. (1) Walmor Chagas nasceu em Porto Alegre em 1.930 e completou 60 anos de vida artística. Nesse tempo participou de 20 filmes, 30 novelas e 40 peças teatrais.

A WALMOR CHAGAS,  O MEU TRIBUTO: UMA PEQUENA POESIA

VIDA GRAMATICAL

Da boca, uma  palavra: Vida.
Simples,  vazia,  sem predicado.
Oração  incompleta: também sem sujeito.
Adrenalina mera.
Grau superlativo.

Conjunção:  corpo e  alma?
Do tempo:  a idade, numeral. Cardinal, sem ordem.
Adjetivos permanentes?
Só  advérbios de intensidade.
Imortais enquanto durem.

Ser ou estar, passado o momento, tanto faz.
O Ser, sem “ser” verbo de ligação, sempre, ou às vezes.
Estar vivo ou estar morto:  predicativo do sujeito.
Viver vivendo,
O gerúndio bastante.
 












terça-feira, 15 de janeiro de 2013

CINEMA - GLOBO DE OURO 2.013


Boa noite amigos.

Neste domingo, dia 13 de janeiro, aconteceu, em Los Angeles, a divulgação e entrega aos vencedores, da premiação relativa  ao "Globo de Ouro", na sua vetusta 70a. edição. Trata-se de um dos mais importantes prêmios na história do cinema, música e televisão dos Estados Unidos, com prestígio mundial, portanto. Também funciona, às vezes (nem tanto, ultimamente, diga-se de passagem),    como uma antecipação do Oscar, o maior prêmio do cinema mundial. O grande destaque ficou para o musical Os Miseráveis, que ganhou o prêmio de melhor filme na categoria musical/comédia e, ainda, abiscoitou outras duas estatuetas, na mesma categoria: a de Melhor Ator para Hugh Jackmann, o célebre Volverine”, e de melhor atriz coadjuvante  para Anne Hathaway. O grande favorito ao Oscar, Lincoln, cinebiografia do Presidente Americano, Abrahan Lincoln, ganhou apenas uma estatueta: a de melhor ator, na categoria Drama, para Daniel Day-Lewys“. O austríaco “Amor” faturou o  prêmio de melhor filme estrangeiro, e o melhor filme na categoria Drama ficou com “Argo”, dirigido por “Ben Affleck”, que, pessoalmente ainda levou uma segunda estatueta: a de melhor diretor. O veterano Diretor e Roteirista Tarantino, com seu “Django Livre”, uma espécie de homenagem ao Django,  de 1.966, na pele do ator italiano Franco Nero,  considerado por muitos como o melhor filme de faroeste de todos os tempos,  não foi esquecido. O longa faturou duas estatuetas: a de melhor roteiro, para o próprio, e o de Melhor Ator Coadjuvante para “Christoph Waltz”. “A Hora mais Escura” foi o longa que conferiu o prêmio de  melhor atriz de drama para “Jessica Chastain”, enquanto “Jennifer Lawrence” ficou com o prêmio de Melhor Atriz na categoria Musical/Comédia, pelo seu desempenho em “O Lado Bom da Vida”. Então, vamos lá: Para conferir se os prêmios foram merecidos, segundo os nossos juízos de cinéfilos, favor anotar o nome de todos  os filmes envolvidos, de uma forma direta ou indireta, na premiação,   para que a gente não perca nenhum deles, quando estiverem em cartaz no Brasil. Alguns, como “As Aventuras de Pi” já podem ser vistos por aqui, nos cinemas,  inclusive em 3D.
Vamos lá: ARGO; OS MISERÁVEIS; LINCOLN; DJANGO LIVRE; A HORA MAIS ESCURA; O LADO BOM DA VIDA; AS AVENTURAS DE PI; AMOR; VALENTE e OPERAÇÃO SKYFALL.


Até amanhã. 



P.S. (1) “Os Miseráveis” é um musical baseado na velha história de Victor Hugo e que já foi encenado milhares de vezes, tanto na França, como no resto do mundo.  É um dos musicais de maior sucesso na Brodway e que também já esteve por aqui, numa de suas versões. Para representar um de seus personagens centrais, o ator Hugh Jackmman, o conhecido "Volverine" se transformou completamente;

 
P.S. (2) A imagem da coluna é do ator Hugh Jackmann  na publicidade de  “Os Miseráveis” e foi emprestado do site dehast.tester001.org. O filme deve estrear no Brasil em 1º de fevereiro próximo;

P.S. (3)  O vencedor do Globo de Ouro, o filme ARGO relata uma história verdadeira, mas em versão "rocambolesca" segundo alguns sites, do sequestro de diplomatas americanos, feito reféns, no Irã, em 1.979, durante a Revolução Islâmica. O filme está proibido no Irã,  cujo governo sustenta que ele relata o fato com visão americana distorcida. Várias cópias piratas, porém, circulam naquele país. O governo iraniano está financiando a rodagem de um filme que é considerado resposta a ARGO e sua versão dita  americanizada.