quarta-feira, 18 de novembro de 2015

CINEMA - UM SENHOR ESTAGIÁRIO (THE INTERN)


Boa noite amigos,

Ben Withaker (Robert De Niro),  é um senhor aposentado de 70 anos, que ficou viúvo e vive sozinho. O  bom padrão de vida é garantido pelos 40 anos em que exerceu cargo de Vice-Presidente de uma empresa que editava listas telefônicas. A única filha, o genro e a neta residem em outro Estado da Federação norte-americana, e raramente se visitam, nem são motivo para preocupação. Ainda vigoroso física e psicologicamente, Ben não consegue preencher o vazio que sente dedicando-se a atividades ordinàriamente indicadas para a terceira idade: viagens, cinema, passeios em shopping,  exercícios físicos, jantares com os amigos. Ao tomar ciência  de que uma empresa, em franca ascensão, que explora um site de moda na internet,  está à procura de  um estagiário de terceira idade, resolve candidatar-se, motivado com o novo desafio. Selecionado entre vários candidatos é designado justamente para atender à sua jovem e talentosa proprietária, Jules Ostini (Anne Hathaway), que, em princípio, sendo uma mulher reservada e independente, não gosta da ideia de ter esse senhor próximo e intrometido na sua vida profissional e familiar. Aos poucos, porém, Ben passa a conquistar a dona da empresa e os jovens colegas de trabalho, mostrando conhecimento, experiência e sensibilidade. Essa a sinopse do original, The Intern, que no Brasil foi rebatizado de Um Senhor Estagiário,  uma comédia estadunidense  de  121 minutos com  a marca registrada de sua diretora e roteirista, Nancy Meyers (Alguém Tem de Ceder2.003; O Amor Não tira Férias – 2.006), que gosta de explorar o universo feminino, com textos leves e bem humorados, sem apelar para escatologias. Um filme cativante e encantador que, sem pieguismo, aborda de maneira leve e sensível, a segregação social dos idosos e  o preconceito da jovem geração nerd em relação a eles, excluídos de um mundo globalizado, de interesses comerciais e corporativos, porém superficial, carente de relacionamentos pessoais verdadeiros e profundos. Niro e Anne, dão vida, com seus reconhecidos talentos,  aos protagonistas envolvidos nas situações exploradas pela roteirista.  Não perca. Uma das melhores comédias que o cinema americano comercial trouxe para as telas neste ano.

Até amanhã amigos,

P.S. (1) Com apenas 33 anos, a atriz Anne Hathaway tem em seu currículo uma vasta e importante filmografia. Dividiu o set com a diva Mary Streep  no badalado O Diabo Veste Prada (2.006). Esteve em O Segredo de Brokeback Mountain, vencedor De 3 estatuetas no Oscar de 2.006, com melhor direção para Ang Lee, melhor roteiro adaptado e melhor trilha sonora, e ainda, em Amor e Outras Drogas (2.010), Interestelar (2.014) e Os Miseráveis (2.012). Com Os Miseráveis, no papel de Fantine,  ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2.013;

P.S. (2) A primeira imagem da coluna de hoje é dos protagonistas Ben e Jules (Niro e Anne), na publicidade do filme e foi emprestada de cinepop.com.br. A segunda imagem é da Ministra Nancy Andrighi que em entrevista à Revista Tribuna da Magistratura (ano XXII, n. 236) edição de outubro/novembro de 2.015, ressaltou que “A experiência dos juízes aposentados é essencial”, declaração essa que, de certa forma, tem correlação com a mensagem do filme “Um Senhor Estagiário” e foi emprestada de veja.com.br. A terceira e última imagem é da bela atriz Anne Hathaway, na entrega do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante de 2.013 e foi emprestada de exame.abril.com.br.



sábado, 14 de novembro de 2015

VR - ELEGÂNCIA EM MODA MASCULINA

Bom dia amigos,
Vitrine da loja VR do Shopping Iguatemi Campinas.

Sinônimo de elegância e charme em moda, a VR Menswear foi criada em 1.988, como marca essencialmente masculina, operando 3 (três) linhas distintas em ternos e camisas tradicionalmente bem cortados: Alfaiataria (trabalho), Office (dia a dia) e Casual (Lazer). O padrão de preços, pouco acima da média do mercado similar, responde satisfatoriamente à diferença de qualidade de seus produtos, em relação às concorrentes, pela intransigente e permanente utilização de matéria prima de alta qualidade e atualização de seus produtos, hoje em linhas mais diversificadas. Em 2.003, é lançada a VRK, com vistas ao mercado de roupas infantil. Em 31 de março de 2.011, a Inbrands S.A. adquiriu 100% do capital social da VR Holding Participações Ltda., sociedade controladora da VR Indústria e Comércio de Vestuário S.A., que opera as marcas VR São Paulo e VRK São Paulo. Pela elegante e simpática loja da VR situada no Shopping Iguatemi, aqui em Campinas, responde uma equipe de primeira linha: o Gerente Emerson, o Sub-Gerente e vendedor responsável, Donizete, Nathália, a operadora de Caixa, e os vendedores Carol, Geandro Junior e Lopes. A alfaiataria é de responsabilidade do Adelino, que cuida dos ajustes, especialmente dos costumes, às sinuosidades e protuberâncias abdominais (como no meu caso) dos fregueses. A loja já recebeu os produtos da coleção Verão-2.016, em tecidos leves e suaves próprios para suportar o nosso verão, sempre muito quente,  e espera sucesso nas vendas de fim de ano. Parte dos lançamentos vêm registrada na coluna de hoje, com as fotos abaixo. Sempre uma boa opção para presentes que agradam os homens de todas as idades e de  bom gosto.  Para ver as sete tendências da moda masculina - Verão 2.016, acesse http:modajovemmasculina.com/7-tendencias-da-moda-masculina-verão-2016/.

Até amanhã amigos.


Polo Friso Algodão Várias Cores
R$139,00.
Blazer Areia Tecido plawo algodão.
R$650,00.
Camisa Office Várias Cores a partir
de R$269,00.


Gravatas de Seda - Várias Cores
A partir de R$179,00.
Interior da loja VR no Shopping Center Iguatemi de Campinas.
Polo Verde Água - full print Poá
(exclusivo)  - R$239,00.
Polo pima mercerizada  bordô - Exclusivo.
R$229,00.
Tshirt mc full print -azul marinho
Estampa. R$159,00.
Camisa Casual ML Estampada
R$299,00

blazer azul médio exclusivo (office)
R$899,00.





quarta-feira, 11 de novembro de 2015

HAVER OU A VER - EIS A QUESTÃO.

Olá amigos,

Prove que você não é um robô.
Cada vez que me atrevo a ler comentários nas redes sociais e nos noticiários das principais provedoras, fico intrigado com o maltrato à língua. Claro, não sou nenhum especialista, nem considero que o idioma seja uma coisa estática, sem as alterações naturais e desejadas decorrentes das mudanças sociais e culturais de um povo. E que, por isso mesmo, deve ser algo vivo, que se preste preponderantemente para a comunicação. Os estrangeirismos estão cada vez mais se introduzindo na língua culta, engrossando o rol dos verbetes e os dicionários, especialmente o galicismo, dada a globalização e a natural eleição do inglês como língua universal, criando, sem versão nos diversos idiomas espalhados pelo mundo, expressões  indispensáveis à compreensão de ações, estados e qualidades de máquinas, equipamentos e programas da era cibernética. Mas alguns erros crassos são tão reproduzidos que a gente pensa que desaprendeu como escrever, e  que, no nosso tempo (o meu e da minha geração, claro), eram inconcebíveis numa prova de língua portuguesa do curso ginasial (hoje correspondente ao curso médio).[1] É o caso dos parônimos[2] “Haver” e “a ver” . O “haver” deve sempre ser empregado no sentido de “ter, existir” (O autor tem muito a haver do réu e de seus familiares, isto é, o autor teria muito a receber dos réus e de seus familiares, seja no sentido de crédito econômico, seja no que tange a haveres abstratos, como gratidão, respeito, consideração, dependendo do sentido da frase e da situação concreta).  Note-se ainda a expressão usada corretamente nos seguintes exemplos: Lamenta o réu haver praticado o crime, isto é, ter praticado o crime; Garanto, excelências, não haver prova alguma nos autos de que o disparo partiu da arma de meu cliente, pois a perícia foi inconclusiva nesse sentido). Já  o “a ver” indica relação com algo ou alguma coisa (A menina nada tem a ver com a atitude da mãe;  O que é que o Doutor Promotor tem a ver com a vida íntima do réu?  O réu nada tem a ver com o crime de que está sendo acusado). Vale a pena também registrar que comumente a juventude, criativa e econômica no ato de comunicação, usa a expressão “Nada a ver”, referindo-se  ao fato de que alguma situação ou pessoa não tem relação com o assunto,  ou, que a tal pessoa não sabe nada acerca do tema, ou, finalmente, referindo-se a uma pessoa que está por fora de tudo, não se relaciona com o mundo ou com o grupo (O carinha é nada a ver, mano).
Há também na língua culta, a expressão “haveres” usada sempre no plural, com o sentido de referir-se às posses ou ao patrimônio de alguém. Observe-se os seguintes exemplos: “Poucos eram os seus haveres. Mas tinha muito a oferecer a seus alunos como exemplo de vida e de dignidade; Os haveres do “de cujus” têm valor elevado, sendo suficiente para a distribuição entre os seus herdeiros, sem provocar disputa.
Aproveito o tema e a oportunidade para recomendar aos leitores a leitura e a reflexão sobre uma das páginas mais belas da literatura lírica do inesquecível Vinícius de Moraes: O Haver é o seu título.


Até mais amigos,

P.S. (1) A imagem da coluna de hoje foi emprestada de www.jornalgrandebahia.com.br




[1] Não esqueço do dia em que, por equívoco,  errei ao separar o dígrafo da palavra “carroça”, colocando os dois de um lado só (Ca-rro-ça). Minha professora convocou minha mãe para indagar se eu estava apresentando algum problema de ordem emocional, em casa.
[2] Parônimos são palavras que apresentam similaridade na forma escrita e que produzem o mesmo som, mas têm significado diverso.

sábado, 7 de novembro de 2015

VIAGEM A ORLANDO II

Boa tarde amigos,


Voltando à nossa viagem a Orlando, na Flórida, agora em setembro, como esse mundão é pequeno,  por lá,  casualmente, encontramos o Hélio Bueno. O Hélio é um brasileiro imigrante, em situação de regularidade por ter obtido o Green Card, enamorado do país do Tim Sam,  mas sem exagero ou fanatismo, reconhecendo as virtudes, mas também os defeitos da sociedade  e da cultura americanas. Garante, porém, que está integrado ao Primeiro Mundo e que  não retorna ao Brasil, ao menos para aqui voltar a fixar residência. Não o conheci, à primeira vista, nem ele a mim. Nosso contato nasceu do fato dele ter abordado o meu genro, Renato, no Outlet Marketplace, para fazer propaganda de um restaurante. Cheguei em seguida e entrei na conversa. Ficamos ali, como brasileiros, falando sobre o nosso país e a nossa cultura e de assuntos e gente variados. Papo que foi  de Dilma Roussef ao Mensalão, de Carnaval a futebol, de nossa crise política e econômica, e especialmente do grave, eterno e aparentemente insolúvel problema da segurança.  Como fluminense, Hélio residiu na Baixada e na Bahia e não tem saudade da violência das regiões por onde passou e dos crimes dos quais alega ter sido vítima.  O diálogo também se estabeleceu  a respeito da experiência de Hélio nos Estados Unidos, onde já permanece há 15 anos. Conversa vai, conversa vem e não é que descobrimos que Hélio foi acadêmico da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, nos anos 80. Não terminou o curso, mas  teve intensa vida acadêmica. Aí lembrou de mim pelo nome, pois eu já era Professor da Faculdade naquela época, embora  não tenha lecionado especificamente para a sua turma. Fez ele parte de uma Chapa que ganhou as eleições e dirigiu o Centro Acadêmico da Faculdade naqueles anos 80[1],  a chamada “Delírio Acadêmico”. Foi Tesoureiro na 1ª. gestão e Secretário na 2ª. E lembrou do Salim Jorge, nosso especial e querido amigo, da inesquecível turma de formandos de 1.986, que já revelava sua veia política e a sua simpatia. Era “unha e carne” com o Jerônimo, outra figura inesquecível e que foi Presidente do Diretório. Quem quiser falar com o Hélio, para relembrar os tempos de Faculdade ou  trocar informações,  pode fazê-lo pelos e.mails.  heliobueno@hotmail.com. ou coringão@live.com.  Além de Campinas e da Faculdade de Direito, adivinha mesmo do que o Hélio tem saudade. Do coringão, certo? Basta conferir o enunciado de um de seus endereços eletrônicos acima. Helião, grande abraço e o seu Timão tá por aqui com a mão na taça do Campeonato Brasileiro. Pode ser até hoje à noite, quando enfrenta o Coritiba no seu campo, dependendo do resultado do jogo do Atlético Mineiro, amanhã.



Até mais amigos,

P.S. (1) O Outlet Marketplace é um dos muitos existentes em Orlando e faz parte do grupo Premium Outlet.  Conta com estacionamentos gratuitos e amplos, mas o Shopping é pequeno em relação aos demais. No entanto, tem algumas lojas interessantes, muitas de grife, e os preços são ótimos,  se comparados com o de outros estabelecimentos congêneres. Situado no 5269 da Internacional Drive, fl. 32819, telefone +1 407-352-9600,  abre todos os dias  das 10,00 às 21,00 horas. O centro de compras conta com uma vasta área gastronômica para lanches e refeições rápidas. Se tiver tempo e saudades do Brasil (e alguns dólares sobrando), vá ao Restaurante Texas de Brazil, uma churrascaria  de primeiríssima situada na área do Outlet. Sobre detalhes do restaurante falo numa próxima postagem;

P.S. (2) A  Bed, Bath e Beyond é uma loja especializada em produtos de cama, mesa, banho, copa, cozinha e outros congêneres. Panelas, pratos, máquinas de café, lençóis, cobertores, forros, travesseiros, espelhos de banheiro, malas, aspirador de carpete, talheres, são apenas alguns itens do que se pode encontrar e com marcas e modelos variadíssimos. Vale a pena comprar, porque há sempre novidades e os preços são ótimos. São várias lojas em Orlando, e a principal fica em 5400 Touchstone Drive, perto do Orlando Premium Outlet Int Drive. Compramos e trouxemos para o Brasil, travesseiros extremamente confortáveis e de qualidade;

P.S. (3) A Manufatura Brasil faz parte de um grupo de produtores de travesseiros que se reúne uma vez por ano em Nova York e que decidiu seguir o caminho da valorização na confecção de travesseiros, da matéria-prima chamada de “Plumas Alternativas”. A diferença entre os tipos de enchimento (o “popular rocambole” e o de “Plumas Alternativas”) é gritante, segundo uma fonte[2].  O popular, chamado de rocambole, permite uma mistura de qualquer invenção de produto (fibras ocas e fibras recuperadas, restos de tecidos dos travesseiros e outras invenções), para montagem de uma manta que,  através de uma máquina que a enrola igual a rocambole e a corta automaticamente, torna esse produto um travesseiro sem qualidade. Ao contrário, um travesseiro feito com as fibras 100% soltas, ocas e térmicas dão ao usuário uma vida longa e de convivência super confortável.
P.S. (4)  Enquanto dormimos 70% da  nossa transpiração entra no interior dos travesseiros, e 30% evapora. Enquanto as fibras soltas são abertas com as mãos, os rocamboles não permitem que se abram as fibras, afofando-as, pois elas vão se grudando em razão da forma de juntar esses vários materiais colocados no seu recheio; Os especialistas aconselham a troca do travesseiro, no mínimo, a cada 02 anos.
P.S. (5) A 1ª. imagem da coluna de hoje é do Outlet Marketplace e foi emprestada do site m.simon.com. A 2ª. imagem é do nosso amigo Salim Jorge com sua sobrinha, Marcela, filha do Luiz Jorge, tirada ontem do meu celular, durante o almoço no Filet & Cia.,  no Cambuí, em Campinas,  reunindo ex-alunos da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, que vieram, de todos os cantos, para se despedir do Páteo dos Leões.




[1] Naquela época não se chamava Centro Acadêmico, mas Diretório Acadêmico. Havia o Diretório  ligado às Faculdades ou Institutos, e o Diretório Central dos Estudantes, o DCE, que Congregava cursos, faculdades e institutos, no seio da Universidade,  e tinha representação nos órgãos colegiados centrais, inclusive no Conselho Universitário (Consun).
[2] Jack Strauss in http://www.manufaturabrasil.com.br/como-um-simples-travesseiro-pode-se-tornar-um-super-produto/

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

ORLANDO NA FLÓRIDA EM SETEMBRO DE 2.015

Amigos,

Passamos, agora em setembro, 17 dias em Orlando, visitando pontos turísticos variados, oito parques, outlets e restaurantes. Embora  não se tratasse de alta estação, enfrentamos algumas filas nos lugares mais famosos e procurados por turistas, além de um calor abrasante, nunca muito inferior a 40 graus centígrados. De hoje em diante, darei algumas notícias da viagem, dados históricos sobre a cidade e o Estado, e principalmente algumas dicas e impressões do que vale a pena ver ou visitar, incluindo restaurantes, segundo é claro, a nossa opinião. Vamos lá:


@ Orlando é uma planície com seus majestosos e modernos edifícios espalhados por imensas áreas verdes. Orlando City propriamente dita tem cerca de 290 mil habitantes. A grande Orlando, porém, que inclui  outras localidades como Kissimi, Lukeland, etc., tem perto de 2.800.000 habitantes;

@ Fundada em 1.857, Orlando é a sede do Condado de Orange, Estado da Flórida. É a cidade mais  visitada dos Estados Unidos e já é a segunda em turismo no mundo. Walt Disney Word conta com cerca de 60 mil funcionários. É também onde se situa o famoso time de basquete Orlando Magic, várias vezes campeão da NBA. Foi escolhida como sede da Walt Disney World Resort, por ser a cidade da Flórida pouco propícia à ocorrência de furacões (incidência menor do que nas cidades litorâneas). Além do turismo há forte presença de plantas industriais, incluindo a tradicional IBM. A estrutura turística registra mais de 100.000 quartos de hotéis e 26 mil residências de aluguel para férias. A indústria de turismo emprega 230 mil pessoas;

@  No 9101 da famosa International Drive (telefone (407) 241-8650 para encomenda ou reservas), encontra-se a maior referência em gastronomia italiana da cidade, qual seja, o Restaurante Maggiano’s Litte Italy. Com atendimento completo, incluindo café da manhã, almoço e jantar, o estabelecimento também conta com vários ambientes e salas próprias para festas ou eventos privados, e ainda mantém serviço de delivery, para quem não quer sair de casa ou do hotel. O mobiliário e a decoração, fundamentados num modelo clássico, dão um toque de elegância e sobriedade ao lugar. O serviço é impecável e, no vasto cardápio eclético e variado, predominam as massas confeccionadas na casa, segundo as receitas, molhos e temperos dos melhores padrões italianos. Optei por um Prime Steak ao ponto, com molho de ervas, prato que estava excepcional, enquanto os acompanhantes se dividiram entre carnes com cortes especiais e massas. O preço me pareceu justíssimo, considerada a qualidade dos pratos servidos, o tratamento dispensado e o conforto e aconchego da casa.  A conta, para 4 adultos e uma criança de 03 anos, para a qual se serviu um especial Kid, foi de U$152,00, incluída a gorjeta,  sugerida no percentual de 22%. Na entrada, um quadro em tamanho grande com a foto do ator e cantor Frank Sinatra, que esteve por lá em certa época, com  a gravação de suas impressões favoráveis ao local. A música ambiente também é baseada no repertório de Sinatra, entre jazz, blues e bossa nova, mistura de ritmos já consagrada, pela influência recíproca entre eles. E não esqueça as sobremesas tentadoras e em porções avantajadas, que podem ser divididas tranquilamente entre duas ou mais pessoas. A divisão de pratos, aliás,  não só  não é proibida, pois as porções são fartas,  como muitas vezes sugeridas.  Constituem, pois, por assim dizer, regra a que os garçons estão acostumados, pela grande presença de brasileiros e de sua cultura de divisão e solidariedade. Não se acanhe, portanto, de pedir um prato adicional e a repartição das porções. Reserve um dia de sua viagem, se tiver tempo, para almoço ou jantar. Aposto que vai gostar. Registro, por fim, que no Trip Advisor, um site de opiniões sobre hotéis, restaurantes e casas noturnas, o Maggiano's Litte Italy,  obteve conceito médio de 4,5, num máximo de 5,0 possíveis.

@  As gorjetas nos Estados Unidos são facultativas. Mas nem pense em não autorizar a sua inclusão na conta. Seria uma descortesia e menosprezo ao serviço que, salvo raríssimas exceções, é muito bom, tanto em lugares sofisticados,  como em estabelecimento mais simples. Diferentemente do Brasil em que a propina, em regra, é incluída na conta, sempre na base de 10%, lá ela gira, como sugestão é claro, facultativamente, entre 18 a 22%. Não confunda o imposto que é cobrado na nota, com a gorjeta, que nunca é incluída por ser facultativa e só é recebida quando você, depois de pagar a conta, a acrescenta na nota, de próprio punho;

@ O Flórida Hospital de Orlando é um centro médico de excelência. Durante oito anos consecutivos foi líder de atendimento e pesquisas na área da saúde. A University of Central Florida é a  2ª. maior Universidade do Estado da Flórida. O clima da cidade é quente e úmido, por sua situação próxima ao Trópico de Câncer,  e as temperaturas, no verão, chegam a 45º centígrados.

Até amanhã amigos.

P.S. (1) As imagens da coluna de hoje são do Restaurante Maggiano's e foram tiradas de meu celular.


domingo, 25 de outubro de 2015

ADEUS AO PÁTEO DOS LEÕES 1

Boa noite amigos,

Depois de 64 anos, a Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas deixará de funcionar, já no início do ano de 2.016,  no Campus Central[1], no histórico prédio que ocupou, imponente e altaneiro, na rua Marechal Deodoro, entre a Avenida Francisco Glicério e a rua Sacramento, na zonal central da cidade de Campinas.  Conhecido como Páteo dos Leões, o prédio, tombado em 1.983 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat) e, em 1.988, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural de Campinas (Condepacc),  serviu outrora como  o solar do Barão de Itapura[2], adquirido por ele no ano de 1.880. Em 1.952, o edifício foi  doado pela filha e herdeira do Barão, Dona Isolethe Augusta de Souza Aranha[3] à Arquidiocese de Campinas, por meio de uma escritura de compra e venda, com valor, todavia, simbólico, em decorrência de promessa que Isolethe teria feito a Nossa Senhora Aparecida. 
Durante muito tempo foi o principal Campus da PUC até a inauguração, em 1.976,  do Campus I, que hoje abriga todas as faculdades e institutos relacionados às Ciências Exatas, Tecnológicas, Sociais e Humanas, à exceção das chamadas Ciências da Vida, agrupadas no Campus II, junto ao Hospital Celso Pierro. 
Naquele antológico Páteo se reuniram, durante muitas décadas, alunos e professores de muitos cursos, num  exemplo de convívio ecumênico. Nos efervescentes anos 70 e 80, a despeito da ditadura militar, que restringiu direitos e prerrogativas, os estudantes de Direito, sempre em número expressivo,  se juntavam aos discentes de economia, administração, ciências contábeis, psicologia, odontologia, biblioteconomia, educação, história, geografia, teologia, ciências sociais, filosofia, dentre outros,  e naquele Páteo trocaram experiências, iniciaram relacionamentos de várias ordens e serviram à sociedade em geral, com os inúmeros programas de extensão nas diversas áreas sociais. Ali também nasceram, cresceram e se desenvolveram as instituições paralelas como o Centro Acadêmico  (antes denominado Diretório Acadêmico) e a Atlética, entidades estudantis participativas e que ainda hoje sobrevivem operantes e fortes. 



No mês de novembro alguns eventos, programados ou espontâneos, deverão marcar o fim de um ciclo sexagenário, de um curso que se tornou exemplo de qualidade e que deu à cidade, ao Estado, ao País e ao exterior, profissionais do mais alto gabarito e homens expressivos.
O curso, obviamente, não acabou. As novas instalações que vão abrigar o curso de Direito, no Campus I, estão prontas e em condições de responder pelas exigências de espaço para salas de aula de graduação e pós, biblioteca jurídica,  laboratórios de informática,  setores administrativos em geral e de atendimento à população, como a Assistência Judiciária Dr. Carlos Foot Guimarães e os Juizados Especiais, projeto decorrente de convênio com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.


Até amanhã amigos.

P.S. (1) Na imagem n. 1, os formandos do ano de 1.998. Dentre eles, Cláudia Cecchi Alface, que é hoje Procuradora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e estimada amiga. A imagem n. 2 se refere à visita que uma Comissão de Professores e Coordenadores fez às novas instalações da Faculdade de Direito no Campus I, cujas obras estavam em fase final de acabamento. Na foto, com direito à capacete e botas, estou abraçando a Vice-Diretora da Faculdade de Direito, Fabiana Barros de Martin, ex-aluna da Faculdade, assim como eu. Na foto n. 3 a ex-aluna Clarissa Rodella com sua jovem e encantadora filha. Clarissa é advogada na vizinha cidade de Americana. Mais abaixo, o prezado amigo e  Deputado Federal, Carlos Sampaio e minha mulher, a advogada Mara José Furlan Miguel. Um e outro são filhos da Puc, Bacharéis formados pela Faculdade. Do lado direito, ainda em visita às obras os Professores e Integradores Acadêmicos,  Cristina Reginato Hoffmann e Luis Guilherme Soares Maziero,  igualmente ex-alunos da casa, e agora, abrilhantando o seu quadro de docentes.  






[1] O chamado Campus Central compreende o prédio do Páteo dos Leões e o edifício, logo mais adiante, na rua Doutor Quirino, onde, durante várias décadas, funcionou o Instituto de Letras da Universidade.
[2] Joaquim Policarpo Aranha era o nome do Barão de Itapura.
[3] O nome da filantrópica doadora foi atribuído, em sua homenagem,  à rua paralela à Av. Francisco Glicério. Ela começa no Orozimbo Maia e segue em curva que vai se acentuando até desembocar na  própria Av. Glicério, passando pelo portão dos fundos do prédio do Campus Central. 

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

HISTÓRIAS DO LIBANÊS GEBRAÍ - O PAI DA JANETTE MOKARZEL

Olá amigos,

Almoçando sozinho numa mesa de canto do Tonico’s Boteco,  e refletindo com os meus botões sobre alguns personagens e situações do passado, me lembrei hoje do Gebrael Mokarzel, um  imigrante libanês, que veio jovem para o Brasil e aqui  trabalhou, constituiu família e lutou bravamente até seus últimos dias de vida com dignidade, deixando para os descendentes, um valoroso legado patrimonial e moral. Foi um desbravador, centralizando suas atividades no Distrito de Barão Geraldo que, no começo do século passado, resumia-se praticamente numa grande área rural, conhecida como Fazenda Rio das Pedras. Conheci Gebrael no ano de 1.970, quando ingressei na Faculdade de Direito da Universidade Católica de Campinas, ainda não Pontifícia, por causa de uma de suas filhas, a Janette, colega de turma e com quem até hoje mantenho amizade. "Papai do céu" não deu ao Gebrael nenhum filho varão. Tinha 5 filhas ativas e firmes como ele e que por isso mesmo davam trabalho. Pela ordem, eram elas:  a Maria Helena, alcunhada de “Madame”, a Janette, que a gente abreviava para Jana,  a  Cecília, a Maria Izabel, vulgo “Bela” e a Sônia, a caçula que leciona Física na Universidade de São Paulo. Era um prazer encontrar o velho Gebrael (a gente pronunciava Gebrái). Para mim e certamente para ele. Houve uma imediata empatia entre nós, de maneira que as minhas eventuais idas à casa da Jana,  eram recebidas com festa. Tinha tratamento de visita especial. Fui alvo, por isso, de múltiplas gentilezas. Várias vezes fui convidado para almoçar ou jantar, conforme o caso e a hora. E nunca me fiz de rogado. Bem, sobre o Gebrái, soube de passagens curiosas. Espirituoso, inteligente, rápido e ácido, as vezes, apesar de sua dificuldade de falar e escrever em Português não levava desaforo para casa. Dois episódios envolvendo essa figura carismática me vieram à mente. Gebrái, apesar de simples, sem qualquer luxo para comer ou beber, não gostava porém de chuchu. De certa feita, Jana, demonstrando inconformismo com a recusa do pai de comer chuchu, resolveu discutir com ele a respeito das virtudes da leguminosa,  que, convenhamos, é muito sem graça mesmo. Usando e abusando da sua suposta condição superior de “acadêmica de Direito” buscava argumentar com o velho pai: - Pai, o chuchu faz bem à saúde. Além disso é um legume que tem muito líquido e é gostoso. Gebrái ouvia sorridente, mas balançava a cabeça, discordando do rosário de ponderações que a moça usava. Vendo que seus argumentos não funcionavam, Jana apelou: - Pai, feche os olhos, imagine um prato de chuchu quentinho recheado com camarão e molho por cima. E queijo derretido. E, ainda, queijo ralado, azeitona e tomate, tudo no capricho. O velho sorriu. E mandou essa para encerrar o papo: - Filha, com tudo isso que você colocou em cima do chuchu, até sola de sapato fica boa. De outra feita Gebrái foi até a Prefeitura de Campinas, pois queria falar com o Prefeito. Chegou até o Gabinete e foi informado de que  ele estava ocupado e não podia atender. Deveria retornar no dia seguinte. Talvez agendar para a semana subseqüente fosse melhor.  Assim foi feito. Todavia, no retorno, a Secretária delicadamente pediu desculpas, dizendo que o Prefeito teve um contratempo e não poderia atendê-lo naquele dia e horário. Contrariado, Gebrái observa que uma jovem bem apessoada, sorri para a atendente do Gabinete e, sem dizer palavra,  entra direto na sala do Prefeito. Ficou fulo da vida.  Sem esperar autorização, irrompeu gabinete à dentro, sem dar trelas à súplica da Secretária:  - O senhor não pode entrar. - Por favor, aguarde. Postado defronte ao Prefeito e da moça que se sentara ao lado dele, que nunca se soube quem era,  mandou essa: - Senhor Prefeito. Eu quer sabê se bra você me atendê eu brecisa botar saia. O Alcaíde, surpreso, sorriu e pediu que Gebrai sentasse, que ele o ouviria, num instante. O Prefeito  era Antonio Mendonça de Barros, que governou a cidade entre janeiro de 1.952 a dezembro de 1.955. E não precisa dizer que ficaram amigos. Claro que a partir de então o Chefe do Executivo municipal não teve peito pra deixar o Gebrái esperando. Nem para dar qualquer desculpinha esfarrapada de político profissional, para não resolver problema que, segundo o Gebrái,  o Município tivesse o dever de sanar ou informar. Vou mandar este “causo”, para o meu amigo Manuel Carlos Cardoso, do Correio Popular, que, pelo que eu ando lendo na sua coluna, gosta de causos e anda saudoso dos tempos da Puc, de alguns de seus colegas, e, especialmente, de seus alunos de outrora.

Até mais amigos.

P.S. (1)  Barão Geraldo é o maior dos seis distritos do Município de Campinas, Estado de São Paulo e sua importância é indiscutível. Foi criado pela Lei Estadual 2.456, de 30 de dezembro de 1.953. Situado a doze quilômetros da área central de Campinas, a que se liga pela Rodovia Professor Zeferino Vaz, o distrito é famoso por sediar a Universidade Estadual de Campinas, que centraliza um dos maiores pólos de alta tecnologia do Estado, formado por universidades como a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (além da própria Unicamp) e faculdades como a Facamp; centros de pesquisa estatais como o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações e o Laboratório Nacional de Luz Síncroton; centros hospitalares de pesquisa médica como o Hospital das Clínicas da Unicamp, a Sociedade Brasileira de Pesquisa e Assistência para Reabilitação Craniofacial e o Centro Infantil Boldrini, que já é uma referência mundial no tratamento do câncer infantil; além de grandes indústrias ligadas ao ramo de alta tecnologia, notadamente nos ramos de Informática (HP, IBM) e de telecomunicações (Lucent, Motorola e Siemens)[1]

P.S. (2) Segundo o historiador Warney Smith, Barão Geraldo se iniciou na segunda década do século XX, quando diversos imigrantes italianos, portugueses e libaneses compraram do leiteiro italiano Plinio Aveniente, pequenos sítios ao redor da “Estação Barão Geraldo” da extinta Estrada de Ferro Funilense e ali, construíram um bairro rural fundado na policultura e na autossubsistência. Até então, todas as terras vendidas por Plínio pertenciam à Fazenda Rio das Pedras, que, na época pertencia à empresa “Viúva Barbosa & Filhos”;

P.S. (3) A imagem da coluna de hoje é da sede da Fazenda Rio das Pedras, provavelmente no ano de 1.885. Tal foto foi emprestada de ethiago.wordpress.com. e pertence ao acervo de Dna. Terezinha de Oliveira Jorge, uma das descendentes do Barão Geraldo de Rezende. Na ocasião a fazenda era grande produtora de café.





[1] Informações obtidas no site WWW.wikipedia