terça-feira, 24 de abril de 2012

DERBI CAMPINEIRO NAS SEMIFINAIS DO PAULISTÃO- 2012 E OUTRAS NOTÍCIAS DO ESPORTE

Boa noite amigos,

A rodada no fim de semana do esporte foi, mais uma vez, recheada de surpresas.

SUPERLIGA MASCULINA DE  VÔLEI – SADA/CRUZEIRO CAMPEÃO.

Em decisão que aconteceu no sábado, pela manhã, no Ginásio Poliesportivo de São Bernardo do Campo,  o Sada Cruzeiro venceu, de virada,  o Vôlei Futuro, pela Superliga Masculina de Volei e ficou com o título inédito,  merecidamente. A vitória aconteceu por 3 sets a 1 (parciais de 24/26, 25/18, 25/13 e 25/19). A equipe mineira tinha ficado com o vice-campeonato no ano passado, ao perder a final para o Sesi. Lorena, um dos principais jogadores do Vôlei Futuro neste campeonato se contundiu e teve que deixar o campo de jogo ainda no 3º set.

CAMPEONATO CARIOCA – O FLAMENGO FORA DA TAÇA RIO  E DO CAMPEONATO

O Flamengo, depois de amargar uma precoce desclassificação na Copa Libertadores da América, não conseguindo passar da primeira fase, para decepção de sua enorme torcida, também está fora das finais da Taça Rio, ao perder, de virada, para o Vasco, domingo, no Engenhão, pelo placar de 3 a 2. O destaque da partida ficou para o bom jogador Felipe, que fez dois dos três gols da equipe cruzmaltina. A decisão da Taça Rio, correspondente ao segundo turno, acontecerá no próximo final de semana entre Vasco da Gama e Botafogo. A crise está novamente instalada na equipe da Gávea e é provável que o técnico Joel Santana perca seu posto. Com férias antecipadas, o Fla vai assistir fora do campo tanto a final da Taça Rio entre os rivais Vasco e Botafogo, como a do Campeonato Carioca que envolverá os times campeões da Taça Guanabara (o Fluminense) e Rio (Vasco ou Botafogo).

PONTE PRETA E GUARANI – AS GRANDES SURPRESAS DA RODADA DO CAMPEONATO PAULISTA.

Uma às 16,00 horas, outra às 18,30 horas de um mesmo dia, domingo, 22 de abril de 2.012, as equipes de Ponte Preta e Guarani desclassificaram Corinthians e Palmeiras, respectivamente, e vão disputar, entre si, uma das semifinais do Campeonato Paulista de 2.012. Por outras palavras, dois dos grandes da Capital, candidatos ao título e com as benesses da grande imprensa paulista, da Federação e da Rede Globo, ávida sempre por audiência, estão fora da competição, pelas derrotas inesperadas contra os campineiros Ponte e Guarani. E agora José?

OS RESULTADOS IGUAIS DE PONTE E GUARANI E A EXPECTATIVA PARA O GRANDE DERBI DE DOMINGO

A Macaca foi ao Pacambu, considerado a nova casa do Corinthians e,como visitante indesejável, provocou a maior “zebra” do domingo. Classificada, na última  vaga do octogonal (8ª lugar) jogou com o Timão, líder da competição e ganhou a partida no tempo normal, evitando a disputa de pênaltis. O resultado: 3 a 2. O mesmo aconteceu à noite no Brinco de Ouro da Princesa. O Bugre (4º colocado), cruzou com o Palmeiras (5º colocado) e, uma semana depois de ter batido o Verdão, no próprio Brinco, por 3 a 1, voltou a vencer agora no jogo de “mata” das quartas de finais pelo placar de 3 a 2. Uma rodada de gala para as equipes campineiras que estão de parabéns. O esperado derby entre Corinthians  e Palmeiras numa das semifinais do Paulistão foi substituído pelo derbi campineiro entre Guarani e Ponte Preta.


OS GOLEIROS JÚLIO CESAR E DEOLA

Como sempre a imprensa e os cartolas resolveram eleger os  vilões dos "grandes" derrotados: os goleiros Júlio Cesar do Corinthians e Deola do Palmeiras. Não há dúvida que Julio Cesar falhou no primeiro gol da Ponte e Deola no terceiro gol do Guarani. Mas e daí? E o resto do time.?O que jogaram Corinthians e Palmeiras para merecerem melhor sorte nas partidas? Houve quem visse falha do goleiro no espetacular gol olímpico de Fumagalli? Será que todo gol olímpico só ocorre por falha do goleiro? Com a palavra os especialistas?

Bem durante a semana vamos comentar um pouco mais a respeito das semifinais que se avizinham.         E do grande derbi de domingo, que já rende expectativas, fofocas e comentários de todos os tipos.

 Até amanhã amigos.

 P.S. (1) Já começam a circular rumores de que jogadores importantes das equipes de Campinas estão na mira dos chamados "grandes". Neto, o bom zagueiro do Bugre, interessa ao Santos e no Palmeiras comenta-se sobre a contratação de Renato Cajá, da Macaca.

P.S. (2) Um dos destaques do Guarani nas últimas partidas decisivas tem sido o lateral Oziel. Depois de um início instável e que mereceu críticas, inclusive de minha parte, que cobrava Vadão, porque  queria Bruno Peres como titular em seu lugar, Oziel foi se firmando e fazendo boas partidas. No domingo não foi diferente. De seus pés surgiram bons cruzamentos, inclusive no gol de Fabinho, o terceiro do bugre.

P.S. (3) As imagens que ilustram a coluna hoje (n. 1 - Roger comemorando o belo gol contra o Timão e n. 2 - Fumagalli comemorando o gol olímpico marcado contra o Verdão) foram emprestadas dos sites www. gazetaesportiva.net e rac.com.br, respectivamente.


segunda-feira, 23 de abril de 2012

DRAMATURGIA E CINEMA - O MERCADOR DE VENEZA


Boa noite amigos,

William Shakespeare, poeta e dramaturgo, é considerado o maior escritor do idioma inglês.  Nasceu em 26 de abril de 1.564 e morreu em 23 de abril de 1.616. De sua vasta produção, remanesceram 38 peças, 154 sonetos, dois longos poemas narrativos e diversos outros poemas. É o dramaturgo mais encenado em todos os tempos. Teatro, televisão, cinema e literatura revisitam com frequência suas obras e lhes dão nova roupagem. Romeu e Julieta (história de amor por excelência), Rei Lear,  Mac Beth, Sonhos de Uma Noite de Verão, são algumas delas. É também de um de seus personagens, Hamlet,  uma das frases mais conhecidas da língua inglesa: To be or not to be: that’s the question (Ser ou não ser, eis a questão). Os românticos e os vitorianos o consideravam um gênio.  Perpassou vários movimentos culturais até o século XX, quando continuou a ser respeitado e sua fama chegou ao ápice.



O MERCADOR DE VENEZA

 Uma de sua obras mais polêmicas, o Mercador de Veneza (no original, em inglês, The Merchant of Venice),  se converteu em um filme norte-americano de 2.004.  Com um orçamento de trinta milhões de dólares, o drama dirigido por Michael Radfort relata a história de um nobre, Bassânio (Jeremy Airons), que pretende cortejar e casar  com uma das herdeiras do milionário Belmont, Portia (Lynn Collins), e por isso  envolve o seu melhor amigo, o cristão Antonio (Joseph Fiennes), numa dívida com um judeu, Shilock (Al Pacino), de cerca de três mil ducados. O credor agiota estabelece no pacto que, no caso da dívida não ser paga, ele, credor, terá o direito de extrair 453 gramas da carne do devedor, o que implicará na sua morte, condição que o devedor aceitou, considerando que tinha lastro para liquidar a dívida. Mas os navios dados em garantia foram destruídos e agora o credor quer exercer o seu direito, a qualquer custo. A questão vai aos Tribunais e o filme gira em torno dos debates que se estabelecem em relação ao Direito vigente naquele tempo (final dos anos 1.500, quando a peça foi escrita). É de se recordar que os judeus foram expulsos da Inglaterra em 1.290 e só puderam retornar em 1.655. Daí ter a obra sido acusada de pregar ou estimular o anti-semitismo e, nos territórios nazistas, tornou-se a peça mais popular de Shakespeare. Depois da Segunda Guerra Mundial, a história tornou-se constrangedora e passou a merecer interpretação diversa, inclusive aquela que dá, como no filme,  ao personagem Shylock  um tratamento  mais humano, justificando a sua intransigência e o seu desejo de vingança, nas mazelas a que está exposto, em razão do preconceito, por causa de sua origem e do exercício da agiotagem. A interpretação de Al Pacino é simplesmente fantástica. Não deixe de ver. Indicado também para debates entre estudiosos de Historia, Filosofia, Direito, Psicologia, dentre outras áreas do conhecimento humano,  pela riqueza das questões fundamentais que suscita.

Até amanhã amigos.

P. S. (1) Assinala o jurista Carlos Roberto Gonçalves que na fase inicial do direito das obrigações, o devedor respondia com o próprio corpo pelo cumprimento da obrigação. Ao devedor insolvente impunha-se um macabro concurso de credores, no qual era morto e seu corpo dividido entre os credores;

P.S. (2) A Lex Poetelia Papiria, de 428 a.c. é citada como o marco para a transformação do direito das obrigações no mundo moderno. Ela aboliu a execução da dívida sobre a pessoa do devedor, deslocando-a para os bens. Hoje a execução das dívidas só se faz sobre o patrimônio do devedor, proibida inclusive a prisão civil, mesmo do depositário infiel (Súmula nº 419 do  Superior Tribunal de Justiça);

P.S. (3) A imagem que ilustra a coluna foi extraída do site izambard.wordpress.com;

P.S. (4) A mais  conhecida peça de Shakespeare é, sem dúvida, Romeu e Julieta, símbolo do amor até as últimas consequências. Em Verona, Itália, onde se passa a tragédia, uma das atrações mais  visitadas  é a "Casa de Julieta", lugar onde supostamente teria vivido a jovem protagonista da obra.

sábado, 21 de abril de 2012

LITERATURA BRASILEIRA - EM ALGUM LUGAR DO PARAÍSO - LUIS FERNANDO VERÍSSIMO


Boa dia  amigos,

Luiz Fernando Veríssimo é um dos meus escritores preferidos, especialmente  em crônicas. É um mestre na narrativa curta, como assinala a sua atual editora, a Objetiva, do Rio de Janeiro.   De sua vasta obra, ao longo dos 75 anos, o gaúcho de Porto Alegre, torcedor fanático do Internacional  e filho de pai ilustre, o consagrado escritor Érico Veríssimo, constam crônicas, romances, quadrinhos, obras infanto-juvenis, muitas adaptadas para o cinema, teatro e TV. É um dos escritores que mais vendeu livros: cerca de cinco milhões de exemplares, o que se traduz em um fenômeno de vendagem, especialmente no Brasil. Criou personagens que ficaram conhecidos e famosos como o detetive particular, Ed Mort, um carioca de coração mole e nenhum tostão no bolso,   a Velhinha de Taubaté, definida como a “única pessoa que ainda acredita no governo”,  o Analista de Bagé (um gaúcho grosseiro, com linguajar  e costumes da fronteira do Rio Grande do Sul, com Uruguai e Argentina,  aos mesmo tempo sofisticado, por força de formação freudiana ortodoxa).   Dentre suas obras destacam-se “Comédia da Vida Privada” (1.994), que a TV Globo transformou em especial e depois numa série de 21 programas, que você pode rever atualmente nas boas reprises da Tv Viva (canal 36),  “As Mentiras que os Homens Contam” (tiragem com mais de 350.000 exemplares), A Mãe de Freud (1.985), Comédias da Vida Pública etc. No final do ano passado, Veríssimo lançou mais um livro, reunindo deliciosas  crônicas que foram publicadas em diversos órgãos da imprensa para os quais trabalhou (Revista Veja e pelos Jornais O Globo, do Rio,  Zero Hora, de Porto Alegre e o  Estado de São Paulo, de Sampa). Trata-se de EM ALGUM LUGAR DO PARAÍSO.” (Editora Objetiva, Rio de Janeiro, 2.011, 198 páginas). Cito em seguida dois pequenos trechos, uma “palhinha” do que está no livro.

“O tempo não foi a única novidade trazida por Eva ao jardim do Paraíso. Foi ela que, dias depois, colheu o fruto proibido, que os tornou, de uma só mordida, sexuais e mortais. E foi depois de comer o fruto proibido, quando a Terra entrou na sombra da noite e os dois se deitaram lado a lado, que Adão sentiu seu membro, que ele pensara que fosse só para fazer xixi, se mexer. E avisou à Eva: - É melhor chegar para trás porque eu não sei até onde este negócio cresce”.



“Cheguei tarde à infância e muito cedo à adolescência. A revolução sexual começou exatamente um dia depois que eu casei com a minha mulher porque era a única maneira de poder dormir com ela. Nos casamos num sábado e a revolução sexual começou no domingo. Ainda tentei desfazer o casamento, já que não precisava mais, mas não deu, estava feito”

Leitura agradável de uma livro de crônicas baseadas  em  sátiras de costumes e no  humor conferido pelas situações vivenciadas  (ou imaginadas) pelo autor.

Se você gosta do autor, aprecia o  seu estilo refinado de fazer humor, vai    se sentir leve e recompensado com as crônicas e a leitura.


Até amanhã.


P.S. (1)  Luis Fernando Verissimo também foi tradutor, publicitário,  e músico. Tocava saxofone em uma banda nos anos 80,  e foi apaixonado pelo jazz,  gênero que curtiu muito no tempo em que viveu nos Estados Unidos;

P.S. (2)  O pai do autor, o escritor Erico Veríssimo,  teve como um de seus famosos romances, a trilogia  O TEMPO E O VENTO, clássico da literatura brasileira, dividida em O Continente (1949), O Retrato (1951) e Arquipélago (1.962),  trilogia essa que conta a história do Rio Grande do Sul de 1.680 a 1.945 (fim do Estado Novo), através das sagas das famílias Terra e Cambará e  que virou minissérie de sucesso na televisão.

P.S. (3)  Érico é também autor de  OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO (1938), um dos  romances  mais sensíveis e profundos que eu li na minha mocidade.

P.S. (4) As imagens que ilustram  a coluna hoje foram  emprestadas dos sites hojeemdia.com.br e agenciariff.com.br, respectivamente.



  




quinta-feira, 19 de abril de 2012

COPA DO BRASIL - FIM DE LINHA PARA O GUARANI

Boa noite amigos,

Na segunda parte do comentário da Copa do Brasil, assisti pelo Sport TV, a partida de volta entre Botafogo e Guarani, jogo realizado nesta noite no Engenhão, Rio de Janeiro. A partida de ida, no Brinco de Ouro, foi vencida pela equipe da estrela solitária pelo placar de 2 a 1. A primeira curiosidade estava em se saber o que o técnico Osvaldo Alvarez, o Vadão, do Bugre, tinha preparado para o jogo. Situação difícil na Copa do Brasil, precisando reverter a vantagem do Botafogo, fora de casa, o Bugre,   com um time que vem fazendo uma campanha sensacional no Paulistão, contra todas as expectativas iniciais, e um jogo decisivo em casa, domingo, contra o Palmeiras (a única partida a ser realizada no interior, nesta fase decisiva), a preocupação com contusões ou cansaço da equipe seria, como é, natural. O elenco do Bugre é pequeno e não pode dar conta de desfalques, quando são importantes. Mas o Guarani entrou com a equipe titular possível, incluindo Fumagalli, que viajou de última hora e não foi poupado. O primeiro tempo foi equilibrado, mas o Guarani conseguiu melhor ajustar-se ao esquema, errou menos passes, atacou mais, teve mais posse de bola e mais chutes a gol. Foi porém o Botafogo quem perdeu, aos 45 minutos, um gol feito, com Herrera chutando para fora, para irritação da torcida botafoguense, com o goleiro caído e o gol vazio. No segundo tempo, o Botafogo começou melhor e, aos poucos, foi se acomodando, deixando clara a sua intenção de jogar “com a tabela na mão”. O Guarani não teve o mesmo ímpeto do primeiro tempo e, apesar de precisar atacar, a marcação do time carioca impedia a conclusão a gol. Vadão ainda tentou tornar  a equipe mais ofensiva, sacando Fumagalli, que jogou no sacrifício e colocando o centroavante Ronaldo, para jogar ao lado de Bruno Mendes. Sem sucesso, contudo. O Botafogo dominou o meio campo e a bola não chegava ao ataque. Fabinho em péssima noite, não viu a cor da bola e quando quis dar dois ou três passes, errou todos. Num último recurso, o técnico mandou o bom zagueiro Neto se enfiar no meio da área do Bota, com os dois centroavantes, um de cada lado, e os jogadores levantarem a bola, para tentar gols de cabeça, aproveitando a estatura do zagueiro e sua boa impulsão. Não deu certo, também.  Fim de jogo: 0 a 0. Fim da Copa do Brasil para o Guarani que agora pensa exclusivamente no jogo de domingo contra o Palmeiras, pelo Paulistão. O Botafogo segue, sem convencer muito, devendo jogar a próxima fase contra o vencedor de Vitória da Bahia e ABC de Natal.

Até amanhã, amigos.


P.S. (1) A zaga bugrina, com Domingos e Neto foi mais uma vez soberana e a Diretoria do Bugre deve fazer um esforço visando  manter os atletas para o Campeonato Brasileiro da Série B. Os laterais Oziel e Bruno Recife também tem futebol para ficar;

P.S. (2) William Favoni é um atleta regular. Mas a perda de Wellington Monteiro para o resto do ano é irreparável para o Bugre, pois além do bom futebol e da experiência, o jogador, campeão do Mundo com o Internacional em 2.006, exercia uma liderança importante em campo, como ressaltou o técnico Vadão, quando soube de sua grave contusão.

 P.S. (3) A imagem da coluna foi emprestada do blog nerifutnet.blogspot.com.





COPA DO BRASIL - A PONTE PRETA VENCE E SEGUE

Boa noite amigos,

Terminou, agora há pouco, mais uma rodada de mata-mata da Copa do Brasil. Os times de Campinas jogaram em horas diferentes. Mais cedo, do Majestoso, o Sportv transmitiu a partida entre Ponte Preta e Atlético Goianiense.  A Macaca tinha perdido a primeira partida em Goiânia, de virada, pelo placar de 2 a 1. Mas precisava de uma vitória simples, mesmo que por 1 a 0. As equipes vinham de jogos duros, no final de semana, e ambas têm partidas decisivas, no próximo, pelos campeonatos regionais que vão chegando ao fim. O Atlético está nas semifinais do campeonato goiano e deve enfrentar domingo a equipe do Crac, cujo treinador é Evair, um dos grandes centroavantes do Bugre e que fez história no futebol brasileiro, jogando também pela equipe do Palmeiras e pela Seleção. O vencedor dessa semifinal goiana vai enfrentar a equipe que sair vitoriosa da outra semifinal entre Goiás e Vila Nova. A Ponte Preta, que se classificou para o octogonal final do campeonato paulista, mas em 8º lugar,  decide, em partida única, no Pacaembú, domingo, em São Paulo, o Corinthians, que terminou a fase de classificação como líder e é, sem dúvida, um dos favoritos ao título. O primeiro tempo mostrou uma tendência: a Ponte muita nervosa, errando seguidos passes e o Atlético, mais bem postado, fechado na defesa, mas com boa marcação e arranque no contra-ataque. A equipe de Goiás foi quem mais chegou a ameaçar a meta do goleiro pontepretano, Bruno Fuzô,  que é o terceiro goleiro da equipe, mas que no momento, com o afastamento de Lauro e a contusão do segundo goleiro, é quem assumiu o gol da Macaca. Todavia, foi a Ponte Preta que perdeu, com Roger, aos 2 minutos e com Enrico, aos 40, em boa triangulação, as duas melhores oportunidades de abrir o placar. Intervalo de 0 a 0. No segundo tempo, a Ponte voltou melhor, mas foi a Atlético quem meteu uma bola na trave, com o centroavante Marcão, em bola cruzada, aos 12 minutos. A Macaca chegou ao gol aos 27. Cicinho desceu pela direita e cruzou forte. Roger fez o pivô e deu a bola a Uendel, que passou para Caio e foi receber na área. Caio levantou a bola sobre a defesa atleticana e Uendel recebeu livre, batendo para o gol. Bela jogada: Ponte 1 a 0. Aos 25, a Ponte marcou novamente com Renato Cajá empurrando livre na área, depois de receber passe açucarado de Rodrigo Pimpão. Méritos para Roger que, com um toque de cabeça quase na linha de fundo, enganou a defesa adversária e serviu a Pimpão. Aos 28, porém, o Atlético marcou com Marcão,  numa bola levantada por Dodô, que entrou pela direita, livre de marcação e cruzou. A bola passou rente ao gol, sem que ninguém da defesa a tirasse e sobrou para o centroavante oportunista, do outro lado. Fim de jogo: 2 a 1 e a decisão nos pênaltis. A loteria estaria então decidindo a sorte das equipes no campeonato. Na primeira série de cinco 3 a 3. Iniciada a segunda série, em penaltis alternados ele Marcão, justo ele, perdeu o pênalti, colocando a bola na trave. Em seguida, William Magrão bateu firme e decretou a classificação da Ponte, que segue na Copa do Brasil e vai enfrentar nas oitavas, a equipe do São Paulo. O Atlético disse adeus e vai se dedicar ao Campeonato Goiano.

Até amanhã amigos,

P.S.(1) O centroavante Roger, apesar da dedicação durante todo o jogo (inclusive batendo e fazendo gol na cobrança de penaltis, embora visivelmente machucado) está fora de suas melhores condições físicas e técnicas (era notório o cansaço do atleta depois de uma jogada mais corrida ou disputada);

P.S. (2)  Marcão, centroavante do Atlético, ainda mostra muita desenvoltura, é brigador, volta para receber e tabelar, puxa rápidos contrataques e dá trabalho na hora da conclusão. Esse mesmo Marcão que fez muitos gols contra Guarani e Ponte Preta em competições passadas, parece não ter despertado ainda o  interesse das grandes equipes brasileiras. Olho nele, contudo. É um goleador nato;

P.S. (3) A imagem acima foi emprestada do site jogosdoecbahia.com.

terça-feira, 17 de abril de 2012

DIREITO PENAL - A MORTE DE JOSÉ HENRIQUE PIERANGELI


Boa noite amigos,

Faleceu, no último dia 10 de abril, o jurista, Procurador de Justiça Aposentado e professor de Direito Penal, Doutor José Henrique Pierangeli, que era natural de Brotas, cidade que idolatrava e para onde seguiu o seu corpo logo após o falecimento, mas que residiu e residia em Campinas, cidade que adotou,  juntamente com a família, durante várias décadas. O Professor Pierangeli era muito querido por toda comunidade jurídica, que nele reconhecia um respeitável pesquisador e escritor na área do Direito Penal, e também por uma verdadeira  legião de  amigos de todas as origens e profissões, mercê de sua simpatia e carisma pessoais,  e de sua alegria e otimismo contagiantes. Em nome do culto à memória, que tenho ressaltado, quando posso,  como um "valor cultural" realmente fundamental  em qualquer sociedade evoluida, ou que pretenda sê-lo,  é preciso registrar a importância de Pierangeli para o Direito Penal Brasileiro. A ele se atribui a introdução do grande penalista argentino Eugenio Rául Zaffaroni,  no cenário do direito penal pátrio, com quem publicou, em co-autoria,  a obra Manual de Direito Penal Brasileiro, que já está na 9a. edição,  uma adaptação, ao nosso Direito, da consagrada obra de Zaffaroni Manual de Direito Penal.    Em 1987 Pierangeli  escreveu, à guisa de  dissertação de Mestrado na Usp,  O Consentimento do Ofendido na Teoria do Crime, dissertação essa que se transformou num dos livros mais concorridos, indicados e citados, com um nome mais curto (só Consentimento do Ofendido). Também é de sua autoria a obra Da Tentativa, que já se encontra na  9ª. edição, sucesso absoluto de vendas e de citações em doutrina e jurisprudência. Destaque-se, ainda, uma pérola da literatura:  Códigos Penais do Brasil – Evolução Histórica, publicado pela Editora Revista dos Tribunais, em que o autor analisa a nossa lei penal geral e sua evolução no Brasil, desde a vigência, ainda no Brasil Colônia, das Ordenações Filipinas  até o Código Penal atual. Pierangeli foi professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e também da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, na década de 80, quando compartilhamos prazerosamente  reflexões sobre Direito, Educação e Vida, como docentes da nossa querida Faculdade. Naquela época usava um vasto bigode e era carinhosamente apelidado e chamado por nós de "Sargento Garcia".  Sua morte causou profunda e sincera consternação entre familiares, amigos e instituições importantes que se manifestaram sobre a perda,  como o  Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim) e o  Ministério  Público de São Paulo, com as quais mantinha vínculos muito próximos. Conversei sobre Pierangeli com amigos comuns, dentre os quais o Professor de Direito Penal, Juiz e Jurista José Henrique Torres e o Procurador, advogado e também Professor de Direito Penal, Silvio Arthur Dias da Silva, sendo unânime o destaque da importância da contribuição de Pierangeli para a evolução do Direito Penal Brasileiro.  Nossos pêsames à viúva Dna. Pérola, aos filhos e demais familiares, especialmente à Maria Aparecida Pierangeli, Promotora de Justiça, nossa ex-aluna e querida amiga, a quem carinhosamente chamamos de “Tida”, ao neto Pedro e ao genro o   amigo Desembargador Dimas Borelli,  aos quais dedico um trecho da poesia  de Lya Luft, escrito algum tempo depois da perda de seu companheiro amado: “A MAIOR HOMENAGEM QUE SE PODE FAZER A ALGUÉM QUE MORREU É VOLTAR A VIVER DA MELHOR FORMA POSSÍVEL, PORQUE TUDO É TRANSFORMAÇÃO. E A VIDA SEMPRE CHAMA”

Até amanhã, amigos.

P.S. (1) Eugênio Rául Zaffaroni é considerado um dos mais destacados penalistas do mundo moderno e a maior expressão nessa área do Direito, na América Latina. É também Ministro da Suprema Corte Argentina;

P.S. (2)  José Henrique Pierangeli foi  Procurador de Justiça; advogado criminalista e parecerista em São Paulo/SP; mestre em Direito Penal pela USP; professor convidado do curso de pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; professor dos cursos de pós-graduação do MP/SP, da Escola da Magistratura do TJ/SP e da Escola Judicial do TJ/AP; professor do Instituto de Desenvolvimento Cultural de Porto Alegre; professor honorário da Universidade del Museo Social Argentino; professor emérito do Instituto de Desenvolvimento Cultural; integrante da Academia Paulista de Direito Criminal; sócio-fundador do IBCCRIM - Instituto Brasileiro de Ciências Criminais; membro Honorário do Instituto de Ciências Penais.

P.S. (3) – Em 2.010, Pierangeli escreveu e lançou,  em co-autoria com o Desembargador Carmo Antônio de Souza,   a obra CRIMES SEXUAIS, na qual os autores analisam todos os delitos dessa natureza,  à luz da Lei 12.015/09. Na imagem que ilustra a coluna de hoje vê-se ambos em foto tirada no dia do lançamento da obra, publicada pela Editora Del Rey e emprestada do site Karla.balieiro.com.












segunda-feira, 16 de abril de 2012

ULTIMA RODADA DA PRIMEIRA FASE DO PAULISTÃO - QUEM FICA E QUEM CAI


Boa noite amigos,



O quadro que o  artista campineiro Alexandre Mello pintou, a pedido da  TV Bandeirantes, como já é tradicional,   foi entregue ao meia-atacante Fumagalli, do Guarani, considerado o melhor jogador do último derbi realizado pelo Campeonato Paulista da 1ª. Divisão de 2.012. O jogo aconteceu no Estádio Moisés Lucarelli,  e o resultado final foi o 62° empate entre as equipes, pelo placar de 1 a 1. Ontem, num único horário,  ou seja o das 16,00 horas, aconteceram simultaneamente todos os jogos da 19ª. e última rodada da fase de classificação do Paulistão. Os oito classificados para a fase seguinte (quartas-de-finais) já estavam definidos com duas rodadas de antecedência. A rodada apenas estabeleceu a classificação final de cada um dos oito e os cruzamentos entre eles.



OS JOGOS DE ONTEM

SÃO PAULO

O São Paulo, depois de 11 vitórias seguidas (um recorde na história do tricolor), não conseguiu emplacar a 12ª. e foi derrotado pelo Linense, no Estádio Gilberto Siqueira Lopes, na cidade de Lins, pelo placar de 2 a 1. Os gols foram marcados por Andrade para o time da casa aos nove minutos da primeira etapa, e por Rodolpho (o zagueiro goleador), aos 23. Paulo Miranda (contra) foi quem marcou o gol da vitória do Linense aos 44 minutos, ainda da primeira etapa. No segundo tempo, o tricolor não teve forças para superar a forte marcação do adversário. Com esse resultado inesperado perdeu a liderança e ficou com o 2º lugar na tábua de classificação final. Vai enfrentar, em casa,  o 7º colocado, ou seja, o Bragantino, com quem empatou em Bragança Paulista por 3 a 3, na fase de classificação.


CORINTHIANS

O Timão veio com um time recheado de reservas para enfrentar a Ponte Preta no Estádio Moisés Lucarelli, aqui em Campinas. Apesar disso venceu a Macaca por 2 a 1, com gols de Chicão, de pênalti,  a 1 minuto da etapa complementar e Weldinho aos 6. Renato Cajá descontou para a Ponte, cobrando pênalti aos 44 minutos do segundo tempo. A Ponte, com desfalques e sem motivação, não fez uma boa partida e a derrota foi merecida. Com a vitória, o Coringão encerrou a primeira fase líder e agora vai enfrentar o 8º colocado, ou seja, a própria Ponte Preta. Mas no Pacaembu, em São Paulo, em jogo único, no próximo final de semana.
 

SANTOS


O Peixe é, sem dúvida, o melhor time do campeonato paulista e, possivelmente, do Brasil, no momento. Ontem, com Ganso e Neymar se entendendo perfeitamente no ataque, a equipe de Vila Belmiro impôs, com tranqüilidade, uma sonora goleada de 5 a 0 na fraca e rebaixa equipe do Catanduvense, em Santos. Com 46 gols,  o Santos tem o ataque mais positivo do campeonato e também o melhor saldo de gols (28). Terminou esta fase em 3º lugar com 39 pontos e vai enfrentar, também em jogo único, na Vila Belmiro, a equipe do Mogi-Mirim, 6ª. colocada. É, indiscutivelmente, um dos favoritos para levar o caneco. Destaque para o primeiro gol de Ganso, ontem, por cobertura, sobre o goleiro Filipi. O Santos ainda comemorou a semana passada o seu centenário com muita festa e atrações e a presença sempre ativa e emocionante do Rei Pelé.


PALMEIRAS

Se havia um favorito disparado nesta última rodada do campeonato, este era o Palmeiras. O Verdão, apesar de três derrotas consecutivas contra Corinthians, Mirassol e Guarani, enfrentava o Comercial de Ribeirão Preto, no Pacaembu. Um Comercial já rebaixado, com vários desfalques e vivendo uma crise com salários atrasados e jogadores ameaçando greve. Nada obstante este cenário sombrio, o Verdão não conseguiu vencer e o jogo acabou empatado em 2 a 2, gols de Diego Acosta para a equipe de Ribeirão Preto, aos 36 da primeira etapa e 45 da complementar. E de Fernandão e Henrique, aos 42 e 47 minutos do segundo tempo, pelo Palmeiras. O Palmeiras até que fez um terceiro gol que lhe daria a vitória e a possibilidade de disputar o jogo único das quartas em São Paulo. Mas o bandeirinha, equivocadamente, viu impedimento na jogada, impedimento esse inexistente. O destaque da partida também fica para o fato de que o Comercial teve dois jogadores expulsos, Marcelo Labathe, aos 3,  e Leandro Camilo, aos 7 minutos do segundo tempo. Com isso o Verdão jogou quase todo o segundo tempo com dois jogadores a mais. E nem assim obteve a perseguida vitória. Terminando a fase na 5ª. colocação, o Palmeiras pega novamente o Guarani, 4º colocado,  no jogo das quartas.


BUGRE PERDEU,  MAS FICOU NO G4

O Guarani foi a Ribeirão Preto em busca da vitória que o manteria, independentemente de qualquer outro resultado, no G-4, o que lhe daria a vantagem de fazer a partida das quartas-de-finais no Brinco de Ouro. Sabia porém que a parada era duríssima, porquanto o adversário (o Botafogo), estava na zona de rebaixamento e dependia de uma vitória, a qualquer custo, para escapar da degola, além de resultado negativo do XV de Piracicaba ou da Portugesa de Desportos. A fanática torcida da Pantera encheu grande parte do belo Estádio Santa Cruz e torceu do começo ao fim. O Botafogo abriu a contagem aos 16 minutos do primeiro tempo, em bola parada. Cobrança de falta próximo da área, a defesa bugrina vacilou e Everton mandou a bola para as redes do goleiro Juliano. Mas aos 48 minutos do primeiro tempo, o árbitro Luiz Flávio de Oliveira marcou pênalti em favor do Guarani e expulsou o atacante Edson, que tirou a bola do gol com a mão. Fumagalli empatou, cobrando a penalidade e o Bugre veio tranqüilo para o segundo tempo, com um jogador a mais. Porém, apesar dessa vantagem em número de atletas, o Guarani não conseguiu fazer o segundo gol, embora tivesse criado chances. Numa delas, o bom  centroavante Bruno Mendes, de frente para o gol, sozinho, cabeçeou para fora. No final, o castigo. Em rápido contra-ataque o Botafogo fez o gol da vitória, com Clebinho, aos 43 minutos da etapa complementar. A torcida botafoguense foi ao delírio no Estádio Santa Cruz. O Botafogo permaneceu na primeira divisão paulista e o Guarani, apesar da derrota, não perdeu o 4º lugar, pois o Palmeiras só empatou com o Comercial.


OS REBAIXADOS

No início da rodada, a Portuguesa de Desportos era a equipe, dentre as que corriam risco de rebaixamento, com mais chances de escapar da degola. Afinal, com 18 pontos e quatro vitórias, bastava à Lusa um simples empate contra o Mirassol,  para fugir do rebaixamento, independentemente do resultado das partidas do XV de Piracicaba, em Mogi, e do Botafogo contra o Guarani, em Ribeirão. Pois a Lusa caiu. Foi derrotada por 4 a 2 e viu o Botafogo vencer no final por 2 a 1, saindo dos 16 pontos, a 17ª. colocação, para a 15ª., com 19 pontos. Já o XV de Piracicaba, com o empate que obteve em Mogi, saiu dos 17 pontos para 18 pontos, a mesma pontuação da Lusa. Mas, no primeiro critério de desempate, o Nhô Quim bateu a Portuguesa. É que teve 5 vitórias, contra apenas 4 da Lusa. Tristeza completa pelos lados do Canindé. O time, cantado e prosa e verso no começo da competição, pois vinha entrosando e obtendo importantes vitórias sucessivas (tanto que foi o campeão da série B),agora amargará o descenso e terá, em 2.013, que tentar voltar á divisão de elite. Os outros rebaixados eram notórios: o Comercial e a Catanduvense e  o Guaratinguetá, que já foi Americana, no ano passado.


Assim fechado o primeiro ato do campeonato,  vamos ficar de olho na rodada do final da semana, com grandes clássicos e jogos decisivos.



Um abraço e até amanhã, amigos.

 P.S. A imagem da coluna de hoje é de Maurício de Souza, emprestada de jb.com.br, e mostra a personagem de HQ Mônica, baseada na filha de verdade de Maurício de Souza,  e Neymar, o jogador revelação dos Santos, ambos comemorando o Centenário do Peixe.