quinta-feira, 17 de maio de 2012

CINEMA - A INVENÇÃO DE HUGO CABRET


Boa noite amigos, especialmente os cinéfilos,

Com a direção do badalado Martin Scorsese (A Ilha do Medo), que utilizou câmeras fusion, a mesma técnica com que James Cameron (Titanic), filmou Avatar, um dos maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos, A Invenção de Hugo Cabret (The Invention Of Hugo Cabret),  que depois passou a ser denominado apenas “Hugo Cabret” e, finalmente, de forma simplificada, só  Hugo” é um filme para ser visto em 3 D. Sua estréia no Brasil deu-se em fevereiro deste ano e continua em cartaz por muitas semanas nos principais cinemas brasileiros. Se me pedissem em uma palavra que descrevesse o filme eu diria: “bonito”. Sim, bonito, mas é também tocante, elegante e um show de técnica, misturando realidade e fantasia e uma homenagem, do diretor, ao cinema de arte, essa sétima arte descoberta ocasionalmente pelos Irmãos Lumière. Bem, trata-se de um roteiro adaptado por John Logan, para o cinema,  da consagrada obra literária de Brian Selznick, que conta a história de Hugo Cabret (Asa Butterfield), um menino de 12 anos, que ficou órfão de mãe e depois de pai e foi levado pelo tio ébrio, responsável pelo manutenção dos relógios da estação de trem,  para morar com ele na própria estação,  na Paris do começo do século XX. O tio também vem a falecer e Hugo continua ali escondido, atrás dos grandes relógios, com o objetivo de não ser encontrado para não ser levado a um orfanato. Também deseja consertar um andróide, um antigo e desprezado robô, que estava sendo reparado pelo pai, quando morreu. O robô, uma  vez  voltando a funcionar, deveria revelar um segredo. O menino passa a contar com a ajuda da jovem Isabelle (Chloë Grece Moretz), que acredita nele e deseja com ele viver uma grande aventura.  É esse o enredo no qual se desenvolve o filme de 127 minutos, classificado no gênero de aventura, da Paramount Pictures e que abiscoitou o importante troféu Globo de Ouro de melhor filme, e teve nada menos do que 11 indicações para o Oscar. Todd Mc Carthy do “The Hollywood Report, considera que “Scorsese e o roteirista John Logan compartiham a proposta de Selznick (Brian Selznick, autor do livro que dá origem ao filme) de que filmes são sonhos e produtos supremos da tecnologia. É uma máquina de fazer arte”. Com efeito, este é o resumo do filme. Uma história tocante acompanhada dos ingredientes de aventura, sonho, homenagem e uma máquina de fazer arte. Não deixe de ver.

Boa noite amigos,



P.S. (1) A técnica chamada de  câmeras “fusion”,  consiste na utilização de duas câmeras em conjunto para produzir imagens em 3D, de alta resolução,  e foram usadas pelo consagrado diretor James Cameron em “Avatar”;

P.S. (2) O veterano ator Christopher Lee, em papel secundário no filme, desempenha o personagem Monsieur Labisse;

P.S. (3)  O filme ficou com 5 estatuetas do Oscar: Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição de Som, Mixagem de Som e  Efeitos Visuais. Predomínio, portanto, dos prêmios técnicos. Perdeu para “O Artista”, que ficou com a estatueta de melhor filme;

P.S. (4) Sobre a obra disse James Cameron a Scorsese: “Seu filme é sobre o cinema mágico e é um filme mágico de se assistir” ;

P.S. (5) José Wilker, ator e comentarista do Oscar pela Rede Globo de Televisão, considerou a Invenção de Hugo Cabret como sendo o primeiro filme efetivamente em 3 D;

P.S. (6) A imagem que ilustra a coluna de hoje foi emprestada do site filmescomlegenda.net.



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